História Psicologia Reversa:Um guia para o corpo,mente e alma - Capítulo 1


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Categorias Originais
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Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Saga

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulo um

Mente

Auto- estima

Romance

Preconceito e Percepção

Pressão e seu verdadeiro Eu

Distúrbios e quem pode ajudar

Capítulo dois

Corpo

Beleza

Moda

Capítulo três

Alma

Família

Amigos

Capítulo quatro

Educação e psicanálise

Fundamentação teórica: O brincar em psicanálise

Metodologia

Discussão sobre as categorias

Capítulo cinco

Criando filhos

A criança sonhada e a criança real

Os primeiros anos na vida de uma criança

Capítulo seis

Psicologia reversa

O que é a psicologia reversa?

Id, ego e superego

Fobias

Conclusão

Agradecimentos

Sobre o autor

Bem-vindo à sua vida, leitor! Você está crescendo e isso significa melhorar, amadurecer, ficar mais inteligente e abraçar a vida como um(a) jovem independente. Sabe aqueles pensamentos diários em que você tem quando fantasia como seria ter um estilo de vida, atitude, emprego, guarda- roupa e tudo o mais que você espera ver no futuro? Quando você anota as qualidades que admira nos seus amigos, nas outras garotas que você observa, nos garotos que você tem uma queda ou mesmo nas celebridades que se inspira? Esses pensamentos são partes de sonhos que criam a personalidade e a pessoa que você provavelmente será no futuro quando crescer. Quanto mais ativa a imaginação melhor. Você precisará de muita prática, tentativas e erros para descobrir o tipo de corpo, mente e alma aos quais se ajusta melhor.

Este livro traz a base para lidar com situações difíceis do dia a dia, quando houver um problema, a primeira coisa que você irá fazer será abrir este livro, nele apresento seis temas diferentes, cada um envolvendo um assunto sobre o corpo, a mente e a alma. O livro foi criado especialmente para os universitários da área de psicologia e como manual para jovens e pessoas que possuem dificuldades para entender o seu interior e o que fazer para melhorar as situações exteriores.

Capítulo 1 - Um guia para o corpo,mente e alma


 

 

Capítulo um- mente 

AUTOESTIMA

Teste: Antes de começarmos a falar sobre a autoestima, pense no máximo dez coisas boas sobre você e escreva-as abaixo. 

1.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

2.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

3.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

4.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

5.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

6.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

7.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

8.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

9.Eu sou__________________________________________________________________________________________________ 

10.Eu sou_________________________________________________________________________________________________

Certo, se você está lendo e ainda não escreveu nada, está ganhando uma grande nota zero. Volte e tente dar uma chance ao teste. É bem rápido, eu espero você terminar. 

Se você terminou, mas não conseguiu pensar em dez coisas escrevendo apenas cinco delas, também não tem problema. O propósito do teste é simples, o objetivo básico é pedir a qualquer pessoa para enumerar cinco ou dez coisas boas sobre si mesma, é ver o que se passa dentro da sua mente. As pessoas que têm dificuldade em encontrar as respostas, pode ser um sinal de algo não muito bom: baixa autoestima. Às vezes, isso pode significar que a pessoa não sabe o que se passa dentro da sua mente ou que ela tem dificuldades em enxergar o que tem de bom e, ainda mais, que tem dificuldade em dizer essas coisas a outras pessoas. O indivíduo tem medo de ser feliz e fica preso em seu mundo sem experimentar os desafios, sem ultrapassar os obstáculos que o impede. 

A ¨TERRA DO NÃO¨ 

'Ao perguntar a dez pessoas se você é inteligente, qual a chance de pelo menos uma delas responderem que sim? E qual a chance de elas dizerem que você é bonito(a), divertido(a), legal, corajoso(a) ou atlético(a)? 

Se você acha que as chances são bem poucas, não está sozinho. Jovens que sentem como se não estivessem à altura de alguma forma, geralmente são as melhores pessoas para perguntar sobre autoestima. Se uma pessoa se sente assim e sai mais forte do outro lado, ela pode nos dar a esperança. Ela pode nos mostrar o que não fazer com a nossa vida e nos manter em nossa mente para que fiquemos longe de devaneios se desejamos entrar na maturidade como homens e mulheres confiantes, determinados, fortes e seguros. 

A ¨terra do não¨ é o nome dado para as pessoas que sentem a insegurança e a baixa autoestima sendo parceiras constantes em suas vidas. Durante a adolescência, os jovens passam tanto tempo na ¨terra do não¨ que acabam se esquecendo de um pequeno detalhe: A ¨terra do não¨ absolutamente não existe. 

Quando uma pessoa vive dentro da ¨terra do não¨, significa que ela está sendo enganada. Ela está presa na armadilha de um mundo que parece real, soa real, mas é totalmente falso. A ¨terra do não¨ é um lugar para onde permitimos que a nossa mente se desloque e habite. Se permanecermos lá por muito tempo, a terra do não se torna o único lugar no qual nós sentimos seguros. 

A ¨terra do não¨ existe dentro de muitas pessoas, principalmente em adolescentes. Cada pessoa tem a sua própria versão, mas a atmosfera é a de vergonha. Na ¨terra do não¨, as pessoas se veem, mas se enxergam menos do que elas realmente são. Elas se enxergam como incapazes, fracas, perdidas, impotentes, chatas ou menos que as outras pessoas, entre várias formas. Um exemplo disso são as crianças e adolescentes que se suicidam silenciosamente em locais secretos, fechados ou abandonados, mas o que eles não enxergam é o amor da família que criou e deu à luz por quererem muito uma criança. Mesmo que os pais sejam arrogantes ou chatos, algumas vezes eles têm razão, mas em outros casos também existem os avós, os tios, as madrinhas, os padrinhos para dar todo o apoio e amor, nem todos da família são ruins como muitos enxergam. 

COMO AS PESSOAS CHEGAM LÁ? 

As pessoas que acabam na espiral de vergonha nunca     quiseram realmente chegar lá. Pesquisas realizadas sobre como as pessoas são durante os diferentes estágios de sua vida têm coisas interessantes a nos contar. Como exemplo, pense onde você estava com nove ou dez anos de idade. Que tipo de pessoa você era? Se você era um pouco parecido com o que os pesquisadores dizem, é uma grande aposta dizer que você era amigável, gostava de aprender, tentar coisas novas, tinha um ótimo humor, às vezes sentia como se pudesse enfrentar o mundo. 

Mas houve um momento em sua vida que você começou a mudar um pouco? Como quando você começou a se preocupar com a aparência ou com o que as outras pessoas pensam sobre você? Se sim, então você é exatamente como as pessoas com quem os pesquisadores conversaram. 

A grande descoberta desses estudos foi que as pessoas mudam rapidamente e drasticamente. As preocupações existentes na mente das pessoas variam desde as questões mundiais até as coisas superficiais, como a aparência e a opinião das outras pessoas. Para a maioria delas, isso as torna tensas por acharem que não são capazes de corresponder às expectativas. De repente, elas se olham no espelho e começam a sentir-se inseguras. Elas olham ao redor e se preocupam porque não podem competir em termos de inteligência, físico, amigos, namoro, hobbies ou talento. 

O que aconteceu com elas? Elas entraram na ¨terra do não¨. Novamente elas se veem paralisadas pela preocupação de que elas simplesmente não estão à altura. Elas pensam: 

¨Eu não sou tão bom(a) assim.¨ 

¨Eu não sou inteligente o suficiente.¨ 

¨Eu não sou alto(a) o suficiente.¨ 

¨Eu não sou rico(a) o suficiente.¨ 

¨Eu não sou interessante o suficiente.¨ 

¨Eu não sou atlético(a) o suficiente.¨ 

Todas as frases têm uma palavra em comum, a palavra ¨não¨, tendo sempre o mesmo significado. E são esses pequenos detalhes que começam a bagunçar a vida de uma pessoa que estava boa consigo mesma, mas começou a sofrer e se fecha no mundo dela diminuindo mais ainda e formando uma entrada para a ¨terra do não¨ que não existe. 

UMA PEQUENA HISTÓRIA SOBRE GAROTAS

Vamos observar as súbitas mudanças da vida de uma garota. O melhor jeito de explicar a você sobre a história de insegurança é na década de 1950, então vamos viajar no tempo e entender sobre o assunto. 

Atualmente, no século XXI, as fotografias que vemos das garotas antigas são quase sempre motivos de piada, por serem fotografias em preto e branco, de uma mãe ocupada no meio de delícias culinárias decorando um bolo de carne com seu sutiã pontudo, conjunto de suéter arrumadinho e salto alto combinando parece hilário para nós atualmente. Também não podemos esquecer dos vestidos longos e antigos que os ricos da Mansão também usavam durante esse tempo, que também virou motivo de piada. 

As coisas eram assim nos anos 50, as mulheres eram as mães da cultura norte-americana. Os homens eram as abelhas operárias. Os homens sustentavam a família e isso significa que as mulheres eram donas de casa, tinham muitos filhos, limpavam a casa, criavam os filhos e se certificavam de que tudo estava em ordem. O sorriso branco que você vê em tantas garotas exibidas em fotografias da década de 50 indicava o quanto as mães se sentiam orgulhosas em relação às suas filhas. Dependia delas manter as coisas em ordem. 

Esse tipo de garota perfeita saiu de cena quando a década de 60 chegou. Aquela foi a geração hippie e o início da luta das mulheres por direitos iguais em toda a América. Das ruas para os postos de trabalho, as mulheres queriam ter chances de sucesso. Para aquelas mulheres, fazer sanduíches e manter a casa limpa nunca mais. E assim, também foram criadas as máquinas de lavar, o corretivo, a maquiagem, o cartão de crédito ou débito, o secador de cabelo, o limpador de para-brisa, a bolsa, a carteira, a escova de cabelo, tudo para facilitar o dia a dia. 

Elas queriam entrar para o mercado de trabalho da América. E elas queriam ser tratadas igualmente quando chegassem lá. Mais tarde na década de 70, as mulheres continuaram no caminho pela busca da igualdade. Nessa década surgiu um movimento chamado Feminismo. Esse movimento se centralizou por obter igualdade para as mulheres em diferentes áreas da sua vida, como entrar para a política ou ganhar a mesma quantidade de dinheiro que os homens para desempenhar a mesma tarefa. As feministas lutaram para dar às mulheres o direito de serem elas mesmas, de fazer suas próprias escolhas e determinar seus próprios futuros. 

Com o movimento feminista lutando pela igualdade das mulheres, a década de 70 viu as garotas avançarem em campos diferentes, dependendo de como elas achavam que as mulheres deveriam se ocupar para conseguir a igualdade. Então um grupo de feministas decidiu ensinar as mulheres a não considerarem o fato delas estarem determinadas a fazer algumas coisas e outras não. Por exemplo, nem todas as mulheres deviam ficar em casa e serem mães. Se uma garota não deseja formar uma família porque está bem no meio de uma carreira profissional, ela não tem que fazer isso, mesmo se ficar grávida. E é aqui, na década de 70, que o debate sobre aborto começou a ficar mais interessante. As feministas radicais eram totalmente comprometidas como direito de as garotas fazerem o que quiserem com o corpo, não importando o porquê. 

Outros grupos de mulheres lutavam por igualdade, mas voltadas para outros temas. Esses grupos feministas não concordavam com as mulheres dos grupos radicais, como o direito ao aborto, concentrando-se nas questões sociais e pessoais. Chegando a década de 80, as mulheres começaram a realizar atividades que costumavam serem feitos pelos homens, e atualmente parece que o papel ficou distribuído, mas as mulheres estão no comando de tudo agora e algumas reclamam por homens não serem cavalheiros em fazerem a sua parte, coisa que antigamente era bem diferente. 

As mulheres da década de 80 começaram a ocupar posições de poder nas empresas, ganhavam mais dinheiro do que nunca. Escolhiam quando e onde desejavam trabalhar e que tipos de vida queriam ter. Elas poderiam escolher entre viver uma vida da década de 50 ou viver uma vida diferente com as novas regras da década de 70 e 80. 

Eu não havia nascido nessa época, mas uma amiga minha chamada Ludmila Kate tinha cinco anos nessa época e ela disse que a mãe dela sempre admirava as mulheres da década de 80, pois foi um movimento feminista intenso e único. 

Finalmente chegamos na década de 1990, você acharia que as mulheres estariam mais motivadas e confiantes. As mulheres das décadas de 70 e 80 fizeram sérios progressos desde os dias em que as mulheres não escolhiam serem mães e ficavam em casa. Não foi uma grande vitória? 

De acordo com a psicóloga Mary Pipher, a resposta simplesmente pode ser não. Ela escreveu um livro na década de 90 chamado Reviving Ophelia(Revivendo Ofélia), que contava como, na verdade, a situação para as garotas não melhorava apesar de todo o progresso alcançado. Direitos iguais, salários iguais e um sentimento cada vez maior de independência eram todas coisas boas. 

Por causa disso, as garotas enfrentam pressões culturais que podem forçá-las a desviar o foco. Uma metade de você deseja permanecer fiel e verdadeira a quem sempre foi. A outra metade tenta ser aquela pessoa entre os padrões culturais da sociedade. Essa é a metade da garota que sempre tenta corresponder às expectativas, que desperta a insegurança e o sentimento de vergonha. Quando olhamos ao nosso redor, é fácil ver que Mary Pipher estava certa. Como adolescentes do século XXI, podemos nos sentir mais que confusos sobre todas essas diferentes reações da sociedade. 

É como se as mulheres devessem tudo ao mesmo tempo sendo lindas, atléticas, profissionais, futuras mães do ano, chefes de cozinhas incríveis, líderes de torcida. E é por causa disso que existem diversos grupos com características únicas e específicas em escolas, faculdades, e até mesmo em religiões. Tudo isso é um exemplo de como as pessoas que convivem na nossa sociedade ficam difíceis de encaixar, por conta das desigualdades sociais. 

Essas pressões são os que intensificam esse sentimento de vergonha nas garotas principalmente, raramente para os meninos. Às vezes podemos ficar tão confusos sobre o que devemos ser que começamos a pensar que falhamos em todos os aspectos. 

VIVENDO COM MEDO

Se você é um(a) adolescente, há chances de já ter vivido na ¨terra do não¨. Você pode não ter passado por isso ainda, mas provavelmente passará, pelo menos uma vez em sua vida. Essa é a parte que você não pode mudar, mas você pode mudar a maneira como você responde a esses sentimentos de insegurança. Você entende esse sentimento como um afastamento do seu verdadeiro Eu. Você entende o que se passa dentro da sua mente, sendo algo que você mesmo(a) pode controlar. 

AFASTANDO- SE DO VERDADEIRO EU

Confiante e consciente de suas capacidades? É assim que começa quando uma pessoa se sente ao usar o seu verdadeiro Eu para enfrentar o mundo. O oposto disso é apenas para se esconder, depressão, preocupação, e todos esses sentimentos ruins porque não consegue estar à sua altura. Quando você se sente assim, isso pode levar você a tomar decisões que na verdade não quer. Você pode agir de uma maneira que não seja você, pode se vestir com estilos que simplesmente são iguais ao de todo mundo porque tem medo de ser rejeitada, você pode comer algo que não gosta só para agradar alguém, mas no fundo você está apenas te rejeitando. Você começa a concordar com coisas nas quais não acredita, fingir que não sabe as respostas para as perguntas ou fingir que não tem uma boa opinião sobre as coisas para que as pessoas não caçoem de você. 

De qualquer forma, quando a dúvida e a preocupação começam a fazer você agir de maneira diferente do que normalmente, você acaba se afastando do seu verdadeiro Eu. Desde então, a primeira vez que se diz ¨sim¨ ou ¨não¨, você está se afastando do seu Eu. E isso é um assunto muito sério. 

Algumas pessoas, porém, tentam fingir que esse não é o caso. Elas pensam que as pessoas que falam e fazem coisas do seu próprio modo simplesmente são diferentes. Elas imaginam que essas pessoas são simplesmente diferentes, que nasceram confiantes ou algo parecido. 

Mas não se trata de você ter nascido confiante ou não, se trata de alguma coisa que a fez questionar. Alguma coisa fez com que você pensasse sobre coisas como ¨Eu não sou bom(boa) o suficiente¨, ¨Outras pessoas são melhores¨ ou ¨Eu não devo tentar¨. 

Se você já disse coisas assim a si mesmo, então é agora a hora de fazer algumas mudanças, nada que afete o seu verdadeiro Eu. Comece primeiro de uma forma bem simples: 

Observando os seus pensamentos como um falcão. Tente contar o número de vezes durante o dia em que você não se sente bem consigo mesmo. Anote o pensamento que estava em sua mente e a situação que a fez se sentir assim nas linhas abaixo. 

No fim do dia verifique a sua lista e avalie quais coisas da lista não importam e deixe os que realmente importa entender mais sobre. Você provavelmente descobrirá que somente algumas delas importam de verdade e que a maioria são superficiais, como se sentir gorda ou não se sentir legal o suficiente para conquistar um(a) garoto(a). 

Valorize as coisas pequenas, como a aparência, o tópico principal que leva as pessoas para dentro de uma espiral de insegurança. Não se deixe entrar nessa espiral. Se você já está dentro dela, faça uma volta em U o mais rápido que puder. 

 

Pensamentos                                                                                                                                                                               Situações    

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CONTROLANDO A SUA MENTE

Controlar os seus pensamentos é uma maneira poderosa de evitar sentimentos ruins envolvidos. E isso começa controlando o que você diz, você já deve ter ouvido a frase ¨pense antes de falar.¨, ¨cuidado com o que você diz, encontre provas e depois responda-as.¨ ou ¨não pense muito ou você ficará parado no mesmo lugar¨. 

¨ Pense antes de falar. ¨  

Alguém já lhe disse isso antes? Geralmente é uma maneira de nos dizer para termos mais consideração com as outras pessoas. E é assim que vamos usar esse ditado também. Nós vamos adquirir o hábito de aprender como ter mais consideração com uma pessoa: Nós mesmos. 

A primeira coisa que você deve saber antes de falar é que as palavras têm o poder de criar a realidade. Uma das razões da existência da ¨terra do não¨. Depois de ouvir palavras dizendo que você não é boa o suficiente, você acaba acreditando nisso. As pessoas criam uma realidade completa em que não são boas o suficiente simplesmente porque algumas palavras levaram ela a acreditar nisso. Vou dar alguns exemplos abaixo: 

Não é? Terminando todas as frases com ¨não é?¨ é uma maneira de pedir para os outros concordarem com você. A maioria das pessoas terminam suas frases assim buscando a aceitação dos outros. Elas querem ouvir as pessoas concordarem com as suas ideias porque ouvir isso o(a) deixa confortável, confiante em serem aceitas ou queridas. Escape dessa armadilha e simplesmente diga o que você tem a dizer. Sua própria opinião já é o suficiente, mesmo que esteja errado, mesmo que os outros briguem com você, pelo menos você tentou. 

Eu odeio meu(minha)... Odeio + você = terra do não. Por que perder tempo se concentrando em coisas que você não gosta em si mesmo? Por que não melhorá-las ao invés de continuar julgando algo que você odeia. A questão é, para onde isso te leva? Em vez disso, basta saber que sempre haverá coisas sobre você que não são ideais, mas não faz sentido se prender a essas coisas, elas sempre estarão lá. Se não é uma coisa, é outra, pois as pessoas estão sempre crescendo e mudando suas personalidades, sobre o que elas são ou serão. Nós cansamos de algumas partes de nós mesmos querendo mudar outras, ou nos cansamos de fazer ou comer alguns alimentos, hobbies e trocamos por outras. Assim, concentre-se nesse poder de mudanças, mesmo que você não saiba conviver com alguma parte de si mesmo(a). Não se concentre em repreender-se. 

Eu não sei. Bem-vindo a mentira número um das pessoas inteligentes do século XXI. Quando você diz que não sabe de algo como uma maneira de evitar falar o que pensa, você está se subestimando. Falar o que pensamos é um risco, eu não vou te enganar, mas será que é tão arriscado quanto tentar viver uma vida como uma pessoa que não tem um corpo, mente e alma em conjunto fortes? Se você realmente não sabe o que é uma banana, por exemplo, fale pelo menos o que você pensa e acha; Acho que a banana é rosa, com casca e tem uma ponta amarela. Pedir ajuda de outras pessoas que sabem o que é uma banana também podem te ajudar a entender melhor sobre a banana. Apenas imagine que a banana é o assunto na qual você não sabe, mas tem medo de responder por não saber. É exatamente disso que estamos falando aqui. 

¨Cuidado com o que você diz, encontre provas e depois responda-as.¨ 

Quem nunca ouviu essa frase ou uma parecida com o mesmo sentido ou significado? Você já deve ter ouvido sim. Muita gente, principalmente os orgulhosos, falam com total certeza daquilo que tem pra falar, um exemplo é: ¨Eu sou mais inteligente que você, como prova, eu sei que o morango tem vitamina D e não vitaminas A,B e C.¨. Será mesmo? Se você estuda a área de nutrição ou sobre vitaminas nas aulas de ciência da escola, verá que é uma mentira completa. O morango não tem vitamina D, mas ela é rica em todos os outros tipos de vitaminas. Então, a pessoa na qual respondeu de maneira certeira, não pesquisou e respondeu sem ter o cuidado de dizer a verdade. 

O que quero dizer é, existem muitas pessoas que quando estressadas falam sobre coisas que não tem nada a ver com a discussão ou com a situação em que se encontra ou quando estão se abrindo para pessoas estranhas ou conhecidas e acabam falando tanto sobre elas mesmas que não percebem o que falaram sobre seus relacionamentos ou atitudes erradas que havia feito tempos ou anos atrás. A frase não é apenas para o cuidado na hora da fala, mas também prestar atenção nos seus sentimentos, nas suas dúvidas. 

¨Não pense muito ou você ficará parado no mesmo lugar.¨ 

Há várias pessoas que pensam tanto em uma pergunta simples que acabam ficando presas ali e só percebem mais tarde. Imagine que um amigo seu te pergunta sobre o que você irá fazer no final de semana, você começa a pensar em um monte de coisas antes de falar exatamente o que irá fazer. Pronto! Você já está entrando no mundo da ilusão, onde soa real, mas totalmente fora do fluxo. 

Uma pergunta simples como essa, basta responder que você não tem certeza do que irá fazer, mas que provavelmente irá ao cinema, ou ficará dormindo em casa, sairá para o clube. E isso serve também para as outras e variadas perguntas simples, caso complicadas fale o que conversamos acima na parte do ¨Não sei¨. 

UMA SAÍDA

Saber quais são as palavras que criam o sentimento de insegurança em você é o primeiro passo, e nós acabamos de constatar isso. Agora, vamos reverter o poder das palavras ao nosso favor. Aqui estão algumas maneiras de reverter o processo: 

Reconheça as pressões culturais 

Pergunte a você mesmo o que sua cultura pede que você faça. Por exemplo, quando você lê revistas e livros sobre moda, sente como se pedissem para se parecer com os modelos fotográficos que vê? Se sim, certifique-se do que você está fazendo, do que está sendo pedido. Você pede para si mesmo(a) para se conhecer dessa forma? Ou é uma forma de expressar o que sente pela cultura? Guie-se pelo seu coração e não da cultura ao seu redor, pergunte a si mesmo se é isso que você realmente quer ou se é sua mente mandando você seguir um caminho diferente do que o seu coração pede. 

Reconheça as diferenças dos sexos  

Garotos e garotas não são iguais, não importa o que qualquer pessoa lhes diga. Apesar de as mulheres da década de 1950 para os dias atuais terem se esforçado para tornar um mundo igual para os garotos e garotas, de fato, não é disso que se trata. Deus nos fez diferentes e nós nascemos para realizar uma missão, um papel nesse mundo, ou seja, fazer parte dela usando os nossos dons e talentos que já nasceram conosco. 

Com as garotas acontecem da seguinte forma: As meninas se tornam garotas, as garotas se tornam mulheres e é nesse momento que elas percebem o quanto é difícil arranjar um emprego e trabalhar em um local na qual você realmente gosta e não acaba ganhando tanto dinheiro quanto um homem que faz o mesmo trabalho que o dela. Outras percebem isso durante a escola quando uma professora trata os garotos como se fossem mais inteligentes e as garotas como se fossem as mais bonitas e educadas. Tudo isso é um estereótipo que as pessoas criam após vários incidentes em comum, ou quando não querem assumir a verdade e inventam, criam um estereótipo sobre um grupo de pessoas que tem defeitos ou qualidades não tão perfeitas. 

Para não se transformar nesse tipo de pessoa, use palavras que não vinculem o sexo ao sucesso, como dizer que realizações são boas para uma garota. Concentre-se em você mesmo(a) e no que pode fazer como uma pessoa e não como um(a) garoto(a).   

Acabe com o monstro poderia- deveria- teria 

Eu sei que muitas vezes quando erramos por nossas ações e palavras que foram ditas no passado, nós pensamos em várias maneiras de reconquistar, mas sabemos que não temos o poder de viajar no tempo para consertar algo do passado ou procurar saber o que ocorrerá no futuro. Você não pode fazer tudo novamente, então porque usar palavras que enfatizam o que você poderia, deveria ou teria feito se pudesse fazer novamente se você pode aproveitar o seu presente? 

Caminhar para frente significa fazer as coisas passadas melhores ou diferentes. Isso não significa que você deve apagar o que fez de errado, mas consertá-la de uma maneira que não precise se repetir novamente. Use palavras que permita você ver o seu futuro, não que prendam você no passado. E então você se pergunta: ¨Como vou fazer isso?¨. A resposta para a sua pergunta é simples, como quando você briga com seus pais ou seus amigos, procure buscar os erros cometidos por você e não a deles, peça desculpas mesmo que você saiba o quanto a outra pessoa esteja errada também. Seja sincero e claro, darei dois exemplos abaixo: 

Luís é um adolescente famoso como esses astros pop de televisão, mas também tem uma banda, e é nessa banda que ele começa a ganhar o personagem dele. Certo dia ele queria provar aos seus amigos que ele era a pessoa que estava na linha para a fama e não os amigos dele, então eles brigaram e cada um foi para um país diferente. Até que no dia do show dele, Luís ficou sozinho e percebeu que sem a banda dele, o Luís era simplesmente ele mesmo sem o seu personagem. 

E então? O que você acha que ele deveria fazer? Pergunta difícil? Então vamos responder o que o Luís poderia fazer para retomar a banda e ganhar a confiança dos amigos de volta. Ele poderia ligar para os amigos ou deixar mensagens dizendo o quanto ele errou sem enxergar o objetivo e o trabalho em grupo na qual o torna mais forte e confiante. Ele também deve admitir que o foco não está apenas nele, mas em todos da banda. Assim que ele fizer a sua parte pode ser que a banda volte a tocar juntos novamente ou pode ser que não, mas Luís já fez a sua parte para consertar o que ele fez de errado. O laço de amizade é mais forte do que você pensa. 

Agora vamos observar uma segunda situação, onde acontece uma briga entre pais e filhos. 

Luana tem dezoito anos e mora com os pais dela, ela especificamente é uma menina que gosta de músicas pesadas como o estilo Rock e de músicas eletrônicas e K-Pop como as músicas que são tocadas hoje no século XXI. Luana sempre quis ter uma casa própria, e isso a fez se tornar independente, talvez independente até demais. Um dia Luana estava saindo da faculdade quando viu uma casa com uma placa escrito Vende-se por 80,00 (É claro que é só um faz de conta, uma casa não seria vendida somente por oitenta reais, certo? Mas vamos supor que existe). A Luana fica surpresa com o que vê e decide comprar a casa, ela faz o acordo com a imobiliária e se muda para a casa nova, e adivinha. Ela não tinha nada para esquentar a comida, guardar as roupas, nem mesmo uma cama para deitar, e a cada dia que a conta da água e da luz ia subindo, mais pobre ela ficava. 

Com base nessas condições, o único caminho que Luana poderia fazer seria pedir ajuda e desculpas aos seus pais por ter fugido de casa e ter ido morar sozinha sem saber das consequências. Afinal, comprar uma casa para morar sozinha é fácil, mas viver sem mobiliário é muito difícil, o dinheiro trabalha por você e não você por ele. 

E esse foi mais um exemplo para você leitor ter consciência do que irá fazer antes que seja tarde demais, pense duas vezes antes de partir para outra, não deixe questões de provas em branco, tente responder as questões que você tem mais conhecimento e depois responda as mais difíceis, se não sabe de nada, pelo menos tente respondê-las mesmo que seja só para preencher os espaços em branco. Mas cuidado com as palavras poderia, deveria e teria feito isso... 

