História Psicólogo - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 3.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Esporte, FemmeSlash, Festa, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aeeee!
Depois de um tempinho com alguns probleminhas, eu voltei com o capítulo cinco.
(É sério, eu saí tanto e tinha tanta coisa que não tinha tempo de entrar no notebook)
Enfim, boa leitura!

Capítulo 5 - Frustrante


— Quanto tempo! — Levantou-se.

— Verdade, tipo, algumas horas.

— Não conta.

— Por que não?

— Ignorar pessoas não conta como conversa.

 Depois dessa, Sehun quis virar um avestruz e enterrar a cabeça na terra.

— Desculpa.

— Você tem vergonha?

— N-não. É estranho só isso.

— ‘Tá bom, se você está dizendo.

 Talvez, só talvez mesmo, Sehun sentia-se bobo por ter tratado Chanyeol daquela forma.

— Suas costas estão bem?

— Uhum. Eu sou muito idiota. Quem diabos fica encostado em uma porta?

— Você?

— Exatamente.

 Revirou os olhos e bufou; o poder da burrice ali foi tanta que deu vergonha. Pegou o livro caído no chão enquanto Chanyeol pegava alguma coisa debaixo da mesma.

— Ai minha cabeça. — Grunhiu após receber uma pancada da mesa por ter levantado.

— O que está procurando aí, hein? — Fechou o zíper da mochila e foi virando-se calmamente.

— Olha.

 Mostrou uma toupeira em seus braços.

— Que isso?

— Minha bichinha.

— Você trouxe uma toupeira para seu local de trabalho?

— É. Qual o problema?

— Não pode animais na escola.

— Eu sei.

— Tanto alunos quanto funcionários não podem. — Completou.

 Ele continuava brincando com o animal como se não houvesse problema algum.

— Foda-se. — Foi a única coisa que saiu da boca dele.

 Sehun ficou mais pálido ainda. Pensava que na primeira consulta fosse apenas passageiro, porém aquele era realmente o lado dele.

— Eu tenho medo de você.

— Sério? Por isso me ignora?

 E voltamos à estaca zero.

— Já pedi desculpa.

— Eu sei haha, mas é sempre bom mostrar a você o quão vingativo sou. — Fez uma careta.

 O que diabos estava acontecendo ali? A tentativa de rosto de vilão da Disney de Chanyeol foi tão boa que era possível fazer uma lista de melhores coisas que o ruivo sabia fazer:

Absurdamente louco (isso já sabemos há séculos);

 Rebelde, contra regras;

 Ator, vilão.

Obs: Não incluímos psicólogo porque ele parece não ser um.

 E Sehun não sabia se ficava com medo da toupeira abrindo a boca por sabe se lá o motivo ou as características de Chanyeol.

— Qual é nome?

— Abiaúdia.

— Meu Deus! Que tipo de nome é esse? — Berrou.

— O que minha irmã tem de gosto em design, não tem em escolher nomes. Tenho pena dos meus sobrinhos.

— Ela que escolheu?

— Aham. Eu não daria esse nome pra coitadinha.

— Entendi. Que nome você colocaria?

— Talvez Lisa, ou Mary ou quem sabe Byul.

— Bem bonitos.

— Sim. Abiaúdia é ridículo, só a toupeira que é linda.

 Chanyeol se sentou em sua cadeira e esperou Sehun fazer o mesmo.

— Eu estou tão cansado hoje. — Revelou.

— O que aconteceu?

— Não tem meu primo? — Fechou os olhos.

— Aham.

— Então, mesmo sendo o primeiro dia de aula ele se meteu em encrenca.

— Nossa.

— E ainda com o Suho, acredita?

 — Claro.

 Aquelas respostas são típicas de alguém que não está nem aí para você ou tem algo mais importante lhe chamando a atenção. Sehun sabia muito bem o que o maior fazia, sem nem abrir os olhos.

— Pelo menos está escutando a conversa, Park Chanyeol? Ou é mais importante brincar com a toupeira?

— Não, eu só estou cuidando dela, Joy.

— QUE JOY? — Abriu os olhos.

— AH É, VOCÊ É O SEHUN!

— VOCÊ SE ESQUECEU DE MIM?

— DESCULPA!

