História Provar, Comer e Casar - Capítulo 20


Escrita por: ~ e ~TiaH

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Chef, Comedia, Hentai, Naruto, Sasusaku
Visualizações 1.545
Palavras 6.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!!!
Caraca, o que foi esse amor todo?
Vocês gostam de um capítulo grandão com cliffhanger, hein? oO ahsuahsuhausa achei que ia dar conta dos comentários, mas noooossa!! Muito obrigada mesmo pelo carinho! Vocês são sensacionais <3 Não sei se vou conseguir responder todo mundo, to tendo que escolher entre escrever e responder hhahahahaha espero que compreendam TT Me doi o coração!
Dedico ao pessoal que começou a seguir minha irmã no canal dela e deixaram seus comentários *-* Ainda não consegui os nomes de todo mundo, mas assim que eu tiver eu vou fazer algo especial para vcs *-* Para quem tiver interesse, vou deixar o link do canal dela nas notas finais ;)


Bom apetite ;)

Capítulo 20 - Escondidinho


Sasuke nunca agia por impulso, exceto se tratando de Sakura. E somar o quanto ela estava radiante, o abraço que o pegou de surpresa e o quão fodidamente ele estava apaixonado, deu um resultado surpreendente e impulsionado pelo sentimento.

Quando deu por si estava beijando-a na frente das câmeras.

 

 

Sakura estava feliz. Muito feliz. Quando o viu ao lado dela lhe olhando daquela forma, talvez orgulhoso dela, não reprimiu sua vontade e o abraçou. Era mágico estar entre os braços de Sasuke, tão certo que quando os lábio dele tocaram o seu, a única coisa que podia fazer era corresponder sem sequer pensar.

Até que a consciência voltasse, a música parasse de tocar e uma risada distante fosse o único som ali.

Desnorteada, um pouco afobada e ligeiramente assustada, ela se afastou e observou de olhos arregalados os dele se abrirem vagarosos e descontentes. 

Ainda com os braços sobre os ombros dele, ela engoliu em seco e olhou ao redor. Alguns câmeras desviavam os olhos para seus equipamentos, nitidamente constrangidos, outros olhavam sem remorso com sorrisos de provocação; algumas mulheres da produção olhavam encantadas, outras nem tanto.

Então olhou para Naruto, logo ao lado deles com a boca aberta assim como Konohamaru. Ela sorriu sem jeito tirando os braços ao redor dele, e ele largou sua cintura.

Então a última pessoa que ela queria ver bateu palmas. Kakashi.

Sakura estava morrendo de vergonha, sem saber direito o que falar e como consertar aquela situação inconsertável. Ao seu lado podia sentir Sasuke se movendo inquieto.

O diretor se levantou e olhou para os dois com as mãos na cintura. Foi um olhar demorado, ainda mais misterioso e sinistro com aquela máscara cirúrgica cobrindo metade do rosto.

— Ora, ora, ora. Eu estava esperando o dia que isso acontecesse, mas serei sincero em dizer que aguardava na final. Ia dar um ar mais dramático e recorde de público.  

— As câmeras?

Sakura segurou a respiração involuntariamente a pergunta de Sasuke. Olhou para as seis câmeras que estavam ali apontadas para eles. Um novo terror começou a apertar seu estômago.

— Infelizmente desligadas. — Kakashi levantou os braços com desolação.

— Obrigada, Deus! — Sakura colocou a mão no peito aliviada.

As consequências de um beijo televisionado ainda não havia caído sobre ela enquanto pensava nas inúmeras merdas que poderiam dar por aquele beijo, mas decididamente a exposição deles seria o maior dos problemas de longe. Agora nada parecia tão devastador, tão assustador.

— Vocês. — Naruto acusou baixinho olhando sem entender para a produção que era dispersada por Kakashi e para o casal.

— Bom, tô indo nessa. Até semana que vem — Konohamaru aproveitou a atenção em outros e saiu de fininho com a produção.

Sakura daria tudo para conseguir ir embora como ele, mas era nítido que aquilo não ia acontecer tão cedo.

— Cara, se isso vazar… — Naruto coçou a nuca olhando tristemente para Sakura.

Sakura apertou os lábios vendo a sua liberdade ruir até que esquecem eles. E depois desta forte demonstração de interesse entre os dois, sabia que ia demorar, ou que a pressão seria muito maior do que tudo o que já havia passado com os fotógrafos e pessoas perguntando nas ruas.

Como iria lidar com aquilo?

— Foda-se. — E Sasuke deu a resposta. Sakura sorriu surpresa para ele quando o braço do chef a abraçou forte pela cintura e encarou Naruto. — Eu não ligo para a porra do que pode acontecer ao programa, aos patrocinadores, à puta que pariu...

— Calma, Sasuke. — Sakura passou a mão pelo braço dele e escutou o bufar nervoso. Ela também estava, mas aquela não era a atitude certa a se tomar. — Se isso não sair daqui, nenhum de nós sai prejudicado, não é mesmo?

