História Prostituta Profissional - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~aninhacarol1bts

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Pp tortura, Romance, Sadomasoquismo, Violencia
Exibições 80
Palavras 14.753
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bjs de smp,bye

Capítulo 4 - Three


Segunda-feira. Primeiro dia de aula. Acordei cedo, tomei um bom banho e me arrumei. Flávia tinha me emprestado uma camiseta do uniforme da escola. Achei o uniforme bem menos feio do que o da minha antiga escola. Acordei a Flávia e ela foi pro banho. Desci e as meninas e as meninas estavam tomando café.
Manuela: Bom dia! – Obtive resposta de todos, menos da Amanda. Guilherme e Helen também estavam tomando café. Flávia chegou um tempinho depois. Toda animada.
Flávia: Bom dia, gente linda!
Helen: Que animação pra ir pra escola é essa?
Flávia: Ver os amigos, só isso.
Helen: Sei! – Helen engoliu o último gole de café e levantou-se da mesa. – Vou resolver umas coisas. Terão que ir a pé a escola hoje. Amanda, se quiser, vem comigo. Tua escola é longe.
Amanda: To indo!
Helen: Anda logo. Não tenho o dia todo. – Amanda se apressou, pegou sua bolsa e seguiu Helen. As duas saíram de casa.
Bruna: Menos duas cobras, amém!
Jack: Surfista. – Jack a repreendeu e olhou pro Guilherme.
Bruna: Ah, é. Foi mal, Gui.
Guilherme: De boa. Só vê se tu não morde sua própria língua. Pode sair veneno também. – Ele falou sério.
Terminei de tomar café, coloquei o meu tênis e peguei minha bolsa. Guilherme veio atrás de mim e me olhou de cima de baixo.
Guilherme: Essa calça apertada faz parte do uniforme de vocês?
Manuela: Como se tu não visse a gente com coisa mais apertada ou então, pequena. – Eu dei um sorriso irônico pra ele.
Guilherme: Tô enchendo o saco. Ta de tpm?
Manuela: Por que vocês homens, nos irritam e quando levam patadas, culpam a tpm? Que coisa chata.
Guilherme: Tava só brincando. Calma, Manuela.
Manuela: Sempre bom te fazer me chamar de Manuela, não de "estranha" – Eu ri e fui até Flávia. – Gata, acaba aí e vamos.
Flávia: To indo, amiga.
Ela terminou de comer e as meninas também. Nos arrumamos e fomos todos pra escola a pé. Caminhávamos devagar e Guilherme conversava com a Bruna. Eles riam e me fez pensar que toda aquelas cenas que os dois faziam não seria um teatro pra disfarçar o "romance" dos dois.
Jack: Cara, nem acredito que esse já é nosso último ano. Graças!
Bruna: Queria tanto estudar junto com vocês.
Flávia: Ninguém mandou ser pirralha. – Nós rimos.
Bruna: Também te amo, viu, Flá!?
Flávia: Beijo na sua bunda, sua linda. – Ela riu e abraçou Bruna. Olhei pras duas e sorri.
Bruna: Não precisa ficar com ciúmes, Manu. Eu soltou a Flávia. – Ela disse me zuando.
Manuela: Tonta. – Eu ri e fiz uma cara feia pra Bruna, zuando ela também.
Guilherme: Senhoritas, lá vamos nós. – Avistamos o colégio depois que o Guilherme terminou de falar.
Era grande e mal pintado, mas não era feio. Não muito. Caminhamos até chegar no mesmo e entramos.
Ao entrarmos no colégio, todos os olhares voltaram-se para nós. Flávia percebeu os olhares e deu um sorriso pra mim.
Flávia: É só o começo, amiga. – Ela deu uma piscadinha pra mim.
Faltavam uns dez minutos pra aula começar. Tinham umas listas coladas em um mural dentro da escola. Fomos ver as listas e nelas estavam as listas de chamadas de todas as salas. Vimos nossos nomes. Guilherme, Flávia e eu estávamos na mesma turma. Jack e Lua caíram juntas no outro terceiro. Bruna estava em uma das turmas do primeiro.
Bruna: Não tem ninguém legal ou gatinho na minha sala. Que bad!
Jack: Aquieta a piriquita, Surfista.
Guilherme: De gato já basta eu. – Ele olhou pra Bruna e deu um sorrisinho. Ela fez uma cara de "hã!?" pra ele. Não sei quem é mais falso. Tenho certeza que eles tem alguma coisa.
Flávia: Na sala dela, Gui. Ta com saudades da Amanda, é!? Ta até imitando a burrice dela. – Nós rimos.
Guilherme: Engraçadona, Flávia. – Ela fez uma careta pra ele e depois ele deu um risinho.
Nós saímos da frente do painel e sentamos em um dos bancos no pátio. O colégio era enorme. Não demorou muito e um menino alto e loiro apareceu na frente da escola. Parou na frente do mural e depois veio na nossa direção. Cumprimentou, primeiramente, o Guilherme.
Felipe: E aí, cara!? Beleza!? – Ele disse apertando a mão do Guilherme e depois dando-lhe um "tapinha" nas costas.
Guilherme: Suave, rapaz. Quanto tempo. Tu sumiu nas férias.
Felipe: Fui pra Califórnia, Guizinho. – Ele deu um sorriso largo e foi na direção de Flávia quando a viu sentada no banco. Ela se levantou e ele a abraçou. – Que saudades de tu, minha branquinha.
Flávia: Lembrou de mim com tantas Californianas gostosas andando de biquíni? – Ela riu, segurou o rosto dele pelo queixo e o beijou.
Ah, esse é o Felipe! Pensei. Eles se beijavam com calma e escola toda olhou pra eles. Essa popularidade toda era algo novo pra mim. Nunca fui popular na minha antiga escola. Eu não ligava pra isso. Ver todos com os olhares voltados pra o que você faz era realmente estranho.
Flávia e Felipe se beijaram por um tempinho e se abraçaram em seguida.
Felipe: Ciumenta linda! – Ele disse pra ela.
Flávia: Não sou ciumenta. Ciúmes é pra mulherzinha.
Felipe: Desculpa aí, machão. – Ele disse rindo, segurou na cintura dela e a beijou novamente.
Guilherme: Ô casal mel, não nos deixe de vela.
Manuela: Deixa eles. – Disse baixo só para que Guilherme pudesse ouvir. Ele assentiu com a cabeça.
O sinal não demorou muito pra tocar e nós fomos pra nossas respectivas salas. Felipe também estava na nossa sala. Entramos e eu sentei do lado do Guilherme e na frente da Flávia. Felipe sentou ao lado dela.
A professora não demorou muito pra chegar. Ela verificou a lista de chamada e pediu para que os 5 alunos novos falassem seus nomes. Chegou a minha vez e aconteceu algo imprevisível.
Professora: Qual é seu nome, querida?
Manuela: Manuela Bosi.
Gabriel: Poxa vida, hein, uou.
Samuel: Ô, Manuela, goze em mim. – Ele fez uma brincadeira com o meu sobrenome. Um trocadilho.
Os meninos iam se manifestando e eu fui me encolhendo na cadeira, olhei pra Flávia e ela sorria satisfeita. Guilherme me olhou bravo e eu não entendi nada.
Henrique: Ô, gostosa!
Professora: Calem a boca agora! – Ela gritou – Que falta de respeito é essa com a colega de vocês?
Gabriel: Viro o namorado dela a hora que ela quiser. Colega é pros fracos. – O grupo riu.
Henrique: Muita areia pro teu caminhãozinho, Biel.
Gabriel: Eu dou duas, três, quantas viagens forem preciso.
Professora: Já chega! Isso é uma tremenda falta de respeito e de senso. Isso não é jeito de tratar uma mulher. Vocês tem muito a aprender ainda. Desculpa por isso, Manuela.
Manuela: Tá tudo certo. Não tem problema.
Umas meninas olharam feio pra mim e os meninos continuaram falam coisas do tipo, mas eu ignorei. A professora começou a aula e eu prestei atenção em tudo. Anotei cada "a" que ela colocava na lousa. Participei da aula o máximo que pude.
A aula acabou e fomos pro intervalo. 
Flávia: O que foi tu respondendo todas as perguntas que a professora fazia lá na sala, amiga?
Manuela: Eu sempre fui uma boa aluna.
Flávia: Ai, que orgulho dessa minha amiga. Além de linda, gostosa, esperta, ainda é inteligente. Ai, me pega, sua linda.
Nós rimos e ela me abraçou. Saímos assim da classe, Guilherme e Felipe vieram do nosso lado conversando. Os meninos que ficaram me "elogiando" na sala, passaram por mim e pararam na minha frente.
Gabriel: Olá, Manuela. Eu sou o Gabriel. – Ele pegou a minha mão direita e deu um beijo na mesma.
Henrique: E eu sou o Henrique. Rick pros íntimos. Mas tu pode me chama de "meu amor", se quiser. – Eu tive que rir, foi realmente engraçado.
Samuel: E eu sou o Samuka. – Ele abriu um sorriso. Ele tinha um sorriso lindo. Meu Deus!
Manuela: Olá, meninos. Eu sou a Manuela, como vocês já sabem. Prazer!
Gabriel: Só na cama, gatinha. Falando em cama, quer ir pra ela comigo? – Eu dei risada.
Manuela: Valeu a proposta, mas agora eu vou comer porque to morrendo de fome. – Foi a melhor saída que eu encontrei pra que eles me deixarem em paz. E deu certo. 
Eles se despediram de mim e a gente foi pra cantina. Flávia abraçou o Felipe e eles caminharam assim até lá. Guilherme veio do meu lado e nós deixamos o casal andar atrás de nós.
Guilherme: Agora aguenta o grude.
Manuela: Por que você não vai lá atrás do seu grude?
Guilherme: Tu ta falando do que? – Ele me olhou com uma cara de dúvida.
Manuela: Esquece.
Guilherme: Doida. – Ele riu.
A gente encontrou as outras meninas na cantina, entramos na fila e logo pegamos nossos lanches. Fomos pro pátio e todos os bancos estavam lotados. Flávia e Felipe pararam na frente de um que tinha umas pessoas sentadas. Flávia falou algo e deu um sorriso pras pessoas. Elas saíram de lá em seguida. Flávia nos chamou com a mão e nós fomos até o banco.
Flávia: Prontinho.
Manuela: Ma-Mas... Co-Como você fez eles saírem?
Flávia: Só pedi educadamente.
Felipe: Como recusar com uma menina linda dessas pedindo? – Ele sorriu e deu um selinho nela.
Sentamos no banco e ficou extremamente apertado, mesmo com Flávia no colo do Felipe. Me levantei.
Flávia: Ah, amiga, senta aqui.
Manuela: Não precisa, Flá. To bem aqui. – Eu comi o meu lanche e pude perceber os olhares de Guilherme pra mim. – Perdeu alguma coisa aqui?
Guilherme: Eu? – Ele apontou pro próprio peito.
Manuela: Não, o papa.
Guilherme: Ah, ta. Pensei que tava falando comigo.
Manuela: Tu me irrita.
Bruna: Ainda bem que alguém me entende. – Ela riu e eu continuei séria. Guilherme deu um sorrisinho pra ela.
Flávia ficou se pegando com o Felipe até que ele e o Guilherme foram pro banheiro. Pedi pra Flávia me acompanhar até a cantina.
Flávia: Quer outro lanche? Tu é magra de ruindade, eu hein.
Manuela: Tonta. – Dei risada. – Não foi por isso que te chamei aqui. Só queria falar um negócio contigo.
Flávia: Fala, amiga.
Manuela: Acho que a Bruna ta pegando o Guilherme.
Flávia: Que? Sério? Mas eles vivem em pé de Guerra.
Manuela: Já pensei nisso também. Acho que é tudo cena.
Flávia: Pode ser, né, amiga!? Vou começar a reparar nesses dois e te conto se eu perceber alguma coisa. Agora vamos voltar porque eu quero beijar o meu gatinho.
Manuela: Ai, que menina apaixonada! – Flávia me mostrou a lingua e nós voltamos por banco com as meninas tinham ficado, Guilherme e Felipe já estavam lá.