 Ok, Chanyeol estava estranho demais para um psicólogo. Primeiro a toupeira. Agora tinha se esquecido do próprio paciente.

— Por que me chamou desse nome?

— Porque eu perco a atenção quando estou com a minha fofinha. — Soltou o animal. — Tchau... — Acenou e consertou a postura. — Agora nós podemos começar.

— Eu espero. — Arqueou a sobrancelha.

— Vá em frente.

 Oh olhou para o teto e começou encará-lo, e Park prestava atenção nos simples movimentos do garoto enquanto observava a beleza. A beleza qual fazia muitos enlouquecerem.

— Aí o Min ficou completamente normal. Eu não sei por que, mas isso me incom-

— Caralho, tu é bonito. — Interrompeu.

— Hã?

 E mais uma vez, Park Chanyeol sendo Park Chanyeol.

— Eu estou prestando atenção, mas não nego que sua beleza chama atenção.

— E o que isso tem a ver com o assunto?

— Nada, só queria ressaltar.

— Meu Deus, Channie é louco. — Pronunciou como se o outro não estivesse ali.

— Eu sei, miga. — Miga??? — Pode continuar, eu não irei mais atrapalhar.

— Toda vez que você fala isso, algo me atrapalha.

— Agora vai! Só queria dizer que você é bonito mesmo.

— Não fala assim. Você também é bonito.

 Há pessoas que coram pelas bochechas, outras pelas orelhas como no caso de Chanyeol. Elas ficaram tão vermelhinhas que até Sehun achou bonitinho, queria apertar as orelhas.

“Ai que viadagem, Sehun.” Pensou consigo mesmo. “Viadagem estranha isso sim”.

— O-obrigado... — Sorriu torto. — A Abiaúdia ‘tá aí?

— Sim.

— Hum... Se eu fosse você sairia de perto dela.

— Por quê?

 Quando ia olhar para baixo, sentiu as garras do animal em sua perna.

— MINHA PERNA! — Gritou. — Dói... — Mordeu o lábio.

 Chanyeol viu Oh pulando na dança da chuva versão sem uma perna e riu da maneira engraçada do outro.

— Vem cá Abi. — Chamou pela toupeira e a abraçou a mesma. — Por que machucou o Sehun? Ele não te fez nada. — Sorriu.

— Dói muito.

— Não exagera, ela nem é selvagem. O máximo que ficou foi um roxo.

— O bicho que eu passei o dia vendo fotos acabou de me arranhar fortemente.

— Tu vês fotos de toupeiras na internet? — Arqueou a sobrancelha.

— Não venha me estranhar. Quem me levou para esse mundo foi você! — Passou a mão lentamente pela pele arranhada.

— A Abi não parece ter gostado de você. — Riu.

— Não tem graça. — Bufou. — A minha ideia de ter uma foi descartada.

— Não é tão fácil cuidar.

— Percebi.

— É melhor pararmos e continuar com a história do Minseok e você.

 O moreno se sentou novamente — agora com as pernas o mínimo possível perto do chão —, limpou a garganta e umedeceu os lábios.

—Continuando, o Min me incomoda tanto.

— Talvez ele só precise de alguém para passar o tempo e assim não te atrapalha.

— Quem vai querer se aproximar de alguém que levou advertência no primeiro dia de aula?

— Talvez quem sabe um de seus amigos.

— Ele falou com o Kris.

— É um bom começo, o Minseok vai continuar precisando de atenção sua se não estiver ocupado.

— Ele também conversou com um coleguinha qual não sei a identidade.

Chanyeol sorriu. — ‘Tá vendo? Não pode ficar isolando ele pela personalidade.

  Replay...

 Park estava falando sério? Não tinha palavrões ou bobeiras.

 Não vamos animar-se cedo demais.

 Mas... Ele tinha razão, não podia tratar o primo daquela forma.

— Channie...

— Hum?

— Eu preciso falar com uma pessoa. Tenho que ir.

 

(...)

 — Huh.

— Huh? Estou te pedindo desculpa. — Sehun franziu o cenho.

— Eu sei, só queria saber o motivo. — Xiumin fitou-o.

— Por ter te isolado.

— Ah, isso? Não tem problema. — Sorriu mínimo. — Novatos são excluídos.

