História Proposta Indecente - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Personagens Originais
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Kaisoo, Suchen, Sulay, Yehetfics
Exibições 497
Palavras 1.061
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo?
Aqui estou! UHSUAH
*AVISO*
Eu fiz uma OS Chanbaek chamada Malandramente, por favor, deem uma olhadinha!
(Link nas Notas Finais)

Capítulo 18 - XVIII - Corpo entre Cinzas


Costumam falar que seu eu do presente é construído pelo seus atos e decisões do passado. Baekhyun, praticamente sem memória, não era nada.

 Agora, com tudo de volta, ele seria alguém?

 O Byun mais novo, mesmo preenchido por informações próprias – e até pouco tempo desconhecidas -, se sentia mais perdido. A pessoa que ele acreditava ser era apenas um molde temporário feito por Junmyeon. Nada além disso.

 Não queria ver seu irmão, não queria ver Chanyeol, não queria ver ninguém. Apenas desejou encontrar seu verdadeiro eu – este que estava perdido há um bom tempo.

 Manteve suas mãos tremulas em cima de seu colo enquanto se encontrava sentado no chão gélido daquele apartamento. Sua cabeça girava e doíam, conhecimentos de si invadindo-a em um espaço mínimo de tempo.

 - Você está bem? – Minseok perguntou mesmo vendo que aparentemente nada estava bem.

 Fez um sinal para que as pessoas em volta se afastarem. Tentou fazer o maior impulso possível com seu corpo fraco para levantar. Recebeu as mãos não tão acolhedoras de Kyungsoo o apoiando.

 Não queria aquilo também, apesar de agora entender o motivo de Do estar ali. Se afastou dos garotos para ir em direção à porta de saída.

 - Baekhyun, para onde você vai? – O garoto baixinho e de olhos grandes indagou sem preocupação. – Chanyeol e Junmyeon vão querer disputar por ti ainda.

 - Vai ver se Jongin ainda te quer! – Aquela frase saiu escapada por sua boca. Apesar de não entendê-la muito bem, pareceu surtir efeito em Kyungsoo.

 Saiu daquele apartamento que carregava algo pesado, e ninguém se prontificou de impedi-lo. Achou ótimo porque ansiava sair dali o mais rápido possível.

 Respirou fundo ao sentir o ar livre. Tinha um endereço em mente, sentia que devia ir para o local mesmo sem saber o que era exatamente lá.

 Checou os bolsos para verificar se havia dinheiro para pegar um táxi. Tinha algumas 25.000 wons, que era o suficiente já que o lugar não parecia ser tão longe.

 Entrou no primeiro que apareceu e ditou seu destino rapidamente. Talvez aquele lugar remetesse algo de seu passado recém-descoberto.

 Sentia raiva por Junmyeon ter colocado naquela clínica seja lá o motivo; sentiu mais raiva por Chanyeol ter deixado aquilo acontecer. Ele deveria protegê-lo, não abandoná-lo.

 A única coisa que Park fez desde então foi machucá-lo, e isso doía de uma forma inexplicável. Sentia-se triste e traído por causa do abuso sofrido há uns dias atrás.

 Sabia o que eram antigamente, então por que ele foi capaz de fazer algo tão horrendo consigo? Era quase que inaceitável!

 Observou a parte mais simples de Seul no caminho para o desconhecido. Seu coração pulsava tão rápido que pode acreditar sentir as veias recebendo o sangue veloz. Suas mãos, entrando em contato, deslizavam com facilidade por conta do suor em abundancia.

 Entregou o dinheiro que tinha sem esperar pelo troco quando o carro parou no devido endereço.

 Era um terreno abandonado com o formato de uma casa, onde suas paredes externas pareciam totalmente queimadas. Vidros estavam espalhados pelo chão coberto por o que pareciam serem cinzas de algo. Não tinha porta, janela, ou teto.

 Completamente destruída.

 Sentiu um cheiro familiar. Tinha certeza ser perfume feminino, mas sabia que era tudo fruto de sua imaginação querendo reviver alguma memória dali.

 De certa forma lembrou.

 

 Seulgi esticou as pernas para apoiá-las no colo de Baekhyun, que estava sentado e concentrado na televisão ligada.

 - Você sabe o quanto é sortudo? – A menina indagou com um sorriso sugestivo. – O seu único azar é ter Suho como irmão.

 - E é um azar e tanto... Ele me enche o saco! – Reclamou fechando a cara. – Poderíamos eliminar esse empecilho porque nossas vidas ficariam mais fáceis.

 - Sim. A pensão ficaria toda para você e eu teria meu noivo preocupado apenas comigo. Temos que pensar nisso direito, Baek.

 

 O garoto franziu o cenho com aquela lembrança. Realmente pensava assim do próprio irmão?

 Quem era o Byun Baekhyun do passado? Alguém egoísta a ponto de querer matar o único restante com seu sangue?

 Se sentiu desapontado com o rumo que as coisas poderiam ter tomado. As emoções dentro de si estavam tão confusas, porque sentia de tantas formas no mesmo momento. Eram emoções demais para só uma pessoa; para um só Baekhyun.

 Caminhou entre o que restava daquilo ali. Não era a casa onde Seulgi morava, era apenas uma casa incendiada. Incendiada por si.

 Ainda se lembrava claramente da situação que passou há um ano. Pisava no mesmo solo, olhava para o mesmo ponto, e o cheiro era bom. A pessoa que o acompanhou usava um perfume bom e caro.

 E também feminino.

 Seu sapato, até o momento, branco estava ficando cinza conforme pisava naquele resto de coisas.

 Não sentia mais aquela coragem que tinha. Provavelmente não faria o que fez de novo. Somente a idéia de fazer aquilo já não o agradava.

 

 - Eu sei que você pode fazer isso, Baek. Por favor. – A voz soou fraca e manhosa. – Preciso ser livre dessa vida.

Baekhyun segurou o isqueiro em sua mão, fazendo força para acender a chama tão acessa naquela noite apagada. Sua decisão precisava ser tomada, e com base nela sua vida mudaria completamente.

 Ele seria um assassino se jogasse a peça prateada dentro da casa coberta por gasolina. O Byun mais novo sabia que havia uma menina desacordada ali dentro. Uma menina inocente.

A garota perfumada apoiou sua mão no ombro do de cabelos loiros.

 - Mate a Seulgi para libertar Yuna. Esse é meu único pedido.

 Poderia sim fazer aquilo. Por ela.

 

 Talvez pudesse fazer aquilo novamente. Por eles.

 ✩

 Lu Han fitou o garoto de cabelos ruivos que saiu as presas do quarto, talvez procurando o Byun mais novo. Com certeza procurava o Byun mais novo.

 Baekhyun não estava lá faz um tempo e ninguém parecia ter a menor noção de onde ele poderia estar.

 Chanyeol olhou atentamente todos, seguido por Junmyeon, e suspirou frustrado. Havia perdido o menor novamente!

 Suho ficou, de certa forma, aliviado porque o maior não teria chances de falar com seu irmão naquela hora. Haviam uma pequena possibilidade do garoto não se lembrar nada, e era nessa possibilidade que Junmyeon se segurava.

 - Para onde ele foi? – Park perguntou exaltado. – Hein? Me respondam!

 Os garotos se entreolharam e apenas Minseok se pronunciou naquela situação.

 - Baekhyun provavelmente foi procurar um corpo entre cinzas. 


Notas Finais


Link de Malandramente: https://spiritfanfics.com/historia/malandramente-6716551
Twitter: @nweoct
Até mais amores xoxo


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