História Promiseland - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Super Junior
Personagens Han Geng, Heechul, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Personagens Originais
Tags Amor, Aventura, Daddy Issues, Drag Queen, Eunhae, Haehyuk, Hanchul, Hayley Kiyoko, Heechul, Mika, Poligamia
Exibições 107
Palavras 8.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu juro que eu achei que nunca conseguiria terminar esse capítulo, mAS TÁ AQUI!
Acabei de terminar de escreve-lo, então já sabem né? Qualquer erro perdoa, se não entender avisa.
Boa leitura!!

Capítulo 4 - Pela estrada e sob as estrelas


 Quando estávamos quase chegando nos limites da cidade, Heechul e Pearl voltaram de lá de trás com latinhas de cerveja pra nós quatro. Hyukjae gentilmente recusou, afinal ele estava dirigindo, eu aceitei uma – eu não bebia, mas era uma ocasião especial, então queria participar daquilo também - e os dois vieram se sentar ao meu lado, espremendo-se e Pearl sentando no colo de nosso amigo.

- Eu tenho a música perfeita pra esse momento. - Heechul falou antes de abrir sua latinha e beber um longo gole.

- Ah, não, Heechul! Nem venha com aquelas suas músicas esquisitas que só você consegue gostar. - reclamou Hyukjae sem tirar os olhos da estrada.

- Não sou o único que gosta, tá? E vai se foder. - ele abriu um sorriso cínico que Hyukjae não viu, então fez Pearl se deitar em meu colo pra poder se abaixar e alcançar o porta-luvas em busca de algum CD que havíamos deixado ali. - Aliás, você vai adorar a música que eu quero colocar. - Então ele pegou um dos CDs e colocou-o no som, esticando-se mais uma vez pra pular as músicas até chegar na desejada.

Havia dois motivos para que n´so estivéssemos levando CDs pirateados (e alguns originais) para aquela viagem: 1) o som não tinha entrada para pen drive nem nada mais tecnológico que entrada para CDs e 2) nós adorávamos parecer meio vintage com aqueles CDs e tínhamos mania de ficar gravando-os uns pros outros (mais eu e Hyukjae do que eles).

Assim que Heechul achou a música que procurava, eu reconheci imediatamente a voz e a qual música pertencia aquela letra: Promiseland. Ele começou a cantar a música.

- I was born in that summer when the sun didn't shine. I was given the name that doesn't feel like it's mine. Lived my life as the good boy I was told I should be. Prayed every night to a religion that was chosen for me... - em seguida, começou: - O motivo de ter escolido essa música é simples: eu passei a vida toda (ou quase) vivendo do jeito que queriam que eu vivesse. Eu me comportei como um bom garoto, agi “como homem”, odiei rosa e tudo que fosse ligado ao “mundo feminino” - ele fez aspas com os dedos. -, evitei os homens, procurei ficar apenas com mulheres e garotas, fui à missa todos os fucking santos domingos e obedeci a todos os dez mandamentos. Agora, me digam: o que eu ganhei em troca? Apenas mais e mais dor. E quando eu me libertei disso, dos rótulos e das mentiras que eu contava pra mim mesmo, quando busquei ser sincero, continuei sentindo dor. Onde está minha terra prometida? Eu também não sei. Olhem pra mim, eu sou só um ser humano com um emprego que não paga suficiente e acabei de terminar um relacionamento fodido que quebrou meu coração. Então, eu estou atrás da minha terra prometida do meu jeito. - ele terminou seu “grande discurso” com um grande gole da sua latinha.

Pearl aplaudiu e assoviou, enquanto eu e Hyukjae começamos a rir.

- Boa escolha de música, Heenim, mas acho que já chega de álcool pra você por hoje. - Hyukjae alfinetou.

- Ainda é minha primeira latinha, idiota. - ele rosnou em resposta.

- Usou drogas ilícitas hoje? - perguntei, entrando na brincadeira e ele me mostrou a língua.

E, apesar disso, nós dois (eu e Hyukjae) sabíamos que parte do que ele havia dito era verdade e nós nos identificávamos com aquilo. Afinal, aquela viagem tinha como objetivo nos libertas, levar-nos até nossa terra prometida. E, um momento depois, estávamos todos cantando aquela música em alto e bom som. Porém, aquilo não tinha nada a ver com religião ou um deus, especificamente. Talvez, pra Heechul, fosse aquilo, afinal ele havia passado a vida toda numa família conservadora e bastante religiosa, mas, para o resto de nós, aquilo tinha mais a ver com ter vivido dentro do armário por tempo demais. Não só a respeito de nossa sexualidade, mas em vários armários diferentes que vivíamos nos colocando, pra nos encaixarmos, pra tentar viver nos trilhos, porque nos disseram que assim era melhor ou porque doeria menos pra conseguir o que queríamos. Só que ninguém tinha falado que o que queríamos de verdade era sair dos armários, assumir nossas personalidades e sonhos, queríamos viver mais e ficar dentro de caixinhas não nos traria nossa terra prometida, nem nos faria felizes. Sair delas que iria.

Claro que eu, Lee Donghae, ainda queria algumas caixinhas pra mim. Até porque eu sempre fui o certinho, o responsável e o cuidadoso, porém, em alguns casos, caixas são apenas prejudiciais.

Avançamos pela rua da cidade, nessa parte quase deserta que era o final dela, então quando atravessamos a fronteira, por algum motivo, eu me senti mais livre e, num ato impensado, coloquei minha mão sobre a de Hyukjae que descansava no câmbio. Aquilo era basicamente a primeira demonstração de afeto que ocorria por iniciativa minha fora de quatro paredes. Ele desviou os olhos da estrada por um segundo pra me mandar uma interrogação no olhar. Eu dei de ombros, segurando um sorriso, e só entrelacei meus dedos nos dele, sentindo a familiaridade e me sentindo seguro por fazer aquilo na frente de pessoas que poderiam passar e poderiam nos ver. Vida me olhou de novo e dessa vez, sorriu lindamente, aquele sorriso que iluminava todo seu rosto e continuou a dirigir. Então eu me aproximei um pouquinho e deixei um beijinho em sua bochecha, o maior ato de ousadia que eu poderia ter. Ele me olhou mais uma vez e riu.

I've got no money in my pocket
But the whole world is dancing with me

Cantei, como o cantor costumava cantar em alguns shows, ficando animado junto dos meus amigos. Porque, apesar de não ter dinheiro, queria que o mundo todo dançasse com a gente.