¨Poderia ter respondido a questão número oito, mas não respondi.¨ 

¨Deveria ter arrumado o meu quarto antes de sair.¨ 

¨Teria respondido certo se não fosse pelo barulho de fora.¨ 

Fale alto e claro 

Fale com você mesma, fale com outras pessoas sobre você. Falar sobre as suas qualidades ou receber elogios pode criar uma realidade onde você se sinta bem sucedida. Esse sentimento leva ao indivíduo confiança, o desejo de continuar aprendendo, crescendo e prosperando. Não se trata de falar sobre seus defeitos, sua vida pessoal, seu lado íntimo, mas se abrir com os amigos, seu(sua) namorado(a) e a sua própria família. 

Não acredita que você pode se concentrar em si mesmo(a) sem se sentir como uma pessoa que se acha mais inteligente que os demais? Se não entendeu a pergunta, procure no dicionário a palavra ¨presunçoso¨ e para entender melhor leia ¨Filipenses 4:8¨, um versículo da bíblia que nos encoraja a manter a concentração em coisas que são admiráveis e excelentes. Ainda que seja uma má ideia e egocêntricas, é sempre bom procurar coisas admiráveis e excelentes que estão dentro de você, especialmente as suas qualidades. 

Não aceite um ¨não¨ como resposta 

Não deixe que as palavras criem um espaço na sua vida no qual você não seja tão boa assim. Quando escutar palavras ruins em conversas, não continue ouvindo-as, afaste-se imediatamente. Mas se você começa a ter pensamentos negativos, acalme-se e pense sobre o que está dizendo mentalmente ou verbalmente também. Use palavras que sejam reais. Diga coisas que você sabe que são verdades confirmadas por estudos e pesquisas. Viva a partir do seu verdadeiro Eu, não se afaste dele. 

ROMANCE

Bem, você já deve ter visto aqueles anúncios de propagandas melosas, com certeza. Você sabe aqueles filmes em preto e branco com um rapaz e uma garota que estão totalmente apaixonados um pelo outro, andando em meio a floresta enquanto a água do rio corre fazendo sons lentos da corrente, a brisa suave que sopra nos fios de cabelo e sobre seus rostos, e eles se olham fixamente com os olhos que queimam de paixão, e dizem com uma voz bem surrada: ¨Eu amo usar perfume da Calvin Klein.¨. 

Sim, os anúncios são inacreditáveis. E você pergunta: Quem mantém os efeitos especiais da água e do cenário enquanto eles estão usando aquelas roupas longas?  

Mesmo que os anúncios possam ser inacreditáveis, eles também passam mensagens muito sérias. Os anúncios estão repletos de todos os tipos de referência até aquilo que consideramos ser romântico só para vender um produto. Como se as imagens do anúncio lembrassem das coisas que amamos fazer, ler, divertir-se com os amigos, nossa família. Elas passam a ideia e nos causa o sentimento de querermos usar aquilo que está sendo vendido, e de acordo com a nossa frase, o perfume da Calvin Klein(isso vale pra qualquer outro objeto ou marca do produto que está sendo vendido). O ponto central é atingir as pessoas direto no coração. Tudo isso para nos fazer sentir o romance e às vezes dá aquela sensação de sair com alguém, namorar, beijar uma pessoa, em outras ocasiões o sentimento da paixão e querer fazer algo mais além do que somente um romance. 

Hoje em dia não se vê muito as atitudes de um homem fazendo tudo pelas mulheres. Atitudes que eram consideradas românticas como um rapaz abrir a porta do carro, puxar a cadeira da mesa ou simplesmente salvar uma donzela em perigo podem parecer algo totalmente estranho e nada romântico, no máximo podemos dizer que o rapaz é educado e gentil. Atualmente, os rapazes que fazem coisas assim correm o risco de serem chamados de bobos, idiotas ou misóginos, porque eles simplesmente não vão se omitir e deixar as garotas fazerem as coisas sozinhas. Se você leitor é um rapaz, sabe disso e entenderá o porquê. 

O que você pode fazer? Não é uma mentira admitir que muitas crianças ainda vão para casa e sonham com seu príncipe ou princesa encantado(a)s. Desejar que um rapaz tire os pés de uma garota do chão pode ser coisa antiga para as garotas modernas, mas esse sonho é algo que ainda existe. E quando são as garotas que tentam seduzir os rapazes para chamar a atenção deles, é muito mais complicado e difícil de saber se eles gostam de morenas, loiras, de olhos claros ou escuros, de pessoas altas ou baixas, de magras ou gordas. Cada um escolhe o seu tipo, mas eu te garanto que na hora de escolher um amor, o seu coração irá te dizer quem é a pessoa certa. 

Antes de começar a namorar, você deve pensar nas possibilidades de dar certo o que deseja, se ele(a) é a pessoa certa, se podem ou não serem mais do que amigos, se querem ou não serem noivos, opa. aí já é demais né? Pois é, então vamos começar com o assunto romance. 

DEZ INDÍCIOS DE QUE VOCÊ É UMA PESSOA EMOTIVA PARA O ROMANCE

Você liga tão frequentemente para as estações de rádio para dedicar músicas ao seu amor 

Você gasta seu tempo livre cozinhando bolos no formato de letras para formar o nome do seu amor. 

Seus minutos de celular são usados com mensagens de texto que são enviados para o seu amor. 

Você canta músicas de amor em sua mente e inclui o seu e o nome e de quem você ama nas letras. 

Na verdade, você já escreveu um bilhete de amor com batom no carro de um rapaz. Ou você deixou um bilhete no armário do(a) garoto(a). 

Agora você é fluente em quatro línguas, ama esporte, estuda arte e joga videogames, tudo isso porque a pessoa de quem você gosta faz essas coisas. 

Você enviou flores, doces ou presentes para ganhar o coração de seu amor. 

Quando você e seu(ua) namorado(a) saem para comer pizza, você pede ao pizzaiolo para colocar o pepperoni em forma de um grande coração. 

Você paga taxas extras mensais para trocar fotos da câmera dele(a) para a sua. 

Você treina assinar seu primeiro nome com o sobrenome dele(a). 

EMOTIVA

Então, o que tudo isso significa? Para pessoas emotivas, o diagnóstico é o seguinte: Você é rápido(a) para se apaixonar pelos(as) garotos(as). Provavelmente você coloca muita energia tentando fazer com que os(as) garotos(as) notem você, e quase sempre espera mais a ação dele(a) do que a sua. Você quer que ele(a) se apaixone por você em troca. 

O bom disso: emoção 

Estar em contato com o lado sensível de nossa mente é uma bênção. No mundo do século XXI, a emoção geralmente é substituída pela inteligência. Nosso mundo é cheio de lógica e ciência. E o mundo simplesmente desconsidera tudo o que não pode ser provado por fatos e números. 

A mente em contato com a emoção é uma mudança bem-vinda. Às vezes, deixar nossos sentimentos nos guiar cria uma nova perspectiva sobre o mundo. Um sentimento como o lampejo que sentimos quando estamos entusiasmados(as), quando estamos apaixonados, quando estamos cantando e dançando com toda a nossa energia e alma, ou simplesmente interessamos por um garoto pode penetrar em emoções que geralmente as pessoas mantêm trancadas dentro de si mesmas. Quando você tem medo de deixar os seus verdadeiros sentimentos aparecerem, você pode perder algumas das melhores experiências da vida. Um exemplo é o filme ¨De repente 30¨, conta a história de uma garota interpretada por Christa B. Allen, onde a personagem principal tenta ser igual as meninas populares, mas quando o desejo dela se torna realidade, ela acaba perdendo o perfil dela e um amigo também, se você assistir entenderá melhor.   

Os riscos disso: Paixão e desejo 

Se você se apaixona por todas as pessoas por quem se interessa, sua vida vira uma novela de adolescente. Os relacionamentos do tipo novela e série dramática que passam na televisão estão ali por um motivo: eles não funcionam na vida real. Quando as pessoas se aproximam uma das outras não é como se simplesmente pudessem mudar o rumo no próximo episódio se apaixonando por outra pessoa. 

Sendo uma pessoa emotiva, corre esse risco. A paixão é curta e geralmente não o(a) leva a lugar algum. Ela termina e você fica imaginando para onde toda aquela energia foi direcionada. O segundo risco é o desejo, quando a paixão avança muito e o corpo comanda a sua mente a seguir por aquele caminho. Isso pode levar um(a) garoto(a) a tomar decisões realmente ruins. Ir muito além fisicamente como muitos jovens norte-americanos fazem ou começar a compreender os valores emocionais, religiosos que você valoriza pode ser o resultado de seu desejo. 

O que Deus diz sobre isso: as emoções são uma dádiva 

Cuidado com as suas emoções, elas extraem o melhor de você. A Bíblia está repleta de passagens em que você é encorajado(a) a usar os seus pensamentos, as suas emoções positivas e a sua imaginação a serviço do Senhor. 

O melhor exemplo? Os Salmos. Pegue um livro, acrescente algumas centenas de capítulos, coloque alguns instrumentos musicais antigos e terá uma música atrás da outra, repleta de emoção. Os Salmos são clamores a Deus, aos amantes, bênçãos, amigos, natureza, animais, música, boa saúde, harmonia, tempos bons e sobre mais outras coisas. As palavras não são pensamentos intelectuais. Os Salmos falam de emoções e não apenas palavras. 

Imagine o rei Davi em seu tempo livre saltando pelos gramados do palácio cantando os sentimentos com o coração. As emoções, porém, também tem seus contras. Qual é o melhor lugar para ver os riscos causados pela emoção? Continue lendo sobre a história do Rei Davi. A paixão instantânea por Betsabá o levou para uma confusão total em sua vida. Ele não apenas fez sexo com a esposa de outra pessoa, mas também assassinou o marido dela para tentar cobrir a coisa toda. 

Você já deve ter ouvido essa história centena de vezes, mas vale a pena relembrar do Salmo, caso você não tenha lido a Bíblia por não ser um cristão ou porque acha que os cristãos só falam sobre histórias bíblicas não se engane. Você já ouviu falar sobre a diferença entre texto e contexto? Se sim, sabe do que estou me referindo, mas se não, vou ser bem direta com você.  

Texto: É aquilo que está escrito no papel, mas não precisa ser explicado de forma interpretada, pois qualquer um pode ler um texto, mesmo sem entender. Por exemplo, o assunto deste livro se trata de psicologia reversa, mas o seu contexto está voltado para temas dentro da psicologia em geral. 

Contexto: É a interpretação total que você tem sobre um texto. O texto pode estar escrito com um monte de gírias ou como uma história infantil, mas todo aquele texto tem uma razão para estar escrito ali, elas irão te ensinar o significado e a moral de algo que talvez carregue consigo a sua vida toda. 

A emoção transformada em paixão geralmente termina mal. Como eu disse, o fogo que você sente no início pode futuramente acabar com você, e é você que arca com as consequências carregando a culpa, pena, vergonha, confusão e um sentimento como se você e Deus estivessem distantes ou como se você e ele tenham brigado. 

DEZ INDÍCIOS DE QUE VOCÊ É UMA PESSOA RACIONAL PARA O ROMANCE

Você gosta de dividir a conta quando sai em um encontro. 

Você nunca pulou dentro do carro com uma amiga e secretamente seguiu um rapaz do qual gostou só para descobrir onde ele mora. 

Quando você vai à praia, você usa um traje de banho funcional e não algo que te ¨ coma com os olhos ¨. A expressão coma com os olhos significa algo que chama atenção. 

Você nunca fingiu que não estava em casa quando um(a) garoto(a) ligou só para deixá-lo(a) ansioso(a) ou para fazê-lo(a) desejá-lo(a) mais. 

Primeiro você busca amizade e depois romance. 

Você sabe exatamente o que busca em um(a) garoto(a) e não aceitará menos. 

Você não tem bonecos ou bichinhos de pelúcia com o nome de seu amor. 

Você se sente bem na frente dele(a) mesmo com o cabelo que está dois dias sem lavar, nenhuma maquiagem(no caso das garotas), e roupas que não combinam. 

Você diz: ¨ Quero mais! ¨_ quando ambos saem para comer e estão com fome. 

Você não se importa se ele ou ela sabe o tamanho do seu manequim, calçado e o quanto você pesa. 

RACIONAL 

Para você que é racional, a situação é um pouco diferente. Para os racionais tudo deve ser igual e dividido. Vocês não iniciam um romance porque acabaram de se conhecer depois de vinte minutos de encontro e buscam por um sinal indicativo de que o sentimento entre vocês é mútuo. Mas há o diagnóstico negativo: Toda essa igualdade significa muita espera para ver o que irá acontecer no futuro em diante. E, à medida que o tempo passa, você corre o risco de saber tanto sobre aquela pessoa que isso o(a) faz parecer legal e, às vezes, se esquece de que ele(a) não tem algumas das principais qualidades que você procura, como ser um cristão, por exemplo. É muito raro encontrarmos cristãos que não são evangélicos ou judeus. 

Então imagine que você está querendo falar com uma pessoa da religião judaica, mas você nem sabe que ela segue o judaísmo, até que quando você o(a) conhece ainda mais descobre que ela não é do seu tipo, mas mesmo assim você se apaixonou. Então vem aquela pergunta, será que é pecado amar alguém que seja de outra religião? E eu digo que em alguns casos pode sim ser considerado pecado, mas isso não quer dizer que vocês não possam ficar juntos. 

Eu conheço uma garota que é ocultista, os ocultistas são pessoas que praticam bruxaria, mas isso não quer dizer que ela seja má, mas sobre esse assunto voltado à religião, vamos falar no capítulo três. Voltando ao nosso assunto de agora, a garota que eu citei mora aqui no Brasil em Brasília mesmo, apesar da família dela ser cristã, ela segue o ocultismo e é difícil ela se enturmar com as pessoas porque ela tem medo que a chamem de bruxa malvada, mas preste atenção, ocultismo é uma coisa e satanismo é outra. Enfim, ela conhece um garoto que segue a religião cristã, ela se apaixonou por ele, mas não sabe o que fazer, e aí o que você faria se você estivesse no lugar dela? Difícil não é mesmo? E é por isso que vamos falar sobre igualdade e reciprocidade. 

O que Deus diz sobre isso: igualdade e reciprocidade 

Pode ser que você não utilize com muita frequência essa palavra, mas se você é racional quando se trata de romance, você conhece bem isso. Reciprocidade é uma troca. Você sabe, eu dou um pouco e você também dá um pouco. Quando as pessoas são do tipo racional, elas procuram por esse tipo de troca. Elas não desejam serem as únicas apaixonadas. E elas não querem  desistir de outras coisas divertidas de sua vida somente para sair com outra pessoa. Isso é chamado de preservar o coração. Isso quer dizer, proteger- se, uma vez que as chances de vocês não se casarem são bem altas. 

Ambos não são o mesmo que reter o amor, a menos que você obtenha algo em troca. Isso é ligado a igualdade, os sentimentos estão lá, mas você não vai em cima de uma pessoa na qual você acabou de conhecer, mudar todos os hobbies e abrir mão de outras coisas que você gosta de fazer na vida. 

Entretanto, ser uma pessoa racional pode ser difícil. Quando começamos a achar que devemos gostar de um(a) garoto(a) desse jeito, muitos de nós sentimos dificuldade. Assim, esperamos o que irá acontecer conosco, por exemplo, se duas pessoas que se amam entram no âmbito da amizade pode ser mais do que muito(a)s garoto(a)s podem suportar. É aqui que a pessoa racional acerta o passo. Ele(a) para, olha e pensa sobre o que está acontecendo antes de entregar o coração. 

 OS RISCOS QUE UMA PESSOA RACIONAL ENCONTRA DURANTE O ROMANCE

Encontro Missionário: Isso acontece quando uma pessoa tem a ¨responsabilidade¨ de levar o seu amor até Cristo, por exemplo, isso acontece muito com as garotas. Isso significa encontros, um relacionamento sério e níveis mais profundos de intimidade, tudo na esperança de que, no futuro, algum dia, talvez mesmo até hoje, o rapaz se converta e volte para Deus. 

Mesmo uma pessoa racional não pode fazer um encontro missionário funcionar simplesmente porque esse é o plano dela: Deus é o único que pode ser chamado de Cristo e o beijo na boca não pode fazer isso. Os encontros missionários nem sempre acabam do jeito que imaginávamos, e as pessoas nem sempre se convertem. 

Sair com um rapaz ou com uma garota pode trazer crescimento a nossa vida. Mas não se esqueça de que o crescimento espiritual significa você, ou seja, o seu estado em si. E Deus está do mesmo lado que você. 

Até agora vimos sobre o que é um encontro missionário, agora eu irei falar sobre casamento. Pois é, casamento. Imagine você esperando a sua noiva no altar, ou você vestida com seu vestido longo indo à direção do noivo. Mas o assunto é sério, muitos jovens de hoje em dia preferem quebrar as regras, primeiro começam a namorar, depois de três anos já pensam em se casar, e então começam a formar uma família. É tudo tão rápido que a pessoa nem percebe se ela cometeu um erro ou se ela fez o correto.  

Não há leis que proíbam a pessoa de fazer tais coisas, mas há leis dizendo que para morar sozinho e ter responsabilidade no país, deve ter uma certa idade, no caso do Brasil, 18 anos para quase tudo, eticamente falando, é para tudo mesmo.  

Imagine você, jovem de 16 anos de idade, de repente começa a namorar com um(a) jovem de 17 anos, vocês ficam três anos juntos e pensam que se apaixonarão por toda a eternidade, mas no fundo a pessoa não sabe muito sobre você e nem você sabe tudo sobre a pessoa. Mesmo assim, vocês se casam judicialmente e vão morar juntos em um casebre, criam filhos e dizem que a vida está como deveria ser. Será? E a faculdade? E a escola? E sua carreira? A isso chamamos de casamento relâmpago. 

O grande mito de tudo isso é que todos dizem que não há problema em sair com rapazes ou garotas que não seguem a religião cristã, já que nenhum de nós irá se casar com aquela pessoa. Mas a realidade é que é muito difícil de acontecer um relacionamento entre casais com diferentes religiões que não estejam ligados a religião cristã. Eu por exemplo, não tenho religião, eu apenas acredito em uma força maior, minha família é cristã, a minha outra família é espírita. Há sim uma grande diferença atrapalhando o caminho de ser quem eu sou, mas eu sou quem eu sou, ninguém pode me obrigar a ser o que não quero ser, a não ser que eu queira mudar. 

Entende o que eu quis dizer com incompatibilidade? Mesmo que você não vá se casar com a pessoa, ainda há muitas coisas que estarão em lados opostos. Mas em alguns casos como a novela Caminho das Índias da televisão brasileira, Maya não podia se casar com o amor verdadeiro dela porque já estava prometido a outro da mesma religião dela, só que o amor dela era de outra religião e outra família, sendo assim entra o nosso contexto. Dificilmente Maya conseguirá se casar com uma pessoa de religião alternada, vamos supor que Maya é cristã e o outro é judeu, ambos podem seguir o relacionamento, mas seguem a religião de cada um, pode ser que um deles se converta para a religião do outro, mas dificilmente iria acontecer isso. Porém, ambos aceitaram as diferenças um dos outros, ambos aceitaram se apaixonar e ambos continuaram se encontrando, aí sim podemos dizer que realmente são feitos um para o outro. Mas cuidado, não comece a brincar de casinha, ou seja, não comece achando que relacionamento é brincadeira de boneca, não se trata apenas de beijo, casamento, filhos e liberdade. E então você me pergunta: Romance, mas de que tipo? 

Romance: Mas de que tipo? 

Não importa se você é racional ou emotiva, futuramente você irá se comprometer a alguém. Não, não estamos falando de casamento, estamos falando do seu compromisso com os rapazes, no caso dos rapazes com as garotas. Para se vincular ao romance, é preciso seguir alguns conselhos como seguir uma receita. Citando novamente sobre aquele filme que conversamos sobre o nosso lado emotivo, Gabriela disse o seguinte:  

¨Eu havia assistido o filme ¨ De repente 30 ¨, mas achei tão sem graça, apesar da mensagem, a mensagem que o filme transmitia era sobre a garota se encontrar sozinha quem ela é de verdade. No começo ela é Maria vai com as outras, mas quando ela percebe aos trinta anos de idade que fez uma grande confusão, se arrepende e volta no tempo para consertar o que ela havia feito de errado. No final ela vive o verdadeiro felizes para sempre e o filme acaba.¨  

Realmente, nossa colega assistiu o filme, e é um exemplo de garotas atuais que estão querendo buscar quem elas são, principalmente pré-adolescentes. Muitas vezes invejamos as meninas que são superiores a nós, que chamam a atenção dos garotos e que pedem para eles ficarem quietos, mas nós não podemos simplesmente copiar todas as ações da pessoa. E uma coisa que você deve aprender é: Não importa o quanto você tente mudar você mesma, sempre terá alguém lhe criticando pela sua beleza e pelas suas características. 

Algumas pessoas seguem o caminho do namoro 

O namoro é basicamente simples. Primeiro começa com a amizade verdadeira entre duas pessoas, depois ambos se apaixonam e começam um romance sem ilusões ou desapontamentos. Porque namoro significa encontrar um parceiro para seguir adiante com você durante um período da vida. No namoro, diferentes ações se tornam o foco do relacionamento, bem diferente do que acontece em encontros. 

Depois de descobrir o íntimo da pessoa com quem você está, já começam a planejar o casamento, duas razões para isso ter começado bem: amizade e conhecimento pessoal. 

Algumas pessoas seguem o caminho do encontro 

Essas pessoas são chamadas de ¨levianas¨, ou seja, são pessoas que buscam o interesse por alguém, e somente por aquela pessoa, mas elas não procuram ter um relacionamento definitivo e também não será um relacionamento de longo prazo. 

Por exemplo, imagine que você é pobre e não tem praticamente nada, mas você se atropela com alguém elegante e arrumado, popular e inteligente. No começo você pensa, ele é rico, advogado, se eu me casar com ele, não terá problemas. Ou o garoto que se atropela com uma garota popular, charmosa e bonita, logo ele pensa: Essa garota é bonita, acho que vou começar a namorar ela, ela deve ter muita grana!_ Pois é, você não está só, o mundo é cheio de gente falsa, interesseira, ruim, mas o mundo também tem suas ordens estabelecidas. 

Se interessar por uma pessoa só por características específicas na qual você acha mais interessante é diferente de se encontrar com ele(a) e descobrir a verdade. Pensamos muito nas pessoas só pela aparência externa, mas nunca aceitamos ou enxergamos de verdade a beleza interna, vamos falar disso depois. 

Algumas pessoas flertam e começam a sair com as pessoas 

Esses tipos de pessoas, são as mais indecisas, nem sabem com quem ficar, com quem se casar ou com quem começar um relacionamento. Simplesmente chega perto de qualquer gente bonita ou se veste com roupas e maquiagens exageradas para atrair olhares. Quem nunca se olhou no espelho e disse para si mesmo que está lindo? É claro que todo mundo já fez isso, e é justamente isso, as pessoas se acham bonitas demais por fora, mas não se encontram por dentro, não conseguem trabalhar o interior.

E onde isso me leva? Se você não achar a pessoa certa para começar um relacionamento ou não se achar dentro de você mesmo(a), significa que você não está preparado(a), você não está pronto(a) ainda para aguentar um relacionamento ou superar obstáculos que virão pelo caminho. 

Mas não pense que vamos falar mal do flerte aqui não. O flerte é algo totalmente natural. Ele faz parte do teste do que se passa com a sexualidade e o desenvolvimento. Basta saber que você não pode deixar o flerte ficar fora de controle. Ele não é uma maneira de chamar a atenção. E ele pode até levar as coisas que são difíceis de lidar, como a pressão para fazer sexo. Porque você usa o corpo para chamar a atenção quando flerta é difícil para os garotos não receberem sinais de que está interessada neles de um modo físico. Ou porque você vive inventando poesias ou um jeito romântico de se apresentar a uma garota sem dispensá-la. 

Conselho direto

Tentar um romance não é a mesma coisa que ficar perdida em um redemoinho de emoções e excitação. E é aqui que entra o conselho: mantenha a cabeça no lugar. Saiba que tipo de pessoa romântica você é (racional ou emotiva) e vá com calma. O maior erro que as garotas cometem durante a adolescência é se tornarem passionais quanto ao romance. As garotas ficam dias, horas e semanas preocupadas com rapazes, paixões e o que fazer com os sentimentos. As garotas podem se arrepiar quando o rapaz na qual elas gostam se aproximam, ou passam o tempo livre se fantasiando para tentar chamar a atenção do rapaz. 

Já os rapazes não se preocupam tanto assim, mas toda vez que olha para uma garota e gosta do tipo, ele sempre vai seguir ou admirar ela. 

Então, sem pressa, vá com calma na hora de se apaixonar ou começar um romance. Se você tem consciência que ainda não está pronto(a) para o desafio, dê um tempo no romance e comece a pensar na convivência entre as pessoas. E também, seu casamento não será na semana que vem.   

PRECONCEITO E PERCEPÇÃO 

Certo, vá em frente e tente completar as frases com palavras que se encaixem nos espaços em branco. Para entendermos a questão do preconceito, é preciso saber o que ele é de verdade, portanto vá em frente e seja honesto(a), complete com as frases que vierem a sua cabeça, mas não fuja do assunto. 

  

Afro-descentes são bons em __________________________________________________________________________________. 

___________________________________________________________________________________________ não sabem dirigir. 

Pessoas que nascem em ________________________________________ administram  lojas de conveniência e postos de gasolina. 

Garotos que fazem balé são __________________________________________________________________________________. 

_____________________________________________________________________ sempre tiram A e são os melhores na escola. 

Pessoas altas jogam ________________________________________________________________________________________. 

Quando você vê pessoas vindo em sua direção, como você pode dizer se são machistas ou não? E quanto aos idiotas, punks, muçulmanos ou homossexuais, como você os classifica? Se você não conseguiu responder as perguntas, então você é simplesmente igual a todo mundo. Assim, continua a fazer isso. Às vezes, você determina algumas coisas sobre uma pessoa logo de cara e então imediatamente a rotula. Ela é prepotente. Ele é judeu. Eles são lixo branco. 

Sejam bem-vindos ao mundo do preconceito. A razão pela qual eu fiz você refletir sobre o que pensa sobre o algo ou alguém é porque essa é a maneira mais fácil de fazer você perceber do que realmente se trata o preconceito. É um resumo para descrever grupos de pessoas que agem apenas pelas aparências e pelos interesses. 

O preconceito é uma questão de opinião. Não é algo baseado em fatos e isso ignora nossa individualidade. O preconceito é uma opinião que você tem sem verificar as informações verdadeiras. Esse é um problema da nossa sociedade. E, à medida que o globo se torna um lugar cada vez menor devido as informações que recebemos através de sites, televisão e revistas, a sociedade também se torna desequilibrada. 

Os Estados Unidos são uma das nações mais diversificadas do planeta. Assim, eles podem ser mais ricos ou mais pobres, podem ter a pele e o jeito de vestir diferentes, podem ter religião ou cultura diferente, mas no final, todos nós devemos olhar como iguais. Por enquanto ele é considerado como a primeira potência mundial em tudo, mas em breve isso pode mudar com o atual governo do século XXI. 

SOMENTE UM RÓTULO

Algumas pessoas têm rostos bonitos; outras são inteligentes. Toda a ideia de igualdade quanto ao nosso corpo físico ou nossas qualidades e habilidades pessoais simplesmente não correspondem a verdade. Nós não somos todos iguais assim. 

Mas somos todos iguais como seres humanos. Todos nós nascemos de um pai e de uma mãe, todos nós temos órgãos para podermos viver, pensar, respirar, todos nós ficamos nervosos, choramos, rimos, sonhamos, ficamos com raiva, inveja e desejamos conviver com outras pessoas. Tudo isso faz parte da natureza humana. Foi assim que Deus nos fez. 

Basicamente, é isso que significa o ser igual. Significa que sob todas as aparências e habilidades, as pessoas têm os mesmos valores. Elas têm corpo, coração, mente e alma, assim como nós. Elas foram feitas por Deus. Esse é o primeiro ponto para começarmos a entender a diferença entre preconceito e percepção. 

Quando o preconceito se estabelece em nossa mente, esquecemo-nos disso. Em vez de enxergamos as pessoas como seres humanos, enxergamos elas como um rótulo. Alguns são rótulos de raça, outros são sobre o quanto de dinheiro as pessoas ganham ou sobre a origem do país delas. De qualquer maneira, o rótulo não descreve as pessoas por dentro. Ele é apenas um nome que utilizamos para descrever as pessoas sem saber exatamente o que elas são de verdade. Como isso ocorre? Por que as pessoas tem preconceito? 

ANTIGAMENTE...

O preconceito se perde na história da humanidade. Você se lembra da história da bíblia sobre o bom samaritano e o novo testamento? Ela se encontra no livro de Lucas. A história conta a viagem de três passageiros, onde passavam perto de um homem que acabava de ser roubado por ladrões e bandidos da época, e no final das contas, somente um dos três parou para ajudar o rapaz. Os três passageiros eram um judeu, um levita e um samaritano, todos tiveram a chance de ajudar o rapaz, mas somente o samaritano parou para ajudar o rapaz. 

