História Psycho Lunatic - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Arin Ilejay, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, Zacky Vengeance
Exibições 96
Palavras 4.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom, essa é a primeira fanfic que posto aqui e devo dizer que estou bem nervosa, sou dessas. Já escrevo fanfic desde que eu era bem nova, mas atualmente eu escrevia mais para mim mesma do que para outras pessoas lerem.
Mas, vamos direto ao ponto: essa fanfic se passa em 2016 e, a partir dos acontecimentos dessa história, todos os eventos que aconteceram de lá até hoje são inventados, claro que, as vezes, com uma pitadinha de verdade.
Qualquer erro de digitação eu peço desculpas, as vezes acontece!
Sobre as músicas: Eu tenho um costume desde sempre de escrever ouvindo alguma música que, além de criar o clima que eu quero, tenha algum significado complementar pra história. Então, se vocês puderem, leiam enquanto ouvem as músicas (todos os capítulos tem no mínimo uma).

Capítulo 1 - 'Cause I was all up in a piece of heaven.


PARTE 1: LOST

 

" 'Cause I was all up in a piece of heaven, while you burned in hell no peace forever."

A Little Piece of Heaven, Avenged Sevenfold.

(Porque eu estava bem em um pequeno pedaço do paraíso,

enquanto você queimava no inferno sem paz para sempre"

 

Prólogo

 

I Won’t See You Tonight Part 1 - Avenged Sevenfold

“Please don’t forget me or cry while I’m away.”

(“Por favor não me esqueça ou chore enquanto eu estiver longe.”) 

 

Dor.

Quando eu percebi que tudo tinha acabado, já era tarde demais. Algo em minha mente me dizia para ficar acordado, mas meus olhos pesavam, eu sentia frio por todo o meu corpo e meus pensamentos se confundiam, se misturavam e eu já não sabia mais o que estava imaginando e o que era real. Os acontecimentos recentes passaram em um relance em meus pensamentos e eu percebi onde errei: errei por hesitar, errei por achar que não era daquilo que eu precisava, errei afogando minhas mágoas em vícios, errei insistindo em algo que já estava morto, errei magoando aqueles que amo, errei não me dedicando àquilo que eu era bom e que me fazia vivo e errei não demonstrando o que sentia. 

Perceber que tudo fora minha culpa me deixara mais leve, ao mesmo tempo que a dor física em meu corpo piorava, a dor emocional começava a aliviar. Tudo acabara ali e eu esperava me encontrar com meu amigo, que ia me ajudar naquele momento, então eu não tinha motivos para guardar aquela angústia. 

 

“But I’ve made the change 

I won’t see you tonight.”

(“Mas eu mudei

Eu não vou te ver esta noite.”) 

 

Senti a escuridão se aproximando aos poucos, sorrateira e ao mesmo tempo amigável. Fechei os olhos, esperando por ela e foi quando eu ouvi um barulho. Uma voz angelical gritou meu nome e me fez sorrir, quando eu percebi que era a voz dela. Eu sabia que ela estava só em minha cabeça, mas mesmo assim não a repeli dos meus pensamentos. Eu queria tê-la ali ao meu lado, mesmo que fosse só imaginação.

Tentei me movimentar, para olhar seus olhos, mas algo me impediu e, de repente, percebi que eu não podia me mover. A única coisa que eu enxergava era as minhas próprias pernas cobertas de um líquido avermelhado.

— Brian. — Disse a voz, eu nunca me acostumaria com ela chamando meu nome — Não se mexa. Eu vou te ajudar, mas você tem que ficar parado. 

— Esse… — tentei falar, mas algo me impediu e eu comecei a tossir — Isso é s-san…?

Eu não pude falar mais, nem movimentar minha cabeça, porque a dor em meu estômago aumentou e a escuridão me dominou.

 

“Cry alone, I’ve gone away

No more nights, no more pain

I’ve gone alone, took all my strength.”

(“Chore sozinha, eu fui embora

Sem mais noites, sem mais dor

Eu tenho ido sozinho, gastando toda minha força”)

 

POV: Jenny

 

What You Know - Two Door Cinema Club

“In a few weeks 

I will get time

To realise it’s right before my eyes

And I can take it if it’s what I want to do”

(“Em algumas semanas

Eu terei tempo

Para perceber que está bem diante dos meus olhos

Eu posso aguentar se é isso que eu quero fazer.”) 

 

— Um, dois, TRÊS! — Eu gritei, virando o copo que eu segurava de uma vez. Senti um álcool descer queimando por minha garganta e sorri, assim que coloquei o copo na mesa.