 Nem todos. E Sehun queria te excluir por todo ano.

— Mesmo assim, me desculpe.

— Hum... Ok.

— E a Jisoo?

— Sabe, ainda bem que você não chegou a uma hora atrás.

— Por quê?

 O menor se virou e mostrou uma parte das costas avermelhada com a marca de uma mão.

— Entendeu?

— Ai. Ela é realmente boa.

— Acho que a manicure dela serve ‘pra isso.

 Os dois riram levemente, e Minseok virou-se encontrando seu primo organizando o guarda-roupa, resolveu se espojar na cama do maior.

— Folgado, sai da minha cama. — Deu um giro.

— A partir de hoje ela é minha. — Sorriu.

— Como assim? Quem te falou isso?

— Sua mãe.

 Ai, ai, melhor ter ficado sem pedir desculpas.

Oh ficou puto pelo comportamento de sua mãe e Xiumin por aproveitar da situação. Era hora de pedir seus direitos para Chaehyun.

— Por que ele tem que ficar no meu quarto? — Sehun fez bico. — Isso é injusto, mãe.

— Vocês dois são garotos e ainda primos, devem compartilhar uns com os outros. — Continuou digitando no computador.

— Isso não significa que ele deve dormir em minha cama.

— Ah, filho! Converse com ele.

— Conversar? Nada vai tirar aquela bunda de lá a não ser os adultos desta casa.

— Mamãe está ocupada, por que não vai lá e comece a se acostumar com o Min?

 Nada adiantou; Thomas apareceu com o seguinte argumento:

“— Não vou sair e ponto. Pediram para dormir aqui e aqui dormirei.”

 Agora o morador da casa teria que dormir no colchão porque a visita não quis. Seu orgulho foi lá para baixo após um pedido de desculpa, coisa importantíssima que deve ser contada.

 

(...)

 O Oh mais novo se revirou todinho durante a madrugada naquele colchão duro. Era um horror conviver com um frio do chão juntamente um ronco alto do seu primo ao lado que dormia em uma cama quentinha.

— Aff! — Acordou com o rosto amassado. — Nem amanheceu.

 Pegou o celular e viu a hora naquele plano de fundo com a foto de um garotinho com a uma menininha loira ao lado; ele e sua irmã. Eram três da manhã e provavelmente ele não dormiria tão cedo.

— Não tem ninguém essa hora.

 Bufou depois de vasculhar seus contatos mais próximos, provavelmente estariam dormindo ou em algum lugar. O único que ficou online a poucos minutos foi Baekhyun que devia estar madrugando com seus jogos (principalmente, o ex-Final Fantasy do Oh) e no jeito Baekhyun de ser iria ignorá-lo pois sabia que a conversa seria longa e perderia eventos ou fases de seus preciosos bebês.

— O que nos resta é o livro. — Andou lentamente até sua mochila na típica posição de “queria estar morta” e pegou novamente a obra.

 Começou a folhear as páginas enquanto voltava até sua cama improvisada. De cara pensava ser algo relacionado a mistério, coisa que ele gostava bastante. Mas não, o gênero era algo bem... Colegial? Como melhor amiga de Sehun, Irene tinha o dever de saber o que ele curtia ou não. Poxa, qual era o problema de dar algum livro de suspense?

— Pior que preciso ler. — Murmurou.

 A leitura de Oh Sehun não é das melhores, isso é fato. Pulando palavra, linha, parágrafo, tudo para acabar o livro mais cedo. Usando sua (péssima) técnica tinha lido dez páginas em menos de vinte minutos.

— Puta que pariu... Que livro chato... — Revirou os olhos ao terminar o primeiro capítulo. — Por que não tem nem um mistério? Esse protagonista é tão chatoooo.

 Ele nem se importava mais com o Xiumin ao lado, comentar sobre o livro era mil vezes mais chato. E também xingou Irene mentalmente por fazê-lo ler algo cansativo como aquilo.

— Ai credo, cadê a trama dessa bagaça?

 Caro leitor. Se o senhor (a) estiver achando as reclamações de Sehun irritantes até esse momento, agradeça-nos por lhe poupar de mais falas como essas, porque foram trinte minutos de pura reclamação até a boca dele cansar e o mesmo resolver dormir.

 

(...)

