História Promised - The Prince And The Pauper - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Austin Mahone, Holland Roden
Personagens Austin Mahone, Holland Roden, Personagens Originais
Tags Austin Mahone, Drama, Holland Roden, Romance, Unya, Viollet Smith
Exibições 23
Palavras 4.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie! Gente obrigada pelos favoritos e comentários, sério, muito obrigada! Espero que estejam gostando e comentem!

* Trailer por: HeyLife(VE); Capa por: Immortal(VE); Sinopse por: Azulou(YD); Fanfic por mim
*Postada no wattpad
*Trailer e playlist nas notas finais!
*Plágio é crime
*Comentem!
*Boa leitura

Capítulo 2 - Capítulo um - Chapter one


Capítulo Um - Chapter One

Viollet Smith, narrando.

Narcssy, Unya, 03 de novembro de 2565. Quarta-feira.

    Os ponteiros do relógio ao meu lado na escrivaninha concluía que já era tarde da noite, marcava 02:00 da madrugada e eu ainda não havia pregado os olhos, tinha que me manter acordada para terminar o trabalho da faculdade. Não deveria ser tão difícil, afinal eu curso finanças e é algo que eu realmente sou apaixonada. Eu rabiscava a décima folha do meu caderno, procurando me  concentrar para resolver tais contas, talvez criar uma tática de guerra fosse mais fácil do que isso.

As únicas coisas que rondavam minha cabeça eram as palavras de meus pais, eles estavam errados, mas não admitiriam. Um casamento.  O casamento do século. Um show de marionetes, o qual eu não desejava participar. Podia ouvir a conversa de meus pais no andar de baixo, eles pareciam discutir sobre o meu comportamento, uma garota impulsiva e rebelde, que precisava ser domada. Deveria se tornar uma dama e cumprir com seu destino, um acordo selado.

Me levantei da escrivaninha indo em direção a porta do quarto, estava determinada a dar um fim nessa discussão,  mas fui interrompida por barulhos na minha sacada fazendo com que eu fosse até lá. Quando abri a porta de metal da sacada, senti um vento frio bater contra  minha pele,  mas logo essa sensação desvaneceu-se dando lugar a uma imensa alegria.

Aqueles olhos pretos brilhantes me analisavam com doçura por trás da escuridão da madrugada. Grandes mãos envolveram minha cintura me puxando para perto de seu corpo, fazendo-me sentir o seu perfume. Ele não imaginava o quão seu cheiro era viciante e o que causava em mim. Seu rosto se aproximou do meu, então beijou minha testa e se afastou para me analisar, mas logo voltou a se aproximar de mim, relando nossos lábios antes de me tomar um beijo. Um beijo cheio de saudade e carícia.

- Senti saudades, pequena. – Ele comentou quando finalizamos o beijo, fazendo-me sorrir com o apelido.

Ele me chamava assim desde que éramos crianças, afinal ele sempre foi mais alto do que eu, não havia o que questionar.

- Ainda acordada? - O dono dos olhos pretos perguntou brincando e eu assenti. - Estava me esperando?

- Se é o que você acha... Fazia tempo que você não vinha. - Comentei olhando em seus olhos. - Achei que não me amava mais... - Digo manhosa e o puxo para o quarto iluminado.

Paramos um tempo no meio do quarto então pude analisa-lo. Noah Parker, um típico garoto de cabelos e olhos pretos, pele pálida, alto e forte. Para mim Noah, não era um típico garoto,  ele era uma das pessoas mais importantes para mim. Poderia dizer que é o amor da minha vida. Para mim ele era perfeito sendo um cavaleiro, fofo, gentil, inteligente, compreensível e é claro sexy. Ele trabalha como balconista em uma loja, mas estuda marketing. A família de Noah, tinha uma renda muito baixa comparada a minha, então ele vivia trabalhando para ajudar a família e subir na vida. Ele é realmente independente,  odeia que o sustente.

Fui tirada de meus pensamentos por sentir os lábios de Noah , acariciando meu pescoço e depositando beijos no mesmo.

- Onde esteve? - Perguntei jogando o pescoço para trás.

- Trabalhando.- Ele suspirou cansado. - Precisei fazer hora extra para pagar os remédios de Anna. - Se refere a irmã mais nova.

- Eu já disse que se precisar... - ele me interrompeu.

- E eu já disse que, não quero que me sustente. É meu trabalho fazer isso por você e fazer feliz. - Insiste.