Sofia, Carina e Lya fizeram o mesmo, começando a dançar no ritmo da música que tocava.

— Vai se foder. — Gritou Sofia pra mim, com a voz enrolada. — Você vai embora e vai largar a gente aqui!

Comecei a rir para minha amiga e respondi, me largando na cadeira:

— Vou só daqui a um mês e meio. E você sabe que estamos aqui comemorando que eu consegui a vaga. A tristeza da despedida só vem no dia que eu for embora de verdade. 

 

“I am leaving

This is starting to feel like

It’s right before my eyes

And I can taste it

It’s my sweet beginning”

(“Estou indo embora

Isso está começando a parecer 

Que está diante dos meus olhos

E eu posso provar

É o meu doce começo”) 

 

As três sentaram comigo, enquanto eu aproveitava para pedir mais cerveja no balcão. O bar aquele dia estava cheio e diversas pessoas esbarravam em mim, enquanto eu tentava abrir caminho para falar com o garçom. Pedi a cerveja e, me espremendo entre as pessoas que também aguardavam suas bebidas, consegui apoiar meu cotovelo para esperar. Pude ver um homem ao longe me encarando, parecia bem bonito e eu, como sempre, o encarei de volta. O garçom me chamou para entregar o balde com quatro garrafas de cerveja e, quando me virei para andar em direção à minha mesa, quase esbarrei em alguém. Quando levantei o olhar, percebi que era o mesmo rapaz que, de longe, me encarava, parecia até ter se teletransportado para perto de mim.

— Isso parece pesado. Quer ajuda?

— Não precisa. — Eu disse, irritada pela aproximação dele, mas ao mesmo tempo interessada, por ser bem bonito.

— Tem certeza? — Ele me perguntou, me dirigindo um olhar sugestivo, que me fez desistir.

Entreguei o balde para ele, enquanto o observava melhor: tinha olhos e cabelos escuros, maçãs do rosto proeminentes e a linha do maxilar bem definida. Era o que minhas amigas chamariam de “meu tipo”.

A volta até a minha mesa foi bem mais fácil com ele abrindo caminho em minha frente. Quando chegamos, pedi para que ele deixasse o balde em cima da mesa e, antes de ir embora, ele disse:

— Sou Felipe. Qual o seu nome?

— Jenny. — Respondi, sem muita paciência, enquanto abria uma das garrafas de cerveja. — Obrigada.

— De nada, Jenny. — Ele indicou mais dois amigos que nos observavam e completou: — Vou ali com meus amigos, se quiser conversar depois…

— Claro. — Eu disse, tentando ser o mais simpática possível.

Quando ele se afastou, minhas amigas imediatamente começaram a comentar.

— Jenny “tá” de volta no jogo! — Disse Lya.

— Pra quem disse que não ia dar bola para homem… Ele é seu tipo, amiga! — Provocou Sofia.

— Alguém mais achou que ele parecia o Synyster? — Perguntou Carina, me olhando com um meio sorriso provocador no rosto.

— Carina, cala a boca. — Eu disse entrando na brincadeira, porém um pouco irritada — Nenhum homem se parece com ele.

As três deram risada e continuaram me provocando por ter dado atenção ao “carregador de baldes”. Aquela era a primeira vez que eu saía depois de terminar com Luis e um simples diálogo era o evento da noite, eu sabia disso e por essa razão adiara tanto. 

— Não vou mais falar sobre esse assunto. — Eu disse, acabando com a conversa — Vocês sabem que quero ficar solteira por bastante tempo, principalmente agora que vou me mudar.

— E se você conhecer algum italiano? — Disse Sofia, levantando uma sobrancelha e me fazendo rir.

— Os italianos eu quero. — Respondi, tomando um gole grande de cerveja.

 

“Maybe next year

I’ll have no time 

To think about the questions to address

Am I the one to try to stop the fire?”

(“Talvez no ano que vem

Eu não terei tempo

Para pensar sobre as questões a abordar

Eu sou o único a tentar parar o fogo?”) 

 

POV: Brian

 

Knee Socks - Arctic Monkeys

“When you walked around your house

Wearing my sky blue Lacoste

And your knee socks.”

(“Quando você andou pela casa

Vestindo minha Lacoste azul céu

E suas meias até o joelho”)

 

Estava sentado em uma cama, fumando um cigarro. A única luz que iluminava o ambiente era a do banheiro: um feixe amarelado saia da fresta da porta e batia em meus pés descalços. Eu vestia apenas uma cueca e me sentia a vontade, quando alguém saiu do banheiro e desligou a luz. 