 Sábado! É dia de se satisfazer de diversas maneiras como descansar com a família, amigos ou da ressaca da noite anterior e madrugada.

 Sehun como um bom menino e obrigado por sua mãe foi até o supermercado comprar algumas coisinhas para o jantar, e o local das compras fica praticamente há cinquenta minutos só na ida, porque segundo ela era lá que ficava os melhores produtos. Chegou no mercado quase morrendo, mas pelo menos chegou. Era impressionante a maneira como todo mundo estava sequinho e ele lá, todo suado.

 Andou pelos corredores, empurrando o carrinho com os cotovelos enquanto empinava a raba (muitos gostaram da cena), mas ele nem se importou com os olhares.

— Macarrão. — Pegou o pacote e finalmente riscou o ultimo item da lista.

 Hora do caixa. E como era final de semana, lógico que tinha filas enormes em cada caixa. E ali não era o colégio onde você cortava e saía tudo de boa, ali era onde se você cortava já começavam a te xingar de tudo que é tipo de coisa.

— Caralho, olha o preço disso aqui. Ai que absurdo! — Alguém com a voz familiar falou perto do Oh.

“Espera... Essa voz.”

— Concordo. Um dia eu vim para o mercado e comprei o quilo de batata, ainda sim era um absurdo, mas estava mais barato comparado à hoje. — Uma moça disse.

— Exatamente, também aconteceu comigo com outros produtos.

 “É muita parecida.” Continuava com seus pensamentos sobre a voz.

 Até que teve coragem de se virar e ver nada mais do que nada menos Park Chanyeol com os óculos de sol.

— Eu não sei aonde iremos parar. — Completou e se virou. — Sehun?

— Chanyeol. Até aqui.

— Digo o mesmo. — Levantou os óculos para cima revelando os olhos pretos.

— Eu nunca vi você aqui.

— Talvez porque a gente nunca tinha se falado antes.

— Faz sentido. — Empurrou o carrinho para trás quando percebeu a saída de um cliente da fila.

— Por que está suado? — Fez o mesmo que o moreno.

— Eu moro longe.

— Ata. — Balançou a cabeça. — Por que não vai para um mais próximo?

— Minha mãe é muito chata com compras.

— Entendi. Que pena. — Suspirou. — Se pelo menos não existissem sacolas personalizadas, ainda dava para enganar.

— Pois é. Como eu queria tirar minha própria carteira para dirigir.

— Você sabe?

— Sei. Até o Baekhyun tem e eu não! — Cruzou os braços.

— Baekhyun por acaso é o Byun?

— Uhum, aquele desgraçado.

— Olha a boca!

— Falou o boca suja.

— Vou mandar a Abiaúdia te morder.

 Só de pensar, Sehun se lembrou da dor.

— Sem graça. — Fez a sua expressão de sempre, entediado com tudo aquilo.

— Vai fazer o que esse fim de semana?

— Nada. Ficarei em casa.

— E por acaso conversou com a pessoa de ontem que por algum motivo me parece o Xiumin? — Falou baixo.

 Sehun ficou boquiaberto.

— Como sabe?

— Só suposição, depois da conversa sobre ele automaticamente você se sentiu culpado e foi ‘pra casa.

— Foi tão óbvio assim?

— Sim!

 Os dois não trocaram mais nenhuma palavra, Oh foi o primeiro a sair daquele supermercado e se surpreendeu com o celular tocando e o número na tela ser Kai.

— Alô?

— Olha aqui, manda seu amigo salvar pelo menos um número de alguém sem ser o meu e o da mãe dele que está viajando, de preferência excluir o meu. — A voz não parecia nada feliz.

— Kyungsoo?

— É óbvio, quem mais seria?

— O que aconteceu?

— Jongin embebedou na festa perto de meu apartamento, e eu tive que ir lá para busca-lo já que não tinha ninguém para tirá-lo de lá.

— Ui, nossa.

— Agora eu tenho que aturar um bêbado.

— Do. Cadê a Jennie? Ela beija tão bemmm. — Uma segunda voz foi escutada atrás da linha.

— É ele? — Questionou o mais novo.

— Sim.

— E o que faço?

— Vem buscar essa porra aqui, porque eu não aguento mais vômito e as alucinações dele. E venha rápido.