O preconceito que se encontra na história é que o homem que ajudou o rapaz geralmente é o mais rejeitado da história. Nos tempos antigos, os samaritanos eram a mais baixa casta social. Assim, quando Jesus nos contou esta história, as pessoas provavelmente teriam pensado que o judeu ou o levita iria parar e ajudar o rapaz, não um samaritano. 

Todas as gerações que passaram tiveram de lidar com pessoas que menosprezavam, eram violentas, rudes ou agressivas em oposição a algum outro grupo. A história nos mostra os caucasianos que oprimiram os escravos americanos; alemães nazistas que odiavam os judeus, o medo americano dos japoneses, e, recentemente, muçulmanos que tentam destruir os americanos(11 de Setembro). 

Mas nós também vimos outros exemplos. Na América, os nativos americanos frequentemente foram assassinados e espancados por praticarem bruxaria. Os afro-americanos costumavam ser segregados, cidadãos inferiores por causa do tom da pele. As mulheres não tinham direito ao voto. 

Nos dois exemplos que foram citados anteriormente desde a história do samaritano até o atentado de 11 de Setembro, podemos entender que tudo se trata de estereótipos, desinformação e medo. 

ESTEREÓTIPOS

Os fatos de os estereótipos que tendem a permanecer, geralmente é verdade. Por exemplo, muitas pessoas que são altas e gostam de esportes jogam basquete. Pense bem, o cesto já está no alto, poucas pessoas baixas conseguirão entrar pro time, por que? Porque se o cesto é alto e a pessoa é alta, há muitas chances dela conseguir fazer a cesta, mas se a pessoa é baixa e o cesto é alto, há poucas chances dela fazer a cesta e assim conseguir entrar pro time. 

Assim, um estereótipo pode ser considerado verdadeiro, em parte. Mas é aqui que os estereótipos levam ao preconceito: quando você vê apenas o estereótipo e não a pessoa. Por exemplo, uma garota com baixa estatura tenta entrar para o time de basquete. Ela acaba sendo cortada. Mas em vez de as pessoas dizerem a ela que não foi bem no teste e o treinador a cortou em dois minutos, as pessoas dizem: ¨Pessoas baixas como você sempre serão cortadas no basquete.¨ O quê? Elas são anãs! 

Em geral, as pessoas não conseguem usar os estereótipos sem serem preconceituosas. No exemplo dado acima, uma pessoa baixa não poderia jogar basquete. Isso faz com que o indivíduo cujo sofre estereótipo se sinta diminuído e comece a mudar de atitude. Assim, quando você ouve algo sobre ela sem conhecer a pessoa, você acaba acreditando no estereótipo e não na qualidade certa da pessoa. Há três coisas que você acaba extraindo a partir dessa história: 

Os estereótipos nunca podem descrever um grupo inteiro de pessoas. Todo mundo é um indivíduo. Nenhuma palavra pode descrever esse tipo de diversidade. 

Os estereótipos geralmente são apenas metade do problema. A outra metade do problema é o preconceito. Se você acredita no estereótipo, o próximo passo pode ser ódio. 

Uma mentalidade que se baseia em estereótipos e forma preconceitos serão incapazes de seguir os mandamentos de Jesus, que diz para amarmos uns aos outros. E mesmo em outras religiões dizem que devemos respeitar o nosso próximo. 

Desinformação 

Com muita frequência, a desinformação chega até nós de duas formas: boatos e mídia. Para você entender melhor o que significa veja os significados abaixo.   

Boatos 

O que é? Você sabe o que acontece quando um amigo ou uma pessoa conta para outra alguma coisa que ela ouviu através de outra pessoa? Sim. Boatos. E a coisa mais verdadeira sobre um boato é que grande parte dele não é verdade. O mesmo vale para a desinformação, quando se trata de preconceito. 

O boato preconceituoso pode assumir muitas formas. Ele pode ser boato sobre coisas tolas, como o que uma pessoa come ou a sua aparência. Ou pode ser um boato que realmente são importantes para uma pessoa, religião ou família. 

Basicamente, o boato preconceituoso é igual a uma conversa maldosa. E assim começam a espalhar rumores sobre o assunto. 

O que fazer? Se os boatos forem sobre você, a primeira coisa a fazer é denunciar, mesmo sem saber quem espalhou os boatos. Mesmo que não seja com você, e seja com outra pessoa ou um(a) amigo(a) seu(ua), ajude ele(a). 

FALE Quando ouvir as pessoas espalhando boatos, Pare e mude de assunto imediatamente ou chame os seus amigos para conversar em particular.  

AFASTE- SE Se você não puder impedir os boatos, retire- se do local, afaste-se das pessoas que acreditam nos boatos. Esse é o jeito mais fácil para ficarmos longe dos boatos. 

PESQUISE Se ouvir boatos sobre algo que não seja com uma pessoa da escola ou de qualquer outro lugar, se os boatos forem por exemplo de um homem que morreu na casa que é considerada assombrada pelo espírito dele, antes de acreditar em uma história dessas, pesquise. Veja se realmente houve o incidente, não tente ficar de fora das notícias também, é muito importante. Abaixo tenho alguns locais que você pode pesquisar para receber notícias: 

Correio Brasiliense http://www.correioweb.com.br 

Estado de S. Paulo http://www.estadao.com.br 

Estado de Minas http://www.estaminas.com.br 

Folha de S. Paulo http://www.folha.uol.com.br 

Dicionário É muito importante o uso do dicionário quando se quer saber de uma palavra, no caso, se você não sabe o que é a palavra preconceito, basta procurar no dicionário o significado geral da palavra. 

Mídia 

O que é? Todo mundo sabe que há milhões de notícias sobre coisas que ocorrem pelo mundo todo, mas nem tudo que você lê ou assiste pode ser verdade. Às vezes, as pessoas relatam fatos e números, mas outras vezes elas opinam sobre esses fatos e números, o que nos leva a desinformação, algo que pode ou não ser verdade. 

O que fazer? Seja cuidadosa. Não acredite em tudo o que ouvir. Isso não quer dizer que você deve desconfiar em qualquer pessoa e achar que ela mente, isso é apenas ser cautelosa. Aprenda a diferenciar fatos e números de opiniões. Lembre- se: o preconceito ocorre quando estamos em fatos reais. Se obtemos uma grande quantidade de opiniões, temos informações suficientes para tomarmos uma boa decisão, longe do preconceito. 

PRESSÃO E SEU VERDADEIRO EU 

Desde sempre, nós buscamos uma identidade para nos colocarmos em posição, mas isso não significa que devemos sempre mudar de atitude e de personalidade. A diferença entre pressão e o seu verdadeiro eu é o seguinte:  

Imagine você como uma pessoa inteligente, não popular e muito rejeitado. E então você ouve de uma pessoa: ¨Você deve usar roupas melhores do que essa que você está vestindo e também devia viver a vida ao invés de estudar.¨_ Aí você realmente olha para você mesmo(a) e diz que a outra pessoa está certa, no dia seguinte você vai vestido(a) de outro jeito e muda de atitude, então chega uma pessoa de novo e diz: ¨Você deveria comer menos, você tem muita barriga.¨ _ E você olha pra você mesmo(a) e diz que realmente precisa malhar ou comer menos. 

É aí que entra a nossa história da pressão, não adianta você mudar de estilo por fora e nem de atitude por dentro, porque uma coisa que eu aprendi na vida foi: As pessoas sempre vão lhe criticar por algo, não importa onde você esteja ou não importa como você é. Sempre terá alguém para lhe criticar. 

Mas e agora? Pois é, se você não consegue se olhar no espelho e viver feliz com o que você já é, significa que você não está vivendo o seu verdadeiro Eu. Para buscar o seu verdadeiro Eu, aqui estão algumas dicas.   

HOBBIES 

Hobbies são aquelas coisas que gostamos sempre de fazer no nosso dia a dia, como por exemplo, pintar, dançar, escrever músicas, fazer peças de teatro, tricotar, bordar, costurar, jogar, praticar esportes, e outros. É um dos principais para começar a achar o seu verdadeiro Eu. Se você gosta de fazer algo das coisas que eu citei, não mude porque isso é o seu verdadeiro Eu. 

PREFERÊNCIAS

Muita gente prefere comer somente verduras do que carnes, já outros preferem comer carnes do que alguns tipos de verduras. A isso tratamos de preferências, não é preciso ser somente de comida, às vezes na hora de escolher as roupas em uma loja ou montar o cenário de uma peça. Cada um vai opinar as preferências um do outro, por exemplo: João diz que prefere usar roupas longas no calor por causa dos mosquitos, já Joana diz que prefere usar roupas curtas porque o calor é agoniante. Assim temos duas opiniões ligadas ao uso das roupas no calor. Ou seja, temos duas pessoas dizendo as suas preferências, e isso também faz parte da nossa busca pelo verdadeiro Eu. 

TALENTOS

Você sabe o que é talento? Não, talento não são pessoas que são famosas ou pessoas que vão para Hollywood ou Disney se tornarem parte do mundo da fama e são artistas. Talento é algo que está dentro de nós desde crianças, por exemplo, o meu talento é pintura, desde criança eu pinto telas e as transformo em algo que faz parte da minha personalidade, dos meus sentimentos, de algo que sonhei e se tornou realidade. No seu caso, o talento pode ser canto, dança, atuação, decoração, mágica, ajudar outras pessoas a se encontrarem, liderar um grupo de pessoas. Mas cuidado, não confunda dom com talento, dom é algo que somente nós temos como prever algo, telepatia, algo que é difícil todo mundo ter. Mas talento é tudo aquilo que a pessoa consegue desenvolver. 

CULTURA

A cultura de todos nós é bem diferente, cada país tem um tipo específico de cultura, mas isso não significa que vai ter somente aquela cultura ali. Antigamente poderíamos dizer que a cultura era bem preservada em apenas uma base, mas agora que houve migrações de todos os locais e mudanças de pessoas que fogem da guerra ou procuram por outra vida, várias pessoas de origens estrangeiras vieram parar no nosso continente. 

Calma aí, os turistas não contam. Para entendermos o que é cultura, vejamos as Sete Belas Artes. Em cada país há um tipo de dança somente deles, os mais populares são as danças de salão, balé, jazz, dança de rua, capoeira, sapateado. E de músicas temos eletrônica, hip hop, músicas clássicas, pop, e outros.  

Mas a cultura não é somente as Sete Belas Artes, mesmo em um país, cada estado e cada região dentro dele, irão mostrar culturas diferentes. No Brasil, por exemplo, as comidas do Nordeste são bem diferentes das comidas do Sul e do Centro Oeste, se você perceber, quem mora no litoral do País como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, os peixes que eles servem na praia são bem diferentes dos peixes de Brasília. E com isso eles ganham uma parte da cultura, mas se você perguntar onde o pão de queijo foi feito, todo mundo vai falar que o pão de queijo foi inventado em Minas Gerais, o que nos leva a cultura. Se o pão de queijo foi inventado em Minas Gerais, então o pão de queijo passa a fazer parte da cultura, mas se uma pessoa inventar um pão de queijo com sabor diferente, então esse outro pão de queijo passa a fazer parte da cultura local. 

Acima foi apenas alguns exemplos para você realmente entender o que é a cultura em si. Se a sua família tem uma cultura derivada dos asiáticos, mas você é americano, isso não quer dizer que você deve deixar de seguir a cultura asiática, mas também não significa que você deve deixar a sua cultura americana de lado e começar a virar asiático, não. A cultura é algo que seguimos por vontade, eu sou descendente de japoneses, eu gosto da cultura deles, mas apesar de eu ser descendente de japoneses, eu também sou descendente de brasileiros, ou seja, eu posso tanto viver a cultura brasileira quanto a japonesa. Isso nos faz conviver dentro da sociedade como um todo. 

RELIGIÃO 

Quando uma pessoa nasce, é batizado pela família e depois cresce, ela é destinada a seguir uma religião, mas e se ela não quiser? Bom, não é obrigado a pessoa seguir uma religião, não há leis ainda sobre ela ser obrigada a seguir uma religião. Mas a única coisa que todas as pessoas devem acreditar é: Acreditem em uma força maior que a nossa, acreditem nele ou nela. Isso nos faz confiantes e nos faz ter esperanças, fé. Os cristãos acreditam em um único Deus, os budistas acreditam no buda, os indianos acreditam no Deus sagrado e os gregos acreditam em vários deuses, e assim sucessivamente. 

No meu caso, a minha família segue a religião cristã, mas a minha família em geral, todos são seguidores de uma religião diferente, meu pai segue o espiritismo, minha mãe é católica, a minha madrinha é evangélica, minha família que mora no Japão é budista, a minha família do litoral segue a religião pagã. E eu como fico? Pois é, foi bem difícil na hora de escolher uma religião pra mim, e muita gente sente do mesmo jeito, e é por isso que a primeira coisa que todos devem saber é acreditar em uma força maior. 

Mesmo aqueles que têm ou não uma religião, sofrem preconceito. Porque todas as igrejas vão falar algo contra, por exemplo, a igreja cristã não gosta dos pagãos, os evangélicos são cristãos, mas não acreditam muito no que os católicos dizem, os espiritistas falam uma coisa e os budistas falam outra. Há uma política ocorrendo entre eles, mesmo nas músicas que cantamos dentro do Templo ou da nossa Igreja. Mas querem saber a nossa verdadeira Igreja? A verdadeira Igreja está dentro de nós, na qual chamamos de igreja. E é por isso que devemos respeitar uns aos outros, não importa a religião. 

LIBERANDO A PRESSÃO 

Agora que você já sabe o que é preconceito, como achar o seu verdadeiro Eu e também como saber da verdade. Libere um pouco as suas tensões escrevendo o que vier pela cabeça em estado de estresse: 

Argh!! Por dentro eu sinto como se gritasse: _____________________________________________________________________ para as pessoas que me pressionam. 

O que me deixa louco(a) é: 

 ___________________________________________________________________________________________________ 

____________________________________________________________________________________________________ 

____________________________________________________________________________________________________ 

____________________________________________________________________________________________________ 

____________________________________________________________________________________________________ 

Mas eu também me sinto: 

Ansioso(a)/ Confuso(a)/ Curioso(a)/ Desconfiado(a)/ Enciumado(a)/ Estereotipado(a)/ Estressado(a)/ Excitado(a)/ Frustrado(a)/ Preso(a)/ Revoltado(a)/ Sobrecarregado(a)/ Sufocado(a)/ Atentado(a) 

Se eu ceder, provavelmente ganharei: 

____________________________________________________________________________________________________ 

____________________________________________________________________________________________________ 

____________________________________________________________________________________________________ 

Se eu ceder, provavelmente perderei: 

____________________________________________________________________________________________________ 

____________________________________________________________________________________________________ 

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DISTÚRBIOS ALIMENTARES 

Chegou a hora da verdade. A maioria das pessoas adora comer. Isso é algo pelo qual elas anseiam. Um sundae com cobertura é um prazer, um sanduíche do Subway com batata frita pode ser o lanche da noite. Mas para as pessoas que possuem distúrbios alimentares, a comida, é a pior coisa. 

Os distúrbios que irei citar são graves e isso pode ficar ainda pior se a pessoa não se ajeitar principalmente as garotas que dizem querer perder a barriga ou peso. 

A maioria dos distúrbios alimentares parece realmente normal. Você não pode perceber somente pelo o que as pessoas falam ou andam. Há pessoas que sofrem de bulimia(binge) e anorexia. As pessoas que sofrem o distúrbio alimentar bulímico são pessoas que não param de comer e só conseguem parar na hora de colocar tudo para fora, um costume dos antigos romanos. Já as que sofrem de anorexia, são pessoas que provavelmente irão pular refeições e começar a se exercitarem, assim, acabam perdendo refeições importantes do dia e ao invés de comer o que é essencial, a pessoa acaba comendo pouco e menos que o devido. Mais tarde é capaz deste(a) desmaiar. 

As pessoas mantêm segredos. Nós sempre temos um sistema para transmissão de recados, quem nunca escreveu em um diário? E nós que usamos apelidos para conversarmos on-line em segredo com outras pessoas. As garotas têm excelentes habilidades para guardar segredos, é claro que quando ficamos nervosos(as) acabamos falando bobagem e ao mesmo tempo soltamos um segredo sem querer. Você pode começar a suspeitar das pessoas que possuem distúrbio alimentar, você tenta conversar com ele(a) sobre o assunto, mas na mesma hora ele(a) muda de assunto. Tudo indica que ele(a) sofre de distúrbio alimentar, uma pessoa que não tem distúrbios alimentares, calmamente falaria sobre o assunto. 

Distúrbios alimentares que as pessoas têm 

Anorexia nervosa 

Geralmente as garotas são as que mais tem anorexia nervosa, os garotos nem tanto. 

As pessoas que têm esse distúrbio: A organização de Anorexia Nervosa e Distúrbios Alimentares Relacionados(ANRED- Anorexia Nervosa e Relação de Distúrbios Alimentares) informa que uma de cem garotas entre dez e vinte anos se matam de fome. 

As pessoas dizem que isso ocorre porque: 

Eu estou emagrecendo. 

Eu tenho controle sobre o meu corpo. 

Eu estou fazendo tudo da maneira que deve ser feito. 

Eu mando em mim. 

Outras pessoas repararam que eu: 

Pulo toda ou parte das refeições. 

Comecei a desenvolver pelos macios e brancos no rosto e no pescoço. 

Quero me exercitar o tempo todo. 

Corto minha comida em pequenos pedaços e a empurro no meu prato. 

Tenho vários rituais de comida, como mastigar um determinado número de vezes antes de engolir. 

Eu não conto porque: 

Isso não é uma coisa séria e eu posso controlar. 

Eu não quero preocupar ninguém 

Eu não quero parecer estúpido(a), como se estivesse cometido um erro. 

Tudo está quase perfeito, e eu não quero parar tão perto dos meus objetivos. 

Outras pessoas não precisam saber o que se passa na vida. 

Onde obter ajuda: 

GATDA- Grupo de Apoio e Tratamento dos Distúrbios Alimentares ([email protected]

AMBULIM- Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo ([email protected]). 

GENTA- Grupo de Estudos em Nutrição e Transtornos Alimentares ([email protected]

PROATA- Programa de Orientação e Assistência aos Pacientes com Transtornos Alimentares ([email protected]

  Bulimia nervosa 

Assim como a anorexia nervosa, a maioria das vítimas também são as garotas. 

As pessoas que têm esse distúrbio: A ANRED relata que quatro de cem garotas em idade escolar sofrem de bulimia. Para as adolescentes, o número é difícil de calcular porque as que têm anorexia também podem ser bulímicas ou desenvolver a bulimia posteriormente. 

As pessoas dizem que isso ocorre porque: 

Eu tenho meus próprios segredos 

Eu posso controlar a aparência do meu corpo 

Eu posso liberar o meu estresse 

Eu estou fazendo tudo da maneira como deve ser feito 

Eu mando em mim 

Outras pessoas repararam que eu: 

Pareço realmente normal 

Vou ao banheiro após as refeições 

Tomo muitos remédios como laxantes 

Tenho surtos compulsivos ou me exercito compulsivamente 

Eu não digo nada porque: 

Isso não é nada sério e eu posso controlar 

Eu não quero que as pessoas saibam que sou magro(a) porque sou bulímico(a). 

Tudo está quase perfeito e eu não quero parar tão perto dos meus objetivos. 

Outras pessoas não precisam saber o que se passa na minha vida 

Onde obter ajuda: 

Consulte a ajuda para anorexia, já citada. Os centros que tratam de garotas que são anoréxicas também tratam de garotas bulímicas. 

Abaixo mostro a organização da pirâmide alimentar, essas comidas são deliciosas, mas em excesso podem significar problemas à saúde e até alguns quilos a mais, mas não significa que você não deve comê-las. 

O primeiro nível da pirâmide alimentar é conhecido pelos cereais e carboidratos (arroz, pão, massas), que devem ser consumidos em maior quantidade, já que são fontes de energia. 

O segundo nível corresponde às frutas e saladas que ajudam no reabastecimento das vitaminas e minerais. 

O terceiro nível é o grupo das carnes brancas e vermelhas, leites, que ajudam no desenvolvimento e no crescimento do corpo. 

O quarto nível é composto pelos açúcares, doces, óleos, gorduras, que podemos comer, mas sem abusar. Mas quem não quiser petiscos, eles podem ser substituídos por pedaços de queijo e biscoitos sem recheio.   

DISTÚRBIOS MENTAIS 

Quando você fica doente geralmente é alguma coisa que está aqui agora, mas some amanhã, como quando você pega um resfriado ou uma gripe. Não é um problema tão grave assim e você se recupera rápido. 

A doença mental é muito parecida com isso, exceto porque você não se recupera tão rápido assim. As pessoas podem ter problemas que duram anos, em vez de apenas alguns dias ou semanas. E o que torna a situação ainda pior é que, às vezes, nem mesmo você sabe se uma pessoa está doente. 

Uma pessoa que está deprimida pode sentir-se triste por dentro, mas sustentar uma expressão de felicidade para todos que a veem. Se sim, nada parece estranho quando as pessoas conversam com ela. Acham que o(a) garoto(a) está bem, mas ele(a) sabe que está péssimo(a). 

Essa é a semelhança entre os distúrbios alimentares e os distúrbios mentais. Mas a diferença entre eles é que o distúrbio mental dura mais que o distúrbio alimentar. Quanto mais tempo persistirem na sua cabeça, pior você fica com o tempo. Você pode perder o amor que tem por si mesmo(a) como pessoa. Pode perder a capacidade de sonhar, inspirar-se ou sentir o poder de Deus na sua vida. Pode perder a fé em suas habilidades e pode perder o contato com as pessoas que estão próximas a você. 

Nada vale isso. Mas é uma coisa difícil de perceber se você já sofre de depressão, vício ou alguma forma de ferimento, como automutilação. Se você já passa por um distúrbio mental, pode ser difícil dizer, chega, eu vou acabar com isso! E simplesmente sair andando. 

Em vez de pensar nas desordens mentais como algo que simplesmente não irá mais existir na sua vida, vamos falar disso mais detalhadamente. 

Depressão 

A depressão tem seus níveis, existe a depressão baixa onde o indivíduo fica deprimido por algo que queria, mas não aconteceu. Existe a depressão intermediária onde o indivíduo pensa mais do que o devido e se sente pra baixo por algo que o incomoda. E tem a depressão mais perigosa de todas que é quando o indivíduo pensa que tudo que está ao seu redor é desastre, tragédia e sofrimento, levando ele a tomar atitudes perigosas e caminho para a morte. 

  As pessoas que têm esse distúrbio: A Academia Americana de Psiquiatria de Crianças e Adolescentes relata que a depressão é algo que acontece com muitas pessoas. Cerca de 5% das crianças e dos adolescentes lidam com a depressão, e muitos adultos também. 

As pessoas dizem que isso ocorre porque: 

Eu não funciono mais 

Eu realmente não me importo com nada 

Eu nunca sinto vontade de me levantar, sair ou fazer alguma coisa. 

Eu estou triste, mas não sei o motivo. 

Outras pessoas repararam que eu: 

Afastei-me dos meus amigos e passo o tempo sozinho(a). 

Eu fico triste bem rápido e até choro muito. 

Estou mal-humorado(a) 

Durmo ou como muito 

Eu não digo nada porque: 

Eu não consigo descobrir o que está errado.  

Eu estou muito cansado(a) para levar isso a sério. 

Ninguém pode fazer nada mesmo. 

Onde obter ajuda: 

www.neuroticosanonimos.com.br 

www.ajudaemocional.com.br 

  

Cortes ou Automutilação 

As pessoas que fazem isso tendem a praticar coisas piores que envolvem corte e automutilação de alto nível. 

As pessoas que fazem isso: A automutilação não é uma desordem insignificante. A Rede para Educação Familiar da Universidade de Rutgers informou que o número de pessoas que se automutilam chegou perto de três milhões. Metade ou mais dessas pessoas são garotas que são estimuladas pelos seus sentimentos negativos ou são obrigadas por terroristas e outras pessoas ruins. 

As pessoas dizem que isso ocorre porque: 

Eu não consigo colocar os meus sentimentos para fora. 

Este é o meu segredo particular. 

Existe muita pressão na minha vida. 

Eu consigo liberar todo o meu estresse. 

Outras pessoas repararam que eu: 

Não consigo falar sobre meus sentimentos. 

Comecei a usar roupas longas mesmo no clima quente. 

Estou mal-humorado(a) e fico zangado(a) constantemente. 

Não consigo suportar as coisas muito bem. 

Eu não digo nada porque: 

Eu mereço o que estou fazendo comigo mesmo(a). 

As pessoas achariam isso totalmente absurdo 

Eu preciso me libertar   

Suicídio 

A primeira coisa que as pessoas pensam é isso e por isso começam a se automutilarem, a se cortarem, a ameaçarem os outros dizendo que irá se matar porque o mundo é cruel e eles não te aceitam por o que você é, que você é mal amada.  

As pessoas que fazem isso: O Jornal da Associação Médica Americana (JAMA) publicou um artigo dizendo que o suicídio é a terceira maior causadora de morte das pessoas que têm a idade entre 15 e 24 anos. O artigo diz também que apesar dos rapazes cometerem mais suicídios do que as meninas, as garotas pensam e tentam cometer suicídio com mais frequência que os garotos. E alguns filmes e séries também influenciam muitos jovens e adultos a se suicidarem de forma trágica e subentendido.  

As pessoas dizem que isso ocorre porque: 

Não há mais esperanças. 

Eu posso controlar a situação 

Ninguém liga para mim mesmo 

As pessoas ficariam melhores sem mim 

Outras pessoas repararam que eu: 

Tenho grandes oscilações de humor. 

Afasto- me das pessoas e passo o tempo sozinho(a). 

Critico muito a mim mesmo(a). 

Comecei a falar sobre morte. 

Eu não digo nada porque: 

Acho que ninguém se importa realmente 

Não valho o esforço. 

Ninguém faria nada mesmo. 

Onde obter ajuda: 

www.cvv.org.br 

  Vício (Cigarro, Álcool e drogas) 

Não é à toa que as drogas são o que as pessoas mais usam, alguns dizem que é para acalmar e ajudar no estresse, outras dizem que ajudam a emagrecer, que cura qualquer doença, que ajuda a enxergar coisas que não vemos quando estamos conscientes. Muitos filmes americanos também obrigam muitos dos atores e atrizes jovens a usar drogas de verdade em vários cenários do filme, mesmo aqueles na qual não contém pornografia ou algo do tipo. 

Outro motivo é a influência dos adultos nos jovens, os jovens acham que usando drogas fazem deles adultos e parte da sociedade. Outros querem experimentar para ver qual o efeito e a sensação que causa nele(a) ou quando estão muito deprimidos e querem ficar ainda mais deprimidos. Mas será que causa tudo isso mesmo? Será que as drogas realmente ajudam na sua saúde, nas suas emoções, no seu crescimento, na sua vida? 

As pessoas que fazem isso: Desde a pesquisa feita pelo Centro de A dicção e Abuso de Substância em 2003, o CAAS relatou que as garotas agora se igualam aos rapazes quando se trata de vício em álcool e drogas. Mas diferente dos rapazes, as garotas se tornam adictas mais cedo. Também começam a ficar doentes mais rápido com facilidade ao utilizarem drogas e álcool frequentemente. 

As pessoas dizem que isso ocorre porque: 

Eu estou apenas me divertindo, isso não é nada sério. 

Todo mundo experimenta coisas quando chegam na minha idade. (16,17,18 anos) 

Eu não sou viciada porque vou parar em breve.(Só que não) 

Isso me faz parecer adulto(a). 

Outras pessoas repararam que eu: 

Tenho problemas na hora de prestar atenção e me concentrar. 

Gasto muito dinheiro extra. 

Tenho novos amigos que não parecem confiáveis ou são mais velhos. 

Tenho olhos avermelhados ou com aspecto de sono e cansaço que parecem distantes. 

Tenho cheiro de fumaça de cigarro ou álcool, mesmo quando uso perfume, colônia ou desodorante. 

Eu não digo nada porque: 

Eu não tenho um problema 

Isso não é uma coisa séria 

Estou planejando parar 

Eu não quero que ninguém saiba o que está acontecendo 

Eu não posso parar porque devo dinheiro às pessoas 

Onde obter ajuda: 

www.na.org.br 

OBTENDO AJUDA E RECUPERANDO-SE 

Existem quatro pessoas que poderão te ajudar. Seus pais, Agências de Apoio, Psicólogos e Psiquiatras. Antes vamos falar um pouco sobre a função que cada um exerce. 

Pais: Eles são os responsáveis pela casa, as pessoas que nos dão roupas, brinquedos, materiais, pagam a luz e a água para vivermos com luz e água sem que nos preocupemos com a higiene, como cozinhar e outros. Eles também trouxeram você a este mundo e é o dever deles educarem todos vocês. 

