História Psicologicamente Falando - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 794
Palavras 4.330
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


SURPRESA!!!
Já nem é mais tão surpresa, mas mesmo assim: SURPRESA haha
Eu retiro o que eu disse sobre aquele cap da fanfic ter sido o maior, porque esse daqui deu 4000 e poucas palavras hu3
Então, APROVEITEM U.U
Boa leitura o/

Capítulo 25 - A Psicóloga


Fanfic / Fanfiction Psicologicamente Falando - Capítulo 25 - A Psicóloga

Shawn Mendes.

 

Estou rolando na cama há mais tempo do que posso contar, e isso é um saco. A merda do despertador vai tocar daqui algumas horas, e apesar da exaustão, não consigo fazer com que meus olhos permaneçam fechados. Já troquei de posição umas cinquenta vezes, mas nada é capaz de me fazer pegar no sono.

 

“Estou fazendo o que vocês deveriam estar fazendo desde o começo, e sabem por quê? Porque eu amo esse cara!”

 

A voz de Emma ecoa na minha cabeça e me viro para o teto, analisando o mesmo enquanto a frase se repete de novo e de novo. Eu não deveria estar surpreso, e na verdade nem estou, mas também não direi que estou assustado. Emma está cometendo o pior erro da vida dela e nem sabe, e o pior de tudo é que estou sendo um merda mais uma vez e não estou fazendo nada para impedir.

Me recordo de Jasmine anos atrás. Ela era exatamente como Emma, determinada mas inocente, e lembro de maneira precisa de como a destruíra do mesmo jeito. Ainda tenho cada detalhe bem vívido nas minhas memórias, desde quando a levei pra cama, usei e abusei dela, até o momento em que enjoei e a joguei fora. Como aquela garota ainda estava ali, mesmo que mudada, eu não sabia responder.

Repasso todos os momentos em minha cabeça como um filme, e então, na hora em que jogo na cara de Jasmine tudo o que aconteceu, ela é substituída por Emma e me sento no mesmo instante, sentindo minha respiração descompassar enquanto tento a todo custo espantar as lembranças.

Mas ela ainda está lá, me encarando por entre as lágrimas e a expressão de horror.

Passo as mãos entre os cabelos ao mesmo tempo em que ouço as batidas na porta.

Me sinto aliviado, já que a curiosidade espanta todas as memórias. Quem diabos poderia estar ali aquela hora? Puta que pariu, esses caras da equipe não dormem não?

Cambaleio para fora da cama, seguindo devagar até a porta. As batidas se repetem duas vezes antes de eu liberar a maçaneta e abrir a mesma com a cara fechada.

Eu não estava dormindo, porém isso não significa que quero que a encheção de saco comece mais cedo.

Mas me surpreendo ao encontrar Emma. Seus cabelos estão uma zona, sua cara está inchada e ela usa um moletom sobre o que deduzo ser uma camisola. Franzo o cenho, apesar de sentir meu rosto suavizar, mas antes que eu possa dizer qualquer coisa, minha namorada esquisita entra no quarto sem ao menos pedir.

— Virou sonâmbula, Reid? — indago, abrindo um sorrisinho.

Ela desvia da bagunça de roupas no chão, mas não demora para tirar o moletom que está usando e atirar o mesmo sobre a pilha. Meu sorriso apenas aumenta quando ela se estica para remover a peça, já que movimento faz sua camisola erguer, revelando a calcinha preta e a bunda empinada por baixo. Emma mal parece se dar conta, apenas bagunça os cabelos e se enfia debaixo dos meus cobertores.

— Você não vem? — resmunga baixo, o que faz minhas teorias sobre sonambulismo irem por água abaixo.

Ela nem precisa perguntar duas vezes. Sigo na direção da cama e me deito ao seu lado, com Emma se encolhendo de costas na minha direção. Rio baixo e passo os braços ao seu redor, sentindo seu corpo se grudar ao meu enquanto ela segura as minhas mãos.

— Por que está acordado? — sussurra, a voz embargada.

— Eu ia te perguntar a mesma coisa. — rebato.