— Já estou indo, de má vontade, mas pelo menos irei. Onde fica seu apartamento?

 Após desligar a chamada com um endereço gravado no bloco de notas, Sehun suspirou ao perceber quanto tempo passaria andando.

— Precisa de ajuda?

 

(...)

— Toma logo esse traste. — Empurrou Jongin para cima de Sehun. — Eu preciso limpar um banheiro agora. — Fechou a porta.

— Wow! Que rápido. — Enrolou o braço do amigo em seu ombro. — Vamos logo.

 Caminhou até o carro com o peso de um Kai dormente.

— Desculpa por te atrapalhar.

— Não tem problema. — Chanyeol falou e entrou no carro.

— Eu não queria ter que te pedir carona.

— Já disse que está tudo bem. E pode parar de tirar dinheiro da carteira para recompensar a gasolina. — Observou pelo retrovisor interno e ligou o automóvel.

 Sehun então ficou quieto enquanto ignorava litros da baba de Kai em sua camisa. Aquele sábado estava tão frustrante. Park não parecia estar incomodado com aquilo tudo, dirigiu tranquilamente à casa do menor e ainda ofereceu:

— Não quer que eu leve as compras?

— Não, não. Já fez demais por mim. Obrigado! — Reverenciou. — Até Chanyeol.

— Até! — Voltou a dirigir, agora em direção a sua casinha. — Prefiro Channie! — Gritou quando ia virou para a outra rua.

 Sehun arregalou os olhos. Estava demorando as loucuras do ruivo aparecerem.

 Oh entrou em casa primeiro puxando Jongin pela gola da blusa como um cachorrinho acolherado. Estranhou o silêncio da casa, normalmente sempre tinha algo ligado, seja luz ou televisão. Largou o amigo no sofá e foi pegar as sacolas lá fora, uma por uma pôs na cozinha. Foi na última que avistou um bilhete encima do balcão.

 “Sehunnie. Eu, o Kang, seu pai, a vaca (Jisoo) e o Min fomos até a casa da tia Hwasa. Sabia que ela está grávida? Por isso fizemos uma visitinha a ela. Enfim, eu falei para a Yerim, mas do jeito que ela é resolvi fazer esse bilhete. Até! :0”

 A pergunta que não queria calar era o porquê de ter uma carinha assustada no bilhete.

 Então, tinha alguém em casa, porém ela era silenciosa até demais.

— Oi. — A mais velha apareceu atrás do outro lhe dando um belo susto.

— COMO ‘CÊ APARECEU AQUI?

— Um unicórnio me trouxe. — Franziu o cenho. — Por que o ele está no nosso sofá?

— Ele está bêbado.

— Ah. Só tira ele rápido para não babar o sofá todo ou os dois morrem.

— Eu sei. — Respirou fundo. — A mamãe te avisou algo?

— Não, por quê?

— Nada demais.

 Chaehyun era esperta, já sabia o que iria acontecer.

 Sehun arrumou as compras, secou a louça e levou Kai para o banheiro.

 Detalhe: Sem a ajuda de Yerim.

 Melhor irmã.

 — É por isso que eu te odeio na maioria das vezes. — Ligou a torneira da banheira.

 O barulho da água caindo contra o mármore fez o mais velho acordar.

— Onde estou? — Pronunciou-se com a voz de sono; ainda estava sobre efeitos do álcool.

— Na minha casa.

— Sehun?

— Eu mesmo.

— Eu não deveria estar na casa do Kyungsoo? — Falou tudo embolado, contudo deu para entender.

— Sim. Mas agora está aqui comigo.

— Que pena. Eu queria tanto beijar ele de novo.

 O QUÊ?

— Como é que é o negócio? — Arregalou os olhos.

— Ai que sono.

— Não, não cai- — Viu ele adormecer rapidamente. — Caia no sono novamente. — Terminou mesmo sabendo que não iria lhe escutar.

 Agora a curiosidade havia dominado Oh Sehun. Como assim Kim Jongin beijou Do Kyungsoo?


Notas Finais


A Hwasa, não, não é do Mamamoo (ou é, sei lá, imagine) é a irmã mais nova da Chae, ok?
Eeee! O que acharam?
Espero que tenha gostado.
Comentem, incentiva <3


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