História Prostituta Profissional - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~aninhacarol1bts

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Pp tortura, Romance, Sadomasoquismo, Violencia
Exibições 25
Palavras 6.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Bye,boa leitura<3

Capítulo 7 - Six


Jorge: Agora nós vamos mostrar pros teus clientes a vagabunda que tu é. Aliás, a vagabunda que tu virou. – Meu olho estava roxo e minha boca cheia de sangue já. Ele já tinha me batido muito. Ele me levou pelos cabelos até o palco onde as meninas estavam fazendo o show. Ele entrou no meio e me colocou no centro do palco. Pegou um microfone e começou a falar. – Senhores clientes dessa boate. Estão vendo essa vagabunda aqui? – Ninguém respondeu nada, mas ele continuou. – Essa puta, é minha filha. Eu tenho nojo de dizer isso. Porque eu dei a vida a isso e olha no que ela se transformou. Nesse lixo. – Ele olhou pra mim e disse: – Sua mãe sentiria nojo de você também se soubesse no que tu virou. Essa puta.
João: Uma puta gostosa. – Um cara gritou da plateia.
Jorge: Ela deve ser muito boa mesmo. Tive que pegar "fila" pra dar essa lição nela. – Ele chegou perto de mim e me bateu ainda mais. Vi de longe a Flávia vindo correndo na minha direção e a Helen segurando-a pelo braço. A Jack, Amanda, Lua e a Bruna me olhavam com pena, mas não fizeram nada. Meu pai me batia, me espancava na frente daquela plateia cheia de homens que apenas assistiam. Ninguém reagiu. Ninguém fez nada pra me ajudar. Eu estava muito machucada, mas ele não parava de me bater. Só parou quando a Flávia fugiu de Helen e invadiu o palco. Jack e Amanda vieram na direção dela e as duas, tiraram o meu pai de perto de mim. Eu estava chorando muito e não sentia algumas partes do meu corpo.
Eu não conseguia mover o meu corpo, Flávia, Amanda e Jack tentaram me levantar, mas não conseguiram. Helen mando um segurança pegar o mau pai e um outro pra me ajudar. Meio tarde, mas mandou. O segurança colocou o meu pai pra fora da boate e o outro, me levou pro carro. Amanda já tinha carta e me levou pro hospital. Flávia veio conosco.
Flávia: Amiga, amiga, fala comigo... Tu ta me ouvindo? – Eu estava de olho fechado, não conseguia ficar com o olho aberto. – Não dorme, amiga. Por favor. Conversa comigo. Não é bom tu dormir. Amiga, sério. Fala qualquer coisa. – Eu murmurei o que consegui e ela ficou mais tranquila. Amanda logo chegou no hospital.
Os médicos me atenderam depois de duas horas que eu cheguei lá.
Eu dormi, não aguentei. 
Quando acordei, estava tomando soro na veia e a Flávia estava sentada em uma cadeira. Eu estava meio zonza ainda. Senti uma dor enorme na cabeça. Flávia me viu acordada.
Flávia: Amiga, tu ta bem?
Manuela: To com cara de quem ta bem? – Ela deu um risinho.
Flávia: Nem assim tu deixa de falar besteira, hein, Manu?
Manuela: Nunca perco o senso de humor. – Senti uma dor na boca e coloquei a mão na mesma. Levei um susto quando vi as marcas no meu braço. Senti uns calombos no meu rosto. Meu olho direito parecia estar inchado porque eu não enxergava muito bem com ele. – Ele me deformou inteira, né!?
Flávia: Sim, amiga. O doutor disse que tu vai precisar de um tempinho pra se recuperar de todas as manchas e fraturas.
Manuela: Ele sabe que foi agressão?
Flávia: Quem não sabe, né, amiga!? – Ela me olhou meio triste. – É só olhar pro teu estado pra saber. Ele quer que tu vá na policia e denuncie.
Manuela: Eu não posso fazer isso, Flá.
Flávia: Cara, olha como ele te deixou. Tu não pode deixar ele impune. Sua mãe tem que ver o teu estado. Ela jamais o perdoaria.
Manuela: Ele já fez coisa pior com ela e ela não fez nada. Amiga, deixa isso quieto. Eu to implorando.
Flávia: Só por enquanto.
Manuela: Obrigada. – Ela assentiu com a cabeça porque o médico entrou no quarto. Ele me examinou e disse que eu teria que ficar mais um dia pra observação. Odiava hospital, mas era o jeito. Amanda apareceu no quarto assim que o médico saiu.
Amanda: Tu ta legal?
Manuela: Não muito, mas vou ficar.
Amanda: Espero que se recupere logo.
Manuela: Obrigada, Amanda. – Estranhei o tamanho da gentileza da Amanda. Ela nunca tinha sido legal comigo. Do nada, mudou. O médico colocou calmante no soro e eu dormi por umas 10 horas seguidas. Acordei e já era noite. Guilherme estava do meu lado, me olhando.
Guilherme: Oi, amor.
Manuela: Oi, Gui. Tu não devia ter vindo e me visto neste estado.
Guilherme: Minha vontade é de pegar teu pai e acabar com a vida dele.
Manuela: Não faz isso, por favor. – Eu fiquei nervosa e agitada. Uma enfermeira apareceu.
Enfermeira: Ei, ei. Não faça com que ela fique agitada. Ela não está em condições pra isso.