A engraçadinha se vira na minha direção e abre um sorriso.

— Mas eu perguntei primeiro. — ela diz o óbvio, e eu reviro os olhos.

— Não consigo dormir. — tenho vontade de socar a minha própria cara por admitir.

— É por causa de hoje? Eu sinto muito…

Paro de prestar atenção a partir do momento em que a lembrança de Henry agarrando ela invade os meus pensamentos. A raiva toma conta de mim e aperto Emma um tanto mais forte, como se esperasse que o desgraçado surja ali mesmo. Deveria ter socado ele mais, deveria ter feito ele sair dali numa ambulância, ou melhor, num carro funerário.

Ele que se atreva a chegar perto dela de novo. Na verdade, seria até bom Henry botar minha promessa a prova pois estou louco pra socar aquela cara de novo.

— Shawn?

Volto a realidade assim que encontro o olhar de Emma. Ela está toda contorcida para conseguir me encarar, e acabo soltando os meus braços ao seu redor. Não demora nem dois minutos para que a garota se vire na minha direção, me encarando curiosa. Desabo sobre a cama e Emma se inclina sobre mim, apoiando o cotovelo sobre o colchão e uma das mãos sobre o meu peito.

— Eu errei? — pergunta, o que me faz arquear a sobrancelha. — O diagnóstico. Eu errei?

Só então me recordo de sua briga com Andrew e Mabelle. Não consigo evitar o sorriso ao lembrar da cara de idiota dos dois, e pendo a cabeça para o lado ao encarar Emma.

— Me diga você, Srta. Reid. — ela fecha a cara. — Você é a psicóloga aqui.

— Bom, então eu…

Não a deixo terminar. Agarro a cintura de Emma e a empurro na cama, prendendo-a abaixo do meu corpo. Ela solta um grito agudo com o susto e acabo rindo, subindo as mãos por suas pernas e fazendo com que as mesmas se abram, me deixando no meio delas.

— Continue falando. — digo, beijando-a devagar e descendo para o pescoço.

Ela arfa e aperto suas pernas com mais força, empurrando o meu quadril contra o dela enquanto Emma aperta as pernas ao meu redor. Suas mãos agarram os meus cabelos e deslizo as minhas pelo interior das suas coxas, subindo até segurar a barra da camisola.

— Isso… — ela resmunga enquanto subo o tecido pelo seu corpo. — Isso não é justo…

Abro um sorrisinho, parando para encará-la por um breve instante. Emma parece lutar contra todos os instintos do próprio corpo, e posso ver toda a batalha interna estampada em seu rosto. Ela arruma os cabelos e endurece a expressão, mesmo que suas pernas ainda se mantenham firmes ao redor do meu quadril.

A puxo para mim, e sua resistência acaba quando sua boca toca a minha. Seus braços se juntam as suas pernas, ambos me agarrando firme enquanto suas unhas deslizam pelas minhas costas. Meu pau já está duro e finalmente consigo erguer a camisola até os seios dela, revelando o sutiã combinando com a calcinha.

Sinal de que alguém já planejava transar.

E é óbvio que ela sabia que conseguiria. Como negar sexo pra essa mulher, porra?

Por que ela ainda insiste em dizer que está de greve mesmo?

— Não… — ouço Emma gemer, mesmo que seu quadril rebole contra o meu. — Cara, não!

Suas mãos se juntam na hora de me empurrar na cama, e acabo por ceder, caindo com as costas no colchão. Emma se levanta no mesmo instante, passando as mãos nos cabelos e colocando a camisola no lugar. Me sinto bem ofendido quando ela baixa o tecido sobre os peitos e a bunda, como ela pode querer esconder eles de mim?

— Eu estou de greve! — é impossível não rir diante de seus protestos, ainda mais quando ela bate o pé feito uma criança.

— Igual da ultima vez? — reviro os olhos, com Emma cruzando os braços ao pé da cama. — Você sabe que não vai aguentar.

O olhar dela corre pelo meu corpo e abro um sorriso convencido, pendendo a cabeça para o lado enquanto ela engole em seco.