O sinal bateu e nós voltamos pra aula. Mais duas aulas de geografia e outra de inglês. O professor de inglês era divinamente lindo. Ele fazia perguntas sobre a matéria toda hora, para que nós respondessemos, mas só eu e mais um outro aluno participamos da aula. Ele era um ótimo professor. Era uma pena os alunos não se sentirem motivados. O final da aula chegou e nós quatro pegamos nossos materiais, Guilherme, Felipe e Flávia foram "correndo" pra sair da sala. O professor me viu saindo da sala, sem pressa. Ele segurou meu braço e eu virei de frente pra ele quando ele falou o meu nome.
Otávio: Manuela!?
Manuela: Sim, professor... – Incentivei-o a continuar.
Otávio: Fiquei muito feliz com a sua participação na aula hoje. A muito tempo eu não vejo uma aluna participando e tão interessada. Além de você ser muito inteligente.
Manuela: Ah, que isso, profess... – Ele me cortou.
Otávio: Me chama de Otávio, Manuela. Se quiser, é claro.
Manuela: Ah, tudo bem, profess... Quer dizer, Otávio. Como eu ia dizendo, eu não acho que eu faça nada que eu não deva fazer. Participar da aula só vai me ajudar.
Otávio: Concordo com você. 
Vi a Flávia na frente da sala com o material nas mãos. Ela fez um gesto com a cabeça, me incentivando a sair da sala. Assenti com a cabeça para que ela pudesse ver.
Manuela: Bom, Otávio, eu preciso ir agora. Até a próxima aula.
Otávio: Mal posso esperar. – Ele deu um sorriso meio estranho, alegre demais pro meu gosto.
Apresentação:
Professor Otávio. É o professor mais gato de toda a escola, talvez de toda cidade. É loiro e tem olhos claros. É forte e alto. Recém formado, é professor de inglês. Ele se encanta por Manuela e discretamente, vai me aproximando dela. 22 anos e faz todas as meninas do colégio babarem ao vê-lo passar pelo tamanho da sua beleza. Mas nunca deu "moral" pra nenhuma delas, porque tem medo de por seu emprego em risco.
~~
Saí da sala e fui caminhando pelos corredores com a Flávia ao meu lado.
Flávia: Arrasando o coração do professor mais gato da escola já, Manuzinha? – Ela riu e eu fiquei meio sem jeito.
Manuela: Que bobagem, amiga. Ele só achou legal eu participar da aula. Só isso.
Flávia: Ah, ta bom... Foi por isso também que ele parou o Kadu pra falar pra ele como a participação dele na aula, foi legal?
Manuela: Kadu? – Estranhei.
Flávia: É... O nerd que tava falando junto contigo na aula. 
Manuela: Ah, ta. Não sabia o nome dele. Chega desse assunto, amiga. Nada a ver. Ele só vai ter alguma coisa comigo, se pagar. – Nós duas rimos e eu me arrependi do que disse meio segundo depois. Ok, eu queria me tornar a puta profissional, mas não precisava exagerar. O professor era realmente um gato.
Flávia se despediu do "namorado" na frente do colégio. Deu um super beijo nele. As meninas logo chegaram e nós ficamos esperamos o pai de Felipe chegar. Depois fomos a pé pra casa.
Guilherme, eu e Flávia estávamos andando um do lado do outro, um pouco pra trás das outras meninas.
Guilherme: Tu é boa no inglês, né não, Manu!?
Manuela: A little bit. – Disse e depois sorri pra ele.
Guilherme: Que que tu falou aí? Tira com a minha cara não, ou.
Flávia: Ela não ta te xingando, Gui. – Ele riu e eu também. – Até eu que sou horrível, entendi.
Guilherme: Fala aí então, espertona.
Manuela: Calma, os dois. Eu falei "um pouco". Não to te xingando, Guilherme. Mas por que tu quer saber disso?
Guilherme: Tu podia me ajudar a estudar e não pegar recuperação de inglês esse ano, né!?
Manuela: Poder eu posso, mas ta no começo do ano, tu tem tempo de conseguir nota antes de ficar de recuperação.
Guilherme: Sou ruinzão em inglês. Nem adianta ter esperança que eu vá conseguir nota antes de pegar rec.
Manuela: Ta – Eu dei risada. – Posso te ajudar, mas vou ganhar o que com isso?
Guilherme: Um bei... – Ele não completou a frase. Olhou pra Flávia e ficou pálido.
Pegou o celular e saiu na nossa frente. – Depois falo contigo. – Ele disse já meio distante.
Flávia: Ele acha mesmo que se eu não soubesse, com essa super disfarçada, eu não ia sacar?
Manuela: Vai saber, né, amiga... Mas não fala pra ele que tu sabe, por favor. Se ele te contar, faz cara de surpresa e de chocada. – Eu ri.
Flávia: Ta bom, doida.
Chegamos em casa e nós fomos direto pra cozinha. Guilherme já estava trancado no quarto dele. Almoçamos e depois fizemos a faxina da casa.
Eu estudei o resto da tarde que sobrou. Me tranquei no quarto, coloquei uma música no celular e só sai de lá quando a Flávia veio me avisar que estava na hora de irmos pra boate.
Tomei um banho, me arrumei e coloquei o vestido mais apertado que eu tinha comprado. Ficou lindo em mim. Valorizou tudo que eu tinha. Me maquiei e dei uma arrumada no meu cabelo. Prendi metade pra trás. Peguei um salto enorme e saí do quarto. Desci as escadas e algumas das meninas estavam sentadas na sala.
Jack: Nossa, Manu, que gata que tu ta!
Manuela: Muito obrigada, Jack. Tu ta linda também.
Flávia desceu as escadas e ela estava magnifica.
Bruna: To me sentindo um pedaço de lixo hoje. Vocês estão lindas e gostosas. – Nós rimos.
Guilherme apareceu na escada e ficou um bom tempo me fitando. Dei um sorriso pra ele e ele sorriu de volta. Ele desceu as escadas e sentou no sofá. Secou as meninas o máximo que pode.
Flávia: Vamos sair daqui antes que a gente fique murcha e seque.
Amanda: Não entendi.
Flávia: Quando é que você entende alguma coisa, lindona? – Ela mandou um beijo no ar pra Amanda e nós demos risada.
Ficamos em frente de casa esperando a Helen passar pra nos buscar. Ela tava atrasada.
Bruna: Vou lá dentro pegar meu batom...
Flávia: Tem batom na boate. – Ela olhou estranho pra Bruna.
Bruna: Ah, mas eu quero esse... Já volto. É rápido!
Flávia: Tá legal.
Encostei na parede. Ficamos mais cinco minutos esperando a Helen e nada.
Manuela: Vou sentar no sofá lá dentro porque cansei de esperar aqui.
Flávia: Vai lá, amiga.
Entrei em casa e achei Bruna de frente pro Guilherme, que estava sentado no sofá. Ela estava de pé e segurava o rosto dele. Definitivamente, eu tinha atrapalhado alguma coisa. Eu sabia! Esses dois não me enganavam. Um turbilhões de pensamentos passaram pela minha cabeça. Eu fiquei uns segundos olhando os dois, até que me virei pra sair dali e meu sapato fez barulho quando eu toquei no chão para dar um passo.
Merda! – Pensei.
Manuela: Foi mal! Eu não queria atrapalhar. Eu só vim me sentar aqui porque a Helen ta demorando... Eu não vi nada, relaxem.
Guilherme levantou meio depressa e foi logo se apressando:
Guilherme: Não tem nada pra ser visto mesmo, Manu. Relaxa você.
Manuela: Eu sei o que eu vi, Guilherme. Mas ta tudo certo. Eu não vou me meter. Deixe-me ir.
Bruna: Não fala nada pra Helen. Por favor, Manu. – Cínica, mil vezes cínica.
Manuela: Relaxa, Bruna. Sério... – Eu saí da sala o mais rápido que eu pude.
Meu coração estava acelerado. O sentimento que eu estava desenvolvendo por Guilherme, tinha sido parcialmente interrompido com a minha decisão de não me envolver mais e me tornar a melhor prostituta. Mas aquilo foi demais. Eu tinha minhas desconfianças. Eu sabia disso já. Acho que eu não quis acreditar. Algo me bloqueou disso e quando eu vi a Bruna naquela posição, a ponto de beijar o Guilherme, eu senti como se alguém arrancasse meu coração do meu peito e desse marteladas nele. E depois, colocasse de volta. Era uma dor horrível. Mas eu bloqueei qualquer reação. Utilizei aquilo ao meu favor.
Helen chegou 15 minutos depois. Fomos pra boate e antes das 10 horas, eu já tinha feito 8 programas. Helen me chamou pra fazer um programa com dois caras, ao mesmo tempo. Não pensei duas vezes e topei.
Eles já estavam no quarto, me aguardando. Entrei no mesmo e olhei com cara de puta pra eles.
Manuela: Boa noite, rapazes. – Rapazes era gentileza da minha parte. Eram dois caras que aparentavam ter lá por seus 38 anos.
Sidney: Boa noite, coisinha mais linda. Mal pudemos esperar por vocês.
Manuela: Não seja por isso. Cá estou. 
Parei de frente pros dois, tirei o zíper do meu vestido e deixei-o cair no chão. Meus peitos saltaram porque eu estava sem sutiã. Eu sorri maliciosamente e eles foram sentando na cama.
John: Vem mamar o tio John, vem, cadela. 
Eu me aproximei da cama, fui até ele e comecei a desabotuar a calça dele. O outro homem colocou a mão nos meus seios e começou a apertá-los. Mordo meu lábio e tirei o pau do "John" pra fora. Passei a língua na cabeçinha e ele fez uma cara de tesão. Comecei a mamá-lo enquanto sentia o outro apertar um dos meus seios. Olhei pra ele e ele estava batendo uma punheta. Segurei no pau dele e bati punheta enquanto mamava o outro.
Parei de chupar o pau do John e comecei a chupar o pau do Sidney. John foi tirando a minha calçinha e começou a me tocar. Soltei um gemido. Ele me fez ficar de quatro e começou a lamber a minha buceta. Enfiou a língua na mesma e depois enfiou dois dedos.
Eu continuei chupando o pau do Sidney e John foi logo metendo o pau dele em mim. Eu gemia alto. Ele ficou em pé e me trouxe pro pé da cama. Metia com força na minha buceta. Sidney meteu o pau dele na minha boca e movimentava o quadril pra frente e pra trás, fazendo o pau dele ir até a minha garganta. Logo o John gozou e trocou de lugar com o amigo. 
Não demorou muito para ele gozar de novo e Sidney gozar. Os dois síram e eu tomei uma ducha rápida.
Voltei pro camarim e só Amanda e Flávia estavam lá.
Flávia: Quantos hoje, amiga?
Manuela: Com os dois últimos, 10.
Amanda: Caralho!
Flávia: Nossa, amiga. Só fiz 5.
Amanda: Só fiz 4.
Sorri satisfeita. Esperei as meninas terminarem e nós voltamos pra casa.
Deitei exausta na cama e meus pensamentos não me deixaram dormir. Pensei em Guilherme tendo um caso secreto com a Bruna. Aquele teatrinho todo que os dois faziam... Pensei em tudo. Acabei logo dormindo porque não me permiti ligar para aquilo. Guilherme que enfiasse a Bruna no... Nós fomos pra a escola no outro dia. Os olhares continuaram voltados para nós. Eu ia demorar pra me acostumar com aquilo.
O intervalo finalmente chegou, estávamos na cantina e uma menina, aparentando estar no primeiro ano, chegou até nós com uns envelopes na mão.
Iasmim: Pra-Pra vo-vocês... – Ela estendeu a mão com 6 envelopes.
Flávia: Que isso? – Ela disse pegando os envelopes da mão da menina.
Iasmim: Convites pra fe-festa da Regina. Ela não entregou antes porque a gente estava de férias.
Flávia: Obrigada, lindinha. Avisa pra ela que a gente vai.
Manuela: Mas... – Não continuei porque a Lua me olhou meio torto. Não entendi nada.
