História Psicologicamente Falando 2 - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 309
Palavras 1.671
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY EY EY EY!
CHEGAY!
E com avisinhos nas notas finais hein?
Boa leitura o/

Capítulo 5 - Diagnóstico


Fanfic / Fanfiction Psicologicamente Falando 2 - Capítulo 5 - Diagnóstico

Dou um giro na minha sala, observando-a de canto a canto. As paredes ainda tem o mesmo branco sem graça, mas fora isso, ela parece mais aconchegante agora. Consegui arranjar alguns quadros legais e alguns porta retratos, sem contar que tive a sorte de conseguir uma sala com vista para a praia. Poderia passar o resto do dia apenas admirando a paisagem, mesmo que ainda estejamos no inverno.

— Emma?

Olho para trás, vendo Violette na porta. Ela dá uma espiada para dentro e solta um assobio baixo, sorrindo logo após.

— Ficou ótimo. — diz, batucando os dedos na porta. — Pronta para começar?

Parece que enfiei o dedo na tomada.

Aja como adulta, Emma! Sem pânico!

Apesar do pavor e do arrepio correndo todo o meu corpo, retribuo o sorriso de Violette e aceno com a cabeça, pegando a minha pasta e seguindo para fora da sala. Meus passos vacilam conforme caminhamos lado a lado, e ouço a loira rir baixo quando resolvo conferir a ficha do meu primeiro paciente.

— Você está se tremendo. — diz ela. — Precisa se acalmar ou…

Ela nem precisa terminar de falar, já que o nervosismo me faz tropeçar nos próprios pés e acabo caindo no chão. Os papéis da minha pasta se espalham pelo corredor enquanto tento conter o impacto com as mãos, impedindo minha cara de bater contra o piso ao mesmo tempo em que ouço Violette gargalhar cada vez mais alto. Reprimo o impulso de grunhir e assopro uma mecha de cabelo do rosto, encarando-a de lado e fazendo uma careta conforme ela ri.

— Isso é que eu chamo de “começar com estilo”. — Violette murmura por entre os risos.

Me inclino no chão, recolhendo meus papéis enquanto sinto meu celular vibrar no bolso do meu jeans. Reviro os olhos e ignoro, tentando fazer uma lista mental de coisas que ainda podem vir a dar errado hoje e o que posso fazer para impedi-las. A lista parece não ter fim, para o meu desespero.

Emmaline Reid?

Essa voz…

Não pode ser!

Paro onde estou, mantendo o olhar fixo na papelada abaixo de mim. Tenho plena noção de que estou de quatro no meio do corredor e, por mais que seja apenas para recolher as fichas caídas, a posição não é nada favorável, mas mesmo assim não consigo me mover. Parece que alguma força maligna se apoderou do meu corpo, me fazendo ficar onde estou.

— Quando me disseram que você seria a nova psicóloga, precisei checar com os meus próprios olhos!

Me obrigo a erguer os olhos para confirmar.

Porra, é ele mesmo!

Jonathan Dane está mesmo na minha frente, com aqueles olhos azuis brilhantes e o cabelo loiro ondulado perfeitamente bagunçado. Seu sorriso cintila da mesma maneira que aquelas orbes azuladas, e me pego paralisada mais uma vez enquanto o encaro.

Não mudou exatamente nada desde Yale, para falar a verdade.

Só noto que estou parecendo uma louca quando Violette pigarra, o que me faz voltar a realidade. Pisco algumas vezes para colocar minha cabeça no lugar e sorrio antes de juntar meus papéis na velocidade da luz, logo enfiando-os na pasta novamente e me pondo de pé. Passo as mãos nos cabelos e na camisa para disfarçar, ignorando quando meu celular vibra novamente.

Por algum motivo minhas bochechas coram, mas me recuso a pensar nisso.

— Jonathan. — sorrio, por mais que eu mesma tente digerir o nome.

Há anos não o vejo, e não consigo evitar perguntar por que diabos meu destino está revivendo essa parte do meu passado. É alguma pegadinha? Porque realmente não é engraçada, pode parar se for!

— Bom… — procuro pela primeira ficha do dia, rezando para que o nome dele não esteja lá.