 

O trato era: Hyukjae iria dirigir durante a manhã, iriamos parar pra almoçar, eu dirigiria uma parte da tarde e Pearl outra, então Heechul ficaria com a parte da noite. Nosso objetivo era chegar o mais longe possível de nossa própria cidade logo no primeiro dia. Porém, como nada é perfeito, acabamos não conseguindo passar nem da cidade vizinha – onde costumávamos ir para as festas. Acabamos parando num restaurante entre as duas cidades para almoçar e passamos mais tempo lá do que gostaríamos, porque Heechul e Pearl se empolgaram numa mesa de sinuca que havia no lugar. Jogaram por horas com uns bêbados que, aparentemente, frequentavam o lugar – apesar de ser distante e quase inabitado – e acabaram ganhando algum dinheiro deles. Enquanto isso, eu e Hyukjae ficamos sentados numas cadeiras apenas conversando e descansando depois do almoço. Um dos bêbados achou Heechul atraente e acho que ele até teria considerado algo com ele, se ele não tivesse soltado um “vocês até que jogam bem pra umas garotas”, então Heechul e Pearl surtaram, jogaram cerveja nele, então eu e Hyukjae tivemos que acalmar os nervos e sair correndo de lá com os dois antes que levássemos uma surra dos brutamontes. Pouco tempo depois, paramos no posto pra abastecer o trailer. Pearl desceu pra ir até a pequena conveniência e acabou ficando por lá por causa da atendente. Aí acabamos todos ficando por lá conversando com a moça, porém ela acabou se interessando mais por Hyukjae do que por Pearl.

Bom, Hyukjae gosta mais dos caras, prefere beijá-los e tudo. Porém, se ele se interessa por uma garota, sente vontade de beijá-la e é correspondido, ele não vê problema em ficar com essa garota. Ele não tem medo de “perder a carteirinha de gay” ou qualquer coisa do tipo, mesmo que, de vez em quando, ele fique com algumas garotas, ele continua se considerando gay e nada pode mudar isso. Então, quando eu percebi que aquela menina estava interessada nele, eu gelei. Porque ele podia simplesmente decidir beijá-la e eu ficaria ali, com minha cara de tacho, tentando não aparentar ciúme enquanto eles trocavam saliva.

Como já foi citado, eu e Hyukjae não namorávamos. E ele gostava de beijar algumas outras pessoas de vez em quando, eu também tinha esse hábito quando começamos a ficar mais frequentemente e depois que nos “declaramos” um pro outro. Só que, com o tempo, eu percebi que não sentia mais vontade de ficar com ninguém além dele, então simplesmente parei de beijar os caras quando a gente saía. Por outro lado, Hyukjae nunca sentiu a necessidade de parar de beijar ninguém, ele continuava beijando quem ele bem entendia quando lhe dava vontade. E eu, como não posso tirar a liberdade de Vida, apenas deixei que ele continuasse com isso, afinal é o que ele gostava, eu não podia podar suas asas porque eu não queria mais ficar com ninguém. Eu nunca tive problema com ele ficando com outras pessoas, não sou do tipo ciumento que não gosta que outros caras bonitos cheguem perto dele, o meu único problema sempre foi a minha insegurança; eu tinha medo de que ele encontrasse alguém mais interessante, que beijasse melhor e não tivesse tanto problema com as loucuras dele como eu. Porém, uma conversa sobre todas essas coisas nunca tinha acontecido de fato, então eu só aceitava o fato dele querer beijar outras bocas.

Já estava tarde, Heechul estava mais louco do que o recomendado, Pearl tinha se afastado pra ficar de olho nele, apenas eu e Hyukjae estávamos com a atendente, sentados na frente da conveniência bebendo e jogando conversa fora. Eu mais bebendo que conversando, não queria fazer parte daquela possível conversa de flerte. Até que senti Hyukjae entrelaçar nossos mindinhos e me olhar com um sorriso de lado, fazendo um gesto com a cabeça na direção da moça, que me olhava aguardando pela respostava de uma pergunta que eu não tinha ouvido.

- Oi? - perguntei, confuso. - Desculpe, não ouvi.

- Ela quer saber há quanto tempo namoramos. - ele falou, divertido. Eu pisquei, sem entender o rumo da conversa.

- Mas a gente não…

- Sim, a gente não namora. - ele respondeu, ainda se divertindo com aquilo.

- Não? - ela perguntou claramente confusa. - Mas vocês dois parecem tão… um casal. Eu até estava interessada em você, Hyukjae. Mas aí eu vi o jeito como vocês dois se tratam e pensei que…

- Bom, nós não somos exatamente amigos do tipo que se consideram irmãos. - ele falou, dando de ombros.

- Então, vocês tem uma amizade colorida? Há quanto tempo estão juntos? - perguntou curiosa.

- A vida toda. - respondi sem pensar.

- Realmente. - Hyukjae concordou com uma risada. - Mas não somos… “amigos coloridos” - ele fez aspas com os dedos antes de voltar a entrelaçar nossos dedinhos. - a vida toda. Acho que faz pouco mais de um ano que estamos… nessa. Certo, Donghae?

- Uhum. - concordei, ainda sem entender porque aquela conversa estava acontecendo e onde ela queria chegar com aquilo.

- Ah, sim… - ela respondeu, pensativa. - E vocês já pensaram em… incluir alguém? Não necessariamente no relacionamento, mas…

- Você quer dizer se a gente já pensou em fazer um ménage? - Hyukjae foi direto como se estivesse falando sobre o tempo com o padeiro. Ela corou e eu também.

Então era que ela queria chegar.

- Nunca pensamos no assunto. Eu acho. Eu não. - ele falou sem esperar pela afirmativa dela. - Você já, baby? - perguntou, virando-se pra mim.

- Hã… Acho que não? - respondi, meio constrangido com o rumo que a conversa havia tomado.

Ela apenas soltou um “hummmm” pensativo e o assunto meio que morreu ali, Hyukjae começou a tagarelar sobre qualquer outra coisa e o foco da conversa mudou novamente e eu fiquei ali, sem entender direito o que tinha sido aquilo.

Depois de um tempo, a moça disse que tinha que fechar a conveniência e que logo o pai dela iria buscá-la, então enfiamos um Heechul louco no trailer e fomos embora. Nosso querido amigo bêbado estava planejando ir para uma festa assim que chegássemos na cidade vizinha, porém, devido a seu estado, eu e Hyukjae decidimos que seria melhor pararmos pra passar a noite num trecho da estrada que era vazio, porém tinha um espaço na vegetação onde poderíamos estacionar e dormir tranquilos e assim fizemos quando estava quase escurecendo.

- Vocês tem certeza que querem só ficar aqui dentro sem nada pra fazer até a hora de dormir? - Pearl perguntou, enquanto pegava a câmera pra filmar Heechul dançando sozinho no fundo do trailer. - Podíamos fazer uma fogueira e colocar colchões lá fora pra ver as estrelas.

- Gostei da ideia. - falei e Hyukjae concordou.

Todos fomos pra fora do trailer procurar galhos e troncos secos pra podermos acender uma fogueira antes do anoitecer. Pearl ficou responsável de acendê-la enquanto eu e Hyukjae pegávamos lençóis para forrar o chão e colocarmos os colchões lá fora. Heechul ficou responsável pela trilha sonora – o que eu considerava uma loucura – e, quando anoiteceu, tudo estava pronto para ficarmos lá fora. Pegamos uns marshmallows pra assar na fogueira, algumas garrafas de bebida alcoólica e nos deitamos ao ar livre.