- Não seja tão orgulhoso...- Pedi.

- Não é orgulho e sim a realidade. E quando nos casarmos? Como será?  Devo lhe dar a vida que tem agora, se não melhor. Devo cuidar de você, lhe defender e te mimar.

Não comento mais nada, apenas fitei a parede com uma feição séria.  Noah ficou por cima de mim e encarou profundamente meus olhos.

- Ei, não fica brava comigo. - Ele pediu e eu desviei o olhar. - Certeza que vai ficar assim? – Afirmei com a cabeça.

Noah espalha beijos pelo meu pescoço, fazendo-me sorrir abertamente para ele e soltar uma leve risada.

- Ta agora para. - Falei rindo, mas ele não obedeceu.

O garoto de cabelos pretos beijou-me intensamente, então foi descendo os beijos até o meu ombro, levou suas mãos até a barra da minha camisa e a levantou. Logo em seguida voltou a tomar meus lábios, mas algo nos fez parar o que fazíamos, um pigarro para ser mais exata. Me virei rapidamente derrubando Noah da cama, então meu olhar foi imediatamente para a porta onde Derick nos olhava com desprezo.

- O que é isso? - Derick perguntou entre dentes.

- E ai, Derick?  - Noah cumprimentou coçando a nuca.

- É...er... estávamos conversando. - Disse embolada.

- Conversando?! - Derick perguntou descrente. - Que novo tipo de conversa é essa, Viollet Copperfield Smith? Se agarrando na cama e tirando as roupas. - Seu punho se fechou.

- D... Derick. Ele... Eu... Nós... - Gaguejei.

- Não é culpa dela, Derick. - Noah tentou explicar, mas meu irmão apenas fechou a expressão mais ainda.

- Parker, saia agora deste quarto antes que eu lhe arrebente. - Derick ameaçou entre dentes e fechando os olhos.

Noah suspirou e selou meus lábios.

- Nos vemos depois pequena. - Ele sussurrou e saiu pela sacada.

Joguei-me na cama vermelha de vergonha e raiva, pensando no que havia ocorrido e ignorando Derick. Funcionou até certo ponto,  quando algo bateu contra meu rosto, minha blusa.

- Veste isso antes que entrem aqui. - Derick manda.

Coloquei a blusa e prendi meu cabelo em um coque mal feito. Cruzei as pernas e abracei minha almofada, após esse ato fitei meu irmão, analisava cada detalhe. Derick era pouco mais velho que eu e tínhamos poucas semelhanças  . Ele carrega um par de olhos azuis, cabelos castanhos, pele clara, extremamente alto e forte - por sempre treinar com os soldados -; tem 22 anos e não cursa uma faculdade, mas não se engane, desde pequeno foi criado como um soldado e ocupa o cargo de Major após a aposentadoria de nosso pai. Já eu... bem a única coisa que temos em comum são traços,  pois meus cabelos são ruivos, minha pele bem clara e minha altura mediana para uma garota de 19 anos; Desde pequena me interessava por finanças – profissão que pretendo exercer -, mas ainda mais por táticas de guerra.

Derick diferente de mim atrai as pessoas para ele com seu sorriso e bom humor, já eu sou o oposto, afinal "não seguro a minha língua". Além de que sempre fora um irmão muito protetor, fiel, confidente e companheiro,  seria o melhor irmão se não fosse amigo dele. De Austin Mahone, nosso "amado" herdeiro.

- O que você pensa que estava fazendo? Você está louca? - Derick perguntou irritado. - Você não tem idade para isso.

- Derick, querido, eu tenho 19 anos. - Lembrei deixando ele com mais raiva.

- E se não fosse eu que entrasse aqui? Seu estimado namorado estaria morto ou por nosso pai ou pela tropa real, não se esqueça de que você agora pertence a eles! - Suas palavras me trouxeram raiva.

- Eu não sou um objeto para pertencer a alguém!  - Gritei. - Eles não mandam em mim. Eles não mandam na minha vida. Eu já disse que não!  - Continuei negando.

- Não discuta Viollet, você sabe que não há escolha. - Avisou.

- Há sim. Claro que há.  - Me levantei. - Eu não sou e não serei noiva de um idiota, e muito menos uma marionete. - Afirmo.

Sai do quarto e bati a porta causando um estrondo. Parei no corredor pensando no que faria, então percebi que alguém me observava, Dianna, minha irmã mais nova.

