História Protector - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Jane Foster, Loki
Tags Hentai, Lokane, Loki, Lokiejane
Visualizações 31
Palavras 2.637
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Battle Cry


Fanfic / Fanfiction Protector - Capítulo 17 - Battle Cry

Asgard não dormiu naquela noite. De longe, habitantes percebiam como o palácio estava mergulhado em caos, e que aquele caos havia se espalhado por cada beco, pequena casa e estabelecimento. Guardas reais passavam a todo momento pelas ruas de pedra, olhando com cuidado em volta, procurando algo que asgardianos não tinham muita certeza o que era, mas cochichos atravessavam cada canto.

— Jane Foster, a companheira de Thor, sumiu do palácio há dias. – uma mulher de aparência cansada disse para um ferreiro que trabalhava ali por perto. — Dizem que o rei Loki ordenou a morte imediata do responsável por isso.

Muitos outros diziam que Jane havia fugido da prisão que vivia desde que Thor havia morrido. Muitos sabiam que a humana estava morando no palácio desde então, e que Loki a mantinha cativa por motivos pessoais. Outros diziam que Loki a usara como desculpa para procurar possíveis inimigos entre asgardianos, e que a qualquer momento Jane apareceria. Muitas opiniões, poucas certezas. A única certeza que tinham era: o rei estava furioso.

Os que moravam no palácio haviam escutado até mesmo as conversas gritadas dentro da sala do conselho. Loki, por ser visto como discreto e até mesmo misterioso, surpreendeu a todos quando finalmente deixou escapar um pouco da sua raiva ao reclamar da guarda real.

Aquela raiva só havia ficado mais evidente quando o guarda que acabara de entrar na sala informara uma busca completamente inútil, Jane Foster não foi vista por ninguém em Asgard, e não tinham notícias e pistas que poderiam fazê-los chegarem ao paradeiro dela.

Loki, agora um pouco mais calmo, apenas assentiu e sentou-se na ponta da mesa, permanecendo calado, os olhos azuis em um ponto fixo do chão claro. Sif observou-o por um tempo. Nunca havia visto Loki daquela maneira, nem mesmo quando perdera o irmão, ou até mesmo a mãe. Provavelmente porque em ambos os casos ele não havia sido o responsável direto pelo controle da situação. No de Jane, era. Infelizmente o orgulho de Loki sempre foi um ponto fraco, e aquele orgulho havia sido gravemente atingido.

Ela esperou Fandral sair com a guarda, e aproveitou da ausência dos outros guerreiros — que estavam em uma busca incansável por Jane — para aproximar-se dele. Loki percebeu a presença dela, mas nada disse. Sif permaneceu calada por um tempo, até respirar fundo e dizer o que estava realmente pensando.

— Você se afeiçoou a Jane. – ela disse sem rodeios.

Loki finalmente tirou os olhos do chão e fitou a morena, um pouco cauteloso com o que havia acabado de escutar.

— Isso não é afeição. – ele retrucou, mas Sif pareceu não acreditar, e nem devia, ele estava mentindo e ela sabia disso. — Antes de morrer, Thor pediu para que eu protegesse Jane de todos os inimigos.

Sif não conseguiu dizer mais nada, não acreditava que aquela preocupação que preenchia o ambiente e tomava Loki aos poucos se devia ao simples fato de um pedido por parte de Thor. Não... Aquilo era muito maior que isso. Já não era segredo para ninguém que Jane fora vista algumas vezes saindo do quarto de Loki, e o moreno em nenhum momento havia negado aquele fato, conseguindo brigar até mesmo com Fandral quando o loiro dissera em alto e bom tom que não concordava com aquilo. Loki não era uma pessoa que se preocupava com a opinião dos outros, mas de alguma maneira a de Fandral fizera com que ele perdesse a paciência. Sif também não concordava, mas por achar que o relacionamento de Loki com Jane era apenas uma diversão passageira, pelo menos por parte do moreno. Porém, depois de ver a raiva explícita e o desespero velado que Loki se encontrava, percebera que aquele relacionamento havia tomado um rumo inesperado.

Loki permaneceu calado por um tempo, passando as mãos no rosto cansado e respirando fundo.

— Estou quebrando a única promessa que fiz ao meu irmão. – ele quebrou o silêncio do local.