- Quando na minha vida toda eu poderia imaginar que estaria deitado em colchões no meio do nada em volta de uma fogueira jantando marshmallow, cerveja e maconha? Nunca! - Heechul falou enquanto soprava a fumaça longe.

- Tenho que concordar com você, Heenim. Esse é um cenário que eu nunca pensei em presenciar. - Pearl falou.

- E vocês têm que agradecer a mim por ser maravilhoso e ter a coragem de colocar esse plano em prática. - Hyukjae falou, sorrindo todo convencido enquanto mordia um pedaço do marshmallow que ele tinha queimado.

Pearl sacou sua câmera e começou a filmar meu melhor amigo.

- Então, nos diga, como você se sente sendo o grande causador dessa loucura toda? - ela perguntou a ele, a câmera apontando em sua direção.

Ele arrumou os cabelos teatralmente e se ajeitou no colchão.

- Eu me sinto fabuloso. Porém, não podemos deixar de dar os créditos a Lee Donghae também, porque se não fosse ele e essa boquinha que eu amo beijar, nós não estaríamos aqui. - ele apontou seu indicador em minha direção dramaticamente e eu dei de ombros, ainda deitado no colhão que dividia com ele. - Não seja tímido, senhor Lee. Venha falar sobre essa magnífica viagem que estamos proporcionando a todos. - ele falou, chocando seu joelho com o meu pra me incentivar, eu ri e decidi me levantar.

- Eu queria dizer que a viagem tá ótima, sim. E que é culpa minha também estarmos nessa maluquice porque eu incentivei Hyukjae quando a gente era criança ainda e isso é uma coisa que não deve ser feita. Lembrem-se disso no futuro. - falei usando minha melhor voz de homem de negócios, os dois caíram na risada. - Mas, até agora, tá tudo ótimo. É só o primeiro dia e já recebi uma proposta de ménage à trois, vi Heechul descendo até o chão bêbado e também vi a Pearl levar um fora de uma menina pela primeira, então digamos que o saldo é positivo.

- Vai se foder. - Pearl falou, porém estava rindo. - Aliás, que história é essa de ménage? Jessica propôs um ménage? Com vocês dois?

- Não exatamente. - Hyukjae respondeu. - Mas ficou fazendo perguntas sobre mim e Donghae, se já tínhamos pensado em ter mais alguém na relação, coisas do tipo.

- Eu estou indignada. Ela não se interessou por mim, mas queria uma ménage com vocês?

Nós dois caímos na risada enquanto ela continuava a resmungar sobre conseguir ser muito melhor na cama que dois homens e sobre como ela estava sendo injusta.

- E vocês recusaram? - Heechul sentou-se no colchão pra olhar pra nós, que não respondemos. - É sério isso? Vocês tiveram a oportunidade de transar com uma menina linda daquela e simplesmente recusaram? Tudo bem que Donghae não se atrai por garotas at all, mas você, Hyukjae?

O rumo da conversa me deixou confortável e eu dei um longo gole na minha garrafa de cerveja. Porém, nada pareceu abalar o cara que dividia colchão comigo, ele apenas manteve a expressão e deu de ombros.

- Não é como se eu realmente quisesse um ménage ou qualquer coisa assim. - respondeu.

- Nem pela experiência? - Pearl perguntou, curiosa.

- Não sei. Eu só não me senti no clima naquele momento, com aquela garota.

- Vocês são dois idiotas. - Heechul deu o assunto por encerrado. - Vamos dançar agora, porque essa música é muito boa e porque eu sei que daqui a algum tempinho eu vou capotar. - ele se levantou e foi pra mais perto da fogueira e começou a mexer o corpo de uma maneira esquisita.

Hyukjae se levantou, puxando-me pra perto de onde Heechul estava e começou a dançar. Muito melhor que Heechul, devo acrescentar. Aliás, Hyukjae é um dos melhores dançarinos que eu já conheci na vida. Quando ele decidia dançar, a forma como seu corpo se mexia simplesmente me deixava hipnotizado, cada movimento era como se ele estivesse flutuando e me levando pra um outro lugar, onde existia apenas ele com aquele rebolado incrível. Porém, aquela noite, ele não queria dançar pra mim, queria dançar comigo.

Assim que viu que eu estava apenas observando-o, ele colocou seus braços em volta de meu pescoço, eu comecei a me movimentar junto com ele ao som da música. Ele me olhava nos olhos enquanto chegava mais perto, provocando-me sutilmente enquanto rebolava pertinho, mas não o suficiente pra nossos corpos se encostarem, eu estava com as mãos em sua cintura, fazendo uma espécie de carinho enquanto subia e descia as mãos nas laterais de seu corpo enquanto ele se movia. Até que ele chegou perto o suficiente e me deu um beijinho pra, em seguida, virar de costas e ficar rebolando grudadinho em mim, eu xinguei-o mentalmente enquanto ele entrelaçava nossos dedos e segurava minhas mãos em seu abdômen.

- Hyukjae… - sussurrei em seu ouvido. - Não me provoque… Tem gente aqui.

Ele apenas riu e continuou onde estava por um tempo, depois virou-se de frente, enroscou os dedos em meu cabelo e me deu um beijo rápido novamente, porém continuou com os lábios grudados aos meus e sussurrou junto da música:

- Talk with your fingertips. Don't stop the car, let's drive. Suck on your amber lips. Just give me one bad night. - seus olhos estavam cravados nos meus, intensos e cheios daquele desejo que eu havia recém-descoberto em Hyukjae, ele estava sorrindo de lado, então encaixou meu inferior entre seus lábios e sugou-o lentamente. Depois, deixou um beijo rápido em meu queixo e se afastou, colocando o indicador sobre seus lábios, indicando silêncio.

Eu ri, revirando os olhos e puxando-o pra pertinho quando ele se virou de costas novamente, então deixei beijinhos desde sua orelha até seu pescoço e ele riu, uma risada divertida e solta.

- Depois a gente continua isso, baby. - ele sussurrou, virando-se pra me olhar. - Não foi você que nos avisou dessa vez que tem gente aqui ainda, mas eu só quero dançar um pouquinho, pode ser? - ele perguntou com um sorriso lindo no rosto e eu não poderia negar nada àquele sorriso.

Deixei um beijo rápido em seus lábios e me afastei, voltando a deitar no colchão. Fiquei observando enquanto Hyukjae e Heechul dançavam, às vezes juntos, às vezes separados e Pearl filmava-os dançando, depois de um tempo, ela me pediu que gravasse os três dançando juntos e eu o fiz por um momento até que parei e fiquei apenas observando-os se divertir.

