História Psicologicamente Falando 2 - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 328
Palavras 1.708
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY EY EY EY!
Chegay!
Bom, não tenho muito a dizer então boa leitura haha o/

Capítulo 4 - Doutora


Fanfic / Fanfiction Psicologicamente Falando 2 - Capítulo 4 - Doutora

Uma semana depois.

 

— Bom dia, Los Angeles! Hoje faz 19°C na cidade, o dia mais quente desse inverno até então.

Minha mão tateia o criado mudo até chegar no meu rádio velho, e demoro mais alguns minutos nos botões. Aumento o volume, troco e volto a estação, diminuo o volume mas não consigo encontrar o maldito botão de desligar!

Para começar esse dia bonito, vamos com o mais novo sucesso da estrela canadense, Shawn Mendes. — minha mão para onde está. — Vamos de Treat You Better.

Empurro os cobertores do meu rosto e ergo o olhar para o rádio, ouvindo os primeiros toques da música seguidos da voz de Shawn. Rio baixinho e olho de soslaio para o outro lado da minha cama, não conseguindo evitar o aperto no coração ao constatar que ele realmente não está aqui. Faz uma semana que Shawn foi embora, sem previsão de volta.

Provavelmente meu dia seria bem mais fácil se ele tivesse aqui.

Apanho meu celular no criado mudo e abro o Snapchat, focando a câmera no rádio e gravando alguns segundos do refrão da música. Escolho um efeito qualquer e me apresso ao digitar uma legenda:

 

“Adorei! Quando vou ouvir ao vivo? :D”

 

Envio para ele e, após alguns minutos para conter o nervosismo, obrigo o meu corpo a se mover para fora da cama, mas não sem antes aumentar o volume da música.

Primeiro dia de trabalho, Emma! Animação!

Faço uma careta para o meu reflexo enquanto prendo os cabelos. Estou animada, é claro, mas isso também não me impede de ficar nervosa! Meu último trabalho me rendera um namorado, paparazzis no meu encalço e uma melhor amiga traidora, o será que esse reservava? Um ataque terrorista? Franzo o nariz para isso, bloqueando as imagens de Jasmine na minha cabeça.

Tiro as roupas e me enfio debaixo da ducha, cantarolando os últimos versos da música, as únicas partes que consegui decorar logo de cara. O radialista parece estar de bom humor, já que coloca Stitches logo após, o que me faz rir debaixo d’água. Não demoro a começar a cantarolar, me lembrando dos nossos duetos ano passado, e é impossível não sentir um pouco de saudade.

Saudade da época em que nada dava errado.

Quando me enrolo na toalha, está na metade de Cry Baby, da Melanie Martinez. Solto e penteio os meus cabelos e sigo para fora cantarolando a música, logo me pondo a revirar meu closet. Minhas roupas voam em todas as direções até eu finalmente encontrar meu vestido azul marinho logo ao fundo, então trato logo de separá-lo junto a um sobretudo preto e uma meia calça da mesma cor.

A música da Melanie chega ao fim, e reconheço os primeiros acordes de uma das músicas mais conhecidas de Jasmine.

Pego o primeiro sapato que vejo na frente e atiro no rádio, fazendo o aparelho cair do criado mudo e se espatifar no chão.

Não, não…

Amon é a minha primeira lembrança.

As lágrimas começam a transbordar.

Shawn me deixou na pista e Jasmine apareceu.

Resfolego e preciso me segurar na porta do closet para não cair, já que minhas pernas parecem ter virado gelatina.

O quarto, a câmera…

Meu celular apita sobre a cama e, mesmo dando uma olhada por cima, consigo ver o símbolo amarelo do Snapchat no visor. Aperto a toalha ao meu redor e me arrasto até conseguir apanhar o aparelho, então me sento no tapete e apoio as costas na cama. Acesso o snap dele e sorrio ao encontrar seu rosto no curto vídeo.

Marque a hora, o lugar e eu estarei lá, rainha do baile. — diz ele, sorrindo por trás do efeito de cachorro idiota.

— Emma? — ouço minha mãe no térreo. — Você vai se atrasar!

Aponto a câmera para a cama, focalizando o vestido, o sobretudo e as meias. Só então uma ideia me ocorre e, abrindo um sorriso divertido, escolho um conjunto preto de lingerie e atiro perto da meia calça, focalizando a câmera neles.

 

“Queria que fosse fácil assim…”

 

Digito rapidamente a legenda e envio para ele, rindo por alguns minutos antes de me obrigar a voltar a realidade. Visto as minhas roupas, arrumo a cama e não me demoro muito na maquiagem. Confiro o conteúdo da minha bolsa e apanho as botas, calçando-as conforme sigo pelo corredor.

Mamãe está na cozinha, terminando uma xícara de café enquanto assiste o noticiário matinal. Seus olhos se desviam na minha direção e ela me analisa de cima a baixo antes de abrir um sorriso.

— Não comece com a história do namorado. — resmungo enquanto chamo um carro pelo Uber.

Tenho que arranjar tempo para comprar um carro, aliás.

— Mas eu não disse nada. — ela tenta conter o sorriso, mas falha obviamente. — Finalmente, um milagre na sua vida!

Faço uma careta e apanho minha caneca térmica, enchendo-a de café enquanto assisto o Uber mais próximo se mover pelo mapa. Felizmente ele não demora muito para chegar, então apenas arrumo o casaco e sigo até a porta da frente.

— Cause uma boa impressão!

Se fosse um “boa sorte”, até me daria o trabalho de responder, mas como não é o caso, apenas bato a porta e sigo para a congelante manhã de Janeiro que se instalou do lado de fora.

