História Proxies do Slender : Amor Improvável ? [Repostada] - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lendas Urbanas
Personagens Personagens Originais
Tags Blood Painter, Fuga Policial, Hentai, Hoodie, Jack Risonho, Jeff The Killer, Masky, Nathan The Nobody, Proxies, Proxys, Romance, Slender Man, Terror, Ticci-toby, Yaoi
Exibições 39
Palavras 3.974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Na imagem é o irmão da Júlia, Rick. (imaginem a cicatriz na boca dele.)

Aproveitem o capítulo ! :3

Capítulo 8 - Acampando


Fanfic / Fanfiction Proxies do Slender : Amor Improvável ? [Repostada] - Capítulo 8 - Acampando

~ Visão do Narrador - Condado de Warren ~

São 11:34 e a perícia ainda está na casa do Doutor Mason, foram encontradas algumas pistas de quem possa ter feito tal brutalidade com uma pessoa tão querida e dedicada como aquele doutor. Austin passou a noite no hospital por ainda se sentir mal com o cheiro insuportável de antes, logo após aquilo foi levado por um policial e um investigador para dar seu depoimento sobre o caso :

- Quero que conte tudo.- Disse o investigador sentado na cadeira.

Estavam Austin e o investigador numa sala de interrogatório com outros dois policiais fazendo guarda do lado de fora, Austin estava trêmulo com o choque da noite passada, não esperava de forma alguma lidar com algo tão problemático e traumatizante em sua vida, era assustador. Ele respirava pesado, o investigador ainda o encarava com um rosto sério porém com um pingo de calma, sabia que aquele "garoto" estava com medo. Austin respirou fundo e com um pouco de gagueira e algumas lágrimas já descendo pela bochecha, ele enfim disse :

- E-E-Eu... Eu não... Eu não entendo como alguém pode ter feito aquilo...- Ele tentava controlar sua respiração mas era quase inútil - Ele era uma boa pessoa, preocupado com todos e ... E uma pessoa incrível !- Austin chorou um pouco mais, o investigador - Cujo nome é Ashton - o olhou com certa pena, de fato aquilo pelo que passava era horrível.

- Olha...- Ashton começou - Eu sei que essa situação é uma das piores pelas quais alguém poderia passar e que você não está em condições para falar nisso, mas sem nenhuma pista do que pode ter acontecido com ele ou com sua prima, não teremos como achá-la !- Ashton suspirou - Se tivermos alguma pista de quem poderia ter feito isso ou algo que pode ajudar a encontrá-la, a chance de a acharmos viva aumenta.-.

Austin concordou enquanto secava o rosto com um paninho que Ashton o entregou, ele se acalmou depois de uns cinco minutos enquanto tomava um café que Ashton lhe deu, ele precisava ficar acordado para o depoimento. Após isso ele enfim falou :

- Doutor Mason não era o tipo de pessoa que teria inimigos, ele sempre foi gentil com todos e um homem muito prestativo. Ele não era casado e pelo que eu saiba ele não tinha filhos ou parentes próximos... Quem o matou era extremamente frio, pois matar alguém tão... Tão bom assim é... É um monstro com toda certeza.- Austin olhava para as mãos com os dedos entrelaçados.

- Entendi...- Ashton disse enquanto anotava tudo em um caderninho - E quanto a sua prima ? Alguém em mente que possa a ter levado daqui ?-.

Austin pensou, não sabia de alguém que a pudesse odiar tanto a ponto de a sequestrar ou algo assim, apenas sabia que ela tinha um certo trauma de pessoas por coisas horríveis que passou no tempo de escola, algo agressivo... Mas, ela mudou de Cidade então quem iria a seguir até outro Estado apenas para a sequestrar ? Pensou em alguns nomes, mas todos irrelevantes.

- Eu realmente não sei de ninguém que poderia ter feito isso com eel...- Falou por fim.

Enquanto Ashton o olhava, reparou no rapaz, tinha pele branca e olhos claros como o verde das plantas, corpo malhado mas não muito musculoso, com os dreads que o deixavam com um ar de garoto hipster ... Bonito.

