História Prostituta Profissional - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~aninhacarol1bts

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Pp tortura, Romance, Sadomasoquismo, Violencia
Exibições 51
Palavras 8.020
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Demorei porque dá MUITO trabalho fazer...Em fim,bye,boa leitura<3

Capítulo 6 - Five


Que você tinha outra, outras. Sei lá. Eu fiz de tudo. Mas não deu, não deu. – Eu comecei a chorar de novo e ele me cortou.
Guilherme: Não chora, Manu. Não chora. – Ele novamente me deu um selinho e secou as minhas lágrimas. – Tu não faz ideia do quanto eu quis ouvir isso. Do quanto era difícil pra mim, me aproximar de você e perceber que tu tava tentando se afastar. Te ver com o Gabriel foi o fim pra mim, cara. Cada vez que eu via vocês próximos, eu chegava em casa e me enfiava debaixo do chuveiro e gritava ali, pra ninguém ouvir, só pra descontar a raiva. Cada vez que vocês vão pra boate, eu boto musica alta no quarto e não saio de lá até vocês voltarem. Eu me impeço de pensar em você com aqueles caras... – Ele fez uma pausa. – É foda pra mim ver que tu ta nessa porque se não fosse isso, tu taria passando necessidade. Cara, eu já pensei tanto nisso que eu não consigo nem fazer uma aproximação de quantas vezes eu fiz isso. – Foi impossível controlar o choro. – Não chora, Manu. Por favor. Eu sei que deve estar sendo difícil pra tu, ouvir isso, mas não chora. Eu só to desabafando. Eu preciso que você saiba disso tudo. Eu me afastei de você esse ultimo mês, porque é foda pra mim, ouvir a minha própria mãe elogiar e falar quantos clientes a melhor garota de programa dela consegue, sendo que essa garota é a minha garota. É a garota que eu gosto, que eu amo. A garota que devia ser minha, não ser uma garota de programa. – Eu chorava muito enquanto o ouvia. Quebrou o meu coração ouvir tudo aquilo. – Desculpa estar de falando isso, Manu...
Foi muito difícil ouvir tudo aquilo dele. Muito. Mas a pior parte, com certeza, foi vê-lo abaixar a cabeça e chorar. Eu levantei a cabeça dele lentamente e o abracei. Abracei com toda a força que eu tirei de dentro de mim. Ele me abraçou e nós ficamos alguns minutos assim.
Guilherme: Eu te amo, Manuela. Por mais clichê que possa ser, eu te amo como eu nunca pensei que fosse gostar de alguém. Tu mexe comigo de uma forma que nem mesmo eu, consigo explicar. Eu me sinto melhor ao seu lado. Parece que, se você estiver sempre ao meu lado, tudo vai estar sempre bem. E eu não senti isso por ninguém. Eu amo você. Amo. Amo. Amo. – Eu sorri entre todas as lágrimas e enchi ele de selinhos. – Sei que po, se a gente quiser ficar junto, vamos ter que enfrentar coisa pra caralho. Mas eu to afim de quebrar qualquer muro por você, qualquer barreira. Eu não quero mais ter que ficar sem você, velho. Não da mais. Não tenho mais condições de esconder isso. Eu quero te tirar dessa vida. Tu não vai ter que ser garota de programa pra poder viver. Eu não vou mais deixar. Tu vai ser a minha garota. Nós vamos nos casar e ter um time todo de futebol de filhos. Eu quero envelhecer ao teu lado. Quero ser enterrado ao seu lado. Eu não quero viver sem você. – Chorei mais do que antes, mais do que eu já tinha chorado a minha vida toda.
O que o Guilherme disse também era o meu desejo, o meu sonho. Mas eu sabia que, seria impossível. A gente tem uma barreira difícil de ser quebrada entre nós, a própria mãe dele. Como se quebra uma barreira assim? Não dá. Uma mãe que, apesar de ser o que é, sempre fez tudo por ele. Ele jamais a trocaria por mim. Eu não poderia fazê-lo escolher entre ela e eu. Jamais faria isto.
Manuela: Eu queria muito viver ao teu lado até o final dos meus tempos, mas não dá, Gui. Não dá. Nós não podemos. A Helen jamais permitiria um negócio desse. Ela ia arrumar um jeito de acabar comigo ou então, com a minha mãe. Eu sei que é duro pra você, ouvir isso de mim. Mas você sabe que é verdade. É regra explicita da casa que nenhuma das meninas pode, se quer, pensar em ter algo com você. Imagina assumir algo mais sério?
Não dá, Gui. Eu não vou arriscar a vida da minha mãe por... – Ele me cortou.
Guilherme: Por mim? Pela gente? Pela tua felicidade?
Manuela: Não fala assim. Por favor. – Segurei o rosto dele fiquei olhando fixamente pra ele. – Não pensa assim. Eu faria tudo pra ficar com você, tudo que não envolvesse a vida da minha mãe. Eu enfrentaria a sua mãe e todos os outros dragões que se colocassem na nossa frente, mas não posso pensar em colocar a vida da minha mãe em risco. Eu te amo e só me imagino sendo feliz ao teu lado, mas vai ter que ser do meu jeito.
Guilherme: Que jeito é esse?
Manuela: Eu tenho um "plano". Eu vou passar no vestibular e me mudar daqui. Vou levar minha mãe junto e a Helen nunca vai sonhar onde nós vamos estar.
Eu distorci grande parte do plano, mas não podia falar que queria fazer a Helen comer na minha mão e depois comer o pão que o diabo amassou pro filho dela.
Guilherme: E eu fico como nessa história?
Manuela: Você vem com a gente. Vamos ser felizes bem longe daqui.
Guilherme: E enquanto você não consegue o seu "plano", vai continuar indo pra boate e se prostituindo?
Manuela: Gui, esse é o único jeito. Sua mãe não me "liberaria". Não tem outro jeito de fazer isso. – Ele, automaticamente, se levantou e chutou com força a cama.
Guilherme: Merda, Manu. Eu quero ficar com você. Eu vou conversar com a minha mãe. Ela faz tudo por mim, vai fazer isso também. Eu aposto.
Manuela: Ela fingiria, Gui. E ia descontar a raiva de mim, na minha mãe. Por favor, Gui. Deixa eu seguir o que eu já tinha planejado.
Guilherme: Não, Manuela. Não. – Ele me olhou bravo e visivelmente abalado. – Não! Eu amo você e não posso mais te ver continuar sendo uma garota de programa. Não dá. Eu não consigo.
Manuela: Não consegue ou não quer? Tem vergonha, né!? – Segurei o choro, apesar de ter sido extremamente difícil.