Eu não via seu rosto, mas enxergava sua silhueta. Ela usava minha camisa preta, que ficava larga para seu corpo. Com delicadeza, subiu na cama ao meu lado, tirou o cigarro da minha mão e o depositou no cinzeiro no criado mudo. Ela se sentou em meu colo, abraçando meu quadril com as pernas, assim pude sentir que ela também usava uma calcinha. Automaticamente segurei sua cintura e ela puxou meu rosto para um beijo. Quando nossos lábios se encontraram, eu suspirei, sentindo seu beijo doce e retribui com energia. 

De repente, percebi algo estranho: aquela não era minha casa, não era minha cama, não era meu banheiro. E aquela não era a minha esposa.

 

“You got the lights on in the afternoon

And the nights are drawn out long

And you’re kissing to cut through the gloom

With a cough drop coloured tongue.”

(“Você tem as luzes acesas a tarde

E as noites são traçadas longas

E você está beijando para atravessar a escuridão

Com a língua colorida por pastilhas para tosse.”) 

 

Abri os olhos, respirando um tanto ofegante. O suor grudava o meu cabelo na minha testa, fazendo com que eu sentisse frio. O quarto estava escuro e eu não enxergava nem um palmo à minha frente, mas sabia que estava em casa. Toquei no travesseiro ao meu lado, não senti Michelle, tampouco outra mulher.  

Um alivio percorreu meu corpo, com a lembrança do sonho ainda viva em minha mente. Tateei o criado-mudo, em busca do meu celular, quando ouvi um barulho de algo, que eu tinha esbarrado, caindo no chão. Sem me preocupar muito olhei o visor do celular, que indicava serem cinco da tarde. A luz que a tela do aparelho emitia fez minha cabeça latejar.

Uma lembrança vaga da noite anterior veio à minha mente, acompanhado de um pequeno desespero. Eu lembrava de ter ido à reunião da banda para os preparativos da turnê, que começaria na semana seguinte, lembrava de ter saído de lá e ido beber com os meninos, lembrava de ter pedido uma garrafa de whisky e a extensão das minhas lembranças acabava ali. Fazia anos que eu não bebia a ponto de me esquecer dos acontecimentos, mas aquele dia havia sido particularmente difícil. 

Michelle e eu tínhamos discutido novamente sobre o assunto proibido. Eu me frustrara, ela ficara brava e, assim, eu tinha decido me embebedar. O maior problema era que eu não lembrava de nada, não sabia ao menos se tinha feito alguma besteira, principalmente se eu tinha quebrado a regra número um. 

O sonho voltou à minha mente mais uma vez e eu me flagrei pensando na garota que estava comigo. Não consegui ver seu rosto, não sabia quem ela era, mas a curiosidade praticamente revirava meu estômago e o que mais me assustava era que a vontade de tê-la ainda estava ali, mesmo depois de eu ter despertado.

 

“When the winter is in full swing and your dreams just aren’t coming true.”

(“Quando o inverno está está em pleno andamento e seus sonhos simplesmente não estão se tornando realidade.”)

 

Olhei a porta fechada do banheiro desconfiado e me perguntando se ela estaria ali, desci da cama em um pulo e imediatamente me arrependi. Ao mesmo tempo que minha cabeça parecia pensar cem quilos, eu sentia uma dor aguda na sola do pé.

— Filho da puta. — Gritei, tateando a parede em busca do interruptor.

A luz se acendeu, mas eu não fora o responsável por ligá-la e, quando eu olhei para porta, avistei Michelle. Ela estava linda, como sempre: usava uma regata branca e uma calça preta, parecia prestes a sair de casa, já que também usava maquiagem e só o fazia quando ia sair.

— Não acredito que você…! — Disse ela muito irritada, enquanto eu olhava para o meu pé. 

Um pequeno caco de vidro espetava o meu dedão e sangue escorria, pingando no chão de madeira. 

— Cuidado com o tapete! — Gritou ela, correndo em minha direção e me puxando para a poltrona que ficava no canto do quarto, bem longe da cama e do tapete branco de pêlos, que custara uma fortuna. 

Enquanto ela, em silêncio, cuidava do meu pé, eu percebia o que tinha acontecido: quando estava procurando o celular, derrubara o copo de água que Michelle deixara em meu criado-mudo. A nossa rotina de ressaca era sempre assim: eu dormia até tarde e ela deixava um copo de água e um comprimido para a dor de cabeça e eu os tomava assim que acordava, mas geralmente eu tinha lembranças da noite anterior. 