— Eu odeio você. — resmunga, se virando de costas.

Não sei porque diabos ela decidiu fazer isso, já que só consigo baixar o olhar para aquela bunda que praticamente chama o meu nome. Mordo o lábio, ponderando sobre todas as hipóteses que poderiam fazer ela mudar de ideia, e acabo bufando ao notar que nenhuma é boa o suficiente.

Eu não podia ter ficado afim de uma mulher mais fácil não?

Minha pergunta é respondida quando volto a olhar para aquela bunda.

Aproveito a deixa para me aproximar devagar, agarrando a cintura de Emma de novo e a puxando para cama. Também aproveito para beliscar a bunda dela em meio a confusão.

— Shawn! — ela grita, tentando me estapear.

— Vem dormir, porra! — grito de volta. — Ou vai ficar ai de pé até amanhecer?

Emma poderia facilmente me fuzilar apenas com a olhada feia que me dá, mas sorrio e vejo minha namorada amolecer fácil. Ela se vira de novo e gruda seu corpo ao meu, o que me faz fazer uma careta, já que a posição deixa sua bunda exatamente encaixada no meu quadril.

Só noto que é de propósito quando ela se esfrega contra mim.

— E você ainda tem coragem de dizer que me ama… — digo, ouvindo ela rir. — Isso não se faz!


 

(...)

 

O despertador toca e já acordo esticando o braço, tentando não acordar Emma. Desativo o som, mas ela começa a se mover e a escuto resmungar após alguns instantes.

— O que você está fazendo? — murmura, a voz ainda embargada de sono.

— Nada. — olho ao redor e me volto para ela com a sobrancelha arqueada.

— Mas tem uma parte de você fazendo alguma coisa.

Preciso de alguns minutos para notar que estou de pau duro. Ah, óbvio, é de manhã!

— Engraçadinha. — digo, inclinando o rosto em sua direção. Emma ri alto mas para assim que a pego de surpresa, beijando seu pescoço enquanto pressiono o quadril contra ela. Sua mão segura a minha, mas não sei se é para afastá-la ou para mantê-la ali. — Bom dia.

— Bom… Bom dia. — ela arfa, parecendo se segurar para não se esfregar contra mim. — Toda essa animação é por conta dos 18?

É óbvio que ela sabe. Provavelmente havia pesquisado no Wikipédia e visto que dia 8 de agosto, ou seja, hoje, é meu aniversário.

Acabo por rir baixo e deslizo uma das mãos pela lateral de seu corpo, usando a outra para afastar seus cabelos. Emma pende a cabeça para o lado e geme baixo quando sugo sua pele, sentindo o cheiro doce que emana dela, e então finalmente cede, roçando a bunda contra mim. Ergo a camisola até o seu quadril e ela ergue a mão, apoiando-a na minha nuca enquanto deslizo a minha até sua bunda, dando um tapa estalado ali. Emma solta um gemido alto e a empina para mim.

Mas duas batidas na porta nos fazem voltar para a realidade, e ela parece se lembrar da greve, já que aproveita a deixa para afastar o corpo do meu. Xingo quem quer que seja do outro lado e me sento, observando Emma se esconder embaixo das cobertas.

— O que você tá fazendo? — digo, tentando conter o riso.

— Eles não sabem que eu estou aqui! — ela responde, segurando o cobertor acima da cabeça.

As batidas soam de novo e eu rio baixo, seguindo na direção do banheiro. O som torna a se repetir enquanto dou um jeito na ereção, e quando finalmente saio do cômodo, a pessoa já martela a porta.

— Shawn Peter Raul Mendes, é bom você sair desse quarto agora!

Essa voz…

Mãe?!

Emma me encara com metade do rosto coberto, e os tapas na porta prosseguem enquanto um burburinho se instala do outro lado.

— É melhor você sair daí. — digo, caminhando até lá e arqueando a sobrancelha para ela. — Se ela te pegar escondida, vai ser pior.