Guilherme: O que tu acha? – Ele disse olhando fixamente pros meus olhos. Eu não aguentei e chorei. Ele chutou novamente a cama e deu um murro na parede. – Depois a gente conversa.
Ele não me deixou responder, saiu do quarto disparado e eu me afoguei nas minhas lágrimas. Era uma mistura de sentimentos enorme.
Estava feliz porque agora, eu sabia que Guilherme correspondia tudo o que eu sentia por ele, mas triste, porque nós não poderíamos ficar juntos. Não agora. Não morando debaixo do mesmo teto da mãe dele.
Eu chorei por horas e depois adormeci. Acordei bem tarde. Era hora de começar a me arrumar pra ir pra boate. Flávia estava no banho. Logo ela saiu.
Flávia: Bom dia, bela adormecida. Tu ta bem depois daquela cena que o Otávio fez?
Manuela: Amiga, eu me "declarei" pro Guilherme.
Flávia: Jura? – Ela veio correndo pra minha cama, sentou-se do meu lado. – E como foi?
Manuela: Ele me fez chorar horrores com as coisas que me disse. O pior foi vê-lo chorar. Ouvir ele dizer: "A garota que devia ser minha, não ser uma garota de programa". Tu não sabe quanto foi bom saber que ele me ama também e que ele precisa de mim, exatamente do mesmo jeito que eu preciso dele. Mas foi péssimo ouvir o resto.
Flávia: E onde ele foi? Não vi ele desde que cheguei da escola.
Manuela: Nós brigamos e ele saiu. Acho que não voltou desde então.
Flávia: Que doido. Bom, amiga, eu vou terminar de me arrumar. Tu devia ir se arrumando também, senão vai se atrasar.
Manuela: Eu preciso ir atrás dele, amiga. A Helen vai me matar, mas eu preciso ir atrás dele.
Flávia: Vai logo, boba.
Eu tomei um banho correndo, engoli alguma coisa e sai correndo pelas ruas a procura do Guilherme. Pensei em milhões de lugares em que ele poderia estar, mas ele não estava em nenhum deles. Aí me veio a cabeça, o dia do terraço. Droga, o terraço. É claro. Como não pensei nisso antes? Burra.
Eu fui o mais rápido que eu pude até o terraço. Ele estava lá, lindo e virado de costas. Exatamente do jeito que nós estávamos sentados quando fomos a primeira vez ali. Eu não disse nada, apenas fiquei olhando pra ele. Ele olhou pra trás e me viu. Levantou devagar e veio na minha direção. Parou na minha frente e ficou me olhando.
Guilherme: Me desculpa pelas coisas que eu te falei. – Ele levou a mão direita pro meu rosto. Começou alisar com o polegar. Me olhava nos olhos. – Eu te amo e... – Eu não deixei ele continuar, o interrompi beijando-o.
Ele correspondeu, segurou a minha cintura com a mão que estava livre e puxou o meu corpo pra colar no dele. Nos beijávamos carinhosamente e com calma. Sem pressa de nada. Como se o mundo pudesse cair nas nossas cabeças que nós não nos importaríamos.
Eu levei a minha mão pra nuca dele e alisava carinhosamente. Nossas línguas entrelaçavam no beijo. Ele apertava a minha cintura devagar e fazia carinho na mesma. 
Guilherme: Eu não posso mais ficar longe de você, Manu. – Ele disse pausando o beijo. Eu sorri e o abracei, entrelaçando meus braços no pescoço dele.
Manuela: Eu também não, Gui. Não quero mais ficar longe de você. – Ele me encheu de selinhos e nós fomos devagar deitando no chão.
Ficamos abraçadinhos, um do lado do outro. Voltamos a nos beijar e o negócio começou a esquentar. Nos beijávamos com desejo.
Eu fui pra cima dele e sentei em seu colo. Nos estávamos envolvidos em um beijo intenso. Ele explorava toda a minha boca com a língua enquanto eu deslizava as mãos nos braços dele. Ele levou a mão pra minha cintura, apertou a mesma e subiu a mão pra a barra da minha camiseta e puxou-a pra cima. Eu levantei o corpo, atrapalhando o beijo e ajudei-o a tirar a minha camiseta, coloquei-a do nosso lado e voltei, com certa pressa, a beija-lo.
Ele aumentou a velocidade do beijo e eu deitei meu corpo sobre o dele. Guilherme levou a mão pra minha coxa e a puxou na altura do quadril dele. Ficou alisando enquanto chupava a minha língua.
Eu apertava os braços dele e beijava-o. Ele me virou com cuidado e me colocou deitada no chão. Apoiou um dos braços no chão pra não descontar o peço do corpo dele, em mim. Nós ficamos nos encarando por alguns segundos, até que eu sorri e ele deslizou a mão pelo meu corpo. Desabotoou o meu shorts e tirou-o. Eu sorria, agora, maliciosamente pra ele. Eu queria aquilo. Precisava daquilo. Precisava sentir ele dentro de mim, como se fossemos um só. Era algo diferente do que eu já tinha sentido por qualquer um. Meu coração estava acelerado. 
Puxei a blusa dele pela barra e tirei-a. Fiquei olhando pro abdômen dele e ele percebeu. Ele soltou um riso e começou a beijar o meu pescoço. Eu fechei os olhos e me deixei levar. Guilherme intercalava os beijos com chupões e mordidas no meu pescoço. Estava completamente arrepiada. Segurei a nuca dele e o fiz olhar pra mim. Mordi e puxei de leve o lábio inferior dele.
Guilherme me beijou de novo, agora num movimento acelerado. Ele mudava a direção do rosto a todo momento e eu fiquei sem fôlego rapidamente. Levei a mão pro abdomen dele. Fui deslizando até chegar no pau dele. Eu sorri maliciosamente durante o beijo e ele riu.
Eu acariciava o pau dele por cima da calça e pude sentir o pau dele começar a se excitar.
Nós nos beijávamos calorosamente. Ele tirou a calça e começou a roçar o corpo dele no meu. Estávamos com roupa intima ainda, o que nos provocou mais ainda. Eu sentia o calor do corpo dele no meu e a respiração dele. Levei a mão pras costas dele e finquei as unhas na mesma. Guilherme ficou de pé e tirou a própria cueca. Eu tirei o meu sutiã e ele começou a apertar os meus seios. Eu segurei o pau dele e comecei a masturba-lo enquanto ele começou a passar a língua no meu seio. Eu levei uma das mãos pro cabelo dele e fui alisando enquanto ele chupava o meu seio. Guilherme tirou a minha calcinha e começou a passar devagarzinho a cabeça do pau dele na minha buceta. Me deixou louca.