   Ashton desviou o olhar para a porta após ambos ouvirem ela ser aberta bruscamente, quem entrou foi um rapaz de pele parda, cabelos cacheados um tanto grandes e volumosos, corpo definido porém magro e com uma quase despercebida cicatriz escondida com maquiagem :

- Rick !?- Austin se levantou e abraçou o primo que tinha a mesma altura que ele, cerca de 1,78.

- Eu fui avisado do quê houve, não entendo, como isso foi acontecer !?- Rick chovara abraçando forte seu primo, ambos estavam eufóricos e quase chorando alto.

- Hey ! Isso é um interrogatório, não pode entrar assim aqui !- Ashton reclamou.

Rick se afastou de Austin e secou o rosto, encarou Ashton de forma séria e tirou do bolso um cartão o entregando para o loiro branquelo á sua frente. Ashton leu o cartão e olhou surpreso :

- "Detetive particular"? Voc--- Foi interrompido por Rick.

- Eu quero que me leve até o local do crime. Minha irmã está desaparecida e não vou descançar até encontrá-la !- Rick disse em um tom de voz autoritário.

Ashton, o loiro de cabelos lisos e longos presos em um rabo de cavalo, riu. Sua pele branca como seda combinava perfeitamente com os 1,85 de altura, juntamente com os olhos azul marinho por baixo do óculos de armação fina que se ajustava incrivelmente bem com o rosto másculo de lábios rosados.

- Não é tão fácil assim, esse caso é meu e não vou trabalhar com qualquer um. Se quer me ajudar de verdade, me diga tudo o que sabe sobre sua irmã e as pessoas com que ela falou nos últimos dois meses.-.

Ashton fez sinal para que os policiais que até o presente momento apontavam uma arma para Rick se afastassem, afinal, ele invadiu a sala e se estivesse armado (Não que o soubessem) seria perigoso para segurança de ambos antes. Rick sentiu uma pontada na tempora ao ouvir tal desaforo do investigador do caso, então Rick resolveu que ficaria calmo e respirou fundo antes que jogasse a mesa contra Ashton e o forçasse a levar até onde queria.

Rick deu seu depoimento contando detalhadamente tudo o que sabia sobre a irmã e Ashton anotou, cerca de duas horas depois, quando já haviam acabado aquela sessão de interrogatório, um policial entrou na sala em que agora estavam almoçando trazendo em mãos um saco médio com um machado laranja mecânico dentro :

- Ash, você tem que ver isso !- O policial disse.

- Mark, o quê é isso ?- Ashton colocou uma luva branca que pegara na bancada da cozinha e analisou o objeto - Aonde encontrou ?-.

- Na casa do Mason. É o machado que foi usado para esquarteja-lo.- Mark pegou um envelope e tirou algumas fotos de uma ficha com uma prancheta - Agora olha isso.-.

Mark mostrou a ficha para Ash que analisou lendo tudo, viu a foto, um garoto. Até esse momento Rick ainda segurava a cabeça de Austin que vomitou o almoço todo ao sentir o cheiro de sangue no objeto.

-"Tobias Erin Rogers"... Já ouvi esse nome antes, não é o garoto que matou o pai e sumiu ?- Ashton perguntou incrédulo.

Rick que ouvia tudo quase teve um troço ao ouvir aquele nome, conhecia aquele garoto, sabia aquele nome decorado em sua cabeça :

- Também conhecido como "Ticci Toby".-Mark completou.

- Pode ser o mesmo garoto ?- Ashton perguntou mas foi interrompido por Rick.

- Impossível ! Ele morreu ! Não pode ser o mesmo, eu tenho certeza que não foi ele !- Rick disse chamando atenção.

- Você o conhece ?- Ashton olhou desconfiado.

- Conheço... Conhecia. Bom, estudamos na mesma escola, chamavam ele por esse apelido por causa da doença de Tourette dele.- Rick disse sério - Até hoje não acredito que foi ele quem matou o próprio pai, ele era burro demais para isso !-.

-"Burro"?- Ashton soltou uma risadinha com isso.

- Ele era atormentado por todo mundo. Eu não era amigo dele, ainda que fosse algo que eu quisesse, sabe, ele era de outro ano letivo e como eu já estava prestes a me formar nós não nos falávamos.-.

- Entendi ... Então no caso ele não seria mentalmente capaz de matar uma pessoa ?- Ashton pensou alto.