Ela parece relutante ao sair de debaixo das cobertas, e me viro enquanto Emma tenta botar os cabelos no lugar. Passo o cartão na maçaneta e a porta é liberada, me permitindo encontrar uma mulher uma cabeça mais baixa que eu a minha frente.

Pisco atordoado, tentando entender como ela chegara ali.

— Mãe. — digo, ainda tentando digerir a situação.

— Oi meu amor! — ela abre um sorriso de orelha a orelha, logo me puxando para um abraço. — Deus, como você cresceu!

— É… — dou uma olhada rápida para dentro do quarto, mas ela puxa meu rosto de volta antes que eu consiga ver Emma.

— Como você está? Fiquei sabendo que Andrew e Mabelle trouxeram uma psicóloga dessa vez… — ela olha sobre meu ombro. — Caramba, Shawn! O que passou nesse quarto? Um furacão?

— Mãe, não… — ela abre passagem mesmo quando tento impedi-la de entrar.

Minha mãe passa pela porta, já entrando no quarto e recolhendo duas roupas antes de seu olhar parar ao lado da cama, onde Emma está de pé. Ela jogou um moletom sobre a camisola, mas noto que não é o que ela estava usando quando chegou de madrugada. O moletom que usa agora é meu, e cabem pelo menos duas Emmas ali dentro.

— Oh… — minha mãe se vira para mim, arqueando a sobrancelha e então se voltando para Emma. — Bom dia, não?

— Bom dia, Sra. Mendes. — ela diz, as bochechas assumindo um tom rosado quando se adianta, estendendo a mão para a minha mãe. — Sou Emma Reid.

— A psicóloga. — o olhar que minha mãe me lança ao se virar para mim diz tudo.

“Você não perdoa nem a psicóloga, garoto?”

Dou de ombros em resposta.

— Sim. — o tom rosado se aprofunda ainda mais. — A psicóloga.

— Bom, Andrew me disse que você se formou em Yale, então já ganhou uns pontos comigo. É uma das melhores faculdades dos Estados Unidos, não?

— Mãe. — pressiono os cantos dos olhos, mas ela me ignora totalmente.

— Sim, é uma das melhores, Sra. Mendes. — Emma abre um sorriso pequeno. — Foi onde meu pai e minha tia se formaram.

Franzo o cenho para isso, já que ela nunca me contou nada sobre, mas novas batidas soam na porta, desviando a nossa atenção.

— Porra, tá tendo festa no meu quarto? — digo, recebendo uma olhada feia da minha mãe.

— Olha a boca! — ela diz o óbvio, mas apenas reviro os olhos enquanto sigo até a porta.

Encontro Aaliyah e meu pai do outro lado, o que me surpreende ainda mais. Não que eu não esteja feliz em rever a minha família, mas acho que eles poderiam conhecer Emma em circunstâncias melhores.

De preferência, em um momento em que eles não atrapalhem a minha foda.

— Pai. — sorrio, me adiantando para lhe dar um abraço.

— Eu estou na frente e ele passa por mim como se eu sequer estivesse aqui e… — Aaliyah protesta, entrando no meu quarto como um furacão.

— Como vão as coisas, cara? — meu pai diz ao se afastar, mas seu olhar logo se fixa em um ponto atrás de mim.

Aaliyah está parada no meio do quarto, a boca aberta enquanto olha para Emma.

— Eu não acredito! — ela diz, se voltando para mim com uma careta de surpresa. — Você realmente não é gay!

Fecho a cara pra ela, e noto quando Emma se contorce ao fundo para não rir.

— Essa é a namorada… Psicóloga… Enfim, a garota de quem Andrew nos falou. — minha mãe se vira para o meu pai, sorrindo abertamente. — Ela não é uma graça?

— Mãe, pai… — olho para Aaliyah. — Pirralha, vocês podem nos dar cinco minutos? — encaro Emma, que tenta puxar meu moletom um pouco mais para baixo.

— Karen, você nem deu a eles tempo para se vestir! — meu pai diz, seguindo até a porta.

— Eu não sabia que ia encontrar a psicóloga na cama dele! — minha mãe rebate, mas não demora a desviar o olhar para Emma. — Sem ofensas.