— Prejudicados não é a palavra certa. — Kakashi voltou ao cenário sozinho, os olhos quase fechados num sorriso escondido por baixo da máscara. Um sorriso que dava arrepios em Sakura, e um pouco de irritação. — Prejudicar é algo ruim, não vejo nada de ruim nesse relacionamento de vocês.

— Qual o seu problema? — Sasuke atacou com a voz grossa e a expressão afetada. Kakashi nem se abalou. Sakura colocou uma mão no peito dele o acalmando — Aquela merda toda que falou no camarim não importa mais? De repente se tornou interessante a nossa vida pessoal? — Sasuke apontou o dedo na direção de Kakashi enfurecido. Naruto entrou na frente erguendo as mãos e Sakura viu alguns seguranças ali perto olhando a situação. Ela quase tremia de nervoso, nessas situações seu corpo e mente não ajudavam, não quando era o próprio pescoço na reta. Sasuke soltou a cintura dela e balançou o dedo ameaçadoramente na cara de Kakashi que nem havia movido do lugar ou mudado a cara de desinteresse — Eu não gosto desse tipo de jogo, Kakashi. Eu vim para essa merda de programa para ensinar, e só isso vai ser ligado a mim enquanto eu estiver aqui. Entendeu? Se eu sair por aquela porta e minha vida estiver em uma vitrine, eu juro que você vai se arrepender.

— Calma, Sasuke. — Naruto estava com medo, colocando a mão no peito de Sasuke o afastando de Kakashi — Não vai sair daqui, mano. Fica calmo.

Sakura passou a mão na testa sentindo suor. Nem havia sido exposta ainda - até onde sabia - e já queria sair gritando. Ela nunca quis tanto que aquele programa acabasse logo, ter a sua vida de volta.

— Não controlo o que sai daqui —Kakashi respondeu dando de ombros e Sakura arregalou os olhos. Ela percebeu que Kakashi não tinha nenhum pingo da seriedade que ele havia tido no dia que conversaram no camarim. Apertou os olhos desconfiada — Eu não reclamaria se fosse vocês…

— Você nos manipulou — ela então acusou apavorada com sua própria conclusão. Naruto a olhou sem entender e Sasuke bufou passando a mão pelos cabelos e se afastando do grupo. Kakashi cruzou os braços e pendeu a cabeça para o lado esperando que ela continuasse. Sakura abria e fechava a boca sem acreditar, não sabendo se esganava Kakashi ou se saia correndo para longe dele — Você disse tudo aquilo esperando que isso acontecesse. Que a pressão imposta fizesse com que a gente tivesse mais problemas para esconder algo que nem existia!

— Achei que você já tinham algo — deu de ombros novamente — Falha minha.

Sakura colocou a mão na testa negando várias vezes com a cabeça e fazendo como Sasuke se afastando um pouco, e agora ela entendi que aquilo era para não pular em cima de Kakashi.

Naruto então pareceu compreender e abriu a boca com exagero, olhando de um para outro como se juntasse as peças do quebra-cabeça finalmente. Então parou o olhar acusador em Kakashi.

— Tudo pelo patrocínio! Seu grande safado!

E Sakura não acreditou naquilo. Naruto não sabia como mostrar insatisfação com alguém, aquilo era mais cômico do que sério, e Kakashi riu para comprovar.

— Vocês estão fazendo tempestade em copo d’água — balançou a mão com displicência — Não vou forçá-los a ver compreender o meu lado, mas compreendo o de vocês e por isso se medir o quão dramáticos estão sendo…

— Você é um grande filho da puta — Sasuke voltou a apontar o dedo na direção do diretor e Sakura cruzou os braços assentindo com a cabeça enquanto se enfurecia a cada palavra que saia da boca de Kakashi.

— Já me ofenderam mais. — Kakashi respondeu com calma.

— Vamos nos acalmar, ok? — Naruto interferia tentando ser a balança que ele sempre era, mas naquele momento até a cabeça dele poderia ser um alvo em potencial para Sakura e, certamente, Sasuke.

— Se eu ver câmeras atrapalhando o fluxo do meu restaurante, — Sasuke se aproximou mais uma vez e não se importou com Naruto entrando na frente de Kakashi — me seguindo e acabando com a minha paz, atormentando a minha família ou perseguindo Sakura e as pessoas perto dela, eu vou sair dessa merda. Eu não me importa com a porra do contrato, com a porra da audiência, com porra nenhuma, ouviu bem? Se você me ferrar, eu vou te ferrar.

— Não vamos ser burros, não é Kakashi? — Sakura disse por último dando um ponto final ao que Sasuke disse. Ela tinha intenção de parecer tão ameaçadora como Sasuke, e a engolida que Kakashi deu foi apenas uma das confirmações.