Meu olhar, como sempre, recaiu sobre Hyukjae e seus movimentos que me hipnotizavam. Naquele momento, ele estava dançando de um jeito sexy e eu apreciei isso, minha mente vagando por momentos que eu havia passado com ele. Apesar de já fazer mais de um ano que tínhamos nos beijado pela primeira vez, nossa primeira vez havia acontecido apenas alguns meses antes. Não por falta de vontade ou qualquer coisa do tipo. O único motivo era porque eu ainda era virgem.

Mesmo depois de ter me assumido e ter ficado com vários caras – alguns dois quais eu nem me lembrava o nome, inclusive -, eu nunca tinha passado dos amassos. Diferentemente de Hyukjae que, eu sabia, era bem experiente. Ele até tentou me tranquilizar bem no começo pra nós transarmos, porém, eu era muito inseguro e não me sentia pronto pra aquilo, mesmo sendo com o cara que eu gostei a minha vida toda.

Isso se deu até um dia em que ficamos sozinhos em minha casa. Minha mãe tinha saído pra ir ao mercado, estávamos só os dois conversando. Hyukjae estava particularmente falante naquele dia, então não tínhamos nem nos beijado, apenas jogado conversa fora. Estávamos deitados em minha cama, ele deitado em meu colo enquanto eu mexia em seu cabelo despreocupadamente, até que ele perguntou, meio do nada:

- Sweetheart… Até onde você foi com os outros caras que você ficou?

- Hã… Porque a pergunta? - perguntei em vez de responder.

- Só… pra saber. Uma curiosidade.

- Hum… Um cara já me chupou.

- Até o fim?

- Não. A gente tava no banheiro da boate e alguém bateu na porta, quebrou todo o clima.

- E você já…?

- Não. - interrompi antes que ele terminasse a frase.

Ele soltou um “hummm” e não disse mais nada em seguida por um tempinho, ficou apenas olhando para o teto com uma expressão pensativa.

- Do que você tem medo? - ele perguntou quebrando o silêncio. - Você sabe que eu nunca te machucaria ou… Sei lá. Ou… você não tem vontade? O que for, você sabe que pode me dizer, não sabe?

- Sei… - respondi num sussurro. - Porque essas perguntas, de repente? Você tá tão desesperado por sexo assim…?

- Você sabe que não é assim, baby.

- E você sabe que eu nunca te prendi, você pode transar com quem você quiser e….

Ele se levantou pra me olhar nos olhos, a expressão extremamente séria.

- Donghae. Não é isso. E não quero te forçar a fazer nada só por conta da minha vontade, sei lá. Se você não quiser, por mim, tudo bem. - ele falou seriamente. - Mas… é só que eu tenho pensado muito no assunto. Não no sexo em si, mas… em fazer com você. Eu tenho imaginado bastante como seria você me tocando e… - seus olhos perderam o foco e ele suspirou, então ele voltou a se focar em meu rosto. - Desculpa, eu….

- Tudo bem. - sussurrei de volta. - Eu sei que você não me forçaria a nada… e eu te entendo porque eu também tenho pensado muito nisso, pra ser sincero. Eu tenho vontade, sim, só não sei… direito como fazer. - dei de ombros.

- Eu poderia te ensinar. - ele sussurrou, movendo-se pra sentar em meu colo e colocar as pernas uma de cada lado do meu corpo. - A gente podia começar com umas coisas assim… - continuou sussurrando, colocou as mãos em meu rosto e deixou um beijo lento em meus lábios, depois em meu queixo, desceu para meu pescoço e ombro, então continuou: - Ou assim… - ele colocou as mãos em meu abdômen por debaixo da camisa e subiu devagarzinho até chegar a meu peitoral. - E aí a gente vê no que dá, o que acha? - ele sussurrou, por fim, enquanto dava beijinhos por todo meu rosto.

- Pode ser… - sussurrei de volta, colocando minhas mãos em sua cintura.

Naquela tarde, nós não fomos até o fim. E, com isso, quero dizer que nenhum dos dois gozou, porque a penetração aconteceu. Porém, quando estava ficando realmente bom, nós ouvimos minha mãe abrindo a porta da frente e fomos nos vestir que nem loucos, porque lembramos que não tínhamos trancado a porta.

Depois desse episódio, nós transamos mais algumas poucas vezes. E, mesmo que fosse assim, nós dois tínhamos tanta intimidade que, depois que fizemos a primeira vez, isso se tornou só mais uma coisa que fazíamos, só mais uma coisa pra fazer no tempo que passávamos juntos.

Meus pensamentos foram interrompidos por Hyukjae que veio dançando na minha direção, então se jogou ao meu lado no colchão e pegou a garrafa da minha mão, dando um grande gole. Ele estava com um baseado na mão e pensei que Heechul deveria ter ido bem abastecido pra aquela viagem. Hyukjae deu um trago longo, soprando a fumaça pra longe e apagou o cigarro na lateral do trailer, jogando-o no chão em seguida. Então veio pra mais perto de mim, encostou sua cabeça em meu ombro e entrelaçou nossos mindinhos. Eu usei minha mão livre pra fazer um cafuné em sua nuca e ficamos assim por um tempo, sem falar nada apenas dividindo carinho e uma garrafa de cerveja.

Pearl ficou irritada com Heechul e mandou-o dormir, ela se despediu da gente e os dois entraram no trailer, levando o colchão deles e nos deixando sozinhos lá fora. A música ainda tocava, nós dois ficamos em silêncio até que nossa garrafa estivesse vazia, então Hyukjae deixou-a de lado e falou:

- Baby… você realmente nunca tinha pensado em um ménage ou só disso aquilo porque eu já tinha dito que não? - ele perguntou com a voz baixa.

- Não. Eu realmente nunca tinha pensado… - respondi dando de ombros, ele tirou a cabeça dali pra me olhar. - E você? Não tinha pensado ou só disse aquilo porque achou que seria o que eu responderia? - perguntei, sorrindo.

- Posso ser sincero? - ele perguntou, ajeitando-se pra sentar de frente pra mim, eu fiz que sim com a cabeça. - Quando eu tô com você, eu não quero estar com mais ninguém. Se você me falasse que queria um ménage, eu ia topar, ia fazer sua vontade, lógico, mas… eu to feliz que você não queira. Porque eu sinto que quando estou com você, só nós dois é suficiente, se tivesse mais alguém acho que estragaria, porque a gente tem uma… coisa.

- Uma conexão. - complementei e ele fez que sim com a cabeça.

- É uma coisa que eu não sei explicar… - ele suspirou e sentou-se de lado em meu colo, mantendo ambas as pernas de um só lado, então colocou a mão em rosto, olhando-me nos olhos. - Quando a gente se beija e se toca… - ele sussurrou, fazendo um carinho em mim e deixou um beijinho em meu nariz. - Não só isso, só de estar com você… - ele suspirou. - É tão bom…

Enrosquei meus dedos em seus cabelos na nuca, puxando-o delicadamente pra mim e beijei-o. Eu entendia completamente o que ele queria dizer, quando nós estávamos juntos era como mágica, eu sentia como se eu fizesse parte daquilo, como se fôssemos duas partes de uma coisa só. Sozinho, eu era suficiente, mas com Hyukjae, eu transbordava. E amava transbordar de carinho, de cumplicidade, de energias conectadas e de amor com ele. Ele fazia eu me sentir tão bem e tão… suficiente nesse mundo onde sempre tentam fazer com que a gente se sinta insuficiente.