Porém aquele meu sonho tinha me atordoado e eu ainda estava muito confuso quando tudo aconteceu. 

— Pronto. — Disse ela quando colocou um band-aid no ferimento — Agora toma isso.

Engoli o remédio sem água e me levantei, indo mancando atrás de minha esposa que saía pisando duro do quarto.

— Ei. — Chamei, a seguindo até a sala.

Ela se virou séria e me encarou. Eu já sabia o que estava por vir: ela ia me acusar de não respeitar suas escolhas, a gente ia brigar pelo mesmo motivo do dia anterior e porque eu tinha exagerado, o que eu não fazia há tempos. Eu cobri nossa distância em dois passos e a puxei para um abraço apertado. Eu podia sentir raiva dela por causa da briga e do que ela tinha feito, mas não havia deixado de amá-la. 

Apesar de tudo.

Ela, relutantemente, envolveu minha cintura com os braços, enquanto eu sentia o perfume de seu cabelo. Pela segunda vez naquele dia, a garota dos meus sonhos voltou à minha mente e eu logo a repeli dos meus pensamentos, aquilo ia acabar me deixando mais confuso do que eu já estava.

 

“And you were sitting in the corner with the coats all piled high

And I thought you might be mine.”

(“E você está sentada no canto com os casacos empilhados

E eu pensei que você poderia ser minha.”) 

 

— Você lembra de alguma coisa de ontem?

Eu olhei em seus olhos depois de sua pergunta e respondi com a maior sinceridade que pude:

— Não, nada.

— Ótimo. — Ela disse, virando as costas e se dirigindo à cozinha.

Eu a segui, desesperado por informações.

— Aconteceu alguma coisa? Que merda eu fiz dessa vez?

— Nada. — Respondeu ela, embora eu soubesse que algo tinha acontecido, já que ela nem ao menos me olhava nos olhos – Se você quiser comer, tem comida na geladeira, descongelei hoje mais cedo e sobrou bastante. Já almocei e vou sair com a Valary.

Sem se despedir, ela pegou a chave do carro e se dirigiu para a saída. Eu não a impedi quando ela saiu, batendo a porta com força. 

Enquanto eu esquentava meu almoço, não podia parar de pensar que eu ainda a culpava pela sua decisão. Não queria brigar mais, mas eu não ia perdoar facilmente o que ela fizera e ela continuava agindo como se eu estivesse errado. Para mim, éramos um casal e as decisões deveriam ser tomadas juntos. Principalmente uma decisão como aquela. Já ficando irritado de lembrar da briga do dia anterior, peguei o prato de comida que eu acabara de esquentar e joguei tudo no lixo sem encostar.

 Apesar de ainda sentir a cabeça latejando, fui até o bar e me servi de um copo de whisky puro. Tomei a dose em alguns goles e me joguei no sofá.

Comecei a tentar lembrar da noite anterior, caçando na minha mente qualquer indicio de que eu tivesse me envolvido com outra mulher. Embora eu tenha feito várias tentativas, não consegui lembrar de nada, então decidi ligar para Zacky. Quando olhei meu celular, pude ver que haviam três ligações perdidas de Michelle, todas da noite anterior.

— E ai, cara? — Atendeu ele, descontraído, embora eu tenha notado algo diferente em sua voz, parecia cauteloso.

— Zacky, tudo bem? — Perguntei impaciente — Cara, acordei com uma ressaca do cacete e não lembro de nada de ontem. O que aconteceu?

— Você encheu a cara de whisky. Mas depois eu te levei para casa. Está tudo bem?

— Está… Está tudo bem.

Meu amigo não respondeu nada e o silêncio se tornou constrangedor, o que nunca acontecia entre nós, até que ele o quebrou, dizendo:

— Michelle não te disse nada? — perguntou, sem que eu conseguisse decifrar seu tom de voz.

— O que eu fiz? — Eu soava desesperado. — Michelle não quis me contar, mas sei que fiz alguma merda. Ela está muito brava. Eu… Eu trouxe alguém para minha casa?

— Acho melhor você falar com ela, Brian. Se ela não contou, acho que eu não deveria contar também. — Zacky só me chamava de Brian quando estava irritado comigo, então eu deveria ter feito algo muito errado. E o que poderia ser?

Resolvi desligar, sem conversar muito. Enchi novamente o copo de whisky e, dessa vez, resolvi economizar, enquanto pensava.