- O que é?! - Grito assustando a garota.

- Nossa calma eu não falei nada, garota má. - Coloca as mãos para cima.

- E é bom que não fale. - Ela revira os olhos com o que digo.

Desci as escadas correndo e encontrei meus pais na sala de TV. Parei um tempo para analisa-los friamente.

Minha mãe - Lizzy Copperfield- tem cabelos ruivos curtos, olhos verdes, pele um tanto clara e algumas rugas devido à idade, não que ela fosse velha; Ela sempre foi doce e gentil, mas perdeu sua compreensão ao me forçar a fazer algo que não desejo; Mamãe é uma empresária e uma das melhores amigas da rainha Michele.

Meu pai - Adam Smith - tem cabelos castanhos e olhos azuis claro, pele clara, é alto e forte como Derick; Um homem ambicioso, inteligente e carinhoso, mas não se importa muito com o que pensam, está acostumado a mandar; Papai é o Major de exército do reino, o maior cargo para seu trabalho e é claro melhor amigo do rei, algo que não me favorece.

Eles estavam conversando, mas pararam e dirigiram seu olhar para mim apreensivos.

- Querida, venha... - Lizzy me chamou, mas eu neguei.

Peguei um moletom preto no mancebo, peguei minhas chaves e sai de casa naquela noite escura e fria. Comecei a correr repassando tudo o que havia acontecido, cada palavra que haviam dito.

"Pertence ao reino", "Casar-se" , "Você é sortuda com essa dádiva", " Não há escolha". As palavras machucavam como uma lâmina rasgando a pele.

Corri até uma floresta - não muito distante e nem muito densa -, sempre ia para lá quando precisava pensar.  Sentei debaixo da copa da maior árvore dali, abracei meu joelho e fitei o nada.

- Há escolha... Sempre há. - Sussurro e ouço alguém fazer o mesmo.

- Achei que mais ninguém viesse aqui. - Uma voz rouca soa na minha frente.

- Gosto de vir aqui para pensar. - Respondo e levanto meu olhar.

Era uma figura alta e forte trajava um moletom preto com algumas coisas escritas em branco, não conseguia ver seu rosto nitidamente apenas um par de olhos verdes brilhantes e um sorriso de canto. Eu conhecia aqueles olhos brilhantes e aquele sorriso, mas de onde? Essa era mais uma das minhas perguntas sem resposta.

- Sozinha? Não acho muito conveniente para uma dama. - Ele contorna a árvore.

- Só porque sou mulher não quer dizer que seja uma dama ou indefesa. - Rebati e ele riu anasalado.

- Poucas mulheres dariam esta resposta. - Disse convicto e um sorriso brota em meus lábios.

- Digamos que sou diferente. Não sirvo para ficar em casa cuidando dos filhos enquanto meu marido sai para beber, não sirvo para ficar parada ou para agir como uma dama. Gosto da minha liberdade, afinal isso é um presente dos céus. - Digo satisfeita.

Olhei para o céu quase encoberto pelas árvores, o céu estava em um lindo tom azul escuro com algumas partes anil,  as estrelas brilhavam de forma intensa de todos os cantos e nenhuma nuvem preenchia o céu, porém,  mesmo assim o frio era de congelar.

- O que faz aqui? - Perguntei curiosa.

- Preciso pensar e você?

- Tempo.... Tudo o que desejo. – Respondi abraçando mais minhas pernas.

Paramos de falar por um estante.

- O que aconteceu?  - Perguntamos juntos. - Meus pais. - Respondemos juntos.

Rimos baixo e encostei minha cabeça no tronco da árvore.

- Querem que me case, desenvolva responsabilidade e cuide dos negócios da família. - Ele disse frustrado.

- Eles resolveram tomar as rédeas da minha vida. Não me deixaram escolha e agora desejam me casar... Com um homem arrogante, idiota e pirracento. - Disse com raiva. - Eles não me consultaram ou pensaram na minha felicidade, como me casar com alguém se amo a outro?

- Amar não é a mesma coisa que se apaixonar. - Ele murmurou. - Talvez não seja tão ruim casar-se com esse homem, quem sabe você não se apaixona? - Sugeriu e eu revirei os olhos. - Você o conhece bem?

- Desde a infância... Não o suporto, não o amo e sei que ele tem a mesma concepção,  afinal é ele quem me provocar. - Aperto minhas unhas contra a palma da minha mão.

