História Psychosis - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Personagens Hidan, Itachi Uchiha, Kabuto, Kakashi Hatake, Kizashi Haruno, Konan, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Nagato, Naruto Uzumaki, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara
Tags Darkfic, Drama, Psicologia, Sasusaku, Suspense, Transtorno
Visualizações 87
Palavras 3.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


CULPA

substantivo feminino

1. responsabilidade por dano, mal, desastre causado a outrem.

2. falta, delito, crime.

"grande é a c. de quem furta"

3. atitude ou ausência de atitude de que resulta, por ignorância ou descuido, dano, problema ou desastre para outrem.


4. fato, acontecimento de que resulta um outro fato ruim, nefasto; consequência, efeito.

Capítulo 5 - C4:: Guilt


Fanfic / Fanfiction Psychosis - Capítulo 5 - C4:: Guilt

Atropelamento deixa ferido paralítico em Phoenix, Arizona

"Segundo civis que estavam próximos ao local do acidente, dois jovens de aproximadamente vinte e dois anos estavam andando despreocupados pela Avenida Sete, de forma imprudente quando um pequeno caminhão acerta Naruto Uzumaki, jogador de basquete amador do time Raposas, filho de Minato Uzumaki, grande advogado de prestígio do Estado de Arizona. A garota foi encontrada desacordada e sem memória do recente acidente e não foi identificada [...]

Sasuke Uchiha não sabia o que pensar sobre o que acabara de ler, colocando sua mão no queixo. Sua pesquisa sobre o amigo de sua paciente o levará até aquela informação, encontrando também algumas curiosas imagens do jovem de cabelos loiros rebeldes, os olhos perdidos e entristecidos, em uma cadeira de rodas ao lado de um homem mais velho com suas mesmas características, com o cabelo levemente mais comprido, provavelmente seu pai, todo engravatado e com uma feição extremamente séria em frente a uma clínica de Fisioterapia. Podia-se ver claramente que toda aquela falta de privacidade era incômoda.

Havia também uma entrevista em vídeo de poucos minutos com Minato, onde o advogado confidenciava para o repórter estar fazendo o possível para a recuperação de seu amado filho que sonhava em ser um jogador de basquete profissional.

O repórter perguntava para o respeitável advogado se acreditava mesmo que Naruto Uzumaki poderia jogar após um acidente que prejudicará tanto sua coluna. O homem loiro em um rompante, com a expressão tomada por uma raiva descomunal, acaba desferindo um soco forte e repentino na face do jornalista, e a câmera desfoca, com o final do vídeo. Havia pouco mais de dez mil visualizações. Estreitou os olhos, o histórico da paciente Sakura Haruno era como um quebra-cabeças, que ele mesmo teria que achar as peças e o montar.

O doutor pega uma chave minúscula no bolso de sua calça social, abrindo a gaveta de sua mesa, onde havia os dados confidenciais de todos seus pacientes. Procura pela letra H, de Haruno, buscando o número da matriarca que ele sabia que tinha visto ali. Disca o número de Mebuki sem pensar duas vezes. Ele precisava de respostas, somente assim conseguiria ajudar sua mais nova paciente.  O telefone toca duas vezes, e o homem de cabelos negros aguarda pacientemente, a mão em seu queixo, ainda pensativo.

- Alô, senhora Haruno? Aqui quem fala é Doutor Uchiha, da clínica Arizona. Estou tratando do caso de sua filha... - Diz a voz rouca e abafada desse lado da linha.

××××


Mebuki Haruno se encontrava ao lado da cama hospitalar de seu amado marido quando receberá a inesperada ligação do psiquiatra da sua filha. O patriarca ainda se encontrava internado no grande Hospital da pacata cidade, tendo algumas complicações pela grande perda de sangue no acidente doméstico, e a faca ter acertado um ponto vital direto em seu estômago. Ele passará por duas cirúrgias de emergência naquele primeiro dia, indo direto para a UTI ficar em observação por dois dias completos. 

A matriarca quase não pudera ver o marido nesse tempo, tendo apenas alguns minutos de visitas na Unidade de Tratamento Intensivo. Hoje era o primeiro dia de Kizashi Haruno em seu quarto, e isso acalmava um pouco o coração da mulher.

 Ela segurava suas mãos embranquecidas e fitava o homem pálido, deitado na cama com tantos aparelhos ligados em si. 

