História Psychosocial - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lendas Urbanas
Tags Jeff The Killer
Exibições 10
Palavras 1.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lírica, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Oioi! Tudo bem? Então, hoje eu acordei inspirada e estou muitooo ansiosa para postar os próximos capítulos, então provavelmente vem mais por aí haha

Capítulo 4 - Viertens


Fanfic / Fanfiction Psychosocial - Capítulo 4 - Viertens

Eram oito e dez. Eu não tinha muito o que fazer. Meu quarto estava ligeiramente arrumado, não havia lição de casa, Elisabeth ainda estava fora. A monotonia invadia o ar. Resolvi tomar banho...

Eram oito e quarenta e quatro. O tempo parecia não passar. Por um momento desejei estar com alguém, em algum lugar, sem me preocupar com a hora ou com o que eu teria que fazer. Isso seria algo totalmente normal. A não ser que estejam falando de Angel Osbourne.

Deitada em minha cama, fui fechando lentamente meus olhos. Ao menos eu poderia dormir sem me preocupar com nada. Eu deveria aproveitar meus momentos de sono, minha insônia aguda não me deixava dormir mais que quatro horas por noite. Dormi sabendo que acordaria no máximo uma hora depois sem sono. Se você perde seu sono constantemente durante a madrugada, vá a algum médico. Falta de sono ou muito sono nunca significam algo bom.

Acordo ao som de Nothing to Lose do Billy Talent. Era meu celular tocando. Elisabeth para ser mais precisa. Dormi por exatos cinquenta minutos, mas continuava sonolenta. Logo essa sensação devia passar.

– Angel? Você está me ouvindo? – Elisabeth falava um pouco desesperada, tinha muito barulho no lugar onde ela estava e a ligação também não era das melhores –Oiee? An? –Essa era a forma carinhosa e totalmente original pelo qual Elisabeth me chamava. Desde que passei a morar sozinha com minha irmã “An” era meu apelido

– Estou ouvindo. –Respondi, tentando reproduzir a melhor voz possível. Ou ao menos uma voz de quem não tinha acabado de ser acordada no meio de suas melhores e poucas horas de sono. O que havia sido uma tentativa totalmente falida, pois eu parecia mais uma idosa com bronquite falando ao telefone do que uma pessoa saudável tentando se comunicar.

–Ah, oi Angel. Sou eu. Só liguei pra avisar que vou ter plantão hoje de noite... Esse hospital está um inferno durante essa semana. Nunca vi tantas pessoas esfaqueadas ou psicóticas em tão pouco tempo. Acredita que está tendo um surto de crimes e as vítimas juram ter visto um monstro? Hahaha. Inacreditável. Espero que não se importe de ficar só...  –Elisabeth era técnica de enfermagem e qualquer plantão que ela fizesse a mais renderia um lucro considerável.

–Não me importo. –Não mesmo. Eu amava Elisabeth, mas o silêncio às vezes era mais reconfortante.

–Tudo bem então. Quando eu voltar podemos almoçar juntas... Faz um bom tempo que não saímos e eu estou realmente com vontade de comer torta de abóbora.  –O que era verdade. Eu sempre estava ou na escola, ou Elisabeth sempre estava trabalhando. Não havia tempo para coisas banais como “sair para curtir” ou almoços familiares para discutir sobre minha monótona vida escolar, ou como as pessoas da cidade têm dito muito frequentemente sobre ver sombras estranhas as seguindo de noite (esse era o motivo de Elisabeth achar que as pessoas estão ficando loucas).

– Pode ser. Você quer que eu faça algo pra você antes que volte do plantão? – Elisabeth sempre chegava cansada dos seus plantões, nunca me importei em ajuda-la a fazer algo para comer ou arrumar a casa. –Algo como café, um suco? Quer que eu compre pão?

–Não, obrigada. Sinto muito por deixa-la sozinha...

–Já disse. Não me importo.

–Ok então. Tenho que ir. Se cuida, viu? Pode ser perigoso ficar sozinha, ainda mais com tantos assassinatos ocorrendo. Lembre-se de trancar tudo. Tem macarrão com queijo na geladeira. Te amo muitooo –Ela disse com a voz de um dublador de anime infantil. Hamtaro para ser mais exata. Aquele desenho de que passava há mil anos, mas que marcou a infância de muitos. – Tchau An...

–Uhum. Eu também. Tchau.

De certa forma ela tinha razão. Têm ocorrido muitos assassinatos nos últimos meses e todo cuidado é pouco.

Eram nove e quarenta. Me movimento em cima da minha cama e sinto meus pés tocarem algo. Um livro. O livro. Urban Legends. Sentei na cama e o alcancei. O foleei. Era um livro de contos com imagens. Comecei a me interessar. Desde que “Os caça fantasmas” começou a desvendar essas lendas e o público viu que não passava de histórias inventadas ou equívocos, as lendas urbanas perderam sua popularidade. Mas eu gostava delas. Eu gostava de como o mistério e o ar macabro estavam presentes nessas histórias.

Eu procurava alguma lenda que me despertasse interesse. A leitura era variada, ia desde Drácula e Frankenstein até as lendas mais recentes, como A Loira do Banheiro, A Bruxa do Espelho (B.M.), O Gula, O Espantalho, Slender Man, Jack Eyless... Eu conhecia a maioria dessas histórias e já estava desistindo de procurar por algo novo. Mas resolvo terminar de folear. Meus dedos pausam em uma página. Jeff The Killer. Eu nuca havia ouvido falar sobre essa lenda, apesar de não me parecer algo inovador e cativante. Eu não tinha muito o que fazer uma vez que meu sono havia se perdido, lê-la seria uma bom passa tempo.