Foi carinhosamente, enfiando o pau dele na minha buceta e começou a fazer um vai e vem que me deixou mais louca que anteriormente. Eu gemia alto, porque, apesar de não estar sendo um sexo selvagem, eu estava fazendo amor com o cara que eu amava.
O cara que fazia meu coração disparar.
Ele continuou o vai e vem e me beijou, explorei toda a boca dele e comecei a movimentar o quadril pra ajuda-lo. Ele apertava os meus seios enquanto me beijava e chupou a minha língua durante o beijo. Não demorou nada e eu gozei. Ele sorriu ao sentir e começou a aumentar a velocidade do vai e vem pra que ele gozasse. Eu puxei o rosto dele e encostei a boca no ouvido dele. Comecei a gemer bem gostoso e logo senti ele gozar em mim. Nós deitamos um do lado do outro e ficamos olhando pro céu, já escuro e cheio de estrelas.
Nossas respirações estavam ofegantes e nós sorriámos. Olhei pra ele o enchi de beijos. Depois voltei a olhar pro céu. Ele virou-se e me abraçou por trás, ficamos numa conchinha. Estava cansada ainda, ficamos um tempo ali e depois nos vestimos.
Guilherme: Te amo, Manu. Eu vou fazer o que for pra te ter só pra mim.
Manuela: Meu coração já é teu, não ta bom? – Eu sorri e o abracei. Apoiei a cabeça no peito dele e ele ficou alisando o meu cabelo.
Guilherme: Por enquanto, sim. Mas tu vai ser minha. Da ponta do dedão do pé, até o ultimo fio de cabelo.
Manuela: Te amo. – Eu virei o rosto de frente pra ele e dei um selinho demorado nele. – Vamos comer? A gente tem umas coisas pra conversar.
Guilherme: Po, tu só pensa em comida. Que coisas são essas que a gente tem pra conversar?
Manuela: Em comida e em você. – Nós rimos. – Depois que tu me alimentar, a gente conversa. – Ele riu e nós saímos abraçadinhos do prédio abandonado.
Nós fomos pra uma lanchonete próxima e nos sentamos em uma mesa. Nós fizemos nossos pedidos e ficamos conversando enquanto o lanche não ficava pronto.
Guilherme: E aí, Manu, que tu tem pra me falar?
Manuela: Ia ser só depois do lanche, mas como está demorando, vou falar, vai. – Eu virei de frente pra ele e ficamos nos olhando. – Vou ser direta, tá? Sem cerimonias. – Ele assentiu com a cabeça. – O que tu tem com a Regina?
Guilherme: Regina? Nada. Ta louca, Manu?
Manuela: Vocês estão sempre juntos na escola.
Guilherme: Anda me vigiando, amor? – Ele me chamou de amor mesmo? Sério? Eu ouvi direito? Que coisa linda! 
Manuela: Só tomando conta.
Guilherme: Sei. Nada a ver, amor. Ela só fica no meu pé. Fica pedindo pra eu dar uma "chance" pra ela. Doida.
Manuela: Sério que ela pede? Que doida.
Guilherme: Pede. Muito sem noção. Depois que eu fiquei com ela, ela não saiu mais do meu pé.
Manuela: Hum... – O lanche chegou e nós começamos a comer. Parei de comer um pouco pra fazer outra pergunta ao Guilherme: – E a Bruna?
Guilherme: O que tem ela? – Ele me olhou enquanto mastigava um pedaço do lanche.
Manuela: O que tu tem com ela? Por que vocês ficam tão juntos? Na escola, em casa?
Guilherme: Posso pular essa pergunta não? – Ele deu um gole no refrigerante dele e não me olhou.
Manuela: Não. – Falei séria.
Guilherme: Po, Manu, é complicado. É meio sério demais e não é assunto meu.
Manuela: Como assim?
Guilherme: Se eu te explicar, vou ter que te contar tudo e não da.
Manuela: Beleza então. – Eu fiquei irritada. Que diabos ele não podia me contar sobre a Bruna? Que saco! Comi meu lanche super emburrada e não troquei uma palavra a mais com ele.
Guilherme: Ficou brava? – Disse depois de dar um gole no refrigerante.
Manuela: Tu acha?
Guilherme: Sem ironia, Manu. Sério, eu não posso te falar. Não agora. Ele puxou a minha cadeira e me fez ficar de frente pra ele. – Olha pra mim. – Eu olhei, emburrada mas olhei. – Eu juro pra você que eu não tenho nada com ela. Só que eu não posso te falar o que ta rolando. Tu vai ter que confiar em mim se quiser ficar comigo.
Manuela: Quem disse que eu quero? – Disse rindo e o abracei. Segurei o rosto dele e enchi de selinhos os lábios dele.
Vou confiar, mas tu vai ter que me explicar isso direito quando puder.
Guilherme: Mais alguma pergunta ou eu não vou poder perguntar nada também?
Manuela: Tua vez. – Disse abraçada com ele.
Guilherme: E o Gabriel? Não rola nada mesmo?
Manuela: Nada. Eu pensei em ficar com ele, me parecia mais fácil. Mas quem disse que eu gosto do mais fácil?
Guilherme: Entendi. – Ele me deu um selinho, levou as mãos pra minha cintura e apertou.
Manuela: Tenho mais uma pergunta.
Guilherme: Diz, amor.
Manuela: E a menina da sorveter... – Eu fiquei pálida a ponto de nem conseguir terminar a frase. Tinha visto a coisa mais improvável do mundo. A menina da sorveteria apareceu na lanchonete. Meu coração disparou. Minha unica reação foi beijar o Guilherme. Eu queria que ela me visse beijando-o. Infantil? Muito.
Eu beijei o Guilherme e pude ouvir barulho de sapatos batendo no chão e aproximando-se. Eu parei lentamente de beija-lo e a menina estava na nossa frente.
Gabriela: Cara, é você mesmo. Tu sumiu. – Ela disse voltada pra Guilheme. Não olhou nem um segundo pra mim. Ele se levantou e cumprimentou ela. Eu fiquei no meu lugar. Não me movi.
Guilherme: E aí, Gabi. Como tu tá? Sumi mesmo. – Ele voltou a se sentar do meu lado depois de cumprimenta-la. – Senta aí. – Olhei com cara de "hã" pra ele, mas ela se sentou na frente dele. Eu peguei a mão dele e entrelacei os dedos dele nos meus. Fiz questão de colocar em cima da mesa pra que ela visse. – Essa é a Manu.
