História P.S.: Eu te amo. (Camren) - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Drama, Harry Styles, Lauren Jauregui, Lucy Vives, Romance, Shawn Mendes
Exibições 170
Palavras 4.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Recado nas notas finais amores ♥ Boa leitura

Capítulo 10 - Chapter 8.


Na manhã seguinte não houve palavras. Camila não queria estragar a noite linda que tivera. As duas se aprontaram, e foram até o ateliê dela. Lauren vestia uma saia social, saltos, uma camisa azul turquesa e sobretudo. Os cabelos pretos hoje estavam lisos, contrastando com o verde clarinho que seus olhos estavam essa manha. Camila usava jeans, tamanco preto de salto, camisa e um casaco fofinho. Quando chegaram ao andar do ateliê, já tinha gente trabalhando nos corredores. As paredes estavam queimadas. Camila avançou entre os operários, tocando a campainha do ateliê. Lauren se surpreendeu quando ela pegou sua mão. Então a porta, carbonizada, se abriu. O rosto de Dinah, já tenso, se tornou furioso ao ver Lauren, que abriu um sorriso enorme e debochado pra ela, que rosnou, saindo dali. Camila apertou a mão dela, tomando coragem, e entrou no escritório.


Camila: Eu não quero ver. – Concluiu, olhando o carpete. Lauren olhou pra ela, e olhou em volta, avaliando as coisas. Dinah ignorava a cena. Harry examinava uma parede, dando privacidade às duas.

Lauren: Ei. – Pediu, e ergueu o rosto dela com um dedo. Camila se focou exclusivamente no olhar dela. Não queria ver tudo queimado, tudo acabado. – Eu tô aqui. – Disse, tranquilizando-a.


E porque diabo aquilo importava tanto pra ela?


Camila: Tudo bem. – Assentiu, e virou o rosto.


Não era tão ruim quanto ela pensara. Apenas a parede do lado da porta estava queimada. A mesa de Dinah cedera de um lado, e haviam papéis queimados por toda parte. Ela virou o rosto pro canto das telas, e gemeu.


Camila: Ah, Deus. – Disse, e se aproximou. Lauren fez uma careta engraçada debochando de Dinah, e se virou pra olhar Camila.


Havia pelo menos 4 telas dela ali, caídas, queimadas. Camila pegou uma delas, quebradas, e olhou.


Camila: Tinham mais. – Disse, olhando o chão, cogitando que o fogo talvez tivesse acabado com tudo.

Harry: Eu consegui guardar. – Disse, se pronunciando. Todos olharam pra ele, que caminhou até um armário do outro lado da sala, abrindo o armário, revelando diversas telas, intactas. – Mas essas já eram tarde. – Se desculpou, e mostrou as mãos, que tinham as pontas dos dedos vermelhas de queimaduras.

Camila: Obrigada, Harry. – Disse, sorrindo.


Dinah: Que diabo você estava fazendo aqui? – Perguntou, catando uns objetos no chão.

Harry: Tinha papeis demais em casa. Eu resolvi trazer, deixar aqui pra revisar, e depois pegar uma pizza na pizzaria que tem aqui na esquina. – Explicou.

Dinah: Pizza é vendida em delivery. – Disse, olhando-o.

Harry: A garçonete que despacha as pizzas não. – Rebateu debochado. Lauren riu. Dinah fechou a cara novamente, ignorando-a.

Lauren: Nós podemos dar um jeito nisso. – Disse, consolando Camila.

Camila: Eu... Eu preciso chamar alguém pra arrumar tudo. – Disse, olhando as peças queimadas.

Lauren: Deixa que eu resolvo isso. – Disse, e Camila agradeceu – Você só precisa abrir um sorriso nesse rosto. Tá tudo bem. – Disse, desenhando um sorriso nos lábios dela com a ponta dos dedos. - Eu vou colocar todos os meus funcionários a sua disposição. Um telefonema, e estarão aqui. Mandarei Lucy e Austin virem, pra darem um jeito no que queimou. – Camila fez uma careta fofinha – Não, Ma Belle. – Ela tocou o biquinho que a mais nova fazia, sorrindo – Eles são os mais profissionais. Vão resolver isso em um piscar de olhos.

Camila: Se você diz. – Resmungou.

Lauren: Hoje à noite, quando voltar pra casa, eu tenho um presente pra você. – Disse misteriosa.

Camila: O que é?