- Como um homem iria rejeita-la? - Ele diz me deixando confusa.

- Você nem se quer me viu para falar algo. - Rebato - Queria apenas voltar no tempo e mudar tudo. - Soltei o ar de meus pulmões.

Ele ri do modo como falei, então novamente o silêncio tomou conta da mata. Lembranças da minha infância passeavam pela minha cabeça, ele realmente me odiava como eu a ele... Ele é meu pesadelo que está se tornando realidade.  Meu celular começou a vibrar, meus pais, então desliguei todas as chamadas até perder a paciência e deixar no silencioso.

O céu estava começando a ter sua escuridão anulada, estava ficando cada vez mais claro, já iria amanhecer.

- Quem é ele? - O garoto pergunta.

Não respondo, apenas deixo o tempo passar. Então o nome escapa pelos meus lábios "Nosso príncipe, Austin Mahone", mas o garoto não havia ouvido afinal desaparecera a poucos minutos.  Fechei meus olhos e adormeci.

[...]

Viollet Smith, narrando

Floresta, Narcissy,Unya. Dia 03 de novembro de 2565. Quarta-feira.

Acordei com a luz do sol em meu rosto, olhei em meu celular e marcava 8:00 da manhã, me espreguicei e levantei.

- Mais um dia começa.... - Murmuro e vou em caminho para casa.

Adentrei a casa, na sala estavam todos meus familiares - que moram comigo - e vários guardas, minha mãe tinha um olhar desesperado, meu pai um olhar preocupado e firme, já meus irmãos pareciam preocupados e entendidos.

- O que foi dessa vez? - Pergunto encostando no batente da porta.

- Filha! - Minha mãe grita e vem me abraçar.  - Estávamos prestes a mandar lhe procurar, está bem? O que aconteceu?  - Ela estava realmente preocupada.

- Hump... Não sei para o que isso. - Reviro os olhos.

- Dispensados. - Meu pai diz para os soldados e se vira para mim.  - O que deu em você para fazer isso? Está louca? Está agindo como uma completa rebelde. - Vem caminhando furioso.

- E vocês agindo como completos idiotas! - Digo alto. - Agora me deem licença, vou me trocar para ir ao orfanato.

Cruzo alguns cômodos e subo para meu quarto. Tomei um banho rápido então me arrumei com uma calça jeans surrada com uma blusa caída - em um dos ombros -, cabelos presos em um rabo de cavalo e um gloss. Ao terminar desci, peguei uma maçã e minha bolsa.

- Não se atrase hoje, Viollet, teremos visita. - A empregada avisou e eu confirmei antes de sair batendo a porta.

Respirei fundo e fui caminhando para o orfanato, não muito longe de casa. Adentrei o local, me identifiquei e coloquei meu avental.

- Tia Viollet! - Uma garota loira gritou feliz e agarrou minha perna.

- Olá para você também, pequena Barbie. - Brinco e a pego no colo.

- Achei que não viria hoje. - Cruzou seus bracinhos.

- E por que não viria? - Perguntei confusa.

- Porque...- Não terminou sua frase. - ah sei lá. - riu de seu comentário.

Como todos os dias, cuidei das crianças do orfanato onde trabalho. Esses sorrisos, essa inocência e carinho, tudo aqui me trazia paz.

- Boa tarde, onde posso encontrar a mais bela mulher? - Uma voz conhecida soou em meu ouvido e uma mão com uma flor apareceu em minha frente.

Virei me sorrindo, minha vista foi ocupada por Noah. Selei seus lábios e ele segurou minha cintura.

- Tenho certeza que a encontrei. - Noah disse em sussurro.

- Onde ela está? Gostaria de conhecê-la. - Brinquei olhando em volta.

- Bem na minha frente e eu irei beija-la agora. - Noah tomou meus lábios em um beijo intenso.

- Eca! - Um coro de crianças disse.

Nos separamos rindo da cena, me virei e Noah continuou a segurar minha cintura.

- Eles são lindos não são?  - Perguntei baixinho e ele concordou

- Um dia teremos os nossos. - Noah garantiu.

- Mas primeiro vamos viver aventuras. Fugir de casa, ir a festas, se envolver com pessoas erradas,  conhecer novos lugares e fazermos deles nosso. - Respondi admirada e ele ri.

