História Promise - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Criminal Minds
Personagens Dr. Spencer Reid, Personagens Originais
Visualizações 80
Palavras 1.754
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Again


- Caramba, Morgan! - exclamo, abaixando a arma - Como entrou aqui?
 - Sei da chave no vaso de planta. - me examina - Reid, vai colocar uma camisa!

Esqueci que não coloquei a camisa. Droga! A minha camisa e a blusa da Natalie estão no chão da sala. Dou as costas ao Morgan e vou para a sala. Ele me segue.
 - Cadê a garota?
 - Está dormindo. - respondo, vestindo a camisa
 - Reid?
 - Fala.
 - Que marcas são essas? - olho pra ele sem entender - Ah, por favor! Me diz que vocês não transaram!
 - Por que acha que transamos?
 - Não sou idiota! Você é a pessoa mais organizada que eu conheço e agora encontro uma camisa e uma blusa no chão da sala, suas costas estão arranhadas seu cabelo está bagunçado...
 - Eu estava dormindo.
 - ... e me aparece só de calça! Reid, vocês transaram! Admita! - exclama com a voz alterada e braços abertos
 - Shiu! Vai acordá-la! - respiro fundo - Está bem, nós transamos!
 - Isso não vai dar certo.
 - Obrigado, Morgan.
 - Estou falando isso porque é seu trabalho cuidar dela. - diz se sentando - A garota acabou de ser estrupada e você transa com ela? Reid, você não é assim!
 - Não consegui me controlar! Ela estava tão...
 - Eu quis. - ouço uma voz atrás de mim, me viro e a vejo de pé, seminua
 - Natalie! - a repreendo e jogo a blusa dela em sua direção. Ela a veste e vem em nossa direção, e se senta no sofá
 - Estávamos conversamos, eu o provoquei e nos beijamos. - explicou. Morgan abriu a boca para responder, mas ela continuou: - Ele tentou me afastar, me fazer desistir, mas me aproximei de novo e o beijei. - ela termina e ele me olha
 - É verdade?
 - Eu a beijei.
 - Vocês transaram e isso é errado. Sabe por quê? Ele tem que te proteger!
 - E ele me protege.
 - Na cama?
 - Na cama, sim, mas fora dela também.
 - Isso é loucura! Natalie, você foi estuprada há pouco tempo...
 - Acha que não sei disso? - responde aos gritos - É a primeira coisa que penso quando acordo e a última antes de dormir, trêmula com as lembranças. Uma parte de mim morreu lá, e outra morre enquanto não acham minha irmã porque não lembro da droga do caminho. Estou quebrada e ele - aponta pra mim - é o único que teve coragem o suficiente pra se aproximar e tentar juntar os cacos. E quer saber? Ele conseguiu! Não tudo, mas a maioria. Então, se quiser falar do meu estupro, fale com minha psicóloga. Ela sabe  de cada maldito detalhe!

Quando termina de falar, percebe que estava chorando. Ela leva as mãos aos olhos e seca suas lágrimas, enquanto se desculpa. Vou na cozinha pegar água para ela; Morgan pede que eu leve pra ele também. Da cozinha, escuto Morgan sussurrar uma  pergunta a Natalie:
 - Gosta do Spencer de verdade ou só transou com ele como recompensa por ter "juntado os cacos"? - vou até a porta da cozinha, ansioso, para ouvir a resposta de Natalie
 - Gosto dele. - responde, e sinto um sorriso bobo em meus lábios - Gosto muito dele, de verdade. Não sei quando comecei a sentir isso, mas me apaixonei por ele, pelo jeito bobo dele, o sorriso, a risada, o brilho em seus olhos, sua inteligência e seu carinho. Me apaixonei pelo Spencer e, acredite, eu tentei sufocar esse sentimento, mas não consegui. E quando ele me disse que gosta de mim, eu... - ela suspira - ...eu só conseguia pensar em como o beijo dele devia ser bom, e então, ele me beijou. E foi tão bom - termina, com uma voz sonhadora
 - Sabe que ele pode acabar perdendo o emprego, não sabe?
 - Sim.  - pude ouvir a culpa em sua voz
 - Mesmo assim, vai continuar com isso?
 - Só se ele quiser.
 - Você quer, Spencer?
 - Hm? - pergunto saindo da cozinha, me fazendo de desentendido - Quero o quê?
 - Acha mesmo que eu não sei que você estava ouvindo atrás da porta? - ele cruza os braços
 - Eu não estava escutando vocês!
 - Spencer - ela me chama. Me viro e a vejo com a sobrancelha erguida e também de braços cruzados - Estava ouvindo atrás da porta?
 - Eu...
 - Spencer...
 - Está bem! Eu estava ouvindo atrás da porta! - confesso e ela nega com a cabeça, sorrindo de lado. Aquele sorriso lindo!
 - Ah, vocês dois me enlouquecem! - diz Morgan, bufando em seguida - Ok, vocês vão fazer o que quiserem desde que isso não interfira no seu trabalho...
 - Protegê-la.
 - Isso. Vai ter que melhorar nisso, porque quando eu entrei, você estava dormindo. 
 - Você sabe da chave no vaso de planta.
 - Se eu sei, Parker também sabe.