Aos poucos, algumas lembranças foram retornando à minha memória: eu bebendo sozinho em um canto, enquanto meus amigos se divertiam e eles me interrogando sobre o que tinha acontecido, mas eu me recusando a contar, já que Michelle e eu havíamos combinado que aquela briga ficaria entre nós.  O telefone tocando repetidas vezes, enquanto eu o ignorava: não queria falar com Michelle.

 

“When the zeros line up on the 24 hour clock

When you know who’s calling even though the number is blocked.”

(“Quando os zeros se alinham no seu relógio de 24 horas 

Quando você sabe quem está ligando mesmo que o número esteja bloqueado.”) 

 

Então a resposta era óbvia: eu devia ter falado alguma merda para ela quando chegara bêbado em casa. Só podia ser isso e agora eu devia desculpas e talvez Zacky soubesse porque havia escutado. Ou poderia ser algo bem pior, por exemplo eu poderia ter quebrado a regra número um, trazendo alguma mulher para nossa casa, bêbado e sem raciocinar era a minha cara fazer aquela merda. Apesar de tudo, ainda estava irritado com ela, então decidi continuar bebendo aos poucos, tentando me controlar. 

Pensar naquele sonho era inevitável. A sensação que me dominara, naqueles curtos segundos, eu não sentia a anos, aquele formigar na barriga, um vazio estranho no estômago e aquela urgência que antecedia o sexo. Continuei pensando na garota e me perguntando quem ela poderia ser, quando adormeci.

 

“The late afternoon

The ghost in your room that you always 

Though didn’t approve of you knocking boots

Never stopped you letting me get hold of the sweet spot by the scruff of your 

Knee socks.”

(“O fim de tarde

O fantasma no seu quarto que você sempre pensou

Não aprovar você batendo suas botas

Nunca te impediu de me deixar me apossar do doce ponto na nucas de suas

Meias até os joelhos.”) 

 

— Syn… — meu apelido saiu em um gemido entre nossos lábios unidos. 

Apesar do apelo, continuei o beijo sem diminuir a intensidade. Sua mão segurava o cabelo próximo à minha nuca, me proporcionando uma dor gostosa. Foi ela quem interrompeu o beijo e começou a beijar meu pescoço. Instantaneamente senti meu corpo todo ficar arrepiado, seu toque funcionava como um choque elétrico, me eletrizando cada vez que ela se afastava e encostava em mim novamente.

Com muito esforço, a empurrei para longe de mim com delicadeza e olhei seu rosto. Porém, o quarto escuro não me deixava vê-lo com clareza, eu podia enxergar alguns de seus traços, mas nada nítido.

— Quem é você? — Perguntei, pouco antes de despertar e sem ter chances de obter respostas.

 

“You and me could have been a team

Each had a half of a king and a queen seat.”

(“Eu e você poderíamos ter sido uma equipe

Cada um tinha uma metade de um assento de rei e rainha.”)

 

POV: Jenny

 

Overtime - Cash Cash

“A feeling that I know so well

Oh it’s got me in it’s spell”

(“Um sentimento que eu conheço tão bem

Oh me tem em seu feitiço.”) 

 

Uma música animada tocava, não estava muito alta, mas mesmo assim eu a ouvia, por estar sozinha no ambiente. Olhei em volta, enquanto balançava minhas pernas no ar. O bar parecia ter acabado de fechar e resquícios da noite ainda estavam espalhados por todos os lados, copos, pratos, cigarros, garrafas e até mesmo uma calcinha. Observei enquanto uma bola vermelha rolava preguiçosamente para perto de mim e ali, sentada em cima da mesa de sinuca, a felicidade me dominou por completo. Eram as pequenas coisas que me faziam sorrir de maneira mais sincera possível e, quando eu vi ele saindo de dentro da cozinha do bar, com o que pareciam ser dois copos com uma bebida amarelada, meus lábios se abriram nesse sorriso. 

— Demorou. — Eu disse, em um tom sedutor que nem parecia sair de mim. 

— Estava procurando uma garrafa de whisky que prestasse… Johnny guarda as boas para os melhores clientes. — Ele piscou e me entregou um dos copos.

Enquanto eu bebericava, o sorriso dele se abriu, daquela maneira que eu sempre amei, então ele perguntou:

— Por que estava sorrindo quando eu entrei aqui?

— Não sei… — respondi com sinceridade — Gostei da música.

