História Psyche || HunHan - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Drama, Exo, Hunhan, Kai, Kaisoo, Kyungsoo, Luhan, Romance, Sehun, Sobrenatural
Visualizações 147
Palavras 2.537
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Como vão? Vão bem? Eu estou bem, eu acho.~

Bem, é a minha primeira fez aqui como escritora, e sinceramente, estou bem nervosa. Vou tentar ser objetiva.

→Eu tive a ideia dessa fanfic ja faz um bom tempo, e consegui escrever algumas coisas dela, que até então estava apenas em rascunho. Mas chegou um certo ponto, minha inspiração travou completamente. Então decidi posta-la, e ver qual o resultado receberia, independente do resultado ser pequeno ou não, eu me sentiria mais confiante e continuaria. É basicamente isso.

→É um plot bem diferente dos que eu estou acostumada, espero que vocês consigam entender. Perdoe qualquer erro.

Boa leitura, até as notas finais.

Chu;*

Capítulo 1 - ❥cαρíтυłσ 1 | Psycнє


Fanfic / Fanfiction Psyche || HunHan - Capítulo 1 - ❥cαρíтυłσ 1 | Psycнє


cαρíтυłσ 1 | Psycнє


ηασ тєηнσυѵıαs ∂є qυє sσυ łσυcσ


   ...


     Ainda me pergunto o que me deu a cabeça de ir ao restaurante em plena madrugada para comer lamen.


      Não tenho dúvidas de que sou louco.


   Seul é uma cidade muito grande e movimentada. Há pessoas por toda a parte indo e vindo de todos os lugares. Mas esse cenário muda quando a noite chega. As ruas ficam bem menos movimentadas, e quase não é possível se ver pessoas a andar sozinhas por aí. 


      Porém durante os finais de semana, pode se ver pessoas de carro indo para as boates de Seul no meio da noite, algumas voltam de madrugada, bêbadas, entorpecidas de álcool, muitas vezes de drogas.


      Mas para alguém que anda sozinho – em plena madrugada, as duas horas da manhã –, as ruas se tornam desertas e bastante perigosas. Seul não deixa de ser uma cidade que abriga muitos ladrões, gangues, e pessoas traiçoeiras.


       Mesmo sabendo de todos esses perigos, lá estava eu: andando sozinho pelas ruas de Seul em meio a brisa fria da noite, envolvendo meu rosto em um cachecol.


       Desde de então, eu não tenho mais dúvidas de que sou mesmo louco. Talvez se não tivesse a ideia maluca de sair do conforto de minha casa para ir comer lamen em um restaurante um tanto longe de minha casa, nada disso teria acontecido.


     Moro sozinho em um apartamento um pouco mais afastado do centro. A uns cinco quarteirões para ser mais exato. Eu tenho uma boa vida. Moro sozinho como disse, longe dos meus pais e sou completamente independente. Tudo o que conquistei foi sozinho, com minhas próprias mãos. Me sinto um tanto orgulhoso disso.


       Naquele dia assim como muitos outros, estava sofrendo uma crise de ansiedade muito forte, sendo que nem os remédios estavam conseguindo controla-la. Junto veio a insônia, conforme as horas foram passando e o teto do meu quarto ficando algo cada vez mais entediante, a fome veio para me atormentar. Teria preparado um bom lanche ou qualquer outra coisa para comer, mas ao perceber que minha geladeira estava praticamente vazia e os armários tinham comida enlatada que estavam a meses ali; lembrei-me do meu restaurante favorito de lamen que funcionava 24h. Ficava no centro, apenas cinco quarteirões de casa.


       Movido pela fome, me vesti, então fui a caminho do restaurante, eu com certeza não pensei em nenhum dos riscos que poderia correr.


     Mas ao longo do trajeto algo estranho me incomodava. A sensação de estar sendo observado. Olhei para todos os lados e não havia ninguém nas ruas além de mim. Era estranho, a mesma sensação retornar após tanto tempo. Já havia sentindo isso muitas vezes no passado, mas após um tempo me tratando eu consegui superar. Pelo menos era o que achava.


        

  A sensação não passava conforme andava, ficava cada vez mais intensa. Era como se uma coruja tivesse caçando sua presa a noite. No caso, eu era a presa.


    Logo quando avistei a placa brilhante do restaurante me senti aliviado por estar finalmente chegando. Adentrei o local, que estava quase vazio. Haviam poucas pessoas; dois amigos conversando animadamente em uma das mesas do canto; uma bela moça sozinha lendo um grande livro sobre a mesa enquanto comia lamen; e um homen que aparentava estar cansado comendo lamen.