Lauren: Hoje à noite, Ma Belle. – Insistiu, e ela rosnou.

Camila: Odeio você. – Disse emburrada. Lauren se aproximou dela, deixando sua bochecha pousar na lateral da testa dela, de modo que sua boca ficasse próxima ao ouvido dela.

Lauren: Não foi bem o que você me disse hoje de manhã. – Provocou, sorrindo de canto.

Camila: É o que eu tô dizendo agora. – Alfinetou.

Lauren: Parecia mais sincero lá, neném. Eu pude ver aqui. – Ela tocou a ponte dos olhos de Camila com o nariz, que sorriu.


Dinah deixou uma caixa cair de sua mão muito ruidosamente. Lauren respirou fundo e se separou de Camila. Harry lançou um olhar fulminante a Dinah, de detrás de sua mesa. A loira ignorou.


Lauren: Enfim, logo eles estarão aqui. Robert já deve estar vindo. Adoraria ficar pra te ajudar, mas... Não creio que seja conveniente. Você já está bem assistida. – Camila riu com a alfinetada – Até a noite, Ma Belle.


Lauren segurou a aba do casaco dela e abaixou o rosto, encontrando os lábios dela em um beijo leve, de despedida. Em seguida saiu. Camila se sentia debilitada com isso tudo. Assim ela se sentou em sua mesa, ignorando o olhar de Dinah, e lutando pra expulsar a noite passada de sua cabeça, sem conseguir.

-

Lauren: Lucy. – Pronunciou calma, enquanto caminhava até a porta do seu escritório.


Um minuto depois...


Lucy: Mandou me chamar? – Perguntou, entrando na sala.

Lauren: Vá até este endereço. – Ela passou um papel pra a mulher – Leve Austin. Um incêndio danificou parte do ateliê de Camila. – Explicou, enquanto Lucy lia o endereço – Eu quero aquele lugar pronto pra ontem. – Encerrou, clara e objetiva.


Meia hora depois Lucy chegou ao ateliê de Camila. Estava com uma blusa vermelha, um cinto preto cortando a cintura ao meio, jeans e salto alto. Estava acompanhada por um moreno alto e forte, que usava uma camisa preta de botões e jeans.


Lucy: Olá. – Disse, olhando Camila.

Camila: Olá, Lucy. – Ela sorriu receptiva, enquanto se levantava – Esses são Dinah minha amiga, Robert você já deve conhecer e Harry... – Harry abriu um sorriso enorme, debochado – Meu amigo também.

Lucy: Este é Austin Mahone, meu noivo. – Apresentou.
                                   
Austin: Prazer. – Disse galante, e pegou a mão de Camila, beijando-a.

Camila: É todo meu. – Sorriu.

Lucy: Vamos ver o que temos aqui. – Disse, caminhando pelo ateliê – Porta perdida. Uma parede também. – Ela calculou alguma coisa sozinha.

Austin: Os armários perdidos. Janela danificada. – Acrescentou pra noiva, avaliando.

Lucy: Eu preciso de um mestre de obras, urgente. – Decidiu, com um biquinho delicado no rosto.

Camila: Lauren me disse que todos os homens dela estariam à disposição. Mas, se preferir chamar algum outro, sinta-se a vontade. – Lucy a olhou.

Lucy: Não, querida. Eu só tenho mania de pensar alto. Está tudo sob controle. – Sorriu amigável.

Dinah: ''Lauren disse isso, Lauren disse aquilo''... Estamos bem, não é, Camila? - Perguntou irritadiça. Camila apenas abaixou a cabeça, olhando o carpete queimado. Lucy riu.

Lucy: Lauren tem certa mania de controle, mesmo. – Disse, enquanto Austin ligava afastado em um canto, pros profissionais que precisava.

Dinah: Certa mania de controle? Ela controlaria o mundo, se lhe dessem vez! – Disse, satisfeita por encontrar alguém que partilhasse de sua opinião.

Lucy: Eu não costumo abrir minhas experiências profissionais, mas... Eu tenho ordens de entregar essa sala pronta, pra ontem. – Dinah a olhou, confusa – Palavras da minha chefe. – Esclareceu, e viu o olhar de compreensão da loira.

Camila: Não precisa se apressar, pode fazer ao seu tempo, sério. – Se apressou a dizer.

Lucy: Já estou acostumada. – Dispensou, sorrindo. Austin continuava no telefone. Harry anotava algo. Robert recolhia os papeis da contabilidade que haviam se salvado, e os conferia.