A menina saiu de perto e Flávia distribuiu os convites. Era bonito e tinha o nome da "Regina" destacado. Seria no final da semana. Acho que a Helen não via liberar. Duvido muito. Mas a Flávia já tinha dado certeza. Depois ia perguntar sobre isso pra ela.
O resto da aula foi normal. Esbarrei no professor de inglês quando pedi para ir ao banheiro na troca da penultima pra ultima aula.
Otávio: Bom dia, Manuela.
Manuela: Bom dia, professor. – Dei um pausa e me corrigi logo em seguida. – Desculpe-me. Bom dia, Otávio.
Otávio: Agora ficou melhor, Manuela. – Ele olhou pro meu corpo, o que me deixou bem constrangida. 
Manuela: É... Eu tenho que ir. To atrasada pra ultima aula. Talvez a professora nem me autorize a entrar.
Otávio: Vai lá. Boa aula.
Entrei na sala e Flávia veio logo me interrogando.
Flávia: Tava se pegando com quem no banheiro, amiga?
Manuela: Ai, louca. Não sou dessas. –Nós rimos baixinho pra não atrapalhar a aula. – Amiga, acredita que o professor de inglês me secou agora ali no corredor?
Flávia: Pega ele, boba.
Manuela: Ta louca?
Flávia: O que tem demais? Ele é gato e ta solteiro.
Manuela: E é meu professor.
Guilherme: Dá pras duas ficarem quietas e falar do professorzinho depois? – O que ele fazia prestando atenção na minha conversa com a Flá? Que inconveniente. Ele que vá cuidar da Bruna. Saco!
Manuela: Guilherme, me mama!
Guilherme: Só mais tarde. – Ele disse ironicamente. Fiz uma careta pra ele.
A aula logo passou. As meninas ficaram junto com a Flávia esperando o pai de Felipe. Guilherme me pediu pra ir com ele pra casa. Não entendi o motivo, mas o acompanhei.
Manuela: Por que não chamou sua namorada pra vir com você? – Nós estávamos na rua da frente da escola a essa altura.
Guilherme: Por que tu acha que ela é minha namorada?
Manuela: Por que tu me chamou pra vir com você?
Guilherme: Quanta pergunta!
Manuela: Eu perguntei primeiro, mereço uma resposta.
Guilherme: Ta legal. Não chamei minha "namorada", porque eu não tenho uma namorada.
Manuela: Tão chamando isso de outro nome agora?
Guilherme: Manu, fica quieta e me houve. 
Manuela: Ta. – Concordei, mas fiz uma cara emburrada.
Guilherme: Eu te chamei pra vir comigo, porque queria saber o motivo de tu ter se afastado de mim. Foi do nada. Num dia a gente se beija e ta super amigo. No outro, tu me evita. Queria sacar o que ta havendo. O que eu fiz?
Ah, o que você fez? Fora a menina da sorveteria? A menina do telefonema? A Bruna? Você não fez quase nada. Quase nada... – Pensei. 
Manuela: Nada, Guilherme. Só estou focada em outra coisa.
Guilherme: Posso saber que coisa é essa?
Manuela: É pessoal.
Guilherme: Um namorado? – Olhei com cara de "hã" pra ele.
Manuela: Não. Quer dizer... Prefiro não falar nada agora.
Guilherme: Ta legal. Tu que sabe.
A conversa acabou aí.
O resto da semana passou e foi bem normal. A não ser pelos meninos, aqueles que me "elogiaram" no primeiro dia de aula, insistirem muito pra eu ir na festa da tal Regina. Um dia desses Flávia me mostrou quem era. Era a menina mais rica de todo o colégio. Ela tinha convidado, simplesmente, todo mundo do colégio pra festa dela. Ia ser algo grandioso. Vi Guilherme e Bruna de papo diversas vezes durante a semana. Mas me controlei. Voltei a conversar com ele, porém sem me "impressionar" com cada sorriso dele. Foi melhor assim. Conseguir triplicar meus clientes na boate e Helen me elogiou pelo meu "desempenho". Um ponto pra mim.
O dia da festa finalmente chegou. Flávia convenceu Helen de nos liberar. Não faço ideia do que Flávia usou como argumento, mas agora, isso pouco me importa.
Me arrumei com o vestido mais chique que eu tinha. Fiz um cachos no cabelo e uma maquiagem linda. Coloquei um salto maravilhoso que Bruna tinha me emprestado. Nós usávamos o mesmo número e ela tinha umbom gosto incrível... Me refiro ao Guilherme, nesse ponto também.
Flávia: Se eu fosse lésbica, tu seria a primeira da minha lista. – Eu morri de rir.
Manuela: Posso dizer o mesmo de você, gata.
Nós saímos do quarto e demos de cara com o Guilherme de terno e gravata. Meu Deus, que menino perfeito! Segurei meus pensamentos e nós descemos. As meninas já estavam prontas. Helen nos levou pro salão onde a festa aconteceria. Tudo estava lindo e muito luxuoso.
Flávia: Aí vamos nós. – Ela sorriu.
Entramos na festa e haviam garçons servindo taças de champagne por todo lado. Haviam duas filas para pegar drinks. A decoração estava magnífica. Havia um DJ tocando musicas remixadas.
Nós sentamos e Guilherme foi pegar bebida pra gente.
Manuela: A Amanda não gostou muito de não poder vir, né!?
Flávia: Completamente sem noção ela vir a uma festa que não conhece a aniversariante.
Manuela: Então eu vou sair daqui. – As meninas riram.
Flávia: Já disse que te amo, sua linda!?
Manuela: Só hoje? Umas 10 vezes.
Flávia: Convencida.
O Guilherme chegou com as bebidas e o Felipe chegou na festa. Ele abraçou Flávia por trás e os dois começaram a se beijar. Eu sorri e a banda começou a tocar.
Flávia: Vamos dançar. – Ela disse interrompendo o beijo com o Felipe. Ele cumprimentou todo mundo e nós fomos pra pista de dança, onde na frente havia um palco e a banda estava tocando.
A banda animou bastante a festa e a essas alturas, haviam adolescentes bêbados para todo lado. Lua estava chapadíssima e ria por qualquer besteira.
Jack estava alegre, mas sóbria.
Guilherme estava no milésimo copo. Eu bebi pouco, o suficiente pra me manter em pé e não pagar mico.
A banda acabou de tocar e o DJ voltou. Tocou musicas agitadas e eu dançava feito louca. O alcool estava subindo. Por um momento, tudo girou a minha volta. Vi Flávia indo a tira colo com Lua pro banheiro. Felipe batia nas costas do Guilherme e ria junto com ele. Guilherme apontou pra bunda de uma menina, que rebolava até o chão. Ela chamou o Felipe no canto. Eles falaram por meio segundo e depois Felipe falou com o Guilherme. Ele sorriu e chegou na menina. Os dois foram pro canto do salão. Ele encostou a menina na parede e começou a beijá-la. Minha cabeça girou mil vezes mais. Eu bebi dois copos de uma vez só e dancei sozinha na pista.
Gabriel chegou perto de mim e falou: – Tu ta bem, Manuzinha!?
Manuela: Tô ótima. Ta cego? – Eu disse enquanto dançava.
Gabriel: Tô não, coisa linda. – Ele sorriu e se aproximou de mim. 
Gabriel levou as mãos pra minha cintura e puxou meu corpo pro dele. Eu queria sair dali, mas não consegui. Na verdade, eu nem tentei. Ficava encarando Guilherme beijando a menina. Gabriel começou a dar beijos no meu pescoço e eu levei a mão pro cabelo dele. Alisava o mesmo enquanto ele apertava de leve a minha cintura.
Gabriel levou as mãos pra minha cintura e puxou meu corpo pro dele. Eu queria sair dali, mas não consegui. Na verdade, eu nem tentei. Ficava encarando Guilherme beijando a menina. Gabriel começou a dar beijos no meu pescoço e eu levei a mão pro cabelo dele. Alisava o mesmo enquanto ele apertava de leve a minha cintura.
A musica mudou e começou a tocar funk, eu me afastei um pouco dele e comecei a dançar até o chão. Koringa não se dança de outra maneira.
Gabriel ficou me fitando e eu rebolava. Empinava minha bunda e olhava pra cara dele. Eu ria feito idiota e continuava dançando. Ele me encoxou meio discretamente e eu continuei rebolando. Gabriel tirou o cabelo da minha nuca e deu chupões na mesma. Eu segurei a mão dele e passei-a pela lateral do meu corpo.
Ele finalmente me virou e me segurou pelo cabelo. Puxou de leve, mas fez com que minha cabeça fosse para trás. Ele sorriu e falou: – Tu é muito linda.
Eu sorri e ele me beijou. Diferentemente de beijar o Guilherme, eu não senti nada. Só sentia minha cabeça girar e uma tontura enorme. Mas aproveitei o beijo. Não estava tão bêbada assim. Me aproximei mais dele e entrelacei minha lingua na dele. Ele chupou minha língua e depois o meu lábio inferior. Ele apertava a minha cintura, no intuito de forçar meu corpo contra o dele, mas eu mantive uma certa distância. Eu terminei o beijo e segurei o rosto dele. Bati de leve com uma mão no mesmo e ele sorria. Nos beijamos mais algumas vezes e depois ele foi com os amigos dele. Foi cambaleando pro banheiro e vi Flávia, segurando os cabelos de Lua em um dos boxes.
Manuela: Amiga, eu beijei o Gabriel.
Flávia: Jura? A Lua vai te matar.
Manuela: O que? Por que? – Olhei meio assutada pra ela. Lua estava gorfando horrores.
Flávia: Ela é louca por ele.
Manuela: Merda, Flávia! Por que tu não me disse isso antes?
Flávia: Achei que seu grande amor era o Guilherme e que tu não ia dar moral pro Biel.
Manuela: Xiiiiiiiiiiu – Falei no intuito de fazer ela parar de falar. Verifiquei senão tinha ninguém em nenhum dos outros boxes do banheiro. – Falando nesse imbecil, vi ele beijando uma menina.
Flávia: Ah, entendi tudo. Vingança?
Manuela: Não. – Após eu dizer, isso cambaleei pra trás.
Flávia: Ei, amiga, cuidado. Vou chamar a Jack pra cuidar de ti. 
Manuela: Não precisa! Eu to legal. Só jogar uma água no rosto e ta tudo certo. – Funcionaria se eu tivesse realmente feito o que eu disse. – Eu vou pra lá. – Disse saindo do banheiro.
Flávia: Sua louca, joga água na cara... – Pude ouvi-la gritando do banheiro, mas ignorei.
Voltei pro salão. Jack, Guilherme e Felipe estavam sentados. Bruna tinha sumido. Me sentei ao lado de Jack.
Jack: Ta bem, Manu?
Manuela: Ótima. – Tentei parecer o mais sóbria possível.
Jack: Sei.
Felipe: Ta tri louca.
Manuela: Fica na sua.
Felipe: Ihhhhh, ela morde.
Guilherme: E como...
Manuela: Cala essa boca.
Guilherme: Vem calar! – Ele disse bêbado.
Manuela: Pede pra sua amiguinha que tu tava beijando até agora.
Guilherme: Ciúmes?
Manuela: De você? Jamais.
Guilherme saiu da mesa e pegou mais dois drinks. Bebeu de uma vez e continuou dançando. A menina que o Guilherme estava beijando era a aniversariante. Só reparei isso porque ela subiu no palco e o DJ puxou o parabéns. Nós cantamos. Quer dizer, os outros convidados, eu não movi um musculo. Depois ela jogou um beijo pro Guilherme. Ridículos.
Ela dançou valsa com o pai, irmão, tios, primos e avós. Aquela cêrimonia toda. Ganhou um colar lindíssimo e super brilhante do pai. Tirou mil fotos e finalmente a música voltou. Comi um pedaço do bolo, o que fez o efeito do alcool amenizar um pouco. Glicose é sempre bom.
Guilherme estava muito louco. Um hora eu o vi caído em um canto do salão. Fui até ele e me abaixei em sua frente.
Manuela: Ei, Guilherme, você tá legal? 
Guilherme: Tô super de boa. Se preocupa não. Vai lá com o Biel. – Merda! Como ele já descobriu?