— Sabe que está mentindo, Loki. – Sif deixou isso bem claro. — Sabe que isso vai muito além de uma promessa. – Ao ver que ele não ia responder aquilo, começou a caminhar em direção a porta. — Não se preocupe, vamos achá-la.

Sif saiu da sala do conselho, deixando-o finalmente só. Desde que Jane sumira, três dias atrás, Loki desejava ficar só. Sentia uma necessidade infernal de sentar em um canto e fechar os olhos, para abri-los logo depois e ver que tudo não havia passado de um pesadelo. Mas não, a realidade estava em frente aos seus olhos, mostrando a ele que Loki falhara, tanto em cumprir a promessa que fizera ao seu irmão, quanto como rei. Falhara com Jane também, visto que prometera que nada aconteceria a ela desde que ela estivesse sob sua proteção em Asgard.

E então, quando voltava de uma reunião, descobrira que alguém havia a arrancado de si, debaixo de seus olhos, e ele não percebera isso. Quase horas depois de Jane ter sumido, a nuvem que pairava sobre Asgard se distanciou, deixando com que o vento gelado e o clima agradável penetrassem por cada ruela daquele lugar, mas Loki nem ao menos tivera o prazer de enxergar isso.

Uma raiva incontrolada reinou em cada parte do seu corpo, e decidiu que não colocaria a confiança em ter Jane de volta nos guerreiros de Asgard e em Sif. Se tivesse que achá-la ele mesmo, ele o faria, nem que para isso tivesse que dizimar toda a população dos Nove Reinos.

 

[...]

 

Enquanto todos de Asgard dormiam exaustos pela busca por Jane Foster, Loki andava pelos corredores do palácio, saindo pelo portão principal e ordenando que ninguém o seguisse quando um dos guardas se aproximou com uma tocha.

— Quer que eu sele um cavalo, Vossa Graça? – um deles perguntou, e Loki apenas descartou essa possibilidade com as mãos.

— Quero apenas que abram o portão e fechem logo quando eu atravessá-lo.

Assim foi mandado, assim foi feito. Loki respirou fundo quando o grande portão fechou atrás de si, ele se deparou com uma Asgard quieta e silenciosa. Às vezes encontrava alguns trabalhadores que madrugavam em certos becos, outras alguns guardas que faziam a ronda pedida por ele. Decidiu por ser mais discreto e usou a magia para disfarçar a sua identidade, pois já havia atraído olhares nos poucos minutos que andou por ali.

Não sabia para onde andar, visto que seus guardas já haviam praticamente colocado Asgard de cabeça para baixo e não acharam nada. Mas de alguma maneira sentia uma necessidade estranha de fazer ele mesmo o trabalho que muitos já tinham feito, como se sua mente quisesse ter a certeza de que Jane não estava em algum lugar por perto.

Vagou por horas, olhando com atenção e cuidado as ruelas até mesmo dos lugares mais pobres de Asgard, vendo tabernas serem fechadas, os donos expulsando os últimos bêbados com um chute. Eles não dedicaram nem um segundo a mais da sua atenção, achando que Loki era apenas mais andante daquele local. Ele preferia desse modo, pois assim poderia escutar alguma conversa suspeita.

Porém, quando percebeu que a claridade começava a penetrar em cada beco, fazendo as casas ficarem mais visíveis, precisou admitir a si mesmo que não encontraria nada, e deu meia volta para voltar ao palácio. Foi quando uma voz sibilada chegou aos seus ouvidos.

— Loki Odinson. – ela disse. — Ou devo dizer Loki Laufeyson?

Loki já havia enfiado a mão por baixo do gibão, os dedos envolvendo o cabo da adaga enquanto os olhos perscrutavam o local, para depois lembrar-se de que estava com uma aparência muito diferente da sua real, e que provavelmente a pessoa que estava falando sabia disso. Sem conseguir se conter, virou-se, deparando-se com um homem de aparência midgardiana, se não fosse os olhos vermelhos e o conhecimento da origem jotun de Loki.

— Do que me chamou? – Loki perguntou.

— Apenas um tolo não consegue observá-lo por debaixo dessa magia. – o homem disse. — Nenhum asgardiano anda dessa maneira, imponente e segura de si. O seu sangue o trai.

