História Psycho Love - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Dajan, Dimitry, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya, Violette
Visualizações 60
Palavras 2.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


❥ Gente, eu queria dizer que ando muito desmotivada com absolutamente tudo na minha vida. É aquela fase que você só deseja dormir e esquecer de todo o resto, sabe? Então. Eu me esforcei pra voltar a escrever mas preciso saber: vocês continuarão aqui comigo? Eu quero atualizar com mais frequência e não ficar meses sem postar capítulo, mas tem sido complicado. Quero saber se meu esforço valerá a pena e se vocês realmente estão gostando do andamento da história, porque a verdade é que estou desmotivada.

Capítulo 14 - Surpresa


Fanfic / Fanfiction Psycho Love - Capítulo 14 - Surpresa

É assustador como a vida humana é frágil. Sequer piscamos e alguém no mundo já perdeu sua vida de alguma forma natural, horrenda ou mesmo tirada pela própria pessoa. É intrigante em como estamos expostos a riscos o tempo todo e nem percebemos. Armin nunca pensou ter medo da morte, mas agora sabia a agonia que era ser rodeado por ela. A morte é uma maldição incompreendida que só traz dor. Não tinha como entender porquê alguém tiraria sua vida ou mataria outra pessoa. Isso nunca passou pela sua cabeça... Até agora.

Os olhos azuis pairavam sobre a cama onde a jovem dormia tranquilamente. Foi um enorme susto Asuna ter tentado tirar sua própria vida. Foi o maior desespero de sua noite, a partir do momento que ela mencionou a palavra suicídio ele já havia levantado de sua cama e corrido o quanto seu corpo poderia agüentar. Asuna havia tentado se matar através da asfixia, buscando uma intoxicação por monóxido de carbono. A ajuda chegou antes que ela tentasse, para sua sorte. 

Era o terceiro dia em que ela estava descansando no hospital. Deixaram a garota na observação após a tentativa, e havia comunicado a família que seria bom marcar consultas com psicólogo e psiquiatra, e talvez começar uma terapia para evitar qualquer pensamento suicida que pudesse voltar.

Armin estava tão tenso. Nunca pensou que viveria tantos traumas de uma só vez. Alexy tentava consolá-lo, mas não resolvia grande coisa. Mas admirava seu irmão por ter as palavras certas pra esses momentos.

— Armin? — a voz pronunciou calmamente.

Deixou um suspiro escapar. Estava tão aliviado por ouvir aquela voz novamente. Em pensar que poderia nunca mais ouvir de sua voz e beijar de sua boca...

— Asuna... Como está? Dormiu bem? — perguntou arrumando o travesseiro e ajudando-a a se sentar na cama.

— Eu... Acho que sim. Estou dormindo faz tempo?

— Dormiu o suficiente. O médico disse que você pode ter tido um ataque de pânico ou surto psicótico, mas está te encaminhando pra um psiquiatra pra ter um diagnostico preciso — explicou, tornando a suspirar. — Eu fiquei tão preocupado com você. Asuna... Por que fez isso? Eu não entendo... Você parecia tão bem.

— A maioria dos suicidas parecem estar bem.... Mas não estão, né?  — Armin abaixou levemente a cabeça. Dava pra ver em seu semblante o quão afetado ele estava com tudo o que estava acontecendo. Era possível que a sanidade dele estivesse baixando a cada dia, e Asuna bem poderia usar sua fraqueza para finalmente tê-lo para si. — Desculpa, Armin. Eu não queria te machucar fazendo isso, foi um momento de fraqueza — se aproximou, colocando a mão na bochecha dele. — Não deixarei esse descuido me atrapalhar novamente. Nós temos muito o que viver ainda, não é? — sorriu, e ele se esforçou para fazer o mesmo. — Não se preocupe. Eu irei protegê-lo. Logo verá que só restará nós dois.

— Ao que se refere?

Asuna sorriu de lado.

— Você verá, seja paciente.

O barulho da janela anunciava a chuva fina se iniciando. As gotículas começaram a acumular no vidro embaçando a visão do lado de fora. Asuna gostava da chuva... Ela sempre limpava as pistas que as pessoas deixavam. A chuva em um dia como aquele era reconfortante.

Esteve pensando no quanto foi descuidada por ter tentado se matar. Não que se arrependesse da tentativa, já que querendo ou não, a cada tentativa ganhamos algo que nos fortalece. Mas como pôde pensar em se matar desse jeito? Jamais ver Armin de novo seria um peso imenso que carregaria até seus últimos dias. Sua alma estaria eternamente atormentada. Deveria continuar por ele... Aquele que o a mostrou pelo menos um sentimento verdadeiro; o amor. Talvez a relação entre eles fosse a coisa mais forçada do mundo, mas ela não se importava nem um pouco. Continuaria a fazer tudo o que era capaz para ter um final feliz ao seu lado.