Manuela: Tu ta muito bêbado. Caído aqui. Vamos pra casa. Eu cuido de você.
Guilherme: Vai cuidar do Biel. – Ele gritou comigo.
Manuela: Droga, Guilherme! Eu só quero te ajudar. Tu ta pagando mico caído aí. Ta todo mundo comentando. Vamos pra casa. Por favor.
Guilherme: Tá legal. Mas eu vou porque eu quero, não porque tu ta mandando.
Manuela: Ta bom.
Segurei-o pelas mãos e levantei-o. Coloquei o braço dele em volta do meu pescoço. Comecei a andar com ele assim até a saída do salão.
A menina que ele beijou, a aniversariante, parou na nossa frente.
Regina: Pra onde você está levando ele?
Manuela: Pra casa dele. Ele ta bêbado demais pra continuar aqui.
Regina: Deixa que eu cuido dele. – Ela disse e já foi envolvendo as mãos na cintura do Guilherme, tentando tirá-lo dos meus braços.
Manuela: Você tem uma festa pra cuidar. Se preocupe com os seus outros convidados. Do Guilherme, cuido eu.
Guilherme: Não briguem por mim, meninas. – Ele ria feito idiota. 
Manuela: Cala essa boca.
Regina: O que você pensa que é dele pra achar que manda? – Essa disse pra mim.
Guilherme: Se ela quisesse, seria minha namorada. – Eu olhei pra ele e ele me encarou. Deu aquele sorriso lindo pra mim e tentou roubar um selinho, virei o rosto e ele beijou minha bochecha.
Regina: Guilherme, você acabou de ficar comigo.
Guilherme: Não enche. Só fiquei porque tu ta atrás faz tempo. Queria ter ficado com a Manu... – Eu interrompi-o.
Manuela: Já chega. A gente vai embora. Até mais.
Saí com o Guilherme da festa. Foi difícil leva-lo até um taxi. Mas consegui. Fomos pra casa e eu paguei o taxi. Chegando lá, eu o levei direto pro quarto dele. Quer dizer, pro banheiro do quarto dele.
Pedi para ele se sentar de frente com a privada. Abaixei-me de frente pra ele e comecei a desabotuar a camiseta dele.
Guilherme: Vai abusar de mim, é!?
Manuela: Guilherme, fica quieto. Você ta fedendo alcool. –Ele colocou as mãos no meu rosto e me fez olhar pra ele. Ele me fitou e tentou me beijar, me esquivei. – Sério, para. Eu to aqui pra cuidar de você. Você não está em condições disso agora.
Ele fez uma cara feia, mas concordou. Tirei a camiseta dele e vi aquele corpo. Não tão musculo, mas definido. Respirei fundo e me concentrei. Molhei toda a cabeça dele e o rosto.
Manuela: Mete o dedo na guela e gorfa. Vai ser melhor.
Ele fez o que eu pedi e logo ele gorfou. Olhei pro lado pra não ver aquela cena. Molhei mais o rosto dele e o cabelo. Molhei também a nuca. Fiquei alisando as costas dele enquanto ele gorfava pela milésima vez.
Manuela: Isso não tem fim? – Eu prendi o riso.
Guilherme: Acho que agora já deu. – Ele já estava levemente sóbrio. Ajudei-o a levantar e ele escovou os dentes.
Manuela: Vou te enfiar debaixo do chuveiro. Água quente faz bem. – Ele me ajudou a tirar o sapato e a calça dele. Eu disse que não precisava tirar a cueca.
Guilherme: Qual o problema?
Manuela: Para de graça e entra logo nesse chuveiro. – Ele me obedeceu. Ficou de pé no chuveiro e eu liguei-o. Virei-me para sair do box e ele me segurou pela cintura. Me puxou pra debaixo do chuveiro com ele. – Droga, Guilherme! – Ele não soltava a minha cintura e ia cada vez mais me molhando. – Me solta. Eu vou gritar.
Guilherme: Pra que? Pra minha mãe vir ver o que ta acontecendo? Ou a Amanda vai aparecer aqui e aí ela vai fazer questão de te entregar pra minha mãe. Brilhante ideia.
Manuela: A culpa é toda sua. – Eu me virei de frente pra ele e água caía sobre nós. Ele me fitava e começou a apertar a minha cintura.
Guilherme: Tu é deslumbrantemente linda.
Manuela: Fala isso pra Bruna também?
Guilherme: Não estraga o clima. – Ele seguro o meu rosto com uma mão e tentou me beijar.
Manuela: Para – Coloquei a mão no peito dele, tentando impedi-lo de se aproximar mais. Me afastei dele e sai do box. – Fica aí debaixo um pouco, vai. Eu vou pegar uma toalha pra me secar.
Tirei o meu vestido e fiquei de lingerie. Fui pro quarto dele e peguei duas toalhas. Me sequei e me enrolei em uma delas. Entrei no banheiro e Guilherme continuava no box.
Manuela: Vem. É pra hoje isso. – Ele riu e saiu do box pelado. – Droga, Guilherme. 
Guilherme: Assume que tu ta curtindo.
Manuela: Nem meio bêbado tu para de encher. – Entreguei a toalha pra ele. – Se seca e se enrola aí, vai.
Guilherme: Tu ta sem roupa por debaixo dessa toalha aí? – Ele dizia me olhando, enquanto se secava. Eu observava cada cantinho do corpo dele. Óbvio que não pedi nenhum detalhe. Ele percebeu. – Ta olhando aí por que?
Manuela: Aí onde? Ta doido? –Me fiz de desentendida. –Tu acha que eu ia te dar a chance de me ver nua? Não sou louca. –Ele enrolou a parte de baixo do corpo na toalha e foi pro quarto. Ouvi batidos nas portas. –Merda! As meninas chegaram. Quero ver como vou sair daqui.
Guilherme: Minha mãe é seu maior problema. Se ela te pegar aqui. Fudeu. Ou então, a Amanda... Ela vai amar te ver aqui e te entregar. – Ele disse rindo.
Manuela: Não vi graça. Vou tomar uma ducha e tu não se manifeste. Se alguém perguntar por mim, diz que não cheguei ainda.
Guilherme: Ta legal! –Ele deitou na cama.
Fui pro banheiro e tranquei a porta. Vai que aquele louco resolve me agarrar. Não que eu odeie a ideia. Mas não posso e ele também não. Tomei uma ducha rápida e fiquei só de calcinha. Me enrolei novamente na toalha.
Quando sai do quarto, Guilherme estava dormindo já. Até parecia um anjo. Peguei a coberta e coloquei em cima dele. Sentei-me do lado dele na cama e fiquei admirando-o por um longo período de tempo. Queria passar a eternidade ali. Mas meu sono não deixou. Acabei pegando no sono ali mesmo. Deitada do lado dele.
Acordei e o braço direito dele estava envolvido no meu corpo. Senti meu coração se acelerando. Ele estava a uma distância pequena de mim, mas ainda assim, não estavámos colados um no outro. Tirei o braço dele devagar para não acordá-lo e me levantei. Fui pro banheiro dele e lavei o meu rosto. Me olhei no espelho.
Manuela: Nada de se apegar, Manuela. Ele não é pra você. Não é. – Repeti milhões de vezes. Como se repetindo, fosse me convencer daquilo.
Coloquei meu vestido e sai discretamente do quarto dele. Era bem cedo. As meninas não estavam acordadas e eu consegui ir pro meu quarto sem chamar a atenção de ninguém.
Deitei-me na minha cama e adormeci rápido. Acordei duas horas depois morrendo de sede. Fui pra cozinha e tomei dois copos de água. Amanda apareceu atrás de mim. Me deu um susto enorme.
Amanda: Ressaca?
Manuela: Caralho, que susto! – Virei de frente pra ela. – Não vi tu aí.
Amanda: Foi mal... E como foi a festa?
Manuela: Ótima. Foi bem legal.
Amanda: Que horas tu chegou? Não vi tu chegar.
Manuela: Sabe que eu nem reparei? – Virei de costas pra ela e peguei mais um copo de água. Menina intrometida.
Amanda: Hum... Sei.
Manuela: Vou pro meu quarto.
Ela não me respondeu e eu subi. Flávia já tinha acordado e estava sentada na cama dela.
Flávia: Bom dia, amiga.
Manuela: Bom dia, Flá.
Flávia: Que horas tu voltou? A gente te procurou e não achou em nenhum lugar.
Manuela: Voltei com o Guilherme. Ele estava tri bêbado e eu cuidei dele.
Flávia: Cuidou, é!? – Ela riu, eu peguei um travesseiro e taquei na cara dela.
Manuela: Não desse jeito que tu ta pensando, idiota. – Eu dei risada.
Flávia: E tu dormiu com ele?
Manuela: Na cama dele, é diferente de dormir com ele.
Flávia: Muito diferente.
Manuela: Não transamos. Não nos beijamos. Nada. Desencana, amiga. Não tem mais chances de eu querer alguma coisa com ele. Nada a ver.
Flávia: O.k. Não to falando nada. – Ela prendeu o riso e foi tomar o banho.
Manuela: E você e o Felipe? Rolou ontem? – Ela estava tomando banho de porta aberta pra nós conversarmos.
Flávia: Ai, nem me fale disso. Culpa da Lua. Fiquei cuidando dela e nem deu pra pegar meu gatinho. A gente ta o maior tempo sem fazer...
Manuela: Ih, amiga. Tu tem que dar um jeito nisso logo. – Nós rimos.
Continuamos a conversar até a Flávia terminar o banho. Helen não tinha aparecido e Flávia saiu com o Felipe. Fiquei trancada no meu quarto estudando. Saí do quarto pra almoçar. Jack fez o almoço de novo. Ela cozinhava super bem.
A gente comia e Guilherme apareceu com a cara toda amassada na porta da cozinha.
Bruna: Nossa, que cara de ressaca.
Guilherme: Não enche e fala baixo, po. Minha cabeça ta explodindo.
Amanda: Agora eu vou ter que calar a boca pro bonitão não sentir dor?
Manuela: Ele só pediu pra falar baixo. Não pra tu deixar de falar.
Guilherme: O que te deu, Manu? – Ele disse enquanto pegava comida e depois sentou na mesa do meu lado. – Me defendendo?
Manuela: Só sendo legal, pra dar aquela variada.
Nós continuamos comendo e depois eu voltei pro quarto. Estudei o resto da tarde e a noite, eu fui pra sala. Liguei a tv e fiquei assistindo.
Achei que não tinha ninguém em casa, porque estava tudo quieto e as meninas tinham me dito que iriam ao mercado. Me chamaram pra ir junto, mas não estava com vontade.
Guilherme: Pensei que tu tinha ido no mercado com as outras.
Manuela: Desculpa te decepcionar. – Disse sem olhar pra ele. Ele sentou-se no outro sofá.
Guilherme: Só dessa vez. – Ele riu. Eu não falei mais nada. – Ei, Manu. – Eu olhei pra ele. – Valeu por ontem. Sérião mesmo. Acho que ia ficar caído naquele canto o resto da festa até que alguém me notasse lá. Valeu mesmo.
Manuela: Sua namorada 2.0 teria feito o mesmo.
Guilherme: Dá pra tu dizer "Não tem de que"? Que menina marrenta.
Manuela: Agradeço.
Guilherme: Não tem de que... Viu como se faz? – Eu dei risada.
Manuela: Babaca.
Guilherme: Linda.
Fiquei séria e ele percebeu que eu fiquei meio desconfortável com o elogio. Quer dizer, eu tinha amado, mas não foi bem o que eu demonstrei.
Flávia chegou e foi logo me puxando por quarto pra me contar como tinha sido o dia com o Felipe.
Helen não deu sinal de vida e não passou pra nos buscar pra irmos pra boate.
Dormi cedo e acordei bem disposta no outro dia pra ir pra aula. Tomamos café e fomos a pé pra escola.
Chegamos lá e os olhares, novamente, estavam voltados pra nós. Dessa vez, eu não me incomodei tanto. Estava começando a me acostumar. Mas o que me deixou meio encabulada foram as fofoquinhas que começaram a ser espalhadas conforme a gente ia passando.