- Não exatamente...- Rick respondeu.

- Explique.-.

- Toby tinha bipolaridade, as vezes ele estava quieto chorando ou rindo pelos cantos... É possível que ele expresse a raiva dele de um jeito muito agressivo, sendo capaz de cometer alguma loucura enquanto sofre com esse distúrbio.- Rick completou.

- Entendi. Mark, leve o machado para a sala da perícia e procure digitais nele. Maverick, quero que me conte mais sobre esse garoto, me diga tudo o que sabe.- Ashton terminou saindo da sala acompanhado de Mark.

Austin foi levado até o banheiro da delegacia por Rick, eles ainda teriam um longo dia pela frente, dia esse que só ficava mais tenso a cada minuto.

--- Visão do Narrador - Em algum lugar na fronteira de Warren ---

Júlia já estava com as roupas secas, estranhamente o seu braço já não doía, percebeu isso pouco depois de sair da água e se trocar no carro.

Por fora ela parecia tranquila, como sempre, mas por dentro se sentia desesperada ; Tinha mais do quê a certeza absoluta de que estavam procurando por ela, seu primo e seu irmão, cujo eram extremamente preocupados e protetores com si. Tinha um plano em mente, algo perigoso a se fazer, mas teria que pelo menos tentar : Ligaria para Rick assim que chegassem em Hinds, faria com que ele não se preocupasse tanto com ela.

Conhecia bem a preocupação de Rick com si, ele sabia muito bem que ela poderia tentar suicídio de novo, como na última vez em que tomou todos os remédios cardíacos de uma vez só e ficou internada por quase um mês na UTI do hospital. Não que fosse fazer isso denovo, mas nunca se sabe.

Ela colocaria aquele plano em prática assim que tivesse a primeira chance. Viu que Toby estava voltando para o carro acompanhado de Jeff, que por um milagre estava sem aquele maldito moletom fedido a podre.- Amém - Hoodie que conversava com Masky olhando algo no mapa também já estava voltando para o carro.

Depois que todos entraram, Júlia se sentiu um pouco desconfortável com o fato da pessoa que ela mais odeia - Ganhando até da raiva que sentia de seu pai - estar sentada justamente ao seu lado. Masky quebrou o silêncio da viagem dizendo :

- Vamos passar os limites de Warren em exatos trinta minutos, eu não tenho como saber se tem policiais na divisa então Jeff e Toby, deixem suas armas em mãos e se caso virem alguém, atirem .-.

- Okay.- Responderam os dois ao mesmo tempo.

- Júlia, use isso.- Masky lhe entregou uma arma - Use se for preciso, está carregada.-.

- Não dê uma arma pra refém, ela sequer vai saber usar !- Jeff reclamou.

- Você tem uma boca muito grande, que tal analisar antes o que vai falar ? De fato, você não me conhece.- Ela engatilhou e travou a arma em movimentos rápidos.

- Sabe usar ? Posso ensin--- interrompeu Toby.

- É um revólver rossi m851, de aço inoxidável com as faces de madeira em cima e polido com bochechas de borracha em baixo. Foi criada na década de 90 por uma famosa empresa brasileira chamada "Amadeo Rossi", essa foi a maior fabricante de armas na América do Sul e baseada no designer da Colt...- Todos olharam assustados para tantas informações que ela descreveu da arma - Se é para defesa pessoal, tudo bem, ainda que a Rossi .22 seja melhor.-.

Todos continuaram olhando para ela, incluindo Jeff que engoliu em seco tudo o que ouviu.

- C-Como você...?- Hoodie perguntou.

- Eu já fiz aula de defesa pessoal, acaso esqueceu que eu tenho um pai psicopata ? Fiz aulas de tiro, sou expecialista em armas e se for o caso de precisar usá-las, o farei.- Disse a última parte com certa frieza na voz, algo falando por ela.

Todos permaneceram quietos, Masky soltou uma risada seca com todas aquelas informações, era irônico que uma enfermeira treinada para salvar vidas, também era treinada para tirá-las.

Já perto da divisa, todos já com suas armas em mãos - com excessão de Masky que dirigia - se prepararam para passar pelo posto policial á poucos metros. Masky parou o carro bruscamente no acostamento, pegando todo mundo de surpresa :

- O que vai fazer ?- Hoodie.