Loki sorriu.

— Estou confuso, o meu sangue jotun ou meu sangue asgardiano?

O homem continuou parado, olhando fixamente para Loki, mas não respondeu à pergunta, e nem pretendia responder. Sabia que aquele rei era diferente dos outros, possuía uma sabedoria maior e um jogo de palavras perigoso. Não era conhecido como Deus da Trapaça por motivos tolos.

— Sei onde está sua humana.

Loki disfarçou no último momento o choque que sentiu ao ouvir aquelas palavras, mantendo a fisionomia impassível como se aquele assunto não o interessasse de fato.

— E quais provas tem disso, criatura? – perguntou, não tendo real certeza da origem daquele homem.

— Nenhuma, mas acho que está desesperado demais para arriscar a não ouvir minha proposta, certo?

Loki permaneceu calado por alguns minutos, e depois de um tempo, uma linha brilhante percorreu cada traço do seu rosto, fazendo com que o homem de origem desconhecida se surpreendesse quando o rei de Asgard tomou sua real forma. Agora fitava diretamente os olhos azuis, e entendeu porque os piores homens dos Nove Reinos o temiam. Com Thor, pensavam apenas na força física, mas aquelas orbes claras que o analisavam pareciam enxergar além, e continham uma maldade velada que dava calafrios a qualquer um.

— Estou escutando. – a voz de Loki soou fria.

O homem ficou um pouco mais calmo, sabendo que Loki não o mataria naquele momento, pelo menos até ter toda a informação para si.

— Venho como um mensageiro. Jane Foster é mantida refém em um cativeiro próximo a Asgard. – Ele conseguiu ver o interesse nos olhos azuis. — Posso dizer o local onde ela se encontra, com uma condição.

— Diga logo essa condição, criatura estúpida.

Ele estava perdendo a paciência, e o homem recuou um passo, temendo que a qualquer momento o moreno enfiasse a arma que segurava por debaixo da capa em seus olhos.

— Abra a segurança de Asgard para seus inimigos, e terá a humana de volta.

— Como posso acreditar nessa promessa absurda? – perguntou, visivelmente irritado.

O homem então abriu uma bolsa surrada que carregava, retirando dali uma capa de tecido esverdeado. Loki reconheceu facilmente sua própria capa, uma que usava antes de dá-la a Jane em uma noite estrelada, no pátio da biblioteca. Seu inimigo jogou a capa em direção a ele, que a capturou facilmente.

— Abra as fronteiras de Asgard, e ela será novamente sua.

Com isso, o homem deu as costas para ele, deixando-o só no meio da rua. Loki esperou-o se afastar, e voltou a se transfigurar, tomando a aparência de um asgardiano comum, antes de sair daquele local, levando a capa ao nariz e inalando o doce perfume de Jane.

 

[...]

 

— Definitivamente não.

Fandral retrucou quando Loki encontrou todos na sala do conselho e narrou o que havia acontecido fora do palácio de Asgard. Ainda segurava a capa que aquele homem havia lhe jogado, embrulhada metodicamente, os dedos longos conseguiam contorná-la por inteiro, e Sif percebia como ele parecia relutante em afrouxar o aperto, como se segurar aquela capa lhe desse a certeza de que Jane ainda estava viva.

Na verdade, todos naquela sala faziam aquela mesma pergunta, mas foi Sif que teve a coragem de questionar o rei.

— Loki, como pode saber que Jane ainda está viva?

Um silêncio desconfortável se instalou na sala, mas o moreno não pareceu muito preocupado com isso.

— Sei que está. – ele respondeu com convicção.

Poucos conseguiriam retrucar agora. De alguma maneira, Loki parecia estar dizendo a verdade.

— Tudo bem, vamos supor que concordemos com essa loucura. – Volstagg interrompeu o pensamento de todos. — Como poderemos ter a certeza que Jane será entregue a você quando abrirmos as fronteiras para todos os nossos inimigos.

Loki respirou fundo e esticou o braço.

— Com isso. – Jogou a capa na mesa, o tecido se desenrolou, cobrindo boa parte do tampo. — Ninguém entregará Jane. Eu irei até ela. – Ao ver que ninguém entendeu realmente o que ele havia dito, explicou. — Havia um segundo propósito quando aquele homem entregou essa capa, é um pertence de Jane, e isso irá me levar até ela.