Agências de Apoio: Elas tratam apenas de um problema, se, por exemplo, você está com distúrbios, como falamos anteriormente, você pode buscar ajuda com os endereços que eu havia citado. Elas são consideradas as agências de apoio. Então nem pense que vão lhe ajudar com problemas em casa não, os únicos que poderão lhe ajudar mais em questões familiares e outros são os dois abaixo. 

Psicólogos: Os psicólogos são como nosso diário, no nosso diário a gente escreve tudo que vier a cabeça, ou dependendo, dos nossos sentimentos mais profundos, um amigo que podemos confiar. O psicólogo é a mesma coisa, ele é o nosso médico, amigo e doutor. O psicólogo é médico da mente, ele cuida da saúde da nossa cabeça e nos mostra soluções de como resolver os problemas que enfrentamos durante o dia a dia. Ele é o nosso amigo no sentido literário, mas é uma pessoa na qual podemos confiar, não tenha medo de contar a ele o que você está sentindo e o porque que está sentindo isso. E também é o nosso doutor, eu me lembro da psicóloga que tive, ela realmente me curou e vi que os problemas em família estava na parte de reunir toda a família e conversar calmamente. 

Psiquiatras: Os psiquiatras são como os psicólogos, mas a diferença é que eles são como médicos que passam receitas de remédios. Pois é, se você dizer o seguinte: ¨Doutor, eu não estou me sentindo bem perto da minha família, acho que vou me suicidar.¨ Na mesma hora, o psiquiatra irá lhe dizer: ¨Tome esta receita, compre este remédio e tome duas vezes ao dia.¨ 

Em minha opinião, comece pedindo ajuda aos pais, mas se não conseguir vá nas agências, e se eles cobrarem pelo preço de um psicólogo, vá no psicólogo. Psiquiatras só em piores casos. 

Irei fazer a você quatro perguntas, me responda nas linhas abaixo o que você acha de cada um dos nomes que eu citei anteriormente das pessoas que podem te ajudar em problemas difíceis do seu dia a dia. Quem são eles(pais/agências de apoio/psicólogos/psiquiatras)?(Lembre se de falar sobre todos eles). 

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Por que eles podem te ajudar(pais/agências de apoio/psicólogos/psiquiatras)?(Lembre se de falar sobre todos eles). 

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Como fazer para que eles te ouçam?(pais/agências de apoio/psicólogos/psiquiatras)?(Lembre se de falar sobre todos eles). 

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Quem vai saber sobre isso?(pais/agências de apoio/psicólogos/psiquiatras)? (Lembre se de falar sobre todos eles). 

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Foi difícil responder a essas perguntas? Se sim, ótimo, porque aí vai uma explicação básica para todas as perguntas. Quando eu perguntei quem são eles em sentido a todos eles significa o seguinte, para entendermos melhor, deixe me explicar por partes: 

Pais: Você definiria a palavra pais como aqueles que te fizeram surgir neste mundo, conhecidos como pai e mãe. Mas seu ¨pai¨ e a sua ¨mãe¨, também podem ser um tio, tia, avó, avô, parentes.  

Agências de Apoio: Elas são grupos de pessoas que administram clínicas ou centros de apoio simplesmente porque querem ajudar. 

Psicólogos: Os psicólogos são especialistas que ajudam a todos nós a compreendermos o que há de errado com a nossa mente. 

Psiquiatras: Diferente dos psicólogos, os psiquiatras estudam a faculdade de medicina e se tornam médicos. Ajudam a todos nós para compreendermos o que há de errado com a nossa mente e com o nosso corpo. 

Por que eles podem te ajudar? 

Pais: Eles o (a) conhecem, e é por isso que eles devem te ajudar, porém, é importante que os pais o(a) amem, não queremos ver pais com violência. 

Agências de Apoio: Elas ajudam você com um tipo específico de problema. Para ser mais clara, eu vou explicar como isso funciona: Imagine que você está com problemas em vícios, você procura uma agência que cuida desse tipo específico de problema, e eles te ajudam. 

Psicólogos: Os psicólogos já foram pessoas que sofreram problemas na adolescência e quando criança, mas eles também já entendem tudo quando o assunto é problema dentro da nossa cabeça. Eles são pessoas que se formaram na faculdade de psicologia, e por isso é importante ouvirmos o que eles podem dizer para nos ajudar a compreender e a tentar nos aproximar das pessoas. 

Psiquiatras: Os psiquiatras são médicos que geram receitas caso o paciente precise, ele não é igual ao psicólogo, mas é como se fosse. Eles podem te ajudar em casos mais graves que se trata do corpo e da mente. Pode ser que eles gerem ou não receitas para você tomar remédio, depende de como você descreve os seus problemas. 

Como fazer para que eles te ouçam 

Pais: Às vezes eu sei que é difícil eles nos entenderem, mas pense que eles também um dia já foram adolescentes e passaram por coisas mais difíceis do que está agora. Para fazer com que eles te ouçam, organize um tempo familiar, onde você e seus pais poderão conversar sem contratempo e sem interrupções.  

Agências de Apoio: Elas só irão lhe atender se você procurar a agência online e depois ligarem para o número deles, assim uma pessoa indicada irá atender aos seus problemas. 

Psicólogos: Geralmente, nas escolas, há um(a) psicólogo(a) para ajudar os alunos, os alunos podem enviar um e-mail para eles e pedir ajuda com algum problema, mas se na sua escola não houver psicólogo(a), então o jeito é procurar por um pelas listas telefônicas ou em anúncios nos sites. 

Psiquiatras: Os psiquiatras são médicos, então como todas as outras áreas de medicina, você deve marcar uma consulta primeiro para poder falar com eles. Assim, depois de marcar a consulta, você poderá falar com ele os seus problemas físicos e mentais. Dependendo da sua idade, os seus pais terão que ir junto. 

Quem vai saber sobre isso? 

Pais: Somente eles. A não ser que tenha alguém te espionando ou por perto. 

Agências de Apoio: A agência de apoio pode entrar em contato com os seus pais, com um médico ou com outras pessoas que poderão te ajudar. 

Psicólogos: Se for um (a) psicólogo (a) da escola, sua conversa com ele (a) será mantido em sigilo, mas se for um (a) psicólogo (a) de fora, pode ser que ele conte algo aos seus pais. A não ser que você mesmo (a) tenha agendado para você somente.  

Psiquiatras: No caso dos psiquiatras, eles irão lhe passar a receita, assim na hora que você mostrar a receita para as farmácias, os farmacêuticos ficarão sabendo do remédio que você toma, mas não entrará em mais detalhes.

 

Capítulo dois- Corpo 

BELEZA 

Essa é a parte mais difícil de definirmos para as pessoas. A aparência importa sim, mas e quando o assunto é a beleza interior? Quando se é jovem, a aparência é muito importante, mas nós vivemos em um mundo real, saia do mundo de príncipes e princesas. 

O mundo pode ser superficial, confuso e uma fonte de estresse quando o tema é beleza. As garotas se empenham cada vez mais para mudar de aparência fazendo cirurgias plásticas, maquiando-se, porque elas têm a certeza de que se sentirão mais seguras. Já os rapazes, alguns fazem cirurgias plásticas, outros botam lentes que mudam a cor dos olhos, usam anabolizantes. E sabe por que eles fazem isso? É isso que nós vamos descobrir neste capítulo. 

No século XI, ou seja, entre os anos de 1100 e 1300, a beleza era a ferramenta infalível para diferenciar pessoas pobres, ricas, gentil e maléficas. É por isso que, quando vemos alguém usando roupas sujas e com cara feia, já achamos que são pobres e ridículos, mas quando a pessoa está toda arrumada, com um belo rosto e anda elegante, já vemos que são ricos. Mas e se de repente eles não são nada do que eles estão usando ou do que eles estão vestindo? E é aí que entra a questão da beleza. 

As particularidades da beleza externa  

O fato é esse: Ficar bonito(a), seja lá como vocês definem a beleza, pode nos dar um sentimento poderoso de glamour que nos joga para cima e nos faz sentir como se tivéssemos um milhão de dólares. 

Imagine que você é uma garota que gosta de mudar sempre o visual, assim, você se maquia de várias maneiras possíveis, prestes a sair toda bonita e linda. Você vai ao encontro de seus amigos e de suas amigas, começam a bater papo sobre coisas engraçadas, de repente um(a) amigo(a) seu(sua) joga água no seu rosto sem querer ou de propósito mesmo. Pronto, acabou a palhaçada, ele(a) esguichou ou jogou água no seu rosto e borrou toda a maquiagem perfeita que você havia feito para atrair a atenção do menino que você gosta ou para atrair olhares. 

Saiba que em situações como essa, somente a beleza externa está estragada, mas a nossa beleza interior sempre será a mesma. E não estou falando de biologia não, estou falando das nossas emoções, estamos falando neste capítulo sobre corpo, mas se quiser voltar a falar sobre a mente, leia novamente o capítulo um. 

Pele 

A luta dos adolescentes pela pele é tão dramática que, às vezes, até mesmo uma novela não consegue competir. Alguns falam sobre as preocupações com as espinhas, manchas, sujeiras, rugas. A pele limpa é o resultado de poros limpos e desobstruídos. Quando você tem uma acne, isso é sinal de que você tem poros obstruídos na sua pele. Assim, em qualquer lugar que tenha pele, até mesmo nas nádegas, pode ter acne. Há chances de ter pele morta obstruindo os poros, mas existe um óleo de sebo que ajuda a desobstruir os poros. A diferença da acne de cabeça amarela para a acne de cabeça preta é a seguinte:  

Acne cabeça amarela: O poro obstruído recebeu bactérias dentro dele e se fechou. 

Acne cabeça preta: O poro obstruído permaneceu aberto e obteve sujeira sobre ele. 

Espinha: O poro obstruído se fecha e incha sob a pele. 

Mantenha suas mãos longe e sua pele limpa. No dia a dia, adquira o hábito regular de limpar a pele. Lave-a, não use esponja áspera ou esfoliantes. Use bola de algodão umedecida ou um lenço próprio para rosto em adstringente para remover a sujeira da pele. Você pode comprar um adstringente na farmácia, tem um que se chama hamamelis, mas lembre-se, depois que remover a sujeira da pele com o adstringente, imediatamente, passe um hidratante facial. 

E para finalizarmos, a sua pele não ficará bonita apenas limpando com adstringentes e outros produtos para acnes e espinhas. Você também deve manter a sua pele hidratada, para isso, beba bastante água. 

Quando o assunto é odor, todo mundo sabe o que fazer. Todos os dias, em dias de Sol ou em dias de calor, o nosso corpo começa a suar, isso acontece porque o nosso corpo está liberando a água que mantivera dentro do organismo e agora está sendo jogado para fora do corpo para nos refrescarmos. É como se estivéssemos tomando banho de chuveiro, só que é muito agoniante por causa do cheiro que vem junto, todos nós conhecemos ela como ¨CC¨ ou ¨cheiro do corpo¨. Vou mostrar duas ideias básicas que podem ser úteis para você.  

Primeiro: Compre um desodorante e a cada três horas, passe ela no local onde o seu corpo está suando. O desodorante não para o suor, mas eliminará o odor agoniante que estava no ar. Se não resolver, passe limão embaixo do seu sovaco diariamente para o cheiro não piorar. 

Segundo: Tente usar roupas de algodão, inclusive as roupas íntimas. As roupas de material sintético não deixam entrar ar suficiente para a sua pele respirar. 

Cabelo 

O cabelo também faz parte do nosso quebra-cabeça, é ela que nos deixam doidos e malucos para ir ao salão, não importa o tipo de cabelo ou qual o cabelo(sobrancelhas, pelos, barba, bigode). Antes de ter a certeza que irá cortar o cabelo, vá com calma, não corte 15 centímetros do seu cabelo ainda, o melhor é ir com calma. Porque assim que você corta o cabelo pela primeira vez, e você acaba não gostando, você se arrepende e tenta voltar no tempo(mas não dá mais porque você já cortou e agora deve deixar como está). 

É sempre bom experimentar estilos diferentes ou cores em seu cabelo, mas tinta estraga o seu cabelo, assim como a chapinha e o secador muito quentes. Todos eles irão desidratar o seu cabelo e com o tempo podem ficar oleosos ou muito secos, o mesmo vale para o tipo de shampoo e condicionador que cada um usa, não use shampoo que não seja apropriado para o seu tipo de cabelo. 

Outra dica importante é deixar o cabelo secar ao ar livre, primeiro você retira o excesso de água de seu cabelo com a mão após o banho, depois você enxuga com a toalha e em seguida deixe secar naturalmente. Enrolar a toalha na sua cabeça também estraga o seu cabelo e com o tempo podem ficar ressecados e oleosos.  

Maquiagem 

Há mitos e verdades sobre como usar a maquiagem de modo correto, mas é na maquiagem que a maioria das garotas erra e erra feio. Muitas garotas acham que os produtos de maquiagem farão lhes parecer mais velhas. Esse método pode funcionar se for feito por um maquiador profissional, mas para uma garota comum, a maquiagem pode chegar a ficar totalmente algo de circo como palhaço. Aqui irei mostrar somente algumas dicas para não errar mais. 

Usar sombra molhada para intensificar mais o tom da sombra é mito, você não pode fazer arte com a maquiagem no seu rosto como se ela fosse tinta, é verdade sim que molhando dá um tom mais intensificado.  

A dica é: Não molhe a sombra, ao invés disso, pegue o pincel, molhe a ponta do pincel e passe na sombra. Até porque, quando a sombra está molhada, ela pega germes e bactérias como tempo e isso pode acabar com a sua pele. 

A maquiagem BB cream da avon serve como base rápida, o certo é combinar com o tom de sua pele e começar a esconder cravos e espinhas. 

A dica é: Escolha a base de acordo com o tom de sua pele e faça desenhos circulares nas maçãs do rosto, na testa e no queixo. Depois espalhe bem com os dedos em movimentos circulares pelo rosto todo. As partes principais são abaixo dos olhos, as pálpebras, a testa, as maçãs do rosto, o queixo, abaixo do nariz e um pouco na parte superior do nariz. Espalhando bem, você consegue obter um bom resultado e consegue esconder as espinhas. 

Se você não compra produtos de marca, mas tem um batom e um brilho labial em casa, faça o seguinte; nos lábios passe o seu batom e para não ressecar a sua boca, passe quatro toques de brilho labial. Assim sua boca fica perfeita e brilhante. 

A dica é: Exatamente o que diz acima e lembre-se de escolher um dos dois caso queira usar somente um. O batom deixa um tom mais vibrante, mesmo os mais claros, já o brilho ele hidrata, mas se passar com exagero ele escorre e também deixa uma sensação de algo pegajoso em seus lábios. 

O lápis de sobrancelhas marrom é a base para arrumar as sobrancelhas, mas nem sempre ela vai ser o ideal e o exato para suas sobrancelhas. 

A dica é: Nem sempre é preciso arrumar as sobrancelhas, os japoneses fazem as sobrancelhas direto porque eles raspam os pelos das sobrancelhas e em seu local desenham o formato de sobrancelhas que desejam. Se você tem uma sobrancelha deformada ou quer mudar o formato dela, é melhor procurar um profissional mesmo para desenhar as sobrancelhas para você. 

Mantenha sempre as ferramentas de maquiagem limpos (pincéis, esponjas, outros). Para evitar de pegar bactérias. 

A dica é: Quem apenas guarda as ferramentas de maquiagem sem limpá-las, com o tempo elas pegam bactérias que vieram do próprio ar ou do seu rosto quando não está limpo. E isso pode estragar a sua pele. 

Para vocês que são garotas, a maquiagem deve ser inovada a cada estação do ano. Isso ajuda fazendo a se tornar mais confiante. 

A maquiagem expressa quem você é, mas não te define. 

Para finalizarmos o assunto sobre beleza e maquiagem, vamos rever o que aprendemos:  

A sua aparência importa. Mas, isso não é tudo. 

A beleza externa é uma ferramenta ao seu dispor, não uma prisão na qual você precise satisfazer a um padrão que foi definido em um nível excessivamente alto. 

Tornar-se mulher significa aceitar os problemas da beleza externa, como espinhas e marcas de acne, como parte do seu corpo em crescimento.(Válido também para os homens) 

O cabelo e a maquiagem podem refletir quem somos internamente. Nós podemos usá-los para expressar como mudamos, amadurecemos e crescemos. 

Nosso visual é uma expressão de quem somos, não a definição de quem somos. 

Ser bonito(a) externamente é ótimo, mas o que importa é o nosso bem estar interior. 

MODA

A moda é uma maneira divertida de demonstrarmos a nossa personalidade ao mundo. Seja lá qual for o nosso estilo, mas lembre se que a moda não são apenas roupas e acessórios, também temos estilos do ano (arquitetura, automóveis, outros). 

Na hora de sairmos para algum lugar, ou na hora de tirar uma soneca. Sempre estaremos nos vestindo de formas diferentes. Muita gente mesmo na hora de dormir usam roupas chiques para dormir, o que chamamos de moda do sono. 

Mesmo na moda, as garotas e os rapazes ficam desesperados com o que vestir. Mas olhando por outro lado, aqui estão três coisas boas que a moda pode fazer por você: 

Ela pode te ajudar na hora de representar o papel que você irá fazer durante a vida.(quando você vai a uma entrevista de emprego por exemplo.) 

Ela pode te ajudar em um milhão de escolhas diferentes para cada caso.(você está se vestindo para sair e tem duas camisas; azul e vermelho para vestir com uma calça.) 

Ela pode ser substituída em um segundo. Cansado(a) de um visual ou deseja uma mudança? Sem problemas, porque a moda pode ser substituída. 

O que realmente importa: Mente, coração, alma 

As melhores roupas do mundo não passam de uma embalagem barata. Aprender essa lição agora só vai ajudá-lo(a) à medida que você crescer, amadurecer e experimentar navegar pelo mundo da moda. 

Na sua mente, você pensa que a moda é algo que pode salvar você de algo, mas no seu coração, você apenas está sentindo aquela sensação de como você está lindo(a) ou perfeito(a). Mas na sua alma, você pensa e sente que nem sempre em alguns casos a moda irá lhe confortar. 

Capítulo três- Alma 

FAMÍLIA 

A família é o nosso sistema de apoio, uma seção de entusiasmo e uma rede de segurança. Sempre terá em uma família, alguém no comando. Família é cuidado, proteção e preocupação. A família respeita o seu espaço, porém sempre tem um lado bom e um lado ruim.  

O lado bom 

Os bons momentos em família são as coisas que provavelmente mais se recordam, pense onde sua família guarda as fotos antigas do álbum de famílias. 

Agora que você está pensando sobre a coleção de fotos de sua família, faça o seguinte: Levante e pegue um álbum de família para relembrar os momentos que você passou junto com eles, e se dependendo, veja se há fotos deles crianças. 

Nesse exato momento, pode ser que você não esteja com o álbum de fotos da família no colo, mas continua a ler esse livro. A intenção de fazer você pegar o álbum de família é o seguinte, assim como quando assistimos a um filme na televisão ou no computador, os filmes nos causam um tipo de empatia, o mesmo acontece quando olhamos para algo e relembramos do momento. Para eles temos três perguntas e quatro sentimentos importantes; Inspiração, amor, carinho e apoio.  

Do que se trata? 

Inspiração: Esse é o sentimento que a sua família têm entre todos quando se trata de apoiar uns aos outros. 

Amor: Amor é o sentimento que você tem quando faz qualquer coisa por alguém, apoiando e a ajudando sempre você para o seu melhor. 

Apoio: Apoiar é escutar, encorajar, cuidar e acreditar nas pessoas com os quais você se relaciona. 

Carinho: Carinho físico é ajudar ou abraçar. Carinho emocional é estar presente, não importa a ocasião. 

Por que isso importa? 

Inspiração: Temos que dar passos em direção a coisas cada vez maiores e melhores. Precisamos olhar uns para os outros para crescermos. Sem inspiração você não tem ninguém para acompanha- lo(a) em sua jornada. 

Amor: O amor faz a sua alma crescer. Sem ele, você perde as esperanças em todos os tipos de coisas na vida. 

Apoio: O apoio é o que garante que você vai conseguir cumprir os objetivos que vão tornar você uma pessoa melhor. É o guia e o equilíbrio para aqueles momentos em que estiver se sentindo perdido(a). 

Carinho: O carinho lhe dá aquele sentimento de que tudo vai ficar bem. Ele nos leva a sentir que sempre teremos um porto seguro. 

Administrando isso

Inspiração: Para tirar o máximo de inspiração, observe os pontos fracos e os pontos fortes das pessoas, especialmente na sua família. 

Amor: Gere amor a partir dos pequenos gestos e das pequenas coisas até prosseguir as maiores. Essa é a maneira de gerar amor em todos os lados da equação. 

Apoio: A chave para o apoio é estabelecer um equilíbrio e identificar onde e quando as pessoas precisam de apoio. 

Carinho: O carinho pode ser uma via de mão única. 

Apesar de tudo, há sempre pessoas na nossa vida que nos marcam. Podemos até pensar que nunca tivemos pessoas importantes para nós, ou até que não fortalecemos laços muito fortes. Muito pelo contrário. Há sempre alguém que nos marca e da melhor maneira. Essas pessoas são raras, mas existem. Tive a sorte de ter uma delas que sabia dar o verdadeiro valor que talvez muito pouca gente, ou quase ninguém me deu. As suas palavras e gestos estão guardados e agradeço todo dia por ter uma amiga tão próxima de mim em momentos especiais e difíceis. 

Na vida encontramos um monte de gente legal, mas também encontramos várias pessoas chatas. Para saber de que lado você está, a primeira coisa é organizar a sua mente, você pode refazer os testes do capítulo um. Mas aqui estamos falando sobre sua alma, existem métodos de limpar a alma no sentido de retirar coisas ruins, já ouviu falar de karma bom e karma ruim? É exatamente isso. A gente já falou do lado bom de estar dentro de uma família, mas agora vamos ver o lado ruim. 

O lado ruim 

As fases ruins da sua família podem ir desde pequenas brigas entre irmãos e irmãs até batalhas de família abrangentes. Às vezes, as fases ruins separam as famílias por um curto período de tempo. Outras vezes, o que acontece de ruim pode separar uma família para sempre. 

Quem nunca já tentou separar a briga entre pai e mãe quando um dos dois estava fazendo algo errado? Ou quem nunca se sentiu culpado e já quis se suicidar achando que a culpa era dos filhos e não dos pais? Admito que isso já aconteceu comigo várias vezes, apesar de meus pais estarem separados, ainda somos uma família feliz, mas quando eu era criança já me ameacei a matar na frente dos dois. 

Para refletirmos melhor, podemos voltar no capítulo um para falarmos sobre os distúrbios mentais novamente. Mas para entrarmos no assunto de agora, vamos prosseguir lendo abaixo. Dentro de uma família encontramos vários sentimentos diferentes, mas o que é mais comum entre todas elas é a culpa, ansiedade, desconfiança e raiva. Os sentimentos mais negativos e ruins quando estamos convivendo o lado ruim das famílias. 

Do que se trata? 

Culpa: A culpa é um tipo de arrependimento. Geralmente você se sente culpado(a) por algo que você fez de errado. Isso pode ser estabelecido por um longo tempo e transformado em um problema constante.  

Ansiedade: A ansiedade é o resultado da preocupação com nervosismo. O que te faz se sentir inseguro(a) e levar a falta de autoconfiança. 

Desconfiança: Cada família mantêm segredos, coisas das quais os membros não se orgulham. 

Raiva: Algumas famílias lutam com muita raiva, como gritos, violência ou abuso. Outras brigam com raiva oculta, como ressentimento, ódio ou desaprovação. 

Por que são importantes? 

Culpa: A culpa pode mostrar que você errou. Mas você pode se sentir culpado(a) se não fez nada errado. Essa é a viagem da culpa que as famílias às vezes colocam em seus membros.  

Ansiedade: A ansiedade pode paralisar qualquer um. A constante preocupação sobre o que fazer pode deixá-lo(a) sem ação. É importante ter certeza de que a ansiedade não anula sua própria vontade sobre seu papel dentro da família. 

Desconfiança: A desconfiança destrói a confiança entre as pessoas, e quando isso ocorre dentro de famílias, as linhas de comunicação são totalmente interrompidas. Sem uma maneira de se comunicar, as famílias começam a se desfazer. 

Raiva: A raiva é a maneira mais rápida de piorar as situações entre famílias. Isso ocorre depois de retroceder o estado das coisas. Encontrar um lugar nas linhas de comunicação pode ser difícil e os ressentimentos podem crescer. 

Administrando isso

Culpa: A culpa deve ser administrada pela mente e pelas ações. Descubra se o sentimento de culpa é justificável ou não. Depois trabalhe essa parte para confrontar coisas que precisam ser mudadas. 

Ansiedade: Quando você está ansiosa, sente como se o próprio cérebro trabalhasse exaustivamente para imaginar o pior. Assim, para controlar a ansiedade é preciso respirar bem fundo e se acalmar. 

Desconfiança: Administrar a desconfiança é algo muito difícil de se fazer. Depois que um membro da família perde a confiança de outra pessoa, é bem difícil haver chances para outras pessoas envolvidas. Mas você deve encontrar uma maneira de reconstruir a confiança. 

Raiva: Esse tipo de sentimento é administrável, não importa o que as pessoas digam. As pessoas têm controle sobre suas reações e podem dar um passo atrás quando as coisas chegam perto de explodir. 

O lado feio 

Agora nós voltamos para a pior parte: abuso e disfunção.  Apesar das famílias terem suas linhas de comunicação falhadas e brigam entre si, algumas têm comportamentos sexualmente inadequados, violentos e abusando das leis dos Estatutos. 

Se você convive em uma família que está fisicamente ou sexualmente abusiva, isso pode ser assustador. Quando as pessoas constantemente têm medo de serem machucadas, atacadas, espancadas, fisicamente punidas ou tocadas de maneira sexualmente inadequada, seu corpo e sua mente estão sempre tensos. É uma sensação de nervosismo no alto do estômago que nunca vai embora. 

A maioria dessas pessoas vive constantemente com medo absoluto. Elas temem serem abusadas. Elas temem por outros membros da família que estão sendo abusados. Temem o que as pessoas fora da família descubram o que se passa. O abuso quase sempre é um segredo. E bom, você não está sozinho(a), porque em 2001, o Departamento de Saúde e Serviços Sociais dos Estados Unidos contabilizou todos os casos de crianças abusadas em 2001, descobriu que cerca de 13 crianças entre mil famílias eram abusadas. E em 2009, o Departamento de Saúde e Serviços Sociais dos Estados Unidos comparou o abuso sexual de crianças do Brasil com as crianças da América do Norte. Ambos são totalmente violáveis. 

Para evitar que isso aconteça, é sempre bom ter um adulto em quem podemos confiar, caso não tenha algum adulto confiável, ligue para uma central que ajudam pessoas nessa situação. Faça também uma ligação gratuita, abuso é emergência então disque 190 ou 156 para denunciar o abuso de crianças, mulheres e garotas no Brasil. 

  AMIZADE 

A amizade não está apenas na escola, na faculdade ou nos tempos antigos. A amizade pode ser encontrada através de pequenos gestos também. 

É para isso que servem os amigos? 

Você já ouviu a pergunta acima? Se sim, pense um pouco e discuta a palavra ¨amizade¨. 

Durante a adolescência, as garotas e os rapazes precisam de amigos mais do que nunca. Na amizade, nós mantemos centrados, compartilhamos sonhos, encorajam-nos a atingir o objetivo, mostram uma saída para resolver os problemas e tornam os bons momentos ainda melhores. 

Os amigos sempre estarão lá em casos diferentes. Mas não há garantia quanto às amizades. Nem todo mundo é legal e por isso você precisa entender que existem vários tipos de amigos. 

O amigo e a amiga hobbie 

Amigos- hobbies são pessoas que encontramos porque frequentamos círculos similares. O amigo ou a amiga-hobbie é aquele(a) que pratica o mesmo esporte que você, uma pessoa com quem você encontra todos os Domingos na Igreja ou alguém que trabalha conosco. 

Há coisas ruins e há coisas boas em termos amigos-hobbies. A parte boa é que você geralmente não espera discutir ou ter brigas sérias com um(a) amigo(a)- hobbie. 

Nesse caso, os amigos- hobbies não são nossos lenços descartáveis (pessoas que nos ajudam em momentos difíceis), elas não precisam lidar conosco quando as coisas saem ruins. É difícil dizer quem está fazendo o que realmente está ocorrendo, porque ambos nos vimos apenas por um curto período. 

Sempre há uma exceção a qualquer regra, não é mesmo? Nesse caso, a exceção pode ser um hobbie que ocupe um espaço razoável do tempo na sua vida diária. As amigas precisam se ver em sessões de treinamento semanais. Esteja atento(a) aos amigos-hobbies que possam aparecer na sua vida cotidiana. 