Fomos pra nossas salas e um professor tinha faltado. Ficamos de janela. O diretor não nos autorizou a ficarmos pelo pátio e então, nós teríamos que ficar na sala mesmo. Foi a pior decisão do diretor, certeza. O "Ti ti ti" começou...
Uma menina disse em voz alta: – Tem gente que nem chegou direito na escola e já ta querendo causar. – Percebi que a indireta era pra mim. Me levantei e me virei de frente pra ela.
Manuela: Isso, por um acaso, foi uma indireta pra mim?
Isabela: Foi sim. Por que? Ficou ofendidinha?
Manuela: Muito pelo contrário. Fico feliz que, com tão pouco tempo aqui, já consegui incomodar alguém. – Dei um sorriso e os outros gritaram um "uuuu" pra ela. Foi engraçado, mas não ri. Continuei séria. – Mas diz aí, lindona, o que eu fiz que te incomodou tanto?
Isabela: Não é porque você acha que é bonita e que arrassa... – Henrique a atrapalhou e falou:
Henrique: Ela pode se achar, Isa. Porque, afinal, ela é realmente linda.
Todo mundo ria e falava "u" pra Isabela .
Isabela: Cala essa boca! – Ela disse brava pra ele e continuou: – Como eu ia dizendo, mesmo que você se ache tudo isso, saíba que não é... E não se atreva a chegar perto do Biel de novo.
O Gabriel só estava prestando atenção na briga e quando ouviu o nome dele, se levantou e se manifestou.
Gabriel: Diz aí o que tu vai fazer pra ela se ela "chegar" perto de mim, Isa... – Ela ficou pálida e sem graça.
Isabela: Imbecil! – Ela saiu pisando duro da sala e todo mundo desandou a rir.
Gabriel: Foi mal por isso, Manu. – Ele se aproximou de mim. – Sábado foi incrível.
Manuela: Relaxa... – Eu sorri e fiquei um pouco sem graça ao ouvi-lo. – Verdade.
O sinal pra segunda aula tocou, a professora de matemática entrou na sala. Isabela não voltou mais pra aula. Só a vi no intervalo. Ela me olhou brava enquanto conversava com a Regina. Aquela que o Guilherme beijou no sábado.
Bruna, Jack e Lua estavam conversando com os meninos do basquete.
Flávia: Aquelas três não tem jeito. – Ela disse e depois deu vários selinhos no Felipe.
Nós quatro estávamos sentados em um banco. Sim, nós quatro. Eu, Flávia, Felipe e Guilherme. Nessa respectiva ordem.
Vi Lua vindo brava na minha direção. Estranhei e ela parou na minha frente.
Lua: Qual é o seu problema? – Ela gritava comigo.
Manuela: Por que você tá gritando?
Lua: Qual é o seu pro-ble-ma? – Ela falou mais alto do que antes e pausadamente.
Manuela: Para de gritar comigo e me fala o que ta acontecendo.
Lua: Tu é uma sonsa! – Ela continuo gritando. – Como pode fazer isso comigo?
O Gabriel. – Pensei. – Merda!
Manuela: Acho que eu sei do que tu ta falando. Mas a gente resolve isso depois, Lua. Não faz esse escândalo na frente da escola toda. – Eu me levantei e fiquei cara a cara com ela.
Lua: Resolver o que? Ta com vergonha que a escola toda saiba que você fica com caras que suas amigas gostam? É, vagabunda? Assume o que tu faz.
Guilherme se levantou e veio do meu lado. Fiquei imóvel. Eu não sabia o que responder pra Lua. Eu não sabia que ela gostava do Gabriel. Como ia saber? Ela nem falava comigo direito e agora tinha virado a minha "amiga"? Que história é essa?
Lua: Não vai falar nada, vagabunda? Fala aí como tu é. Fala que você é uma piranha. – Ela gritava muito alto.
Guilherme: Já chega, Lua! – Ele falou bravo com ela. Eu continuei imóvel.
Lua: Ta defendendo a namoradinha? Quer dizer, mais uma das namoradinhas? Vai pro inferno.
Guilherme: Po, para de ser criança e fazer esse escândalo na frente de geral. Ninguém merece teus pitis. Se tu quisesse o Gabriel, chegasse nele, porra.
Flávia: Já deu, Lua. Sem espetáculo, né... Depois você se resolve, em particular, com a Manu.
Ela ficou quieta e lágrimas escorreram dos olhos delas. Ela respirou fundo e falou: – Vão pro inferno.
A essa hora, já estava formada uma roda em volta da gente e eu continuei parada ali. Lua saiu de perto e Guilherme colocou as mãos no meu ombro. Me virou de frete pra ele.
Guilherme: Tu ta legal? – Assenti a cabeça enquanto via todo mundo sair da formação do circulo. O que a Lua me disse ficou se repetindo na minha cabeça. Fomos pra sala e eu não consegui me concentrar.
Guilherme percebeu e me cutucou na aula de física. – Ei, Manu. Esquece a Lua, po. 
Manuela: To de boa. Obrigada, Guilherme. – Tentei prestar a atenção na aula, mas não funcionou.
Saímos da escola nós quatro e fomos pra um restaurante almoçar. Não ia dar certo encontrar com a Lua agora. O pai do Felipe nos deixou no restaurante.
Fizemos os pedidos e conversávamos enquanto a comida não ficava pronta.
Felipe: Super infantil o que a Lua fez hoje. Namoral.
Guilherme: Também achei.
Flávia: Mulher com o orgulho ferido é perigoso. Cuidado viu, amor. – Ela disse pro Felipe a ultima parte e deu um selinho nele.
Felipe: Nunca dê um escândalo desse, amor. Tu me mata de vergonha. – Nós rimos. – Olha só, a Manu riu. Finalmente!
Flávia: Amiga, bobagem tu ficar pensando nisso. A Lua quis causar. Encheu a bola do Gabriel e agora mesmo que ele não vai querer ela.
Guilherme: Eu não ia querer uma doida que nem ela.
Felipe: Nem eu.
Flávia: E o show da Isabela na sala hoje?
Manuela: Duas brigas em duas semanas de aula. To bem? – Eles riram e eu continuei séria.
Flávia: Pra efeito de defesa, foram elas que brigaram com você. Mas tu arrasou com a Isa. Aquela menina me irrita. É Gabriel pra cá, Gabriel pra lá. Gabriel é rei. Pior que a Lua. – Ela bebeu um gole do refrigerante. – Antes ela te perseguia, né, Gui!?
Guilherme: É, po. Mina louca. Ficava no meu pé.
Manuela: Como foi que você tirou ela do seu pé? – Eu o encarei.
Guilherme: Arrumei uma namorada.
Flávia: Pra minha auto-defesa, não rolou beijos. Ele só me abraçou. – Eu estranhei e Felipe também.
Felipe: Explica essa história direito.
Guilherme: Pedi pra Flávia fingir ser minha namorada, po. Só pra Isa. Ela parou de me perseguir quando achou que meu namoro era de verdade. Não demorou muito pra ela alucinar pelo Gabriel.
Manuela: Dessa eu não sabia. – Direcionei pro Felipe.
Felipe: Nem eu. É nova pra mim também.
O clima ficou meio chato depois daqui.
Flávia: Ihhhh, parem os dois. Foi só um favor pro Guilherme e não aconteceu nada. Podem parar. – Eu sorri pra mostrar que não liguei. E não liguei mesmo. Eu acreditava nela e no Guilherme. Felipe a beijou e disse que não tinha importância.
A comida logo chegou e nós almoçamos. Enrolamos um pouco no restaurante e depois fomos caminhar pela cidade. Paramos em um parquinho pra crianças. Flávia sentou em uma das balanças e eu em outra. Felipe começou empurrar ela e Guilherme encostou no brinquedo que tinha na fente. Ele ficou me fitando e eu desviei o olhar pra não encontrar o dele.
Flávia: Presta pra alguma coisa e empurra a Manu, Gui.
Manuela: Não precisa! – Ele riu do que a Flávia disse e pareceu não me ouvir. Foi pra trás de mim e começou a me empurrar. Ele me balançava muito alto e eu ria. – Devagaaaar! – Eu falei entre as risadas.
Depois de um tempo ele parou e Felipe parou de balançar a Flávia. Eles sentaram num banco e ficaram se pegando. Eu vi a gangorra e obriguei o Guilherme a brincar comigo.
Guilherme: Se contar isso pra alguém, vou ter que te matar e te decapitar.
Manuela: Credo! – Eu dei risada e nós brincávamos. – É legal. Quero voltar a ser criança.
Guilherme: Tamanho tu já tem.
Manuela: HAHA, engraçado! Não sou tão baixa assim. – Guilherme foi pro chão e me fez ficar parada no ar, em cima da gangorra. – Me deixar descer. – Ele fez que não com a cabeça. – Vai, Guilherme. Por favor. – Ele não moveu um musculo. – Anda, chatoooo.
Guilherme: Me chama de Gui que eu posso pensar no seu caso.
Manuela: Pode pensar? Pensar? Ah... – Respirei fundo. – Por favor, Gui. Vai...
Ele me deixou descer devagar e eu sai da gangorra. Fui correndo até ele e comecei a bater em seu peito com um pouquinho de força. Ele ria e tentava segurar as minhas mãos pra tentar me impedir de bater nele. Eu continuei tentando bater nele. Ele ia pra trás e finalmente conseguiu segurar as minhas mãos. Ficou me encarando e deu um passo pra trás, porque eu tentei bater nele novamente. Ao dar o passo, ele tropeçou em alguma coisa e caiu no chão. Como ele segurava as minhas mãos, fui pro chão com ele. Quer dizer, eu caí em cima dele. Cara a cara. Corpo a corpo. Eu podia sentir a respiração dele e o coração acelerado também.
Olhei dois segundo pra frente e vi Flávia apontando pra gente, Felipe virou pra nos olhar. Flávia fez um gesto com as mãos e disse: – Beija logo.
Eu olhei pro Guilherme e ele sorria. Colocou uma mão na minha nuca e me beijou. Eu devia levantar, sair correndo e me impedir disso. Mas não consegui. Eu queria estar ali, apesar de saber que depois, seria muito pior.
Nós nos beijávamos, ele segurou na minha cintura e eu levei uma mão pro rosto dele. Alisava enquanto ele apertava a minha cintura. Não ouve malicia no beijo. Meu coração ia acelerando a cada movimento de Guilherme. Eu sorri durante o beijo quando ouvi a Flávia dizer: – Aleluia, irmãos.
Terminei o beijo depois de um tempinho beijando o Guilherme. Fiquei em cima dele por mais alguns segundos, alisei o rosto dele e ele me encheu de selinhos. Eu sorria feito idiota e quando me toquei, sai de cima dele. Dei a mão e o ajudei a levantar. Ele sorria pra mim. Eu olhei pras costas dele e estavam imensamente sujas de areia.
Eu olhei pras costas dele e estavam imensamente sujas de areia.
Manuela: Sabe aquele papo de voltar a ser criança? Se tu mãe ver essa sujeira, vai acreditar que tu voltou a ser. – Nós rimos e eu fui pra trás dele, tentei tirar a sujeira, mas não deu muito certo.
Flávia: O casal de pombinhos quer um sorvete?
Manuela: Um pra mim e um pra ele, né!? Não quero dividir. – Fiz um bico e todos riram.
Guilherme: Gorda mesmo! – Me abaixei no chão, peguei um pouco de areia e taquei na roupa dele.
Manuela: Que engraçado!
Ele ficou meio bravo pela areia que eu tinha tacado, mas logo a raiva passou. Fomos comprar sorvete e quando pedi o meu, Guilherme não me deixou nem tirar o dinheiro do bolso, foi logo pagando. Achei bonitinho e Flávia deu um sorrisinho pra mim.
Voltamos pra casa antes de escurecer. Não houveram mais beijos e eu evitei qualquer papo sobre o beijo que rolou. Foi um erro, eu sabia. Mas acho que eu precisava daquilo. Só não sabia direito o motivo.
Nos arrumamos e Helen nos levou pra boate. Eu fiz o show da noite. Além de ter conseguido 15 clientes e uma fila de espera de duas semanas pra conseguir um programa comigo. Helen me elogiou e me deu 10% a mais.