— Não sejamos precipitados — a risadinha nervosa de Kakashi foi o primeiro sinal de sua mudança de postura. Sakura estava cansada daquilo e queria ir embora conversar com Sasuke, nada que Kakashi dissesse iria arrumar as coisas.

— Não me testa, Kakashi — Sasuke desviou de Naruto e passou bem perto de Kakashi. — Não me testa.

Sakura sentiria medo se fosse Kakashi, por isso não se surpreendeu com a leve tremida que o diretor deu. Pensou consigo mesma que aquele cara de mau já deveria ter apanhado muito até chegar ali, de forma literal mesmo. Não havia como manter tanta passividade diante de ameaça física como Kakashi mantinha. O medo dele não eram os punhos, era a falta de audiência.

Ela ergueu o queixo na direção dele e quase não viu a mão de Sasuke estendida em sua direção, a pegou olhando diretamente para Kakashi, querendo desafiá-lo a fazer alguma coisa, a dizer alguma coisa. Mas o diretor só olhou e atendeu ao chamado de Naruto seguindo-o para fora dali pelo outro lado.

Sakura foi andando e pensando que parecia que nenhuma noite depois do programa ela conseguiria ter um noite tranquila de sono. Definitivamente não via a hora daquilo acabar. Era motivo de piadas para alguns, era fotografada sem consentimento por muitos, e tinha a vida invadida por todos. Aquilo não era bom, não era algo que ela escolheria para a vida dela se tivesse a oportunidade. Entretanto, não iria reclamar do todo, porque ali ela havia aprendido a cozinhar e ali ela havia conhecido Sasuke.

— Você está tremendo. Quer uma água?

E foi pensar nele que ouviu a voz baixa e ainda rouca por ter aumentado com Kakashi. Balançou a cabeça negando e desviou os olhos para o chão.

— Isso é uma loucura — ela sussurrou de volta para ele. Os dois ignorando completamente as pessoas nos corredores que mal disfarçavam a curiosidade.

— Não vamos fazer disso um problema.

— Não vamos. — ela respondeu sorrindo um pouco.

Ele não havia entendido o comentário dela, mas tudo se resumia ao sentimento que ela tinha ao perceber que andavam de mãos dadas pela primeira vez.

 

 

— Meu Deus, Sakura. Seria muita sacanagem se eu risse?

Sakura olhou para uma Ino risonha às suas costas com ódio e logo voltou para o almoço que preparava. Ino farejava o ar sentindo, inusitadamente, um cheiro bom.

— Você não sabe o pânico que fiquei. Acredita que na hora achei que ia ser demitida ou algo do tipo? — balançou a cabeça inconformada com ela mesma e Ino ria sentada à mesa de quatro lugares na casa de Sakura.

— Mas no fim o diretor até mesmo gostou e já imaginava que isso acontecesse? Eu sabia que não era a única que via toda aquela tensão entre vocês. — disse convencida enrolando a ponta dos cabelos loiros no dedo.

Sakura segurou um sorriso de costas para a amiga, fingindo que aquilo não lhe era tão prazeroso quanto queria mostrar.

— Aquele Kakashi é desprezível — Sakura se recompôs antes de ter o seu perfil visível para Ino enquanto colocava o macarrão para escorrer. Puxou a tábua de corte e os temperos que usaria no molho picando-os com exatidão. Ela nem reparava, mas Ino via só aí uma mudança muito mais que significativa em Sakura. — Sasuke por pouco não partiu para cima dele.

— Imagino. E o que é esse sorrisinho sádico, Sakura? — Ino cutucou vendo a amiga voltar a ficar  séria e concentrada com o que fazia, mas depois do flagra não havia muito o que disfarçar, então Sakura relaxou os ombros e pausou a faca na tábua olhando para Ino com o rosto sofrido.

— Ele fica muito gostoso bravo.

E Ino gargalhou.

— Você não está valendo mais nada, Sakura.

— Resolvi provar o café amargo e gostei — disse dando de ombros com um sorriso e voltou aos seus temperos enquanto Ino a olhava sem entender — Ontem ele queria conversar comigo, mas nós dois estávamos nervoso ainda e, sinceramente, não tínhamos muito o que conversar. Temos que ver como aquilo vai repercutir, enquanto isso continuamos do jeito que estamos.

Ino brincava com um palito de dentes que tirou do suporte enquanto via Sakura se calar para mexer na panela que faria o molho. Sakura estava inquieta, mesmo que tivesse controle sobre o que fazia, ela movia os calcanhares e parada em frente ao fogão e provava a toda hora o molho. Naquele momento se sentiu culpada, seria realmente um inferno na vida da Sakura se algo daquele tamanho viesse a público. Nem ela conseguiria afastar os curiosos como fazia quando Sakura não estava olhando. Não imaginava que aquilo ficaria daquele jeito quando inscreveu a amiga no programa, na hora havia parecido uma ideia engraçada, entretanto as coisas poderiam ficar tensas se a imprensa caísse em cima. Sakura não tinha ideia, talvez, mas o programa estava muito popular, e muito disso se devia à ela e Sasuke.