Gabriela: Oi, Manu. – Ela mal olhou pra mim pra falar o "oi". Eu dei um sorriso como resposta. Ela era linda. O que me deixou ainda mais com ciúmes. Cabelos longos e pretos. O rosto dela era perfeito. Linda mesmo. Droga. Eu to morrendo de ciúmes. – Tu nunca mais me procurou. O destino nos uniu de novo. – Como assim de novo? Do que ela estava falando?
Guilherme: Pois é. Mas e aí, o que tu anda fazendo? – Ele estava mesmo dando "moral" pra ela? Que raiva! Ela estava toda produzida, com salto e uma roupa que parecia ser bem chique. Mexia nos cabelos de meio em meio segundo, já estava me deixando irritada. Estava toda maquiada.
Gabriela: Ah, to por aí, né, Guizinho. – Guizinho? Quem deixou ela chama-lo assim? Que intimidade é essa?
Guilherme: Aprontando, né não, Gabi? – Os dois riram e eu fiquei olhando pra ela. 
Gabriela: A gente podia marcar alguma coisa um dia desses, né, Gui? – Ela não tirava os olhos dele.
Guilherme: Complicado, Gabi. To com a Manu agora. – Que? Eles tiveram alguma coisa antes? Que droga!
Guilherme levantou nossas mãos que estavam entrelaçadas e mostrou pra ela. Ela me deu um sorriso e eu abri o maior sorriso que consegui.
Gabriela: Ah, que pena. Então eu já vou indo. Passei rapidinho ver se um amigo estava aqui, mas acho que ele deve estar em outra lanchonete.
Guilherme: Vai lá, Gabi. – Ela deu um beijo no rosto do Guilherme e um no meu. Ela saiu da lanchonete e eu tirei imediatamente a mão da do Guilherme. – O que foi isso?
Manuela: Eu que o diga. – Cruzei os braços.
Guilherme: Tu fica ainda mais linda com ciúmes. Sabia? – Ele riu e me encheu de beijos, eu tentei evitar virando o rosto, mas não adiantou muito. – Eu não fiquei com ela. Apesar dela ter tentado. E nem sei porque eu não fiquei. Ela é uma gata, né!?– Fiz uma cara de cu enorme pra ele e ele riu. – Tô brincando, amor. Um amigo meu tava afim dela, aí eu não ia furar o olho dele, né!?
Manuela: Só por isso? – Disse brava.
Guilherme: Para com isso.
Manuela: E a Bruna? Tu ficou com ela? Não mente pra mim.
Guilherme: Fiquei. – Olhei decepcionada pra ele. – Po, tu perguntou.
Manuela: Transou com ela?
Guilherme: Ta querendo saber demais...
Manuela: Ah, é? Beleza. – Levantei emburrada e ele levantou atrás de mim, puxou o meu braço e me fez ficar de frente pra ele.
Guilherme: Transei. Ta bom assim?
Manuela: Não.
Guilherme: Mas tu não pediu pra eu falar?
Manuela: Pedi, mas não falei que eu ia gostar da resposta.
Guilherme: Mulheres... Sempre complicadas.
Manuela: Cala a boca.
Guilherme: Cala a minha boca? – Ele riu e me beijou. Foi um beijo rápido, porém bom.
Ele pagou nossos lanches e nós fomos dar um volta pela praça que tinha ali perto. Andamos de mãos dadas e conversamos durante a caminhada.
Manuela: Tu ficou com mais alguém lá de casa?
Guilherme: Fingi namorar a Flávia, transei com a Bruna e agora to contigo.
Manuela: A Bruna é muito sínica. Ficava te xingando e depois ia pra cama contigo.
Guilherme: Não é bem assim, Manu...
Manuela: Mas tu não pode me explicar como é que é, né!? Já sei, precisa repetir não.
Guilherme: É isso aí.
Manuela: Vamos voltar? Tô com sono já. – Eu não estava com sono, mas queria ir pra casa. Precisava ficar quieta no meu canto. Amava a companhia do Guilherme, mas precisava ficar sozinha. 
Guilherme: Já?
Manuela: Por favor, Gui. – Ele me virou de frente pra ele e me deu um selinho. Assentiu com a cabeça e nós voltamos pra casa.
As meninas não tinham voltado da boate ainda e a casa estava vazia. Me despedi do Guilherme e fui pro meu quarto. Deitei na cama e fiquei um tempão pensando em tudo.
Pensei em como era maravilhoso ter o Guilherme ao meu lado. E pensei em como eu ia estragar com o meu plano se a Helen sonhasse que nós estávamos juntos. Quer dizer, ele não me pediu em namoro ou nada do gênero, mas ficou meio subentendido. Decidi que não ia ficar longe dele só porque a Helen podia descobrir. íamos ficar escondido. Na escola onde a Flávia "manda", nós não precisariamos fingir nada a ninguém. Eu finalmente dormi e acordei com a Flávia me chamando pra ir pro colégio. 
Fui meio sonolenta pro chuveiro e tomei um banho rápido. Estava colocando a calça jeans e a Flávia falou comigo.
Flávia: E aí, amiga, como foi com o Guilherme?
Manuela: Nós transamos.
Flávia: Sério? Num motel?
Manuela: Num terraço.
Flávia: Tu é doida. – Ela riu. Eu estava com dificuldade de colocar o sutiã e virei de costas pra Flávia pra que ela abotoasse ele pra mim. Ela assim fez e deu um tapa na minha bunda quando terminou. – Pronto. – Nós rimos.
Manuela: Obrigada, amiga. – Fui pegar a camiseta do uniforme e não achei em nenhum lugar. Estava abaixada procurando na ultima gaveta que não tinha procurado e o Guilherme entrou no quarto.
Guilherme: Bom dia, madames.
Manuela: Eu to só de sutiã, sai daqui. – Taquei um travesseiro nele.
Guilherme: Manu, já te vi pelada. Sério isso? – Eu dei risada e fiz uma cara ironica pra ele.
Flávia: Bom dia, Gui.
Manuela: Já que tu ta aí. – Me levantei e fiquei de frente pra ele. Ele olhou diretamente pros meus seios que quase saltavam do sutiã e riu maliciosamente. – Me ajuda a achar meu uniforme. E para de olhar pros meus peitos.
Flávia: Só pra lembrar, eu to aqui ainda. Se quiserem se pegar, é só pedir que eu saio.
Manuela: Flávia! – Olhei brava pra ela. Guilherme riu.
Guilherme: Vou procurar. Calma aí. – Ele começou a procurar meu uniforme e eu continuei olhando em todos os lugares que já tinha olhado pra conferir. 