Quem estava tratando de Kizashi era simplesmente a melhor médica da cidade, Shizune, a pedidos de Tsunade Senju, que atendia na parte de psiquiatria naquela instituição. A antiga médica da rosada se sentia de certa forma responsável pela atual situação da família dos Haruno, e sentiu que era o mínimo que poderia fazer, pagando todas as despesas do senhor de idade.

A senhora se dirigiu para fora do enorme quarto com vista privilegiada, que ficava no quinto andar, para poder atender o número desconhecido em seu telefone celular moderno. 


Após sua conversa com Sasuke Uchiha, a mulher dos cabelos loiros grisalhos fitava a parede branca a sua frente, os olhos inexpressivos e as sombrancelhas cerradas, como se resolvesse um problema muito sério em sua cabeça.

O extenso corredor do Hospital se mostrava bastante iluminado. Era audível os chamados por todo o prédio os nomes dos médicos residentes. "Doutor Yamato, comparecer no quarto 1221. Doutor Yamato..."

Havia também várias enfermeiras correndo pra lá e para cá, os designados à limpeza do andar perambulando com uma expressão cansada na frente do quarto de Kizashi, os médicos dando suas visitas diárias aos seus pacientes dos quartos ao lado, as vezes soltando um cumprimento para a mulher estática na cadeira de espera ao lado do quarto do marido. Ela sentia alguns olhares preocupados sobre si, mas não parecia se importar, estava alheia a todas aquelas pessoas.

Sua filha mostrará desejo de rever o amigo de infância. Depois de um ano completo, ela mencionara o rapaz que antes parecia ter sumido de seus pensamentos. Naruto Uzumaki. O rapaz alegre, brincalhão, amável, que havia tido tudo para se tornar seu genro que ela tanto almejará em um futuro agora apagado pela crueldade do destino.

Depois da tragédia de sua própria filha, Mebuki não conseguirá se concentrar em nada a mais além disso. Deu todo apoio a família amiga dos Uzumaki após o acidente, claro. Se sentia imensamente culpada, mas em certo momento aquilo sumirá de sua mente... Sua pequena filha, depois de um sumiço de uma semana, volta para seus braços tendo alucinações, crises profundas de depressão, e a matriarca nunca se sentiu tão impotente na vida. A falta de memória impedia tanto a mãe quanto o pai de ajudar a rosada. Afinal, o que havia acontecido? Onde Sakura havia ido depois do acidente? O que ela havia visto?

Com o celular android em suas mãos, a senhora procura em seus contatos o número de sua amiga mais antiga. Sabia que era ultrajante seu pedido para Kushina Uzumaki depois de toda aquela situação do passado. Mas o que ela poderia fazer? Era o único modo de ajudar sua filha no momento, dissera o doutor. Sakura precisava rever o Naruto, para talvez superar um dos seus traumas de sua mente confusa. Para lembrar-se de algo até então esquecido. Temia o que aconteceria após a garota lembrar do terrível acidente. A culpa seria tremenda.

Mesmo assim, discou o número dos Uzumaki, se dirigindo até as janelas extensas no final do corredor. Faria qualquer coisa por Sakura. O celular tocou mais de dez vezes antes da voz feminina aparecer do outro lado da linha. 

- Mebuki? — Questiona a mulher, o tom incrédulo muito perceptível em sua voz.

- Boa tarde, Kushina. Estou entrando em contato pois preciso falar com seu filho, Naruto. Vocês dois são os únicos que podem nos ajudar agora. — Mebuki soa confiante ao telefone, mas seu coração está bombeando rapidamente, e as mãos soam ao segurar o celular com uma mão, enquanto a outra aperta seu peito angustiado.

A linha do outro lado fica muda por um tempo, sendo escutado apenas a respiração da esposa de Minato. 

- Pode me adiantar o assunto? Naruto não anda parando em casa, envolvido no trabalho com o pai, você sabe... Depois de não poder mais jogar. — Kushina diz com seu tom amargo costumeiro, após todo aquele sofrimento. 

- É a Sakura... Ela... Gostaria de vê-lo. Eu não sei o que dizer para ela. Minha filha não lembra de nada, Kushina... Absolutamente nada. — A voz da senhora falha miseravelmente, o tom confiante sumindo ao tocar no assunto da filha com a outra mulher.

- Mebuki, você não espera que eu aceite expor Naruto assim, perto dela, depois de tudo que aconteceu!! —  A senhora Uzumaki grita ao telefone, seu bom senso indo embora à simples menção da garota Haruno.