— E você irá procurá-la enquanto nossos hóspedes estiveram invadindo seu reino? – Fandral questionou, fazendo uso da ironia em uma hora incomum. — Deve ter outro jeito.

— Não tem. – Loki disse. — E eu não estou pedindo permissão a ninguém. Já tomei a minha decisão.

Todos se entreolharam, mas depois de um tempo, acabaram concordando. Resgatar Jane poderia levar semanas, ou até mesmo meses, e depois da oportunidade que os inimigos deram, provavelmente a matariam ao verem uma possível recusa e as defesas de Asgard ainda fortes. Era loucura e Loki sempre tomava decisões com base no que desejava, mas nunca as tomou de forma tola, sempre sendo sábio no que fazia. Eles apenas desejavam que aquela decisão fosse uma delas, mesmo sabendo que ele a escolhia coberto de preocupação por sentir algo pela refém.

— Preparem a guarda e o exército de Asgard. – ele ordenou. — Vão precisar de atenção e força quando eu ordenar a abertura das defesas.

 

[...]

 

Caminhou pela ponte-arco-íris com a capa de Jane ainda em sua mão, sentindo um estranho vazio dentro de si. O que estava fazendo era loucura, e nunca imaginou que tomaria uma decisão daquela para resgatar alguém, principalmente alguém como Jane. Loki sempre soube que sentimentos enfraqueciam as pessoas, e o amor as fazia tomarem decisões tolas.

Respirou fundo, parando no meio da ponte e fechando os olhos, colocando os dedos longos nas têmporas e os apertando. Amor? Na certa não poderia dizer que aquele sentimento em específico regera sua decisão. Sentira amor por apenas duas pessoas em sua vida, que foram arrancadas de si pela morte. Não poderia ter mais uma tomada daquela maneira. Melhor, não poderia amar Jane, pois amá-la seria confessar fraqueza.

Mas o que era aquilo a não ser amor? Desespero? Orgulho de cumprir uma promessa absurda feita para seu irmão?

Loki decidiu não pensar nisso e voltou a caminhar pela ponte, encontrando a cúpula onde Heimdall o aguardava. De alguma maneira, o guardião parecia sempre saber o que se passava em Asgard, mesmo que ficasse longe da sala do conselho. Os olhos dourados lhe passavam calma, mesmo Loki não sabendo se Heimdall concordava ou não com aquela loucura.

Ele parou ao lado do negro, respirando fundo e fitando as estrelas que eram mais visíveis ali.

— Me pergunto a todo momento se o que estou fazendo é o certo. – ele confessou.

Loki nunca admitia incerteza em voz alta, e mesmo que todos soubessem que aquela decisão era um tiro no escuro, não haviam visto insegurança em nenhum momento na deliberação do seu rei.

Heimdall permaneceu calado por um tempo e depois apoiou-se na espada dourada, fitando com os olhos de águia as estrelas. Nem mesmo ele havia conseguido achar Jane quando fora capturada, e lembrou-se da época em que a humana sumiu de suas vistas, quando entrara em uma dimensão desconhecida e tocara o Éter. Onde quer que Jane estivesse, estava coberta por uma magia muito poderosa, e apenas um feiticeiro igualmente poderoso conseguiria achá-la.

— Admitir fraqueza não é uma decisão tola. Apenas os mais sábios reis conseguiram isso. – Heimdall disse em um sussurro, ainda observando as estrelas. — Apenas faça com que essa decisão valha a pena. – Os olhos dourados fitaram intensamente os azuis. — Traga Jane de volta, não por cumprir uma promessa feita há meses, mas pela necessidade de tê-la para si novamente.

Loki não respondeu àquilo, mas de alguma maneira ficou grato pela fé que Heimdall depositava em si, e por ele ser um dos poucos a atender o real motivo do seus desespero de ter Jane de volta.

— Abaixe o escudo, Heimdall. – ele ordenou. — E prepare-se para a batalha.

O guardião assentiu e Loki deu meia volta. Ao pisar novamente na ponte, percebeu a camada dourada que protegia Asgard descer. No momento em que ela sumiu completamente, a ínfima magia que emanava do tecido verde em suas mãos ficou mais forte.



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