História Psicólogo Bieber - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Visualizações 137
Palavras 1.681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEEIIIII

Quero esclarecer, que o próximo capítulo será dia quinze, e Postarei nos dias que terminam com zero e cinco. (5, 10, 15, 20...) porque sou idiota. Enfim, terá semana que ficaram com dois Capítulos. E isso é ótimo.

Aaaah agora temos BC feito pela contaminada (CE) e também estamos de capa nova, feita pela Mrs. Potato Head (DE).

Espero que gostem. Beijinhos...

Capítulo 2 - Traumas.


Fanfic / Fanfiction Psicólogo Bieber - Capítulo 2 - Traumas.

Os raios solares atravessavam minhas pálpebras, incomodada com a claridade, abri os olhos vagarosamente, tendo como primeira visão, um teto branco. Meu braço esquerdo doía, juntamente a algumas partes do meu corpo. Rolei os olhos pelo local. Estava em um quarto de hospital. Em meu braço duas agulhas enviavam medicamento para minha veia.

A porta branca do quarto foi aberta, e dela uma mulher morena e baixinha de jaleco branco entrou. A qual deduzi ser o médica.

- Oh! — Sua face foi tomada por uma expressão de surpresa ao me ver a encarando. - Vejo que já acordou. — Sorriu se aproximando da maca e mexeu em algumas coisas.

- É parece que sim. - Lhe respondi, analisando seu rosto. Ela parecia ser jovem.

- Me chamo Patricia Mallette, sou a médica que está cuidando do seu caso. Sente dores?

- Que caso? Oque houve? — Dra. Mallette abriu e fecho a boca duas vezes antes de segurar minha mão.

- Você não se lembra? — Neguei. - Seria bom se continuasse assim, mas você está apenas confusa. Infelizmente as lembranças viram em breve. — Não compreendi oque ela quis dizer.

- Onde está minha mãe?

- Ela foi para casa faz três horas. Foi difícil convence-la, sua mãe não saiu do seu lado por quarenta e oito horas. Logo ela estará de volta.

Quarenta e oito horas. Dois dias. Eu fiquei inconsciente por dois dias. Como isso é possível? Forçava minha mente a lembrar oque houve a quarenta e oito horas atrás, mas a cada tentativa, uma dor aguda atingia minha cabeça, e meus pensamentos eram invadidos por escuridão e sons de choro e soluços.

- Descanse, é o melhor a fazer no momento. Voltarei mais tarde para fazermos um exame ginecológico, e trarei o resultado do seus exame de sangue, e corpo de delito.

Exame ginecológico? Corpo de delito? Minha mente rodava em perguntas sem respostas, lembranças que eu não conseguia recordar. A única coisa que me lembrava era de Willa me convencendo a ir a festa de Jason, e da minha discussão com a mesma. Iria questionar sobre isso para Dra. Mallette, se ela ainda estivesse no quarto. Estava tão perdida em pensamentos, que nem a vi sair do local.

Fechei meus olhos tentando fazer oque a medica recomendou. Descansar. Meu corpo clamava por descanso.

Ouvi a porta ser aberta calmamente, como se a pessoa tentasse ser silenciosa. Abri os olhos. Meu pai estava de costas e fechava a porta cautelosamente.

- Pai? — O homem de cabelos grisalhos se virou para mim, com um sorriso reconfortante.

- Ei gatinha, te acordei?

Ei, Gatinha”. E então como se um martelo caísse em minha cabeça, e o jogassem diversas vezes no mesmo lugar. As lembras voltaram como flash’s. Eu havia sido estuprada. Foi inevitável, as lagrimas desciam queimando pelo meu rosto, os soluços rasgavam minha garganta.

Meu corpo doía, minha cabeça latejava. Eu me sentia suja, imunda. Meu corpo estava quente, o sangue circulava, meu coração batia, mas minha alma estava morta.

Eu me sentia morta.

- Filha eu não vou te machucar. Por Deus meu amor acame-se. Você não pode se estressar. — O tom de voz de meu pai demonstrava pânico.

A voz do meu pai estava longe. O ar faltava, meus pulmões queimavam e imploravam por oxigênio. O quarto girava me deixando tonta. Estava me sufocando sem ar, e me afogando em minhas próprias lagrimas. O ar não entrava em meus pulmões, era como se não existisse oxigênio dentro daquele quarto.

- Enfermeira, enfermeira. — Além dos meus soluços, e minha tentativa de respirar era oque eu ouvia. Meu pai gritando apavorado.

As vozes ficavam cada vez mais distantes, minha cabeça girava. Umas mão firme segurou meu braço, a dor de uma picada foi a única coisa que eu senti antes de cair na inconsistência.

Narrador Point Of View.

Angelina e Nicolas choravam em silencio ao lado do corpo adormecido da filha. Ambos não queriam acreditar que aquilo era real. Amy não era uma pessoa má, e egoísta que só pensava em si mesma. Longe disso, a garota era totalmente ao contrário. Ela era uma pessoa doce, que dava o seu melhor para ver todos as sua volta felizes e sorrindo.

- Com licença, Sr e Sra. Mitchell. — Os dois viraram em direção a voz de Patrícia.

- Ela está bem, não está Doutora? — Angelina perguntava pela centésima vez, enquanto secava as lagrimas que escorriam pelo seu rosto avermelhado e inchado.

- Sim ela está bem. Eu trouxe o resultado do exame de sangue, assim como o anterior esse também não constou nada. Felizmente Amy não aderiu nenhuma doença sexualmente transmissível. — Angelina e Nicolas sorriram aliviados. - Tem mais uma coisa...

- É grave? — A mulher interrompeu sentindo seus olhos marejaram.