 O(A) amigo(a) perseguidor(a) 

Você já teve alguém seguindo todos os seus passos? Isso é absolutamente horrível. É como se você estivesse sendo seguida e espionada por uma agência do mal. Mas não vamos entrar em fantasia agora, vamos supor que você vai até o seu armário na escola e aquela pessoa na qual você nem conhece ou não gosta está lá. No começo você age naturalmente como se nada estivesse acontecendo, mas no instante que você vai pra lanchonete, lá está a pessoa de novo, na parada de ônibus, também está aquela pessoa novamente. O que nos leva a uma coincidência muito grande, ou você está sendo espionado(a) ou você está sendo perseguido(a). 

Assim, aqui está a pior parte, alguém tem que dizer a essa pessoa a verdade, no caso você. Não se sinta mal se não sentir aquela vibração de amizade com alguém que se pendura em você. Deus criou cada pessoa como um único indivíduo. Mas para entendermos melhor a questão da amizade, vamos ver se você tem mesmo uma amizade verdadeira ou é apenas mais uma ilusão. 

 Teste sobre Amizade verdadeira 

Será que você pode perguntar aos seus amigos e realmente obter uma resposta honesta? 

As pessoas acham que eu sou obeso(a)? 

O que eu espero me tornar ou fazer no futuro com a minha vida? 

O que eu tenho de melhor? 

Eu sou chato(a), às vezes? 

A primeira coisa para descobrir isso é: Primeiro, pesquise o que você já sabe em seus amigos como comida favorita, esportes ou roupas. Depois pergunte a eles e veja se a resposta é justa. Por exemplo, eu conheço uma amiga minha que gosta muito de desenhar, mas embora ela goste, ela sempre diz que prefere confusão do que desenhar para um garoto que só cria problemas lá na escola. Um dia perguntei a ela se ela gostava de desenhar e ela disse que não, mas esses dias eu vi ela na frente da casa dela desenhando. Foi aí que percebi que ela não era realmente uma amiga minha de verdade, se fosse, teria sido honesta comigo. As quatro coisas que tornam uma amizade verdadeira são: 

Confiança sobre o que ouvimos ou vemos ao nosso redor na vida. 

Um ouvido para ouvir os sonhos um do outro e saber o que está dentro da alma. 

Um olho inspirador para encontrar o que há dentro de vocês. 

Uma abertura para poder ser absolutamente honestos uns com os outros. 

Quem você escolherá ser? 

Agora que você aprendeu bastante sobre si mesma e sobre a vida, diga quem você escolherá ser abaixo: 

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Capítulo quatro- Educação e psicanálise 

O BRINCAR EM PSICANÁLISE 

O analista inglês Donald Woods Winnicott nasceu em Plymouth no ano de 1896 e faleceu em Londres no ano de 1971. Cursou medicina e seu primeiro ano de faculdade se coincidiu com o início da Primeira Guerra Mundial. Nessa época, inclusive, ingressou na Marinha como cirurgião estagiário. Após o término da guerra, Winnicott continuou sua formação médica em Londres. 

Em 1923, com 27 anos, teve seu primeiro posto como pediatra em um hospital. Começou a clínica médica particular, casou-se em primeiras núpcias e iniciou a primeira análise que durou dez anos. Apesar da sua prática clínica como pediatra ter se iniciado antes das atividades como psicanalista, o interesse pela Psicanálise foi despertado antes mesmo do seu ingresso na pediatria. Segundo Claire Winnicott, sua segunda esposa, dois motivos principais levaram Winnicott à pediatria: admiração que tinha por um pediatra famoso da época e o desejo de fazer uma análise, o que seria possível somente em Londres. 

Durante algum tempo, Winnicott foi um caso singular na medicina. Era um pediatra em formação analítica. As raízes culturais de seu pensamento, sem dúvida, estavam fincadas no pensamento psicanalítico da época. A relação de suas ideias com as teorias de Freud e Melanie Klein são evidentes, mas como maneira particular e criativa. 

Winnicott era uma pessoa inovadora. Para ele a criatividade estava justamente no processo de destruição e recriação dos objetos. Assim, utilizava- se da metáfora do bebê com o seio materno para propor que a destruição do objeto seio, na fantasia, precede o uso criativo dos objetos. Com a Psicanálise, ele não fez diferente: recriou conceitos já existentes, que no seu imaginário já havia destruído. A constituição do sujeito na hora do brincar, é que ele também tem essa característica essencial à criatividade humana que é o criar, destruir e recriar os objetos e relações que estão à nossa volta. 

Através do brincar, a criança tenta compreender o mundo que a cerca, propiciando condições facilitadoras do seu desenvolvimento motor, de sua constituição como sujeito, de suas relações sociais e de seu aprendizado. O desenvolvimento motor é aqui entendido como o desdobramento das funções motoras e fisiológicas. Para tal desenvolvimento é necessário, primeiramente, que se constitua a um sujeito. 

Como afirma Levin (1997), e segundo a Psicanálise, não há um desenvolvimento igual ao outro. Para todo desenvolvimento, primeiro é necessária uma estrutura subjetiva que dê suporte ao desenvolvimento físico- motor, tornando cada sujeito singular. Como diz Mrech; ¨Não há um desenvolvimento igual ao outro, seja físico, social ou emocional. Os processos maturacionais de uma criança são discrepantes em relação às demais. Sua estrutura é sempre singular, seguindo os processos específicos, vinculados à história de cada sujeito¨. O brincar sugerida por Kupfer, quando diz que: 

¨A entrada em cena do sujeito, determinado por uma estória bastante particular, efeito do seu encontro com a linguagem, faz pensar na necessidade de nos debruçarmos sobre cada criança, na tentativa de acompanhar com ela seu modo peculiar de aprender ou não aprender. (Kupfer, 2001, p.128)¨ 

Hoje em dia, a sociedade exerce muita autoridade sobre uma criança em demasia e causa uma adultização precoce, ou seja, as crianças vivem com a agenda lotada e ficam sem tempo para brincar ou relaxar. Mesmo as crianças de baixa renda que estudam em escolas públicas, também estão envolvidas de alguma forma por essa cobrança social de produzir e obter sucesso. Mesmo que elas não tenham condições de frequentar aulas de inglês, computação ou esportes, o discurso social também as atinge, na cobrança de pais e professores, pressionando-as a responderem às expectativas de uma dada sociedade. Dessa forma, também não têm muito tempo para brincar ou fazer outras atividades que lhe deem prazer. 

As escolas também resistem em balancear as atividades pedagógicas com os ganhos positivos do brincar. Dentro da tradição formal dos currículos, a escola desvaloriza o brincar. 

Muitos educadores acreditam que os programas a serem cumpridos devem ser fixos e seguir uma determinada ordem. Os programas ignoram a experiência que a criança está vivenciando e, segundo Alves (2001), os professores tentam inutilmente produzir vida e interesse a partir deles. O desinteresse dos alunos pela escola vem, em grande parte, daí, pois o ensino escolar, nos programas dados, não corresponde à experiência de vida da criança. 

Brincar não é uma forma boba de a criança se distrair, de passar o tempo. Em 2005, o Jornal da Folha de São Paulo publicou um artigo sobre o brincar que diz ser a integração entre o jogo e a cultura, e essa experiência é tão grande que o historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945) cunhou a expressão Homo ludens( o homem que brinca). Segundo esse historiador, a noção de jogo influenciou todas as grandes realizações humanas. 

Desde a criança no útero da mãe até a criança fora da mãe, começam a fazer suas primeiras brincadeiras, assim, se inicia um mundo simbólico. A criança no útero responde com chutes às carícias da mãe, a criança fora da mãe e já com os primeiros anos de vida, aprende a falar algumas palavras, exercita balbucios e palavras, explora os cantos da casa, brinca de esconde- esconde, atira objetos ao chão, tudo isso representando o mundo simbólico. 

A representação dos papéis sociais também é marcante, geralmente a menina se espelha na mãe e o menino se inspira no pai. Winnicott (1975, p.79) afirmou em seu livro O Brincar e a realidade, que: ¨ é no brincar, e talvez apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de criação.¨ O autor afirma que o adulto traz consigo anseios, investimentos, fantasias, saberes que serão transferidos, em parte, para a relação com a criança. Sabe- se que apreendemos a infância a partir da nossa própria. Hoje, há uma grande necessidade de se recuperar as brincadeiras do passado, aquelas com que as gerações anteriores - nossos avós e nossos pais- brincavam. A Psicanálise aponta para a importância do reconhecimento e do resgate das raízes para  o psiquismo humano. Nossa prática do dia a dia está sempre recheada por nossas histórias de vida, pelo social, pela cultura. 

Recuperar nossa riqueza cultural contribuiria de forma substancial para o processo educativo, além de promover um movimento de apropriação das raízes das crianças, de suma importância psíquica. Nessa mesma linha de pensamento, Sayão diz que: ¨Ensinar significa recriar a possibilidade de observar a vida a partir da narrativa dos antepassados, na forma do legado cultural. E a instituição do olhar sobre a experiência humana é hoje, por excelência, a escola.¨ (Sayão, 2004, p.57) 

O resgate das brincadeiras tradicionais infantis possibilita a construção e a reconstrução da identidade individual e coletiva. Assim como as coisas que já estão muito prontas, brinquedos muito sofisticados e industrializados não são tão instigadores da criação. A perda da experiência anterior, da possibilidade de reflexão, da memória como suporte da construção da identidade, do enraizamento cultural e da participação no coletivo, resultado da modernização atual, significou o advento de um sujeito sem memória, sem vínculo com a tradição, sem a possibilidade da reflexão. 

Para entendermos melhor o que eu quis dizer com a perda da experiência anterior é só observar, hoje estamos na Terceira Revolução Industrial, logo estaremos na quarta, mas mesmo agora, as crianças já estão conectadas com o brincar em eletrônicos. Elas esquecem o mundo real e ficam antenadas em seus aparelhos eletrônicos, poucos jogam jogos de tabuleiro ou conversam com as colegas, isso acontece porque estamos perdendo a identidade cultural. Antigamente quando não existia a televisão, havia mais crianças que brincavam nas ruas, que inventavam brincadeiras, que buscavam se encontrar em um local para começar um jogo. Mas agora que temos a tecnologia, não é tão difícil se comunicar de longe com as pessoas, mas eles estão fazendo com que a nossa sociedade perca a identidade cultural. 

A liberdade de criação está relacionada com algum aspecto da criatividade infantil, com a possibilidade de a criança inserir se no mundo da linguagem e poder fazer disso uma marca pessoal, com seu estilo. A criança consegue estabelecer uma relação criativa com o mundo, tornando se com o tempo, capaz de usar o que foi descoberto por ela. 

Para enfrentar os desafios da modernidade e aproveitar as possibilidades que existem, o mundo necessita de pessoas que pensem criativamente, que saibam usar no dia a dia as informações que recebem nas escolas, nas universidades (faculdades), porém sob novos pontos de vista. O fato de uma coisa estar sendo feita sempre da mesma maneira não garante que ela possa pensar diferente, possa inovar. 

Nós seres humanos tentamos sempre modificar a realidade para obter alguma satisfação, mas quando não conseguimos obter prazer de forma direta, tentamos fazer algo que seja permitido socialmente e através do qual possamos obter satisfação, no lugar de algo que desejamos, mas que nos é proibido. Freud chamou esse processo psíquico de sublimação, no qual se modifica a realidade para obter nela o que fora negado. A criatividade é uma das funções da capacidade humana de sublimação e sublimar pode ser então a renúncia de uma satisfação impossível, substituída por uma ação plausível e interessante para a sociedade e para a cultura. 

A criatividade, como um processo sublimatório, mostra- se na atividade do brincar, por meio da qual se cria uma terceira realidade compartilhada estão ligados. A criatividade não é apenas a criação de obras de arte, mas segundo Winnicott (2000), é um dado inerente ao fato de se viver. O bebê e a criança tornam se capazes de brincar com atividade criativa por excelência. Quando este indivíduo se torna adulto, esse sujeito vai substituindo a capacidade criativa do brincar por outras como a arte, a ciência, e até a religião. 

Para Winnicott, a atividade lúdica e artística, realidade transicional como diz o autor, não é apenas uma defesa para o recalque das pulsões humanas e sim o suporte para um equilíbrio psíquico. A realidade transicional sempre move o sujeito para um futuro onde objetos e modos de satisfação, sempre novos, ocupam os espaços da falta constitutiva do ser humano, que nos constitui como sujeitos quando um terceiro elemento entra na relação entre mãe e bebê. Esse corte é que nos possibilita buscar outras relações e outros objetos substitutivos para tentar obter satisfação ou prazer. A Psicanálise dá a este processo o nome de castração. 

A criatividade dá origem a uma realidade ¨ilusória¨, ou realidade transicional que não é alienação do sujeito em sua fantasia, nem é a alienação do outro. O sujeito pode dar continuidade à sua existência nesse espaço transicional: onde se interligam o material e a memória, a repetição e a inovação e, ainda, aquilo que é provisório e que é permanente. 

Winnicott (1975) chama a atenção para a importância do brincar na estruturação psíquica da criança, já que esta se constitui na relação com a mãe, com o outro, com o mundo. É no brincar que a criança está se constituindo e se descobrindo como sujeito. A criança tem o prazer de elaborar suas angústias e adquire experiência no brincar. Por meio da brincadeira, cria um ambiente onde ela pode inventar, explorar e resolver problemas. 

Do mesmo modo que o brincar, a experiência cultural ocorre numa área privilegiada da experiência humana, tal como é descrita por um terreno de fronteiras indeterminadas que fazem nossa realidade. É o lugar de separação potencial entre o mundo externo e o mundo interno, entre a realidade objetiva e a realidade subjetiva. Assim se refere o autor:  

¨ É aqui que se desenvolve o uso de símbolos e que representam, a um só e mesmo tempo, os fenômenos do mundo externo e os fenômenos da pessoa individual que está sendo examinada. [...] a separação é evitada pelo preenchimento do espaço potencial com o brincar criativo, com o uso de símbolos e com tudo o que acaba por se somar a vida cultural. ¨ (Winnicott, 1975, p.151) 

¨Na infância, essa área intermediária é necessária para o início de um relacionamento entre a criança e o mundo, sendo tornada possível por uma maternagem suficientemente boa na fase primitiva crítica. Essencial a tudo isso é a continuidade (no tempo) do ambiente emocional externo e de elementos específicos no ambiente físico, tais como o objeto ou objetos transicionais. ¨ (Winnicott, 1975, p.29) 

Para falar do objeto transicional, Lacan, no Seminário A relação de objeto e as estruturas freudianas, referem- se ao brinquedo, analisando o conceito elaborado por Winnicott. Segundo ele; ¨[...] mesmo na criança mais nova, vemos aparecer esses objetos que Winnicott chama de objetos transicionais porque não podemos dizer de que lado eles se situam na dialética reduzida, e encarnada, da alucinação e do objeto real. 

Todos os objetos dos jogos da criança são objetos transicionais. Os brinquedos, falando propriamente, a criança não precisa que lhe sejam dados, já que os cria a partir de tudo o que lhe cai nas mãos. São objetos transicionais. A propósito destes, não é preciso perguntar se são mais subjetivos ou mais objetivos- eles são de outra natureza. Mesmo que o senhor Winnicott não ultrapasse os limites chamando- os assim, nós vamos chama- los, simplesmente, de imaginários (Lacan, 1995, p.34).¨ 

Lacan não fala especificamente dos objetos transicionais, ele usa o conceito de objetos imaginários para traçar um paralelo com a ligação que Winnicott faz entre o brincar e a área intermediária da experiência humana. Esta é a área da transição entre o que é da realidade e da imaginação, o brincar ocupa esse espaço de transição. 

Através do brincar, a criança tenta dar às significações para aquilo que está à sua volta, para aquilo que é real. O real, resto simbolizável que escapa ao ser humano, não é o mesmo que a realidade que pode ser simbolizada. E é exatamente esse real da criança que as teorias da Psicologia e da Pedagogia não conseguem apreender. 

Mrech (2002) explica que a psicologia e as teorias de desenvolvimento falam sobre a criança por meio de construções da linguagem que foram feitas para se falar dela. Isso confunde as significações elaboradas pela linguagem, como sendo o próprio pensamento da criança. Não é possível, porém, expressar tudo por meio de palavras. Existe algo que não pode ser dito. Como explica a autora: Para Lacan é importante que nós percebamos que há na linguagem e na fala sempre algo que vaza, algo que não se atinge, a não ser aproximadamente: a própria criança a brincar. É nesta região que Lacan assinala a existência do registro do real. Algo que nós tentamos apreender, mas só identificamos através dos símbolos, das imagens, das significações e dos sentidos da nossa cultura (Mrech, 2002, p.119) 

Nós só podemos nos constituir como sujeitos e dar sentido ao mundo na relação com o outro, com a cultura, justamente porque a primeira imagem que a criança tem em de si vem do outro, cujo representante primeiro é, em geral, a mãe. Segundo Levin (1997), é esse olhar de desejo, que o outro (materno) transfere para a criança, que não permitirá a ela refletir- se em seu desenvolvimento muscular, tônico ou funcional, mas em um lugar impossível de tocar, lugar invisível, que carece a realidade tangível (que pode ser tocado) e visual. Esse lugar, esse buraco sem relação direta com os três psíquicos formulados pelo psicanalista francês Jacques Lacan (1998): o real, o imaginário e o simbólico. São os três registros psíquicos por meio dos quais Lacan (1998), durante o desenvolvimento de sua obra, tenta dar conta do psiquismo humano. Os três registros se entrelaçam formando um nome, chamado de borromeano, conceito da topologia, utilizado por Lacan. Imagine uma corda, agora dê três nós nele, os três registros representam esses três nós, se um deles sair do lugar, os outros também saem e se desequilibram, assim, os outros não permanecerão ligados um ao outro. É importante lembrar que nenhum dos elementos funcionam isoladamente, sempre deverão estar ligados. Essa ideia da corda foi justamente para você leitor entender o sentido do texto. 

O registro psíquico do Real não deve ser confundido com a noção comum da realidade. Para Lacan, o Real é aquilo que sobra como resto do Imaginário e do Simbólico, não capturava por esses dois registros. O Real é o impossível, aquilo que não pode ser simbolizado e permanece impenetrável ao sujeito do desejo, para quem a realidade tem uma natureza fantasmática. Real é aquilo que falta na ordem simbólica, aquilo que só pode ser aproximado, nunca capturado. Lacan afirmava que, para ser o falante, não há correspondência exata para o objeto e sua imagem, entre as partes do corpo e a imagem que se tem dele. 

Simbólico refere-se ao lugar do código fundamental da linguagem. Ele é lei, estrutura regulada sem a qual não haveria cultura, lugar onde se formam os sentidos e as significações. Lacan nomeou- o de grande Outro. O Outro, grafado em letra maiúscula foi adotado para mostrar que a relação entre o sujeito e o grande Outro é diferente da relação com o outro recíproco e semelhantes ao eu imaginário. 

Speller( 2002) diz que o sujeito da Psicanálise é o sujeito do inconsciente, aquele estruturado com uma linguagem, sujeito constituído no Simbólico, enquanto o ego, sede do engano, se constitui na relação imaginária com o outro, o semelhante. É por meio dos sentidos dados pelo Imaginário e pelo Simbólico que tentamos dar conta do Real. Para Lacan, a emergência do sentido se realiza na nomeação, mas o Imaginário que dará a consistência e antecipará o que será retomado pelos processos significantes. Segundo o autor; ¨[...] a consistência, diria eu, é da ordem Imaginária. O que se demonstra, longamente, em toda a história humana, e que nos deve inspirar uma singular prudência, é que muita da consistência, toda a consistência que já deu suas provas, é pura imaginação. Faço voltar aqui o Imaginário o seu peso de sentido. A consistência, para o falasser, para o ser falante, é o que se fabrica e que se inventa (Lacan, 1995, p.30)¨. 

Já o Levin (1997) afirma que a posição simbólica que o outro reflete e refrata em cada olhar, em cada gesto, em cada toque amoroso insiste e investe a criança, não como um organismo de uma espécie, mas como sujeito de seu destino próprio e singular. Nessa mesma linha de raciocínio, comenta Fernández: ¨[...] o conhecimento o possui o Outro, e só pode ser adquirido de maneira indireta, ao contrário, o saber, que é uma construção pessoal e outorga possibilidade de uso, está relacionado com o encarnar o conhecimento de acordo com os caracteres pessoais (Fernández, 1990, p.165)¨. 

No brincar, a criança pode ligar as ideias com a função corporal. Segundo Winnicott (1982), o jogo é um fazer e para isso a criança necessitará de um tempo do fazer psicomotor que lhe possibilitará saber fazer com o seu próprio corpo. De acordo com Levin (1997, p.152), no domínio lúdico do ser e do ter, a criança transforma os hábitos da vida em um jogo. São como jogos que depois viram hábitos. 

A criança cria-se e constitui- se através das suas criações, do seu brincar, inventa brincando ou brinca inventando. A criança que não consegue dar sentido ao brincar é porque talvez não tenha encontrado meios de dar significado a sua própria realidade interna. É justamente nos denominados fenômenos transicionais, conceituados por Winnicott (1975), que o brincar pode auxiliar, fazendo a mediação da criança com o mundo externo, possibilitando que dê significados para aquilo que vivencia. 

O brincar facilita a apreensão do mundo externo, pois através da atividade lúdica, a criança pode formar conceitos, selecionar ideias, fazer relações lógicas e integrar percepções. Ela joga, imita e representa através do brincar. Agindo sobre os objetos, estrutura seu espaço e o seu tempo. O brincar é um eixo importante na educação das crianças, mesmo porque o brincar, sonhar e fantasiar, assim como o estudar, aprender e trabalhar, não são coisas independentes, estão entrelaçadas psiquicamente, umas influenciando as outras. 

Toda importância psíquica do brincar deveria ser considerada no processo de ensino- aprendizagem. O brincar serve no apoio de resolução de problemas e dificuldades, estimulando a criatividade e a autonomia da criança que se insere no mundo simbólico, na linguagem. O brincar também apoia a aproximação de outros indivíduos. 

Diferentemente do que a modernidade dos dias atuais nos mostra, que propõe a ficção e o jogo só como passatempos e entretenimento infantil (como o uso dos eletrônicos e a televisão), o presente trabalho oferece uma possibilidade de inovação na proposta, onde o brincar seja conceituado de outro modo, assim como as teorias psicanalíticas nos indicam. 

Kupfer(1998) disse que: Quando um educador opera a serviço de um sujeito, abandona técnicas de adestramento e adaptação, renúncia à preocupação excessiva com métodos de ensino e com conteúdos estritos, absolutos, fechados e inquestionáveis, como já se afirmava na conclusão de Freud e a educação. Ao contrário disso, apenas coloca os objetos do mundo a serviço de um aluno; sujeito que, ansioso por fazer- se dizer, ansioso por fazer se representar nas palavras e objetos da cultura, escolherá nesta oferta aqueles que lhe dizem respeito, nos quais está implicado por seu parentesco com as primeiras inscrições significantes que lhe deram forma e lugar no mundo. 

O professor pode recriar o caminho da construção do conhecimento de forma original, com cada aluno, pois para cada um deles, esse processo implicará marcas singulares, No brincar, por exemplo, a criança diz de si, mostra como pode construir seu caminho de conhecimento com o professor. Este pode, na verdade, dar lugar à subjetividade singular da criança, tentando apreender a sua maneira única de ser/ estar no mundo, o que se passa com ela, inferindo a partir de indícios trazidos pela própria criança no brincar. O professor pode se colocar no lugar da sustentação do desejo do seu aluno, no caminho da construção do conhecimento. 

Segundo Cunha (2001), o brincar não implica um compromisso ou um planejamento, envolve principalmente comportamentos espontâneos e geradores de prazer. A brincadeira pode ser transmitida à criança através de seus próprios familiares, de forma expressiva e de geração em geração, ou pode ser descoberta pela criança de forma autônoma, fora do ambiente familiar, inserida nas suas relações sociais com outras crianças e até mesmo dentro do ambiente escolar. Ou seja, a criança pode experimentar a brincadeira de forma espontânea ou não, pode ter regras ou deixar de tê-las, pode brincar a partir de sua imaginação e de sua criação e também a partir de regras pré-estabelecidas pelo adulto. 

O brinquedo oportuniza e favorece também a brincadeira livre e a fantasia. A criança coloca no objeto com o qual está brincando o significado que ela deseja no momento. Enfim, na pressa do dia a dia, os pais e os professores, muitas vezes tentam simplificar suas tarefas e rotinas, oferecendo brinquedos já prontos e que não requer montagem. Sendo assim, a criança se desenvolve em um meio distante do lúdico, tratada como uma miniatura, dentro de uma perspectiva de que o mais importante é estudar, aprender, adquirir conhecimentos, desenvolver habilidades, estimular a inteligência, visando sua preparação para um mundo competitivo. 

Em Além do princípio do prazer, Freud(1920) trata da importância do brincar para o psiquismo humano, ele se refere a brincadeiras de criança enquanto métodos de funcionamento empregados pelo aparelho psíquico mental em uma de suas primeiras atividades normais. Em outro artigo, Escritores criativos e devaneios (1908), Freud aborda o brincar como a atividade favorita mais intensa da criança. Ao brincar, ela cria um mundo próprio, reajustando- o de uma nova forma que lhe faça sentido. 

Freud (1920) descreve o jogo de uma criança de um ano e meio, o qual ele nomeia em alemão de Fort-da. ¨Fort¨ significa ir e ¨da¨ significa retorno. Era a brincadeira do desaparecimento e do retorno da mãe, brincar que consistia em um jogo de carretel para longe fazendo com que desaparecesse, e em seguida puxá-lo de volta com uma alegre expressão de alívio. Segundo Freud (1920), a brincadeira tinha uma relação óbvia com a separação da mãe, experiência angustiante que pode ser elaborada pela criança através do jogo e da brincadeira, o que levava a suportar a ausência materna. Quando a mãe deixa a criança, quando acontece a separação, é justamente o ponto de partida do início da sua experiência com o brincar. 

A criança brinca com pequenos objetos que joga longe e com sua imagem no espelho. Segundo Meira (2003), nessa brincadeira, a criança pode adquirir o controle sobre a ausência e a presença, pois é ela que produz a cena de se fazer desaparecer e aparecer diante do espelho, a cena reveladora da constituição do sujeito, analisada por Lacan, no escrito O estádio do espelho e sua função como formador do eu. Como Meira diz: ¨ Temos, então, alguns pontos que são cruciais no que se refere à constituição do brincar da criança. O processo de metaforização, a repetição, a linguagem, a imagem especular, e o fosso real onde, ali, a mãe deixou a criança ausentar-se. E os pequenos objetos com os quais a criança faz suas brincadeiras: os brinquedos (Meira, 2003, p.41-3).¨ 

Segundo Freud (1920), isso constitui a prova de que há maneiras e meios suficientes para tornar o que em si mesmo é desagradável num tema a ser rememorado e elaborado na mente. Assim, ¨ a criança, afinal de contas, só foi capaz de repetir sua experiência desagradável na brincadeira porque a repetição trazia consigo uma produção de prazer e de outro tipo, uma produção mais direta¨ (p.27). Freud também observa que se trata de um esforço da criança em estabelecer a passagem da passividade à atividade, inversão que pode propiciar um outro modo de prazer, o domínio de um acontecimento marcante, mas ainda relaciona este último desprazer da ausência da mãe, a ponto de sustentar sua produção na brincadeira. 

O brincar fundamenta, ainda, a diferenciação de um fora e de um dentro, de sua exterioridade e de um corpo próprio. A vivência traumática que é posta em cena é a ausência da mãe e o mecanismo em ação é a transformação dessa ausência em seu contrário, que tem a função de permitir a passagem do passivo ativo. A partir daí, a criança que se torna agente ativo não sofre mais passivamente a chamada violência simbólica ou necessária, ponto importante que pode ser diretamente relacionado com o brincar. 

Kupfer (2001) destaca a importância de Piera Aulagnier, quando desenvolve esse conceito teórico que se chama de violência simbólica. Aulagnier sublinha, em primeiro lugar, que uma mãe atribui sentidos a tudo àquilo que, inicialmente, não passa de pura ação reflexa de um pedaço de carne. Essa atribuição de sentidos é acompanhada da suposição de que ali já está um sujeito responsável pelo recorte e pela moldagem de um sujeito sobre aquele pedaço de carne. Houve, assim, um encontro com o Outro, que significou algo para a criança que lhe deu um nome. 

Segundo Kupfer (2001), dessa formulação deduz- se que aí ocorre uma imposição do Simbólico, da linguagem, sobre o corpo: a ideia de uma violência interpretativa fundante. Quando, pela cultura, uma palavra é imposta a algum movimento vivido por um bebê, desaparecem todas as outras possibilidades expressivas, para falar dessa experiência única de um sujeito único. Assim como diz ele, é como se a mãe dissesse: ¨O que você está sentindo se chama assim e não se fala mais nisso¨ (p.141). O sujeito se vê obrigado a renunciar sua única e irreparável sensação existente porque nomeável, passível de reconhecimento num mundo compartilhado por um código comum. 