Dinah: Se fosse você, desceria a mão na cara dela. – Disse, sorrindo.

Lucy: Já tive vontade, acredite. – Dinah sorriu, satisfeita. Então Camila suspirou.

Camila: Senhoras, por favor. – Intercedeu, passando a mão no cabelo.

Lucy: Perdão. – Pediu, ainda com o tom leve.

Dinah: Vai defendê-la agora? – Perguntou, olhando a amiga.

Camila: Ela está me ajudando com tudo isso. Se não fosse ela ontem à noite eu... Eu não sei o que teria feito, eu não soube lidar com a situação, e ela resolveu tudo por mim, sem que eu nem pedisse. Acho que gratidão é um bom sentimento. – Alfinetou.

Dinah: Sei...Me engana que eu to amando. – Disse, se sentando. Robert olhou da loira pra Camila, e negou com a cabeça. Não sairia nada de bom dali.

Camila: Ok, qual o problema? – Perguntou, olhando a amiga. Lucy olhava de uma pra outra, com o rosto divertido.

Dinah: Vários. O primeiro é que eu não sei mais se posso confiar em você. – Camila respirou fundo – Em um dia você é católica, em outro você é protestante.

Camila: Eu sei o que eu faço. – Disse quieta.

Dinah: Você sabe o que faz e eu sei o que ela já fez. Ou você se esqueceu? Agora vocês estão como duas pombinhas apaixonadas, Deus as abençoe. – Continuou, como se não tivesse ouvido a amiga. – Uma bela palhaçada, é isso que essa situação é.

Camila: ELA É MINHA ESPOSA, DINAH JANE! – Rugiu, se virando. Seu rosto estava furioso.


Houve um momento de silêncio. Lucy fez um biquinho e olhou Dinah, esperando a resposta. Robert franziu a sobrancelha, o rosto sem defeitos agora meio tenso. Austin continuou ao telefone. Harry ergueu o rosto, olhando cansado pras duas. Sabia que isso aconteceria.


Dinah: Era sua esposa quando tentou me levar pra cama? – Perguntou amarga.

Camila: É minha esposa. É meu casamento. E se eu estou procurando um modo de arrumar as coisas, de tentar contornar isso, você devia aceitar, apoiar. – Disse, olhando a outra. – Eu mereço ser feliz também, CheeChee. 4 anos e eu não tive nada. Nenhum sentimento, nenhuma alegria. Eu não quero isso pra minha vida. Eu mereço ser feliz. – Repetiu.

Dinah: Feliz ao lado de quem te fortalece pra depois rasgar os pedaços? – Perguntou, olhando-a.

Camila: EU SÓ SOU FELIZ QUANDO ESTOU COM ELA! – Gritou, desabafando. E era a mais pura verdade – Por mais errado que seja. Minha felicidade mora com ela. – Encerrou, olhando o chão, respirando rápido, com as narinas infladas. – Eu não quero mais falar sobre isso. Respeite, por favor.


Um silêncio mais longo ainda se apoderou da sala. Dinah encarava Camila como se ela tivesse lhe apunhalado pelas costas. Então Harry se pronunciou.


Harry: Bom, meus anjos, eu estou de saída. – Disse, se levantando. – Preciso passar no hospital, tenho outra sessão de soro pra tomar.

Camila: Eu vou com você. – Disse, apanhando o sobretudo preto em cima de sua cadeira – Lucy, perdoe por isso. – Pediu sincera.

Lucy: Está tudo bem, querida. – Tranquilizou.

Camila: Qualquer coisa, eu estou no meu celular. – Ela apanhou um cartãozinho seu na mesa e entregou à morena.


Então saiu atrás de Harry, os cachos bailando as suas costas, sem nem olhar Dinah. Foi pensativa enquanto seguia Harry até o hospital. Chegando lá, estava mais calma.


Camila: Porque diabo você está indo pro soro? – Perguntou, olhando o moreno.

Harry: Segundo o médico, é pra desintoxicar meu sangue. – Disse, se sentando na cama do quarto da emergência do luxuoso hospital.

Camila: Com o tanto que você fuma, teria de passar anos aqui, bebendo litros de soro.