As lembranças de um ano atrás vêm a mente das duas, que acabam perdidas no meio dessas memórias do conflito das duas famílias.

- Eu sei, Kushina, acredite.. Eu sei. Mas eu te peço do fundo do coração, em nome de todos esses anos de amizade, a melhora da minha filha depende disso. 

- Onde ela está? — A ruiva pergunta, confusa. A muito tempo não tinha notícias daquelas pessoas, e até preferia assim.

- Na clínica Psiquiatrica Arizona. 

A loira escuta o ofegar do outro lado da linha, e estremece com a reação da antiga amiga. 

Sim. Sua linda garotinha estava internada. Era inacreditável, e ás vezes a mulher se sentia em um terrível pesadelo. Desde aquele dia, um ano atrás. 

Ela só queria poder acordar. 

- Eu vou falar com ele. Mas não prometo nada. — Diz enfim, a senhora Uzumaki, antes de desligar o celular sem ao menos se despedir. 

A senhora de certa idade vira-se de costas para a linda paisagem da janela do quinto andar, se sentindo um pouco mais esperançosa. Sabia que poderia contar com Naruto. O simples toque no nome de Sakura bastaria para o jovem querer ajudar, e sabia que isso não era justo para ele, mas... Que escolha tinha? Se ao menos Sakura não houvesse profanado aquelas palavras na direção do rapaz...

×××××

A casa de Naruto Uzumaki era de certa forma era um pouco grande demais na opinião do rapaz. Havia mais de cinco quartos, sendo que os residentes eram somente eles três. Possuía uma decoração moderna e bonita, com alguns objetos coloridos, ao gosto de Kushina. Seus cômodos eram todos vastos, e sempre perfeitamente limpos. 

Seus móveis eram todos feitos sob medida, para dar um ar mais homogêneo ao ambiente. De todos os quartos, quatro deles eram suítes, contendo um banheiro próprio, e apenas um quarto era mais modesto, a pedido de Minato. Era onde seu avô Jiraya costumava ficar sempre que aparecia em suas visitas inesperadas.

 O velhote odiava "muita frescura", como ele mesmo costumava chamar as exigências da dona da casa, preferindo levar uma vida mais simples e sem muitas regras. Era isso que o loiro amava mais em seu avô, e o amor pelo basquete viera exatamente da influência de Jiraya. 

Ele tentava não pensar muito nisso, depois de ter ouvido as duras palavras do seu médico lhe dizendo que não poderia mais jogar basquete. Mas era inevitável pensar no esporte, sabendo que o velho estaria para chegar essa semana. 

O futuro advogado, treinado pelo próprio pai, chegará em casa cedo naquela tarde. Sua perna esquerda ainda incomodava quando se esforçava demais, e hoje particularmente o loiro andou de lá para cá no escritório de seu pai, ajudando-o a resolver alguns casos judiciários muito importantes. 

Então, pediu na maior cara de pau para Minato o liberar, e o seu pai, duro por fora mas sempre extremamente preocupado com o bem estar do primogênito, aceitou o pedido.

Chegou em casa, abrindo a porta e jogando suas chaves e aparelhos celular na mesinha de Centro da entrada, como sempre fazia. Desfez o nó da gravata cara e totalmente sem graça pra ele, junto com o paletó, deixando ambos jogados no sofá - Ela sabia que sua mãe detestava bagunça, mas nunca foi um cara muito organizado - e se dirigiu a sua parte favorita da casa, a cozinha.

Sua mãe parecia estar o esperando ali - Minato havia avisado que ele estava para chegar - e de costas para o filho, ela se segurava no mármore da pia, sem saber como começar o  que tinha para falar. Naruto apenas encara as costas da mãe, que vestia um de seus costumeiros vestidos colados ao corpo jovial, dessa vez escolhendo um da cor bordô que contrastava bem com seus cabelos avermelhados vivos. 

- Olá, mãe. Pedi para sair mais cedo hoje, espero que você não se importe..

A mãe do rapaz de 23 anos sempre fora muito explosiva, a personalidade extremamente forte tornava difícil a convivência em seu lar caso as coisas não saíssem como ela queria. 

No acidente do ano passado,  a calma do lar fora interrompida, a matriarca espumou de raiva ao descobrir que Naruto estava com a amiga de infância naquele momento, justamente tentando animar a  garota que já estava num estágio inicial de depressão, se trancando em casa de maneira suspeita, "bobagem de adolescente" para a dona Uzumaki. Isso só tornou a convivência de mãe e filho mais difícil ainda

Porém, Sakura facilitou tudo para eles.