A vida humana para Asuna era simplesmente banal.

 

 

Ao entrar na sala de estar, uma doce e melancólica musica ressoava entre as paredes. A curiosidade ganhou vez fazendo Lysandre se aproximar de onde a melodia o chamava. Leigh estava sentado ao chão em volta de diversos papeis cortados de revistas e jornais. Todos falavam sobre assassinatos em série dos últimos tempos. Ele estava obcecado desde a morte de Rosalya. E como poderia não estar? A pessoa que ele amava estava morta. E ele se recusava a acreditar que fora mera coincidência e que o assassino de fato cometeu suicídio em seguida.

— Leigh, você precisa dar uma pausa nisso, eu trouxe comida, venha se alimentar um pouco — Lysandre educadamente pediu. — Você já está dias nisso... Por favor, pare um pouco.

— Estou tratando de algo sério, Lysandre.

— Sei disso, e você sabe que eu também investigo muito a respeito — retrucou. Pensou que Leigh iria ordenar que ele parasse de investigar as fitas e qualquer coisa relacionada depois do que aconteceu, mas ele ficou alucinado em pesquisar os mínimos detalhes também. Os dois estavam em um imenso perigo. — Mas somos frágeis, precisamos recompor nossas forças. Você precisa estar bem pra prosseguir com sua pesquisa.

Leigh o encarou. Seu olhar era cansado, de alguém que havia desistido de tudo, menos de buscar uma resposta. Ele estava se agarrando a um motivo pra continuar, e esse motivo era esclarecer o que acontecera com sua amada. Não desistiria ao menos disso, não enquanto vivesse.

— Que seja. — comentou sem humor, pegando a sacola da mão de Lysandre e levando até a mesa da cozinha. — E você? Já comeu?

— Já sim. Passei no restaurante mais cedo pra me encontrar com Castiel.

— Entendo.

— Leigh — virou-se para o irmão. — Vai ter uma palestra na escola amanhã... Seria bom se você fosse.

— Se estão tentando levar algum tipo de conforto para as famílias das vítimas através dessa palestra... Estão errando feio. Não pretendo ir. Palestras não impedem assassinatos.

— Por favor... Eu estou preocupado com você, irmão. Diga-me o que devo fazer por você. Eu não sei mais que rumo estou tomando... Minhas pesquisas não resultam em nada, é como se eu tentasse alcançar algo mas nunca conseguisse tocar. Nesse momento estou completamente sem expectativa sobre meu futuro. Posso parecer forte, mas estou com medo do que pode acontecer. Muito medo...

Leigh moveu os ombros, tentando afastar o calafrio que havia sentido. Olhou para o mais novo, vendo sinceridade e espanto em seu olhar. Não era como se não se preocupasse com Lysandre, apenas achava que ele podia se cuidar sozinho. Mas pelo visto ele estava assustado e torcendo para não ficar sozinho agora. Ponderou sobre dar mais atenção ao seu irmão, quem sabe trouxesse beneficio também a ele.

— Lysandre — se aproximou. — Temos que ser fortes. Não poderemos descobrir nada se formos covardes e fracos — afirmou, o abraçando. — Eu estou contigo, tolo. Não sinta medo. Eu irei resolver tudo, prometo que darei o meu melhor.

— Você acha mesmo que conseguiremos descobrir algo, Leigh?

— Estou bem perto disso, Lysandre.

 

 

Os alunos se reuniam para a palestra tão esperada. O momento que iriam por na mesa tudo o que estava acontecendo e a diretora da escola finalmente se pronunciaria abertamente sobre os casos de assassinatos. Era preocupante como havia alunos saindo da escola, e a tendência, infelizmente, era piorar.

— Você tem certeza? Você deveria estar repousando ainda — Armin retrucava com Asuna por ter se aprontado e vindo para a cerimônia. Queria que ela estivesse descansando, mas ela era teimosa e quando afirmava algo ninguém a convencia do contrário.

— Já disse que está tudo bem — respondeu, mexendo em seu cabelo. Amava o cabelo de Armin e o cheiro que ele tinha. Era tão suave quanto seus olhos azuis. — Não será demorado, logo poderemos voltar pra casa. Vai passar a noite em minha casa de novo?

Envergonhado, ele respondeu:

— Acho que sim... Hã... Asuna, seu pai não se incomoda por eu dormir em sua casa?

— Não. Meu pai é bem liberal, ele confia em mim.

— Entendo.