Para que a criança possa elaborar essa violência, dando-lhe sentido, fazem- se necessárias suas ficções no mundo imaginário e criativo do brincar, que conecta o subjetivo ao objetivo. É na zona intermediária de criação, e em seu trânsito, que a criança articula os sentidos para sua existência ao experimentar o mundo. Ou seja, quando se fala de violência da Educação, não se refere a pais violentos que gostam de bater nos filhos, mas sim do caráter necessariamente violento que existe no estabelecimento da Lei que é dada na castração, ou seja, o que Lacan chama de função paterna: o corte que é feito na relação dual entre mãe e filho, a entrada de um terceiro elemento para que a criança possa se constituir como sujeito no mundo da linguagem, da cultura. 

A violência da Educação, inevitável e estruturante, dá- se o nome de violência simbólica que ¨se apresenta ao sujeito a todo instante, a cada passo, em cada situação de aprendizagem, a cada confronto com o limite, como o não, com a morte¨ (Kupfer, 2001, p.142). 

Vemos, então, no caso do fort-da, um exemplo de como a brincadeira, assim como o humor promove um esvaziamento de significado, e como o fazer aparecer ou desaparecer torna- se espaço de novas possibilidades de sentido. Sobre o humor, Freud (1928) afirma que assim como os chistes e o cômico, o humor tem algo libertador, mas também possui algo de grande e elevado, que falta às outras duas maneiras citadas, de obter prazer por meio da atividade intelectual. Ele explica sobre a recusa do Ego (Capítulo 6) em ser afligido pelas provocações da realidade, afetado pelos traumas do mundo externo. 

O humor demonstra na verdade, segundo Freud, que esses traumas do mundo externo não passam de oportunidades para se ter prazer: ¨O humor não é resignado, mas rebelde. Significa não apenas o triunfo do ego, mas também do princípio do prazer, que pode se afirmar contra a crueldade das circunstâncias reais¨ (Freud, 1928, p.166). 

Essa possibilidade de fugir do sofrimento pelo humor coloca em evidência um dos vários métodos que a mente humana constrói para se livrar da compulsão a sofrer. O ser humano vive numa luta constante entre pulsão de morte e pulsão de vida. Nesse aspecto, o humor adulto tem uma função muito semelhante à do brincar para a criança. Pode ser tentativa de ressignificação de uma experiência angustiante, por meio de algo que traz prazer. Como diz Freud: ¨ [...] principal é a intenção que o humor transmite, esteja agindo em relação quer ao eu quer a outras pessoas. Significa: Olhem! Aqui está o mundo, que parece tão perigoso! Não passa de um jogo de crianças, digno apenas de que sobre ele se faça uma pilhéria!¨ (1927, p.169). 

Segundo Bogomoletz (1995), em 1927, já falando sobre o tópico de ego, superego, id, Freud revê e reorganiza seu pensamento sobre o que é engraçado, abordando principalmente o humor, não mais o chiste. Sua interpretação para o fato do humor provocar riso é: rimos do que é cômico, do que é engraçado aos nossos olhos como quando vemos algo que por sua inadequação ou aparência estranha nos leva ao riso. 

Bogomoletz (1995) diz que a metapsicologia do humor, segundo Freud, começou com a ênfase sobre as tensões que deveriam ser descarregadas. Mas Freud observou que não se tratava apenas de descarregar as cargas negativas produzidas pelas pulsões. Na verdade, as situações difíceis e que precisavam de algo da ordem da elaboração, poderiam ser transformadas em algo engraçado, tornando- se, assim, menos penosas. 

Desse modo, o humor é algo que pode ser entendido como um olhar capaz de rir e encontrar algum prazer nas dificuldades do dia a dia, tentando uma elaboração do sofrimento causado pelas exigências e pressões da vida (além das dificuldades próprias das relações humanas). Como exemplo, poderíamos chamar o bem- humorado de aquele sujeito que sempre brinca com as dificuldades da vida, mas isso não significa que ele não leve a vida a sério. A pessoa bem- humorada tenta viver de forma mais criativa, buscando no humor maneiras de transformar a realidade em algo construtivo, menos sofrido e mais prazeroso. 

Podemos citar brincadeiras como a poesia e a arte, onde a mesma brincadeira é atualizada, e no lugar do objeto (O peão) pode estar a palavra. Para Winnicott (1975), a criança brinca de deixar cair os objetos e salienta que o jogo do reter e soltar, além de instituir o objeto e a sua conservação, institui também a possibilidade da sua falta. É ela que move o desejo. Através da falta, a criança pode criar maneiras de preencher esse espaço com outros objetos e relações, estabelecendo no brincar uma ponte entre o desejo e o que pode obter na realidade. O brincar, que para o Winnicott é um fazer originário, se aproximação da situação fort-da, em que o duplo movimento de encontrar e de criar é fundamental para que o sujeito possa reconhecer o mundo em sua existência concreta e, assim, constituir diferentes possibilidades de sentidos da realidade. 

Segundo Freud (1920), as brincadeiras são também influenciadas por um desejo que domina a criança: o desejo de crescer e fazer aquilo que os adultos fazem. E nem sempre é preciso um impulso imitativo especial para fornecer um motivo para a brincadeira. De acordo com o autor, a repetição, a re- experiência de algo é, por si só, fonte de prazer para a criança que não se cansa de pedir que repitam com ela um jogo que lhe foi ensinado, até ficar exausta. 

Benjamin (2002) diz que é exatamente através dos nossos ritmos lúdicos que, pela primeira vez, nos tornamos senhores de nós mesmos. Benjamin sugere que estudos deveriam ser feitos para examinar a lei que, acima de todas as regras e ritmos particulares, rege a totalidade do mundo dos jogos: a lei da repetição. Sabemos que para a criança ela é a alma do jogo, que nada a torna mais feliz do que o mais uma vez. O Benjamin compara a compulsão pela repetição, presente no brincar, com o forte impulso sexual no amor. 

E não foi por acaso que Freud acreditou ter descoberto um além do princípio do prazer nessa compulsão. E, de fato, toda e qualquer experiência mais profunda deseja insaciavelmente, até o final de todas as coisas, repetição e retorno, restabelecimento da situação primordial da qual ela tomou o impulso inicial (Benjamin, 2002, p.101). 

A criança volta a criar ela mesma, todo o fato vivido. No brincar, tenta elaborar os fatos difíceis e a angústia, mas também experimenta, de novo e de maneira mais intensa, o sucesso e as vitórias. 

Comparando o narrar com o brincar, Benjamin pondera: O adulto, ao narrar uma experiência, alivia o seu coração dos horrores, goza duplamente uma felicidade. A criança volta a criar para si todo o fato vivido, ou seja, ela começa mais uma vez do início. [...] A essência do brincar não é um ¨ fazer sempre de novo¨, mas um ¨fazer sempre novo¨, transformando a experiência em hábito. Pois é o jogo, e nada mais, que dá luz ao hábito. Comer, dormir, vestir- se, lavar- se deve ser inculcado no pequeno irrequieto de maneira lúdica, com o acompanhamento do ritmo de versinhos. O hábito entra na vida como brincadeira, e nele, mesmo em suas formas mais enrijecidas, sobrevive até o final de um restinho de brincadeira (Benjamin, 2002, p.101-102). 

As estórias infantis, que as crianças tanto apreciam, cada vez mais cedem o espaço para as imagens. Hoje, tudo que se diz deve ser ilustrado, gravado. Corso (2006) considera tudo aquilo que fazia a glória de um bom contador de histórias- os sons, os silêncios, a entonação e a capacidade dramática- foi sendo substituído pelas capacidades narrativas dos estúdios de cinema, de televisão e dos ilustradores de livros e quadrinhos. Mas das principais mudanças, o mais interessante é que, mesmo assim, algumas delas subsistem através dessas mudanças e perduraram evocando as mesmas emoções nas crianças e também nos adultos. 

Nas crianças, é mais fácil ver o impacto que a ficção pode causar. Elas se apegam a algum conto e com isso tentam elaborar seus dramas. O que fica de uma estória, para a criança, é aquilo que faz ressonância em sua subjetividade. Ela pede que lhe conte estórias, muitas vezes especificando o tipo de conto desejado. Ela quer brincar com os personagens da estória e se faz passar por eles, um exemplo está no gibi da turma da Mônica, onde o título é Do contra em contras de fadas. Nesse gibi os pais contam histórias clássicas, mas o Do contra brinca com os personagens mudando o rumo da história para algo mais comparado com a realidade de hoje em dia.  

Corso (2006, p.29) afirma que essas trocas entre o adulto e a criança, tendo os contos como intermediários, podem operar com uma espécie de diálogo inconsciente. Ela fala sobre o fascínio dos contos nas relações dos adultos com as crianças. Ela também afirma que há um encontro, entre os contos de fadas e as crianças, que raramente falha. Nas estórias contadas por um adulto narrador, ou através dos livros, da TV, da escola, do cinema, do teatro, toda criança pode encontrar fontes de fantasia e ficção para apoiar a realidade. 

Freud (1908), no artigo Escritores criativos e devaneios, fala sobre o brincar como a atividade favorita e mais intensa da criança. Ao brincar, a criança cria um mundo próprio, reajusta os elementos de seu mundo de uma nova forma que lhe tenha mais significado. A criança começa a levar a sério a brincadeira e nela despende muito investimento. Como diz Freud, ¨a antítese de brincar não é o que é sério, mas o que é real¨ (Freud, 1908, p.135). Desse modo, Freud traz a ideia de que a criança distingue perfeitamente  a sua brincadeira da realidade, mas gosta de fazer ligações entre objetos, situações imaginárias e coisas visíveis do mundo real. É importante o que Freud diz em relação ao brincar e a realidade. 

Freud diz o seguinte: ¨ Quando a criança cresce e pára de brincar, após se esforçar por algumas décadas para encarar as realidades da vida com a devida seriedade, pode colocar- se certo dia numa situação mental em que mais uma vez desaparece essa oposição entre o brincar e a realidade. Como adulto, pode refletir sobre a intensa seriedade com que realizava seus jogos na infância, equiparando suas ocupações do presente, aparentemente tão sérias, aos seus jogos de criança, pode livrar- se da pesada carga imposta pela vida e conquistar o intenso prazer se proporciona pelo humor (Freud, 1908, p.136) ¨. 

O brincar da criança, segundo Freud (1908), é determinado em grande parte por desejos, mais precisamente por um único desejo que auxilia na estruturação de seu psiquismo: o desejo de ser grande e adulta. Quando adultos, muitas vezes lamentamos a perda da nossa capacidade de lidar com a vida de uma maneira mais espontânea, mais leve, brincando. 

Através da brincadeira a criança representa elementos do mundo externo e os interioriza, construindo seu próprio modo de pensar. Winnicott (1975) afirma que o brincar, como uma experiência da criança, é sempre criativa, uma continuidade do espaço, o tempo é uma forma básica de viver. Diz ele: ¨ A brincadeira é a prova evidente e constante da capacidade criadora, que quer dizer vivência¨ (Winnicott, 1982, p.163). Reforçando as ideias do autor, Levin (1997, p.152) diz que: ¨A infância não se pode conceber sem a dimensão lúdica que alinhava e entrelaça as representações às coisas. Não existe ligação nem aprendizagem num desenvolvimento sem este espelho virtual que a produção lúdica implica¨. 

É no brincar que a criança liga ideias e função corporal. Não pode haver uma construção do saber, se não se joga com o conhecimento. Ao falar da brincadeira, não se faz referência a um ato, nem a um produto, mas a um processo. Refiro- me novamente a esse lugar e tempo, que Winnicott(1975) chama espaço transicional de confiança, de criatividade. Transição entre o crer e o não crer, dentro e fora, o impossível e o necessário dos contos infantis, das brincadeiras. 

Aqui tento abordar alguns pontos que ligam o brincar com a questão da criatividade na escola. Pense no bebê que nasce e que ainda não discrimina o mundo, que sente um desconforto cuja necessidade manifesta com o conforto de estar com a mãe, no momento e no lugar exato. Essa experiência cria para o bebê, que podemos também chamar de um novo ser, uma ilusão de onipotência, pois sente que criou o mundo a partir de suas necessidades. É a origem da criatividade e da crença no mundo em si mesmo. 

A criatividade faz parte da descoberta de si mesma e do mundo que a cerca. É no espaço potencial, discutido por Winnicott (1975), que a criação se faz presente através do brincar, que ela tem a possibilidade de se constituir como sujeito e como sujeito ativo que pode criar e dar conta do mundo a sua volta. A seguinte citação toca exatamente na questão do espaço potencial do brincar e da criatividade a partir de experiência de vida:¨A característica especial desse lugar em que a brincadeira e a experiência cultural têm uma posição está em que ele depende, para sua existência, de experiências do viver, não de tendências herdadas. Um bebê recebe trato sensível na ocasião em que a mãe está se separando dele, de modo que a área para a brincadeira é imensa; outro bebê tem uma experiência tão infeliz nessa fase de seu desenvolvimento que lhe dá pouca oportunidade de desenvolver- se, exceto em termos de introversão ou extroversão (Winnicott, 1975, p.150)¨. 

Partindo desse conceito e dessas considerações, o professor pode facilitar a interação criativa e não submissa do sujeito com o mundo. Também pode apresentar o aluno o conhecimento historicamente acumulado, considerado relevante pela escola, no momento e na forma adequados. 

O professor poderia se preocupar em receber o aluno de forma sensível, especialmente no início do processo de escolarização e em outras etapas críticas, tratando- se de conhecê-lo para melhor facilitar sua transição para a cultura escolar. Quando falamos de transição, de passagem, e não de adaptação, submissão e ajuste, é preciso saber quem é cada aluno. E então vem aquelas perguntas básicas: De onde você veio? Qual seu ritmo, seu estilo, suas crenças, seus valores, seus hábitos, suas necessidades e concepções? O que já sabe? Como construiu o seu saber? Como o utiliza? Onde e como utilizará a cultura escolar? Você pode observar os alunos em suas singularidades, mas não julgá-los pela aparência (Estereótipo, capítulo um, Preconceito e Percepção) Procurar investir  no espaço potencial entre o sujeito e o mundo externo no processo, na passagem ouvindo os alunos. 

Ao ouvir o estudante, mais que conhecê-lo melhor, o professor permite que ele se escute, se surpreenda pensando, fazendo, sendo. Facilitar e promover formas variadas de expressão, resgatar a história escolar, fazer perguntas, reconhecer e valorizar o que já foi constituído pelo aluno e identificar os valores e referenciais do seu grupo de origem, seriam funções básicas do professor preocupado com o sujeito humano. 

Assim como Winnicott (1975), o professor poderia explorar o espaço potencial entre ele e o seu aluno, estando aberto para ouvir e estabelecer uma relação de troca, apresentando informações para as quais o educando esteja pronto a recriar. A relação de conhecimento criado e encontrado deveria ser contemplada no processo de ensino-aprendizagem, para que o aluno pudesse apropriar-se de conteúdos relevantes de forma singular e criativa, segundo suas concepções e necessidades. É fundamental que ele experimente os conteúdos escolares, inicialmente, como objetos de sua própria vivência, facilitando a transição entre a sua cultura do próprio país onde ele vive e a cultura escolar. O professor deve facilitar o processo, ajudando o aluno a constituir objetos transicionais como objetos da cultura, ou seja, a sua inserção social. 

Safra (1994) fala sobre o papel do analista, que podemos também traçar uma semelhança no papel paralelo do professor. Safra diz que estar aberto para ouvir e possibilitar as reflexões e associações é um requisito do analista. O professor também poderia se movimentar nessa direção com os seus alunos, realizando algo significativo. Cada professor, despido de preconceitos, encontraria um modo particular de conhecer os seus alunos e de lhes fornecer oportunidades para se expressar e mostrar as próprias necessidades. 

O professor, ao ler este texto, pode imaginar que desconhece a realidade, sala de aula cheia de alunos, um programa extenso a ser explorado, tarefas burocráticas a serem realizadas, baixos salários, pouco reconhecimento profissional, em relação a alguns professores pesquisados. 

Vivemos em uma realidade social onde o sistema educacional dificulta esse movimento do professor. No entanto, essa aproximação em relação à realidade do aluno, especialmente no início do processo de escolarização é possível e desejável. 

Para refletirmos melhor, eu lembro a você quando falamos nos parágrafos anteriores deste capítulo sobre o papel da mãe como espelho que reflete o rosto do bebê, permitindo que ele se sinta uma pessoa real, num mundo real satisfatório e mais efetivo com a sua participação. Para Winnicott (1975), a mãe pode expressar para o bebê o que ele é e o que ele pode e tem, não apenas o que ele desejaria que fosse. A adaptação da mãe ao ser do bebê é que instaura sua capacidade de criar, de perceber o mundo externo e não apenas se adaptar a ele. 

Olhar para o aluno e reconhecer o que ele é, o que ele pode e o que já construiu, é o primeiro passo que a escola pode dar no sentido de auxiliar no crescimento e enriquecimento de toda criança, e também da coletividade. Para que isso possa ocorrer, o professor também precisa ser reconhecido em sua singularidade, portador de características e estilos pessoais. Para respeitar, o professor deve ser respeitado; deve ter suas necessidades e valores contemplados pela política educacional e ser valorizado socialmente. 

Na educação atual e na perspectiva psicanalítica, há também o que poderia ser chamado de Educação criativa ou cidadã. A introdução de um olhar, de uma maneira nova de nos vermos e de vermos os outros, de aprendermos a conviver com as diferenças e com as mudanças. O importante é não ficar preso somente ao imaginário, pois o brincar teria uma função essencialmente simbólica: ajuda a transformar a realidade e criar novas maneiras de estar no mundo. 

 A PSICANÁLISE E SUAS RELAÇÕES COM A EDUCAÇÃO 

A Psicanálise é definida como um campo que trata das representações recalcadas do sujeito que, ainda que inconscientes, podem retornar sob a forma de sonhos, de atos falhos ou de outras formações do inconsciente. 

A Psicanálise tem o inconsciente como objeto de estudo, uma de suas características mais importantes que diferencia de outras escolas, inclusive da Psicologia. Speller (2004) diz que as demais escolas, apesar das variações quanto ao objeto e método, definem o estudo do comportamento humano como campo da Psicologia, excluindo a dimensão de uma atividade psíquica que escapa à consciência. A mesma autora (2003) questiona: Como engajar a Psicanálise contemporaneamente além da clínica? Como a Psicanálise tem acompanhado as mudanças na subjetividade, no mundo atual? As respostas não são fáceis, porém, é importante tentar responder essas questões. Acredita- se que a Psicanálise possa ajudar todos que pensam os mal- estares na cultura, à medida que teoriza sobre o humano e suas relações com o mundo e com as pessoas. 

Para a Psicanálise, a Educação é definida como um discurso social, implicando a transmissão na cultura. Dessa maneira, ¨ as intersecções entre Psicanálise e Educação se dão num campo mais abrangente que a Psicanálise pela cultura entendida como um fluxo discursivo, oral ou escrito ¨ (Calligaris, 1997, p.194). O sujeito do inconsciente, segundo a Psicanálise, constitui- se na pela linguagem. Desse modo, para mostrar as possibilidades deste campo de conhecimento junto à Educação, temos que escutar o discurso social, ou seja, escutar o nosso objetivo do presente livro, o que os professores têm a dizer. 

Segundo Kupfer (2001, p.118), ¨[...] ao reconhecer a Educação como um discurso social, a Psicanálise se põe a dialogar com ela nas escolas, na mídia, na universidade¨. Para a autora, uma articulação da Psicanálise com o discurso social por parte da Educação é entendida também como um discurso social, ampliando dessa forma muito significado. Tanto o trabalho do psicanalista como o do educador, visando assim a enfatização da autora. [...] amplia o campo de ação do psicanalista, que passa a incluir instituição escolar como lugar de escuta. O educador ver- se- á, também por seu turno, levado a conduzir sua ação em outra direção; no mínimo, deixará de fazer tantos encaminhamentos aos psicólogos e, no máximo, tomará para si a responsabilidade por seus atos educativos (Kupfer, 2001, p.34). 

Nessa perspectiva, educar para a autora e para os outros psicanalistas ¨ torna- se a prática social discursiva responsável pela imersão da criança na linguagem, tornando- a capaz, por sua vez de produzir o discurso, ou seja, de dirigir- se ao outro fazendo com isso laço social¨ (Kupfer, 2001, p.35)  

Como explica Speller (2004), pouco se tem explorado sobre as contribuições da Psicanálise para a Educação, isso porque, tradicionalmente, ela tem sido vista como um campo somente de aplicação clínica. O que se espera desde então de um trabalho de orientação psicanalítica na escola, é a abertura de um espaço para os discursos, fazendo circular as palavras de todos, sem um mestre detentor da verdade absoluta, pois os professores necessitam questionar e buscar respostas que implicam diretamente em seu fazer. 

Existe uma opinião sobre o brincar como sendo perda de tempo. Talvez isso seja um reflexo do pensamento da modernidade e de seu discurso em que a relação com o tempo é da produtividade, a do ¨Time is Money¨ (é hora do dinheiro), em que o ser humano desde a infância é pressionado a produzir, ganhar dinheiro e ser bem sucedido. Nessa linha de pensamento, os professores dizem que a brincadeira na escola não dá rendimento, dispersa a criança, que os pais cobram tarefas e cadernos cheios para seus filhos porque as crianças devem produzir e aprender. Dessa forma, o que é bom mesmo para os pais e professores é que a criança tenha muito trabalho e não perca o tempo com mais nada. Brincar é coisa que deve ser feita fora da escola, e mesmo assim, com algumas restrições. 

Hoje em dias as crianças são muito mais atarefadas, elas têm que estudar aprender computação, fazer vários esportes, praticar línguas e outros: Tudo isso com excelência. Mesmo que essas não sejam uma exigência para uma criança de classe social baixa, como as que moram em periferias, estudam em escolas públicas, o discurso social refere se a ideia de que deve se produzir e consumir para ser alguém na vida. As crianças são atingidas por esse tipo de cobrança, tanto pelos professores como pelos pais. Dessa forma, a cobrança para o aprendizado passa a ter um peso muito grande e o tempo livre, o tempo para brincar não é visto como algo positivo e necessário. 

Hoje as crianças têm feito exigências cada vez maiores quanto a brinquedos e programas. É que, do mesmo modo que os adultos, elas têm valorizado mais o fim do que o meio. E o sabor de fazer qualquer coisa ou de não fazer nada na companhia que gostamos, tem se perdido (Sayão, 2000, p.182). 

Esse bombardeio de estímulos, ao contrário que muitos pensam, pode levar as crianças a uma falta de desejo, pois, como afirma a Psicanálise, o desejo precisa da falta para desejar. Como diz Speller (2004, p. 61): ¨Embora importante, não é a disponibilidade de informação que fará com que a criança queira aprender¨. 

A modernidade exige que tudo seja feito com rapidez e eficácia, e a criança fica presente em meio a um monte de atividades. Até mesmo a criança que estuda na escola pública da periferia está sujeita à cobrança, pois está imersa também no discurso social. Assim, fica a questão: quando a criança vai criar suas ficções, seus brinquedos, suas fantasias, suas estórias, suas aventuras? É possível uma criança viver sem isso? É possível uma criança aprender sem criar? É possível humanizar- se sem brincar? Em minha opinião, não. Pois através do brincar, das estórias, das criações é que aprendemos a estar no mundo, fazendo ligações com o mundo subjetivo e as várias realidades com as quais convivemos. 

Levin (200) diz que uma criança só é o ato que produz, fazendo da sua produção um espelho que lhe permite, por um lado, reconhecer- se e, por outro lado, desconhecer- se. É a esse desconhecimento e a incerteza que a criança entrega- se mais facilmente que o adulto. 

METODOLOGIA 

Metodologia é uma palavra derivada de ¨método¨, do Latim ¨methodus¨ cujo significado é ¨caminho ou via para a realização de algo¨. Método é o processo para se atingir um determinado fim ou para se chegar ao conhecimento. Metodologia é o campo em que se estudam os melhores métodos praticados em determinada área para a produção do conhecimento. 

A metodologia consiste em uma meditação em relação aos métodos lógicos e científicos. Inicialmente, a metodologia era descrita como parte integrante da lógica que se focava nas diversas modalidades de pensamento e aplicação. Posteriormente, a noção que a metodologia nos dizia era algo exclusivo do campo da lógica que foi abandonada com o tempo, uma vez os métodos foram aplicados em várias áreas do saber. Hoje a metodologia para cada área serve de forma diferente, mas todas dizem respeito a organização, administração, serviços, dicas para um bom trabalho e muita prática. 

Cada área possui uma metodologia própria. A metodologia de ensino é a aplicação de diferentes métodos no processo de ensino-aprendizagem. Os principais métodos de ensino usados no Brasil são: Método Tradicional, o Construtivismo, o Sócio Interacionismo e o Método Montessoriano. Uma metodologia de pesquisa pode variar de acordo com a sua natureza. Assim, uma pesquisa pode apresentar características quantitativas, qualitativas, básicas ou aplicadas. 

Metodologia científica 

É a disciplina que trata do método científico. É a estrutura das diferentes ciências, e se baseia na análise sistemática dos fenômenos e na organização dos princípios e processos racionais e experimentais. Permite, por meio da investigação científica, a aquisição do conhecimento científico. 

Metodologia de ensino 

A metodologia de ensino é uma expressão que teve a tendência de substituir a expressão "didática", que ganhou uma conotação pejorativa por causa do caráter formal e abstrato dos seus esquemas que não estão bem inseridos em uma verdadeira ação pedagógica. Assim, a metodologia de ensino é a parte da pedagogia que se ocupa diretamente da organização da aprendizagem dos alunos e do seu controle. 

Metodologia e TCC 

A metodologia do trabalho científico, por exemplo, para a realização de um trabalho de conclusão de curso (vulgarmente denominado TCC), é a parte em que é feita uma descrição minuciosa e rigorosa do objeto de estudo e das técnicas utilizadas nas atividades de pesquisa. 

A PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE 

A presente pesquisa adota a metodologia qualitativa que, segundo Ludke (1986), é bastante flexível e apresenta um caráter socializador, além de buscar realizar uma síntese referente ao envolvimento do pesquisador e do grupo pesquisado. A abordagem qualitativa em Educação tenta aproximar a pesquisa à vida diária do educador. O conhecimento adquirido vem sempre marcado pelos sinais de seu tempo, comprometido com a realidade histórica e não com uma verdade absoluta. A pesquisa qualitativa pode ser entendida como uma possibilidade de transformação da maneira de pensar e de se pesquisar em Ciências Sociais. 

Desse modo, com o rigor de trabalho científico, a pesquisa qualitativa enfoca também a participação do pesquisador e do grupo que está sendo trabalhado, em lugar dos questionários ou dos coeficientes de correlação, típico de análises experimentais. A pesquisa qualitativa aproxima muito mais o pesquisador com a realidade. Através de um intenso trabalho de campo, segundo Ludke e André (1986), a pesquisa qualitativa propõe um contato direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo investigada. Um fator importante dessa abordagem, é que as pessoas, os gestos, as palavras estudadas devem estar sempre relacionadas ao contexto em que aparecem. Os dados coletados são predominantemente analíticos. 

Algumas citações são também utilizadas para subsidiar uma afirmação, ou esclarecer um determinado ponto de vista. Todos os dados que aparecem nesse contexto da realidade estudada são importantes. Assim, o pesquisador pode ter sua atenção voltada para o maior número possível de elementos presentes na situação. 

Na abordagem qualitativa, segundo Barbier(2002), a preocupação com o processo é muito maior do que com o produto. Temos que saber escutar mais e não nos deixar levar somente pelas aparências (para refletir, volte para o capítulo um e dois), enquanto pesquisadores em Educação. 

Um dos vários tipos de pesquisa qualitativa é a pesquisa ação, que reúne algumas de suas mais importantes características. Segundo Ludke (1986), ela é concebida e realizada em estreita associação com a ação ou com a resolução de um problema coletivo, com o qual os pesquisadores e os participantes estejam envolvidos de modo cooperativo ou participativo. O conhecimento sobre o fato pesquisado vai se construindo a partir da interrogação que o pesquisador faz aos dados coletados e tendo por base, tudo o que conhece sobre o assunto, além das teorias acumuladas a respeito. 

Na pesquisa ação, segundo Barbier(2002), a produção do conhecimento é feita também pelos participantes da pesquisa que é feita com os outros e não somente sobre o outro. Não se utiliza o outro apenas como um objeto de estudo, pois esse tipo de investigação também nos afeta enquanto pesquisadores. A pesquisa qualitativa, na concepção da pesquisa ação, por exemplo, funciona como facilitadora, para que as pessoas envolvidas possam ir delineando os problemas centrais. No caso da Educação de crianças, o trabalho com os professores, tomando como referência o recorte do brincar na escola, teve como ponto de origem, para as discussões de grupo, as dificuldades que eles próprios tinham em incluir esse brincar em sua prática profissional. 