Não havia jeito certo de começar esse assunto, então ela decidiu ser direta e bem clara com o jovem.

- Mebuki ligou. — a ruiva solta, ainda de costas, sem querer mostrar o desgosto que contar isso lhe dava.

O loiro para no outro lado da mesa que estava entre eles, seu rosto virando uma máscara de dúvida e curiosidade.

- É sério isso? O que ela queria? — Ele indaga sua mãe, mostrando a confusão no seu tom de voz. 

Um ano foi suficiente para cortar todos os laços com a família Haruno. Sua mãe fez questão disso.

- A filha dela queria ver você. — A senhora infatiza o "querer" no passado. Naruto sabia o que isso queria dizer. - Parece que ela não se lembra de nada, e desejava sua visita por algum motivo.

O coração do loiro bate descompassado com a lembrança de sua amiga de infância. O amor que ele nutria por ela jamais foi embora, mas as palavras cortantes da menina ainda doíam como cortes recentes. Doíam mais do que o próprio acidente.

Porém o filho único dos Uzumaki nunca fora muito sensato a respeito dela, então tudo que ele deseja é vê-la, pois era o que a mesma queria. Ele realizaria o desejo de Sakura. Mesmo que tivesse que passar por cima da vontade da mãe.

- Sakura quer me ver? E onde ela está? — Ele franze o cenho, apertando as mãos em punhos. Sua vontade de correr até a amiga faz com que sua voz saia com um tom de urgência.

E Kushina vira para encarar o filho, indignada. Não sabe o que responder, e se irrita com a facilidade que o filho perdoará as palavras cruéis da garota. Oras, a culpa dele ter perdido seu sonho era toda dela!

- Responda, mãe. Ou eu irei atrás dela do meu jeito! — Ele ameaça, fazendo sua mãe bater com força na mesa a sua frente. 

- Que merda essa, Naruto? É só essa garota estalar os dedos e você corre atrás? 

- Mamãe...

- Ela está num manicômio! — A dona da casa grita, tapando a boca rapidamente, o arrependimento tomando seu corpo. Isso só incentivaria mais o filho, e Kushina sabia disso.

Naruto arregala os olhos em descrença, incapaz de acreditar e achar um motivo para Sakura estar em um lugar desses. Ele não é capaz de dizer mais nada, seu corpo respondendo por ele. O rapaz toma o mesmo percurso, correndo pra longe das acusações da mãe em direção a saída, pegando as chaves e voando para o carro, a expressão horrorizada com as possibilidades, o cenho franzido. Sempre se deu bem com os pais da amiga, e não entendia o porquê deles tomarem tal atitude. Ele precisava saber. 

Havia seguido ás regras de seus pais a tempo demais. Independente do que a rosada falará, a mesma precisava do Uzumaki naquele momento. E o loiro não a desapontaria.

×××××


Pain estava sentado em uma cadeira desconfortável, no meio de uma sala escura, luzes neon mal iluminando os vidros bizarros com conteúdos duvidosos dentro dos mesmos, dando um ar macabro para aquele ambiente, mas que não afetava o ruivo, que acreditava ter lugares piores que aquele. O mesmo já havia presenciado alguns.

Fora levado ali por uma enfermeira de confiança do seu psiquiatra. 

Sempre soube que Orochimaru tinha um esconderijo dentro da Clínica, mas nunca pensou que seria em um lugar tão óbvio: o porão. 

O fato do Diretor não descobrir isso só mostrava o quão incompetente ele era. 

Os olhos do ruivo vagavam pela sala, encontrando alguns desenhos bizarros de cobras e seres humanos se fundindo, e uma pratelheira cheia de crânios o encarando. E era ele que estava internado como louco naquela instituição, pensou sarcasticamente.

- É um prazer vê-lo com semblante tão divertido hoje, Yahiko. —  Orochimaru provoca, caminhando calmamente até a grande cadeira atrás da mesa de madeira em seu esconderijo.

- Não me chame assim. —  Pain rosna para o homem de cabelos longos e olhar predatório. 

- Tudo bem, Pain. Vamos direto ao assunto. Chamei você hoje aqui não para uma consulta... Mas para uma informação. —  Os olhos do Doutor brilhavam excitados para o ruivo a sua frente, deixando o paciente desconfortável com com a expressão perturbada do homem que dizia ser um psiquiatra. 

