História Protegidos — A lenda dos Sete - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Fantasia, Mistério, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Harem, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Pois então... À partir daqui a Historia vai mudar, tanto a narrativa como vai virar um pouco mais agitada.
Agradeço a todos que estão lendo ♡

Capítulo 4 - O tempo


Fanfic / Fanfiction Protegidos — A lenda dos Sete - Capítulo 4 - O tempo

           Vinte e cinco de maio 1860

 Eu nunca imaginei que conseguiria manter por tanto tempo nossa situação. Anthony vai completar quatorze anos daqui uns meses, acho que está chegando a hora de contar a ele sobre quem ele realmente é, mas quando vejo ele brincando nas árvores eu apenas perco a coragem de falar.

  Luca me mandou várias cartas durante esses anos, disse que soube que haviam outros protegidos na França e que os das virtudes estavam cada vez mais indiscretos, como se não tivessem mais medo de serem caçados ou de que sua existência fosse a tona novamente para as pessoas comuns. Isso é preocupante. Luca se arrisca de mais para conseguir qualquer informação sobre a aliança, a única coisa que me dá tranquilidade é que eu sei que quando ele precisar de ajuda ele vai me chamar.

— Cath eu to com fome — Anthony entrou na casa correndo e se sentou diante da mesa 
— Ah, mas um garoto desse tamanho já deveria saber fazer sua própria comida 
— É que a tua comida é bem melhor — Ele piscou e depois começou a rir
— Bajulador, mas vê se come logo porque eu tenho que ir à cidade hoje 
— Eu posso ir junto desta vez?
— Não, você sabe que eu preciso que alguém cuide da casa 
— Isso é injusto!
— A cidade não tem nada de interessante, agora se apresse e coma logo.

  Eu nunca mais levei ele comigo na cidade, Anthony começou a demonstrar seus poderes e eu temia que algum protegido ou caçador aparecesse e notasse. Eu prefiro não arriscar em expor ele. Sempre que preciso ir à cidade buscar mantimento ele me acompanha até no máximo o final da floresta onde ele fica sentado me esperando.

— Você sabe o que é para fazer, certo? — Fiquei apoiada na porta da frente olhando ele
— Não vou sair daqui até você voltar — Ele baixou a cabeça bufando
— Bom garoto 
— Mãe chata 
— Eu não sou sua mãe! — Eu não sei o porquê, mas toda vez que ele me referia como mãe eu perdia o controle, quando ele era criança começou a fazer perguntas do tipo “ se todos tem mães porque você não é a minha?”. Eu sempre desconversava para não tocar no assunto da herança familiar, a única coisa que ele sabia sobre os pais é que eles morreram na guerra.

— Eu sei, só estou brincando é engraçado ver como você fica vermelha quando te chamo de mãe
— Perdeu o direito de sobremesa 
— Chata!

            Vinte de agosto de 1860

  Hoje é aniversário de Anthony e também o meu, ele esta completando quatorze anos e eu trinta e dois, trinta apenas em numero, pois estou usando a pedra do tempo dês que eu completei vinte e cinco.

  Como faltavam seis anos para ele assumir o título da família dele eu resolvi dar um presente especial este ano. Consegui juntar um dinheiro e falei com pessoas certas e comprei um potro preto para ele aprender a cavalgar. De manhã eu fui acordar ele, mas como eu não sou muito certa da cabeça eu não ia simplesmente chamar ele, eu tinha que pular.

— Acorda aniversariante! — disse pulando em cima dele e fazendo cócegas 
— Sai de cima monstro!
— Como é que é? — O empurrei para fora da cama só com um pé 
— Sua louca!
— Que garoto mal humorado não nega ser — eu quase tinha dito da família dele 
— Não nego ser?
— Parente do seu pai 
— Ele era mal humorado?
— Tanto quanto você, se alguém fosse contra ele tinha que fugir para não apanhar.
— Ele parecia ser legal. 
— Será que o teu mau humor vai te impedir de ganhar um presente?
— Nada me impediria.
— Só se você ficar de bom humor 
— Vou tentar. 
Puxei Anthony até a frente da casa e estendi os braços.
— Você vai ter que procurar. 
— Isso é sério? — Ele me encarou indignado.
— Sim.

  Ele começou a analisar em volta, analisou cada árvore que conseguia ver.
 
— Não tem nada aqui — Ele exclamou impaciente.  
— Faz um esforço.
 
  Então ele ficou mudo, o único som que conseguíamos escutar era o do vento nas árvores até que um relincho cortou o silêncio. Anthony me olhou com uma cara assustada — O que é isso? — disse ele depois de ter seguido o som e encontrado um pequeno potro de pelagem branca.
 
— É um potro, um cavalo filhote 
— E o que ele faz?
— Você pode montar nele e passear
— Como faço isso?
— Observe. 
Fui em direção do potro e o puxei até Anthony. 
— E só tu colocar o pé aqui e subir 
— Tem certeza que é seguro? — Ele parecia apavorado.
— Claro! eu já fiz isso milhares de vezes.

