História Psicopatas - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Camren, Dinah Hansen, Jade, Lauren Jauregui, Little Mix, Lucy Vives, Normani Kordei, Norminah, Perrie, Saylor, Sofia Cabello, Taylor Jauregui
Exibições 98
Palavras 1.804
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Saga, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um bebês psicopatas ♥

Enjoy

Capítulo 5 - Sad as night


POV Camila Cabello

Taylor e Dinah correram em direção a garota e Vero estava parada, ao meu lado agora, com os olhos cheios de lágrimas. Eu segurei em sua mão, confusa.

— L-lauren? – A voz da garota morena chamou baixinho – Jauregui?

A outra garota se desfez do abraço de Taylor e Dinah, olhou para Vero e seus olhos brilharam.

— Vero! – Ela abriu os braços e a morena ao meu lado correu até ela – Você sumiu sua vadia. Eu fiquei com tanto medo...

— A Camila me abrigou naquele dia...

— Normani me falou que você estava bem, mas não me disse que iria te encontrar agora.

Normani chegou até mim, junto de Harry e Louis, os três olhavam atentos, me analisando.

Eu percebi, assim que aquela garota entrou pela porta, ela é uma presa. Muito fácil até. Os seus olhos demonstravam toda sua dor, ela carregava um grande vazio em seus olhos incrivelmente verdes.

— Lauren – Normani chamou a atenção da garota – Essa é a Camila, Sofia e Dona Vives.

A garota acenou para a gente, eu continuava a encarar e senti Harry me cutucar.

— Olá Lauren! – Minha voz saiu mais rouca do que o normal, instintivamente eu estava começando a jogar com ela – Você conhece Vero?

— Baby, ela é a amiga que eu te falei – Olhei confusa para a minha garota – A que tentou...

— Oh!

Foi a única coisa que consegui dizer, eu havia acertado. Ela era uma presa minha.

— Normani fala muito de você - Percebi a voz rouca, aveludada, linda – Obrigada por ajudar Vero.

As pessoas em volta sentiam a tensão. Eu apenas dei de ombros e me virei para os meus amigos.

— Vamos?

Eles me seguiram até a porta que ficava no final do corredor, o meu escritório e biblioteca. Eu tinha uma grande quantidade de livros aqui, que iam desde livros infantis até sistemas empresariais.

— Ela não é uma presa Camila! – Normani soltou assim que eu tranquei a porta – Você nem ouse a jogar com ela.

— Isso está fora de questão.

Harry interveio a favor da Normani.

— Eu não pensei nisso...

— Não somos trouxas Camila – Louis agora chegou mais perto – Só nos prometa não tentar nada.

Eu olhei para os três que me acusavam com seus olhares, eu levantei minhas mãos em sinal de redenção.

— Okay Okay.

Os três suspiraram aliviados.

— Ela sim é o seu jogo – Normani jogou uma pasta para mim – Você esta quatro semanas sem isso, posso sentir sua tensão daqui.

— Me conhece tão bem... – Eu passava os olhos pelas páginas – 20 anos, ex-modelo e atriz, usa drogas fortes e automutilação, alem de anorexia e bulimia. Uau.

— Esse trabalho vai ser mais ... – Harry que pesquisava nossas vítimas a maioria das vezes – O pai dela coloca vários seguranças ao seu redor para que nada de ruim aconteça, precisamos os quatro trabalhar nela.

— Tem um furo na segurança aqui – Louis apontou para um mapa por onde ela passava todos os dias – Ela esta aqui todos os dias, nem um dos caras que a protegem estão com ela.

Normani me mostrou as fotos, ela estava completamente sozinha. O que me chamou a atenção foi sua imagem na foto.

Os cabelos pareciam secos e desidratados, seu corpo magro mostrava os ossos pontudos nos ombros e clavícula, bolsas enormes embaixo dos olhos.

— Que merda – Eu uni minha sobrancelha – Ela esta acabada. Qual o nome dela?

— Katherine – Harry me respondeu – Camila, ela tem chances de escolher a morte.

— Grandes chances de isso acontecer – Eu resmunguei e continuava a olhar para a ruiva na minha frente.

— Vamos tentar que isso não aconteça.

Normani pegou a pasta da minha mão.

— Vamos pega-la amanhã às 21 horas, é quando ela esta só – Harry me mostrava uns caminhos traçados no mapa – É nesse ponto que você tem que estar com o carro, vou atrair ela para lá e então você a pega.

Eu concordava com tudo que ele dizia. Meu coração já bombeava sangue com uma velocidade maior do que a normal.

— Camila – Normani chamou minha atenção – Não chegue perto de Lauren, entendeu?

Eu bufei para a garota, não que eu estivesse pensando em fazer um jogo duplo e tivesse Lauren junto de Katherine. Ou estava?

— Normani, fique calma. Vamos voltar e pedir umas pizzas pro lanche.

Nós saímos da sala, encontrei Vero perto do sofá enquanto Lauren devorava um grande sanduíche.

— Esqueci de te alimentar Laur – Normani se lamentou – Me desculpe.

— tuhdiio bieuem – A de olhos verdes tentou falar, mas não saiu muito bem por conta de sua boca cheia, não sei porque mais achei aquilo adorável, ela fez sinal para esperar com a mão – Está tudo bem, você sabe.

— Baby – Eu puxei Vero para longe das meninas e a levei para o corredor, colei sua costas na parede e fiquei de frente com ela – Eu estou com saudade do seu beijo.

Ela sorriu sacana, colocando a mão na minha nuca e puxando com uma certa violência para colar nossos lábios.

Eu sentia a boca macia da garota se mexer contra a minha, levei minha mão para dentro do blusão e arranhei de leve sua cintura e parte da barriga.