Mas é óbvio que está perfeitamente impresso “Jonathan Alexander Dane” no topo do papel.

Claro que está.

Olho alarmada para Violette, que apenas sorri sacana e pisca para mim antes de seguir até a própria sala, fechando a porta sem ao menos olhar para trás. Filha da puta!

Meu estômago revira com a ideia de ficar sozinha com Jonathan, mas assumo minha melhor postura profissional e faço o possível para estampar isso na minha cara, então sorrindo para o loiro e o guiando até a minha sala.

— Fiquei sabendo que sua vida ficou bem ocupada após Yale. — diz quando o deixo passar na frente, fechando a porta atrás de nós. Mantenho a expressão neutra, apenas abrindo um pequeno sorriso em resposta.

É só mais um paciente, Emma.

Indico o sofá e puxo um banco mais para perto, ainda assim me sentando a uma distância considerável.

— Quem diria, a Emma de Yale namorando um desses famosões da música… — Jonathan abre um novo sorriso, mas finjo não dar atenção.

— É, uma grande surpresa. — aceno com a cabeça, baixando rapidamente o olhar para as minhas pernas. Elas estão cruzadas, e o pé que está por cima balança sem parar. Maldito tique. — Mas estamos aqui para falar de você, certo? Me conte como posso te ajudar.

A expressão de Jonathan vacila e ele faz uma careta.

— Leila me pediu para vir. — resmunga, parecendo desgostoso. — Ela diz que estou destruindo nosso casamento.

— Você casou com Leila Brown?! — a pergunta sai antes que eu possa freá-la, e coro até as orelhas assim que termino.

Me lembro perfeitamente dela. Estudante de medicina, linda, loira e popular.

A rainha do baile perfeita.

Inclusive começou a namorar com Jonathan no dia seguinte a maior festa de fraternidade que Yale já viu.

A festa onde perdi a virgindade.

Com ele.

Jonathan assente em resposta, voltando a sorrir.

— Bom… — pisco atordoada, baixando o olhar para a ficha de Jonathan na tentativa de achar algum auxílio. — Vamos impedir a destruição, então.

— Não sei se quero impedir a destruição. — ergo o olhar no mesmo instante, logo franzindo o cenho.

Então por que você tá aqui, porra?

Meu celular vibra de novo, mas sou obrigada a ignorar.

— Não me entenda mal, Leila é incrível. — reprimo o impulso de revirar os olhos. — Mas foi tudo muito rápido. Se formar, casar… Talvez não tenha sido a coisa certa, e eu sei o que você deve estar pensando, Emma. — ele ri enquanto arqueio a sobrancelha. — Você não tem nada a ver com isso.

— Talvez você devesse ir consultar um analista. — faço algumas anotações.

— Não. — volto a encará-lo e Jonathan se inclina no sofá, apoiando os cotovelos nas pernas. Ele assume um semblante sério e esfrega uma mão na outra, parecendo escolher as palavras certas. — Há alguns anos atrás, você era uma das pessoas mais legais que eu conhecia, Emma. Não me conhecia muito, mas me entendia. — engulo em seco, resistindo a vontade de pegar o celular.

Me lembro da Emma de Yale, da festa da fraternidade…

Shawn, Emma! Pense no Shawn!

Me lembro da boate na Rússia, mas também me lembro da Grécia…

Pense nele mas não vá por esse caminho!

— Espero que isso não tenha mudado. — ele balança os ombros de um lado a outro, e não é preciso muito para notar que Jonathan está sendo sincero.

E é ele quem está aqui agora, não Shawn.

Shawn não é mais meu paciente, ao contrário de Jonathan.

— Bom, vamos ver o que posso fazer. — me endireito no banco. — Conte-me mais sobre a situação.

 

(...)

 

Após Jonathan, atendo pelo menos mais sete pacientes antes de dar meu horário. Apesar de ter simpatizado com todos, me sinto mal por não me lembrar do nome de nenhum, talvez porque um único fique ecoando na minha mente.

Jonathan Dane.

Porra, precisava mesmo ressurgir das cinzas?