  Anthony fez o que eu disse, eu pensei que de primeira ele fosse cair, mas ele conseguiu montar sem problemas.

— E agora?
— E só tu conduzir ele — Eu dei um tapa de leve no potro e ele começou a andar, claro que ele não conseguia conduzir direito ainda, mas com o tempo ele ia pegar o jeito.

  A noite ele tinha mais uma surpresa.

— Ainda tem mais um presente.
— Outro potro?
— Não! Leia está carta.

“ Anthony, eu sei que você não deve se lembrar de como eu sou, afinal você era só uma criança quando nos conhecemos. Eu ajudei Catherine à cuidar de você quando era apenas um bebê. Eu espero que ela fale bastante de mim, afinal está foi uma das promessas que ela me fez. Para comemorar o dia de hoje eu estou te enviando um par de espadas para você ficar mais forte e conseguir ajudar Cath.                                     Ps Boa sorte com a sua professora.”

 Em cima da mesa havia um pacote com estas tais espadas. Catherine olhava admirada para Anthony enquanto ele abria o pacote e seu queixo caia em surpresa.

— Elas são lindas!
— A menor é minha, suas aulas começam amanhã de manhã então é melhor ir dormir e se preparar para receber uma surra.
— Quanto amor — ele me abraçou e foi dormir.

Parece egoísmo mas se fosse por mim eu daria o colar do tempo com essa idade e deixaria ele assim para sempre, mas não seria justo com ele.

               Primeiro de novembro

  Todos os dias pela manhã eu ensinava Anthony como lutar e se defender, pela tarde eu o ajudava na montaria. Haviam se passado três meses dês que ele começou a ter aulas, mas parecia que ele praticava há anos. Ele já manejava a espada quase tão bem quanto eu, o problema dele era que ele não conseguia trapacear nas lutas então sempre acabava no chão.

— Isto foi injusto! — dizia ele logo depois que eu chutei o joelho dele. 
— Você tem que aprender que nem todo mundo é justo nesse mundo. 
— Como eu vou saber, as únicas duas pessoas que eu conheço e você e um cavalo que nem pessoa é — ele jogou com força a espada no chão e me olhou indignado.
— Tudo tem seu tempo.
— Por que você não muda?
— Como assim?
— Eu estou crescendo e mudando, mas você continua igual. 
— Um dia você também vai parar de mudar. 
— Quando?
— Quando você tiver vinte anos. 
— Depois dos vinte não crescemos mais?
— A gente não — Ele me olhou confuso.
— Então os outros crescem?
— Sim.
— Mas por quê?
— Um dia eu te conto, mas agora vá arrumar a bagunça que seu cavalo fez!
Esta ficando difícil manter em segredo quem ele realmente é e isso é um problema.

       Quatorze de novembro de 1865

  Eu sei que um dia você vai ler este diário Luca, então, saiba que cada vez mais esta sendo difícil de controlar Anthony. Já é a sétima vez que tenho de esconder o cavalo! Ele está usando Desculpas para se aproximar da cidade, eu não sei se vou conseguir evitar que ele vá lá por muito mais tempo.     

  Agora ele possui dezenove anos, esta com a voz mais grossa e com os cabelos em um topete, ele agora também tem a barba rasa.
Outro motivo que me deixa preocupada é por você não me mandar mais cartas, só espero que você não tenha sido capturado.

— Onde você o deixou?
— O que?
— Não se faça de desentendida 
Eu estava na beira do riacho caminhando.
— Isso é um castigo por você ter desobedecido — Virei o rosto na direção dele e fiz a melhor cara de deboche que consegui.
— Eu nem cheguei tão perto da cidade — disse ele ficando ao meu lado. Ele agora é mais alto do que eu.
— Vou fingir que acredito. 

Depois de ter dito isso eu acabei escorregando e caindo no riacho. 

— Meus parabéns Cath — Dizia Anthony rindo da minha cara.
— Vai se ferrar. 
— Calma deixa que eu te ajudo — Ele estendeu a mão, deu vontade de puxar ele, mas a água estava muito fria e eu não queria uma guerra nela.

  Após torcer os cabelos para retirar a água restante deles, observei Anthony me observar com certo desconforto, mas logo desviou o olhar. E só quando olhei para baixo descobri o que ele olhava: meus seios visíveis sob o tecido branco de minha blusa.

— Vou até a casa trocar essa roupa molhada. — murmurei com o braço sobre meus seios, impedindo que fossem vistos, e vi Anthony assentir ainda sem me olhar novamente.
Assim que finalmente entrei em casa me despi em meu quarto o mais rápido possível, tentando não demorar para voltar meus afazeres.
 
  Buscava um vestido simples em minhas roupas quando ouvi a porta ser aberta, revelando Anthony completamente atônito enquanto descia o olhar por meu corpo nu, e em um momento de completo desespero a única coisa que consegui fazer foi ficar completamente parada, encarando seus olhos através do espelho.

Sem dizer uma palavra ele saiu.



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