No início do estudo há focos de interesse muito amplos que, ao final, tornam- se mais diretos e específicos. O estudo qualitativo envolvendo a coleta de dados analíticos, obtidos do contato direto do pesquisador com o que está sendo estudado, enfatiza mais ainda o processo do que o produto final, priorizando retratar a perspectiva dos educadores. 

Segundo a Psicanálise, referencial adotado, a escuta do pesquisador aos profissionais da Educação é ponto chave, a fim de se promover algumas mudanças para que algo novo surja. Esta seria uma das maiores contribuições da Psicanálise para a Educação. Ela nos direciona a uma escuta que está além do discurso, ao que se chama de escuta flutuante. Barbier(2002) diz que essa escuta seria como a escuta de um lugar vazio, ou seja, propicia um vazio criador, sem lugar para a interpretação do pesquisador, mas sim, para que o próprio indivíduo possa implicar- se naquilo que fala. 

O pesquisador tenta se concentrar nas informações que incluem pré-conceitos e de pré-julgamentos para ouvir o outro. Trata- se de outras abordagens que se preocupam mais com uma explicação sobre determinado fato, interpretação que pouco espaço oferece para o sujeito e, portanto, para as possibilidades de mudança. É importante dar voz ao sujeito para que se implique no processo de pesquisa, responsabilizando- se pelas falas e pelos próprios atos. 

Como diz Barbier (2002), essa escuta tem o importante papel de fazer com que as pessoas participem e mudem, ao implicarem- se no próprio trabalho. Pode-se dizer que o grupo da pesquisa funciona como um treinamento de mudança pessoal, onde podem ser trocadas experiências e reflexões sobre sua prática. O grupo tem a possibilidade de trabalhar as questões que aparecem durante o processo, além de poder avaliar os efeitos decorrentes de suas ações. 

O CENÁRIO E OS SUJEITOS DA PESQUISA 

O estabelecimento escolar escolhido para a pesquisa foi a Escola Municipal de Educação Básica/ EMEB Liberdade, localizado no bairro Osmar Cabral em Cuiabá- MT. O interesse em desenvolver o estudo nessa escola surgiu de um contato de uma orientadora junto com outras professoras que explicaram sobre como a Escola Liberdade se diferencia da maioria das escolas de Educação de crianças, por ter uma proposta pedagógica de ensino por meio do brincar, surgindo uma relação imediata com o tema deste livro. A criação dessa escola deveu- se à necessidade de atender algumas crianças consideradas excedentes na rede de ensino municipal. O Secretário de Educação, porém queria uma proposta diferente para a nova escola, cujo projeto tinha como uma de suas linhas pedagógicas trabalhar com o brincar para ensinar. 

O CAMINHO PERCORRIDO E A OBTENÇÃO DOS RESULTADOS E DAS CATEGORIAS  

Foram feitos sete encontros semanais na escola EMEB. As categorias de discussão definidas a partir de elementos comuns e mais significativos que aparecem nas falas dos professores foram: aprender brincando na concepção de um projeto novo; o brincar agressivo e seus limites; o brincar e a realidade.  

A primeira categoria; aprender brincando na concepção de um projeto novo, sintetiza a preocupação dos professores em desenvolver a proposta da escola de trabalhar o brincar para aprender, suas dificuldades em cumprir o projeto proposto e a noção do quanto o brincar está distante da realidade da escola. 

A segunda categoria; o brincar agressivo e seus limites tratam principalmente da questão da agressividade e da violência no contexto do brincar e da escola, além de abordar a questão da autoridade do professor e a dificuldade que ele tem em estabelecer os limites para as brincadeiras. 

A terceira categoria; o brincar e a realidade, apresenta o modo como os professores acham que podem ensinar algo da realidade às crianças. Será que isso é possível sem o brincar? Nesta terceira categoria apresento o material que foi coletado em mais de cem alunos por alunos de psicologia da UFMT. Primeiro eles coletaram o material e leram duas perguntas que foram importantes para o capítulo deste livro: 

O que é brincar para você? Você acha que o adulto brinca? 

Por que você acha que as crianças brincam? 

Assim, todos responderam de forma diferente e clara por escrito. Terminado os estudos, antes de surgirem dúvidas e discussões sobre o que havia sido apresentado, compartilharam informações e pediram que fizéssemos as mesmas questões novamente. Assim houve algumas anotações sobre o dia da aula. 

DISCUSSÃO SOBRE AS CATEGORIAS 

Aprender brincando em uma nova concepção

A proposta da escola, onde a pesquisa foi desenvolvida, é pautada numa ideia nova: O ensinar brincando é um projeto que traz o lúdico com central importância para a Educação infantil. Disso resulta, nas falas dos professores, uma grande preocupação em desenvolver bem esse trabalho, encarado como um grande desafio que preocupa pela dificuldade e, ao mesmo tempo, atrativo pela novidade.  

Não é fácil trabalhar com uma nova proposta. Mesmo com experiência em sala de aula, os professores se sentem iniciantes, como se nunca tivessem trabalhado com crianças. Quase sempre pensam que as crianças são iguais, que todas, numa mesma faixa etária, deveriam aprender da mesma maneira. 

Os docentes têm em mãos um projeto novo que lhes foi apresentado sem discussão prévia sobre o que pensavam dele e sem que tivessem participado de sua elaboração. Alguns falam da dificuldade de compreender o projeto e de como usar o brincar para ensinar, principalmente porque não acreditam que o brincar possa funcionar como um instrumento pedagógico. Acham que o brincar é para descarregar energia. Mesmo os que concordam com a proposta que é oferecida pela escola, também sentem dificuldade em executar o projeto. 

Durante as reuniões, os professores fizeram exatamente estas associações: o brincar é só na hora do recreio e é na hora do café dos professores. Essa ideia também prevalece muito em creches do Rio de Janeiro. 

Os professores geralmente se dizem frustrados com a prática escolar, pois investem muito na programação das aulas e as crianças não correspondem aos resultados idealizados por eles no projeto. Colocam como objetivos ideais a razão de aprender e não brincar. Como os alunos não agem de forma compreensiva, os professores se sentem muito desestimulados, e isso acontece talvez porque parecem estar muito ligados ainda ao discurso homogeneizador da Pedagogia e da Psicologia: as crianças na mesma faixa etária devem ter os processos de desenvolvimento iguais com os mesmos padrões de respostas para a aula passar, porque alguns alunos aprendem e outros não, e assim eles concordam que o mesmo deve ser para todos os alunos. 

Para que as crianças olhem de forma diferente e compreensiva, os professores devem lançar um olhar diferente, ou seja, Levin (1997) diz que não há um desenvolvimento igual ao outro. Na estruturação subjetiva não há o tempo cronológico. O que se opera é o tempo lógico do mundo do significante. Conforme o autor; [...] O tempo da estrutura subjetiva pertence à dimensão discursiva. Ainda que os elementos significantes fiquem conforme a estrutura do sujeito, o encontro do sujeito com diferentes acontecimentos numa diacronia, marca a indeterminação deste encontro e os efeitos de entrelaçamento que tais atos produzem na própria estrutura (Levin, 1997, p.24). 

Os professores seguem as normas, regras e receitas para evitar vicissitudes humanas em lidar com a vida, geralmente não lançam um olhar para as especificidades de cada criança, ocorrendo rótulos dentro de cada categorização (capítulo um), desta forma: O bonzinho não pode ser agressivo nunca, o esperto não é visto e aceito no momento em que não sabe. A criança perde a oportunidade de descobrir quem ela é de fato, e de se sentir aceita como tal. [...] A criação ocorre quando, no momento do gesto espontâneo, em que a criança está pronta para criar, encontra- se um ambiente que venha de encontro àquele, dando- lhe um contorno que não lhe tira a originalidade. Oferecer uma bola a quem está experimentando a possibilidade de chutar, uma boneca para quem precisa se sentir como a mamãe, a forma de fazer uma divisão para quem quer saber como distribuir equitativamente as figurinhas que o grupo ganhou, são oportunidades para que o potencial se transforme em algo conquistado (Sanches, 2002, p.37). 

O Outro é determinante na constituição do sujeito. O Outro do desejo que nos constitui, vestígio do Outro primordial, específico, que me recebeu nesse mundo. A autora diz que o desejo do sujeito não tem a sua origem no corpo, mas é conformado pelo que para ele desejou esse Outro. Diz ainda, ¨ portanto, a primeira posição do sujeito por vir é a de objeto- causa de desejo, posição em que o desejo do Outro o colocou¨ (Rudge, 1987, p.85). Depois disso, o que se deseja é causar o desejo do Outro, recolocar- se no papel de causa do desejo, mas o desejo do Outro é também um enigma, não se pode desvendar. Rudge (1987) fala da fantasia como uma resposta que o sujeito oferece ao desejo do Outro, para não ter que responder a esse desejo com seu próprio ser de objeto. 

A escola tem uma importância no acesso da criança ao conhecimento sintetizado, mas existe outra função importante que ela deve desempenhar: a de ajudar as crianças a se libertar dos pais, ou seja, trata- se de encontrar novos referenciais, diferentes dos que os pais trazem, diferentes daqueles que a criança tem em casa. Sayão (2003) fala sobre a Educação familiar ao qual se deve estar atento: o da expectativa dos pais frente ao filho. Mesmo que os pais não tenham consciência disso, essa questão, apontada por Sayão, é crucial para os filhos. Mas é importante ressaltar que os pais devem apoiar a criança, ensinando valores éticos, mostrando os caminhos possíveis, colocando os limites necessários para que mais tarde ela tenha condições de fazer suas próprias escolhas. Quando a criança vai para a escola, ela encontra um espaço para vivenciar referenciais distintos aos da família. 

Capítulo cinco- Criando filhos 

A CRIANÇA SONHADA E A CRIANÇA REAL 

Assim que a criança nascer, os pais deverão enfrentar um desafio decisivo: eles têm que se despedir da criança sonhada e receber, aceitar e adotar a criança real, com todas as suas peculiaridades, como aspecto físico, sexo e maneiras de se  

comportar. Isso será mais difícil ainda se a criança que você tiver nos braços for bem diferente daquela que você esperava. 

Ao contrário da criança que chora sem parar, que veio ao mundo carequinha e vermelho como um tomate, dando a impressão de não querer aceitar o mundo fora do útero, cria uma série de problemas. Todas as fantasias construídas pelas fotos maravilhosas de bebês em revistas para pais são desfeitas. E talvez seja uma menina, quando os pais prefiram um menino, ou pior ainda, o bebê nasceu antes da hora, correndo perigo de ficar deficiente, podendo ser que talvez já exista a certeza disso. 

A criança pequena é como ela é. Quanto mais você a amar, melhor ela se desenvolverá. Nos primeiros meses, isso significa na prática, estar à disposição do bebê a todo o momento. Buscar o contato físico com toques carinhosos e massagens, ter cuidados regulares e rotineiros, alimentá-lo, conversar com ele, pegá-lo no colo e dormir perto dele. O amor é na verdade, uma atividade, se quiser voltar a falar sobre sentimentos dentro da família, volte no capítulo três. Porém, os pais devem saber que é exatamente este tipo de comportamento que será a base para uma ligação segura. E uma ligação segura com os pais é, nos primeiros anos de vida, o pressuposto para todo o desenvolvimento mental e emocional da criança. 

Mesmo em crianças prematuras, o desenvolvimento é menos problemático se elas tiverem a experiência de toques e contato físico. É interessante que os recém- nascidos tenham numerosas competências que lhes permitam tomar a iniciativa de entrar em contato com alguém, estabelecendo, assim, uma ligação. Intuitivamente, a maioria dos pais reage a esses sinais estreitando, cada vez mais, os laços de amor. 

Se você conseguir aceitar a sua criança como ela é, se você tiver condições de cuidar dela confiavelmente e se você lhe transmitir toda a segurança, aconchegando o seu corpo pequeno ao seu corpo grande, então essa criança receberá uma base estável para continuar o seu desenvolvimento como um ser humano. 

Todo bebê merece o máximo de amor. Pessoas que são marcadas por um complexo materno positivo sentem, de maneira natural, o direito de existir, são criativas e sabem viver deixando os outros viverem. Elas conhecem o direito de serem tratadas com respeito, o direito de expressarem as necessidades do corpo e da alma, de se realizarem e de participarem dos bens da vida. 

A psicóloga Verena Kast, chama a primeira relação com a mãe de complexo materno positivo. Analogamente, existe o complexo materno positivo conforme a teoria junguiana, um complexo surge por uma intenção importante entre duas pessoas. Com certeza, você conhece o complexo de inferioridade, que surge quando uma pessoa é depreciada sistematicamente pelas pessoas do seu ambiente. Nenhuma pessoa vale menos do que a outra. Mas se alguém escuta a toda hora os outros falarem isso, ela acabará acreditando. 

Pessoas que são marcadas por um complexo materno positivo sentem, de maneira natural, o direito de existir, são criativas e sabem viver deixando os outros viverem. Elas conhecem o direito de expressarem as necessidades do corpo e da alma (capítulo dois e três), de se realizarem e de participarem dos bens da vida. Elas se sentem carregadas pela vida e sentem o prazer do corpo, da alimentação, da sexualidade, de estarem vivas. 

Assim, a criança pequena vai conhecendo vários tipos de relações e aprende a ter expectativas diferentes frente a elas. Não dependendo exclusivamente da mãe, ela enfrentará novas situações com mais facilidade e terá mais opções de reagir. Enquanto a menina pequena vê na mãe um ser parecido, do pai emana a fascinação do estranho, o que é desde o começo, muito importante. Muitas mulheres vencedoras tiveram pais que influenciaram nessas personalidades independentes e autônomas, e os quais, na visão dessas mulheres, eram atrativos, inteligentes, ambiciosos, ativos e liberais. 

Dizer sim e dizer não 

Muitos adultos dizem não, ou seja, negam bastante. Por isso, devemos nos conscientizar de que é importante saber dizer sim e saber dizer não, e também ter a possibilidade de fazê-lo dentro da família. Se nós aceitarmos, um ao outro, como personalidades, nós poderemos tomar decisões necessárias. Se o seu filho ou a sua filha, no café da manhã, pedir um achocolatado e você não tiver em casa, isso significa um não. Ele(a) ficará decepcionado(a) e se for pequeno(a) começará a reclamar e chorar pedindo pelo leite com chocolate. 

Como você se sente quando isso acontece? Você diz a si mesmo(a): é normal ficar decepcionado(a), como também é normal manifestar a decepção dessa maneira, chorando e pedindo? Ou você se sente culpado(a) com o(a) seu(sua) filho(a)? Ou você se torna agressivo(a) e impaciente? 

Para refletirmos melhor volte ao capítulo um ou continue lendo. Observe a si mesma em situações desse tipo e entenda que é permitido dizer não a uma criança. Mas muitas vezes, você também tem que dizer sim, porque cada sim é importante para o desenvolvimento da criança. 

Algumas crianças vivem num mundo de proibições, o que prejudica o seu desenvolvimento e a sua inteligência: sujar-se em uma poça d'água, brincar com a lama, subir em árvores, desarrumar o armário das panelas, mexer com uma tesoura apropriada (sem pontas e de preferência, plástico), cozinhar alguma coisa no fogão... Tudo isso deveria ser permitido para crianças. 

Ao contrário de outras crianças, nunca perdem ou conhecem limites, por isso, a orientação. Se tudo é permitido, uma criança se torna totalmente insegura e mimada. Dizer não, quando por exemplo ela está em frente à televisão ou deseja uma certa camiseta, não faz mal, pelo contrário! Você também pode dizer não se sentir-se cansado(a) ou exausto(a) e precisar de uma pausa. Explique à criança porque, neste momento, você não pode brincar com ela e quando terá tempo para ficar novamente com ela. 

Em famílias em que é permitido dizer não, também é possível dizer sim, de coração. Assim, todos ficam à vontade, cada um pode, dentro dos seus limites, tomar as suas decisões. 

Seja um modelo para a sua criança 

Na convivência com crianças, é preciso se perguntar sempre: O que é importante para mim? Dando uma resposta a esta pergunta e conhecendo os nossos valores e critérios, definindo assim, as nossas prioridades. E isso terá consequências na convivência familiar. 

As suas crianças o(a) julgam pelo exemplo que você dá a elas. Quem fuma um cigarro atrás de outro, não tem nenhuma credibilidade a exigir dos filhos um comportamento consciente em relação à saúde. E se você que é adulto brinca bastante com as crianças, não precisa dar grandes explicações sobre a importância da alegria de viver. Porque as crianças sentem isso. 

A sinceridade é um valor que os adultos exigem muitas vezes das crianças, sem dar um bom exemplo. Pense em quantas vezes você já mentiu e em quais situações você desmentiu as suas convicções. Um dia, as suas crianças vão querer conversar sobre isso com você. As crianças vivem fazendo perguntas, fazendo-os refletir sobre a vida e os nossos valores. Isso acontece porque elas querem descobrir o mundo, são curiosas e sempre que ouvem algo novo querem nos contar. Isso é muito importante! Mesmo se numa conversa você defender uma opinião totalmente oposta à da sua filha, ela se lembrará da conversa a vida inteira, se você a tratar com respeito e dignidade. E se ela contradiz com você, não significa que ela não concordará com você no futuro. 

Os primeiros anos na vida de uma criança 

No desenvolvimento da fala, a maioria das meninas está bem à frente dos meninos. Enquanto meninas de dez meses já sabem falar três palavras, os meninos só conseguem falar uma, conforme as pesquisas. 

Fatos Científicos 

Aos 18 meses, a metade das meninas já dispõe de um vocabulário de 56 palavras, enquanto a metade dos meninos só utiliza 28 palavras. As diferenças são confirmadas no vocabulário passivo. Aos 16 meses, cinquenta por cento das meninas entendem 206 palavras, enquanto o mesmo percentual de meninos compreende somente 134 palavras. Só a idade de 20 meses, muitos meninos se igualam às meninas. 

É um fato irrefutável que as meninas dispõem, geralmente, de uma maior habilidade verbal, porque elas ativam mais cedo o lobo temporal esquerdo( lado esquerdo)do cérebro, no qual está o centro da capacidade verbal. 

E é pelas meninas falarem mais que o cérebro se estimula e ajuda a construir conexões que são indispensáveis para a futura inteligência, criatividade e capacidade de adaptação da criança. A fase de aquisição da fala é marcada por efeitos alternados que, no decorrer dos anos, vão aparecendo ainda mais claramente. 

Se houver condições de dar uma educação bilíngue aos seus filhos, no caso, por exemplo, de mãe pai não falarem o mesmo idioma nativo, não se deve perder a oportunidade.  Nunca mais uma criança aprenderá um idioma de maneira tão fácil e espontânea quanto nos primeiros anos de vida. Além disso, a aprendizagem de segundo idioma terá, em geral, efeitos positivos sobre a inteligência da criança. 

Várias pesquisas mostram que nos jardins de infância, educadores e educadoras tratam de forma diferente meninas e meninos. Frequentemente, os esforços verbais das meninas são apoiados, estimulando- se, assim, o seu talento natural na área. 

Em geral, os pais dão os estímulos necessários espontaneamente. Começando a falar com o bebê, explicando o que estão fazendo com ele, cantando para ele ou, mais tarde, lendo histórias. Se não derem esses estímulos, o desenvolvimento da criança será retardado e até parará, como acontece, por exemplo, com filhos de surdos- mudos, se não houver outra pessoa para assumir o papel que seria dos pais. 

Nos Estados Unidos foi libertada uma menina de treze anos de idade, de um cativeiro onde seus pais haviam mantido ela presa como um animal. Mesmo depois de obter os melhores cuidados possíveis em outro ambiente, ela nunca aprendeu a falar corretamente. E quem já não ouviu falar em Kaspar Hauser, um menino abandonado e de proveniência desconhecida que apareceu em 1828, já adulto, em Nuremberg localizado na Alemanha, teve um distúrbio de desenvolvimento, pela psicologia do século XX. Nos capítulos anteriores falamos sobre distúrbios alimentares e distúrbios mentais, talvez isso possa te ajudar. 

  O QUE TÊM A VER ESPORTE, MÚSICA E BARRO COM INTELIGÊNCIA? 

Uma criança recém-nascida têm aproximadamente 100 bilhões de células nervosas. Apenas uma pequena parte delas é conectada conforme um esquema determinado geneticamente. O resto fica com a aprendizagem. Com a percepção através de sentidos e com processos motores, vão sendo formados feixes no sistema nervoso que permitem à criança aprender e automatizar movimentos. Em bebês, podemos observar muito bem como isso acontece. 

Fatos Científicos 

Perto dos três meses de idade, um bebê começa a observar as próprias mãos e aprende a levá-las à boca. Os olhos, a boca e as mãos são as partes do corpo que, através da percepção e de processos motores, permitem os primeiros movimentos direcionados. A repetição de um movimento, com frequência, vai formando um feixe no sistema nervoso, o contato entre os nervos envolvidos é liberado e o movimento é feito mais tarde automaticamente. 

No quinto mês, o bebê aprende a pegar objetos. As sensações que emanam de um objeto são transmitidas através das células nervosas e impulsos elétricos, diretamente ao cérebro. Na direção contrária, são mandados impulsos do cérebro aos músculos, o que permite movimentos direcionados. Apalpando e observando um objeto, a criança distingue vários significados de palavras como bola, mamãe, carro. Uma criança pequena aprende sempre partindo da percepção sensorial. E isso se percebe desde o nascimento do(a) filho(a) até a fase infantil. 

Se a criança toca um instrumento como o piano, o cérebro dela exerce uma função ativando todas as partes do cérebro. Música, esporte, desenho, artes plásticas não são simplesmente atividades prazerosas, mas também estimulam a inteligência em geral, desde que a criança se dedique a elas voluntariamente e não à força.   

A despedida das fraldas 

A grande maioria das meninas se livra das fraldas cedo e sem problemas, exceto os meninos. Para estimular o(a) seu(sua) filho(a) a desistir das fraldas, comece levando a criança ao banheiro com você, se ela manifestar interesse. Se a criança não quiser ir ao banheiro com você, então tenha paciência. 

Se a criança manifestar interesse, leve ela ao banheiro e peça que a imite o que você está fazendo ou apenas atue que você está indo ao banheiro, pode ser num penico ou vaso sanitário mesmo. 

Poucos estimulam os filhos dessa maneira, os deixando viverem de forma natural, ou seja, ao invés de mostrarem um exemplo para eles, simplesmente deixam os filhos sem fralda e caso ele suje o tapete ou o cômodo, os pais vão e limpam. Mas lembre- se, não exerça pressão, mais cedo ou mais tarde, a criança largará as fraldas. 

De vez em quando podem surgir pequenas dificuldades como na maioria dos casos, o medo. Um assunto que iremos tratar no próximo capítulo, com o tema de fobias. Mas agora voltando ao assunto, se, por exemplo; Maria achava que perdia partes do seu corpo vendo as secreções que saíam. A mãe não conseguia entender porque Maria gritava desesperadamente quando precisava ir ao banheiro, pedindo uma fralda. Mas, com explicações e observações tranquilizantes na hora de usar o banheiro, o problema se resolveu rapidamente. 

Uma coisa que os pais devem entender é que: As crianças que têm problemas de deixar as fraldas nunca querem irritar ou penalizar os pais. Talvez elas não entendam direito alguma coisa, estejam preocupadas e com medo. Nessa fase, as crianças precisam de paciência, sensibilidade e compreensão. Castigos, desprezos e risos inoportunos sempre causam agravamento ou deslocamento do problema, dificultando cada vez mais a solução. 

  AUTOCONTROLE: UMA CARACTERÍSTICA FEMININA? 

Uma das principais diferenças entre meninos e meninas consiste em que as meninas aprendem mais facilmente com os próprios erros. De acordo com sua experiência, você confirma isso? 

Uma psicóloga americana observou meninas e meninos de um ano de idade, na sala de espera de um médico. Enquanto os meninos agarravam, frequentemente, os objetos que os pais tinham proibido que eles tocassem. As meninas em geral, respeitavam a proibição. Sendo assim, simplesmente mais educadas. 

Existe um experimento clássico para testar a memória e o controle de impulsos de bebês, de oito meses de idade. Nele, um objeto é escondido em algum lugar e, depois, sob os olhos da criança, levado para outro lugar e, depois, sob os olhos da criança, levado para outro lugar. Normalmente, as crianças procuram o objeto no lugar ou elas não conseguem resistir ao impulso de procurar lá onde elas sempre tinham procurado. Em um estudo, bebês do sexo masculino e do sexo feminino, com o passar do tempo, conseguiram melhorar o desempenho, cada vez mais, no experimento; as meninas, entretanto, fizeram progressos visivelmente maiores. 

Em geral, as meninas parecem conseguir se controlar melhor que os meninos. Podemos ver isso também, por exemplo, nos ataques de raiva que são normais em crianças de um ou dois anos e que, nesta idade, acontecem com a mesma frequência em meninos e meninas. No terceiro ano de vida, porém, as meninas têm bem menos ataques de raiva e conseguem se integrar melhor no dia a dia do jardim de infância. 

Como lidar com os medos? 

Todas as crianças têm medo, sejam elas meninos ou meninas. Mas não confundam fobia com medo, ambos têm o medo, porém fobias são como doenças que podem ou não serem tratadas. Veremos isso no capítulo seis com o tema de Psicologia Reversa. Mas antes de entrarmos para o assunto dos medos, cito abaixo fatos científicos. 

 Fatos Científicos 

Um professor de psicologia de Harvard, em um estudo prospectivo, examinou os medos de meninos e meninas, constatando que, já nos primeiros anos de vida, as meninas são mais medrosas do que os meninos. Aos quatro meses, ambos os sexos reagiram da mesma forma e intensidade a estímulos desconhecidos como; o cheiro forte, objetos luminosos em movimento, até que obteve- se um resultado diferente com os bebês de catorze meses. Crianças medrosas tinham o batimento cardíaco acelerado e uma maior quantidade de hormônios de estresse no sangue, o rosto estava tenso e as pupilas dilatadas. São sinais para a atividade da amígdala, um nódulo do tamanho de uma amêndoa no sistema límbico do nosso cérebro, que registra e provoca o medo. Como os androgênios (hormônios masculinos) têm efeito sobre essas células nervosas, os meninos manifestam menos reações de medo. Mas mesmo na opinião do professor, medos exagerados de meninas têm a ver também com os cuidados diferenciados dos pais ou dos responsáveis. Deixando que as crianças, sejam elas meninos ou meninas, passem por experiências totalmente normais, como por exemplo, cair no chão ou escorregar. 

Enquanto a sociedade espera os homens que lhes mostrem os seus medos, as mulheres podem fazê-lo e, ainda mais, as meninas. Por isso, elas admitem ter medo mais facilmente que os homens. 

Foi observado também que os pais desestimulam frequentemente as filhas pequenas, porque consideram certas atividades perigosas demais ou inaptas para meninas. Por exemplo, dizem muitas vezes aos meninos para que se defendam, enquanto as meninas aprendem a aceitar as coisas e oprimir a agressividade. 

A raiva, sendo um sentimento que todos conhecem, tem também uma função: ajuda a nos defender e a encarar nossos desafios, dando- nos mais coragem. Não é saudável oprimir a raiva. Raiva reprimida, mais cedo ou mais tarde se tornarão medos! Porque os nossos sentimentos ruins, que não nos são permitidos, inconscientemente retornam para nós muitas vezes como monstros ou bicho papão. 

O medo é e nunca é demais enfatizar, como todos os outros sentimentos, útil e tem o seu sentido. Representa uma advertência para estarmos atentos e para verificarmos bem as circunstâncias. O medo ajuda a que nos preparemos para situações difíceis ou desconhecidas. Ao invés de deixar- nos vencer pelo medo e ficarmos paralisados sem saber o que fazer, nós podem tirar proveito do medo. Medo é energia que pode nos ajudar a resolver um problema e vencer um desafio. Vejamos o medo como algo bom, mas não em situações ruins representando algo ruim. 

Encontramos agora em uma nova situação, por exemplo, uma consulta ao dentista. É totalmente normal ter medo de algo novo, mas não é normal a criança ou a pessoa ter esse medo por todos os anos, e então despertamos o assunto da fobia (Vá para o próximo capítulo). 

Sempre que fazemos ou experimentamos alguma coisa nova temos medo. É por isso que você deveria experimentá-la: somente assim você pode superar o seu medo. Explique a ela que o medo ajuda na preparação para uma situação. Mas lembre-se que o contrário do medo é a esperança, e é a esperança que nos ajuda a superar o medo de perder algo ou alguém. 

Quanto mais uma criança fizer essa experiência positiva, melhor ela lidará com o medo. Lembre aos seus filhos de que, no começo, eles não queriam andar de bicicleta, mas depois aprenderam; que eles sentiam medo de água, mas agora tomam banho de piscina, que eles não queriam ir ao jardim de infância, mas agora aprenderam a se socializar melhor. 