Pro nosso susto, a Helen entrou no quarto e me pegou só de sutiã num quarto junto com o filho dela.
Helen: O que ta acontecendo aqui?
Guilherme: Po, a Manu não ta achando o uniforme dela. A gente ta procurando.
Helen: E por que você tem que ficar de sutiã na frente do meu filho? – Ela disse brava.
Manuela: Desculpa, Helen. Ele veio nos chamar pra ir tomar café e eu estava assim. Foi sem querer.
Helen: Teu uniforme ta lavando. Vai com qualquer outra blusa hoje. E desçam logo pra tomar café. Já estão começando a ficar atrasados. – Todos nós assentimos com a cabeça e eu coloquei uma regata.
Descemos. A Bruna estava com uma cara péssima. Horrível mesmo. A Jack estava quietinha. Lua me olhou de cima abaixo. A Amanda foi a unica simpática, me deu um sorriso. Que estranho! Tomamos café e o clima estava péssimo. Ninguém conversou ou algo do tipo.
Fomos a pé pro colégio e Felipe estava esperando-nos na entrada.
Felipe: Po, Manu, tu é o assunto da escola.
Manuela: Droga! Tinha esquecido do trouxa do Otávio. – Felipe deu um beijo rápido na Flávia e nós entramos na escola. Por todo lugar que eu ia tinha um pra perguntar: "Tu vai denunciar o Otávio?", "Se eu fosse você, tinha deixado ele abusar de mim", "Quem me dera estar no seu lugar", "Piranha". Era uma coisa pior que a outra que eu tive que ouvir. Mas fui forte, Guilherme segurou a minha mão.
Guilherme: Seja forte e se tu não conseguir, eu vou estar aqui pra te manter de pé. – Ele disse no meu ouvido e eu sorri. Meu Deus, como ele me fazia bem!
Nós fomos pra nossas salas e havia um professor substituto de inglês. Ele nos falou que Otávio tinha sido demitido. Droga. Fiquei com muito medo dele contar pra todo colégio que eu e as meninas somos garotas de programas. Só de pensar naquilo, já me deu calafrios.
A diretora me chamou pra conversar e me perguntou se eu tinha feito alguma queixa contra ele. Falei que não e ela me incentivou a denuncia-lo. Disse que faria, mas menti. O medo dele espalhar o "segredo", era maior.
O intervalo chegou. Eu fui pro banheiro feminino e ouvi o barulho desagradável de alguém vomitando em um dos boxes. A menina começou a chorar e eu reconheci o choro. Era Bruna. Eu tinha certeza.
Manuela: Bruna!?
Bruna: Manu, me ajuda, por favor. – Ela abriu o box e me permitiu entrar.
Ela estava ajoelhada de frente pra pia. Vomitava muito e estava com uma aparência horrível.
Manuela: Meu Deus, Bruna. O que tu tem?
Bruna: Não sei. Fazem dias que eu não paro de vomitar. Tudo me faz querer vomitar.
Manuela: Tu já foi pra um médico? Tu precisa ir, sério. – Ele vomitou de novo. Eu tirei o cabelo do rosto dela e fiquei fazendo "vento", porque estava muito quente ali dentro.
Bruna: Não. Eu não quero ir. Eu não posso ir. – Ela começou a chorar desesperadamente.
Manuela: Calma, Bruna. Por que tu ta chorando? O que tu acha que tu tem?
Bruna: Um filho dentro de mim, é isso que eu acho que eu tenho, Manuela. – Meu coração parece que parou. Eu gelei. Um filho? Veio, automaticamente na minha cabeça o Guilherme falando que já tinha transado com ela. Merda! Esse filho não podia ser do Guilherme. Não podia. Merda! Merda! Merda!
Manuela: Meu Deus, Meu Deus. E de quem é?
Bruna: E importa isso agora? Eu não posso ter esse filho, Manuela. Não dá.
Manuela: Por que?
Bruna: Não quero falar disso. Me ajuda a sair da escola? Eu preciso ir embora.
Manuela: Ta legal. 
Ela não conseguia levantar sozinha. Estava péssima. Ela tinha marcas horríveis no braço. Pedi ajuda pra diretora e ela mandou alguém leva-la pra casa. Eu voltei pro intervalo e Flávia estava no maior love com o Felipe. Tive que estragar o momento dos dois pra falar com ela. Puxei-a pra um canto.
Manuela: Flá, a Bruna ta grávida.
Flávia: Que? – Ela me olhou assustada. 
Manuela: Ela acabou de me dizer no banheiro. Cara, ela tá muito estranha. Com umas marcas estranhas no braço.
Flávia: Não reparei nas marcas. Mas percebi que ela anda estranha mesmo. Mais agressiva. Diferente.
Manuela: A gente precisa descobrir o que ela tem. Ela não quer ir a um médico.
Flávia: Tenho outros modos pra descobrir. Fica tranquila.
Manuela: Amiga... – Eu não aguentei e comecei a chorar. Flávia imediatamente me abraçou.
Flávia: Por que você ta chorando, Manu? O que houve?
Manuela: E se o filho for do Guilherme? 
Flávia: Que? Eles transaram? – Ela me olhou meio chocada.
Manuela: Sim. – Eu chorei mais do que já estava. Abracei Flávia forte.
Flávia: Calma, amiga. A gente vai descobrir isso também. – Assenti com a cabeça e Guilherme veio super preocupado quando me viu chorando.
Guilherme: Que foi, Manu?
Manuela: Nada. Nada. – Eu o vi na minha frente e a vontade de chorar só aumentou. Ele me puxou, me tirando dos braços da Flávia e me abraçou. Eu chorei feito criança e ele tentou me acalmar.
Guilherme: Manu... Ei, olha pra mim. – Eu olhei pra ele com os olhos cheio de lágrimas. – Tu ta assim pelo que esses idiotas tão falando por causa do Otávio? Não fica assim, amor. Por favor. – Ele me abraçou com força e eu fingi que era esse o motivo do choro. Abracei-o bem forte.
O fato de eu ser amiga da Flávia me fez me tornar "popular" que nem ela. Não era algo que me agradava muito. Porque tudo, exatamente tudo que eu fazia naquele colégio parecia estar sendo vijiado por alguém. O pessoal me viu chorando e já saiu falando besteira. Espalharam que eu estava traumatizada por causa do asédio do Otávio. Que ridículos, sério. Queria pegar um a um e dar um murro neles. 
Passei o resto das aulas pensando que o filho da Bruna podia ser do Guilherme. Eu não consigo pensar em nada diferente. Nada importava. Otávio não me preocupava mais, ele estava longe da escola e isso já me tranquilizava. 