— Deixa eu te contar uma coisa agora — Ino quebrou o palito em dois e continuou quando Sakura soltou um som mostrando estar ouvindo —Você não foi a única que beijou ontem à noite e quase foi flagrada.

Sakura olhou para a amiga com os olhos arregalados e foi abrindo a boca junto de um sorriso.

— O irmão da Temari?

— Sim, o Gaara. — ela soltou os dois pedaços do palito e suspirou apoiando a bochecha na mão — Ele é tão… querido.

— Querido? — Sakura achou graça da expressão e voltou rindo para o seu molho — Você consegue ser melhor que isso, Ino.

— Ok, ele é tão lindo, tão atencioso, sabe? Ele tentou conversar comigo, mas a Temari parecia um gavião em cima da gente. Te juro que me senti adolescente mais uma vez. E Temari era meu pai.

— Ela tem um ciúmes daqueles irmãos. Kankuro ela não consegue controlar, mas o Gaara é como se fosse o menininho dela. — Sakura tentou defender rindo.

— Todos percebemos. — Ino rolou os olhos — Quando acabou o programa eu fui até o banheiro, aí quando fui sair ele estava na porta e me empurrou para dentro de novo. — Sakura riu surpresa e Ino começou a se empolgar — Ele foi tão doce, sabe? Ele tocou o meu rosto assim — ela deslizou a mão pelo próprio rosto sonhadora — e disse já perto de me beijar “Sonho com essa boca desde a primeira vez que te vi”. Se eu tinha alguma objeção, ela foi pela descarga. Agarrei ele e beijei sem dó.

— E ainda fala que eu é que não valho nada!

— Você não vale mesmo. Ah, amiga, eu não sei explicar — Ino disse manhosa escondendo o rosto entre as mãos — Ele faz algo em mim… consegue entender?

— Consigo. — Sakura garantiu preparando dois pratos.

— Só me faltava eu estar me apaixonando, é a minha cara me envolver com um cara fofo, me apaixonar e depois descobrir que é um babaca. Será que é coisa do meu signo?

Sakura riu colocando o prato com macarronada e molho vermelho com pedacinhos picados de carne assada e queijo parmesão na frente de uma Ino abismada.

— Gaara foi criado por Temari, acha mesmo que ele pode ser um babaca? Acho que coloco até minha mão no fogo por Kankuro.

— É, você pode ter razão. — Ino disse ainda de olho no prato. Pegou o celular que estava em cima da mesa e mirou no prato bem decorado — Isso está lindo demais, vai para o Instagram. — Sakura riu e enrolou seu garfo no próprio macarrão. Ino então ergueu o celular na direção dela e chamou sua atenção — Não, não. Olhe aqui e sorria.

Sakura levantou o prato nas duas mãos e sorriu abertamente para as duas fotos que Ino tirou. Não demorou muito para seu celular vibrar e ver uma notificação do aplicativo dizendo que Ino havia a marcado em algo. Abriu já sorrindo vendo como seu prato ficara mais bonito na foto do que ao vivo, e a segunda foto dela segurando o próprio feito. A legenda a fez olhar para Ino com descrença.

 

Colocar ela para aprender cozinhar foi a melhor coisa que já fiz! @SakuraH
#tabonitotagostoso #tompero #almoçonamiga #humilhamais #BdCSakura

 

— Você é uma palhaça. Você e a Tenten deveriam ficar longe das redes sociais enquanto eu estou no programa.

— Que nada. E viu, o que deu lá com o chef da Tenten? — Ino provou a primeira garfada e fingiu estar com medo somente para rir depois e fazer uma cara de aprovação batendo palmas. Sakura sorriu fazendo uma reverência.

— Então, eu não o vi depois. Rolou toda a confusão — ela suspirou mexendo no próprio macarrão — e sinceramente eu estava tão nervosa que nem sei se ele ainda estava ali ou se tinha saído com os outros.

— Entendi. — Ino falou de boca cheia e reparou que Sakura ficou estranha novamente, seu coração se apertou de culpa novamente. Estendeu a mão por cima da mesa e pegou na da amiga. Sakura ergueu os olhos para ela e Ino sorriu um pouco — Eu te coloquei nessa, e eu vou te proteger. Fica tranquila.

Sakura sorriu e soltou o garfo puxando as duas mãos para esfregar o rosto. Suspirou antes de olhar para Ino de novo.

— Na verdade a minha preocupação no momento passa bem longe da exposição.

— Ah é? — Ino enrugou a testa e pousou o queixo nas costas da mão atenta ao que Sakura diria.

Sakura ficou repentinamente agitada, as mãos não paravam quietas em um lugar e ela estava tentada a mudar de assunto. Aquilo era bobagem, ela dizia a si mesma em pensamento. Certamente Ino ia rir dela e faria papel de boba. Com certeza não era nada daquilo, estava somente exagerando, fascinada.