- Eu tenho um plano melhor do que atirar.- Masky olhou para Jeff - Me empresta a faca !-.

- O quê vai fazer ? Matar na facada?- Jeff.

- Quase isso.- Jeff lhe entregou a faca que estava escondida debaixo do moletom.

- O quê pretende?- Júlia perguntou com um pouco de medo.

- Vamos fingir um acidente. Toby, você é o único aqui incapaz de sentir dor, então comece a se cortar, vou descer do carro com a Júlia e chamá-los até aqui. Apartir daí Jeff e Hoodie fazem o resto.- Masky terminou sua explicação.

- Então ainda vamos matá-los ?- Júlia perguntou com um certo receio.

- Claro ! Eu não vou arriscar ser pego aqui, sem falar que estamos sem os documentos do carro e trocamos a placa, esqueceu ?- Masky suspirou cansado.

- Espera , então você quer que eu me corte inteiro pra nada ? Se vamos matá-los qual a diferença entre estar machucado ou não?- Toby perguntou incrédulo.

- Um corte que sangre já está bom, só precisa fingir que está morrendo, assim eles vão acreditar que estamos mesmo precisando de ajuda e nos liberar para passar mais rápido. E não esqueça que somos quatro assassinos com uma refém em um carro preto, quer parecer mais suspeito que isso ?- Hoodie disse.

- E a formiga aqui é enfermeira, logo ela costura você denovo.- Jeff disse completando.

- Vou costurar a sua boca se me chamar de formiga de novo !- Júlia ameaçou.

- Tente me impedir, coisinha.- Jeff provocou pegando a faca .

- Coisinha é isso que você tem dentro da calça e chama de pênis ! Aberração risonha !- Júlia já tinha uma veia saltada na testa, estava com raiva, detestava que a chamassem de baixinha, ela sabia que era, pra quê lembrar ?.

Jeff estava igualmente irritado, não gostava nem um pouco que o desafiassem, pouco menos se fosse uma garota que aos olhos dele era "abusada". Levantou a segunda faca (Essa ele guardava na perna da calça) e logo colocou no pescoço dela, que sendo rápida posicionou a arma em seu estômago, pouco mais pro lado dos rins dele :

- Que ótimo, eles vão se matar !- Hoodie suspirou pouco ligando pra cena.

- Jeff, solta ela !- Masky reclamou já do lado de fora do carro.

- Não me desafie, garota !- Jeff disse em tom ameaçador.

- Claro ! Contanto que você não me subestime !- Ela basicamente rugiu.

- Já chega vocês dois ! Que saco !- Masky gritou tirando Jeff de dentro do carro pela gola da camiseta - Para com essa merda !-.

- Hey, ahm ... Meio que vocês chamaram a atenção dos policiais , eles estão vindo pra cá !- Toby disse apontando pro lado de fora.

- Droga quatro olhos , só avisa agora !?- Jeff reclamou escondendo o rosto com a máscara cirúrgica.

- Quem está chamando de quatro olhos !? Se enxerga , torresmo branco !!!- Toby saiu do carro e empurrou Jeff contra a porta.

- Parem vocês dois, vão nos complicar mais se continuarem assim !- Disse ela saindo do carro também.

Os policiais se aproximaram mais e logo avistaram Masky com uma expressão de calmo, apesar de ser claro que ele pensava numa forma de matar aqueles dois :

- Algum problema aqui ?- Um dos policiais perguntou olhando para dentro do carro.

- Não é nada demais , apenas uma parada pra ...- Júlia pensou e logo teve a frase completada por Toby.

- Uma informação. Podem nos dizer que horas são ?- Toby estava com as mãos para trás , mãos estas que fizeram sinal para que Hoodie atirasse contra eles.

Foi rápido, Hoodie e Masky miraram na cabeça de ambos, acertando em cheio. Caíram mortos e mais uma vez Júlia sentiu aquele aperto no peito e uma vontade enorme de chorar ; Ela contribuiu para que duas vidas fossem tiradas, orou mentalmente para que fossem para um bom lugar.