— Claro, Sra. Mendes. — ela sorri, aparentemente desconfortável.

— Sra. Mendes! — meu pai ri alto. — Já está botando o terror na menina, Karen?

— Manuel, a menina é educada! — Aaliyah dá um pulo para o lado quando minha mãe acerta um tapa no ombro do meu pai. — É o pré-requisito mínimo pra namorar meu garotinho!

— Mãe! — repreendo no mesmo instante, com ela me dando a língua.

Assim que fecho a porta atrás deles, ouço as gargalhadas de Emma preencherem o quarto. Me viro devagar, encontrando ela rindo tanto que chega a se encurvar, os braços ao redor da barriga enquanto seu rosto assume um tom vermelho.

— O que é tão engraçado, srta. Reid? — digo, caminhando lentamente até ela.

— Não sei, garotinho. — Emma diz entre os risos. — Sua mãe é um amor.

— Vamos ver se você vai dizer isso depois que ela conseguir te interrogar. — resmungo, tentando agarrá-la, mas Emma é mais rápida e se esquiva na direção contrária.

— Vamos nos vestir, Mendes! Vestir, não tirar o restante das nossas roupas! — minha namorada dita, me desafiando com o olhar a dizer algo.

 

(...)

 

Parabéns pra você!

Faço uma careta, aliviado quando o coro desafinado finalmente cala a boca. Eles começam a aplaudir e aceno com a cabeça, franzindo o nariz quando minha mãe me estende uma espátula. Encaro o bolo azul em formato de “18” a minha frente e me volto para ela, implorando que quebre esse galho para mim, mas não demora até que dona Karen feche a cara.

— Corta pelo menos o primeiro! — diz, empurrando o utensílio de novo.

Apanho a espátula com a cara amarrada e corto o monstro cheio de glacê azul, colocando o pedaço defeituoso em um prato. Quando torno a erguer o olhar, tem um bando de idiotas me encarando com sorrisos esperançosos… E então tem Emma, que permanece ao fundo com os braços cruzados, uma cara de paisagem e um sorrisinho que ela insiste em tentar esconder.

Alterno o olhar entre ela e minha mãe, mas não demora até que a última meneie com a cabeça na direção da Emma.

— Vem logo pegar, Reid. — digo, e apesar de revirar os olhos, não consigo esconder o sorriso.

Emma finge sua melhor expressão de surpresa antes de seguir na minha direção, me dando um beijo rápido antes de apanhar o prato. Tento agarrá-la, mas ela me lança uma olhada feia e coloca o garfo devagar na boca, parecendo sugar o mesmo antes de puxá-lo.

Porra, ela não sabe brincar!

Só noto que estou perdido olhando pra ela quando a engraçadinha ri, com Jasmine fazendo o mesmo ao fundo. Alterno o olhar entre ambas, e me perco mais uma vez ao notar o quão iguais elas me parecem.

Jasmine já havia sido como Emma um dia, mas não vou deixar que Emma se torne igual a ela.

Nego com a cabeça, espantando aqueles pensamentos enquanto passo um braço ao redor de Emma.

— Se virem com o resto. — digo, indicando o bolo com a cabeça enquanto a sigo para longe da mesa.

Ela ri baixo, mais entretida em comer do que em prestar atenção em mim.

Sério que vou ter que disputar atenção com um pedaço de bolo?

— Eu devia saber que tinha alguma coisa por baixo de toda essa boa vontade pra me dar o primeiro pedaço… — Emma resmunga, cutucando o restante do pedaço com o garfo.

— Alguma coisa tipo o que? — me finjo de ofendido. — Eu ainda nem cobrei as ultimas vezes que você me largou de pau duro…

— Eu não fiz nada! — ela rebate, finalmente terminando o bolo. — Você fez, e agora está arcando com as consequências. Aproveite a greve, amor.

Dito isso, Emma se esquiva dos meus braços e se afasta com o garfo na boca, pressionando o plástico com os lábios de uma maneira que não precisa nem de muito esforço pra surtir efeito dentro da minha cueca.

Nossa, ela só pode me odiar, não é possível!