—Sakura…

Olhou Ino sem saber o que fazer. Mas somente a amiga poderia ouvi-la, ela pensava. Já haviam passado por coisa pior juntas, não era?

Pegou o garfo e enrolou uma porção de macarronada sem prestar atenção, apenas para ter onde desviar seus olhos caso seu rosto queimasse. Então soltou, quase arrependida:

— Eu acho que estou gostando mesmo do Sasuke.

E esperou a reação de Ino. Sinceramente esperava risos, um bufar que segurava a risada, um estalar de língua seguido de um “Nossa, que besteira”, esperava tudo, menos Ino voltar a comer e responder:

— Nossa, que novidade. Agora só falta saber quando ele vai se dar conta.

— Não fala isso — Sakura respirou fundo e sentiu o peso sair de seu estômago com a confissão. Ainda envergonhada, porém, com o quão óbvio aquilo estava aparecendo — Deus me livre ele saber que eu pense nele desse jeito.

Suspirou tristemente se lembrando do jeito que ele havia dito no programa que aquilo que tinham não era o que ela pensava. Com horror se deu conta que talvez ele já soubesse.

Ino bateu os dedos na mesa e balançou a cabeça terminando sua macarronada satisfeita. Olhou para Sakura com pena.

— Não estou falando sobre ele descobrir que você está apaixonada, mas sobre ele descobrir que também está por você.

Sakura quis rir como se fosse um grande absurdo.

— Você não tem nem ideia de nada, Ino.

Ino soltou um riso anasalado se levantando para se servir de mais macarronada. Rolou os olhos ao perceber a expressão cabisbaixa da amiga.

— Sakura, tem coisas que só não vê quem não quer.

 

 

Sasuke olhava a sua cozinha a toda no horário do almoço. A magia de tudo estar acontecendo com perfeição e pontualidade sem que ele precisasse chamar a atenção de alguém parecia incrível demais para ser real. Nenhum prato havia voltado, nenhuma reclamação de cliente, nenhum garçom aparecendo dizendo que exigiam a presença dele em alguma mesa.

Somente os cheiros e barulhos de panelas, a sua voz só sobressaltava quando chegavam os pedidos e ele precisava repassá-los para a equipe que atendia na hora.

Estava tudo andando perfeito demais. Dentro da ordem demais.

Eram duas e meia da tarde e o restaurante estava sendo fechado, tudo estava limpo, sem sinal de forças externas prontas para invadir seu negócio. Tudo calmo.

Olhava o celular depois de agradecer o bom trabalho de um dos cozinheiros que ia embora e enquanto esperava Naruto ali para irem à uma degustação juntos, foi a hora que se permitiu fazer isso depois de receber uma mensagem de Konan dizendo estarem reformando a casa e as fotos estarem publicadas para ele ver o andamento já que nunca sobrava um tempo para visita. Realmente ele não era muito de visitas, nem mesmo seu irmão, somente a casa dos pais que era algo quase sagrado para os irmãos.

Suas redes sociais eram todas bloqueadas, mesmo que os produtores do Batalha dos Chefs pedisse para ele disponibilizar o perfil para o público ou pelo menos criar um fanpage, Sasuke não atendia pelo fato de prezar mais que tudo pela sua privacidade. Havia inúmeros pedidos de amizade e solicitações para segui-lo no Instagram, todos ignorados sem remorso.

Haviam pouquíssimas coisas publicadas em suas redes. A maioria delas eram fotos compartilhadas por seus amigos e família onde ele também estava, Sasuke se limitava a comentar algumas coisas pelo seu perfil e compartilhar publicações de seu interesse pessoal que achava válido chegar a conhecimento de outras pessoas.

Em seu Facebook não havia como evitar que as pessoas o seguissem e ainda não sabia sobre a ferramenta que bloqueava a interação em suas postagens de pessoas que não era suas amigas. O número de notificações sempre o deixava irritado. Mas, no Instagram ainda tinha essa liberdade - ignorando as milhares de pessoas que pediam permissão para segui-lo e a caixa de mensagens abarrotada que ele sequer lia - e por isso era seu lugar favorito.

Sasuke seguia muitos chefs e restaurantes de seu gosto que publicavam fotos de seus pratos o inspirando. Naruto postava muitas fotos no estúdio, fazia chamadas para o programa e mostrava um pouco de sua família, todas as fotos tinham milhares de curtidas. Finalmente viu as fotos que Konan postou com uma legenda empolgada sobre as reformas. Itachi e ela seriam eternos namorados, sempre muito joviais e companheiros. Nas fotos eles passavam muito disso com tinta no rosto, sorrisos grandes e demonstrações de amizade sem precisar de textos e imagens que confirmassem o relacionamentos dos dois. Sasuke achava aquilo muito bonito, era algo legítimo na visão dele.