Guilherme: Não foi minha intenção. Desculpa. – Ele me olhou meio assustado.
Enfermeira: Mais 5 minutos e você sai. – Ela saiu do quarto e Guilherme pegou na minha mão.
Guilherme: Eu não vou fazer isso, Manu. Por você. Eu devia, mas não vou. 
Manuela: Obrigada. – Ele inclinou o corpo e me deu um selinho. Minha bunda estava inchada e doeu um pouco, mas eu não demonstrei que senti dor. Ele teve que sair do quarto e a Helen entrou.
Helen: Como você está, querida? – Agora eu sou querida? Vaca!
Manuela: Estaria melhor se você não tivesse impedido a Flávia de me ajudar.
Helen: Do que você está falando? – Ela me olhou surpresa.
Manuela: Você sabe muito bem. Deixou meu pai me bater. Você podia ter impedido.
Helen: Como, minha flor?
Manuela: Você sabe. Você sabe. – Eu fiquei nervosa de novo e a enfermeira a tirou do quarto. Não permitiu que mais ninguém me visitasse. Flávia ficou comigo no quarto como acompanhante.
Eu acordei no outro dia e o médico me deu alta. Teria que repousar uma semana e depois, poderia começar a voltar as minhas atividades normais.
Eu sentia dor e todas as partes do corpo. Tudo doía. Amanda nos levou pra casa e Guilherme me levou direto pra minha cama. Tomei mil remédios recomendados pelo médico. Eles me deixavam sonolenta e eu dormia a maior parte do tempo. 
Flávia veio me dar comida quando eu finalmente acordei.
Flávia: Bom dia, madame. 
Manuela: Oi, amiga.
Flávia: Bora comer. – Ela começou a me servir e eu tinha dificuldade até pra abrir a boca. – Devagarzinho. – Ela colocou a comida devagar na minha boca e eu mastigava na velocidade de uma lesma.
Terminei de comer com certa dificuldade e Helen entrou no quarto.
Helen: Me deixa sozinha com a Manuela, por favor, Flávia?
Flávia: Claro, Helen. – Ela saiu do quarto.
Helen: Como você tá?
Manuela: Desse jeito. – Disse olhando pros meus braços.
Helen: Já já se recupera.
Manuela: Sim.
Helen: Vim aqui falar sobre o que tu me disse no hospital. Quer dizer que eu sou a culpada por tu ter apanhado?
Manuela: Não. É a culpada por ter deixado meu pai ter me batido mais.
Helen: Queria que eu fizesse o que? – Eu olhei com raiva pra ela.
Manuela: Chamasse o segurança. Qualquer coisa.
Helen: Eu não pensei nisso. 
Manuela: Ta bom, Helen. Ta. Eu quero ficar sozinha.
Helen: Ta legal. Depois a gente se resolve. – Ela parecia querer de desculpar por não ter me ajudado. Interesseira. Vaca!
Eu tomei meus remédios e dormi até o dia seguinte. Flávia chamou o Guilherme pra ajuda-la a me dar banho.
Guilherme: Po, tu vai segurar ela sozinha no banheiro?
Flávia: Claro que não, ta louco?
Guilherme: Então...
Manuela: Ei, eu to consciente ainda. Consigo me apoiar na parede e aí a Flávia me ajuda. – Eu tentei me levantar, mas Guilherme precisou me ajudar nisso. Fiquei de pé e apoiei na estante. Senti uma tontura e quase cai, mas Guilherme me segurou.
Guilherme: Tu nem se aguenta em pé. E agora, Flávia? – Ele me segurava pelo braço pra me manter de pé.
Flávia: Ah, parem de cena os dois. Tu já viu ela pelada mesmo. Vai me ajudar a dar banho nela.
Manuela: Valeu aí, amiga.
Eles me levaram pro banheiro e a Flávia tirou a minha roupa. Fiquei com vergonha. Não sei porque. O Guilherme já tinha me visto nua mesmo, mas sei lá, era estranho.
Ela me colocou no box e ligou o chuveiro. Me ajudou a tomar banho. Guilherme ficou me segurando pelos braços pra que eu não caísse. Ele olhava pros meus peitos as vezes.
Manuela: Para de olhar. – Ele riu.
Guilherme: Impossível.
Flávia: Controla tua cabeça de baixo, Guilherme. – Ela falou meio brava, mas eu dei risada. E ele também.
Flávia terminou e trocou a minha roupa. Voltei pra cama e Guilherme trouxe uma sopa pra mim.
Manuela: Vou ficar mal acostumada.
Guilherme: Não tem problema, eu te mimo eternamente.
Manuela: Lindo. – Ele me deu um selinho e sentou do meu lado na cama. Me deu a sopa enquanto conversava comigo. – Muito broxante eu nesse estado.
Guilherme: Tu é linda de qualquer jeito. Esses machucados são provisórios. Tão doendo muito ainda?
Manuela: Bastante. Não consigo nem trocar de posição pra dormir.
Guilherme: Só porque eu ia oferecer pra dormir de conchinha contigo. – Ele fez um bico e me deu mais algumas colheradas de sopa.
Manuela: Amor, eu te amo. – Ele estava pegando mais sopa com a colher quando me ouviu e olhou pra mim. Deu um sorriso meio bobo e deixou a sopa na estante. 