— Quer dançar? — Ele perguntou, depositando o copo na mesa e me oferecendo a mão para que eu descesse.

Ele foi até o aparelho de som, perto do bar e reiniciou a música. Então começou a dançar de uma maneira tão engraçada que não consegui me controlar e comecei a rir. Ele não se importou que eu zombava dele e, segurando minha mão, me fez dar um giro. Começamos a rir juntos e dançar no ritmo da música. Em certo momento, me empolguei e subi na mesa de sinuca novamente, dançando lá em cima. 

Ele me observava com os olhos brilhando e começou a tocar uma guitarra imaginária, acompanhando o ritmo. Ele me ajudou a descer quando a música ficou lenta e me puxou pela cintura. Enquanto balançávamos com os corpos colados, eu sentia sua respiração tocar a base do meu pescoço e sua mão apoiada nas minhas costas, me arrepiando da cabeça aos pés. Era incrível o efeito que ele ainda causava em mim. 

A música começou a acelerar lentamente e ele se afastou, me olhando nos olhos. Sustentei seu olhar, enquanto controlava minha vontade de beijá-lo. Quando a música acelerou completamente, ele puxou meu rosto em sua direção e me beijou com urgência. 

Senti seus lábios tocarem os meus e retribui o beijo com a maior energia que pude. Ele imediatamente me puxou para seu colo e me apoiou na mesa de sinuca novamente. Uma de suas mãos percorreu minha perna, que estava enlaçada em sua cintura, assim eu podia sentir todo o seu desejo. Puxei sua camiseta para cima, me livrando dela em alguns segundos, enquanto ele fazia a mesma coisa com minha blusa. Ele olhou alguns segundos meus peitos não muito grandes e redondos e teve que levantar todos os colares que eu usava para beijá-los, puxando meu sutiã preto para fora de seu caminho. 

 Eu não me preocupei que estávamos em um bar em nenhum momento e que qualquer pessoa com a chave poderia entrar ali, apenas me entreguei para o homem que eu amava. Puxei seu braço musculoso, indicando que eu queria que ele subisse ali comigo, mas ele não me atendeu e, ao invés disso, me pegou no colo novamente e me pressionou contra a parede. Quando senti seu membro no meio das minhas pernas, mesmo por baixo da roupa que usávamos, suspirei seu nome, em súplica:

— Syn…

E foi quando eu acordei.

 

Abri os olhos lentamente, sem querer acordar e olhei em volta confusa. Felipe, apoiado nos cotovelos, me observava com um sorriso no rosto.

— Você estava sonhando com o que? — Pela expressão que fazia eu soube que havia dito algo revelador. 

— Nada. — Eu disse, desviando o olhar e me levantando.

Meu celular caiu no chão, junto com os fones e eu ouvi a música do meu sonho tocar baixinho, então percebi porque aquela tinha sido a trilha sonora: a parte da música não era um sonho, eu realmente a estava ouvindo.

— Ei, você sabe que não tem problema sonhar com isso. — Ele apoiou a mão em meus ombros e plantou um beijo em minha bochecha.

Sorri para ele, enquanto me levantava e pegava meu celular no chão e o observei por alguns segundos. Felipe era muito bonito e simpático, mas nos conhecíamos a alguns dias e aquele gesto pareceu demais com o que um namorado faria para o meu gosto. Disse, um pouco constrangida, que teria que trabalhar e me livrei dele em alguns minutos. Aquele “acidente” no domingo havia sido um erro, pois me fizera ficar acordada até as duas e meia da manhã, sem conseguir dormir e dividindo minha cama com um estranho. Só adormeci quando liguei as minhas músicas do Avenged Sevenfold no aleatório e escutei em meus fones de ouvido. 

Comecei a me preparar para o estágio sem qualquer pressa e, antes de entrar no banho, lembrei de marcar um “x”  em meu calendário. Era por isso que eu tinha sonhado com ele, o show era dali a três semanas e eu dormira ouvindo sua música.

 

“Get down, get up again

Come on, come on move.”

(“Abaixe-se, levante-se novamente

Vamos lá, vamos lá, mexa-se.”) 

 


Notas Finais


E ai, o que acharam?!
Esse é só para dar um gostinho da história. Apresentar Jenny e suas amiguinhas e alguns dos problemas de relacionamento que ela tem, ou teve. E do ponto de vista de Brian também apresentar o que ele está enfrentando em casa e, claro, tocar naquele assunto que está complicando a vida dele e de Michelle.
Espero muito muito que tenham gostado.
E logo volto com mais!
Beijos


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