Intimamente ele invejava o irmão por ter alguém como Konan ao lado dele. Não propriamente pela pessoa em si, mas por ser o amor da vida dele e ter encontrado ela tão cedo. Sasuke percebia que quanto o mais o tempo passava, mais solitário ele se sentia.

Depois de muito tempo ele se sentia pronto para tentar mais uma vez. E foi uma foto em que Itachi aparecia sem camisa com a cicatriz da cirurgia bem aparente na lateral do corpo e o nariz sujo de tinta que Sasuke decidiu procurar o perfil de Sakura.

Obviamente que a curiosidade já havia batido e ele suprimira com o que chamou de “bom senso”, tentando não parecer tão íntimo. Mas os recentes acontecimentos só o deixavam com mais vontade de chutar tudo e ir de cabeça.

Ainda que não tivesse certeza do que ela pensava sobre tudo aquilo, ele tinha certeza do que queria.

O perfil dela era privado como o dele. Não foi difícil achar, aquele cabelo cor de rosa, o sorriso cortado ao meio pela câmera e o único olho verde visível, não eram características comuns. Hesitou um segundo antes de pressionar o dedo contra o botão de solicitação para poder segui-la e logo abaixo apareceram sugestões de pessoas que talvez ele conhecesse e de bom grado viu Ino no meio, clicou no perfil dela que era aberto, seguiu-a no mesmo instante e foi dar uma olhada nas fotos.

Ino era uma fotógrafa, ele descobriu com surpresa. E uma ótima fotógrafa. Na pequena bio de seu perfil havia um pequeno resumo de suas atividades, suas redes sociais e contatos, aparentemente ela trabalhava somente com fotografia. E eram belas fotografias. Cliques espontâneos e cores alegres, paisagens simples que passavam conforto, pessoas comuns que pareciam fazer parte de um tipo de intervenção fotográfica sorrindo todas com a mesma postura. Haviam também fotos em estúdios e com modelos, mas todas essas foram vistas depois, pois a terceira foto tirada naquele dia era de Sakura, a pessoa que ele procurava encontrar na rede social da amiga.

O sorriso surgiu sem que ele percebesse, os olhos passando por cada detalhe daquela foto que aquecia o peito. Sakura sorrindo com um prato de macarronada simples com uma apresentação acima do amadorismo. Havia algo na simplicidade do sorriso dela, do rosto sem maquiagem em que mostrava as sardas claras, no cabelo cuidadosamente desleixado e preso no alto da cabeça, na regata que mostrava delicadamente o colo dela. Havia algo naquela mulher que o fazia se sentir calmo, que fazia parecer muito mais linda quando natural, que havia o tirado da inércia. Ele não sabia que havia perdido as esperanças até que a conheceu e tudo voltou com mais força.

— Finalmente um sorriso nessa cara —  Suigetsu surgiu de algum lugar puxando a cadeira em frente a que Sasuke ocupava no restaurante vazio.

Sasuke fechou a cara na hora, completamente constrangido internamente e por fora apenas mal humorado na visão do subchef que se distanciou um pouco como reflexo.

— O que ainda faz aqui?

— Esqueci as chaves de casa — o rapaz sentou-se mais à vontade e começou a cutucar um dos enfeites de mesa que estava sem flores.

Para alguém que havia somente ido atrás da chaves, Suigetsu estava sem pressa nenhuma, pensou Sasuke. Sabia que tinha algo ali. Suigetsu deu uma de suas risadinhas imbecis e balançou a cabeça como se tivesse pensado em uma piada muito boa, e pelo olhar que lançou a Sasuke em seguida, a piada era ele.

— Tive pena do pessoal da cozinha hoje.

E Sasuke odiava aquela mania de Suigetsu esperar que alguém pedisse para ele continuar algo que não dava para deixar pela metade em uma conversa civilizada. Sasuke cruzou os braços por cima do peito, impaciente, e o viu o sorriso de Suigetsu aumentar. Ele queria atenção, e aquilo não era algo novo.

— Sabe, deveria pegar mais leve. Não sei o que está pegando na sua vida, mas estava todo mundo com medo de fazer qualquer coisinha errada e ser mandado embora. Isso é tortura psicológica, cara.

Sasuke franziu as sobrancelhas sem entender. Esperava algo mais idiota indo de Suigetsu e não um papo daquele. Percebeu que Suigetsu não o olhava, talvez o jeito canastrão estava ali só por ele não saber agir de outra forma e se sentir confiante, até mesmo para falar algo sério como Sasuke.

O chef se inclinou na cadeira apoiando os cotovelos nos joelhos e cruzou as mãos olhando sério para Suigetsu.

— Explique isso.

Suigetsu pela primeira vez se sentiu incomodado. Olhou sem entender para Sasuke e logo em seguida soltou um riso breve e desacreditado.

— Essa tensão maluca já está ligada à você, né? Precisa relaxar, cara. — Suigetsu se tornou mais leve e gesticulava com as mãos — Sério, o clima estava muito pesado na cozinha, vai acabar perdendo cozinheiro desse jeito. É muito bom trabalhar para você, mas é um saco ter que lidar com seu mau humor.