Ela ficou olhando para a boca de seu querido. Havia tanto desejo em tomar seus lábios ali mesmo, mas não queria assustar Armin com seu jeito um pouco... Ousado. Não era uma cerimônia que as pessoas achariam legal ver um casal trocando beijos e caricias, na verdade até o próprio Armin poderia se sentir ofendido por ela não respeitar o momento. Era tão difícil controlar sua luxúria às vezes... Mas seu consolo era que tinha tudo planejado para em breve fazer as coisas acontecerem entre ela e Armin. Será que era normal desejar alguém ao ponto de cometer crimes por essa pessoa? Quem sabe.

— Olá amigos — Alexy cumprimentou se aproximando com Kentin e uma garota que Asuna não identificou. — Vocês chegaram cedo.

— Asuna estava ansiosa por isso — Armin justificara. — Quem é essa? — encarou a garota ao lado de Kentin.

— Essa é Lohana, ela veio do México e ainda está aprendendo nossa língua.

— Hola! Cómo estás?

Armin fez uma careta.

— Não sou muito bom com espanhol.

— É muito burro mesmo — Alexy arqueou a sobrancelha. — Ela perguntou como você está.

— Ah sim. Estou bem e você?

Lohana riu baixo.

— Estoy muy bien. Gracias.

— Faz tempo que ela se mudou para cá? Como se conheceram, Alexy?

— Fazemos aulas de piano juntos, já comentei sobre ela, você que não prestou a atenção, bobo — sorriu leve. — E ela é uma conhecida antiga de Kentin também.

— Quando tínhamos doze anos ela morou na minha rua uns três anos antes de voltar pro México — Kentin explicara. — Mas vejo que ela desaprendeu a maioria de nossa língua.

— D-Disculpa. — Lohana se encolheu.

— Bom, é um prazer conhecê-la, Lohana — Armin estendeu a mão, se arriscando a cumprimentá-la em seu idioma. — Es un placer conocerla, Lohana.

Alexy, Kentin e a própria Lohana riram. A pronúncia de Armin era no mínimo engraçada de tão ruim que era.

— También, Armin.

— Essa é minha namorada Asuna — Armin a puxou para perto. Asuna não estava muito confortável em conhecer a garota nova, muito menos dessa aproximação com Armin.

— Hola, Asuna — disse apertando sua mão.

Asuna sorriu falsamente e se afastou.

— Tenho que beber água — avisou.

— Vou com você — disse Armin.

— Er... Tá. Vejo vocês depois então — Alexy falou confuso, se virando para Kentin.

Asuna nunca viu Alexy ou Kentin como ameaças, na verdade, suspeitava que Alexy gostasse de Kentin, e torcia para que Kentin retribuísse. Mas a aparição daquela Lohana só a fez se lembrar de seu objetivo; afastar qualquer garota que veja como ameaça de seu Armin. Era insuportável o jeito cínico daquela menina, e em poucos mínimos já havia criado uma apatia enorme em relação a ela.

Armin bebia água calmamente, parando para encará-la.

— Você está bem?

— Sim. Estou apenas pensativa.

— Espero que esteja pensando coisas positivas.

— Estou sim — sorriu, beijando-o no queixo. No caso, as coisas positivas que pensavam era uma corda apertando o pescoço de Lohana.

Ouviram a diretora chamar a atenção pelo microfone, fazendo os diversos alunos se aproximarem do pátio para ouvir seu discurso. Estava mais lotado do que esperavam, e esse monte de gente incomodava Asuna ainda mais. Fazia tempo que não se sentia assim.

— Armin, pode ir na minha frente, vou passar no banheiro e já volto.

— Tudo bem.

Afastou-se, caminhando até o banheiro feminino. Havia encontrado Castiel pelo caminho, mas o mesmo a ignorou completamente. Olhou-se no espelho, ajeitando seu cabelo. Abriu a torneira vendo a água fluir, em seguida lavando seu rosto para tirar toda a sonolência que estava vivendo em sua face.

Respirou profundamente, pronta para voltar para o pátio. Ia ficar tudo bem, era o que repetia para si mesma.

Caminhou de volta, agora preparada pra lidar com a situação. Como deveria se sentir sabendo que falariam sobre os crimes que ela mesma cometeu? Embora agisse normalmente, não podia negar que havia sim o risco de ser pega. Teria que usar de todas as suas armas pra manter seus crimes em segredo. Isso poderia ser mais difícil do que ela imaginava.

Andava em direção a Armin, que agora prestava atenção no que a diretora falava, quando sentiu uma mão tocar suas costas. Parou de andar imediatamente, petrificando seu corpo. E uma voz, rouca e decisiva, ecoou levemente perto de sua orelha:

Eu sei o que você fez, Asuna Mizuno.



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