História Psycho Girls - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Automutilação, Psicopatas, Psicose, Psycho, Suícidio, Tortura
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Palavras 2.796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá mundo de purpurina!

Capítulo 7 - Ordinária, nem estava trancada.


Fanfic / Fanfiction Psycho Girls - Capítulo 7 - Ordinária, nem estava trancada.

Melany, Domingo, Las Vegas

15:00 PM

— Pontinho, o seu quarto é o 406. Aqui está a sua cópia da chave. — disse a secretária da faculdade, enquanto me entregava uma chave com o número do quarto. — Você vai dividi–lo com mais cinco garotas. — disse conferindo minha ficha, no computador.

— Cinco garotas? — perguntei com a chave em mãos.

— Algum problema? — ela se vira para mim com seu olhos castanhos e cabelos loiros.

Detesto quando me respondem com outra pergunta.

— Eu não sou o tipo de pessoa sociável. — respondi com ênfase enquanto sentia passos se aproximando.

Minha visão nunca foi muito boa. Mas minha audição sempre foi extremamente apurada.

— Bom, seu histórico nos trouxe excelentes notas e participações em trabalhos adicionais. Socializar, não vai ser um problema. — replicou. Suspirei.

— Tudo bem. — disse cansada da voz calma dela. — Será que você pode, pelo menos, me dizer quem são? — disse jogando a franja grande para trás, há essa hora meu cabelo já tinha se soltado do coque.

Ela me encarou por míseros segundos e se voltou para o computador, digitando.

— Me desculpe, mas não. A senhorita vai ter que esperar para conhecê–las. E vai depender delas se vão ou não compartilhar informações pessoais com você. — disse tentando parecer mais educada. — Vou imprimir seu horário de aulas.

Logo, os passos se tornaram mais pesados e próximos. A mulher levanta os olhos e eu me viro. Ali estava um garoto; não tenho o que dizer sobre ele, era bonito, nada mais.

— E que cara é essa, Jason? — a secretária pergunta.

Aproveitei sua distração e coloquei, por cima de uma ficha que ela havia pego, alguns papéis da matrícula que ela havia me entregado.

— Você viu a garota nova do quarto 406? — ele devolve com outra pergunta. Será que todos eles fazem isso? — Tenho certeza que vão me pedir para ajudá–la com a nova escola.

— Jason, por favor, pense antes de falar. — a mulher começa — Chegaram cinco garotas novas. — pergunta com obviedade.

Só vêjo o garoto revirar os olhos.

— Quantas alunas novas você conheceu, que vão para o quarto 406? — ele pergunta com o mesmo tom de ironia e obviedade.

— Todas as cinco e duas delas já chegaram. — rebate fazendo–o se calar. Me entrega o horário de aulas impresso.

Foi inevitável rir diante da expressão irônica no rosto da mulher e da cara sem graça do garoto. A pequena risada nasal foi audível graças ao silêncio de olhares fuzilantes entre eles. Senti o olhar de fúria do garoto sobre mim.

— E você, quem é? — pergunta se voltando para mim.

— Uma das garotas do 406.  — respondi, sem tirar os olhos dele, recolhendo as folhas em cima do balcão e saindo da secretaria arrastando minha mala.

— Não precisa de ajuda para achar seu quarto?! — a mulher perguntou alto.

— Não. — respondi simplesmente, sem me virar ou parar de andar.

Quando estava longe de sua vista, olhei para trás, para ter certeza de que ninguém me seguia; afirmativo. Olhei entre os papéis, ali estavam as fichas de cada uma das garotas que ficariam no mesmo quarto que eu. Sorri. Ela nem percebeu.

Heitor sempre dizia que minha mania de observação era esquisita, e que o fato de eu sempre querer saber mais sobre as pessoas, me tornava uma pessoa engraçada. Mas, a verdade, é que isso é maior do que eu.

Saí do prédio principal e passei pelo pátio. Como a faculdade era de artes, a escola toda era moderna. Os prédios eram totalmente de vidro e pessoas andavam de skate e bicicleta por todo lado. Havia um chafariz bem no centro, algumas pessoas estavam sentadas em volta dele e no chão, na grama.