Eu estava sentada na cama e ele ficou bem do meu lado. Encostou o rosto no meu. Eu sorri e coloquei as mãos na nuca dele. Confesso que doeu, mas ignorei a dor. Ele me beijou. Não encostou a mão em mim com medo de que doesse, só entrelaçou a mão na minha.
Nos beijamos calmamente e ele teve todo o cuidado pra não me machucar. Foi fofo. Ele terminou o beijo com o selinho e ficou me olhando.
Guilherme: Eu também te amo.
Manuela: Imagina se tua mãe entra no quarto agora? – Nós rimos.
Guilherme: Nem pensa num treco desses.
Manuela: Ela acabaria comigo... – Ele colocou o dedo na minha boca, me impedindo de continuar.
Guilherme: Ela teria que acabar comigo antes. – Eu sorri pra ele. Ele me beijou de novo e depois saiu do quarto, tinha marcado de sair com o Felipe.
Os dias de recuperação pareciam ser eternos, mas finalmente acabaram. Eu estava bem melhor e as manchas do meu corpo estavam menos aparentes. Minha costela doía ainda e meu braço, mas não era nada horroroso. Voltaria pra escola no dia seguinte e pra boate também.
Ninguém na escola sabia que eu tinha apanhado e da gravidade da coisa. Flávia preferiu falar que eu estava doente pra todo mundo.
No outro dia, nós fomos pra escola e eu andava com certa dificuldade. Guilherme entrelaçou o meu braço no dele pra me ajudar a andar. Gabriel logo me viu entrando e puxou assunto comigo.
Gabriel: Ei, Manu... – Olhei pro Guilherme e me soltou. Fiquei olhando pro Gabriel. Guilherme foi sentar no banco junto com o resto do pessoal. – O que tu tinha?
Manuela: Longa história.
Gabriel: O que são esses roxos no teu corpo?
Manuela: Não quero falar disso.
Gabriel: Tu apanhou? – Ele me olhou estranho.
Manuela: Sério, eu não quero falar disso.
Gabriel: Tu ta me deixando preocupado. Vamos tomar um sorvete comigo a tarde?
Manuela: Ta legal. Eu vou. – Ele saiu de perto e eu fui andando até o banco onde todos estavam sentados. Guilherme me deu o lugar dele e ficou de pé na minha frente.
Guilherme: Odeio te ver perto dele. Me irrita profundamente.
Manuela: Vou tomar sorvete com ele hoje.
Guilherme: Porra... – Ele ficou emburrado, mas eu convenci que seria por uma boa causa. O aniversário da Lua já tinha passado e eu queria fazer algo pra ela. Queria junta-la com o Biel.
O assunto da escola, novamente, era eu. E também os meus machucados. Eu não respondi nenhuma das perguntas que me fizeram. Não devia satisfação pra ninguém.
Henrique veio me perguntar o que tinha acontecido e eu só fui educada com ele. Amanhã eu ia tentar saber o que a Bruna escondia.
A aula acabou e nós fomos pra casa. Eu me arrumei e quando chegou o horário, eu fui pra sorveteria onde o Gabriel ia me encontrar. Ele já estava lá, me esperando.
Entrei e sentei na mesa em que ele estava.
Gabriel: Olá!
Manuela: Oi, Biel.
Gabriel: Esses teus machucados me fazem querer te proteger. Te abraçar e nunca mais soltar. Quem fez isso contigo?
Manuela: Meu pai.
Gabriel: Que canalha. – Ele disse com raiva.
Manuela: Muito mais que isso. – Desviei do assunto. – Ta afim de me ajudar com a Lua ainda?
Gabriel: Só se tu me der um beijo.
Manuela: Não posso. – Droga. Quase eu falo do Guilherme.
Gabriel: Por que.?
Manuela: Minha boca está machucada. Inchada.
Gabriel: Que desculpa feia, Manu.
Manuela: Sério, ta doendo.
Gabriel: Vou acreditar em você e te livrar dessa. Diz aí, o que tu tenho que fazer?
Manuela: Chamar a Lua pra sair amanhã.
Gabriel: Por que?
Manuela: Vou fazer uma festa surpresa pra ela.
Gabriel: Quer sorvete do que?
Manuela: Chocolate. – Ele pegou dos sorvetes e depois sentou-se novamente na mesa.
Gabriel: Por que vai fazer isso pra ela? Não estavam brigadas?
Manuela: Estamos, mas quero melhorar isso.
Gabriel: Entendi. E eu sou o cobaia?
Manuela: Sim.
Gabriel: Que cara de pau que tu é. – Ele riu e passou sorvete no meu nariz. Eu ri e fiquei olhando pra ele. – Tu é linda. Tua risada é linda. Tu me fascina. – Ele inclinou o corpo e aproximou o rosto do meu, eu virei o rosto e ele afastou-se.
Manuela: Para, Biel... Gabriel: Ta legal, entendi que tua boca ta doendo.
Manuela: É...
Nós conversamos mais um pouco e eu voltei pra casa. Guilherme estava me esperando na sala.
Guilherme: E aí?
Manuela: E aí o que?
Guilherme: Como foi?
Manuela: Transamos loucamente. – Ele me olhou bravo e decepcionado. 
Guilherme: Que? Tu ta falando sério?
Manuela: Claro que não. – Eu dei risada e o abracei. – Eu sou só tua.
Guilherme: Não é não. – Ele me deu um selinho e eu olhei estranhamente pra ele. – Mas vai ser... Quer namorar comigo?