Separei o beijo pra puxar um pouco de ar, deixei nossas testas coladas.

Vero estava me fazendo bem.

Isso me deixava extremamente irritada.

— Vero – Ela murmurou para eu continuar – Essa garota, a Lauren...

— Sim.

— Ela tentou se matar só uma vez?

Vero suspirou, senti ela ficar tensa em meus braços.

— Foi – Sentia sua mão fazendo carinho na minha costas – Eu e ela crescemos juntas, lembro quando eu me mudei para o bairro onde ela estava, eu tinha 5 anos e Lauren tinha 7. Viramos amigas de imediato, passamos horas em cima das árvores olhando para a rua. Éramos quase irmãs – Ela ficou um pouco em silêncio – Com 13 e 15 anos eu e ela entramos nessa vida de farra, bebida, garotas... Eu comecei a me drogar faz dois meses, mas a Lauren sempre teve problemas com a familia.

— Porque? – Minha curiosidade de saber mais dessa garota me fez perguntar.

— O pai e a mãe viviam brigando, o pai de Lauren maltratava ela e os irmãos. Ele batia em Lauren até deixa-la jogada no chão e ela tinha só 9 anos – Eu senti pena da garota, de certa forma aquela história tava mexendo comigo – E com 15 anos ela começou com drogas menos prejudiciais, o álcool, cigarro, maconha e quando percebemos ela estava roubando nossas coisas para se drogar. A vida dela foi complicada.

— Imagino – Eu selei meus lábios ao de Vero – Vamos voltar para lá com elas.

Nós duas íamos de mãos dadas, Vero sorria para nossas mãos entrelaçadas e eu apertei gentilmente. Mostrando a ela que eu estava confortável com aquele toque.

Passamos o restante do dia na piscina, mama Vives serviu nosso almoço ali também. Esse pequeno momento de convivência eu analisei Lauren a todo momento, Normani, Harry e Louis me olhavam de longe e eu sabia que eles também me analisavam.

Eu precisava daquilo.

Eu precisava de Lauren.

Os olhos da garota encontraram os meus, um pequeno sorriso brotou nos lábios dela.

Aqueles olhos.

Eram tristes como a noite.

--

Acordei no outro dia com a cabeça pesada, era sábado. O dia que eu pegaria a Katherine.

Olhei para o relógio na mesinha ao lado da minha cama, ainda eram 6 horas, tentei dormir de novo mas não consegui pegar no sono de novo.

Decidi me levantar e ir correr um pouco, troquei de roupa e coloquei os fones do iPod, a voz calma do Ed Sheeran preencheram meus ouvidos. Alonguei um pouco e saí pras ruas, fui correndo até uma praça que tinha ali, bem ao lado tinha um lago pouco movimentado.

Fazia 1 hora que eu estava correndo, parei em um senhor que vendia água e comprei uma garrafinha. Fui caminhando até um local mais afastado, estava na beira do lago vendo alguns casais mais longe, outros passeando com cachorros.

Era incrível como qualquer pessoa se sentia feliz só ao passear com seu cachorro no sábado de manhã ou com o simples momento que podia ter com sua namorada ou esposa. Os sentimentos eram tão estranhos a mim.

Eu não conseguia entender o porque está colada com uma pessoa podia ser bom, claro que eu sentia bem com Vero, mas não conseguia entender o motivo dos sorrisos no rosto daqueles caras.

Continuei observando quem passava por ali, tomando a água de vez em quando, já estava pra sair dali quando algo chamou minha atenção.

Alguém para ser mais precisa, era ela. Era Lauren.

Ela estava correndo, o corpo daquela mulher era fora do comum. Por mais que ela fosse magra, as curvas eram incríveis de se ver. Os peitos avantajados balançavam com o movimento dela, as pernas eram fortes e torneadas, o abdômen chapado e os braços finos, mas firmes.

Continuei olhando para ela, ia deixar ela passar, mas ela olhou em minha direção. Vi o sorriso dela aumentar no rosto, ela veio correndo até onde eu estava.

— Hey – Ela parou ao meu lado me olhando – Camila, certo?

— Sim – Eu respondi para ela, me aproximando e deixando dois beijinhos no seu rosto – Correndo a essa hora?

Ela pareceu um pouco incomodada.

— Faz parte do tratamento... – Ela desviou o olhar – E você? Ainda são sete e meia. Cadê Vero?

— Estava dormindo – Eu ofereci a garrafa a ela – Água?

— Claro – Ela pegou da minha mão – Obrigada.

Ela engoliu a água gelada, seu rosto se suavizou, mas seus olhos ainda eram tão estranhos. Tão tristes.

— Acho que tenho que ir – Ela interrompeu meus pensamentos – Te vejo por aí Camila.

— Até logo Lauren – Eu me despedi com outro beijo na bochecha dela.

Vi ela se arrepiar com o toque. Ela se afastou e eu fui para casa.

Eu precisava matar.

--

Eram 20:30 e Harry estava trazendo a Katherine direto para mim, Normani estava comigo no carro e Louis estava em outro carro caso desse algo errado.

Mais vinte minutos e vi Harry se aproximando com Katherine para perto do carro, quando ele estava próximo o suficiente ele tirou uma seringa do seu bolso e aplicou nela.

Ele olhou para os lados, não havia ninguém. Com minha ajuda ele colocou ela para dentro do carro e saímos dali.

Era hora do jogo.


Notas Finais


Hey, mais um capítulo aí e logo mais eu volto com outro. Assim espero. Fiquem bem e comentem, favoritos também são bem vindos.
Qualquer coisa é só chamar no @YaassBooboo

Até logo meus psicopatazinhos.

Beijos de luz.


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