Essas pessoas estavam fazendo música; cada uma fazia um som diferente com a boca, enquanto uma garota de cabelos extremamente cacheados e armados, usando um óculos de grau rosa fluorescente e chamativo, cantava com sua voz alta e forte, que parecia rasgar sua garganta e preenchê–la de mel logo em seguida. Eles estavam cantando NO — Meghan Trainor, fazendo uma performance melhor do que o PENTATONIX.

Quando a música acabou eles comemoraram mais uma performance. Um garoto de cabelos ruivos se virou e me olhou de baixo a cima.

— E aí? — cumprimentou se levantando e tirando a grama do jeans verde fluorescente. Os amigos o olharam. — É nova aqui, não? — sorriu um pouco ofegante, afinal, eles tinham realmente dado um show.

— É. Sou sim. — respondi — Vocês mandaram muito bem. — disse me voltando para todos, sentindo uma brisa deliciosa levar meus cabelos.

— Valeu! — responderam em uníssono.

— E qual seu talento? — a garota dos óculos pink, pergunta.

— Eu danço e toco contra–baixo — ela sorriu — E canto um pouco. — completei e dessa vez todos sorriram.

— E… — começou o ruivo, pegando um cajon e se sentando sobre o mesmo — O que você canta?

— De tudo, na verdade. Exeto brasileiras, não curto muito. — fiz uma careta e ele riu.

— Nós também não. — ele respondeu. — Eu curto eletrônica, sou praticante o DJ oficial da faculdade. — disse cheio de sí.

— Oh, não liga não. — a garota se levanta e fica à minha frente. — Ele é assim, nem um pouco modesto. — Eu ri.

— É eu percebi isso.

— Mas, fala aí, que tal dar uma palinha pra gente? — perguntou.

— Olha eu…

— Por Favor! — a cacheada me cortou — Você não é daqui, tenho certeza, viajar para uma escola nova é cansativo, e tem uma coisa mais relaxante do que música? — perguntou.

— Tudo bem. — me aproximei — Mas, olha, só uma música! — alertei e eles assentiram.

Me sentei na beirada do chafariz e eles posicionaram um microfone próximo à minha boca.

— Isso é necessário? — perguntei com uma sobrancelha arqueada, apontando para o microfone e a caixa de som. — Vocês não estavam usando isso.

— É. Mas você é nova e precisa causar uma boa impressão. Você paresce legal mas é séria demais! — a garota fez bico.

— Não é bem isso que eu tinha em mente. — murmurei.

— Em quatro, três, dois…

O teclado começou a ser tocado, as vozes ouvidas como em um concerto de um coro. A música; Radioactive — Imagine Dragons. E a primeira e forte batida no Cajon.

Comecei a cantar num tom firme porém constante. No primeiro “Oh” eu elevei um pouco a voz, mostrando o que podia fazer, o que fez eles se surpreenderem, e algumas pessoas se aproximaram e se voltaram para a cena. Até que o refrão chegou e eu elevei minha voz por completo.

Oh Oh Oh

I'm Radioactive, Radioactive.

Quando a música acabou. As pessoas que participaram, comemoraram e me elogiaram. As pessoas que assistiam bateram palmas, mas não eram muitas, já que a maioria devia estar chegando de viagem, pelas férias que haviam acabado.

— Caraca, você mandou muito bem! — a cacheada se aproximou, ficando de pé e do lado do ruivo, que permanecia sentado sobre seu cajon verde.

— Mal posso esperar para te ver dançando. — o ruivo finge uma expressão maliciosa e logo recebe um tapa na cabeça, dado pela garota de óculos. — Aí, eu tava brincando!

— Idiota. — murmura — Acho que vamos nos ver nas aulas de canto e música. — se virou para mim, sorrindo. Sorri de lado.

— É acho que sim. Olha eu já vou indo — disse pegando novamente o puxador da mala. —, tenho muito o que fazer, já que cheguei na metade do ano.

— Okay. Boa sorte. — desejou quando eu já estava me afastando.

— Valeu! — respondi alto, pela distância.

Continuei andando e passando por pequenos grupos de artistas e pintores, uma deles eu reconheci, era a garota de cabelos cinza do aeroporto. Ela me olhou profundamente com seu olhar artístico, como se pudesse me desenhar apenas com os olhos.

Quando fui para o prédio dos dormitórios, me deparei com varias portas decoradas e pintadas. Quando ia virar o corredor, me bati contra alguém.