Cumprimento o motorista e, enquanto nos movemos na direção da clínica, coloco os meus fones e seleciono uma música aleatória. For him., do Troye Sivan, começa a tocar assim que destampo minha caneca, e sorrio por entre os goles de café conforme cantarolo mentalmente.

Quando o carro para novamente, estamos quase nos limites de Malibu. Para a minha surpresa, um pequeno prédio branco se estende ao nosso lado, de frente para a praia, e posso ver a movimentação de algumas pessoas na entrada. Há um letreiro dourado ao lado da porta principal, e as letras reluzem formando o “Sunset Wellness Center”.

Me despeço do motorista e, apertando o casaco, corro para a entrada do prédio. Sinto meu celular vibrar no bolso mas não dou atenção, apenas mantenho meu caminho até a recepção e sorrio para as duas moças do outro lado do balcão.

— Bom dia. — digo, procurando pelo e-mail impresso de Amélie na bolsa. — Me chamo Emma…

— Cailey, não?

Dou um pulo e quase derrubo o café na roupa, o que me faz xingar baixo. Tampo a caneca novamente e ergo o olhar na direção da pessoa, encontrando um rapaz alto e sorridente. Ele passa as mãos entre os cabelos escuros e seus olhos verdes brilham conforme me analisam de cima a baixo.

— Emma Reid. — corrijo, estendendo a mão para ele.

— Wade Hundley. — o rapaz aperta e balança minha mão duas vezes. — É a sobrinha da Amélie, não? — aceno com a cabeça e ele se volta para a recepcionista. — É a nova psicóloga, Ollie. Coloque-a no registro.

Seu olhar se volta para mim enquanto a moça digita.

— Psicólogo? — arqueio a sobrancelha, mas Wade ri alto e joga a cabeça para trás.

— Não, é muito fácil para mim. — minha expressão se fecha e ele me lança uma piscadela. — Sou psiquiatra, amor. Psico pode ficar para você, a Vivi e a Lili.

— Vivi e Lili? — meu estômago revira com os apelidos, e aceito de bom grado quando a recepcionista me entrega um crachá.

Eu e Wade não demoramos a seguir até os elevadores, e ele ri escandalosamente enquanto esperamos. As pessoas sequer parecem surpresas, já que passam por nós como se nada estivesse acontecendo.

— Violette e Amélie. — diz, dando de ombros. — Tínhamos a Kiki, mas ela foi embora com o marido para a Flórida.

— Você costuma apelidar todo mundo?

Adentramos no elevador junto a algumas poucas pessoas e Wade pende a cabeça para o lado.

— A maioria. — ele me analisa por alguns instantes enquanto tiro o celular do bolso.

Noto que não se trata mais de um Snap e sim um sms, mas ainda assim vem de Shawn. Sorrio de lado e abro a mensagem, tendo que me conter para não rir.

 

“Lingerie e meia calça? Combinação perigosa.

Aliás, isso é golpe baixo.”

 

— Você será a Cici.

Arregalo os olhos e me volto para o rapaz, mas as portas se abrem e ele sai rindo.

— De onde tirou Cici?

— De Cailey. — ele pisca.

— Emma! — olho para a frente, vendo minha tia e Violette logo atrás.

Estamos num saguão quase rústico, já que é todo decorado em madeira e tons de bege. Algumas poltronas estão dispostas numa pequena sala de espera, há uma TV grande ligada em volume baixo e a parede do fundo foi substituída por vidro, nos permitindo ver a praia do outro lado da rua.

— Meu nome é Emma. — digo, me voltando para Wade.

— Mas Cailey é mais bonitinho. — ele aperta as minhas bochechas antes que eu possa recuar.

— Pare de assustar a menina, Wade. — Violette toma a dianteira, dando um tapa no ombro dele.

— Assustando? Estou enturmando ela, até porque a coitada já vai ter muito tempo para se assustar, afinal, vai trabalhar com vocês. — Wade franze o nariz e pisca para mim. — Tenho que ir, Cici, vejo vocês mais tarde.

E então ele volta para o elevador, soprando beijos na direção de Violette e Amélie. Quando as portas se fecham, me volto instantaneamente para as outras duas, forçando minha melhor expressão impassível.

— Bom… — minha tia sorri, se aproximando com os braços abertos. — Bem vinda a SWC, querida.

Rio assustada e não consigo evitar minha expressão mortificada ao encarar Violette, que ri da minha cara.

— Relaxa. — diz ela, abrindo um sorriso perverso até demais para alguém com uma aparência tão angelical. — Só piora com o tempo.

Ela quase me lembra…

Estremeço e instantaneamente recuo do abraço de Amélie, sorrindo apenas para apaziguar.

— Bom, acho que hoje você pode começar conhecendo a clínica e o prontuário dos seus pacientes. Suas consultas começam a partir de amanhã. — dita ela, se voltando para Violette. — Pode mostrar o espaço a ela? — a loira assente e Amélie retribui, me encarando. — Seja bem vinda ao nosso manicômio particular, Doutora Reid. Mas devo te alertar que os maiores loucos são os que estão atendendo os pacientes, não o contrário.

E rindo, ela segue pelo corredor de consultórios.

— Vamos lá, Emma. — diz Violette, me levando para o mesmo corredor. — Vamos conhecer a sua sala.

Minha sala.

Porra, bem vinda, Doutora Reid.


Notas Finais


Trailer: https://youtu.be/ypMdbdCrY94
Grupo do WhatsApp: Nome e DDD+Número na MP
Grupo do face: https://www.facebook.com/groups/546395568895604/
E onde mais me achar haha: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes

Nos vemos em breve!
Xx


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