Emma sabe que eu tenho coisas melhores pra ela chupar, não sei porque insiste nessa greve.

— Você só falta babar. — ouço a voz de Aaliyah, e me obrigo a voltar pra realidade antes que acabe de pau duro no meio daquele tanto de gente.

— Ela realmente conseguiu um milagre, não? — minha mãe se aproxima, colocando as mãos nos meus ombros. Meu pai também não demora a aparecer.

— Foi o que Andrew disse? — a pergunta soa ríspida, mas não consigo me sentir culpado por isso.

Meus pais suspiram e se entreolham antes de responder.

— Ele está surpreso com o poder que ela parece ter sobre você. — reviro os olhos e minha mãe fecha a cara. — Você não pode se irritar por nos preocuparmos! Em um momento não te reconhecemos mais e no outro uma garota surge e traz o nosso filho a tona novamente sem o menor esforço.

Sem o menor esforço!

Me pergunto se levarei esporro caso conte a eles tudo o que Emma já passou nas minhas mãos. Não demora até que minha mente me lembre que nenhuma briga nossa se compara ao que fiz com Jasmine, e logo, as imagens da noite passada ressurgem na minha cabeça.

O rosto transtornado de Jasmine é substituído por Emma de novo e engulo em seco, me mantendo em silêncio.

— Só estamos tentando dizer que é bem inconveniente se apaixonar na sua idade, ainda mais quando é pra valer. — meu pai se pronuncia no final das contas, assumindo um tom sério.

— Ela é uma boa garota. — minha mãe conclui, me fazendo arregalar os olhos. Não sabia quando ela tinha conseguido interrogar Emma, e me pergunto o que diabos minha namorada disse para conseguir conquistá-la. — Mas tenho medo que se jogue de cabeça em algo que pode vir a não dar certo. Fico feliz que as coisas estejam funcionando agora, mas como estarão daqui quatro meses, quando a turnê acabar? Duvido que ela resumirá a própria carreira a ficar te acompanhando, e também duvido que até mesmo você irá querer isso. — ela suspira, voltando a afagar meus ombros. — O que estou dizendo é que quero que melhore por você, não por outra pessoa. Sei que ela ajuda e, acredite, já notei o quanto gosta dela, mas não quero que, caso isso acabe, você volte a decair. — preciso desviar o olhar quando minha mãe respira fundo, e começo a pedir mentalmente pra que ela se contenha e não comece a chorar. — Eu quero o meu filho de volta, sabe?

— Todo mundo pronto? — Andrew aparece do nada, e me permito respirar fundo.

Nunca imaginei que fosse ficar tão feliz em ver ele.

— Vamos voltar para o hotel. — e então sai novamente.

— Ótimo, porque isso já tava melancólico o suficiente… — meu pai para de falar assim que minha mãe lhe lança uma olhada feia.

Encontro Emma com Jasmine no corredor e meu estômago revira, as cenas repassando na minha cabeça junto ao discurso da minha mãe. Jasmine ri despreocupada como se nada tivesse acontecido, a grossa camada de maquiagem cobrindo o rosto apavorado do qual eu me lembrava. Emma, por outro lado, tem a cara praticamente limpa, e me pergunto se ela começaria a se esconder caso tudo viesse a se repetir.

Mas Henry passa atrás de ambas, o olhar recaindo nela conforme seus passos vão se freando. Toda a minha melancolia dá lugar a raiva.

Ah não, ele está pedindo.

Quem ele pensa que é pra ficar perto dela? Será que não fui claro o suficiente? Dou um passo firme a frente, me imaginando socando aquela cara de novo. É bom ele correr porque se eu tiver a oportunidade, Henry só vai sair dali se for apagado.

Ao notar meu movimento, a marica rapidamente volta a caminhar, passando rápido por mim com o olhar baixo. Travo a mandíbula e então encaro Emma, que observa o loiro se afastar com uma expressão aborrecida. Sei que ela se ressente por tudo o que aconteceu e me surpreendo ao sentir a satisfação inflar dentro de mim, já que o rancor significa que ela não vai procurá-lo tão cedo.