Manuela: Eu quero, mas a gente não pode. E se alguém descobrir?
Guilherme: Namoramos escondido até eu te tirar dessa vida. – Eu sorri pra ele e ele me beijou. Nos beijamos rápido pra que ninguém nos pegasse.
Chegou a hora de ir pra boate e Helen nos levou. Eu fui devagar, só atendi 10 clientes. Fiquei esperando as meninas no camarim. Amanda veio conversar comigo.
Amanda: Ei, Manu...
Manuela: Oi, Amanda.
Amanda: Eu queria a tua ajuda.
Manuela: Pra que?
Amanda: Ah, sabe... – Ela enrolou um pouco pra falar. – Na verdade, eu sempre fui apaixonada pelo Guilherme. Queria a sua ajuda pra conquista-lo. – Como eu ia ajuda-la a conquistar o meu namorado? Meu Deus!
Manuela: A Helen te mata. Tu sabe, né!?
Amanda: Ela nunca vai saber! Tu me ajuda? Eu sempre vejo vocês juntos e acho que você é unica que pode me ajudar.
Manuela: Ta legal. – É por isso que ela começou a ser legal comigo. Outra falsa e interesseira.
Resolvei ajuda-la, mas não ia faze-la conquistar o Guilherme. Ia fazer o oposto.
Nós voltamos pra casa e na madrugada, Guilherme me acordou e deitou na cama comigo. Nós ficamos nos pegando no meio da noite, mas não chegamos nos finalmente. A Flávia ia acordar. Dormimos abraçadinhos até o dia clarear.
Acordamos assustados com a Flávia expulsando o Guilherme do quarto, porque ela estava nua debaixo da coberta. Eu morri de rir. Me troquei e desci pra tomar café. Helen estava tomando café com a meninas, um milagre.
Ela nos levou pro colégio e eu ia tentar arrancar alguma informação do Henrique. Flávia pediu ajuda do Guilherme com matemática e eu fui atrás do Henrique no intervalo.
Manuela: Henrique.
Henrique: Fala, Manu. De boa? E esses roxos aí? Conseguiu como?
Manuela: Ih, longa história. Mas to suave. Preciso da sua ajuda.
Henrique: Po, é só soltar o verbo. Se eu puder ajudar... Manuela: Tu pode. Mas a gente tem que conversar em um lugar reservado.
Henrique: Opa. Já é. Isso é fácil de arranjar. Vem comigo.
Manuela: Vai na frente que eu te sigo disfarçadamente. – Ele assentiu com a cabeça e subiu as escadas do colégio. Deixei uns minutos passarem e fui atrás dele. Subi as escadas e não o encontrei. Quando passei pelo almoxarifado, ele passou o braço na minha cintura e me puxou pra dentro. Levei um susto enorme. – Que susto, Henrique! – Eu disse meio brava.
O braço dele estava em volta da minha cintura e ele fechou a porta do almoxarifado com a mão livre. Ele deu um passo a frente, o que o fez ficar encostado cara a cara comigo. Eu fiquei nervosa. Droga! O que ele tinha pensado que eu precisava? Eu queria conversar. Só conversar.
Henrique: Me diz, Manu... O que tu quer de mim? – Ele terminou de falar e inclinou a cabeça. Tirou o cabelo que estava no meu pescoço e começou a dar beijinhos no mesmo. Eu coloquei as mãos no peito dele e comecei a empurra-lo.
Manuela: Ei, ei, ei... Tu entendeu tudo errado. Sério.
Henrique: Não entendi não. Eu sempre soube que tu queria também, Manuzinha. – Ele voltou a se aproximar de mim. Puxou a minha nuca e tentou me beijar, mas eu me esquivei e fui parar no outro lado daquele cubículo.
Manuela: Henrique, sério. Eu não quero isso. Eu só preciso de um favor teu. Não esse tipo de favor.
Henrique: Po... – Ele passou as mãos na nuca e pareceu estar meio envergonhado. – Pensei que tu tivesse afim, Manu. Fo-foi mal. – Ele gaguejou.
Manuela: Relaxa. Mas agora tu vai ter que me contar uma coisa.
Henrique: O que tu quiser, Manu. Sério. To te defendo uma pelo mico que eu passei agora. Só falar. – Ele me olhava.
Manuela: O que a Bruna tem?
Henrique: A Bruna do primeiro ano? A Surfista?
Manuela: Isso aí.
Henrique: Po, não sei.
Manuela: Não mente pra mim.
Henrique: Manu... – Ele disse com uma voz de lamentação. – Eu não posso... O Samu... – Ele congelou. Parou de falar e travou. Não se moveu, não fez nada. Parecia até não estar respirando.
Manuela: Ei. – Estalei os dedos na cara dele. – Samu é o Samuka? Agora tu vai falar tudo!
Henrique: É, po. Ele me mata. Por favor, Manu. Não fala disso com ninguém. Eu to te suplicando. Esquece isso.
Manuela: Esquecer? Tu pirou? Agora que eu quero saber de tudo mesmo. – Ele mal terminou de me ouvir e segurou os meus braços.
Henrique: Não se mete nisso. Vai sobrar pra você. – Eu arregalei os olhos porque ele parecia nervoso e preocupado.
Manuela: No que é que a Bruna foi se meter?
Henrique: Em algo que ela devia ter ficado longe.