Diferente de mim, o Noah, é calmo, culto, envergonhado e bem educado. Já eu sou uma "ogra", aventureira e rebelde, como dizem a garota problema. Ele sonha em casar e ter filhos, eu sonho em viver e ser livre, amar intensamente é o desejo que nos une.

- Então formaremos uma grande família.

Começo a imaginar meu futuro ao lado do homem que amo. Um casamento simples e belo; uma casa pequena e simples; crianças correndo para todos os lados; nós felizes e se amando... eu o amo.

Tudo isso me fez lembrar o que o estranho da noite passada disse, "o amor é diferente da paixão", então suspiro pesadamente.

- Aconteceu alguma coisa? - Noah perguntou preocupado.

- Acho que já está na minha hora. - Ignorei sua pergunta e olhei no celular.  -  6:00 horas da  tarde.

- Mas ainda está cedo, vamos ficar aqui juntos. - Pediu Noah.

- O senhor e a senhora Smith, terão visitas hoje. - Disse revirando os olhos e o garoto ri.

Me arrumei e ele me acompanhou até a frente de casa. Paramos e ficamos nos encarando.

- Entregue.

- Infelizmente.  - Murmurei e o beijei.

Ele saiu caminhando, me virei e dei de cara com Lizzy na porta, ela me olhava surpresa e repreendendo-me. Passei por ela e me dirigi a sala de jantar, lá estava minha família juntamente ao belo e feliz casal real.

- Boa noite filha, chegou na hora certa. - Adam afirmou.

- Sinto o oposto. - Rebati. - O que é isso?

- Seja gentil, eles vieram nos fazer uma visita, afinal logo seremos da mesma família. - Lizzy comentou alegre.

- Eu já disse que não!  - Bati o pé.

- Viollet, você ainda não completou 21 anos, está sob o meu comando, você irá se casar sim! - Adam disse batendo na mesa. - Logo iremos nos mudar para o palácio, nossa nova cada!

- Não me importo com o que diga. - Desafiei. - Não quero fazer parte dessa palhaçada.  - Peguei um pacote de salgadinho e subo para meu quarto.

Me joguei na cama, tomei meu banho e comi meu salgadinho. Alguém batia em minha porta, mas ignorei e não destranquei. Fiquei ali até adormecer.

[...]

Viollet Smith, narrando.

Narcssy, Unya. Dia 04 de novembro de 2565. Quinta-feira.

Acordei com minha mãe fazendo cafuné em meu cabelo, sorri inconscientemente.

- Bom dia pequena Violeta. - Mamãe comenta sorrindo.

- Bom dia. -Disse frustrada.

- Precisamos conversar. – Concluiu, mas neguei.

- Se é sobre aquilo, prefiro...- Me interrompeu.

- Tudo isso é para o seu bem. - Revirei os olhos.

- Tirar a minha vida é para o meu bem?

- Não estamos tirando a sua vida.

- Eu que estou imaginando coisas.  A universidade dos meus sonhos;  O meu melhor passa tempo; Meu trabalho e...

- Noah. - Ela disse por mim. - Vocês estão juntos não é mesmo? - Abaixei a cabeça corada. - A quanto tempo?

- 4 anos... - Respondo em suspiro. - 4 longos e felizes anos, o amo... o único homem que amei intensamente. - Sorrio docemente.

- Infelizmente ele não é o homem certo para você, querida.

- E quem seria o homem certo? Um aristocrata da realeza que utiliza uma máscara de cavalheiro, mas por trás é um mimado arrogante que não me ama? - Perguntei e arqueei uma das sobrancelhas.

- Não fale assim dele. Faremos isso para o seu bem, entenda, há segredos que não podem ser revelados agora, mas se não cumprirmos com a promessa... Pagaremos um preço alto de mais. Uma perda terrível, querida. - Ela explicou.

Suas palavras começaram a me atormentar. Havia medo em sua voz assim como dor, ela estava falando a verdade.

- O que está me escondendo?  - Perguntei me sentando e olhando em seus olhos.

- Você não precisará saber agora, apenas se conforme em ser A Prometida e faça tudo o que mandarem, sua vida pertence à eles. - Declarou e acariciou meu rosto. - Devo lhe pedir uma coisa...Afaste-se de Noah e termine com ele, para o bem de ambos...

- Mas...- Gritei com lágrimas nos olhos.

- Por favor... Por seus pais, pelos seus irmãos....Por nós.

