História Protecting the Healer - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Cookie_do_kook, Cutie_a, Kookv, One-shot, Taekook, Vkook, Wings
Exibições 150
Palavras 2.272
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - I don't care about your broken wings


" - Deus, eu sei. Eu sei que isso é proibido, eu sei que isso é um pecado grande, mas por favor, eu peço misericórdia desse anjo, e não me mande para o inferno.

- A única forma da qual você não ir para o inferno, é largar a vida eterna. Tu tornaras em um humano, com sabedoria e alma de um anjo. Cuidará de Jeongguk com teu amor e outro anjo cuidará de Jeongguk com as asas.

- Eu aceito, meu Deus."

 

Trimm.

Aula de Química, e sabe um motivo para eu amar aulas de Química? Jeon Jeongguk.

Eu não entendo o porque de Deus não ter retirado minhas memórias de quando um dia eu fui aquele quem protegia o mais novo de cima, mas eu o agradeço eternamente por isso. Eu não me imagino chegando aqui desorientado, e se eu não achasse mais o garoto?

Graças a Deus, não é o caso.

- Bom dia Taehyung. - Jeongguk me desejou, sorridente. - Como vai?

- Bom dia. - Rio de mim mesmo. - Estou bem, e você?

- Estou bem, por enquanto. Ainda não começamos com os deveres de Química. - Riu. - Você vai me ajudar, não é?

- Eu sempre ajudo, não ajudo? - Falo pegando minha apostila de química e colocando em cima a mesa. - A primeira vez que te vi não pensei que fosse tão desastroso em química. - A primeira vez que eu te vi você, você era um feto, literalmente falando.

- Quer me ofender me diz que eu sou ruim em esportes, você só disse a verdade agora. - Jeongguk rebateu. - A primeira vez que eu te vi não pensei que fosse tão abusado.

- Eu não sou abusado. Eu sou abusado com você.

- Quem deixou?

- Eu, porque eu sou abusado com você.

- Meninos, eu vou entender que vocês já sabem tudo da matéria. - A professora ralhou lá da frente, fazendo todos olharem pra gente. Desde quando ela está na sala?

- Mas eu sei, professora. - Sorrio de lado.

- Quer ensinar aqui então, Taehyung? - A professora esbravejou.

- Quanto eu vou ganhar com isso? - Respondi.

Meu Deus, eu jamais pensaria que eu em forma humana seria tão abusada.

- Taehyung, está afim de sair de sala?

- Não. E nem deve fazer isso, eu só estou respondendo suas perguntas. - Rebati mais uma vez. Eu tenho que parar com isso.

Jeongguk riu ao meu lado e a professora simplesmente revirou os olhos, prosseguindo com a matéria. Taehyung wins, teacher.

Ok, pai amado, desculpa pelos pecados de agora, mas ser humano é mais difícil do que pensei. Eu jamais pensaria que é tão difícil ir contra os instintos na minha vida. Será isso causado por Lúcifer ou é apenas algo da alma? Minha alma sempre foi assim ou é algo que veio com o pacote?

- Eu queria ver se ela fizesse você ir lá para frente mesmo, eu ia rir de você.

- E eu da professora. - Olhei para Jeongguk. - Eu realmente já sei a matéria, estudei ela em casa.

Jeongguk sorriu.

- Taehyung, Jeongguk, para fora de sala, agora! - A professora falou alto.

Merda!

Jeongguk se levantou com um sorrisinho de lado, não parecia se importar muito, apenas pegou seus materiais e me esperou fazer o mesmo, para só então seguirmos até a coordenação. Lá levamos anotações e fomos mandados para a biblioteca, onde passaríamos o restante das aulas de hoje.

- Jeongguk, me desculpa por ter feito a gente sair de sala. - Falei baixo. - Eu deveria ter ficado quieto.

- Não há problema. - Riu baixo. - Não é como se já não tivesse acontecido isso uma porrada de vezes comigo esse ano. Só química que ainda não tinha ocorrido, mas não é problema.

- É sim, você não é bom na matéria, perdeu as aulas... - Comentei. - Você não quer ir lá pra casa hoje estudar? Eu posso te ensinar.

- Não perca meu tempo comigo.

- Não é perder tempo. Eu vou passar a tarde enfiada em livros de qualquer maneira, com você lá será mais descontraído.

- Se for assim, tudo certo. - Sorriu.

- Podemos depois das aulas direto, minha casa fica aqui perto, da para ir a pé. - Dou um sorriso. Por algum motivo eu sentia um ótimo pressentimento para a tarde de hoje, e uma sensação esquisita era sentida por mim. Seria aquilo a famosa expressão "borboletas no estômago?"

[...]