Manuela: Vai, Henrique... Me ajuda. Me da uma pista. Qualquer coisa. Me dê uma dica e eu descubro sozinha. Aí tu não vai estar envolvido.
Henrique: Não posso.
Manuela: O que eu preciso fazer pra tu me ajudar? – Falei séria e calmamente. Não sei até onde eu chegaria pra saber disso, mas eu tinha que tentar.
Henrique: Quero que tu me beije publicamente.
Eu realmente não esperava que o Henrique me pedisse aquilo. Ele pirou?
Manuela: Tu surtou?
Henrique: Isso ou nada.
Manuela: Por que me beijar? Tem tanta guria aqui na escola que faria de tudo pra ficar com você. Por que eu?
Henrique: Porque elas não são lindas como você.
Manuela: Henrique, facilita. Eu não posso.
Henrique: Por que? Tu ta ficando com alguém?
Manuela: Tô.
Henrique: Então deixa quieto. Tu não me beija e eu não digo nada. Estamos acertados. – Ele virou de costas e começou a caminhar em direção a porta.
Manuela: Ei... Não. – Pensei muito antes de continuar, mas eu precisava saber o que estava rolando com a Bruna. – Ta legal. Mas primeiro tu vai ter que me contar. Depois eu te beijo. No sábado.
Henrique: Me beijar a onde?
Manuela: Na festa surpresa que eu to montando pra Lua.
Henrique: Como posso ter certeza que tu não vai arregar?
Manuela: Eu tenho cara de quem arrega, Henrique? – Disse sério e com certa sensualidade na voz. Ele sorriu ao me ouvir.
Henrique: Não, linda. – Ele passou a mão no meu queixo e ficou me olhando.
Manuela: Então, fala.
Henrique: Tu dificultou pra mim e é isso que eu vou fazer pra tu também. Só sei que o Samuka é o grande culpado disso tudo. A Bruna é cabeça fraca e deixou se envolver, mas o Samuka acrescentou a cereja no bolo.
Manuela: Nossa, super ajudou! – Disse ironicamente.
Henrique: Po, depois que tu me beijar, eu te conto detalhe por detalhe. Em ordem cronológica, se tu preferir.
Manuela: Vou cobrar.
Henrique: Claro, gatinha. – Ele deu um beijo no meu rosto e saiu do almoxarifado. Nem nos mais lindos sonhos dele, eu beijaria-o. Não que ele não fosse bonito e beijável. Mas agora, eu namoro o Guilherme. Escondido, mas namoro.
Saí do almoxarifado um tempinho depois que ele, pra que ninguém visse que nós estávamos juntos ali. Mas, quando andei mais pelo corredor, vi a Lua. Ela estava encostada na parede com uma apostila na mão. Me olhou feio e com estranheza. Eu andei reto e fingi que nada tinha acontecido. Encontrei a Flávia e o Guilherme na sala. Ele estava ajudando-a com matemática. Entrei na sala e abracei-o por trás.
Guilherme: Oi, minha linda. – Ele virou de frente comigo, me abraçou e me deu um selinho.
Manuela: Um perigo a gente se expor assim.
Flávia: Verdade! Eu posso entregar vocês. Cuidado comigo. – Ela disse brincando e nós rimos.
Guilherme: Te amo. – Ele disse olhando nos meus olhos e eu sorri. Abracei-o forte.
Faltavam poucos minutos pro intervalo acabar, mas nós fomos pro pátio.
Eu vi a Bruna conversando com o Samuka. Ela parecia assustada e com medo. Mas não sei se foi impressão minha, ou se ela realmente estava assim. Ele saiu de perto dela com frieza e ela ficou lá, olhando pra ele.
O sinal bateu e nós voltamos pra sala.
A aula passou rápido e nós estávamos no portão, esperando a Bruna sair. Ela demorou um tempão. Estava ficando sem paciência já.
Jack: Onde ela se meteu?
Manuela: To morrendo de fome. – Fiz uma cara triste e Guilherme riu.
Flávia: Amiga, to preocupada. Não acha melhor a gente ver onde ela está? – Ela falou meio baixo.
Manuela: Bora. – Segurei o braço dela e nós fomos atrás da Bruna. Procuramos por toda parte e nada. Passei perto do almoxarifado e ouvi uns murmurinhos. Flávia tinha ido procurar no banheiro feminino.
Eu me aproximei da porta do almoxarifado e fiquei quieta. Havia um vão aberto e eu fiquei olhando dali.
Samuka: Tu é burra, mano? Eu não tenho culpa da tua burrice.
Bruna: Ma-mas... Foi você. Eu não fiz sozinha, Samuel.
Samuka: Não tira onda comigo, Bruna. Porra. – Ele gritava e eu comecei a ficar preocupada. – Tu engravidou e o que eu posso fazer? Velho, não tem nem chances de eu assumir esse filho. Como vou saber que ele é meu mesmo?
Bruna: Como você tem coragem de falar isso? Você sabe que é teu.
Samuka: Sei como? Nem tu deve saber.
Bruna: Cala a boca. Você me da nojo.
Samuka: Não foi o que você disse enquanto eu te comia gostoso. – Ele pegou o braço dela e jogou contra parede. Coloco os braços apoiados na parede e ficou olhando pra ela. Ela parecia bem nervosa. Ele levou as mãos pra bunda dela e apertou, ela fechou os olhos e eu pude ver lágrimas escorrerem dos olhos dela.