Eu não queria fazer isso. Cogitei a ideia de fugir ou negar, mas certamente negar a realeza seria clamar por morte. Lizzy saiu do quarto e me deixou sozinha. Peguei um t-shirt simples e uma calça leg, me vesti após tomar banho. Joguei minha mochila nas costas e desci.

- Faça-o mais breve possível.  - Mamãe sussurrou ao passar por mim.

Sai de casa e peguei minha moto, fui em direção ao trabalho de Noah, uma loja. Adentrei a loja vazia, parei na frente do balcão e toquei o sino. Noah veio correndo com seu avental azul surrado.

- Pequena! – Me chamou animado e contornou o balcão para me abraçar.

- Me desculpe. - O abraço com força.

- O que aconteceu?  - Noah perguntou confuso e levantou meus rosto já molhado pelas lágrimas.

- Eles descobriram e não aceitaram. - Contei fazendo-o se assustar. - Eu sou uma marionete para eles...

- O que você quer dizer com isso Viollet? - Perguntou apreensivo.

- Acabou. - Murmuro e ele me olhou confuso. - Acabou... acabou tudo entre nós. - Digo alto e ele me beija.

- Não!  - Negou alto. - Eles não podem...

- A realeza pode tudo. - Murmurei de um modo quase inaudível.

- Vamos fazer o que você disse, fugir, eles não poderão nos encontrar. - Sorri com a sugestão.

- Não, não vamos. - Neguei e enxuguei suas lágrimas. - Vai ser melhor para ambos.

- O que?! Você está louca?

- Sempre fui... Eu te amo Noah, não se esqueça de mim. - Sussurro em seu ouvido, selo seus lábios e saio correndo da loja.

Montei em minha moto e dirigi até a faculdade, com uma certa dificuldade porque lágrimas embaçavam minha visão. Adentrei a sala de aula com os olhos vermelhos, as pessoas me olhavam confusas. Na aula de estatística, Noah adentrou a sala trazendo consigo uma avalanche de memórias.

- Viollet. Viollet... Senhorita Smith! - A professora gritava me chamando.

- Oi? Desculpa. - Digo gaguejando.

- Está se sentindo bem? Seu rosto está inchado e vermelho. - Pergunta suavemente.

- E-eu... Tenho que ir. - Peguei meu fichário e corri da sala, mas acabei esbarrando com Noah.

- Vi...- Ele me chama mas eu ignoro.

Joguei meus materiais na mochila e subi na moto, corri com o veículo até chegar em casa. Lá joguei minha mochila em um canto qualquer corri para meu quarto, fiquei lá durante horas chorando.

- Acho que já fez o que pedi.  - A voz da minha mãe preenche o quarto.

Ela sentou-se ao meu lado na cama e me abraçou.

- Foi o certo a fazer querida. - Tentou me reconfortar.

- 4 anos de namoro não são, 4 milésimos de segundos. Uma vida inteira de amizade, não é uma coisa simples. - Respondi e a abracei.

- Ficará tudo bem...

Adormeci em seu colo, mas acordei as 3 da tarde do mesmo dia. Fui até o banheiro e meu rosto estava completamente inchado, respirei fundo e joguei uma água. Tomei um banho e me cobri com uma toalha, fui até o quarto de Derick buscar uma camisa pertencente a ele. Em cima de uma prateleira alta estava minha camisa favorita,  comecei a pular para alcança-la, mas não adiantava, ouvi risadas abafadas vindo de perto de mim. Uma mão se esticou e pegou a blusa, me virei rapidamente segurando a toalha. Me deparei com um sorriso divertido nos lábios do dono de um par de olhos verdes brilhantes, aqueles olhos... aqueles malditos olhos verdes que conseguem me hipnotizar e tirar minha paciência.

- Aqui está, garota problema. - Ele entregou a blusa para mim.

- Não pedi sua ajuda, principezinho mimado. - Disse grosseiramente e puxo a camisa para mim.

Distanciei-me dele, então passei pelo mesmo esbarrando em seu ombro, mas ele segurou meu pulso e puxou-me bruscamente contra seu peito.

- Agradecer é um modo muito educado, quando as pessoas lhe ajudam ou fazem um favor. - Ele explicou aproximando nossos rostos.

Eu estava realmente perdida em seus olhos e voz. Estava estática como se não comandasse mais meu corpo, talvez eu tivesse realmente me tornando uma marionete. Sua marionete


Notas Finais




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