Ele me beijou de volta, colocando as duas mãos em meu rosto, colocando a língua na minha boca e fazendo eu me sentir como se estivesse derretendo naqueles braços. O beijo se alongou por mais um tempo, até que uma música mais animada começou a tocar e ele se afastou, todo sorrisos.

- Vem dançar comigo, baby. - ele levantou-se me puxando pela mão.

Começamos a dançar animados e improvisar umas coreografias toscas que acabavam fazendo a gente cair na risada e errar toda a coreografia, tendo que inventar outras em seguida. Era esse tipo de coisa que fazia meu peito se encher de um amor que eu não sabia descrever. Hyukjae era tão maravilhoso e fazia eu me sentir tão maravilhoso que não dava pra controlar o que crescia por ele em meu peito a cada segundo que passávamos juntos.

No fim, estávamos mais rindo do que dançando até que desistimos e resolvemos apenas esperar a música que tocaria em seguida apenas mexendo o corpo de um lado pro outro. Uma música lenta começou a tocar, então ele colocou uma das mãos em volta do meu corpo e a outra segurou minha própria mão. Nós ficamos dançando daquele jeito por um tempo, olhando nos olhos um do outro, até que ele soltou uma risada.

- O que foi? - perguntei, curioso pela risada repentina.

- Nada… Lembra quando dançamos juntos assim aquela vez…? A primeira vez que nos beijamos? - ele falou sorrindo nostálgico.

- Lembro. - respondi. - Eu estava tão nervoso…

- Eu também! Eu ficava repetindo pra mim mesmo que era só um beijo e que aquilo não podia afetar nossa amizade, que seríamos apenas amigos mesmo depois daquele beijo. Mas, no final, eu não pude negar que eu gostei demais. Eu já estava apaixonado por você. - ele sussurrou a última parte, como se fosse um segredo, eu soltei uma risada.

- Eu também. - sussurrei de volta e foi a vez dele rir.

- O que acha de repetirmos?

- O beijo?

- Uhum… - ele respondeu. - Eu peguei seu queixo assim… - ele segurou meu queixo e aproximou nossos lábios. - E aí, eu fiz… - em seguida ele deixou um selo em meus lábios, lento e familiar. - assim… - terminou a frase quando se afastou.

Eu sorri e coloquei meus braços em volta de seu pescoço, puxando pra beijá-lo de verdade. Ele riu, apertando suas mãos em volta de meu corpo e aproximando-nos mais, sua boca desenhando a minha, explorando a minha enquanto nossos corpos ainda tentavam dar passos no ritmo da música. Hyukjae colocou suas mãos em minhas costas por baixo da camiseta que eu estava e eu senti o vento gelado da noite tocar minha pele ao mesmo tempo que seus dedos subiam fazendo desenhos imaginários ali, coloquei minhas mãos em sua nuca, enfiando-as em seu cabelo. Ele prendeu meu inferior entre seus dentes e puxou-o com a maior cara de safado do mundo, olhando-me nos olhos, até que o lábio de soltasse de seus dentes. Então, roçou seu nariz no meu e ficou assim por um tempo.

- Melhor do que da primeira vez, não acha? - perguntou baixinho enquanto suas mãos se ocupavam em sair de dentro de minha roupa pra subir até meus cabelos, deixando um carinho ali.

- Concordo plenamente. - respondi, sorrindo antes de deixar mais um beijo rápido em seus lábios.

Depois, Hyukjae me arrastou de volta pro colchão, jogando-se de costas nele e, assim que caí, ele subiu por cima de mim todo risonho e começou a distribuir beijinhos por todo meu rosto, fazendo-me rir junto dele.

- Já volto, baby. - ele sussurrou quando terminou a sessão de beijos. - Vou buscar mais uma cerveja pra gente.

Então, ele saiu de cima de mim e foi pra dentro do trailer. Fiquei sozinho olhando as estrelas enquanto o esperava voltar. Ouvi o som da música ser diminuído e observei Hyukjae saindo do trailer com uma garrafa na mão vir na minha direção e deitar-se ao meu lado.

- Como estão os dois? - perguntei, sobre Pearl e Heechul, enquanto deitava a cabeça em seu colo.

- Dormindo. Acho que se pegaram.

- De novo?

- Uhum.

Heechul e Pearl sempre foram bem amigos, desde quando ela chegou na cidade eles tinham construído uma amizade sólida que persiste até os dias atuais. Porém, em algum momento quando eu tinha deixado de andar com eles, os dois começaram a se… “relacionar”. O que significa basicamente, sim, que eles fazem sexo de vez em quando. Eu só fui saber disso quando uma vez Pearl tocou no assunto comigo pra falar como ela se sentia em relação a tudo isso e, antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa sobre sua sexualidade, ela me explicou que ela se sentia atraída por ele, geralmente, quando ele estava num modo mais “Heesica” do que “Heechul”. O que acontece é que Heechul ainda não descobriu direito o que ele é, porém, ele nos contou uma vez que não se sentia 100% homem, muito menos 100% mulher e que, às vezes, ele se sentia como se fosse nenhum dos dois. Ele não se incomodava em ser tratado no masculino por todos nós, mas também não se incomodava se alguém o chamava pelo feminino. Então, a relação física dela com Pearl era apenas isso: física; e acontecia apenas quando as duas se sentiam conectadas nesse estado feminino. Eu nunca vou ser capaz de entender completamente como isso funcionava, porém, funcionava pra eles, então por mim tava tudo bem desde que nenhum dos dois se machucasse.

- Você realmente não achou aquela garota atraente? - Hyukjae voltou o assunto.

- Porque você fica voltando a falar disso? - perguntei erguendo uma sobrancelha.

- Só me responda, por favor.

- Assim eu vou ficar achando que você queria um ménage com ela, afinal. - falei alfinetando, e ele revirou os olhos. - Eu acho que ela é bem bonita. Não sei se exatamente atraente. Não pra mim, pelo menos. - respondi finalmente sua pergunta. - E pra você?

- Não mais que você. - ele sussurrou fazendo uma carinha bonitinha e eu caí na gargalhada quando ele deixou um beijo na ponta do meu nariz.

- Sério, Hyuk, porque todas essa insistência no assunto? - falei depois de um momento.

- Sei lá… Eu senti uma sensação esquisita sobre… tudo isso. - ele franziu as sobrancelhas.

- Esquisita boa ou esquisita ruim?

- Ruim? Foi uma coisa tipo… aqui no peito, sei lá. - ele colocou a mão sobre seu peitoral e respirou fundo com uma expressão tão triste e confusa no rosto que eu quis contar uma piada pra que ele não ficasse daquele jeito.