Masky com ajuda de Jeff e Toby puxaram os corpos dos dois homens até o mato alto do lado da pista. Um homem era velho e deveria ter cerca de cinquenta anos de idade , já o outro por volta dos quarenta. O "velho" tinha em seu distintivo o nome Marshall e o outro Macintosh.

- Ótimo , o que faremos agora ? E se vierem procurarem por eles ?- Toby perguntou.

- Não vão encontrar esses dois , não vai sobrar nada.- Masky voltou ao carro e pegou no porta-malas uma pequena garrafa com óleo de motor e voltou até os homens.

Despejou o líquido sobre os corpos e pegou o esqueiro em seu bolso, acendeu um graveto e jogou por cima deles, tendo seus corpos consumidos pela chama vermelha. Jeff e Toby apenas observavam , pois Júlia e Hoodie estavam no carro : Ela se sentia péssima , enquanto chorava em silêncio pelo que aconteceu minutos atrás.

- Você é muito chorona, sabia ?- Hoodie perguntou enquanto olhava pela janela.

- Queria que eu comemorasse ?- Eu contribui para que dois homens morressem.-.

- Idaí ?- Perguntou seco.

- "Idaí" é que eu vou pro inferno ! Deus nunca vai me perdoar por ter feito isso !- Ela voltou a chorar com mais força.

- Entende garota, não existe céu e inferno. Já nascemos todos fodidos, de uma forma ou de outra nunca seremos felizes. E você já estava condenada desde que nasceu , pois nasceu para ser escolhida para uma vida eterna aqui.- Hoodie disse olhando para ela.

- Como assim ?- Perguntou sem entender.

- Vê essa marca na sua mão ?- Hoodie apontou e ela olhou - Isso é a marca da imortalidade, você simplesmente não morre.- Ele voltou a olhar para fora.

- Não é possível ! Todos morrem um dia !-.

- Mesmo, é ? Olhe bem pra mim, quantos anos acha que eu tenho ?- Hoodie voltou a olhar para ela que o observou alguns segundos antes de responder.

- 24 ?- Respondeu insegura.

Ele riu alto e olhou para ela com um rosto divertido antes de responder :

- Eu não tenho idade. Eu já morri.- Ele riu e ela continuou confusa.

- Explica.-.

- Eu morri faz pelo menos dez anos. Um dia, acordei na floresta com esse filho da puta. Timothy já me conhecia antes... Coisas do passado, você nunca entenderia.- Hoodie suspirou olhando para as mãos - Nós dois fomos ressuscitados pelo esguio, pelo menos eu, já que Tim apenas esqueceu de quase tudo que viveu antes, o que foi até melhor... Enfim, Slender nos marcou com isso e agora marcou você também. Você é uma de nós agora. Você é uma proxie. Somos os "humanos" mais dificeis de morrer no mundo !-.

Terminou de dizer tudo com uma voz melancólica, aquela marca, tudo fazia sentido para Júlia, só não entendia o porquê. Antes que pudesse perguntar mais alguma coisa , viu os três voltarem ao carro e entrarem em silêncio. Secou o rosto rápido e se arrumou no banco.

Quis perguntar o porquê daquela fumaça no meio das árvores e porque fedia tanto , mas resolveu apenas deixar aquilo de lado e seguir aquela "viagem" em pleno silêncio. No caminho , já em Hinds, por volta das cinco e meia da tarde , eles pararam perto de uma floresta escura e perturbadora. Jeff se pronunciou :

- É aqui. Vamos colocar as páginas logo.-.

- Eu sei o que temos que fazer.- Masky rosnou.

- Então porque está demorando ?- Jeff perguntou sendo cínico.

- Não me faça querer te largar aqui mesmo !- Masky disse elevando a voz , olhou Hoodie ao seu lado que já tinha as páginas em mãos - Vamos.-.

Saíram do carro, Masky, Hoodie e Jeff pois Toby estava dormindo e Júlia olhando pela janela os três entrarem no mato segurando lanternas que estavam na mochila de Hoodie. Olhou Toby que dormia tranquilo e deixou um sorriso se formar em seu rosto, simplesmente amava ver o jeito como Toby dormia, era como observar uma criança !... Criança de um metro e setenta com o rosto queimado e cheia de cicatriz.