- Não posso negar, mas também não posso afirmar. — Patrícia fez uma pausa antes de continuar. – Nove a cada dez vítimas de violência sexual desenvolve algum tipo de trauma, aconselho que se em uma semana ela demonstrar algum sintoma de depressão, suicida ou se alto mutile, levem a um psicólogo.

- Suicida? Ela pode tentar se matar? — Nicolas indagou abismado. Dra. Mallette anuiu. Angelina desabou em lágrimas novamente, ao pensar na possibilidade de sua filha se matar.

- Quais o tipos de trauma que ela pode desenvolver? — Sra. Mitchell perguntou em meios suas lagrimas.

- Distúrbios do sono são comuns, incluindo acordar no horário que o estupro ocorreu. Autoacusações, medo de ser assassinada, sentimento de degradação e perda de autoestima. Sentimentos de despersonalização, ou desrealização. Culpa. Ansiedade. Depressão. Temor de andar ou ficar só. Medo das pessoas atrás delas e de multidões. Medo de ficar dentro de casa, ou fora dela, dependendo de onde o abuso ocorreu. Temores sexuais. Pesadelos recapitulando o estupro. Síndrome do pânico. Tendência suicidas. E problemas com relacionamentos íntimos. — Dra. Mallette listou todos os traumas.

Nicolas abraçou sua esposa que chorava compulsivamente. O medo era o único sentimento que eles sentiam. Medo que sua menina não fosse mais a mesma. Que não voltasse a sorrir, que não voltasse a ser aquela doce garota que fazia todos rirem.

- Tem mais alguma coisa que devemos saber? — O homem questionou, enquanto afagava os cabelos de sua mulher.

- Muita das vezes a vítima se torna estigmatizada, ela se considera “impura” ou “indigna” por pensar que de algum jeito ela colaborou com o ocorrido. A mulher tende a imaginar que ninguém vai aceitar o que aconteceu e que o parceiro pode rejeitá-la por ter sido estuprada. O apoio e compreensão dos familiares ou pessoas próximas são bastante importantes. Assim como o acompanhamento a um psicólogo.

- Teria algum psicólogo para nos indicar? Que não seja caro. No momento estamos passando por dificuldades, por conta das economias da faculdade de Amy. — Angelina perguntou preocupada. Eles não eram ricos, mas também não eram pobres. A mulher é fotógrafa e o marido é Advogado Civil. Tinham uma boa condição financeira. Mas infelizmente a família estava passando por problemas, Angelina esteve doente recentemente, e mesmo com o desconto da bolsa na escola de Amy, as coisas apertaram, principalmente por conta das economias para a faculdade da filha.

- Tenho sim. — Patrícia retirou do bolso de seu jaleco um cartão. – É o meu filho. Ele é jovem, talvez seja bom para ela se abrir. Então caso Amy venha a demonstrar algum tipo de comportamento anormal, marquem uma consulta para ela.

Dra. Mallette entregou o cartão para a loira que segurou com as mãos tremulas.

- Qual o nome dele?

- Justin Bieber.

Três dias depois.

Amy finalmente teve alta do hospital, após os exames constatarem que tudo estava em perfeita ordem. Infelizmente não se podia dizer o mesmo do psicológico da garota. Esses últimos dias que a loira esteve consciente, se basearam em choros e sono. No momento a loira arrumava suas coisas para ir para sua casa.

- Me desculpa. — Willa pedia pela quinquagésima vez, se culpando pelo oque houve com a amiga.

- Não é sua culpa Willa. É minha. — A garota murmurou enquanto arrumava algumas coisas em sua mochila.

- Não foi culpa sua Amy. Como pode pensar uma coisa dessa?! — A morena questionou incrédula.

- Sim. A culpa é minha! Foi eu quem saiu na rua vestida igual uma vadia em plena madrugada. Então a culpa é minha. — A loira afirmava aquilo como se não fosse absolutamente nada. Amy terminou de arrumar suas coisas, locou a mochila nas costas e deixou o quarto do hospital.

- Pronta, filha? — Nicolas perguntou ao ver sua filha indo em sua direção. Ele ficou esperando na recepção após assinar a alta da garota. Amy apenas assentiu. O homem se aproximou da filha a abraçando pelos ombros.

O corpo pequeno de Amy tencionou, seus olhos marejaram enquanto se afastava do seu pai, as lembranças do abuso tomavam seus pensamentos. O homem percebendo o ato da filha suspirou derrotado. Ela se afastava a cada dia, não só dele, mas dos tios, primos, avôs. Ela se afastava de todos os homens em geral.

Dois dias depois.

Os gritos de socorro ecoavam pela casa, Angelina levantou-se apressada, correndo até o quarto da filha, que se debatia, chorava e gritava, enquanto dormia. Uma semana havia se passado desde que Amy havia sido abusada. Aquela era a terceira noite que a garota dormia em casa, assim como a terceira noite que ela gritava as três e dezessete da manhã.

- Filha, meu amor acorde. — Angelina sacudiu suavemente o corpo da garota. A loira abriu os olhos assusta, sentando-se rapidamente. – Foi só um pesadelo, querida. Ninguém irá lhe machucar novamente. — Abraçou o corpo trêmulo da filha. Controlou suas lagrimas, não podia chorar, não queria deixar sua filha mais frágil ainda. – Volte a dormir meu amor vou ficar aqui.

- Promete?

- Eu prometo. — Limpou as lagrimas do rosto pálido da menina, as duas se aconchegaram na cama. Angelina afagava os cabelos da filha. Seus pensamentos foram tomados, por apenas uma coisa.

Amy precisaria ir ao psicólogo.



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