Voltamos pra casa caminhando calmamente. Jack parecia triste e não trocou muito papo com a gente. Lua estava animada, aparentemente, Gabriel conversou com ela e isso fez com que ela se animasse. Fiquei feliz por ela. Eu não o amava e ficaria feliz se ela conseguisse fazê-lo feliz. Quem sabe eu não poderia ajudar esses dois? Aí a Lua não me odiaria tanto.
Amanda puxou muito papo comigo e com os outros também. Foi bem estranho. Parecia que ela tinha tomado pilulas do bom-humor. Eu não estava animada, mas tentei não demonstrar tanto isso. Flávia ficou falando de como o Felipe estava sendo um fofo com ela. Eu sinceramente achava que esses dois iam se casar ainda. Guilherme me abraçou uma hora e eu sai de perto. Ele estranhou e eu fingi que não queria que ele me abraçasse pra que as outras meninas não vissem.
Manuela: Tu devia ajuda-la, não incentivar que ela continue nesse estado.
Jack: Que estado?
Manuela: Ela não contou pra ninguém?
Amanda: Pra mim, não.
Lua: Nem pra mim.
Flávia: Aparentemente, só pro Guilherme.
Guilherme: É...
Manuela: Jack, tu pode fazer uma sopa pra ela? Vou tentar acorda-la e depois dou a sopa.
Jack: Claro.
Guilherme me ajudou a levar a Bruna pro quarto que ela dividia com a Lua. Deitou-a na cama e depois de muito tentar, ela acordou.
Bruna: Como eu vim parar aqui?
Manuela: Tu tava caída na rua, perto daqui.
Bruna: Nossa...
Manuela: Viu como você precisa de ajuda? Imagina se algum louco te pega e te abusa?
Bruna: Não fala isso.
Manuela: É o que poderia ter acontecido se a gente não chegasse a tempo. Tu desmaiou no caminho?
Bruna: Mais ou menos.
Manuela: Como assim?
Bruna: Eu não quero falar disso, Manuela. Tu não tem o direito de me cobrar isso. Eu não quero. – Ela ficou nervosa ao falar aquilo.
Manuela: Ei, ei, calma! Tu tem razão. Ta legal, não precisa me falar nada. – Jack apareceu com a sopa. – Eu vou te deixar em paz assim que tu comer todo esse prato de sopa. Tu ta fraca. Precisa comer.
Bruna: Se eu engolir tudo isso, tu me deixa em paz?
Manuela: Sim.
Bruna: Combinado. – Ajudei-a a comer toda a sopa. Tive que força-la a comer tudo. Depois sai do quarto e a deixei conversando com o Guilherme.
Merda! O que ela não queria me contar? E essa gravidez? Meu coração parecia estar sendo esmagado cada vez que eu lembrava da chance daquele filho ser do Guilherme. Seria demais pra mim, aguentar aquilo.
Ao anoitecer, nós fomos pra boate. Guilherme, como sempre, ficou no quarto dele. Eu queria ir lá, abraça-lo e beija-lo, depois falar que eu era dele e isso que importava. Mas não fiz nada disso. A Bruna ficou em casa, não estava em condições de ir pra boate hoje.
A lista de clientes pra atender era grande hoje. Atendi 20 e Helen ainda queria que atendesse mais 5 que estavam a muito tempo na lista de espera.
Helen: Vamos, Manu. Só mais 5. – Ela disse me incentivando. Mas eu não queria.
Manuela: Hoje não.
Helen: Puta que pariu, Manuela. Eles vão pagar maravilhosamente bem. Vamos. 
Manuela: Manda pras outras meninas. Eu já fiz 20 hoje.
Helen: Eles querem você. Acha que eu já não tentei mandar pras outras? Eles querem só você. – Me senti bem ao ouvi-la. Ela estava na minha mão, literalmente.
Manuela: Amanhã, Helen. Amanhã.
Helen: Te dou 50% do programa se tu for agora.
Manuela: 65 ou nada.
Helen: 65? Isso é um roubo.
Manuela: Deixa pra amanhã então.
Helen: 60 então.
Manuela: 65, já disse.
Helen: Ta bom, Manuela. Tu venceu. Anda logo.
Ponto pra mim! Era bom vê-la começando a ficar nas minhas mãos. Era excelente. Meu plano estava dando mais certo do que eu imaginava e em menos tempo também. Isso era ótimo.
Fiz os 5 programas e recebi minha porcentagem total do dia. Helen não gostou muito de me dar a porcentagem a mais, porque eles pagaram muito bem mesmo.
Fomos pra casa e eu fui pro meu quarto com a Flávia. 
Flávia: Amiga, sábado é aniversário da Lua. Tinha esquecido. Tenho que comprar algo pra ela.
Manuela: Ta zuando? Isso vai ser ótimo.
Flávia: Ótimo por que?
Manuela: Depois te explico. – Ela assentiu com a cabeça e nós deitamos. Tava tarde já.
No outro dia, nós estávamos tomando café pra ir pra escola quando ouvimos um barulho vindo do banheiro central. Flávia correu abrir a porta. Por sorte, estava destrancada.
Flávia: Me ajudem aqui, meninas! – Ela gritou. Nós todas corremos pro banheiro e a Bruna estava caída no chão. 
Manuela: O que aconteceu?
Bruna: Eu tive uma tontura, não foi nada. Já to legal. Só me ajudem a levantar. – Flávia e eu a ajudamos e ela apoiou-se na pia quando ficou de pé. Inclinou a cabeça pra frente.
Flávia: Vamos pra um médico, Bruna?
Bruna: Não. Não. Não. Eu não vou pra um médico.
Flávia: Para de ser teimosa, cara. Por que não quer ir?
Bruna: Não se mete na minha vida, velho. Eu sei o que estou fazendo.
Flávia: Só to querendo ajudar, não precisa ser grossa. – Bruna não respondeu, saiu do banheiro pisando duro.
Nós terminamos de nos arrumar e Amanda antes de ir pro colégio dela com a Helen se dispediu de mim. Foi algo bem estranho. Depois despediu-se do Guilherme. Louca!
Nós fomos pro colégio a pé. A Bruna foi conosco. Não estava bem, mas ela quis ir. Quem ia impedir, né!? Eu que não.
Nós chegamos bem cedo no colégio e o Gabriel veio puxar assunto comigo.
Gabriel: E aí, sumida?
Manuela: Sumida eu? Nada a ver.
Gabriel: Po, fiquei preocupado com o que houve com o Otávio. Tu ta legal?