     Tocavam algumas músicas de K-pop ao fundo. Eram sempre as minhas favoritas, afinal, conhecia o restaurante a bastante tempo. Segui para o balcão e me sentei em uma das cadeiras que havia ali, logo a garçonete veio me atender. Eu a conhecia, como dissera, frequentava o restaurante a bastante tempo, e nisso, acabei por fazer amizade com a moça.


  – SeHun? – perguntou um pouco surpresa, mas com um lindo sorriso contagiante no rosto. – O que faz aqui a essa hora? 


    – A fome não me deixou dormir. – Disse suspirando e fazendo um biquinho, uma falsa expressão triste.  


  A mesma riu, se aproximou bagunçando meus cabelos. Ela sempre fazia isso desde de que nos conhecemos, além de me tratar como uma criança, apenas por ela ser minha Nonna. 


     – Aigoo! Não faça isso, Yoora-ssi! – reclamei tentando arrumar os fios bagunçados.


    – Não reclame dongsaeng. Vou trazer o seu lamen favorito. – disse ela sorridente enquanto se afastava para a cozinha.


  Sorri minimamente. Yoora e eu nos tornarmos muito amigos. Para ser mais sincero, ela foi uma das únicas amizades que me restaram. Yoora e JongIn são com certeza meus melhores amigos.


    Enquanto esperava ouvi o sino do restaurante tocar, toda vez que tocava indicava que alguém entrava ou saia. Não tinha interesse em saber quem era, então apenas me concentrei em esperar o meu pedido, enquanto brincava com alguns guardanapos. Mas a ideia de me concentrar em alguma coisa foi em vão.


  A mesma sensação de antes veio novamente: sentia estar sendo observado. Olhei para o lado evitar que havia uma pessoa estava sentada a uma cadeira após a minha. Era um homem, aparentemente. Usava roupas escuras, como um casaco preto, e um capuz que cobria boa parte de seu rosto. Também uma máscara, preta que cobria boa parte de seus olhos deixando apenas metade do nariz e os olhos descobertos; usava uma calça jeans preta, com vários rasgados; e um tênis converse all-stars também preto.


 Costumava ser um cara muito observador, não tinha percebido que o encarava depois do mesmo virar a cabeça em minha direção. Eu imediatamente voltei a prestar atenção nos guardanapos em que brincava.


     A atmosfera do local havia ficado pesada de repente, até o oxigênio parecia mais pesado. Minha respiração estava um tanto desregulada aquela altura. Uma sensação estranha e incômoda no peito começou a surgir.  


  Por um instinto virei o rosto novamente para o lado em direção ao homen que estava sentando ali. Era tão misterioso. Maldita curiosade!


  Decido a parar com isso, levantei-me de minha cadeira e fui em direção ao frizzer. Esperava a achar o meu refrigerante de limão ali, mas a vista não estava o achando. Percebi que haviam mudado todos os refrigerantes de lugar. "Droga!", Pensei. Com certeza reclamaria com Yoora depois. Eu não conseguia achar os refrigerantes de limão, isso estava me deixando irritado após ficar um minutos parado em frente tentando acha-lo com os olhos. 


     Claro que eu nunca fui muito certo da cabeça. Era apenas abrir o frizzer e procurar o refrigerante que estava no fundo. Mas eu não penso nas coisas. Eu nunca consigo achar as respostas simples.


   Subitamente um frio subiu pela minha espinha, um frio na barriga, era uma reação repentina do meu corpo. "Deve ser o frizzer. Está muito gelado", pensei assim que abri a porta do frizzer e novamente vaguei com os olhos em busca do refrigerante de limão.


  – Pode pegar um refrigerante de limão para mim também? – uma voz surgiu atrás de mim e muito próxima de repente.  


 Virei-me-me rapidamente para trás e meu coração quase soltou-se do meu peito naquele instante. Era o homen na qual estava observando outrora, ele estava próximo demais. Fiquei alguns segundos congelado o observando. Era menor que eu, e ainda usava máscara. Porém pude olhar seus olhos. 


  Uma sensação estranha veio. Eu tinha a sensação de conhecer aqueles olhos. Acordando do transe, percebi que ele também me encarava esperando uma resposta. Voltando aos sentidos apenas afirmei positivamente e me virei novamente. 