Outra coisa ajuda para lidar com o medo é a habilidade física. Descobrindo as forças do nosso corpo, aprendemos também a dominá-lo. Pode começar com brincadeiras simples que, sobretudo os homens fazem com os filhos, fazendo-os voar e continua com outras como; lutas e brincar de cavalinho. Em cursos de ginástica para pais e crianças, é possível aprender exercícios simples e prazerosos. Assim, você vai conhecendo as reações do(a) seu(sua) filho(a). Não faça comparações, siga a alegria infantil e continue a incentivá-los quanto a atividades físicas que, para eles, são desafios. 

Cantar também é o melhor remédio contra o medo. Já ouviu falar da expressão ¨Quem canta seus males espanta¨, um bom exemplo de filme que mostra isso é ¨Garota versus Monstros¨ produzido pela Disney. Quanto mais ela canta, mais ela espanta os monstros, e ali, os monstros representam os medos. Se você cantar bastante com seus filhos, eles irão ajudar a criar um repertório de músicas que lhe poderá ser úteis em muitas situações. Canções contra o medo encontram-se também em cassetes e CDs para crianças. Não deixe seu(sua) filho(a) cantando sozinho(a), cantem juntos. A cada experiência de sucesso, a confiança do(a) seu(sua) filho(a) vai crescendo e o medo vai diminuindo. Você já deve ter ouvido falar que quem canta os seus males espanta. 

Outro método comprovado para lidar com medos são exercícios de relaxamento. Quem conseguir relaxar, enfrentará situações que dão medo mais autoconfiança. 

Os medos dos pais 

Muitas vezes, os pais têm medo pelas crianças. Não é nada surpreendente, porque eles conhecem os numerosos perigos aos quais elas estão expostas hoje em dia. É um medo necessário até certo ponto, porque sempre lembram os pais que devem levar a sério as obrigações de proteger as crianças dos perigos. Todos devem estar com cinto de segurança no carro, água e bebidas quentes não podem estar perto de uma criança pequena sem algum adulto por perto, o acesso a uma piscina tem que ser fechado por cerca e muitas coisas a mais. Mesmo tomando essas medidas cuidadosas, a maior parte dos acidentes com crianças acontece dentro de casa. 

Entretanto, muitos pais não sabem exatamente o que as crianças sempre protegidas de experiências novas a aprender a cair para aprender a se apoiar na queda. Na nossa sociedade automotiva e sedentária, é preciso repetir sempre que cair é uma experiência importante para as crianças. 

A melhor maneira de os pais protegerem a criança é ensinar a ela o que pode acontecer no dia a dia. Por isso, mostre a criança como se abre e fecha uma porta, onde existe perigo de prender os dedos. Demonstre quando um bule de chá está quente e que um fósforo incendiado pode queimar, que um lado da faca é afiado, porém usamos o lado que não é afiado, que é melhor descer do sofá primeiro com as pernas do que com a cabeça. Os pais protegem a criança, se permitirem que suba em árvores, que desça de um barranco escorregando, que se equilibre em troncos de árvores derrubados, que brinque no barro e que ande de costas. Crianças que aprendem fazendo experiências em ambientes protegidos é a melhor proteção contra acidentes. 

Com certeza você já observou que existem crianças cautelosas e crianças travessas, podendo tratar-se de meninos ou meninas. Crianças cautelosas deveriam ser encorajadas e estimularem a viverem novas experiências. As travessas deveriam, ao contrário, poder fazer as experiências necessárias dentro de um ambiente seguro e protegido. 

Ninguém pode simplesmente ficar livre dos medos. De vez em quando, esses medos se veem também em público. Imagine que uma menina desapareceu, sofreu abuso, foi estuprada e depois assassinada, oito meses depois ela é encontrada em meio a um monte de objetos ou em uma casa abandonada. Aflige-nos o mal que os homens, às vezes, fazem às mulheres e os pais às suas filhas ações inapropriadas. 

Se você não tem experiências próprias de violência, os seus medos se baseiam em casos reportados em jornais, livros ou em noticiários e programas de televisão, rádio. Um homicídio de uma menina sempre é uma notícia de muito mais destaque do que os fatos de, diariamente, muitas meninas perdem a vida em acidentes de carro ou morrem de câncer. Isso significa que a mídia transmite a realidade de forma distorcida. Então tenha consciência de que o seu medo foi eventualmente produzido pela mídia. Talvez seja bom lembrar que você anda de carro todo dia, mesmo sabendo que o perigo de se acidentar fatalmente seja maior do que o de ser vítima de um crime violento. Ou mesmo no ônibus, mesmo agora com as catracas e os cobradores, os ônibus continuam sendo assaltados em alguns locais, então o medo pode surgir a partir dali também. 

Uma autora alemã escreveu a respeito, dizendo que a preocupação contínua com pessoas que abusam de crianças, de um lado, sobrecarrega psicologicamente as crianças e ignora os culpados pelo abuso e estupro. Na maioria dos casos estão entre os parentes e amigos próximos. Os medos e as medidas de prevenção são direcionados para o lado errado neste exato momento. Quem entende do assunto enfatiza que a melhor proteção das crianças contra abuso é a autoconfiança. Por isso, é preciso fortalecer a autoconfiança ao invés de espalhar o menos que nos torna pequenos. 

Sempre existe a possibilidade de perdermos as crianças. Isso deveria ser motivo para aproveitar mais cada dia que passamos com elas. Não há melhor proteção que confiança e otimismo. E todas as vezes que rimos juntos com a criança são momentos importantes. Se você soubesse que uma criança iria morrer, no caso seu(sua) filho(a), por exemplo. O que você faria de diferente? 

Existe uma regra muito simples de terapia familiar que sempre é válida: os limites entre gerações sempre têm respeitados. Você, como adulto, tem a obrigação e a responsabilidade de colocar limites. Você como pai, pode ser tão afetuoso com sua criança quanto ela quiser. Tudo aquilo que os dois gostarem é permitido. Se acontecer de você sentir excitação sexual, então a obrigação do pai é parar de brincar imediatamente. Sexualidade infantil e sexualidade adulta não podem ser misturadas, porque as crianças não sabem o que faz bem a elas. Elas são submissas aos seus pais e dependem deles. O adulto sempre tem a responsabilidade pela criança, e é sempre o mais forte.

Capítulo seis- Psicologia reversa 

O QUE É A PSICOLOGIA REVERSA? 

A psicologia reversa é um tipo de conversa utilizado para convencer a pessoa a fazer ou pensar diferente daquilo que ela está pensando. Por exemplo, vamos fazer de conta que o seu amigo ou a sua amiga acabou de terminar o namoro, com isso vem àquelas perguntas na cabeça dele(a): O que foi que eu fiz? O problema é meu e não dele(a). Eu não sei o que fazer, acho que a culpa também foi dele(a). E um monte de outras perguntas complicadas e diferentes, isso pode ser encontrado tanto em adolescentes quanto em adultos que namoram ou são amantes. E então, a primeira coisa que você deve fazer em uma situação dessas é utilizar a famosa psicologia reversa, e então você me pergunta: Como eu faço para utilizar a psicologia reversa? E a resposta é bem simples, tente convencer a pessoa com palavras positivas, exemplos de motivação, soluções, para você que quer se tornar um psicólogo é bom treinar esse tipo de psicologia em pessoas que estão tendo problemas sérios ou parecidos como esse exemplo que citamos anteriormente. Quando uma pessoa entra em crise, a melhor forma de acalmá-la é utilizando a psicologia reversa. 

Quando a situação envolve crianças, o melhor jeito de convencê-las é realizando brincadeiras ou terapias divertidas, tente ser amigo dessa criança mesmo que ela seja uma daquelas crianças bagunceiras ou complicadas demais. O importante é realizar uma amizade entre você e a criança, assim que os laços de amizade aumentam, a sua mente conseguirá interpretar os sentimentos da criança, você vai poder estudar a criança para verificar que tipo de problema ela está presenciando.   

ID, EGO E SUPEREGO 

O id, ego e superego são nomes inventados pelo Freud, ele sugeria a divisão da vida mental em duas partes diferentes: o consciente e o inconsciente. A porção consciente, assim como a parte visível do iceberg, seria pequena e insignificante preservando apenas uma visão superficial de toda a personalidade. A porção inconsciente, assim como a parte submersa do iceberg conteria os instintos, ou seja, as forças propulsoras de todo o comportamento humano. 

Para entender melhor sobre do que se trata o Id, o ego e o superego, vou explicar como eles funcionam e depois vou resumir as três palavras em apenas algumas palavras que são a base de tudo. 

ID 

O Id constitui o reservatório de energia psíquica, é onde se localizam as pulsões de vida e de morte. As características atribuídas ao sistema inconsciente. É regido pelo princípio do prazer (Psiquê que visa apenas o prazer do indivíduo). 

EGO 

O ego é o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as ordens do superego. A verdadeira personalidade, que decide se acata as decisões do Id ou do Superego. 

SUPEREGO 

O superego origina-se com o complexo do Édipo, a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade. É algo além do ego que fica sempre te censurando e dizendo: Isso não está certo, não faça isso, ou seja, aquela que dói quando prejudicamos alguém, é o nosso freio. 

  Resumindo tudo, o Id é o nosso lado inconsciente, onde acha que tudo é possível, que tudo pode ser feito, que nada é errado. O ego é formado a partir do Id, então ele pode seguir tanto o Id quanto obedecer ao superego. O superego é o nosso controle remoto, ou seja, é ele que controla a gente para não fazer algo, é ele que nos ensina a manter o controle. 

Mas nem tudo pode sair como planejado, em termos o ego é você, o Id é a parte confusa e ambiciosa, já o superego é a parte consciente e controladora. 

FOBIAS 

ABLUTOFOBIA 

É o tipo de medo do Cascão da Turma da Mônica, todos nós sabemos que o Cascão tem medo da água certo? Pois é, mas aqui é diferente, nesse caso a fobia apresenta o medo de tomar banho. 

ACLUOFOBIA 

O medo do escuro, esse tipo de fobia é mais tenso porque não é só a pessoa sentir medo de uma tamanha escuridão, mas para ela qualquer canto que estiver escuro, mesmo que tenha uma quantidade enorme de luz e ali no canto uma metade da escuridão, essa pessoa não vai querer ficar no local. Esse é um tipo de medo exagerado relacionado à escuridão. 

ACROFOBIA 

Medo de altura, muita gente tem medo de altura, mas algumas pessoas tem medo de cair, uma coisa é bem diferente da outra. Medo de altura está relacionado ao medo de qualquer tipo de altura, mas o medo de cair de um lugar alto já é algo normal e não pode ser considerado um tipo de fobia. A não ser que a pessoa tenha medo dos dois, aí sim podemos dizer que ela está com fobia de altura. 

AERODROMOFOBIA ou AVIOFOBIA 

É o medo relacionado a viagens aéreas, muitas pessoa tem medo de viajar de avião, e eu admito que eu também tinha medo de viajar de avião, então no caso pode ser que se a pessoa enfrentar o medo e buscar a coragem para decolar e partir para outra cidade fora do país, o melhor jeito é viver a experiência com o tempo para ir perdendo o medo e evitar assistir filmes que envolvem acidentes de avião. É claro que acidentes de avião podem acontecer, mas se o piloto for bom e o avião estiver nas condições certas, eu garanto que acidente nenhum irá acontecer. Você que tem medo de viajar de avião tente esquecer que está dentro dele, feche os olhos e faça uma viagem astral. Vamos falar sobre viagem astral mais abaixo. 

Lembre-se: que no caso da palavra Aerodromofobia, o medo de viagens aéreas também pode estar relacionado ao medo de viajar de outros tipos de transporte que são no ar, por exemplo, os helicópteros, naves espaciais, mas aviofobia já é o medo de viajar de aviões, então não pode ser considerada uma fobia de todas as viagens aéreas. Lembre- se disso, é muito importante. 

AFOBIA 

Tipo assim, que tipo de pessoa tem que sentir medo de não ter fobia, eu acho que ela devia sentir se bem por não ter fobias, certo? Pois é, eu também acho, mas ninguém no mundo nasce sem o medo, todos temos medo de algo, mas afobia é uma coisa totalmente fora de série. 

AFEFOBIA 

Vou dar uma dica. Você já ouviu falar sobre as pessoas que são consideradas como intocáveis na Índia? Já descobriu o que significa a palavra afefobia? Exatamente, afefobia é o medo de ser tocado por algo, não só por pessoas, mas por plantas, animais, microrganismos, objetos, qualquer coisa que triscar na pessoa ela entrará em pânico. Estranho não é mesmo? Mas a verdade é séria, tem gente que não gosta de ser tocado, e provavelmente se não se tratarem, logo viverão uma vida mais complicada que o normal. 

AGORAFOBIA 

É o medo de locais abertos, públicos e cheios de gente. Percebe-se então que nesse caso é melhor a pessoa realizar um tratamento perto de casa mesmo. 

AMATOFOBIA OU CONIOFOBIA 

Medo de poeira, sujeira ou qualquer coisa que deixe a pessoa esquisita o suficiente para percebermos o quanto ela tem medo de sujeira. 

ANDROFOBIA 

Medo de homens, acredito que nós mulheres já temos medo dos homens quando agressivos. 

ANTROPOFOBIA 

Medo da sociedade, é o medo de sair de casa e conhecer o mundo porque tem medo das pessoas que vivem ali. 

ARACNOFOBIA 

Medo de aranhas. Para quem tem coragem de pegar uma aranha ou matar uma que está enchendo o seu saco tudo bem, mas existem aquelas que gritam assim que vê uma aranha, em comparação com a barata também. 

ARITMOFOBIA 

Quem tem dificuldades em fazer uma lição de matemática? Já descobriu que fobia é essa? Se você pensou que é fobia de estudar matemática está muito enganado, essa fobia apresenta pessoas que tem medo de números, exatamente, números! É estranho cada fobia que já comentamos aqui neste livro, mas para entendermos melhor vamos observar bem a palavra.  

ARITMÉTICA + FOBIA= ARITMOFOBIA 

ASTRAFOBIA OU BRONTOFOBIA 

Medo de relâmpagos e trovões. Pense que os raios são os flashes de câmeras que tiram fotos suas, os relâmpagos dependendo de onde você está são incríveis fenômenos e ótimos para gravar temporariamente e criar efeitos especiais de cinema caseiro. Os trovões são apenas barulhos, e quem não gosta de contar histórias de terror? 

AUTOFOBIA 

Medo de ficar sozinho ou só, sem ninguém para fazer companhia. 

AUTOMISOFOBIA 

Esse tipo de fobia é diferente de Amatofobia, a amatofobia se trata de medo da sujeira, mas aqui a pessoa tem medo de se sujar. Muitas garotas principalmente odeiam se sujar, uma fobia leve que mais tarde se torna mais ativa e forte. 

BALISTOFOBIA 

É o medo de balas e mísseis que são disparados por armas. A pessoa com esse tipo de fobia não pode ver nada parecido com bala ou míssel, também não consegue se concentrar se ouvir um barulho de tiro. 

BASOFOBIA OU BASIFOBIA 

A pessoa tem medo de cair ou de ficar em pé, e muita gente que tem medo de altura na verdade pode ser que tenham medo de cair ou de ficar em pé num local alto, mas não significa que ela esteja com medo da altura. Bom, mas nesse caso estamos falando de pessoas com medo de cair e de ficar em pé. 

BIOFOBIA 

Todos que já estudaram ciência ou biologia na vida sabem que bio significa vida. Muito bem, se bio significa vida e fobia é igual a medo, mais conhecido como distúrbio mental e medo exagerado, o que significa biofobia? Biofobia é aquela pessoa que tem medo da própria vida, tem medo da vida! 

BOTANOFOBIA 

Quando fala a palavra bota, a primeira coisa que vem em nossa mente é calçados, certo? Mas aqui não é medo de calçados, muito pelo contrário, é medo de plantas. 

CACORRAFIOFOBIA 

Medo de fracassar ou de falhar em algo. 

CAETOFOBIA     

Medo de pelos 

CATAPEDAFOBIA 

Agora sim, podemos dizer que esse é o tipo de medo que quase todo o mundo tem, o medo de saltar de lugares altos ou baixos. 

CATISOFOBIA 

As pessoas que tem medo de sentar, mesmo que o local esteja limpo e confortável. 

CATOPTROFOBIA 

Você já ouviu falar da lenda da Maria Sangrenta? Assustador não é? Bom para resumir esse tipo de medo é o medo de espelhos, não é exatamente o seu reflexo mas do espelho, já pensou se você estivesse em uma outra dimensão paralela do outro lado do espelho, onde logo você estará depois que virar um fantasma ou algo do tipo? Pois é né. Esse medo por espelhos pode ser bizarro, mas é pura verdade. 

CATSARIDAFOBIA 

Eu vou admitir que não tenho medo de baratas, mas eu tenho nojo delas. Muita gente confunde nojo com medo, e na hora acabam falando que tem medo de tal coisa quando na verdade tem nojo de pegar naquilo. Mas há outros que falam a verdade, medo de barata, monte de gente tem, certo? 

CERAUNOFOBIA 

Medo de trovão, apenas de trovão. Diferente de brontofobia. 

CIMOFOBIA 

Medo relacionado às ondas, pode ser algo que esteja no formato das ondas, pode ser o movimento das ondas, e então começa a fobia. Não confunda Cimofobia com cinofobia, são muito diferentes uma da outra, para entender melhor veja o próximo tipo de fobia. 

CINETOFOBIA OU CINESOFOBIA 

    Medo de movimentos. 

CINOFOBIA     

O medo de cães 

CLAUSTROFOBIA 

Medo de locais fechados. 

ANTÔNIMO: Agorafobia; medo de locais abertos. Como espaços públicos, praças, e outros. 

COROFOBIA 

O que você gosta de fazer além de cantar? Escutar música? E o que mais? Dançar? Então vamos discutir logo o assunto, você percebe no nome do tipo de fobia que está escrito Corofobia, certo? Todo mundo sabe que coro é igual a canto de coral musical, mas nesse caso não é o medo de cantar, e sim o medo de dançar.  

CONIOFOBIA 

Medo de poeira, assim como amatofobia. 

COSMICOFOBIA 

Medo de fenômenos cósmicos 

CROMOFOBIA OU CROMATOFOBIA 

Medo de cores. Dessa forma, a pessoa nunca conseguirá viver em um ambiente, pois em todos os lugares o olho percebe a cor pela luz. 

CRONOFOBIA 

Medo do tempo, não só o tempo de horas, mas o tempo de vida, tempo de clima, o tempo em geral. 

CRONOMENTROFOBIA 

Medo de relógios. Diferente do tipo de fobia citado acima. 

CLEITROFOBIA ou CLEISIOFOBIA 

Medo de ficar trancado em locais fechados. Diferente da fobia de ficar em lugares apertados ou muito espaçosos. 

CLEPTOFOBIA 

Medo de ser roubado. Esse medo todo mundo tem com certeza, quem nunca anda com medo de ser roubado ou assaltado no meio da rua, seja de manhã ou de noite? Eu sempre estou atenta. 

CLIMACOFOBIA 

Medo de subir ou descer(cair) as escadas. 

CLINOFOBIA 

Medo de ir para a cama. Nesse caso, a única forma da pessoa dormir seria no chão. 

CLITROFOBIA ou CLEITROFOBIA 

Medo de ficar fechado 

CNIDOFOBIA 

Medo de cordas. Isso vale para qualquer tipo de corda, não importa o material ou se é elástico. 

COMETOFOBIA 

Medo de cometas. 

COLPOFOBIA 

Medo de órgãos genitais. Assim a pessoa nunca irá se conhecer. 

COIMETROFOBIA 

Medo de cemitérios. Está certo que não podemos incomodar os mortos em um cemitério durante à noite, isso é como violar as leis da sociedade. Mas uma pessoa com medo de cemitérios não precisa exatamente entrar em um cemitério, ela pode imaginar, assistir ou ver um cemitério que já fica apavorado(a). 

CONTRELTOFOBIA 

Medo de abuso sexual. Hoje em dia esse medo é mais profundo, principalmente com as vítimas que tiveram essa experiência de ser abusada em particular e escondido das autoridades. 

COPROFOBIA 

Medo de fezes. Não precisa ser exatamente o dos humanos, isso também vale para as fezes de um animal ou inseto. 

COULROFOBIA 

Medo de palhaços. Provavelmente o medo por palhaços se deve ao coringa, alerquina, os filmes de terror com palhaços ou os risos exagerados que eles dão que parece que irá te ameaçar. Só fico imagino como os doutores palhaços reagem ao ver uma criança ou adulto com medo deles. 

CREMNOFOBIA 

Medo de precipícios. 

CRIOFOBIA 

Medo de frio intenso, gelo ou congelamento. Nesse caso, é melhor ela não viajar ou morar para lugares que neva e faz frio. 

CRISTOFOBIA, CRISTIANOFOBIA ou CRISTÃOFOBIA 

Medo de cristãos. Geralmente são os pagãos e outras religiões que já foram perseguidas pelos cristãos no passado ou ainda são ameaçados por suas diferenças que fazem das pessoas terem esse tipo de fobia. 

DEMONOFOBIA 

Medo de demônios. Eu não tenho medo de demônios, mas sei que não são nada bons. Não convoque demônios e nem peça ajuda à eles, eles podem até ser anjos caídos, mas são más influências. 

DENDROFOBIA 

Medo de árvores. Desse jeito a pessoa nunca vai conseguir sair de casa, existe uma lei em que é obrigatório ter uma vegetação, planta ou árvores pelas cidades, apartamentos e casas. Como será que essa pessoa irá respirar, não é mesmo? 

DERMATOSIOFOBIA, DERMATOFOBIA ou DERMATOPATOFOBIA 

Medo de pegar doenças na pele. Tudo bem que sempre ficamos doentes, mas nem todas as doenças de pele são contagiosas ou acontecem a todo momento. A catapora então é só uma vez que pegamos, geralmente quando criança, depois não pegamos mais. 

DIPSOFOBIA 

Medo de beber. E não é beber de bebidas alcóolicas não, é beber de tudo mesmo; água, suco, refrigerante, milkshakes, entre outros. 

DISABILIOFOBIA 

Medo de se vestir na frente de alguém. Não precisa dizer exatamente em público. 

DISTIQUIFOBIA 

Medo de acidentes. Hoje em dia quem é que não tem medo de ser atropelado por um automóvel ou de acontecer algo horrível com você causando um acidente? Acidentes são bem comuns na cidade onde eu moro e te garanto que só não dirijo por ter medo de acidentes. 

DOMATOFOBIA 

Medo de casas ou medo de estar nas casas. O melhor jeito é acampar e ficar longe da cidade. 

DROMOFOBIA 

Medo de cruzar ruas. 

EISOPTROFOBIA 

Medo de espelhos ou medo de estar na frente do espelho. Bem parecido com o que conversamos sobre a Maria Sangrenta. 

ELECTROFOBIA 

Medo de eletricidade. 

ENOSIOFOBIA ou ENISSOFOBIA 

Medo de ter cometido pecado ou crítica imperdoável. Você já se perguntou com medo mesmo se já fez algo horrível antes quando te perguntam sobre aquilo?  

EPISTEMOFOBIA 

Medo de conhecimento. Como ele(a) irá conhecer o mundo se tem medo de conhecer a si mesmo e os outros? Explique-me. 

EREMOFOBIA 

Medo de ficar só. Isso também é bem comum com as crianças que ficam esperando horas um adulto buscar na escola e não veem, ou quando estão sozinhas em casa e trancadas por segurança. 

ERGASIOFOBIA 

Medo de trabalhar ou de operar(cirurgião). 

ERGOFOBIA 

Medo do trabalho. 

ESCIOFOBIA ou ESCIAFOBIA 

Medo de sombras. Uma dica: Encontre a luz dentro de você no meio de toda a escuridão. 

ESCOLECIOFOBIA 

Medo de vermes e germes. O mesmo vale para aqueles que têm medo de se sujar ou de pegar doenças de pele. 

ESCOFOBIA ou ESCOPTOFOBIA 

Medo de estar sendo olhado ou espionado, parecido com o medo de se trocar na frente de alguém. 

ESCOTOFOBIA 

Medo do escuro, mas não das sombras. Comum em crianças. 

ESTAUROFOBIA 

Medo de cruz ou crucifixos. Parece coisa de vampiros, mas não, humanos também tem medo de cruzes. As cruzes podem representar o mal à elas. 

FAGOFOBIA 

Medo de engolir ou comer. 

FARMACOFOBIA 

Medo de tomar remédios. Nesse caso, tentar remédios caseiros que não tenham aparência de remédio é a melhor opção para se curar ou curar alguém. 

FELINOFOBIA 

Medo de gatos 

FOBOFOBIA 

Medo de fobias ou de ter fobias 

FONOFOBIA 

Medo de barulhos ou vozes da própria voz do telefone 

FOTOAUGLIAFOBIA 

Medo de luzes muito brilhantes. 

GIMNOFOBIA 

Medo de nudez 

GLOSSOFOBIA 

Medo de falar em público 

HOMICLOFOBIA 

Medo de neblina 

LATROFOBIA 

Medo de ir ao médico 

LANCHANOFOBIA 

Medo de vegetais 

LALOFOBIA 

Medo de falar. Muitas vezes o mudo pode não ser mudo, mas ter medo de falar. 

LITEROFOBIA 

Medo de letras 

MELOFOBIA 

Medo ou ódio de música 

NEFOFOBIA 

Medo de nevoeiros 

OMBROFOBIA 

Medo de chuva ou de estar chovendo 

ONEIROFOBIA 

Medo de sonhos 

PTESIOFOBIA 

Medo de viajar de avião 

SELAFOBIA 

Medo de flashes, luzes. Provavelmente também tem o medo de raios e relâmpagos. 

SELENOFOBIA 

Medo da lua. A lua é tão bonita, por que ter medo dela? 

TACOFOBIA 

Medo de velocidade. Nunca correrá em uma pista de fórmula 1. 

TALASSOFOBIA 

Medo do mar 

TECNOFOBIA 

Medo de tecnologia 

TERATOFOBIA 

Medo de crianças ou de pessoas deformadas. Com o mundo de hoje em dia acho difícil uma pessoa sair de casa, principalmente porque existem muitos deficientes, deformados e crianças espalhadas por aí. 

TOMOFOBIA 

Medo de cirurgia. E se precisar fazer uma? Será que consegue? 

TOPOFOBIA 

Medo de certos lugares ou situações que causam medo e pavor 

XENOFOBIA 

Medo de estrangeiros ou de pessoas estranhas. 

  

Eu apresentei acima 98 exemplos de fobias existentes, mas há mais que 98 tipos de fobia, os exemplos que citei são os mais temidos, mas não significa que não há outros. É comum termos medo de insetos, escuro, mas agora locais fechados, locais abertos, medo de pessoas e do público, é algo que deve ser tratado e rápido. 

Cite abaixo, vinte tipos de fobias que você possui (pode pegar os exemplos dados acima também): 

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Certo, agora que você já citou as fobias que você possui, vamos voltar ao topo e reler novamente as fobias que você citou. Depois me diga o porquê você tem essas fobias. 

O propósito do teste é fazê-lo enfrentar seus próprios medos, é o único jeito de se tratar. Pense que o medo é o seu amigo, tenha coragem e o enfrente.


Notas Finais


Para escrever nas linhas do livro, você deve imprimir a obra. Mas saiba que não pode ser vendida ou compartilhada para ganhos sem a permissão do autor. Esta obra é protegida pelos direitos autorais ISBN.
AGRADECIMENTOS

Gardhenia B. F.: Professora de inglês da Escola Canadense(Revisão do texto: coerência e coesão)

Cléa Maria Maduro: Professora de Redação das escolas do Ensino Fundamental(Revisão do texto:acordo ortográfico)

Maria de Jesus e André Cunha: Professores de história e literatura(apoio e críticos da obra)

Matheus Alexandre: Estudante de direito(família)

Os agradecimentos também irão para a editora e meus amigos. Eu agradeço a todos vocês por terem me dado apoio, por terem me dado confiança e autoestima, e agora o livro fez o mesmo com todos que leram, a famosa psicologia reversa.

SOBRE O AUTOR

Diana Yumi nasceu em 25 de Julho de 1997, desde pequena gosta de praticar a arte. A primeira inspiração começou a partir do desenho, da pintura e da música entre cinco anos até os sete anos de idade. A partir daí, ela começou a experimentar coisas novas como o teatro, cinema, escultura e mais temas relacionados à arte. Aos doze anos começou a escrever o seu primeiro livro, a partir daí começou a escrever novas obras.
Cursa a faculdade de Design de Interiores, Design de Moda, Mestre e Presidente da Escola Arte e Criatividade Studios, professora de História e Mitologia, autora e cantora regional.


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