História Promise - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Criminal Minds
Personagens Dr. Spencer Reid, Personagens Originais
Visualizações 71
Palavras 1.498
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Shot


Depois que Reid saiu do quarto, tranquei a porta. Quando eu me afastei da porta do quarto pra trancar a do banheiro, ouvi o barulho de uma porta sendo aberta; acho que foi a da frente. Ouvi passos vindo e, enquanto trancava a porta do banheiro, alguém entrou. Ao me virar, percebo que a porta da frente não tinha sido aberta, mas fechada. Reid estava lá fora, Andrew Parker estava bem aqui, na minha frente, com uma . Pego a faca e aponto pra ele, que ri de mim.
 - Acha mesmo que pode me machucar?
 - Posso tentar. - respondo e ele investe contra mim, cortando minha perna. Grito e ele ri mais ainda, até percebi que também o cortei.
 - Vadia estúpida!
 - Sério, você só conhece esse xingamento? - ouço um tiro
 - Você paga de durona, mas não tem coordenação motora; sua irmã vivia reclamando disso. Como acha que vai fazer um estrago maior?
 - Só preciso te manter aqui até o dr. Reid chegar.
 - Dr. Reid, é? Tá bom - ele ataca de novo, dessa vez mirando em minha mão. Recuo quando percebo seu alvo, mas não sou rápida o bastante e sinto uma picada no meu braço. - Boa noite, Cinderela!

Apago, mas não completamente. Estou acordada o suficiente pra me sentir ser arrastada pra debaixo da cama. Acordada o suficiente pra ouvir os tiros cada vez mais perto, até a porta ser aberta. Para ouvir Spencer chamar meu nome e não obter resposta. Sinto seu desespero ao pensar ter me perdido. Ouço quando ele liga para o chefe e dá a notícia. Ouço desesperada quando ele funga. Ele está chorando, percebo. Me encho de angústia, porque estou presenciando esse momento e não consigo me mexer, nem mesmo abrir a boca. Estou presa em mim mesma. Tudo o que quero é gritar que estou aqui; quero que me ajude, que me tire daqui e me abrace, mas não consigo. Ouço seus passos apressados saindo do quarto e sons de coisas caindo, seguido da porta batendo. Spencer foi embora e me deixou aqui com Andrew. E então, apago completamente.

 

Quando acordo, demoro um pouco para reconhecer o lugar onde estou, mas quando a ficha cai, sinto lágrimas quentes no meu rosto. Na minha frente, está a roda. Da última vez que estive aqui, a roda estava vazia, agora, minha irmã está presa nela, meio grogue. Esperando que ela volte a si, analiso minha condição. Estou amarrada a uma estaca, de frente para a minha irmã, prestes a vê-la sendo atormentada até a morte. Ah, Deus, nos tire daqui!

Seguindo o fio da meada, meus pensamentos me levam a Reid. Ah, Spencer, como você deve estar agora? Será que está no escritório procurando por mim? Ou seu chefe descobriu sobre nós? Tenho que sobreviver. Vou dar um jeito de me soltar, tirar Nicole daquela maldita roda, levá-la de volta pra casa e voltar para o Spencer.

Começo a me remexer, tentando me soltar. Nicole parece acordar totalmente e percebe minha presença, e também tenta se soltar, mas pra ela é mais difícil, pois seus quatros membros estão amarrados em um X. Logo ela desiste, e me olha desesperada:
 - Natalie, pensei que estivesse morta!
 - Também pensei que você estivesse morta. Fico feliz ao ver que não é o caso. Ficaria até mais, se não fossem as circunstâncias.
 - Claro. - ela ia dizer mais alguma coisa, mas foi interrompida pelo barulho de porta batendo e passos se aproximando

Andrew vestia uma camiseta preta e calça jeans. Sentou em uma cadeira de frente para nós duas e sorrio:
 - Vejo que já conversaram. Colocaram o papo em dia?
 - Vai se f****! - exclama Nicole, o que, não vou mentir, me pegou de surpresa. Ela sempre foi a certinha
 - Que boca mais suja, querida!
 - Eu não sou sua querida! - grita, e ele suspira em resposta
 - É uma pena.

Se levanta e verifica se ela está bem amarrada. Quando vem fazer o mesmo comigo, cuspo em sua cara, o que me rende um tapa. Então, andando em círculos, ele nos diz como vai acontecer:
 - Vocês já sabem dos meus planos, mas eu mudei umas coisinhas. A plataforma sobre a qual Natalie está é uma espécie de mini fornalha. Então ela vai esquentar a plataforma e a estaca, te dando uma amostra do inferno, antes de eu te mandar pra lá. - diz me encarando. - Me desculpem se estou apressando as coisas, mas é porque estou muito ansioso. - esfrega as mãos - Vamos começar?