- Espero que eu tenha arrumado a casa antes de dormir ontem. Sinceramente, eu não me lembro. - Comento abrindo a porta de minha casa, fazendo o outro rir. - Bem vindo à minha casa e sinta-se a vontade. - Abro a porta, entrando e retirando meus sapatos, só entrando de fato quando o moreno fez o mesmo. - Antes de começarmos a estudar podemos almoçar, o que acha?

- Para mim tanto faz, na verdade. - Riu.

- Certo, vamos para o meu quarto. - Falei chamando a atenção do moreno que observava o ambiente, seguindo para o cômodo, onde deixamos nossas mochilas. - Quer uma roupa emprestada? Ficar com esse uniforme aqui será desconfortável. - Falei abrindo meu guarda-roupa e escutando o moreno falando novamente uma resposta não fixa. - Pode ser que fique um pouco justa eu acho. Você parece ter um corpo mais forte que o meu. - Falei entregando uma muda de roupas para Jeongguk.

- Repara muito em meu corpo, não é Taehyung? - Jeongguk falou em um tom divertido.

- Não tive nem como. - Ok, isso é mentira, mas Jeongguk não pode saber disso. Não agora.

Jeongguk que já estava sem seu terno e gravata, retirou a blusa rapidamente.

- Pronto, agora teve. Eu sou um deus grego, pode falar.

- Um ego inflado também. - Ri. Ri de nervoso, mas ri.

- Obrigado. - Vestiu a camisa que dei, e como pensado, ficou um pouco mais justo em seu corpo do que no meu. - Tu é bem magro né.

- Sedentário é a palavra certa. Diferente de você, eu não pratico esporte algum, então não tenho músculos. - Me explico, voltando a meu armário e pegando uma muda de roupa para mim. - Irei me trocar no banheiro.

- Não precisa ficar intimidado com meu corpo, Taehyung. - Jeongguk comentou rindo. Ok, eu não to intimidado com meu corpo, eu to intimidado com as perguntas que você irá fazer se vir as minhas berrantes cicatrizes nas costas

- E você não precisa deixar tão obvio que me quer ver nú, Jeongguk. - Rebati com um sorriso vitorioso, e o melhor foi ver as bochechas do Jeongguk rubras após meu feito.

Bingo.

[...]

- Então isso que é eletroquímica? Por que quando você explica eu entendo e com a professora não?

- Porque eu sou sobrenatural. - Me desculpa a piada ruim, Deus.

- Nossa Tae, você ta sendo um anjo pra mim, obrigado. Se eu entendi bem mesmo a matéria acho que posso tirar notas melhores. - Ainda bem que estou, mas já se foi a época. - Quero retribuir isso... Tem alguma matéria que você tem dificuldade?

- Pra ser sincero, no momento não estou em nenhuma. - Sorrio.

- Nerd.

- Sou mesmo. - Rio. - Você acha que eu estudo pouco? - Pergunto com um sorriso.

- Achava. Você não tem jeito de gente que fica o dia todo enfiado em casa estudando.

- O que seria jeito de gente que fica o dia todo enfiado dentro de casa estudando? - Pergunto rindo. - Eu não conheço muita gente aqui, então só faço coisas diferentes quando me chama pra fazer algo diferente ou quando é final de semana.

- Em falar nisso, onde você morava antes de se mudar pra cá?

Me engasguei. Aquilo era totalmente inesperado pra mim. O que eu responderia agora, afinal? "Eu vim do céu, literalmente."!

- De um lugar bem distante. - Agora é rezar pra ele não perguntar.

- Não quer falar sobre? - Amém.

- No momento é melhor não. Talvez um dia eu te conte.

Jeongguk sorriu.

- Certo.

[...]

Meses se passaram, Jeongguk e eu não éramos mais apenas companheiros de estudo, mas companheiros de tudo. "Você viu hyung? Lançou aquele filme, vamos ver juntos!", "Jeongguk, vamos fazer uma maratona de série na minha casa?"; sempre arranjávamos algo para fazermos. Sempre.

E por mais contente que eu possa ficar que tudo esteja dando certo aparentemente, eu fico com um peso na consciência a cada pergunta que o mais novo faz a mim e eu não posso ou consigo responder. Sabe, é muito estranho para um mortal entender isso. Nem eu mesmo entendo tudo o que se passava no céu!

Ah, tanto faz.

Verifiquei se não tinha ninguém no vestiário, queria um momento sozinho. Pensar sobre o que fazer exatamente. Se quando eu já estava com minhas asas cuidar do Jeon era tentador por estar apaixonado, agora era mais tentado por estar apaixonado, ser próximo e também por algo que eu descobri  - e eu me senti nas portas do inferno por isso - que é o amor carnal. Eu não pensei que fosse tão difícil, mas quando Jeongguk está saindo de seus treinos pesados, Meu Deus! Onde é que eu vim parar?