No outro dia, na escola, vi Guilherme conversando com a Regina. Ela estava, literalmente, se oferecendo pra ele. Passou o dedo no peito dele e ele tirou a mão dela de lá. Flávia percebeu que eu estava de olho nos dois.
Flávia: Reapaixonou? 
Manuela: Está totalmente fora de cogitação, amiga. Olha lá. – Apontei discretamente pros dois. – Sem condições de ficar com alguém assim. Fora os outros motivos.
Flávia: Nem me fale. Eu vou morrer quando Felipe descobrir. Morro de medo de ele não querer nem olhar na minha cara. Ficar com raiva de mim.
Nós estávamos sentadas em um banco, no intervalo. Felipe tinha ido buscar nossos lanches. As meninas tinham nos abandonado pra admirar os jogadores, como sempre. O clima com a Lua não estava lá dos melhores.
Manuela: Vocês são tão lindos juntos e ele te ama tanto... – Olhei com uma cara triste pra ela.
Flávia: E eu o amo também... Muito. Mas não é algo que eu possa escolher. – Ela me abraçou e chorou baixinho.Manuela: Não pensa no pior. Não agora. Esquece isso, amiga. – Ela assentiu com a cabeça e Felipe apareceu com os nossos lanches. Guilherme passou o intervalo todo conversando com a menina.
Gabriel veio conversar comigo quando eu estava indo pro banheiro feminino.
Gabriel: Olá, Manu. Nunca mais falou comigo.
Manuela: E aí, Gabriel... Poxa, você que não veio puxar mais papo.
Gabriel: To aqui agora! – Ele sorriu. – Vim te fazer um convite. O que acha da gente sair no sábado?
Manuela: A noite?
Gabriel: Isso.
Manuela: Não posso.
Gabriel: O que acha do próximo?
Manuela: Acho improvável.
Gabriel: Que menina compromissada. – Nós rimos. – Quando tu pode?
Manuela: Nessa sexta, talvez. Mas a tarde.
Gabriel: Certo! Combinado. Depois tu me fala onde tu quer ir. E no sábado, a tarde, tu vai no open, né!?
Manuela: Não sei do que se trata.
Gabriel: Open dos meninos do terceiro que tão fazendo 18 anos. A Flávia disse que vai.
Manuela: Estarei lá então.
Gabriel: Beleza. – Ele deu um beijo no meu rosto. – A gente se vê por aí. – Assenti com a cabeça e ele saiu de perto.
Fui pro banheiro e na volta, Guilherme estava encostado em uma parede, parou na minha frente quando eu passei. 
Guilherme: Tava de papo com o seu namoradinho? – Levantei uma sobrancelha ao ouvi-lo.
Manuela: E se for? Tu não tem nada com isso. Eu não me meto com as tuas namoradinhas.
Ele ficou sério e não falou mais nada. O intervalo acabou e nós voltamos pra sala. A ultima aula era de inglês. O gato do Otávio.
Otávio: Good Morning, class! How are you today?
Manuela: Fine and you, teacher?
Otávio: Completely fine, right now.
Manuela: Good.
Otávio: Ninguém consegue responder o básico do inglês?
Isabela: A Manuela já faz isso pela gente. – Ela falou ironicamente.
Gabriel: Dá pra parar de provocar? Ela não falou nada contigo.
Otávio: Não sei o que ta acontecendo, mas acaba agora. A Manuela é uma ótima aluna e ótima em inglês. Agora chega!
Isabela: Mais um que vai pra lista da Manuzinha?
Manuela: Mais um pra minha lista e mais um que não vai chegar nem perto da sua. – Olhei pra ela e sorri satisfeita.
Flávia: Arrasou. – Ela falou baixinho no meu ouvido.
Otávio não deixou a discussão continuar. Ele deu a aula e ficou a todo momento me chamando pra responder questões. Os outros alunos responderam uma ou outra, mas quando alguém não sabia, ele pedia pra eu responder.
A aula acabou e quando eu sai da sala, Isabela só faltou me fuzilar com o olhar. Fomos pra casa e o dia foi normal.
A noite chegou e nós fomos pra boate. Fiz 13 programas. Tava acabada, mas recebi muito. Helen estava começando a puxar o meu saco, eu estava trazendo muitos clientes pra boate.
No outro dia, o Otávio decidiu dar uma prova oral surpresa. Todo mundo ficou bravo, porque ele não deu tempo de estudar e tudo mais... Mas ele não deu ouvidos e começou a prova. Nos pediu pra montar duplas. Flávia foi com o Felipe.
Guilherme: Sou horrível em inglês, mas tu quer ir comigo, Manu? Não garanto nada.
Manuela: Pode ser, Guilherme.
Terminei de falar com ele e Gabriel apareceu atrás de mim.
Gabriel: Do you wanna be my partner? – Ele disse e abriu um sorriso.
Manuela: Oh, sorry. I can't, because I already have a partner. Next time, right!?
Gabriel: Ok. See you later.
Manuela: G-Bye. – Ele saiu de perto.
Guilherme: O que vocês falaram aí?
Manuela: Ele falou como eu sou linda, gostosa e como beijo bem.
Guilherme: Que cara mentiroso. – Ele prendeu o riso.
Manuela: Haha, idiota! – Eu bati de leve na cabeça dele. – Ele me pediu pra ser o par dele.
Guilherme: Ah, pode ir, Manu. De boa. Quero atrapalhar tu não...
Manuela: Se fosse pra te trocar, nem tinha aceitado ir contigo, né!? – Eu dei risada e o Otávio pediu pra nos retiramos da sala. Ele chamou dupla por dupla pra fazermos o teste.
Chegou a minha vez e de Guilherme. Sentamos na frente com o Otávio.
Otávio: Quero que vocês dialoguem. Manuela vai ser uma garçonete e você, Guilherme, vai ser o cliente.
Manuela: Que machismo. – Eu fiz uma cara brava.
Otávio: Sem reclamações, Manu...
Manuela: Ok, teacher. C'mon... Can I help you?
Guilherme: I wan-want... – Guilherme travou, engasgou e não conseguia mais falar. Eu tive vontade de rir, mas sabia que não ia ajudá-lo assim. Tentei cochichar pra ele, mas ele acabou não entendendo nada. – Droga. Não sei falar inglês. Desisto.
Otávio: Pode se retirar então. Vou continuar o teste com a Manuela. Já que, como você não respondeu nada, sua nota é zero.
Guilherme: Mas, professor...
Otávio: Sem mais. Se retire da sala, se não quiser prejudicar mais sua colega. – Guilherme ia falar alguma coisa, mas não falou. Ele saiu da sala e me olhou até o segundo em que fechou a porta. – Let's go, Manuela!?
Manuela: Yeah. Can I help you?
Otávio: Of course.
Manuela: What do you wanna today?
Otávio: You. – Ele terminou de falar e eu olhei totalmente sem graça pra ele. – Oh, sorry... I wanna a cheeseburger, please.
Terminamos a prova oral, que foi ridiculamente fácil. Otávio ficou sem graça pela resposta que tinha me dado e perguntou o que ele poderia fazer pra eu não comentar aquilo com ninguém. Disse que ninguém ia saber de nada, se ele desse outra chance pro Guilherme. Ele aceitou. Pelo menos, o Guilherme ia ter tempo pra estudar e se dar bem dessa vez.
Fomos pro intervalo e Guilherme me procurar.
Guilherme: Tô até sem graça contigo. Sou uma negação em inglês.
Manuela: Ei, tranquilo... Consegui uma nova chance pra você. – Dei um sorriso pra ele.
Guilherme: Como você fez isso?
Manuela: Longa história que tu não precisa saber. Fique feliz pela chance.
Guilherme: Valeu mesmo, estranha. – Ele riu e me abraçou. Pude sentir o perfume dele e o calor dos braços dele me envolvendo pela cintura, pra me abraçar. Ai, eu não podia ficar muito tempo abraçada com ele. Não ia dar certo.
Logo me esquivei do abraço e nós fomos buscar lanche na cantina.
O resto da semana foi cheio de provocações da Isabela, na sala de aula, da Amanda, em casa e da Lua, quando nós nos reuníamos. Estava de saco cheio já. Será que essas meninas vivem em função de homem? Quer dizer, ainda não descobri qual é o problema da Amanda comigo. Ia resolver isso mais tarde. Peguei umas duas vezes, Guilherme e Bruna conversando pelos cantos da casa. E eu subia cada vez mais meus números de clientes.
Era sexta e Gabriel veio puxar papo comigo no intervalo.
Gabriel: Hoje ta de pé?
Manuela: Claro. Vai me levar pra onde?
Gabriel: Pra onde tu quiser.
Manuela: Me surpreenda. Escolha você! A gente se encontra na praçinha aqui perto, lá pelas 2 da tarde. – Eu dei um sorriso e ele assentiu com a cabeça.
Fui com o Guilherme e o casal. Eles estavam conversando com a Jack, Lua e Bruna. Lua me olhou feio.
Jack: Gente, queria tanto estar na sala de vocês.
Bruna: E eu queria ter aula com o professor de inglês de vocês.
Flávia: Um gato, né!? – Felipe fez uma careta ao ouvi-la. – Ta meio que dando em cima da Manu. – Ela riu e eu olhei meio brava pra ela.
Guilherme: "Meio" é bondade sua, Flá. Ele ta dando em cima dela descaradamente.
Bruna: Quem não da em cima da Manu, não é mesmo!? Ontem ela até pegou um cliente meu.
Felipe olhou com cara de "o que essa louca ta falando?". Flávia só faltou dar tiros na cara da Bruna. Tirou o Felipe de perto. Fiquei imaginado a desculpa que ela usaria pra isso. Bruna era uma vaca mesmo.
Guilherme: Mancada, Bruna. Agora quero ver a Flávia arrumar isso... Minha mãe disse que não era pra abrir a boca.
Bruna: Saiu sem querer.
Manuela: Desculpa pelo "seu" cliente. Mas ele me escolheu, não tenho culpa.
Bruna: De boa. Tu tem razão. – Ela aceitou fácil demais, pra mim, isso pareceu bem falso.
Quando a aula acabou, nós voltamos pra casa e eu fui correndo tomar um banho. Me arrumei e passei um perfume divido que eu tinha comprado. Sai do quarto meio discretamente, porque as meninas estavam na cozinha e eu não queria que elas me vissem saindo. Escapei delas e esbarrei com o Guilherme na sala.
Guilherme: Ta indo aonde toda produzida?
Manuela: Não te inte... – Resolvi não ser grossa. Não dessa vez. – Vou dar uma volta.
Guilherme: Conta outra, Manu... Joga a real. Vai sair com o namorado?
Manuela: Pode ser que sim, pode ser que não. Te deixar na curiosidade, com certeza, vai ser a melhor parte. Beijo, fui. – Joguei um beijo pra ele e sai depressa de casa.
Fui caminhando devagar pelas ruas e finalmente cheguei na praça que tinha combinado de ir entrar o Gabriel.
Não demorou cinco minutos e ele chegou. Estava lindo, usando uma camiseta regata que deixa a mostra as tatuagens dele. Usava uma calça jeans meio rasgada e um vans. Ele era lindíssimo.
Gabriel aproximou-se de mim e me deu um beijo no rosto.
Gabriel: Que bom que você veio, Manuzinha.
Manuela: Por que não viria? – Eu sorri.
Gabriel: Vai saber... – Ele riu e sentou no banco do meu lado.
Manuela: Pra onde vai me levar?
Gabriel: Sabe que eu to meio em dúvida ainda? Não sei qual o tipo de lugar você vai curtir. Não sei o teu "estilo". É complicado surpreender alguém que não se conhece direito.
Manuela: Tem razão, mas não sou tão difícil assim. Só me leve em um lugar que você ia gostar de estar e com certeza, eu curtir. Não só pelo lugar, mas pela companhia. 
Ele sorriu, levantou-se, pego a minha mão e me incentivou a levantar. Chamou um taxi e ele pediu pro taxista nos deixar em um endereço que não conhecia.
Nós chegamos e na placa em frente ao lugar dizia: "Pista de patinação"
Manuela: Eu não acredito. Sempre quis vir numa dessas. – Eu sorria feito criança que acabará de ganhar o presente de natal.