- Será que isso não seria… ciúme? - provoquei. - Ou pior: insegurança? - arregalei meus olhos teatralmente, segurando a risada.

- Será? - ele perguntou meio assustado arregalando seus olhos de verdade, até que ele percebeu que eu estava zoando e ele bateu com dois dedos em minha testa. - Idiota. - ele revirou os olhos e eu comecei a rir desesperadamente. - Você fala como se eu não fosse inseguro ou sentisse ciúme… de vez em quando.

- Viu? Até você admite que é um “de vez em quando”. - apontei o indicador em sua direção, rindo e ele revirou os olhos de novo.

- Cala a boca. - ele pegou meu dedo e mordeu-o de leve, eu reclamei uma dor que nem tinha sentido e ele deu um beijo no local em seguida. - Baby… você sabe que, na verdade, eu sou muito inseguro. Eu só não deixo isso me dominar na maior parte do tempo. Conhece aquela frase? Uma mentira dita várias vezes se torna verdade, algo assim? Apesar de ter sido dita por um cara que não se deve ouvir, é uma frase que contém sua verdade.

- Eu sei, vida. É que estou tão acostumado a ver você sendo todo destemido que eu me esqueço que você pode ter suas inseguranças também. - falei e ele fez que sim com a cabeça.

Ficamos algum tempo em silêncio depois disso, não porque o assunto tenha criado algum tipo de clima pesado, só não havia mais nada a ser dito apenas. Era comum acontecer isso entre mim e Hyukjae. Por mais sério que fosse o assunto, falar disso com ele não deixava o ar pesado e difícil de lidar como, geralmente, acontecia com as outras pessoas. Nós entendíamos a seriedade e apenas aceitávamos isso, então o clima não pesava e, se não tinha mais nada a ser acrescentado, nos contentávamos em ficar silêncio.

- Lee Donghae. - ele sussurrou depois de um tempo, os olhos fixos em meu rosto enquanto ele acariciava (e bagunçava) meu cabelo. - Você está tão bonito…

- Não sou bonito usualmente? - perguntei só pra alfinetar, porém, ele continuou falando.

- Claro que é! Mas, nesse momento, você tá tão bonito… Não sei se quero olhar pra você pra sempre ou só te beijar todo. - um sorriso pequeno e doce surgiu em seus lábios. - Sério. Você tá tão… uau! A luz da fogueira no seu rosto, suas cores estão tão… vivas!

- Você tá chapado. - conclui só pelo jeito arrastado e lento que ele estava falando e por seus olhos vermelhos.

Ele não respondeu, apenas riu e beijou meu nariz rapidamente.

- Você também tá lindo. - sussurrei e ele apenas sorriu de volta.

Eu não estava mentindo. Talvez, ele estivesse mesmo chapado, mas aquela luz que emanava da fogueira realmente deixava seu rosto com um clima completamente diferente. Seus olhos inchadinhos e vermelhos brilhavam , seus traços se destacavam, o cabelo bagunçado e a boquinha úmida dos recentes goles de cerveja… Tudo nele estava mais lindo do que costumava ser. Ainda mais quando ele ostentava aquele sorrisinho meio tímido de quando recebia algum elogio.

- Vem cá. - sussurrei novamente e segurei seu queixo delicadamente pra trazê-lo pra mim e beijá-lo na boca.

O que eu havia planejado ser um beijinho rápido acabou se transformando num beijo intenso com língua, chupão e mordida. Ele não estava brincando quando dissera sobre a vontade de me beijar.

Eu me afastei dele pra poder me sentar e beijá-lo decentemente, afinal as costas dele deveriam estar doloridas de ficar naquela posição pra me beijar. Aproximei-me de seu corpo, encostando-o na lateral do trailer, com as mãos em seu rosto, voltei a beijá-lo com intensidade. Suas mãos foram parar em meus quadris, firmes como se quisessem me manter ali pra sempre. O contato se aprofundou mais com ele mordendo meu lábio inferior enquanto eu afundava os dedos em seus cabelos, querendo tocá-lo o máximo possível. Logo, os beijos na boca não eram mais suficientes, então eu me sentei em seu colo, descendo meus lábios por seu queixo e pescoço, afastando a gola de sua camiseta a medida que ia avançando por seu ombros e indo em direção a seu peitoral. Ele me afastou, impaciente, e arrancou a própria camiseta afobada e desajeitadamente, então colocou uma das mãos em minha nuca pra levar-me pra perto novamente enquanto a outra mão ia pra debaixo de minha camisa, apertando de leve meu quadril.

Hyukjae era muito paciente comigo. Ele não tinha pressa pra que eu soubesse fazer todas as coisas de uma vez, então eu me sentia seguro pra errar com ele, sentia que, se eu fizesse algo errado, ele ia me corrigir com carinho e amor – o que já havia acontecido, inclusive –, por isso nos dávamos tão bem na cama. Além de que não foi muito difícil, pra mim, aprender como agradá-lo, em pouco tempo e poucas transas, eu já havia decorado a intensidade, a velocidade e os locais em que ele gostava de ser tocado. Porém, era sempre uma descoberta nova cada vez que ficávamos nus juntos, as sensações eram as mesmas sentidas de formas diferentes, nossa conexão sempre se fortalecia mais. E eu o amava tão mais por tudo isso.

Tracei um caminho com minha língua por sua clavícula, escorregando pra baixo até chegar em um de seus mamilos. Beijei-o lentamente, chupei devagar e circulei-o com a língua, ouvindo a respiração de Hyukjae ficar cada vez mais pesada acima de minha cabeça. Senti sua mão em minha pele indo em direção a meu abdômen e subindo até chegar a meus mamilos, ele acariciou auqele ponto sensível causando-me arrepios e qualquer frio que eu pudesse sentir por conta da roupa levantada desapareceu completamente. Ficamos assim nos estimulando por um tempo, passando de um mamilo pra outro, até que meu melhor amigo decidiu tirar minha camisa pra ter maior liberdade pra me tocar. Depois da roupa retirada, com os dedos enroscados nos meus cabelos, ele puxou-me pra um beijo, colocando toda sua intensidade no ato e em seus toques. Quando i beijo se finalizou, ficamos trocando selinhos ofegantes, então nos afastamos e ficamos nos olhando por um momento. Seus olhos estavam carregados de toda aquela luxúria que aparecia em nossos momentos íntimos, a boca entreaberta tentando buscar um folego perdido e então um sorriso mínimo apareceu. Aquele sorriso safado que só me confirmava como ele queri aquilo tanto quanto eu.