- Qual informação eu poderia ter de útil? Estou trancado aqui à dois anos. — Resmunga o ruivo, impaciente. Estava no horário do seu café, e estava perdendo o tempo que teria o quarto só para si nessa sala abafada com seu doutor patético.

- Sua colega de quarto. Você pode me confirmar que é mesmo Sakura Haruno?  — O homem pergunta, sem mais delongas.

Isso faz que Pain fique surpreso. O que seu médico queria com a garota de cabelo róseos? E por quê ele mesmo não confirmava isso com o Diretor, Kakashi Hatake?

- Sim, é esse o nome de minha nova colega de quarto. E daí? —  O rapaz pergunta num rosnado, a voz rouca ecoando alto pelo porão. - Você trabalha aqui. Porque eu que tenho que lhe dar tal informação? 

Orochimaru gargalha. Então a garotinha realmente fora parar ali. Que obra do acaso. Ainda por cima, estando louca. Ouvira as enfermeiras comentando sobre o pequeno surto da nova paciente na sala de Sasuke Uchiha.

Não imaginava jamais encontrar a moça naquele lugar, mas isso facilitava muito os planos dele.

O moreno de cabelos negros e olhos de cor exótica tira dois comprimidos de Vicodin do bolso da calça, depositando por cima da mesa na frente de seu paciente.

- Isso é tudo que você precisa saber. Dois comprimidos que tirarão cada pensamento ruim a respeito de si por algumas horas. Aproveite. 

Com o dedo indicador o doutor perturbado chama a enfermeira para dentro da sala, para que ela levasse o rapaz de volta a sua rotina. Yahiko vai embora sem pestanejar, afinal, ficará surpreso demais com a atitude do médico. Dando-lhe um remédio desses sem receita para ele? Não iria reclamar. Apenas coloca um deles na boca engolindo em seco, guardando o outro em seu bolso para depois, e se deixa ser arrastado pela enfermeira atraente.

××××


Sakura dormirá por muitas horas após a injeção de emergência dada pela enfermeira, e finalmente a rosada abrirá os olhos no início da noite. Ela ouvirá barulho de vozes altas do lado de fora de seu quarto. Sua visão embacada a impedindo de ver quem era, incomodada com o barulho que fazia doer sua cabeça, que latejava forte. 

Coça os olhos com as costas das mãos para enxergar melhor, lembrando  de uma sonho muito estranho onde ela ficava deitada em uma cama amarrada até o pescoço e vários cabos estavam conectados em sua cabeça.

 A lembrança do sonho dando arrepios na garota. 

Haruno senta-se na cama, ainda meio tonta, mas a imagem que vê em sua porta, entre as grades, a choca.

Hoje não era sábado, ela não poderia ter dormido por tantos dias dessa forma. Mesmo assim, encontra uma visão de sua mãe conversando do lado de fora com seu doutor, mas o que chama a atenção de Sakura não são os dois parados ali em uma discussão que ela não entendia, e sim dois pares de olhos azuis a fitando tão intensamente, a saudando de forma tímida com eles. De certa forma, ele parecia receoso com a reação dela.

Ela o encara de volta incrédula. Estava sonhando novamente? Nada disso parece real. Isso estava sendo uma situação atípica naquela instituição. Ninguém recebia visitas fora do dia de visitas, não? 

Haruno percebe seu amigo de infância caminhando com dificuldade, de forma estranha, a perna esquerda meio que tombando. Isso tira qualquer ar da garota, que encara aquelas pessoas com várias perguntas não feitas.

Afinal, o que havia acontecido com seu melhor amigo? 

E o que ele fazia ali numa hora dessas?









Notas Finais


Geeeente, que capitulo foi esse xD Desculpem por sumir durante todos esses dias, estava meio perdida nessa história mas finalmente me achei, e estou amando ela. Dedico esse capitulo á Heloísa, minha amiga maix linda que me ajuda tanto todos os dias, e me ajudou muito nesse, inclusive me incentivando a continuar.

Acho que ao invés de responder algumas dúvidas, apenas aumentei o número de perguntas né? Espero que vocês não me odeiem por isso. Juro que tudo será respondido na hora certa.
Vejo vocês nos comentários meus amores <3
(Não revisei ainda, queria postar de uma vez ;-; mas já vou corrigir qualquer erro, peço desculpas se houver.)


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