Gabriel: Vem. – Ele segurou a minha mão e me puxou pra dentro do lugar.
Gabriel alugou dois patins e nós fomos pro gelo. Eu tentei patinar, mas fui direto pro chão na primeira tentativa. Gabriel morreu de rir.
Manuela: Para de rir, idiota. – Eu prendi o riso e ele me ajudou a levantar. – Isso é muito difícil. 
Gabriel: Vamos, Manu. É fácil. Para de drama. – Eu fiz uma careta pra ele e tentei novamente, mas assim que patinei, eu cai. Ele riu horrores e se aproximou de mim. Me ajudou, novamente, a me levantar e ele segurou na minha cintura. – Vai, devagar.
O corpo dele não estava colado no meu, mas estava muito próximo, eu sentia a respiração dele no meu pescoço e as mãos quentes na minha cintura. Aquilo me arrepiou, confesso.
Ele me ajudou a patinar e eu quase cai pra trás dessa vez, mas ele me segurou pelos braços, me impedindo de ir pro chão. Eu sorri e parei de frente pra ele. Uma mulher passou patinando depressa do meu lado e me fez desequilibrar, indo direto pro colo do Gabriel. Que me seguro novamente. Eu estava nos braços dele. A respiração dele estava ofegante e a minha também. Nós estávamos nos encarando. Ele me afirmou no chão e continuou me olhando. Não se afastou nem um centímetro. Colocou uma mão no meu rosto, aproximou o rosto do meu e começou a me beijar. Eu correspondi. Não devia, mas correspondi.
Segurei na nuca dele e ia apertando de leve durante o beijo. Ele colocou a outra mão na minha cintura, fez meu corpo ir mais próximo do dele e me "abraçou" pela cintura. Gabriel explorou toda a minha boca com a língua e eu chupava a língua dele. Nós nos beijamos por um tempo e depois eu parei o beijo. Afastei o rosto do dele e ele me encarava. Continuo alisando o meu rosto e sorria.
Gabriel: Não me canso de olhar pra você.
Manuela: Por que? – Fiz um charminho. Dei um passo pra trás e quase cai. Ele riu e me abraçou. Apoiei os braços no ombro dele. Abrecei-o.
Gabriel: Como se não soubesse... Deve ouvir isso umas 10 vezes ao dia.
Manuela: Na verdade, só 9. – Nós rimos e ele me beijou de novo. Foi um beijo mais curto, mas foi bom. Gabriel sabia o que estava fazendo. Ele beijava bem, sem contar que tem uma pegada incrível. – Me trouxe pra cá pra roubar beijos, é!?
Gabriel: O plano era mais ou menos esse, mas posso roubar outras coisas. – Ele terminou de dizer, tirou o meu cabelo do meu pescoço e deu um beijo no mesmo. Eu me arrepiei por completo e ele percebeu. Ele sorriu – Acho que você gostou da ideia.
Manuela: É que-que... – Eu fiquei sem graça e ele percebeu, mas entendeu tudo errado.
Gabriel: Foi mal, Manu. Achei que tu não fosse mais virgem... – Eu dei uma super risada por dentro, mas me segurei.
Manuela: Não. – Eu sorri e o abracei. – Não sou, Biel. Mas acho melhor não.
Gabriel: Sou tão feio assim? – Eu o soltei e encarei-o meio brava.
Manuela: Sabe que não é.
Nós saímos da pista depois dele tentar me ensinar a patinar, o que não deu certo. Ele me levou pra uma lanchonete. Nós pedimos dois lanches e ele se sentou do meu lado.
Gabriel: Te achei linda desde que te vi, Manu.
Manuela: Me conta o que sentiu. – Eu ri e me virei de frente pra ele, ele puxou minha cadeira pra mais perto da dele, eu cruzei as pernas e pude perceber ele olhar pras mesma. Dei um risinho disfarçado.
Gabriel: Ah... Eu te vi entrando na sala com a Flávia, Felipe e o Guilherme. Com aquela calça que te valorizava tudo que tu tem. Eu comentei na hora com o Henrique e Samuka.
Manuela: Achei você bem atrevidinho com aquelas brincadeiras no primeiro dia. Você e teus amigos.
Gabriel: Era brincadeira. Não achei que ia ficar afim da menina gostosa do primeiro dia. – Eu ri e ele ficou me olhando.
Manuela: Está se declarando?
Gabriel: Mais ou menos. Eu esperava um "também to afim de você", pra eu continuar... 
Manuela: Não me apaixono assim tão fácil. – Eu levei a mão pro cabelo dele e comecei a alisar.
Gabriel: Tu tem algo com o Guilherme?
Manuela: Temos mesmo que falar dele?
Gabriel: Só pra garantir.
Manuela: Dar uns beijos não é "ter algo".
Gabriel: Entendi.
Manuela: E o que você tem com a Isabela?
Gabriel: Ela é doida. Fissurou em mim. Já peguei e ela gamou. Não sai do pé. Ela é gata, mas não rola.
Manuela: Por que não? – Perguntei curiosa.
Gabriel: To curtindo uma loirinha marrenta aí.
Manuela: E ela é gata? – Me fiz de desentendida.
Gabriel: Um pouquinho. – Ele riu e me deu um selinho.
Os lanches chegaram e nós comemos. A gente ficou andando pela cidade de mãos dadas. Foi bom passar um tempo com o Gabriel, mas já estava na hora de ir pra boate. Me despedi dele e fui pra casa. Me arrumei correndo e Helen nos levou pra boate. Estava no camarim, esperando um cliente e Flávia também estava lá.
Flávia: Onde você esteve hoje, amiga?
Manuela: Sai com o Biel.
Flávia: Jura? Me conta tudo.
Manuela: A gente se pegou e ele disse que ta "afim" de mim.
Flávia: Investe, boba.
Manuela: E quando ele descobrir que sou garota de programa? E se eu me envolver de verdade e ele não me perdoar por ter mentido?
Flávia: Melhor do que tu se iludir pelo Guilherme. Helen arranca teus órgãos contigo viva e te faz comer um por um.
Manuela: Não tenho medo dela.
Flávia: Devia ter. Ela não vai fazer mal só a você. Vai envolver sua família, sua mãe... – Eu gelei quando ela falou aquilo. Neguei com a cabeça, tentando tirar aquelas imagens da minha mente. Eu jamais deixaria Helen chegar perto da minha mãe. Jamais.
Manuela: Tem razão. Sonhar que eu posso vir a ter algo com o Guilherme é bobagem. Alucinação. Gabriel não vai me fazer perder a vida.
Flávia: Talvez tu tenha que matar a Isabela e queimar, mas aí eu te ajudo. Odeio aquela lá. – Nós rimos muito.
Helen me chamou pra um programa.
Helen: O cara ta tão afim de você que pagou 3.500 reais pra te levar pra um motel de luxo, já que eu falei que vocês não faziam programas fora daqui. 
Flávia: Ta arrasando, hein, amiga!?
Manuela: Eu sou demais! – Dei uma piscadinha pra Flávia.
Helen: Chega de papo. Anda logo, Manuela.
Eu obedeci, coloquei uma roupa apertada e pequena. Fui até o cara. Era um cara aparentando seus 30 anos. Razoavelmente bonito. Na verdade, ele era ajeitado.
Manuela: Boa noite! Posso ajudá-lo?
Beto: Mas é claro que sim. Como é seu nome?
Manuela: Manuela. – Ele pegou a minha mão esquerda e deu um beijo na costa da mesma.
Beto: Um prazer te conhecer. Eu sou o Beto.
Manuela: Prazer. – Me aproximei dele e ele levou as mãos na minha cintura. Apertou de leve e eu dei um beijo suave no pescoço dele.
Beto: Vamos!? – Assenti com a cabeça.
Ele tinha um carro lindo e enorme. Nem tinha ideia de que marca era. Ele abriu a porta pra eu entrar e depois entrou no banco de motorista. Ele parou na frente de um motel 5 estrelas. Era maravilhoso na frente.
Fomos pro quarto e eu admirava cada canto do motel. Era luxuoso demais.
Deite-me na cama e ele ficou me olhando. Tirou o próprio cinto e eu comecei a tirar o meu vestido. Ele me fitava e eu fiquei só de calcinha e sutiã.
Já não era mais uma vergonha pra mim, ficar nua na frente de um cliente. Já estava acostumada com muita coisa.
Ele veio pra cima de mim, começou a me beijar. Eram poucos os clientes que me beijavam. Eu preferia que não me beijassem, mas não evitava beijar nenhum cliente.
Ele beijava bem, colocou as mãos na minha cintura e ia apertando cada canto da lateral do meu corpo. Movimentou o quadril e me fazia sentir o volume na calça dele. 
Ele tirou a própria calça, roçava o pau dele na minha buceta por cima da roupa dele enquanto me beijava. Ele me deixou sem fôlego. Apertava os meus seios com delicadeza e depois, desceu o rosto pros mesmo. Começou a mamar e deslizava as mãos pelo meu corpo.
Beto sabia o que estava fazendo e estava começando a me excitar. Coloquei a mão no pau dele e comecei a apertar por cima da calça, ele sorrio maliciosamente e mordeu o lábio inferior. Molhou dois dedos e começou a me masturbar. Eu me arrepiei por inteira e ele enfiou os dois dedos na minha buceta. Senti meu corpo estremecer. Era raro encontrar um cliente que estava preocupado em dar prazer, além de receber. Eu acariciava o pau dele por cima da calça enquanto ele tirava e colocava os dedos na minha buceta. Me masturbou por um tempo e depois tirou a roupa toda.
Ele sentou-se na cama e eu fui na direção dele. Segurei o pau dele e comecei a chupar.
Ele tirou todo o cabelo do meu rosto pra poder olhar o que eu fazia. Chupei o pau dele até o talo, senti uma pequena ânsia que me obrigava a tirar o pau dele, mas voltava a chupar e chupei gostoso. Bati uma punheta forte pra ele enquanto olhava maliciosamente pra ele. Ele segurou o meu rosto e me beijou. Chupava a minha língua e eu ia aumentando a velocidade da punheta. Ele sorriu e apertou o meu seio.
Ele foi, delicadamente, me deitando na cama, seguro o pau dele e mirou na minha buceta. Penetrou devagarzinho, o que me excitou ainda mais. Eu gemia muito, mas não era gemido falso. Ele estava realmente me dando prazer. Fazia um movimento de vai e vem rápido e com força.
Eu não aguentei e gozei. Ele ainda não tinha gozado e me pediu pra ficar de quatro. Eu o obedeci e ele enfiou a cabecinha do pau dele no meu cu. Doeu muito. Ele percebeu e passou vaselina. Ele enfiou devagarzinho e finalmente conseguiu. Depois ele meteu gostoso fazendo vai e vem, finalmente gozou.
Ele deitou-se do meu lado e me fez deitar em seu peito. Nossa respiração estava ofegante e estávamos sem ar. Ele fodia muito bem, me deixou bem cansada.
Eu acabei pegando no sono em seu peito e quando acordei, estávamos de conchinha e ele tinha nos coberto. Eu não me levantei, não movi um músculo, mas ele acordou e saiu do meu lado. Encheu a banheira e me convidou pra entrar com ele.
Nós entramos na banheira. Sentei no colo dele e demos uma rapidinha lá. Foi extremamente bom.
Ele me levou de volta pra boate no carrão dele e já era um pouco tarde. As meninas estavam me esperando.
Flávia: E aí, amiga?
Manuela: Me comeu maravilhosamente bem. –Jack, Bruna e Flávia riram. –E disse que vai sempre voltar pra me "buscar". Nada melhor do que um motel cinco estrelas.
Flávia: O cara é rico pra caralho, né!? Tu perguntou a idade dele?
Manuela: Não. Mas parecia ter uns 30, no máximo 35. É ajeitado. Muito melhor do que vários clientes meus.
Lua: "Seus". – Ela riu ironicamente.
Manuela: A culpa não é minha se os teus clientes me preferem. 
Ela olhou brava pra mim, mas não me respondeu porque Helen entrou no camarim e nos chamou pra voltarmos pra casa.