— Ah, me desculpe! — essa pessoa pede.

— Tudo bem, eu não estava olhando para frente — disse reparando em uma capa de instrumento nas suas costas, parecia um violão ou guitarra. Nas mãos, ela tinha um violino. E, detalhe, também era uma das garotas do aeroporto, a ruiva.

— Me desculpe, eu estou atrasada. — disse e se afastou rapidamente. Estranho.

Fui até o quarto 406. Bati na porta e ninguém atendeu. Se tem alguém lá dentro, esse alguém está bem distraído. Então resolvi abrir porta.

— Com licença..  — disse enquanto entrava, vendo uma garota em cima de sua cama.

Ela estava revestida pela cabeleira loira e bordada pelas sobrancelhas grossas, que ficavam acima dos olhos verdes.

— E aí? Qual seu nome? — ela pergunta se sentando na cama a qual ela estava deitada.

— Melany. — respondi e ela me estendeu a mão, a olhei por um pequeno segundo e acabei cedendo ao ato. Apertamos as mãos.

— Hannah. — diz seu nome quando soltamos as mãos uma da outra. Seu rosto me pareceu extremamente familiar.

— Hannah? Te conheço de algum lugar?

— Talvez das manchetes, sou filha de Payton Folliwus. — responde.

— O assassino de encomenda? — perguntei arqueando a sobrancelha, enquanto fechava a porta atrás de mim e colocava a mala em algum canto.

— Esse mesmo — ela disse se jogando na cama gargalhando.

— Pergunta: como um assassino matricula sua filha na melhor escola de artes de Las Vegas?

— Talvez porque sua filha tenha algum talento. — retruca.

— Mas ele continua sendo um assassino. — repliquei. — Dar a cara a tapa desse jeito, me parece meio ilógico. — ela revirou os olhos.

— Estamos em Las Vegas — ela afirma se erguendo e se mantendo sentada com as pernas entrelaçadas e o cabelo bagunçado. —, aqui tudo é possível. — completa com um olhar brilhante.

— Tudo é possível. — repeti.

— O closet é por ali — aponta com o polegar.

Levei minha mala até o closet que havia naquele quarto e deixei ali. Ele era grande e espaçoso e tinha um banco de camurça preta no centro, um armário para sapatos e gavetas. Sem falar no enorme espaço para as roupas.

— E qual seria o talento da senhorita Whitehead? — perguntei alto, ainda no interior do closet.

Ela se aproximou da porta, um cigarro entre os dedos e uma nuvem de fumaça ao seu redor. Aquilo me irritava.

— Isso, a morena vai ter que esperar para descobrir. — disse me encarando e adentrando no closet, se sentando no assento de camurça. Ela colocou um pé de cada lado, continuando a me fitar.

Odeio enrolação.

— Okay. — respondi simplesmente.

— Espera. Como você sabe meu sobrenome? — perguntou com o cenho franzido.

— Talvez das manchetes. — disse repetindo a resposta que ela me deu.

Puxei a blusa de lã que eu vestia, tirando–a. Fiquei apenas com o top preto e a leggin, peguei um casaco de moletom cinza e o vesti, fechando o zíper até pouco abaixo dos seios, exibindo o top e um pouco da minha pele pálida.

Me sentei ao seu lado e tirei as botas marrons, ficando apenas de meias. Olhei para o lado e a loira me encarava.

— Algum problema? — perguntei enquanto me levantava, ficando diante do espelho.

— Nenhum. — respondeu sorrindo apenas com os lábios, de modo cínico. Ela deu uma tragada no cigarro e jogou uma nuvem em minha direção.

E aquilo me irritou mais!

— Olha, será que dá pra parar de fumar esse negócio? — apontei com a mão para o cigarro. — Será que você sabe o mal que isso pode te fazer?

— Isso não tem ligação nenhuma com você. Se vai fazer mal, vai fazer mal à mim. — deu de ombros.

— Essa coisa é tão perigosa para mim quanto para você. — afirmei — Esqueceu que eu também estou no seu quarto? Assim como outras garotas, eu vou inalar essa porcaria.

Ela pareceu se irritar.

— Escuta aqui, eu não tenho culpa de você ter caído no mesmo quarto que eu. Eu nem queria estar aqui, para início de conversa. — esbraveja, bufando e virando o rosto.