Escutei um barulho vindo da porta. Esta foi trancado.

Jeongguk apareceu no meu campo de visão.

- Calma, sou só eu. - Ele riu. - Eu percebi que você quer privacidade, então tranquei a porta, não precisa se assustar. - Sorriu, passando sua mão pelos cabelos seus encharcados pelo suor. - Estou aqui já a um tempo, está bem inundado em seus pensamentos. - Jeongguk se aproximou de mim e ficou ao meu lado, se apoiando na pia assim como eu. - No que tanto pensa?

Engoli seco.

- Você é bem misterioso, sabe Taehyung. Está sempre pensando e sempre que faço perguntas sobre algo que envolve seu passado ou universo, você ou corta ou assuntou ou simplesmente fica quieto. - Percebi o seu olhar em mim. - Por que esconde tanto as coisas?

- Porque é incompreensível. - Encarei o garoto. - Sabe, você iria me achar louco, literalmente, eu tenho medo que te perca com isso. Não é algo que seja fácil de lidar, ou até mesmo entender. Nem eu consigo entender direito.

- Tem haver com a cidade que veio.

Eu ri fraco.

- Eu não vi de uma cidade Jeongguk. - Ele me encarou confuso. Meu coração estava disparado. - É muito maior do que pode imaginar, mas muito mais próximo do que pensa. - Suspirei. Jeongguk acariciou meu rosto com seu polegar e se aproximou.

- Não tem problema se não quiser contar. - Jeongguk sorriu, me roubando um beijo calmo.

Retribuí automaticamente ao tempo em que fechava meus olhos, muito entregue para simplesmente me distanciar e eu sequer cogitava tal ideia. O beijo rapidamente se intensificou, Jeongguk veio a minha frente, me sentou na bancada das pias; cortamos o ósculo nos separando minimamente, retomando o ar. Trocamos sorrisos e então Jeongguk veio de encontro ao meu pescoço, o mordiscando e chupando, o que me causou uma sensação incrivelmente prazerosa. 

- Tae... - Jeongguk sussurrou rente ao meu ouvido. - Eu posso prosseguir, certo?

- Não ouse parar Jeongguk. - Respondi.

No exato momento em que proferi a frase Jeongguk pegou a barra de minha blusa, a puxando para cima, retirando-a de meu corpo com grande facilidade. Parou com tudo o que estava fazendo e me encarou, tinha um sorriso que não era nem um doce ou seu sorriso irônico, ambos costumeiros, era uma expressão cheia de luxúria e eu por mais que não quisesse admitir, amei ver. Infelizmente não o durou muito, Jeon olhou atrás de mim, tocando parte de minhas coisas. Ah.

Jeongguk encostou em minhas feridas e olhou para meu rosto em seguida, expressava total confusão.

- Quem fez isso contigo Tae?

- O próprio Deus, Jeongguk. - Sorri. - Um anjo jamais deve se apaixonar pelo mortal em que está protegendo. Mas tudo bem, afinal, Deus não pensou em criar um mortal tão apaixonante. Acasos ocorrem.

Suas expressão conseguiu ficar ainda mais confusa e eu ri por conta de ser totalmente adorável.

- Eu não nasci aqui Jeongguk. Eu era um anjo, mais necessariamente, o seu anjo da guarda. - Me aproximei de seu ouvido, podendo falar mais baixo, afim de que ninguém escutasse nada, por mais que já não houvesse tantas pessoas na escola, hoje era dia de jogos, por isso do Jeon se encontrar tão suado ao entrar aqui no vestiário. - Mas eu fui um caso raro de anjo que se apaixonou, então Deus disse para eu te proteger aqui na terra, com meu... amor.

Escutei uma risadinha do outro, e senti medo por um momento. Ele riria de mim agora?

- Você é amável demais, Tae. - Jeongguk segredou. - Não vou te dizer que isso é fácil de lidar ou acreditar, nem que não vou tentar ou desacredito em você. Mas sim que... Temos um assunto pendente e ele envolve muita proteção. - Contou, e eu senti suas mãos em minha cintura, em seguida uma mordida em meu ombro, o que me fez arfar. - Sempre soube que tua beleza era sobrenatural, só não pensava que fosse algo do céu. Me desculpe. - Sua voz já estava rouca. - Mas eu sempre tive fantasias pecaminosas demais para você ser apenas um anjo... 

- Mostre-as para mim Jeongguk. Eu farei cada uma delas.

- A primeira delas será curar suas feridas.


Notas Finais




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