     Certo, ele queria um refrigerante de limão. "Poderia pegar um refrigerante de limão para mim também?", Foi o que disse. "Também", não tinha sentindo. Como ele sabia que eu iria pegar um refrigerante de limão também. Prendi a respiração e me concentrei em achar os refrigerantes de limão, que estavam me dando uma dor de cabeça já. 


   Finalmente os achei logo no fundo do frizzer. Com cuidado peguei dois refrigerantes. Meus movimentos era lentos, talvez por causa do meu nervosismo. Respirei fundo, me virei novamente. 


  – A-aqui está. – disse nervoso estendendo um os refrigerantes em sua direção. 


    Ele me encarava, então pegou um dos refrigerantes em minha mão. Sua mão era fria, pude sentir a um simples toque. Olhando para aqueles olhos, eu sentia algo forte no peito; aqueles olhos, eu já os tinha visto antes.


   – Obrigado. – disse ele fazendo um sinal com a cabeça e então se afastou.


  Sua voz. Também não me era estranha, era suave, mas com um tom firme; calma, ele falava de um jeito sedutor. O mesmo se afastou indo em direção ao caixa. Pagou seu refrigerante se retirando dali, deixando um clima pesado demais até para respirar. Engoli em seco, só então percebi que estava parado no mesmo lugar com um refrigerante muito gelado em mãos.   

 

Em passos lentos segui para o meu assento, abrindo meu refrigerante. O bebi e fiquei minutos ali pensando no ocorrido. 


     "Aqueles olhos... Não podia ser ele. Ele está morto." 


  [ ☪ ]



          Era o segundo pedido depois de um bom lamen. Estava tão delicioso, do jeito que eu gosto. Elogiei Yoora por ter o preparado, ela se gabou, arrancando um sorriso de mim.


  Mesmo com essa pequena distração, não consegui livrar os pensamentos daquele cara. Eu estava perturbado com a ideia de conhece-lo. Mas seria técnicamente impossível. Mas seus olhos... Me lembrava tanto ele. Estava angustiado.


     Terminei de comer meu lamen, pois estava ficando muito tarde. Eram quase quatro horas da madrugada. Havia passado muito tempo conversando com Yoora e comendo lamen. Mas não poderia continuar ali. Além de estando bastante tarde, eu ia trabalhar daqui a poucas horas. Paguei meu lamen, despedi de Yoora, e fui embora.


   Estava mais frio. Meu dedos estavam congelando, meu nariz devia estar bem vermelho, podia sentir que ele estava gelado. Escondi as mãos no bolso do casaco, tentando cobrir meu rosto no cachecol que usava.


  As ruas estavam ainda mais desertas, não via nenhuma alma, nem se que um carro passando pela rua. 


  Não tenho dúvidas, sou mesmo louco. 


  Nenhum ser humano se arriscava tanto daquele jeito em plena madrugada, em Seul. 


  Em algumas ruas haviam muitos becos e vielas escuros. Muitos deles, alvo de assaltos e sabe-se lá mais o que. Eu corria risco de vida andando ali sozinho. Assim comecei a ficar com medo.  


 E junto com o medo, a mesma sensação de estar sendo observado. Só que bem pior. 


   Apertei o passo e comecei a andar mais de pressa, estava ficando assustado. Me sentia sendo perseguido. Estava apavorado já quando me aproximava de uma rua, que na verdade era um beco escuro bem mal iluminado.


   Até que de repente, senti sendo puxado pelo braço, levado para o beco, com certa brutalidade.


     Foi tudo tão rápido. Rápido e mais para que me lembrasse exatamente os detalhes.


   Desde de pequeno eu sempre tive problemas com o medo é minhas reações. Eu geralmente entrava em pânico e paralisava completamente, não conseguindo reagir a nada. E foi o que aconteceu, não conseguia nem se que me mover do lugar, ou pensar no que estava acontecendo.


 Quando me dei conta, estava encurralado na parede imunda do beco. Meu corpo foi empurrado contra a mesma, batendo minha cabeça  com força na parede, provocando um zumbido fino em meus ouvidos; uma dor insuportável. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo.


    O homem devia perceber que estava assustado de mais para reagir a qualquer coisa. Me encontrei em uma situação de vulnerabilidade. O homem, ou sei lá quem fosse, não precisava de muito para fazer o que quisesse comigo. Droga! Odiava meu corpo por não reagir uma situação dessas!


     De repente ouvi uma risadinha bem perto do meu ouvido. O tom de sua risada era meio infantil, banhado com uma leve doçura. E por incrível que pareça, eu só conhecia uma risada como aquela.