Harry ia responder, então a médica entrou. Era branquinha, tinha os cabelos chocolate batendo nos ombros, com uns cachos leves. Harry a olhou atenciosamente. Não fora ela que lhe atendera. Havia algo de especial nela, ele não sabia bem o que. Ela usava jaleco branco, calça e blusa branca por baixo.


Anna: Bom dia. – Cumprimentou, entrando – Preciso verificar sua veia antes de pedir ao enfermeiro suporte pro soro, é procedimento de praxe, nos casos de intoxicação. – Explicou, e pegou o braço de Harry. Ele ainda a olhava, fixado. Suas mãos eram leves e delicadas enquanto sondavam o braço dele, buscando a veia. Ela sorriu vendo o olhar dele - Eu sou a residente de hoje, por isso não me reconhece. Meu nome é Anna. – Disse, tateando a veia dele com o dedo médio, após encontrá-la.


Harry: Prazer, Harry. – Disse ainda a encarando. Camila olhou a cara de Harry, uma sobrancelha erguida, e em seguida riu de leve.

Camila: Eu... Eu vou buscar um café. – Disse, sorrindo, e saiu.


Caiu uma senhora tempestade quando Harry e Camila saíram do hospital, naquela tarde. O moreno estava pensativo, aéreo. Camila se despediu dele. Resolveu voltar pra casa. Chovia muito, e ela não queria outro confronto com Dinah. Assim chegou em casa duas horas mais cedo que o normal. Foi direto pra sua banheira, deixando que a água quente relaxasse seus músculos, aliviasse a tensão, e passou uma hora lá. Então se levantou, se aprontou, e foi preparar o jantar. Ela vestia uma blusa de lã e gola alta, verde escura, e uma saia de linho até os joelhos, cinza. Os cabelos estavam presos em um coque apertado. Estava assim quando Lauren chegou. Só que, dessa vez, a morena não veio até ela.


Lauren: Ma Belle? – Chamou a voz da sala.

Camila: Eu estou aqui. – Respondeu, secando as mãos em uma toalha.


Ela avançou até a sala, e a viu tirando o sobretudo molhado. Suspirou. Estava fazendo frio.


Camila: Deus, está toda molhada. – Disse, vendo o cabelo dela pingando água.

Lauren: Ta chovendo lá fora. – Brincou, tirando os sapatos molhados e saindo descalça, pra não molhar o chão.


Camila foi até o banheiro de seu quarto, e apanhou a toalha dela. Voltou a sala, e a viu desabotoando os pulsos da fina camisa azul.


Camila: Deixe-me te secar. – Chamou meio receosa. Lauren sorriu e foi até ela. Ao chegar lá, balançou os cabelos pro lado, respingando água nela – Lauren, não! – Protestou, se protegendo com a toalha.

Lauren: Venha até aqui. – Disse, abraçando-a pela cintura com os dois braços, e enchendo o ombro dela, coberto pela toalha, de beijos. Camila riu.

Camila: É uma criança. – Acusou, secando os cabelos dela. Lauren ficou quieta um instante, observando a dedicação dela. Então se lembrou de algo.

Lauren: Lembra-se do presente? – Perguntou, beijando a mão dela.

Camila: Claro que lembro. – Disse, observando-a. Lauren se afastou dela, indo buscar algo perto de sua bolsa.

Lauren: Eu pensei que com as 4 telas que perdeu, você ficaria desanimada a recomeçar todo o trabalho.

Camila: E eu estou. – Confessou.

Lauren: Então pensei que eu podia te dar algo que te ajudasse a continuar. Que te desse ânimo. – Disse, voltando pra ela, trazendo algo em mãos. Era o recipiente de uma tela.

Camila: Um quadro? – Perguntou, olhando.

Lauren: É seu. – Disse, dando a ela.


Camila apanhou o recipiente e retirou a tampa. Apanhou com cuidado a ponta da tela, e puxou até que estava livre. Ao abrir, o choque. Ela havia vendido aquela peça em sua segunda vernissage. Não queria vende-la, relutou, até rezou pra que não se interessassem, mas foi a que logo saiu. Era a pintura de uma praia que ela e Lauren tinham visitado em lua de mel. O tempo estava nublado, o mar era aberto, havia uns pássaros fininhos. O colocara pra vender com rancor da esposa. Uma vez vendido, ela sofreu por tê-lo feito. Agora, lá estava.


Camila: Você... Deus do céu, obrigada. - Disse, exasperada.

Lauren: Eu estava naquela vernissage, você não me viu. – Disse, sorrindo da reação dela.