Chegando em casa, eu corri pra deitar na minha cama. Estava exausta e sem sono. Deitar e ficar pensando na vida era um de meus passa-tempos preferidos.
Pensei na tarde que tinha passado com o Gabriel, pensei em como ele era incrível e especial. Como ele era fofo comigo. Mas eu estava tão ligada no Guilherme ainda. Apesar de ter bloqueado qualquer sentimento a mais por ele. Ou tentado bloquear. Meu coração disparava cada vez que eu via Guilherme andando pela casa. Gabriel era livre e se eu ficasse com ele, não colocaria em risco a vida da minha mãe.
Ah, a minha mãe. Estava morrendo de saudade dela. Queria tanto saber como ela estava. Tanto.
Eu dormi um tempo depois que meus pensamentos me permitiram.
Era sábado e nós tínhamos o open dos meninos. Estava animada. Estava fazendo chapinha no cabelo e o Guilherme apareceu na porta do quarto.
Guilherme: Oi, estranha.
Manuela: Olá, Guilherme.
Guilherme: Posso entrar?
Manuela: Contanto que sua mãe não corte o meu dedo por você estar aqui, pode sim. – Ele riu, entrou e fechou a porta.
Guilherme: Ela não faria isso. Não com as meninas de testemunha. – Ele sentou-se na minha cama e ficou me olhando, enquanto eu arrumava meu cabelo.
Manuela: Ta olhando o que?
Guilherme: Não pode olhar?
Manuela: Na verdade, não. – Eu virei pra ele, fiz uma careta e voltei a olhar pro espelho.
Guilherme: Vai encontrar seu namorado no open?
Manuela: Só depois que tu der um oi pra todas as tuas namoradas.
Guilherme: Essa doeu. 
Manuela: Tu fez por merecer. Mas, afinal, o que veio fazer no meu quarto?
Guilherme: Queria bater um papo contigo.
Manuela: Solta o verbo, Guilherme.
Guilherme: Manu...
Manuela: Que foi? – Eu virei de frente pra ele e ele estava me encarando.
Guilherme: Esquece.
Manuela: Ta, né... Diz aí o que tu quer.
Guilherme: Tu ta tendo alguma coisa com o Gabriel?
Manuela: Por que quer saber?
Guilherme: Curiosidade.
Manuela: Não me convenceu.
Guilherme: Isabela me mandou pra perguntar.
Manuela: E agora tu obedece ela? Que maneiro. – Terminei de fazer chapinha no meu cabelo e comecei a me maquiar.
Guilherme: Ela pediu um favor.
Manuela: E você, como bom moço que é, resolver ajudar. 
Guilherme: Eu também queria saber.
Manuela: Por que?
Guilherme: Sei lá.
Manuela: Ótima explicação.
Guilherme: Não vai me responder?
Manuela: Só se tu me responder algo que eu queira saber também.
Guilherme: Fechado. Tu primeiro. Ta pegando ou não o Biel?
Manuela: Sim. E não estou "pegando" ele. Estamos começando a ficar. Agora tua vez. Ta "pegando" a Bruna?
Ele ficou totalmente desconcertado com a pergunta. Totalmente sem graça. Pigarreou e tentou mudar de assunto.
Guilherme: Não tem botão de "next"? Manuela: Não.
Guilherme: Não quero falar sobre isso.
Manuela: O.k. – Terminei a maquiagem e virei de frente pra ele. Fui em sua direção. – Bora sair do meu quarto.
Guilherme: Por que essa gentileza toda?
Manuela: Tu combinou algo comigo e não cumpriu. Xô daqui.
Ele não teimou comigo e saiu do meu quarto. Eu me troquei e Helen nos levou pra chacára onde seria o open. Já estava todo mundo lá. O open tinha mal começado e já tinha gente bêbada. Gabriel me viu e veio me cumprimentar. Ele tentou me dar um selinho, mas eu desviei.
Manuela: Publicamente não, Biel. Não quero a Isabela me matando aqui. – Ele riu e assentiu com a cabeça.
Flávia e eu fomos pegar bebida e conversamos pelo caminho.
Flávia: Ai, amiga, o pai do Felipe alugou ele por hoje. Vou ficar sem meu gatinho.
Manuela: Tem eu linda aqui pra te consolar. – Eu abrecei-a e nós andamos até o bar. Pegamos bebida e sentamos em um dos bancos.
Vi Guilherme de papo com a Bruna e depois com a Regina. Como eu poderia ter algo com alguém assim? Eu lembrei do que ele disse pra Regina no aniversário dela. Devia estar bêbado demais pra dizer aquilo. Não tem outra explicação.
Vi Gabriel conversando com a Isabela e umas meninas do segundo ano.
O Henrique e o Samuka nos chamaram pra brincar de verdade ou desafio. Eu e a Flávia topamos. Guilherme, Gabriel, Jack, Bruna, Lua também. Regina e Isabela correram pra participar. Entramos numa salinha que tinha na chácara e formamos um circulo.
Henrique: Avisando que os desafios são "sexuais" ou eróticos. Nada de verdade ou desafio de quinta série. – Ninguém opinou e giraram a garrafa. Regina perguntava e Jack respondia.
Regina: Verdade ou desafio?
Jack: Desafio.
Regina: Tira a camiseta.
Jack: Que baba. – ela disse "zuando" a Regina. Jack tirou a blusa e ficou de sutiã. Os meninos olharam descaradamente pros peitos dela.
Próxima rodada. Bruna perguntava e Lua respondia.
Bruna: Verdade ou desafio?
Lua: Verdade.
Samuka: Larga de ser medrosa e joga desafio. – Nós rimos.
Bruna: Deixem ela. Verdade que tu já deu pro Guilherme?
Lua: Claro que não.
Ninguém se manifestou, garrafa rodada e caiu em Samuka perguntar e Flávia responder.
Samuka: Quer o que, Flávia?
Flávia: Desafio.
Samuka: Da um beijo de lingua na Manuela.
Ela me olhou meio constrangida. Eu ri e ela deu risada em seguida.
Guilherme: Não acha meio abusivo demais? 
Samuka: Ta só começando. É só um beijo entre amigas.
Lua: A Flávia namora.
Samuka: Bela bosta.
Bruna: Tu não ia curtir se te desafiassem a beijar o Gabriel.
Gabriel: Não me mete nessa.
Samuka: Deixa a Flávia decidir se ela vai fazer. Porque se ela não fizer, vai ter que fazer algo mais difícil. Vocês sabem que os castigos são mais pesados.
Flávia: Se eu não beijar a Manu, vou ter que fazer o que?
Samuka: Pagar um boquete pro Henrique.
Guilherme: Felipe vai te perdoar pelo beijo na Manu. Agora pelo boquete no Henrique, eu duvido.
Flávia: Amiga... – Ela olhou pra mim meio sem graça. Eu não tinha achado ruim e não era tão mal ideia assim, beijar a Flávia. Nenhuma de nós tinhamos beijado uma garota antes. Seria bacana a experiência. Eu tenho total certeza da minha heterossexualidade, mas faria qualquer coisa pela Flávia. Eu olhei pra ela e assenti com a cabeça. Como se "autorizasse" ela a me beijar. Ela riu ainda sem graça e se aproximou.
Samuka: Tem que ser um beijo de verdade. Com língua e pegada. Nada de selinho e beijo chocho.
Manuela: Ok. A gente já entendeu, menino chato.
Flávia sentou do meu lado e colocou a mão na minha nuca, ela disse baixinho: – Desculpa, amiga. – Eu dei risada e ela aproximou o rosto do meu. Senti a respiração ofegante dela e ela abriu espaço entre meus lábios cerrados com a língua. 
Pra ser sincera, eu sempre quis saber como era beijar uma outra garota. E pra falar a verdade, é exatamente igual. A diferença é que ela não tem um pinto. Mas isso não interessava no momento.
Flávia enfiou a língua na minha boca e eu a beijei como se tivesse beijando um menino. Esqueci o fato de ela ser menina ou não. Levei a mão pro ombro dela e ela brincou com a minha língua durante o beijo. Ela virou um pouco o rosto, o que deixou nossas bocas encaixadas. Nos beijamos por pouco tempo e depois ela parou o beijo. Me olhou e nós rimos.
Flávia: Tu beija bem, gata. 
Manuela: Posso dizer o mesmo de você.
Nós rimos e todos na salinha também. Menos as antipáticas de sempre.
Samuka: Não vou tirar essa cena da minha mente jamais.
Manuela: Punheteiro. – Todos, sem exceções, riram.
Samuka girou a garrafa e caiu em Isabela perguntar e Gabriel responder.
Isabela: Verdade ou desafio, meu lindo?
Gabriel: Maneira essa história de "meu" lindo. Não tava ligado... Quero desafio.
Isabela: Te desafio a me dar um beijo.
Samuka: Não vale. Tem que desafia-lo com algo que não te envolva.
Isabela: Por que?
Samuka: Regras do jogo. Não curtiu? Sai fora.
Flávia: Ninguém tinha me dito dessa opção.
Samuka: Só é válida pra mina fresca.
Isabela: Haha – Ela ficou meio brava. – Te desafio a pegar nos peitos da Flávia.
Flávia: Por que eu? Eu já fui, poxa. E outra, meu namorado não vai curtir. Muda de pessoa.
Isabela: Que drama.
Flávia: Cala a boca, piranha.
Isabela: Você que é piranha. Droga, Biel. Faz o que quiser. Dá um beijo na menina mais gata da sala. – Ela disse isso e virou pra Regina, pude ouvir ela cochichando: "Ele vai me beijar, amiga. Tenho certeza. 
Ela mal acabou te tagarelar com a nojentinha da amiga dela e Gabriel parou na minha frente. 
Manuela: Eu?
Gabriel: Fica quieta e me beija. – Ele falou baixinho, só pra que eu conseguisse ouvir. Eu fechei os olhos e ele começou a me beijar. Entrelaçou os braços no meu pescoço e ia deslizando a mão pela minhas costas, subindo e descendo. Me beijava com tranquilidade e explorou toda a minha boca lentamente. Parei o beijo depois que percebi que estávamos tempo demais nos beijando.
Regina: Pensei que iam se engolir.
Isabela olhou muito brava pra mim e com lágrimas nos olhos. Eu sei que é difícil ver quem você gosta, beijando outra. Mas ela era fissurada no Gabriel, não apaixonada por ele. Ela não tinha chances reais com ele. Se tivesse, eu não ficaria no "caminho" deles. Não sou dessas. E outra, ela que pediu pra ele beijar a menina mais bonita da sala. A auto-estima dela devia estar as pampas, porque ela disse aquilo achando que o Biel ia beija-la.
O jogo continuou. Bruna foi desafiada a ficar só de calcinha e o Guilherme sem camiseta. Aquilo tirou um pouco a minha concentração no jogo. Fiquei admirando o Guilherme a maioria do tempo. Até que caiu em mim, pra que eu perguntasse pro Guilherme.
Henrique: Vai, Manu.
Manuela: Tava distraída, foi mal! Quer o que, Guilherme?
Guilherme: Desafio.
Manuela: Selinho no Samuka.
Guilherme: Nem fudendo.
Samuka: Po, que merda, hein, Manuela... – Ele disse bravo e eu dei risada.
Manuela: Eu posso beijar a Flávia e vocês não podem dar um selinho um no outro? Qual o problema?
Guilherme: Esquece essa ideia. Po, eu pago o "castigo", mas isso não.
Manuela: Fala aí o castigo dele, Samuka.
Samuka: Não que seja um "castigo", mas tu vai ter que chupar os peitos da Jack.
Guilherme: Ta doido, moleque?
Samuka: Pode sair se quiser, mas vai perder a moral com geral daqui.
Jack: Vocês são doentes mentais. Juro. Eu não permito isso. Esqueçam. To fora. To me cagando pra "moral" de vocês. – Ela disse isso se levantando e quase saindo da sala.
Isabela: Preta escrota.
Eu ouvi e levantei na hora. Quase voei no pescoço dela. Guilherme me segurou pela cintura.
Manuela: Repete se for mulher o suficiente.

 


Notas Finais


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