Manuela: Tô. Foi mais o susto mesmo. Tô de boa.
Gabriel: Que bom então, Manu. Vim aqui pra te chamar pra sair comigo um dia desses. O que acha?
Manuela: Ah, Biel... – Eu fiz uma pausa. Guilherme não ia gostar nem um pouco se eu saísse com ele, por mais que nós não tivéssemos algo oficial, eu não queria brigar com ele atoa. – Acho que eu não posso.
Gabriel: Por que?
Manuela: Ah, calma, eu precisa de um favor seu. Se tu me ajudar, a gente sai.
Gabriel: Já era. O que tu precisa de mim?
Manuela: Preciso que tu chame a Lua pra sair.
Gabriel: Ta zuando? Po, tu sabe que ela me curte e eu não quero iludir, Manu.
Manuela: É por uma boa causa, juro. Tu só precisa chama-la pra sair e o resto eu faço.
Gabriel: E depois tu sai comigo?
Manuela: Vou pensar.
Gabriel: Feito. – Ele sorriu e deu um beijo no meu rosto. Voltei pra perto das meninas e Guilherme me olhou feio.
Guilherme: O que vocês estavam conversando?
Manuela: Biel me pediu em casamento.
Guilherme: E tu disse que já é casada, né!? – Eu dei risada e ele me abraçou. Depois deu um beijo na minha testa. Nós ficamos abraçados e conversando com todo mundo até que o sinal tocou.
Nós fomos pra aula e Guilherme ficou me mandando um bilhetinhos. Eu respondia e dava pra ele. Uma hora a professora percebeu e pegou um dos bilhetes da mão do Guilherme.
Martha: Vejamos só... – Ela abriu o bilhete e me olhou. – Isso é coisa que se diga pra um garoto, Manuela? – Ela fez uma cara espantada. Eu não me aguentei e soltei um riso, Guilherme também riu.
Henrique: Ah, professora, agora explana aí o que ela mandou pro
Guilherme.
Martha: Eu jamais vou falar isso em voz alta. – Isabela levantou-se assim que a professora terminou de falar. Pegou o papel da mão da mesma e leu o que estava escrito. – Me devolve isso, Isabela.
Isabela: Meu Deus, Manuela. Tu se superou. – Ela balançava o papel no alto e a professora tanta pegar.
Samuka: O que ta escrito aí? Para de enrolar, Isa.
Isabela: Ta escrito: "A noite, eu faço tudo e qualquer coisa que você quiser..."
Henrique: Oh, prof., todo esse drama pra isso?
Isabela: Não esperava nada diferente da Manuela.
Manuela: Ah, é? Por que? Ao contrário de você, eu não me faço de virgem e nem de santa. Sendo que todo mundo sabe que você ta longe de ser inocente. – Eu me levantei e cruzei os braços, fiquei olhando pra ela.
Gabriel: Tu podia dormir sem essa, Isa. – Todos riram.
Samuka: Oh, Manuzinha, tu bem que podia ter mandando esse recado aí pra mim, né!? – Virei pra trás e ele estava olhando pra minha bunda.
Flávia: Uns pode, outros passam vontade, Samuquinha. – Novamente todo mundo deu risada.
Gabriel me olhou meio triste e Samuka piscou pra mim. Samuka era um otário que tinha cara de devia fica o dia todo no redtube.
A professora não deixou o bafafá continuar e logo o intervalo chegou. Eu, como sempre, passei o intervalo com as meninas, Guilherme e o Felipe. 
Samuel chamou Guilherme no canto e falou meio bravo com ele. Apontou o dedo na cara de Guilherme e tudo mais. Bruna se encolheu no banco em que nós estávamos sentados. Eu continuei olhando pros dois discutindo. Depois Guilherme voltou pra onde nós estávamos.
Manuela: Ele estava brigando contigo?
Guilherme: Ele é um otário.
Manuela: Por que estavam brigando?
Guilherme: Nada, Manu. Relaxa.
Manuela: Odeio tu ficar escondendo as coisas de mim.
Guilherme: Em casa eu te falo. – Assenti com a cabeça e nós ficamos num clima meio chato.
O resto da aula foi chato e nós finalmente voltamos pra casa. Almoçamos e eu puxei Guilherme pro meu quarto.
Manuela: Fala logo. – Nós estávamos de pé, um de frente pro outro. Ele riu ao me ouvir e me puxou pela cintura. Inclinou o rosto e começou a beijar o meu pescoço. – Para com isso. 
Guilherme: Por que? Tu não disse que ia fazer tudo o que eu quisesse?
Manuela: A noite. – Eu ri e levei a mão pra nuca dele, fiquei alisando enquanto ele beijava o meu pescoço. – Me fala, amor.
Guilherme: É a primeira vez que tu me chama de amor. Ta tão curiosa assim? – Ele deu um chupão no meu pescoço e começou a apertar a minha cintura.
Manuela: Muito. – Ele me beijou. Um beijo longo e com desejo, mas não ia deixar ele me enrolar. Dei uns selinhos nele. – Não vai me falar?
Guilherme: É problema da Bruna, amor. Samuka é trouxa.
Manuela: Por que você não me fala o que ta acontecendo com ela?
Guilherme: Porque ela me pediu segredo, amor. Ela não quer que ninguém saiba.
Manuela: Por que? É tão grave assim?
Guilherme: Bastante.
Manuela: Quero saber. – Fiz um biquinho e ele me abraçou. – Por favor, amor.
Guilherme: Já já todo mundo vai saber, amor. Por enquanto, tenta ajudar a Bruna do jeito que der. Ela ta precisando.
Manuela: Tenho dó do bebê dela.
Guilherme: Do que tu ta falando? – Ele ergueu uma sobrancelha e me apertou o meu corpo no corpo dele.
Manuela: Do filho que ela ta esperando, ué.
Guilherme: Pirou, amor? – Ele me olhou com dúvida. Parecia não saber do que eu estava falando. Será que ela não estava grávida? Mas ela disse que estava. Minha mente pirou. Eu queria muito saber o que a Bruna tinha. Muito.
Manuela: Ela ta grávida, você não sabia?
Guilherme: Ta zuando?
Manuela: É, ué. Mas se não é esse o segredo dela, qual é?
Guilherme: Agora tu me deixou confuso, velho. Eu não sabia da gravidez. – Eu o ouvi e não aguentei. Comecei a chorar. Ele sentou-se na cama comigo. – Ei, ei, por que você ta chorando, amor?
Manuela: O fi-filho da Bruna – Eu disse entre soluços.