Faço uma careta para isso e finalmente consigo pegar no meu celular, encontrando três mensagens no visor, ambas do mesmo contato.

 

“Primeiro dia! Acabe com eles!”

 

“Está acabando tanto com eles que mal tem tempo pra me responder.”

 

“Não que isso vá me impedir de te encher o saco.”

 

Mas não há mais nenhuma mensagem depois dessa.

Ah, Shawn Mendes…

Meu coração aperta com a saudade.

Ouço duas batidas na porta mas me mantenho em silêncio, o olhar fixo nas mensagens. Não é novidade quando meus olhos se enchem de lágrimas, e por mais que eu tente contê-las, as mesmas escorrem livremente.

— Porra, Reid. — praguejo baixo, tentando enxugar o rosto.

A porta se abre e eu instantaneamente me viro de costas, tentando dar um jeito na minha própria cara.

Da onde tá saindo toda essa sensibilidade? Por Deus!

— Emma? — a voz de Amélie quebra o silêncio, e respiro fundo antes de me virar.

Ela arqueia a sobrancelha.

— Tudo bem? — aceno rapidamente com a cabeça, forçando meu melhor sorriso, mas minha tia não parece convencida já que adentra na sala e se senta no sofá. — Chorar é uma reação normal do ser humano. Pode fazê-lo a vontade, não me importo.

— Você quer me dizer algo? — indago, enxugando os olhos mais uma vez.

Amélie suspira e abaixa o olhar por alguns instantes, mas só torna a levantá-lo quando assume uma expressão tranquila.

— Sua mãe me contou o que houve na turnê do seu namorado, Emma.

E a tranquilidade vai por água abaixo.

Mais uma vez, a língua de Eleanor Raynes é usada a meu favor.

Obrigada, mãe!

— Não é fácil passar por esse tipo de coisa, Emma. — ela prossegue, mas sequer consigo encará-la. — E, acredite ou não, sua mãe se preocupa com você e claro que eu também.

— Onde você quer chegar?

— Duvido que isso não esteja interferindo na sua vida. — automaticamente começo a balançar o pé. — Ataques de pânico? Ansiedade? Duvido que você ainda veja seu namorado do mesmo jeito…

Fecho a cara e ergo o olhar para ela, que nota na hora que pegou na ferida, já que deixa a frase no ar e recua no mesmo instante.

— Está tentando me diagnosticar? — arqueio a sobrancelha, sentindo a vontade de chorar ressurgir.

Pareço uma criança, qual é!

— Não, eu já diagnostiquei. — Amélie rebate, dando dois tapas no lugar ao seu lado. — Você precisa de terapia, Emma, ou então isso vai tomar conta da sua vida.

Mabelle.

O nome ecoa na minha mente no mesmo instante, o que me faz engolir em seco.

E acenar com a cabeça.


Notas Finais


E ESSE JONATHAN HEIN?
Passado da Emma vindo a tona... Hmmm, digo nada e.e por enquanto haha
O que será que o Sr. Mendes vai achar disso? hu3

Maaaaaaaaaaas, o avisinho da nota final é: eu comecei um projeto de entrada no hospício HAHAHAHAHA é basicamente isso, já que decidi postar >todos< os meus projetos que estavam guardados há tempos, o que significa que postarei muitas (muitas mesmo, tipo, muitas pra caramba) fanfics ao longos dos próximos dias, mesmo que eles só recebam atualização quando eu tiver inspiração.
Desse projeto/proposta/caralho a quatro, já saíram três fanfics, então, deem aquela passadinha porque prometo que elas estão muito legais:
Academia Houston (sci fi/ficção científica/ação): https://spiritfanfics.com/historia/academia-houston-7096651
Robbers (drama/romance): https://spiritfanfics.com/historia/robbers-7130859
Hidden Whispers (terror/suspense): https://spiritfanfics.com/historia/hidden-whispers-7139897

Trailer: https://youtu.be/ypMdbdCrY94
Grupo do WhatsApp: Nome e DDD+Número na MP
Grupo do face: https://www.facebook.com/groups/546395568895604/
E onde mais me achar haha: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes

Nos vemos em breve!
Xx


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