    – Fica calmo. Não irei te machucar, só preciso saber se é você mesmo. Talvez roubar sua carteira também.


     Naquele momento tinha certeza que era dali para o chão. A voz do homem, era exatamente a mesma do homem em que me pediu um refrigerante de limão. Ou seja: a mesma pessoa. 


   Sua voz estava tão calma, que eu queria sair correndo. Era algum tipo de psicopata? Em que eu fui me meter? Eu ia sobreviver? Essas perguntas me veio a cabeça rapidamente. 


    – Hum... Onde está sua carteira, huh? – perguntou retoricamente ele com toda a calma do mundo. Sua voz era leve e suave, sedutora. 


    Ele então começou a procurar minha carteira nos bolsos do moletom. Ele estava tão calmo. Dava para perceber em seus atos, suas mãos se moviam com delicadeza pelos bolsos do meu casaco. E novamente... Droga. Seu corpo estava colado no meu...Tão colado. Não queria ter ficado um pouco excitado na hora. Mas a adrenalina não ajudava com os meus estímulos. 


     Ele não era maior que eu. Eu poderia derruba-lo, se eu tivesse força e alguma reação. Mas meu corpo não reagia. Estava próximo a morte, não conseguia nem se quer pensar qual seria meu último pedido.


     De repente senti suas mãos no bolso da frente da calça. A calça era um pouco justa, mas a  carteira estava logo ali. Suas mãos deslizaram suavemente,  ele não perdoou o fato de estar um pouco duro na região. Apertava os locais lentamente até achar a carteira e rapidamente a tirou de lá. 


   Nesse instante virei o meu rosto para o lado afim de ver o rosto do mesmo. Pelo menos foi a única coisa que pensei no momento. Caso precisasse fazer um discrição de seu rosto para a polícia, eu saberia descrever um retrato falado. E foi então que eu vi seu rosto e pensei que ali mesmo fosse minha morte.


  O mesmo homem, a mesma pessoa do restaurante. Estava ali, prestes a me estuprar. Porque ele passava a mão em meu corpo de um jeito muito inapropriado para um simples assalto. E porra... Eu estava ficando excitado. Maldita hora em que meu ponto mais fraco ser esse! Grr.


 Respirei fundo. Eu precisava saber quem era ele. Virei meu rosto novamente, e vi seu rosto. Estava sem máscara. Sua pele era alva, traços delicados; seus lábios eram cheinhos e avermelhados. A imagem passava em câmera lenta. Os meus sentidos estavam ainda mais lentos.


 – Quem... Q-quem é você? – consegui dizer com dificuldade. O ar me era muito pouco.


  – Me chame de Lu. Voltaremos a nós ver, Oh SeHun. – sussurrou ele em meu ouvido com sua voz sexy, me provocando arrepios. – Agora, eu vou deixar você ir. De vagar, eu vou te soltar e só quando eu for embora você vai se virar, entendido?


 Afirmei positivamente enquanto sentia meu corpo mole e o oxigênio pouco. Fechei os olhos com força, prendendo subitamente a respiração. Fechava minhas mãos em punhos, e implorava mentalmente para que nada daquilo fosse realmente verdade. De vagar ele se afastava e aos poucos não sentia mais seu corpo.


   Foi uma ação rápida de mais. Em apenas um suspiro, eu não sentia sua presença ali. 


   Imaginei que ele tinha ido embora. Porém não escutei passos nem nada. Nada que me desse a certeza de que ele tinha mesmo ido embora.


     Cinco minutos depois, me virei.


    Sozinho naquele beco escuro. Meu corpo enfraqueceu e eu desesperadamente comecei a chorar.


   O seu rosto estava Em minha mentem. Me assombrando, como um fantasma.


   Eu só queria que tudo fizesse parte da mente doente. Mas tudo era tão Real.


          Aquele rosto...


  "Não podia ser ele. Ele está morto."


             [ ☪ ]

   

 
   



Notas Finais


Nossa, e agora, huh?
Espero que vocês tenham gostado.

Bem, essa fanfic usei de muita inspiração os livros de uma trilogia que eu li. Não irei contar agora, seria um spoiler.

Vou me esforçar o máximo possível para postar toda semana, mais provavelmente nos finais de semana.

Qualquer dúvida em relação ao decorrer da história, podem deixar ai nos comentários, eu respondo tudo bem rapidinho.

Conto com o apoio de vocês. E até o próximo capítulo.


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