Camila: Eu não acredito. – Disse, olhando a tela de novo.

Lauren: Lembre-se disto, e vai achar o ânimo que precisa. – Ela ergueu o rosto da latina com um dedo, e selou a beijou leve e docemente, também muito breve – Vou tomar banho e tirar essa roupa molhada. – Piscou pra ela, selou os lábios com os dela e saiu pelo corredor.


Olhando a tela, Camila estava aturdida. Deus do céu, uma vez tendo-a de volta, como deixá-la partir?

-

Camila não percebeu quando Lauren entrou na sala de jantar. Ela estava pensando no dia que tivera. Não lhe agradara brigar com Dinah. Mas vê-la falando mal de Lauren, denegrindo-a quando ela por sua vez tinha ajudado-a tanto lhe causava ganas de gritar. Lauren observou ela arrumar uma travessa na mesa, distraída.


Lauren: Está bonita. – Elogiou. Camila ergueu o rosto, sobressaltada pela presença dela ali.

Camila: Obrigada. – Agradeceu, sorrindo de canto. E era verdade, pensou Lauren. Estava descalça, os pés delicados expostos ao chão frio. A saia justa, fina, destacava as pernas firmes dela. Por fim, a blusa verde escura, que ocultava tudo o que se podia ver com duas grandes mangas e a gola alta. O cabelo preso no coque firme dava destaque ao rosto fino dela, os lábios pareciam mais chamativos, os olhos mais atraentes. – O que foi? – Perguntou, olhando-a ali, em pé.


Lauren negou com a cabeça e se sentou, observando-a por a mesa. Ela parecia tensa, pensativa. A sala de jantar das Cabello-Jauregui era um cômodo decorado com uma mesa grande de madeira com tampo de vidro, que devia dar pra umas 8 pessoas. Havia alguns poucos espelhos grandes pelas paredes, decorando-o. Uma lareira em um canto deixava as chamas crepitarem, fazendo sombra nas paredes beges. Havia um lustre no teto em cima da mesa. O silêncio reinou enquanto Camila aprontava tudo. Então, após se sentar, se pronunciou.


Camila: Obrigada por ter mandado Lucy. – Disse, cortando sua carne – Liguei para Harry agora à noite, e ele disse que só faltam alguns arremates mínimos pra acabar tudo.

Lauren: Lucy sabe ser eficiente. – Disse tranquila. Camila agradeceu com a cabeça – Você está com algum problema?

Camila: Não foi um dia muito fácil. – Comentou, e pôs um pedaço da carne na boca.

Lauren: Por...? – Perguntou, enquanto se servia.

Camila: Por tudo. Primeiro as telas, depois todo o trabalho. Dinah não foi muito receptiva. – Disse, se contendo – Depois fui com Harry ao hospital e... Enfim, não foi muito bem.


O jantar foi silencioso. Camila continuava tensa. Por fim ela tirou a louça da mesa, levando-a pra cozinha. Lauren agradeceu. Enquanto ela estava lá, a morena tirou o celular do bolso. Havia deixado-o no silencioso e haviam trocentas ligações não atendidas. Ela se encostou à mesa, folheando as ligações, conferindo o numero de mensagens. Não percebeu quando Camila voltou à sala.

Outro dia de verão,
Que vem e vai embora.
Em Paris ou em Roma,
Mas eu quero ir pra casa ♫


Camila apoiou as duas mãos no peito dela. Lauren ergueu o rosto, encontrando o castanho dos olhos dela próximo demais do seu. Camila não esperou nem disse nada; apenas a beijou. Lauren largou o celular, que caiu no chão com um barulho estralado, e a abraçou pela cintura com os dois braços. Camila se aninhou no peito dela, permitindo que sua boca se saciasse da sua, e ali nenhum dos problemas lhe atingia.
Lauren sentiu as mãos de Camila empurrando-a, e por um instante pensou que ela estivesse rejeitando seu beijo. Mas não. Estava empurrando-a pra mesa. Lauren sorriu dentre o beijo e apertou-a mais em seu abraço. Era ela que estava ali. Não importava quanto tempo ela estivera sozinha, quanta dor sentira, agora ela estava ali e tudo fora compensado. Era o paraíso, após as horas de agonia antes de morrer. Era Camila que a procurava, como acontecia antigamente. Fora ela que a beijara. Era a perna dela que estava se enlaçando com a sua, enquanto ela a beijava.
Lauren apanhou-a pelas coxas, trazendo-a para si, e Camila se descobriu sentada no tampo da mesa, com ela entre as pernas. Tinha as mãos no rosto dela, trazendo-a pra si, beijando-a ardorosamente, pouco se importando com a falta de ar que lhe atingia. Lauren subiu as mãos pelas costas dela, e ela sentiu as mãos dela invadindo seus cabelos, que logo caíram pelas costas. Lauren murmurou algo no canto da boca dela, enquanto a boca furiosa seguia o caminho pra sua orelha.