Sasuke não era acostumado a ouvir aquilo no ambiente de trabalho. A primeira resposta que veio a sua mente era para que Suigetsu parasse de ser vítima, pois dentro de uma cozinha profissional a pressão era algo que fazia parte da rotina. Contudo, ele pensou melhor, e a culpa caiu com peso em suas costas. Estava estressado, ficou a manhã e o almoço inteiro esperando um merda de um repórter invadir sua cozinha a qualquer momento, seu celular começar a tocar e os clientes começarem a requisitá-lo mais que o normal. Nem dormir direito ele havia conseguido depois de virar tanto na cama tenso de ansiedade.

Sasuke suspirou e passou a mão pelos cabelos de forma um pouco bruta. 

Esquecia-se que havia muito mais do que somente os problemas dele, havia uma equipe inteira que o auxiliava e que provavelmente cultivavam uma imagem dele que não era tão saudável. Ele levantou-se da cadeira e bateu no ombro de Suigetsu duas vezes.

— Obrigado por isso. Vou conversar com eles a noite.

Suigetsu arregalou um pouco os olhos violeta como se na frente dele tivesse um extraterrestre. Normalmente, Sasuke iria discutir e negar até o fim com sua ferrenha teimosia.

— Levou um pé na bunda da aprendiz gostosa?

Sasuke já havia passado por ele e iria para a cozinha pegar as chaves do carro pois já se aproximava o horário marcado com Naruto quando ouviu a característica voz debochada e irritante de Suigetsu.

— Vai se fuder.

Suigetsu soltou uma risada que mostrava estar relaxado e seguiu Sasuke até o armário dentro da cozinha onde deixavam suas coisas pessoais.

— Esse é o meu chefe. Até a noite. — disse rodando a chave que viera buscar no dedo e sorriu como se nada tivesse acontecido.

Sasuke não conseguia ficar bravo de verdade com Suigetsu. Naquele momento menos ainda, pois conhecendo-o como conhecia sabia que toda aquela encenação de se sentar na cadeira e os gestos de malandro foram uma forma ensaiada para falar com Sasuke e não levar esporro. Se até mesmo a pessoa que ele mais confiava ali tinha que tomar cuidado com o jeito que tinha que falar com ele, nem conseguia imaginar como os outros deveriam se repreender. Se achou um monstro, e aquilo não seria algo que ele se importaria em outro momento, mas estava incomodando-o.

Talvez ele estivesse ficando mole demais.

 

 

Sakura fechou a primeira mala e olhou novamente a hora, já havia passado das onze da noite e Sasuke ainda não havia mandado mensagem alguma. Seu voo ia sair às seis da manhã com destino a cidade que seus pais moravam, havia avisado Sasuke que viajaria e desde então esperava o retorno dele. Depois de um tempo teve que ficar repetindo para si mesma que ele não tinha obrigação nenhuma. Talvez tivesse sido até mesmo um erro dar alguma satisfação para ele, não que ela enxergasse como uma, era mais como um aviso caso ele estivesse planejando algo…

Ela se jogou na cama gemendo de desgosto com ela mesma. Que complicação estava a sua cabeça.

— Não cansa de ser trouxa, Sakura? — perguntou para o nada olhando para o teto.

Ino não havia nem colocado dúvidas em sua cabeça, muito pelo contrário, deu força para o que ela estava sentindo e um nome: paixão. E o pior de tudo - Sakura se levantou desanimada para preparar a mala de mão - era que agora havia plantado uma sementinha de esperança de que Sasuke também sentia o mesmo por ela, e a resolução que parecia óbvia na cabeça de Ino, e assustadora na de Sakura, era que ela deveria dizer diretamente a Sasuke o que estava acontecendo. Na pior das hipóteses, ele iria ser educado e se afastar,  ou pelo menos era o que as duas queriam acreditar. Mas Ino seguia firme colocando a mão no fogo pelo chef.

Sakura não queria sofrer de novo, era um fato, então estava decidida a não acreditar em nada que não saísse da boca dele, e mesmo assim ainda ia ficar um pouco desconfiada… Feliz? Feliz! Mas com um medo de ser feita de palhaça mais uma vez.

Já havia ficado em um estado ridículo quando viu que ele havia mandando solicitação para segui-la no Instagram e Ino deu um berro quando ele a seguiu também, ela tinha que admitir que aquilo foi um pouco ruim, não que tivesse ciúmes da Ino, mas havia algo irracional em querer que ela fosse exclusiva de todas as formas.

E aí chegava a segunda coisa que martelava ela: Será que Sasuke saia com outras mulheres estando com ela? Os dois não tinham nada sério, mas era incômodo saber que poderia existir outras ao mesmo tempo. Preferia que ele dissesse, não iria continuar com ele se prestando à uma coisa dessas.