Bruna: Para. Eu não quero. – Ela colocou as mãos no peito dele e tentou afasta-lo.
Samuka: Quem disse que tu tem que querer? Quando foi que tu pode querer alguma coisa ou não? – Ele começou a beijar o pescoço dela e ela não reagiu. Fechou os olhos e o deixou fazer o que ele queria.
Eu queria invadir o almoxarifado e bater nele. Mas fiquei quieta, só olhando. Primeiro jogou-a com tudo no chão e depois afastou a calça e a cueca. Ele obrigou-a a pagar um boquete pra ele. No começo, ela não queria, mas ele a bateu e eu quase invadi aquele lugar. Quase. Depois de bater nela, ele afundou a cabeça dela no pau dele. Ela cedeu e chupou o pau dele. Logo ele gozou e obrigou-a e engolir tudo. Depois ele a levantou e a beijou.
Isso tudo não demorou mais do que 10 minutos. Depois do beijo, ele pegou algo na mochila dele. Eu não sei se vi direito, mas parecia ser uma seringa. E tinha algo branco dentro. Tava escuro, por isso a dúvida. Eu forcei a visão pra ter certeza, mas não deu muito certo.
Ele injetou no braço dele e depois no dela. Eles se beijaram de novo e pareciam que iam sair. Eu corri e sai dali. Encontrei a Flávia no pátio e contei a ela o que vi.
Flávia: Seringa, amiga? Tu tem certeza?
Manuela: Absoluta.
Flávia: Caraca. – Ela colocou a mão na testa e parecia muito preocupada.
Manuela: O que foi? O que tu acha que é?
Flávia: O que eu acho? O que eu acho não, amiga. O que eu tenho certeza. A Bruna ta se drogando, cara. – Olhei sem acreditar pra ela. Droga? Sério? A Bruna realmente tinha se afundado. Se ela estava mesmo grávida, como ela poderia continuar se drogando?
Eu estava meio encabulada com o que a Flávia tinha falado. Mas aí ela me disse que a Bruna já tinha usado drogas antes, mas não tinha usado nada injetável.
Nós voltamos pra saída do colégio e logo a Bruna apareceu. A mancha no braço dela estava enorme. Não pude deixar de reparar. Eu realmente estava preocupada com ela.
Eu passei o dia organizando a festa pra Lua. Preparei os convites como se fosse uma festa na piscina, mas seria surpresa pra ela. Era o unico jeito dela me "perdoar", de certa maneira.
Liguei pro Biel.
Gabriel: Alô!? É tu mesmo que ta me ligando? Não roubaram teu celular não? – Ele riu no outro lado da linha e eu ri também.
Manuela: Bobo. Como tu ta?
Gabriel: Melhor agora, com certeza. Ouvir tua voz é sempre bom. – Ele era tão fofo e me cortava o coração saber que eu ia "joga-lo" pra Lua, sabendo que ele gostava mesmo é de mim. – E tu?
Manuela: Tô ótima, Biel. Preciso de uma ajudinha sua. Será que tu sabe um lugar baratinho pra gente fazer a festa da Lua?
Gabriel: Pra que pagar se podemos conseguir de graça?
Manuela: Como assim?
Gabriel: Minha chácara, Manu. Pode fazer aqui mesmo. É grande e tu não precisa pagar nada.
Manuela: Sério mesmo? – Falei empolgada.
Gabriel: Claro, Manu. Tudo por você. Só que tu vai ter que me ajudar na faxina da chácara depois.
Manuela: Isso é o de menos. Muuuuuuito obrigada, Biel. Sério. Tu é um anjo. Me salvou.
Gabriel: Não precisa agradecer, Manu.
Nós desligamos o telefonema e eu fui empolgada conversar com o Guilherme. Bati na porta do quarto dele e ele logo abriu.
Guilherme: Alguma coisa me dizia que era você. – Ele olhou pros dois lados do corredor, não viu ninguém por perto. Segurou na minha cintura e me puxou pra dentro. Trancou a porta.
Manuela: Ah, é!? – Eu sorri e envolvi as mãos na nuca dele. Ele começou a me encher de selinhos e eu fui correspondendo.
Guilherme: Tava com saudades de você. Da tua boca. Do teu cheiro. É tortura ficar perto de você e não poder te tocar, namoral. – Eu dei risada e o beijei.
Era torturante pra mim ficar tão perto dele e não poder toca-lo e beija-lo também. Era difícil.
Nós nos beijamos com intensidade e com bastante saudade. Eu o joguei na cama e ele olhou maliciosamente pra mim.
Eu estava com uma roupa meio apertada e ele me olhou totalmente indiscretamente. Eu sorria pra ele e tirei devagar o meu shorts. Depois tirei a blusa e joguei pra ele. Ele pegou-a no ar e cheirou. Me aproximei da cama e puxei-o pela gola da camiseta. Ele sentou-se na cama e eu comecei a desabotoar a camiseta dele.
Ele levou a mão pra minha cintura e ia apertando. Eu coloquei as mãos dele no meu seio e ele apertou por cima do sutiã. Subi no colo dele e comecei a beija-lo. Um beijo quente e acelerado. Ele explorava a minha boca com rapidez enquanto eu rebolava no colo dele.
Levei a mão pros cabelos dele e entrelacei os dedos ali. Ia alisando enquanto ainda o beijava. Ele me deitou na cama e deu beijos por todo o meu pescoço e chupou o mesmo. Eu me arrepiei completamente.