Talvez esteja cercado de um milhão de pessoas
E eu ainda me sinto sozinho ♫


Lauren: É melhor assim. – Justificou, a mão firme sumindo dentre os cabelos soltos dela, e ela respirou fundo. Era tão dominadora que chegava a ser cruel, e ao mesmo tempo sabia tratá-la do jeito que ela queria, com sutileza. – Erga os braços, meu amor. – Pediu em um murmúrio, e Camila sentiu as mãos frias da mulher entrando por debaixo da blusa grossa de lã. Ela, prontamente, atendeu.


Eu só quero ir pra casa.
Sinto sua falta, você sabe ♫


Lauren não se afastou nem pra tirar a blusa dela. Apanhou as abas com as duas mãos e a trouxe pra cima, revelando o sutiã de encaixe preto que Camila usava. A morena observou o corpo dela por um breve instante, os seios fartos, a barriga rígida. Camila pôs as mãos no rosto dela, atraindo seu olhar. Lauren a encarou por um instante, então virou o rosto e beijou a mão dela, o pulso, o braço, o ombro, o colo. Camila fechou os olhos e abraçou-a, deixando que ela se banqueteasse na pele dela. Lauren desceu a boca pelo vale dos seios dela, e a latina riu de leve quando ela apanhou o encaixe do sutiã com a boca. Lauren brincou com ela, fingindo que não conseguia abrir do modo que estava, e ainda assim se aproveitando, mordendo as laterais dos seios dela. Por fim, Camila riu.


Camila: Não o vai conseguir, meu amor. – Disse, acariciando os cabelos dela. Lauren ergueu os olhos verdes, maliciosos, e a encarou por um breve instante. Naquele momento nasceu um sorriso em seu rosto, tão malicioso quanto o olhar, e Camila sentiu o sutiã se afrouxar. Ela riu de leve, ainda olhando-a, e a menor ergueu a sobrancelha. Lauren foi surpreendida quando ela deu um tapa em seu rosto. Ela se ergueu, encarando-a, sondando-a, e Camila riu, triunfante, pelo tapa.


Eu continuo guardando as cartas que te escrevi,
Cada uma com uma linha ou duas.
"Estou bem amor, como você está?" ♫


Lauren: Bateu em mim? – Provocou, e Camila sentiu as mãos dela entrando na dobra de seus joelhos, puxando-a mais pra beirada da mesa, de modo que o corpo dela ficasse colado ao seu, sustentando-a. Um arrepio de antecipação correu por ela.

Camila: Bati. – Disse, no mesmo tom que ela, e desceu a mão no rosto dela de novo. Lauren sorriu. – Bati, e você merece apanhar. – Disse, pegando o rosto dela em uma mão.

Lauren: Mereço? – Perguntou, a boca formando um biquinho pela mão dela segurando-a pelo maxilar.

Camila: Merece. – Ela deu um tapinha no rosto dela, seguido de outro, e viu um sorriso delicioso nascer no rosto dela.

Lauren: Eu tenho pena... – Disse, aproximando o rosto do dela. A medida que a pele dela entrava em contato com a da latina, as mãos firmes adentravam por sua saia, apalpando as coxas, sondando. A boca de Lauren parou perto do ouvido dela, de modo que o hálito quente dela tocava a pele sensível do ouvido -... Do que eu vou fazer com você, Ma Belle. – Disse, com a voz perigosamente doce. Camila não conseguiu refrear um estremecimento, seguido por um suspiro fundo – Ah, você sabe, neném. – Disse, beijando o ombro dela, afastando a alça frouxa do sutiã, que deslizou levemente pelo braço dela.