Guilherme: O que tem o filho dela? Se é que tem filho mesmo... – Ele me abraçou e eu chorei ainda mais.
Manuela: Pode ser seu, não pode? – Ele me encarou por vários segundos e me apertou em um forte abraço. Parecia aquilo era um "sim". Minha cabeça girava e meu coração estava acelerado.Manuela: Você transou com ela, não transou?
Guilherme: Faz um ano ou mais, Manu. Tu pirou? Esse filho não é meu. – Eu ouvi aquilo e meu coração acelerou ainda mais. Eu abracei com força e chorei, agora, de alivio.
Manuela: Nossa, que alivio. Tu não faz ideia do quanto eu tava mal com isso na cabeça.
Guilherme: E ficou pensando merda, né não!? Devia ter vindo conversar comigo antes. Aí não ia ficar com essa besteira na cabeça.
Manuela: Ah, amor, eu fiquei com medo. Eu só pensei que tu tinha engravidado ela. Desculpa não ter vindo conversar com você antes.
Guilherme: Ta legal, amor. Mas sempre que achar algo desse tipo, fala comigo antes. – Ele me abraçou e me beijou de novo. Nós ficamos nos beijando por algum tempo até que Flávia entrou no quarto.
Flávia: Opaaaaaa! Desculpa, casal. Não pensei que vocês estavam se pegando aqui. – Ela riu.
Guilherme: Não vai ver o Felipe hoje, não?
Flávia: Ele ta no futebol. Me mandou mensagem te chamando pra ir pra lá. Falou que tu não atende as mil ligações dele.
Guilherme: Meu celular nem ta comigo, véi. Amor, vou lá, ta!? – Ele me deu um selinho e eu assenti com a cabeça. – Valeu, Flá. – Ela sorriu em resposta e ele saiu do quarto.
Flávia: Tavam falando do seu afilhado, Manu? – Ela falou ironicamente e riu.
Manuela: Palhaça! Cara, que alivio, o filho da Bruna não é dele.
Flávia: Ele fez teste de DNA?
Manuela: Não. Faz um ano que eles não transam.
Flávia: Amém, irmãos.
Manuela: Mas eu ainda não sei o que ela tem. Aqueles roxos no braço são mega estranhos.
Flávia: Vim aqui te contar o que ta rolando na escola sobre dela.
Manuela: Desembucha, mulher.
Flávia: Tão dizendo que o Samuka ta envolvido nisso. Mas não sei como.
Manuela: Ele ta batendo nela? Eu não acredito, eu vou acabar com a raça dele.
Flávia: Não, louca.
Manuela: Então o que ele tem a ver com isso?
Flávia: É isso que eu ainda não descobri, mas logo logo alguém me conta. To investigando tudo, amiga. O Henrique é doido por você. Tu podia usar disso pra saber mais alguma coisinha, né, amiga?
Manuela: Ah, é. Aí o Guilherme me vê com ele e aí? Eu fico como? Pirou?
Flávia: Seja discreta, ué.
Manuela: Não, nem louca. E ele é doido por qualquer uma que dê a minima moral pra ele, amiga. Vai você.
Flávia: Ô, Manu, pensa comigo, se eu fosse teria que fazer a escola toda não me ver com ele. O teu caso é mais simples. Ninguém sabe que você ta com o Gui, eu teria só que distrair ele. E pronto.
Manuela: Ainda te mato. Juro.
Nós ficamos conversando de quais as possibilidades de coisas que a Bruna podia ter. Nada nos convenceu. Estudei e estava quase na hora de ir pra boate.
Flávia e eu fizemos o show da noite e depois nós fomos pro camarim. A Lua e Jack estavam no palco fazendo outro show. Atendi 10 clientes hoje, incluindo uma mulher. O décimo primeiro fez um pedido estranho.
Helen: Manu, o próximo cliente pediu pra tu ir com um sobretudo. Mas é pra estar nua por baixo.
Manuela: Que louco. – Ela riu do que eu falei e Flávia me olhou estranho. Ela nunca ria de nada.
Helen: O cliente tem sempre razão.
Manuela: Sempre.
Helen: Vai lá, Manu.
Manuela: To indo. – Ela saiu da sala.
Flávia: Manu? Ela te chamou de Manu? Sério? Eu ouvi direito. Ela foi gentil contigo? Meu Deus, o mundo vai acabar. – Nós rimos e eu fiquei nua. Coloquei o sobretudo e fui pro quarto onde o meu próximo cliente estava.
A luz do quarto estava apagada e eu não pude ver o rosto dele. Fiquei encostada na porta.
Manuela: Posso ajuda-lo? – O cliente ligou a luz do abajur e vestida um moletom com a toca.
Jorge: Tira a roupa.
Manuela: Claro. – Eu fiquei nua e ele acendeu a luz. Meu rosto corou e meu coração acelerou
Não era ninguém mais e ninguém menos do que meu pai. Ele me olhava decepcionado.
Jorge: É pra isso que tu saiu de casa, Manuela? Pra isso? – Ele falava grosso e eu tapava o meu corpo. Peguei o sobretudo pra tentar esconder mais meu corpo. Me encostei no canto da parede e comecei a chorar. – Pra isso? Pra virar uma puta? – Eu olhava pra baixo. Não consegui olhar pra ele. Olhar nos olhos dele. A vergonha era maior. – Olha pra mim. Olha pra mim. Olha pra mim, Manuela. – Eu chorava, mas olhei pra ele. – Como tu pode sair de casa pra isso? Pra dar o rabo pra qualquer velho nojento que pague qualquer merrequina? – Eu coloquei o sobretudo meio rápido e me levantei.
Manuela: O senhor não tem o direito de falar assim comigo. Eu sai de casa por sua causa. Porque eu não aguentava mais o senhor.
Jorge: Cala essa boca. – Ele chegou perto de mim e segurou o meu cabelo, puxou com força minha cabeça pra trás. – Cala a boca que eu estou falando. Tu me envergonha. – Ele cuspiu na minha cara. – Eu tenho nojo de você, nojo. – Ele me jogou no chão com toda a força que ele tinha. Depois inclinou o corpo e bateu no meu rosto. Eu chorava desesperadamente.
Manuela: Para, pai. Para. – Eu chorava e eu me batia. Eu deitei no chão e ele chutou a minha barriga. Tirou o próprio cinto e começou a me dar cintadas por todo o corpo. Eu não conseguia nem mais chorar de tanta dor. Ele me pegou pelo cabelo e me levantou. Eu estava sem forças de tanto apanhar.


Notas Finais


Comentem,pra eu saber se estão gostando,tenho que melhorar em algo?


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