Guilherme continuou beijando o meu corpo e tirou o meu sutiã. Ficou olhando meus peitos. Depois ele colocou a boca em um deles e começou a mamar. Eu fechei os olhos e curti o momento. Ele levou a mão pra minha buceta e começou a alisa-la por cima da calcinha. Eu mexia o quadril e gemia baixinho. Fui sentindo o pau dele começando a ficar duro porque ele estava totalmente colado comigo.
Ele desceu os beijos pra minha barriga e tirou a minha calcinha. Eu fiquei olhando com cara de safada pra ele. Eu abri um pouco as pernas e eu se ajoelhou no chão. Me puxou e começou a passar a língua pelo meu clitóris. Aquilo me deixou louca. Eu apertei um dos meus seios e mordi o meu lábio inferior com certa força. Ele mordeu e chupou com vontade o meu clitóris. Depois massageou o mesmo com dois dedos. Eu estava nas nuvens. Sentia minhas pernas bambas e ele enfiou dois dedos na minha buceta. Eu gemi alto e ele levantou o corpo. Ficou em cima de mim e nós nos beijamos.
Ele sorriu e eu o beijei, quiquei com mais força e velocidade e pude senti-lo gozar dentro de mim. Sai do colo dele e nós deitamos na cama exaustos. Deitamos um a frente do outro. Nossas respirações estavam ofegantes.
Ele me olhava sorridente e colocou a mão no meu rosto, alisou o mesmo com o polegar.
Guilherme: Te amo, Manuela Bosi.
Manuela: Te amo. Te amo. Te amo. – Eu abracei-o e depois fiquei deitada em seu peito. Ele ficou alisando o meu cabelo com uma mão e entrelaçou a outra com a minha. Eu fiquei brincando com os dedos dele. Logo nós pegamos no sono. Abraçadinhos ali.
Eu acordei com a Flávia socando a porta e aos berros.
Flávia: Manuela, saí daí agora se não quiser morrer. Tô falando sério. – Ela gritava e continuava a bater na porta.
Levantei desesperada, achando que tivesse acontecendo um incêndio ou algo do tipo. Coloquei a roupa super na pressa e Guilherme se cobriu. Ficou me olhando com aquela carinha de sono.
Manuela: O que esse sapato da Bruna ta fazendo aqui ainda? – Olhei pro sapato.
Guilherme: Tu deve ter deixado aí aquele dia, po.
Manuela: Ah. Pensei que tinha devolvido.
Terminei de me vestir e dei um selinho nele, depois eu abri a porta e Flávia estava com os braços cruzados na frente do quarto do Guilherme.
Flávia: Eu vou matar vocês dois.
Manuela: O que aconteceu, Flá?
Flávia: A Helen chegou e quer conversar com o Guilherme. Sorte de vocês que eu consegui enrolar ela lá embaixo.
Manuela: Caramba. Obrigada, amiga. – Eu abracei ela e ela não correspondeu. Ainda estava brava e eu dei risada. – Para de ser chata. – Depois ela riu e me abraçou.
Nós fomos pro nosso quarto e eu deitei na minha cama. Estava quase na hora de ir pra boate, mas eu estava morrendo de preguiça de me arrumar.
Flávia: Amiga, to preocupada com a Bruna.
Manuela: Eu também to. Não paro de pensar nisso, cara.
Flávia: Eu não quero nem pensar o inferno que vai ser quando a Helen saber da gravidez.
Ela nem terminou de falar e nós ouvimos gritos do quarto do Guilherme. Saímos correndo em direção ao mesmo e a Helen estava na porta do quarto. De frente com o Gui.
Helen: Que porra é essa, Guilherme? Por que esse sapato está aqui? – Ela estava com o sapato da Bruna na mão. Aquele que ela tinha me emprestado e eu tinha deixado no quarto do Guilherme.
Guilherme: Mãe, eu não sei.
Helen: Não sabe? Qual dessas vagabundas tu trouxe pro teu quarto? – Ela berrava e falou extremamente brava. Todas nós estávamos na frente do quarto, vendo a discussão. Guilherme não respondeu a pergunta da mãe e ela se irritou mais ainda. – Não vai falar? – Ele chegou perto da Lua e puxou o cabelo dela com força.
Helen: Foi você, piranha?
Lua: Não. Não. Eu não tenho nada a ver com isso. Esse sapato nem é meu. –Ela tentava tirar a mão da Helen de seus cabelos.
Helen: Tem razão. – Ela soltou o cabelo da Lua e a fez cambalear pra trás. Segurou o queixo da Amanda. – E você, piranha analfabeta? Foi tu que esteve nesse quarto com o meu filho? É melhor me falar a verdade.
Amanda: Não sou ana-analfabeta. – Ela gaguejou ao falar e a Helen caiu na gargalhada.
Helen: Tô vendo. Mas responde a droga da minha pergunta.
Amanda: Eu não! Olha o tamanho desse pé. Não cabe nem no meu dedão.
Helen: É... – Ela soltou o rosto da Amanda e olhou pros nossos pés. Foi na direção da Bruna. Apontou o sapato na cara dela. – Isso por um acaso é seu? – Ela não respondeu nada. Estava com os braços cruzados. Acredito que estava tentando esconder as manchas que tinha no corpo. – Me responde, cadela. – Ela não respondeu, mas começou a chorar. Helen entendeu que o sapato era dela e puxou-a pelo cabelo.