Era um grande texto com poucas fotos. Comecei a ler.

 

“Jeff The Killer

 

Jeff nasceu em Milwaukee, Wisconsin no dia 21 de maio, filho de Lionel e Joyce Dahmer.

Quando tinha aproximadamente 13 anos, se envolveu em uma briga com três garotos da nova cidade na qual ele e sua família haviam se mudado. No meio da briga Jeff e de um acesso de raiva súbito. Ele sentiu uma sensação como nenhuma antes, algo como poder e ódio, essa sensação o consumia fugazmente e tomado pelo calor do momento Jeff esfaqueou dois meninos superficialmente com um canivete que havia posto em seu bolso, entretanto o terceiro foi golpeado profundamente, gerando uma grave lesão no estômago.

Um tempo depois do ocorrido, a polícia bateu à porta de sua casa. Seu irmão mais velho tomou toda a culpa para si. Jeff ficava cada vez mais transtornado, tanto pelos recentes ocorridos como pela prisão do irmão, o qual era muito apegado.

Pouco tempo depois se sentia estranho na hora de dormir. No dia seguinte Jeff foi à festa de seu vizinho com seus pais. No começo ele era o “excluído” mas depois de sua mãe pedir para ele brincar com as crianças lá fora ele começou a se divertir com toda criança normal.

Mais no meio da brincadeira, ele escuta um barulho de rolamento do lado de fora da cerca, eram os três meninos de novo.

 –Olá Jeff, acho que temos algo para resolver! – E sorri ironicamente.

Dois deles estão armados e o outro está com uma faca. No meio da festa eles começam a brigar. Um deles espanca Jeff com garrafadas em sua face e ao mesmo tempo fala:

–Vamos Jeff brigue comigo! Levante-se Jeff, seja homem!

Até que Jeff se levanta com o rosto repleto de sangue. Percebia-se a ira em seus olhos, eles pulsavam vermelhos escarlate.  Todos da festa olhavam para eles. Mesmo sabendo disso, dois garotos levantaram uma arma dispararam contra Jeff. Jeff saiu correndo pelas escadas, se trancou no banheiro e pegou algum objeto para usar contra um dos garotos.

Jeff sai do banheiro e da uma pancada com o objeto que ele pegou no banheiro na nuca do seu oponente. De repente ele sente sua pele ardendo, é quando percebe que jogaram algum tipo de bebia alcoólica em seu corpo. Logo após, Jeff pega a faca da mão do outro garoto e o golpeia até o mesmo ficar inconsciente. Após ele cair solta uma risada sarcástica, satisfatória. Então pergunta:

 –O que é tão engraçado?

–O que é engraçado? Engraçado é que você está coberto de álcool! – Pega um isqueiro, acende e joga em Jeff, que ele desce as escadas em chamas e a última coisa que vê são seus pais tentando apagar as chamas de seu corpo.

Quando Jeff acorda, ele está no hospital com gesso na maior parte do corpo. É a hora de tirar gesso do seu rosto. Sua mãe se apavora e grita agudamente no quarto do hospital. Jeff vai ao banheiro e se olha no espelho, ele fica calado e até que seu irmão fala:

 –Calma Jeff, até que não é tão ruim!

Jeff responde:

–Não é tão ruim? É PERFEITO! Combina totalmente comigo! –Toda sua família se surpreende com sua reação. Ele permanecia sorrindo como nunca havia sorrido antes.

Voltando para casa, de noite, sua mãe escuta um barulho vindo do banheiro e decide ver o que é. Chegando lá, ela vê Jeff com sua boca cortada de ponta a ponta, formando um sorriso medonho.

–Jeff o que você fez? –Ela está assustada. Seu filho estava irreconhecível.

 –Não está vendo mamãe? Agora eu sempre irei sorrir! E não estava conseguindo me olhar, meus olhos se fechavam, eu estava ficando sonolento, por isso queimei minha pálpebras. Por que? Não estou bonito?

–Sim filho, está lindo! –Ela volta para o quarto e fala com seu marido –Lionel, Jeff se cortou!  Está horrível! –Ela diz desesperadamente. O medo era visível em seus olhos. Ela sabia que havia perdido seu filho. Seu verdadeiro Jeff para sempre.

Mas Jeff a escutava pela porta do e gritou irado:

–VOCÊ MENTIU PARA MIM?  EU NÃO ESTOU BONITO?

Então a última coisa que ela viu foi Jeff correndo para cima dela e a esfaqueando juntamente com seu pai.

Seu irmão acordou com os barulhos, mas apenas fechou os olhos e tentou voltar a dormir. Jeff entra no quarto e seu irmão acorda. Ele olha para cima e vê uma faca apontada em seu pescoço e ele escuta uma voz sussurrando:

–Shhh… VÁ DORMIR”

Aquela história... Já se passava das onze horas e eu estava estática. Não passava de mais uma leitura ruim, muitos erros e falta de coesão, de fato parecia uma história feita por uma criança, entretanto minhas mãos estavam tremulas e meus olhos ardiam. Jeff... Jeff the Killer... Ele era o único ser que eu não poderia descrever com uma única palavra. Egocêntrico? Monopolizador? Sociopata? PERFEITO? Eu o compreendia. Sim. O compreendia à minha maneira. Eu sabia que o Jeff da história não era o “verdadeiro”, não era tão infantil ou imaturo... Eu compreendia totalmente todo esse ódio. Creio eu que chega um momento em que todo o vazio se materializa e nossa alma e acaba por transbordar. Sentimentos que não posso ceder pulsam em meu peito, pensamentos que me fazem pensar. Não estaria eu perdida?


Notas Finais


Então???


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