— Eu também não pedi pra ficar no mesmo quarto que você. — disse. — Mas, olha aqui — ela se virou para mim —, já que sou obrigada, eu não quero ter um tumor no pulmão.

Ela revirou os olhos.

— Você não vai morrer por um tumor.

— Minha mãe morreu com um tumor. — disse com os olhos marejados, mas sem alterar minha voz, minha postura, minha expressão. Ela me encarou. Não falava. Não piscava. Não agia.

Ela finalmente piscou, balançando um pouco a cabeça.

— Fique tranquila. — disse aproximando o cigarro da boca. — Se for por um tumor, eu vou morrer antes de você. — ela dá mais uma tragada.

— Isso me deixa mais tranquila. — repliquei.

Me sentei ao seu lado, com uma distância considerável entre nós, peguei meu All Star preto de couro e o calcei, amarrando os cadarços.

Ela permaneceu ali, fumando aquela porcaria de veneno para ratos!

Me levantei e caminhei de volta para o quarto, enquanto trançava meu cabelo. Quando terminei, meu cabelo estava preso em duas tranças, uma de cada lado, de modo boxeadora, e a franja grande solta e dividida ao meio.

Ouvi um barulho estranho. Vinha do banheiro. Me aproximei da porta e colei minha orelha na madeira pintada de branco.

Era choro.

— Hannah! — chamei a loira, que veio em minha direção com um pacote de Doritos na mão, lambendo os dedos alaranjados.

— Que é? — perguntou mastigando.

— Tem uma garota aqui. — apontei para a porta.

— É. Ela estava chorando aí antes de eu chegar. — disse despojadamente — Saiu do banheiro, pegou uma água no frigobar e voltou para aí. — deu ombros. Indo em direção a porta de saída. — Estou com fome, vou procurar o refeitório desse lugar. Quer ir?

— Tem uma garota chorando há horas no banheiro do seu quarto, e você não faz nada? — perguntei incrédula.

— O que quer que eu faça? Arrombe a porta? — perguntou com obviedade.

— Não importa. — falo enquanto vêjo ela  revirar os olhos e sair. Empurro a porta e ela se abre — Ordinária, nem estava trancada. — murmurei, entrando.

Vejo ela me olhar de modo triste, machucado, ferido. Ela tinha sangue seco nos braços, cabelos bagunçados e o rosto inchado. Seus olhos estavam vermelhos. O lugar fedia a cigarro. A encarei.

— Não se importe, vaso ruim nunca quebra.— fala num tom triste, fungando.

— Me importar com as pessoas, não é muito o meu forte. —  cruzo os braços, ainda a olhando. — Mas eu tenho muita opinião. E como mais uma, eu acho que nada que você me diga vai justificar isso. — falo indiferente.

— Eu só preciso de um banho e...

— E parar de se drogar — a corto —, parar de se cortar. — completei a vendo abaixar a cabeça.

— Cara, você tem que viver e aproveitar, não importa se pra isso você precise matar alguém. — falo simples.

— Gostei — melhora sua expressão —, mas eu não posso matar.

— Ninguém pode. — disse… Me lembrando.

— Mas você disse…

— É uma metáfora. —  me encostei no marco da porta. — Mas, não sei, você caça? — perguntei em tom de bom humor, a fazendo rir.

— Mato tudo, menos animais. — eu sorri de lado e deixei uma leve risada escapar, olhando para o quarto e voltando meu olhar para ela. Ela também riu.

— Agora, tome um banho para me apresentar a escola. — eu ordeno, saindo do banheiro.

Escutei ela rir e fechei a porta. Me sentei em uma das camas próximas à janela e peguei os papéis que eu havia deixado em algum canto. Entrelacei as pernas e abri as fichas. Droga! Estava faltando uma. Eu só tinha quatro fichas e uma lista com os nomes.

Pessoas que ficarão no quarto 406:

Hannah Amélia Whitehead

Melany Redblood

Kary Hamilton

Thorree Lancaster Hope

Zoe Sardotien

Larissa Washington

Eu só estava com a ficha da Whitehead, da Hamilton, da Lancaster e da Sardotien. E obviamente da minha.

Mas depois eu conseguiria a que faltava. Abri a primeira.


Notas Finais


😘😎😉
Essas duas ainda vão se estranhar bastante
-MaceLee_Vamp


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