Voltei a beijá-lo intensamente, em seguida comecei a beijar além de sua boca, indo novamente por seu peitoral, só que, dessa vez, fui além. Desci por seu abdômen, mordendo-o de leve em alguns pontos até chegar perto de sua virilha. Ele enroscou seus dedos em minha franja enquanto eu descia sua calça até a altura dos joelhos, massageei o volume entre suas pernas, voltando meu olhar para seu rosto pra poder vê-lo fechando os olhos pra apreciar o carinho. Em seguida, abaixei-me até meu rosto estar na altura de seu membro, deixei um beijo ali depois coloquei-o entre meus lábios, descendo e subindo ali. Seus dedos se apertaram em meus cabelos e eu sorri, enganchando meus próprios dedos nos lados de sua cueca pra poder tirá-la de seu corpo. Ele me ajudou tirar as peças inferiores por completo e deixá-las de lado antes que eu pudesse de fato começar o que pretendia.

Espalmei minhas mãos em suas coxas, alisando-as e afastando-as um pouco mais pra que eu pudesse ficar entre suas pernas confortavelmente. Segurei seu pênis com uma das mãos, subindo e descendo numa masturbação lenta enquanto beijava sua coxa e a mordia de leve, seus dedos voltaram a se enroscar em minha franja e ouvi-o ofegar quando aproximei meus lábios de sua ereção. Lambi toda sua extensão de baixo pra cima até chegar em sua glande, então chupei-a, descendo por todo seu pênis – até onde eu conseguia chegar – e subindo novamente. Ele apertou meus fios de cabelo entre seus dedos, instigando-me a continuar e eu continuei. Com uma das mãos estimulava-o onde minha boca não conseguia alcançar e, com a outra, comecei a massagear seus testículos. Circulei minha língua em seu pau, ainda subindo e descendo a cabeça; voltei a chupá-lo, subindo até que sua glande escapasse por entre meus lábios com um som característico, em seguida coloquei um de seus testículos na boca, sugando-o, enquanto minha mão continuava a masturbá-lo devagarzinho. Subi o olhar para o rosto de meu melhor amigo e ele estava de olhos fechados, o lábio inferior preso entre os dentes, a respiração descompassada. Senti uma satisfação por dar prazer a ele, então continuei meu trabalho.

Desci minha mão livre até a altura de seus testículos, fazendo contato com a pele de Hyukjae até chegar a seu períneo e depois até sua entrada, acariciando de leve. Ele arrastou sua mão por meu cabelo, chegando a nuca e agarrando-o entre os dedos novamente, com mais força ainda que antes. Deixei a bola que antes estava em minha boca livre, depositei um selar em sua virilha, então puxei-o pelas pernas um pouco mais pra baixo, assim eu teria o caminho livre pra explorar todas suas áreas sensíveis. Voltei masturbá-lo e agachei-me pra chegar até seu ânus, selei o local antes de começar a distribuir leves lambidas pelo local. Ele se contraiu enquanto eu circulava a língua por sua entrada, apenas ameaçando adentrá-la. Depois, puxou meu cabelo quando juntei um de meus dedos na brincadeira.

- Papi. - ouvi um gemido baixo escapar de seus lábios.

Os gemidos de Hyukjae costumavam sempre ser emitidos em outras línguas, quando se podia entendê-los e, no começo, sempre eram muito contidos como aquele que ele havia acabado de deixar escapar.

Lambi sua entrada mais um pouco até que ela estivesse úmida o suficiente, subi minha mão por seu membro e acariciei sua glande com o polegar; ele abriu mais a pernas, a respiração ficando audível a medida que desregulava. Depois, comecei a introduzir o primeiro dedo em seu interior, adentrando-o com cuidado pra não machucá-lo, então voltei a chupá-lo. Coloquei sua glande entre meus lábios, sugando-a levemente, descendo novamente por sua extensão, introduzindo o segundo dedo em seguida.

- Você é tão bom nisso, baby… - ele sussurrou entre um suspiro e eu olhei pra ele, o pau ainda entre meus lábios. - Não me olha assim que eu derreto… - ele sussurrou, mordendo o lábio e aumentando a pressão de seu aperto em meu cabelo, incentivando-me a continuar.

Continuei a chupá-lo, porém, nossos olhares não se desconectaram. Era tão íntimo e tão mais que maravilhoso poder compartilhar de tanta coisa com ele. Sexo e amor naquele momento que era só nosso em todo mundo, até porque, em momentos como aquele, o mundo não significa nada perto do que a gente sente. Meu coração estava acelerado e cheio de coisas boas enquanto nossos olhares diziam um pro outro tudo o que queríamos dizer, palavras eram completamente desnecessárias.

Hyukjae quebrou o momento, fechando os olhos quando comecei a movimentar meus dedos dentro dele no mesmo ritmo que seu membro entrava e saía de minha boca. Ele desceu a mão até chegar a meu ombro, apertando-o com força enquanto meus movimentos ficavam mais rápidos, firmes, mais precisos. Ele vacilou quando consegui ir mais fundo com meus dedos, a mão escorregando e indo parar em minhas costas, a respiração ficou presa em sua garganta e ele me apertou mais. Quando ele recuperou a respiração perdida, falou:

- Você vai acabar com a diversão cedo demais. - então puxou-me pela nuca até que nossos rostos estivessem muito próximos.

- Mas eu adoro te chupar, você sabe… - sussurrei contra sua boca, sorrindo safado, ele riu e mordeu meu lábio.

- Adoro quando você fala isso… - ele respondeu com um sorriso lindo. - Mas você também merece agrados. E se continuar assim…

- Eu sei. - sussurrei.

Tirei os dedos de seu interior e beijei-o na boca, as mãos uma em cada lado de seu rosto, ele dedilhou minhas costas nuas até chegar em minha bunda, então segurou-me por ela e deitou-me de costas no colchão. Senti uma de suas mãos descendo por meu abdômen até chegar a minha ereção, ele a estimulou por cima das roupas, enviando arrepios por minha coluna e fazendo minha respiração descompassar.

Meu melhor amigo separou o beijo, descendo sua boca por meu corpo, causando arrepios por onde passava, fazendo-me ficar aéreo com aquela boquinha gostosa passeando por meu pescoço, ombro, peitoral, abdômen… Ele desabotoou minha calça e desceu o zíper rapidamente, puxando a peça pra baixo meio sem jeito junto com a cueca. Na pressa, tudo ficou meio embolado e não passou do joelho, assim tivemos que perder alguns segundos pra desembolar e conseguir tirar tudo, rindo que nem dois idiotas. Quando nos livramos das roupas, Hyukjae subiu por cima de mim novamente pra me beijar, nossas ereções juntas faziam meu tesão aumentar, assim como o beijo gostoso dele. Espalmei minhas mãos em sua bunda, apertando-a e fazendo-o se movimentar em cima de mim, fazendo fricção entre nossos membros. Depois, ele começou a rebolar lentamente tão gostoso que minha única opção viável foi deixar uma bela mordida em seu lábio. Eu estava desnorteado e ele parecia estar tanto quanto eu, porque paramos de nos beijar e ficamos apenas ofegando, sentindo todas aquelas sensações com nossos narizes um no outro.