Se aproximou do rosto de Tobias para vê-lo mais de perto, afastou o cabelo meio longo de cima dos olhos e passou as mãos de leve nas bochechas brancas que aos poucos ganhava uma cor rosinha. Toby era um rapaz perfeito, Júlia se imaginava nos braços dele, vez ou outra olhava pelo canto do olho para saber se ele a olhava também e se surpreendia que ele estivesse mesmo a observando :" Eu comecei a gostar de você primeiro!".

Essa frase rondava seus pensamentos, sabia que Toby não estava brincando, ele era sério quando queria, apesar de ter seus surtos e começar a ser irônico com algumas coisas. Ela se aproximou tanto de Toby que só percebeu o quão perto estava no momento em que ele se mexeu e quase encostou os lábios nos dele.

Ela basicamente pulou para trás tamanho foi o susto, ele começou a acordar e abaixou a cabeça na tentativa de disfarçar que não era ela quem estava com o rosto praticamente grudado no dele. Sorriu tímida quando ele a olhou e o mesmo devolveu o ato, se aproximando dela um pouco mais :

- Onde eles foram ?- Perguntou olhando em volta, já estava escuro mas não o bastante para que não percebesse que estavam na entrada de uma floresta.

- Foram espalhar as páginas...- Pelo menos foi isso que entendeu.

- Ah ... Pobre daquele que as achar ...- Toby disse ainda meio "grog" de sono.

Um silêncio constrangedor se fez no carro , o som das corujas e grilos nas árvores do lado de fora era ouvido nitidamente pelos dois. Toby agora já mais acordado , tomou coragem para começar uma nova conversa com Júlia :

- Então... Faz muito tempo que eles saíram ?-.

- Saíram pouco antes de você acordar, não sei se demorarão.- Disse enquanto brincava com os dedos.

- Júlia... Você se sente bem ? Aquele tir--- Ela o interrompeu.

- Eu já estou mmelho, Masky pediu desculpas e sem falar que foi acidental então não foi nada.- Disse rápido, mas de um jeito até "calmo".

- Você não devia ter feito aquilo. Pular na minha frente ? Se aquele tiro tivesse te acertado em um lugar mais perigoso, como o coração por exemplo, quem morreria sou eu !- Toby suspirou cansado - Eu ... Eu me p-preocupo com você, te ver machucada seria horrível.- Abaixou a cabeça assim que disse a última parte, pois se sentia ridículo em mostrar preocupação com alguém que gostava de seu "rival".

- Toby, eu fiz aquilo por que não quis te ver machucado. Ver você levar outro tiro seria preocupante pra mim, você é importante pra mim então eu me sentiria da mesma forma que você se descreveu.- Segurou a mão esquerda de Toby que estava no banco de trás do passageiro e beijou de leve a pele macia e estranhamente cheirosa - Não se preocupe comigo, eu sei me cuidar. Mas ainda assim, obrigada.- Sorriu gentil olhando nos olhos dele.

Ele não quis saber de mais nada naquele momento, já não podia aguentar ver aqueles lábios gordinhos e não beijá-lo. Em um movimento rápido, agarrou a cintura dela a puxando para seu colo e antes que ela pudesse ter qualquer reação, ele a beijou. Um beijo apaixonado por parte dele e confuso por parte dela.

Júlia estava com os olhos arregalados em um completo susto, não tentou se afastar já que nem entendia direito o que estava acontecendo ; Toby a beijava como nunca teria feito com outra garota antes - Nem poderia - em um longo selinho. Júlia enfim acordou daquele choque e fechou os olhos, aproveitou aquele momento enquanto segurava nos ombros dele. Toby aprofundou mais aquele beijo enquanto usava a língua, embora Júlia estivesse assustada por nunca ter dado um beijo de língua em sua vida - Sendo seu primeiro beijo na noite anterior - ela tentava acompanhar os movimentos. Precisaram de ar e separaram os rostos, encostando as testas uma na outra :

- Toby ...- Ela sussurrou entre lábios.

- Júlia ...- Disse em seguida, enquanto acariciava a cintura dela por cima do pano da blusa.

Os dois estavam queimando, algo dentro deles parecia ter ascendido conforme eles se beijavam e por mais estranho que fosse aquele sentimento de queimação, eles gostavam.

Continua.


Notas Finais


Até !!!


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