Andrew tira do bolso da calça um dispositivo retangular com vários botões, um controle, ele aperta alguns e sinto a plataforma um pouco quente. Só um pouquinho, quase nada. Ele pega um dos martelos e vai na direção de Nicole. Ele o levanta acima da cabeça e mira em uma coxa dela. Fecho os olhos e ouço o grito angustiado de minha irmã.

A cada martelada, a cada grito, eu lembro de minha mãe. Sempre cuidando de nós duas... não mais. Papai sempre nos protegendo... não mais. Agora os dois estão mortos, apenas por não acharem que Andrew era bom o suficiente pra minha irmã, 

Minha amada irmã está sendo punida por terminar com ele quando mostrei a ela que ele a traía novamente. Meu maior erro. Outro grito. Ele vai nos manter aqui por quanto tempo? Até quanto vai nos torturar? Sei que ela que está sendo despedaçada, mas meu coração se parte a cada grito que ela dá.

A fornalha está mais quente agora, muito mais. Quase insuportável. Abro os olhos, com a testa encharcada de suor, e encontro os dele. Desvio e olho para Nicole. Sua perna direita está completamente destroçada. Não sei se estou chorando ou se é o suor. Acho que os dois. Ele ainda está me encarando.
 - Olha, querida Nat! Olhe o que você causou com a sua fofoca!
 - Eu só queria que ela se distanciasse de você, para que fosse feliz. - está muito quente
 - Mas eu a fiz tão feliz! - ele se volta pra ela - Eu te fiz feliz, não foi? Eu te amei. Por que me deixou?
 - Você prometeu - ela diz com dificuldade, por causa da dor - Me prometeu que nunca mais me trairia, e quebrou sua promessa.
 - Cala a boca - diz baixinho
 - Traiu minha confiança! - muito, muito quente
 - Cala a boca. - fala mais alto
 - Você me decepcionou!
 - Cala a boca! Eu mandei calar a boca! - cada palavra, uma martelada forte no peito de minha irmã
 - Pare! - grito, mas ele parece não me ouvir, ou apenas me ignora

Até que ele solta martelo. Parece perceber o que fez. Ele adiantou a punição dela ao máximo. Perdeu o controle e a matou. Ele matou minha irmã. A plataforma sob mim queima meus pés, que devem estar com bolhas, mas não me importo. Ele matou Nicole.
 - Você a matou - sussurro, ainda sem querer acreditar
 - Isso aconteceria de qualquer jeito mesmo - responde dando de ombros e sai, me deixando sozinha com o corpo da minha irmã

Choro até não ter mais forças, até o cansaço me vencer. Nem percebo quando fecho os olhos e, por fim, durmo.

 

No dia seguinte, acordo ao sentir as mãos dele me desamarrando. Ele percebe e balança a cabeça negativamente:
 - Não era pra você ter acordado. - com isso, ele me joga no chão

Caio de bruços, e ele me chuta, me fazendo virar de barriga pra cima. Andrew sobe em mim, me impedindo de virar, e sinto um soco no lado esquerdo do meu rosto.
 - Infelizmente - diz entre os socos -, perdi o controle e matei logo sua irmã. Agora, graças a isso, você é meu único brinquedinho. Tenho que me divertir ao máximo, não concorda?

Depois de mais alguns socos, ouvimos um barulho vindo de cima. Parker para com punho no ar. Ao anunciarem ser a polícia, eu quase morri de alívio. Ele desce seu punho, quebrando meu nariz, me manda ficar quieta e sobe.

Como estou livre de cordas, óbvio que não vou obedecê-lo. Com grande esforço consigo ficar de pé e lentamente subo os degraus e abro um pouco a porta, apenas uma fresta. A polícia diz que vai entrar, mas ele diz que tem uma refém. Ferrou

Ele me vê e vem até mim, me puxando até a sala. Me faz ajoelhar e aponta uma arma pra minha cabeça, ameaçando me matar. Não entendi muita coisa, mas parece que a agente Jareau o convence a se entregar. Estranho. Ele parecia tão determinado. A porta da frente se abre e fico aliviada ao ver policiais vindo em nossa direção com armas em punho. Junto deles está Spencer, que parece aliviado e preocupado ao mesmo tempo. Então, para o meu desespero, ouço uma risada, seguida do terrível som de arma sendo engatilhada. Um disparo.



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