Então, ele parou de rebolar e se afastou. A respiração pesada, as mãos apoiadas em meu peitoral, ele escorregou até que meu pênis estivesse entre suas nádegas e começou a rebolar. Perdi o fôlego, os arrepios voltando a subir violentamente por todo meu corpo, apertei suas coxas, incentivando-o a continuar enquanto fechava os olhos e mordia os olhos. Depois de um tempo, ele voltou a se abaixar até estar próximo a meu rosto.

- Lee Donghae… você é o cara mais bonito que eu já beijei em toda a minha vida. E o mais gostoso. Mas eu acho que não vai dar pra te chupar hoje, porque… fuck, você é tão gostoso que eu quero você dentro de mim agora. - ele sussurrou em meu ouvido sem parar os movimentos e eu nunca poderia negar a ele uma coisa quando ele pedia daquele jeito e me chamava de gostoso.

- Eu também quero estar dentro de você agora. - sussurrei de volta, deixando um selinho demorado em seu maxilar. Ele riu. - Camisinha? - perguntei.

- No bolso da minha calça. - ele começou a tatear pelo colchão até achar sua calça enquanto deixava beijinhos em meu pescoço.

Quando achou a peça, ele vasculhou os bolsos e tirou uma camisinha de um deles. Eu empurrei-o de volta, fazendo-o cair de costas, ele abriu um sorriso safado e abriu a camisinha enquanto segurava meu membro e masturbava-o, então me afastou para que pudesse colocar a camisinha ali. Assim que ele terminou, posicionei-me entre suas pernas e comecei a penetrá-lo devagar, suas mãos foram parar em minha bunda, empurrando-me contra si a medida que ele queria que eu fosse. Beijei o vinco em sua testa causado pela expressão franzida dele, estendendo os beijos por todo seu rosto até que eu estivesse todo dentro dele, então deixei um selinho demorado em seus lábios.

Meu melhor amigo apertou minha bunda e me beijou de volta, comecei a me movimentar dentro dele, sentindo todas aquelas coisas que ele sempre me fazia sentir quando a gente transava. Suas mãos se espalharam por meu corpo, acariciando e apertando, enquanto eu me preocupava em investir contra ele na velocidade certa que era mais gostosa pra nós dois. Ele puxou meu cabelo e arranhou minhas costas quando fui um pouco mais fundo, um gemido escapou entre seus lábios. Quando o prazer de Hyukjae nublava seus pudores, seus gemidos se tornavam constantes e sem vergonha, era tão gostoso ouvi-lo gemendo em meu ouvido, falando coisas em uma voz tão sexy e tão perdida no próprio prazer que nem sempre dava pra entender ou faziam algum sentido. Uma vez nesse estágio, o sexo só ficava melhor e melhor.

Trocamos as posições, ele me fez encostar as costas na lateral do trailer e sentou em meu colo, dessa vez, penetrando-se mais rápido que antes, começando a se movimentar. As mãos se apoiando em meu ombro enquanto rebolava, subia e descia em meu colo, fazendo-me ficar cada vez mais louco. Minha respiração estava descontrolada assim como a dele, mas, mesmo assim, ele voltou a me beijar. Os lábios apaixonados e intensos contra os meus, minha mente se nublando cada vez mais pelo prazer. Segurei seu membro, masturbando-o na mesma velocidade em que ele se movimentava, ele separou o beijo, perdendo-se numa respiração, e encostou a testa em meu ombro, gemendo baixinho. Levei minha mão livre até seu quadril, apertando-o e ajudando-o a se movimentar, ele arranhou meu peitoral e mordeu meu pescoço.

- Baby… - gemeu em meu ouvido.

Eu gemi, nada em específico, sentindo o orgasmo se aproximar, perdendo a noção de meus movimentos enquanto o estimulava e mordia meus lábios. Trouxe o rosto de Hyukjae pra perto de mim pra poder beijá-lo, ele mordeu meu lábio e se afastou, percebi que ele estava quase chegando a seu ápice, então mantive o ritmo da masturbação. Ele gemeu arrastado, rebolando intensamente. Os olhos fechados, curtindo completamente o momento, mordeu o próprio lábio e apertou meus ombros, um gemido mais longo saindo de seus lábios e eu sabia que ele tinha gozado, sentindo seu líquido quente escorrendo entre meus dedos. Investi contra ele, que gemeu mais um pouco. Depois abriu os olhos e me viu observando-o, ele abriu um sorriso lindo acompanhado de uma risada, então voltou a se movimentar.

Seus lábios deixavam chupões em meu pescoço enquanto ele rebolava em meu pau, a sensação era tão boa que eu queria morar dentro dele; o orgasmo voltou a se aproximar, arrepios subiam por minha espinha enquanto eu respirava cada vez mais descompassado, ele deixou uma mordida em meu ombro e meu membro foi mais fundo nele, então cheguei ao ápice. Entreguei-me à sensação, sentindo todas as partes do meu corpo que estavam conectadas com as dele, apertando-o e puxando-o pra mais perto de mim. Quando acabou, puxei-o pra um beijo demorado.

Eu amava tanto Lee Hyukjae que não tinha nem palavras pra descrever o tamanho desse amor.

- Baby… - ele sussurrou. - Eu amo você.

- Amo você também, vida. - sussurrei de volta.

Depois, limpamo-nos e jogamos a camisinha usada fora. Deitamos no colchão, cobrimo-nos com os cobertores e adormecemos ali mesmo, sob as estrelas. E, se aquele tinha sido só nosso primeiro dia de viagem, eu não podia esperar nada menos que ótimo do resto dela.


Notas Finais


Espero que tenham gostaaaaado!!
Ahhh, eu queria dedicar esse lemon pra tanta gente porque escrevi ele pensando em várias pessoas, porém, não tem espaço pra isso aqui, então espero que tenham gostado e que não tenha ficado tão bosta ;;;;;
Bom, Heechul nessa fic é genderfluid/gênero fluído, só não sabe ainda. Se alguém achar ofensivo e/ou transfóbico a forma como a Pearl se sente em relação a Heechul ou qualquer outra coisa, é só dar um alo e me explicar que coloco uma notinha aqui, ok? Sobre Heechul ainda: eu criei toda uma história linda pra essa personagem e eu não sei se conseguirei explorá-la aqui, afinal é visão do Donghae, então se vocês quiserem uma side-fic pela visão de Heechul, eu terei o prazer de escrever pra vocês, digam-me ♥
Sobre a atualização: vocês querem uma vez por semana, então tentarei atualizar uma vez por semana (apesar de já ter falhado na primeira tentativa, mas foi tudo culpa do meu siso, eu juro), ok?
Se vocês quiserem as músicas do capítulo é só me pedirem que eu passo oiadjadsi não vou colocar os links agora porque tô com preguiça de procurar (perdão).
Qualquer coisa que vocês quiserem falar a mais e ter uma resposta mais rápida, eu tô sempre no twitter: @wheunhaecry
Acho que é só isso, então? Até semana que vem ♥♥
(e, sim, é HaeHyuk. e, sim, eles têm um relacionamento aberto)


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