Depois disso, o ambiente ficou pesado. Natalie claramente se isolou em sua mente, provavelmente se lembrando dos momentos em que esteve com aquele desgraçado. Então, ela se trancou no quarto e Morgan, depois de comprar uma caixinha azul com pílulas, atendendo ao meu pedido, e me repreender com o olhar por termos transado sem camisinha, foi embora.

Da porta do quarto de Natalie, ouço o chuveiro ligado e percebo que ela está tomando banho. Vou para o meu quarto, pego algumas roupas e me dirijo ao banheiro, seguindo o exemplo dela. Já no banho, algumas partes de minhas costas ardem. Sorrio ao me lembrar do motivo. Saio do banheiro e, depois de me vestir, do quarto, e vou para a sala, onde a encontro sentada no sofá, com seu notebook em cima das pernas. Ela parece digitar um texto, e só percebe a minha presença quando me sento ao seu lado.
 - O que está fazendo?
 - Digitando.
 - Haha. Está digitando o quê?
 - Deixa de ser curioso!  - responde rindo, mas me conta mesmo assim - É uma história
 - Sobre o quê?
 - Dragões e unicórnios.
 - O quê?
 - É. Um príncipe dragão e uma princesa unicórnio. Eles se amavam, mas não podiam ficar juntos porque suas famílias são inimigas, e tal.
 - Tipo Romeu e Julieta, só que de um jeito estranho.
 - Só que eles não morrem.
 - Então o que acontece?
 - Bom, o reino dele é no céu, e o dela, na terra...
 - Mas ela não é um unicórnio? Eles não têm asas?
 - Sim, mas ela não sabe voar, então tem que ficar na terra. E o povo dela não gosta do príncipe dragão, então ele fica no céu. Até que ela aprende a voar e foge para o reino celeste e eles se casam.
 - E vivem felizes para sempre?
 - Não, alguém morre, eu só não decidi quem.
 - Olha, é a coisa mais absurda que eu ouvi na minha vida. - afirmo e começo a rir, mas ela me bate, rindo também
 - Não chame O Dragão e o Unicórnio de absurdo!
 - Que original.
 - Cala a boca! - diz rindo, enquanto sobe em cima de mim, fazendo cócegas para me fazer ficar quieto.

Rio até não aguentar mais, e ela para, percebendo que subiu no meu colo. Quando ela ia sair, roçou na minha ereção, me fazendo gemer. Rio rouco:
 - Não sabia que você corava.
 - Eu não coro!
 - Ah, não? - pergunto, me aproximando - Eu posso ser seu dragão - digo e ela sorri, e então,  eu a beijo

Nosso primeiro beijo foi urgente, necessitado; esse é doce, lento e excitante. Natalie rebolava lentamente no meu pênis, me enlouquecendo. Suas mãos no meu peito, acariciando por cima da camisa. As minhas em sua cintura, a apertando de vez em quando. Ela geme meu nome quando beijo seu pescoço, parando às vezes para soprar o local, mas logo voltando a beijar, morder e chupar.

Eu levanto do sofá, novamente nos levando para meu quarto, sem interromper o beijo. Ela desce do meu colo antes de chegarmos a cama e começa a tirar sua roupa enquanto tiro a minha, a puxando pela cintura logo em seguida. Aperto sua bunda com força e sussurro no seu ouvido:
 - Gostosa. - ela sorri, percebo -  Você será uma boa unicórnio?
 - Ah, cala a boca - me joga na cama e sobe em cima de mim. Encaixa meu pênis em sua entrada e desce de uma vez só, gemendo no meu ouvido, e rebola em movimentos circulares, me fazendo endurecer ainda mais dentro dela.
 - Ah, Natalie!

Então, ouvimos um barulho. Baixo, mas alto o suficiente para percebermos que alguém está aqui, como, não sei, porque o Morgan deixou a chave comigo antes de sair e eu tranquei a porta quando ele foi. Natalie sai do meu colo e busca suas roupas. Eu faço o mesmo, procurando minha arma na gaveta. Com ela nas mãos, me viro e levo um susto ao vê-la tirando uma faca de debaixo do travesseiro. Ela se vira e dá de ombros, como se não fosse nada demais. Agora, não é mesmo. Peço que ela fique no quarto e tranque a porta quando eu sair, tanto a do quarto quanto a que dá para o banheiro. Ela assente e beija minha bochecha.

Assim que saio, ouço o barulho da tranca logo atrás de mim. Respiro fundo e vou até sala, conferindo se está vazia. Em seguida, para a cozinha, e então o quarto dela. Vazio. Me viro para sair e vejo a porta da sala aberta. Vou até lá e sinto alguém me empurrar para fora e ouço a porta sendo trancada. Nisso, caio no chão e perco minha arma. Meu desespero aumenta quando ouço um grito vindo de dentro do meu apartamento. Acho a arma e atiro na maçaneta. Abro a porta e corro para o meu quarto. Trancado.
 - Natalie! - grito - Natalie, abre essa porta! - nada - Droga. Natalie, se afasta!

Atirei na maçaneta e entrei. Meu coração parou. O quarto estava vazio, mas tinha sangue na parede e a faca que ela tirou do travesseiro estava caída no chão. Abro a porta do banheiro do mesmo jeito que abri as outras, e meu coração se despedaça ao vê-lo vazio. Sinto lágrimas rolando no meu rosto, enquanto disco o número do meu chefe, que atende no segundo toque.
 - Hotch, ele pegou a Natalie. - de novo



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