Helen puxou com força o cabelo da Bruna, fazendo-a inclinar o corpo pra trás. Eu olhei assustada.
Helen: Eu não avisei que não era chegar perto do meu filho? Vagabunda, piranha, cachorra, nojenta. Prostituta. – Ela ofendia a Bruna e a Bruna não reagia. Só chorava. Eu não reconheci a Bruna. Achei que ela ia se revoltar e xingar a Helen. Era isso que ela faria antigamente. A antiga Bruna era corajosa e jamais aguentaria desaforo da Helen. Mas ela estava abalada. Com certeza, eram as drogas. A Helen estava brava e irritada com a Bruna ignorando-a.
Helen: Você não vai me responder, putinha? Não vai? – Ela jogou Bruna no chão e ela caiu de joelhos. Helen tirou o cinto que vestia em sua calça e mostrou pra Bruna. – Vai ter que apanhar pra me contar?
Guilherme: Mãe. – Ele disse firme. – Deixa ela em paz.
Helen: É só me explicar o que ela foi fazer no teu quarto e eu deixo a pobrezinha em paz. – Helen olhou pra Bruna e viu as manchas no corpo dela. – Que manchas são essas?
Manuela: Uma menina bateu nela, porque ela beijou um menino que a menina estava afim. – Eu precisava defendê-la. Helen não permitia também o uso de drogas. Ia mata-la se descobrisse.
Helen: Não falo que é piranha? – Ela bateu no rosto da Bruna.
Guilherme: Mãe, para. – Ele aproximou-se das duas.
Helen: Não chega perto. Eu não quero machucar você. Só essa vagabunda aqui. – Ela olhou pra Bruna novamente. – Anda, Bruna. Me fala, por que você estava no quarto do Guilherme? Anda. – Ela berrou. A Bruna chorava e soluçava. Helen dobrou o cinto e ameaçou de bater nela. Ela ia realmente bate-la, mas eu não podia deixar isso acontecer. Não podia. Eu tinha deixado o sapato lá. Não ela. Ela não merecia isso.
Manuela: Fui eu. – Eu gritei e a Helen me olhou muito brava.
Helen: Foi você o que?
Flávia: Cala a boca, Manuela. – Ela disse no meu ouvido.
Manuela: Eu estive no quarto do Guilherme. – Helen empurrou a Bruna e ela caiu no chão. Andou na minha direção com um olhar estranho e segurou o meu queixo.
Helen: Foi fazer o que exatamente lá? – Ela me tratava diferente. Eu era a garota que mais dava lucro pra ela. Mas se eu desse um passo em falso agora, ia perder toda a "moral" que eu tinha conseguido com ela. Merda.
Manuela: Faz tempo, Helen. Ele estava mal depois da festa e eu queria ajuda-lo. O salto estava me machucando e eu deixei lá. A Bruna não tem nada a ver com isso. Ela só me emprestou o salto. Eu juro. – Disse com calma, pra ver se Helen acreditava em mim. Ela segurou na minha garganta e apertou com certa força. Me deixou sem ar.
Helen: Por que será que algo me diz que você está mentindo pra mim?
Guilherme: Ela ta ficando sem ar, mãe. Solta ela. – Ela me soltou.
Manuela: É a verdade. Eu juro.
Helen: Vou te dar um voto de confiança. Mas é o primeiro e ultimo, Manuela. Se eu souber que isso é mentira. Tu ta ferrada comigo. Isso aqui foi só uma amostra grátis do que eu sou capaz de fazer. Não se metam com o meu filho. Ele não é pro bico de vocês. Putinhas. – Ela terminou de falar e me soltou.
Eu senti um ódio enorme ao ouvi-la. Minha vontade era de pular no pescoço dela, mas me controlei. Ela saiu da sala e foi pro quarto dela. Nós corremos socorrer a Bruna, que continuava jogada no chão.
Manuela: Tu ta legal?
Bruna: Tô com enjoo. – Ela botou a mão na boca assim que terminou de falar. Flávia e eu a levamos pro banheiro e ela vomitou horrores.
Guilherme apareceu no banheiro e tentou ajudar.
Guilherme: Manu. Flávia. – Nós olhamos pra ele. – Posso ficar sozinho um pouco com a Bruna? Tenho que bater um papo com ela. Eu ajudo ela aqui. – Assentimos com a cabeça e saímos do banheiro. Eu desejei ser uma mosca pra saber o que eles iam conversar. Flávia e eu voltamos pro quarto e eu fiquei inquieta.
Flávia: Se aquieta, Manu. Eu hein...
Manuela: Não dá, amiga. Tenho que arranjar um jeito de acabar com a Helen, sem que o Guilherme fique com raiva de mim.
Flávia: Missão impossível. A mãe dele é um monstro, mas pra ele, ela é a mãe dele. Não importa o quão mal ela faça pra nós. Ele a ama e tu se metendo com ela, vai perder o amor dele.
Manuela: Eu sei disso, amiga. Mas deve ter algum jeito. Essa mulher tem que ter algum segredo, alguma coisa que a desmonte perante ao Guilherme.
Flávia: Tipo?
Manuela: É isso que eu vou descobrir.
Flávia: Como?
Manuela: Tu vai ver. – Disse empolgada. Ela me olhou estranho.

 


Notas Finais


Estão gostando?beijos;)


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