— Vem. — digo, atraindo sua atenção. — Temos que voltar pro hotel.

— Isso, você ainda tem que dar o seu presente de aniversário. — Jasmine diz, sorrindo maliciosa para Emma e então seguindo a frente.

Porra, como eu queria que ela tivesse certa.

As bochechas de Emma continuam a parecer dois tomates até mesmo quando já estamos dentro da van. Tento não rir mas é praticamente impossível, considerando que ela mal ergue o olhar durante todo o trajeto, principalmente quando Jasmine lhe encara sugestiva.

Ainda me sinto exausto por causa do show, mas não reclamaria caso Emma ainda quisesse me dar um pouco de trabalho antes de dormir.

Infelizmente, minha namorada parece ter criado uma resistência com esse negócio de greve, e me pego perguntando por que diabos resolvi fazer um mísero comentário sobre nossa vida sexual na frente dela.

Muito esperto da sua parte, Mendes.

Realmente, muito esperto.

— Você não vai subir. — constato minutos depois, quando estamos no elevador e Emma desce dois andares abaixo do meu.

Ela se vira para mim com um sorrisinho.

— Aproveite a noite, Mendes. — e então sai rebolando.

Consigo analisar aquela bunda por dez segundos antes das portas se fecharem, me fazendo bufar alto. Porra, que injustiça!

Ela que havia dito que qualquer ser humano normal erra todo dia e agora estava me punindo por um errinho há quase quarenta e oito horas?

Saio do elevador batendo o pé, pouco ligando se vou incomodar os outros hóspedes ou não. Praticamente bato o cartão contra a maçaneta e empurro a porta, tirando a camiseta no caminho.

Paro diante da cama, observando-a por alguns instantes. Que porra teria acontecido ali se minha mãe não tivesse dado o ar da graça? Me lembro de Emma gemendo e preciso respirar fundo por alguns instantes.

E só então noto que há uma caixa na ponta da cama, com um laço enorme envolvendo-a.

Que diabos…

Arranco o cartão do laço, desdobrando o papel e reconhecendo a caligrafia de imediato.

 

“É melhor vir atrás do seu presente.

— Reid”

 

Mordo a bochecha pra reprimir um sorrisinho idiota e atiro o cartão sobre a cama, voltando minha atenção para a caixa. Removo a tampa em milésimos, logo revirando o conteúdo.

Tiro um conjunto de lingerie preto, tão pequeno que não preciso nem olhar duas vezes pra saber que ficaria extremamente indecente no corpo de Emma, ainda mais numa bunda daquele tamanho… A imagem já é o suficiente pra me deixar duro. Observo o tecido por entre os meus dedos, curioso pelo fato dele ser mais resistente que os das outras lingeries.

Só então noto que se trata de um biquíni.

E se o biquíni tava ali, mas Emma não…

Porra, eu tenho que ir buscar o meu presente.


Notas Finais


CORRE PRA BUSCAR O PRESENTE, MENDES! HAHA
Eu nem ia postar hoje, MAS EU FICO MAIS ANSIOSA QUE VOCÊS, SABIAM? HAHA FICO LOUCA PRA LER O QUE VOCÊS ACHARAM, MEU DEUS! AI FICO AQUI, POSTANDO ANTES DA HORA ASHUAHSAUHSA
E como o dito no grupo, teve POV do Shawn!!! E que POV, né non? Ficou um cap gigante do ponto de vista desse garotinho problema hu3
Com isso, o POV dele dessa temporada já foi! Só voltaremos a ter POV do Shawn de novo na segunda temporada de PF, viu?
Então, agora o que nos resta é esperar pelo Shawnzinho pra ir receber o presente ( ͡° ͜ʖ ͡°) hehehehe

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=CoJ4CL2dZEc
Playlist: https://www.youtube.com/playlist?list=PLc63QemWQ2LoCylU4S2IzrfXUTHo_U-ow
Grupo do face: https://www.facebook.com/groups/546395568895604/
E onde mais me achar haha: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes

Nos vemos em breve!
Xx


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