Bem sei que deveria te enviá-las, mas sei que isto não é o bastante.
Minhas palavras são frias e sem graça,
E você merece mais que isto ♫


Lauren estava calma. Calma demais para o corpo sedento de Camila. Ela deu beijos leves no ombro da latina, colo, tudo muito calmamente. Então foi com sede aos seios dela, e finalmente ela gemeu, afundando as mãos nos cabelos. Só Lauren sabia como dominá-la, controlá-la daquele jeito.

Outro avião
Outro lugar ensolarado
Sou sortudo eu sei ♫


Camila estava meio longe, quando sentiu ela dizer alguma coisa que lembrava “Já chega.”. Ela abriu os olhos, e viu Lauren apanhá-la no colo, as duas subindo na mesa, e deitou-a lá, esparramando os cabelos dela no tampo de vidro. O próximo som que se ouviu foi o som do linho se rasgando, e a refinada saia dela se fez em retalhos. Camila aguardou, ansiosa e quieta. Então o corpo da morena, ainda coberto pela camisa cobriu o dela, e a boca dela cobriu a sua, engolindo um gemido que logo veio. Lauren afundou o rosto no pescoço dela e ouviu a inspiração profunda, áspera, que ela sempre emitia. Era musica aos ouvidos dela.

Mas eu quero ir pra casa,
Eu tenho que ir pra casa ♫


Algum bom tempo depois, que pareceu uma eternidade, as duas estavam moles em cima da mesa. Camila estava deitada de lado, com Lauren por trás de si, e seu corpo tremia levemente. Havia marcas de chupões, mordidas, apertões, unhadas, espalhadas pelos corpos das duas. Camila entendia que recebera o castigo, e o adorara. Sentia-se esmagada, destruída, satisfeita. Lauren a viu apertar os dedos dos pés preguiçosamente. Estava atenta a cada movimento dela, ao corpo largado, os olhos fechados, a respiração sôfrega, os estremecimentos, tudo.


Lauren: Dedos dormentes de novo? – Perguntou, beijando a marca de uma mordida no ombro dela.

Camila: Sempre. – Respondeu, com a voz fraquinha. Lauren sabia que os dedos dela sempre ficavam dormentes após o sexo. O reparara, e depois de todo o tempo isso também não mudou.


Me deixa ir pra casa
Estou tão longe
De onde você está ♫


Lauren: A propósito... – Começou, e ela abriu os olhos, olhando a parede da sala -... O jantar foi ótimo. – Debochou, e mordeu a orelha dela de leve.


Camila riu e se deitou de barriga pra cima, olhando-a. Estava tão bonita. O peito clarinho, nu, estampado com as marcas dela, os olhos verdes cansados e ainda ameaçadores, o cabelo bagunçadinho.


Lauren: Eu te amo. – Disse, tirando uma mecha de cabelo do rosto dela. Camila sorriu.


Eu quero voltar pra casa ♫

Lauren se abaixou pra alcançar a boca dela, e a beijou. Com calma, delicadeza, amor. Camila a abraçou pelo pescoço, aceitando seu beijo, e por enquanto tudo estava bem.


Notas Finais


Um capitulo fofinho e calminho pra aquecer o coração.
E gente, quero falar umas coisas.

Vi algumas pessoas comentando negativamente sobre os ''pulos'' em alguns hots.
Eu sei muito bem o quanto é frustrante, broxante estar lendo naquela empolgação e então ver que o hot foi pulado.
Mas vejam bem, ler uma fanfic onde sempre tem o hot, onde sempre se sabe que naquela cena vai ter alguma coisa, acaba tornando a leitura MUITO maçante, repetitiva e etc. Digo por experiência própria de fics que já li onde a repetição de hots era EXTREMA, e deixava até sem graça.
Eu também AMO as cenas de hot, acho que são extremamente necessárias sim, porque além do mais elas são mulheres adultas, casadas, apaixonadas, com muita química e tensão e óbvio que tem que ter sexo.
Mas também acho que são muito melhores quando as cenas são bem distribuídas (que é o caso dessa fic), pois gera toda uma expectativa, do que a cada capitulo ter um hot novamente, que ai no final acaba ficando sem graça pois acontece toda hora. Entendem o que eu quero dizer?
E essa fic distribui bem os hots, como eu disse acima. E tenham calma amores, este ainda é o 8° capitulo KKKKKK tem muita cena pra vir ainda.
E também eu não posso mudar da fic original, não posso colocar uma cena do nada onde na original não existe.
Espero que tenham entendido o que eu quis dizer e que não se irritem com tais pulos ;)

Enfim, por hoje é isso ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...