Percebeu estar irritada quando o vestido que colocaria na mala de mão mais parecia uma bola em suas mãos quando o celular tocou e ela voltou a realidade. Demorou muito para encontrá-lo no meio das roupas jogadas em cima da cama que havia colocado para tentar fazer combinações de praia e quase perdeu a ligação que deu um tranco no seu estômago.

Respirou fundo antes de colocar no ouvido.

— Boa noite, chef!

Sorriu quando ele respirou do outro lado da linha, aquele som fez os pelos de seu braço arrepiarem.

— Boa noite, doutora. Ocupada?

— Terminando de arrumar as malas, mas o celular está no viva-voz, pode falando. Teve alguém da imprensa atrás de você?

E assim que disse isso habilitou o viva-voz e colocou sobre a parte limpa da cama.

— Não. Naruto disse que não vai acontecer.

— Acho que sua ameaça fez um pouco de efeito. — não podia negar o alívio. Também não haviam ido atrás dela.

 Acho bom. Está sozinha?

A voz dele estava mais grave, um pouco arrastada, ela percebeu, e infinitamente sexy. Como ele fazia uma pergunta daquelas naquele tom? Entretanto, não parecia algo de propósito.

— Estou. E essa voz cansada? Está tudo bem?

— Está.

— Você precisa descansar, Sasuke. — ouviu a risada dele do outro lado e imaginou que ele diria algo sobre ela estar cuidando dele.

— Você é a segunda pessoa que me diz isso hoje. Eu estava quase sendo descarado e aparecendo na sua casa para dormirmos juntos.

Sakura pausou com a necessaire nas mãos e olhou para o aparelho com surpresa. Aquela parecia uma ideia muito boa.

Sasuke continuou com a pausa dela:

— Mas não dormiríamos, e eu preciso dormir e você viaja cedo.

Realmente, Sakura pensou com tristeza voltando a sua arrumação.

— Mas podíamos ficar conversando. Você me contaria como foi seu dia, eu contaria um monte de coisa inútil sobre o meu, nós dois íamos planejar o próximo encontro, dar uns beijos, eu mexeria no seu cabelo enquanto assistia a metade de um filme até que você dormisse e eu logo em seguida.

— Eu devia ter sido descarado.

Sakura riu e pegou o celular para ir até o banheiro ver se precisava levar mais alguma coisa de lá. Nem acreditava que havia proposto algo de casal e tido aquele retorno dele. Isso já aliviava um pouco o medo.

— E como foi seu dia? — a pergunta dele a pegou de surpresa. Sakura ouviu o farfalhar de tecido e um suspiro dele, imaginou que estivesse se deitando — Vi a sua macarronada, queria ter provado.

— Oh, não! Não gosto de cozinhar para você, me desculpa. — ela riu voltando para o quarto com um desodorante e jogando na mala. Sentou-se na cama com o aparelho perto do rosto com uma vontade doida de sorrir, e começou a narrar o que havia feito no dia. Havia resumido em dormir, treinar sem Temari kickboxing, cozinhar com Ino, assistir Chamas da Paixão em Blu-Ray, e vários nadas. — E você? Como foi no restaurante?

E Sakura nunca havia ouvido Sasuke falar tanto. Parecia até que precisava conversar sobre e ela se sentiu lisonjeada por ser a pessoa que ele escolhera para ouvi-lo. Ele contou sobre a conversa que teve com as pessoas do restaurante, sua equipe, que fez todos jantarem juntos para apaziguar o clima pesado e ouviu sobre o jeito dele de tentar mudar a forma como seus funcionários o viam.

— Você realmente precisa relaxar. — e por um segundo maluco ela pensou em chamá-lo para ir com ela. Mas se calou antes que fizesse, ouviu o suspirar cansado dele e um bocejo. — Melhor você ir dormir, mas saiba que fez um excelente trabalho.

 Obrigado. Você também fez. Vou dormir melhor essa noite.

E ela também ia. Conversar com ele - por quase quarenta minutos - havia deixado-a leve. Ia dormir com os anjos.

— Você volta na segunda, não é? — Ela respondeu que sim e a pausa que ele fez deu um gelo no estômago dela, então ele continuou — Quando voltar, podemos conversar sobre nós? Boa noite, Sakura.

Ela não iria dormir bem aquela noite.


 

 

betado por Milla e Mirys


Notas Finais


Canal da minha mana: https://www.youtube.com/channel/UCjH5pqCwwd0NkqYB0BAMnxA

hehehehehe vcs acham que as coisas vão ficar assim? hihihihihihihihi
Próximo capítulo digo qual o prato vencedor, vamos ter pais da Sakura, Tenten e Neji, Ino e Gaara, Shikamaru e Temari... e a conversa entre eles. Será que consigo trazer tudo isso ou vou mudar tudo na hora de escrever? hasuhaushausha Veremos nos próximos episódios ;)

Até mais meus amores <3


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