História Psychosocial - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lendas Urbanas
Tags Jeff The Killer
Exibições 4
Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lírica, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Como prometido, mais um cap! Aproveitem!

Capítulo 5 - Fünfte


Fanfic / Fanfiction Psychosocial - Capítulo 5 - Fünfte

Eram quase duas da manhã e eu ainda estava envolvida por aquelas palavras “Vá dormir”... Mesmo já tendo começado a ler outros livros eu não prestava mais atenção aos parágrafos. Já tinha relido as mesmas palavras mais de sete vezes, mas depois da segunda linha meus pensamentos se voltavam para Ele.

Jeff foi traído. Jeff estava mais uma vez sozinho. Matar não haveria se tornado uma forma de vingança? Uma forma de descontar em todos, suas frustações? Mesmo não estando citado na creepypasta, mesmo não estande escrito em nenhum lugar, Jeff também já foi humano, e como qualquer um de nós ele guardava mágoas e rancores. Mágoas que se tornaram cicatrizes e que nunca serão esquecidas. Não sei o motivo de suas dores. Mas sei os meus. E ás vezes, eu tinha vontade de fazer o mesmo que ele.

Não seria culpa dele se sentir daquela forma, seria? Aquele sentimento que o invadia se chamava ódio. E em seus cinco segundos de loucura algo o envolveu, tornando seus poucos segundos eternos. O ódio o consumiu. O ódio e algo a mais...

Eu o invejava. Ele percebeu que “se as pessoas morrem por amor elas podem ser salvas pelo ódio”. Pois “não importa o quanto tente, você sozinho não pode mudar o mundo”. Encontrar alguém disposto a mudar o mundo com você é a parte mais complicada. Eu ainda não sabia como viver minhas próprias emoções. Meu coração permanecia escuro. Meu ódio não era acompanhado de coragem, mas sim, de criatividade...

Meu corpo pedia descanso. Eu nem ousava olhar para o relógio, eu só iria me assustar mais ainda com o quão rápido as horas passavam.

Levantei-me da minha cama. Minha calça moletom folgada, se arrastava no chão e dobrava na sola de meus pés. Ao descer as escadas eu me tornava um alvo fácil para a Sra. Morte. Não me importava.

Eu procurava remédios para dormir. Se não fosse por eles eu nunca mais dormiria, e de qualquer forma, eu estaria mais segura dormindo do que acordada. Estaria segura de mim mesma.

O encontro. Meu remédio. Apoiada sobre a pia do meu banheiro eu encaro o espelho. Lembro-me de uma música... Ri de mim mesma.

–I can't escape this hell…So many times I've tried. But I'm still caged inside…Somebody get me through this nightmare, I can't control myself. So what if you can see the darkest side of me? No one would ever change this animal I have become… – Começo a cantarolar.

Tomo alguns compridos. Encaro a cartela. O que alguns comprimidos a mais, como este, poderiam fazer comigo? Com toda certeza não resolveriam meus problemas, e ainda por cima, causariam mais problemas à Elisabeth.

Voltando ao meu quarto percebo sombras. Elas se movimentam como em uma dança. Uma valsa onde baila a besta. Eu gostaria de acreditar que elas poderiam ser efeito do meu remédio. Mas eu sabia que não eram... Eram meus demônios. Aqueles que eu não conseguia afogar...

Arrumo minha cama para dormir. Mesmo com uma grande quantidade de soníferos, meu sono ainda demoraria algum tempo para vir. Então busco ajuda de meus amigos. Meus fones. Coloco músicas no aleatório.

 

Eu abro meus olhos

Eu tento enxergar, mas eu estou cego

Pela luz branca

 

Não consigo lembrar como

Não consigo lembrar o por quê

Estou deitado aqui esta noite

 

E eu não posso suportar a dor

E eu não posso fazê-la ir embora

Não, eu não consigo suportar a dor

 

Como pôde acontecer isso comigo?

Eu cometi meus erros

Não tenho para onde fugir

A noite continua

 

Enquanto sumo aos poucos

Eu estou cansado desta vida

Eu só quero gritar:

Como pôde acontecer isso comigo?

 

____________________________________________________________

Acordo com frio.  Abro meus olhos lentamente. As janelas estavam abertas. Elisabeth teria chegado e as aberto? Quatro e três. Ela ainda não poderia ter chegado do trabalho. Seu plantão iria normalmente até às seis e meia.

Levanto-me e fico parada ao lado da cama. Havia algo lá. Sempre houve. Mas agora estava á minha frente. Por trás das cortinas. O cheiro de sangue invadia o ar e eu podia ver o contorno de um ser no canto do quarto, um canto onde a luz do poste da rua não iluminava.

Minha mente me diz para sair correndo. Minhas pernas não me obedecem. Meu coração está disparado e minhas mãos estão suando frias. 

A criatura dá um passo para frente. Agora posso vê-lo. Calças jeans rasgadas. Um casaco branco, sujo de sangue e um pouco de terra. Uma faca enferrujada nas mãos. E seu rosto... Totalmente branco, deformado, com olhos escuros e bem contornados... Um sorriso. Não qualquer sorriso. O sorriso. Não podia ser... Jeff The Killer?

Fico parada. Não com medo, apavorada. Surpresa. Ele era real. REALMENTE real. Ele nota minha reação.

–Devo reconhecer que a sua reação é única entre todas as minhas vítimas. –Ele começa a rir sarcasticamente – E então. Pronta?

–P-Pronta?  –Eu sabia do que se tratava. Morrer. Mas em tal situação, seguir o script de filmes de terror me parecia mais convidativo.

–Para morrer, é claro! –Ele nunca parava de rir. Sua risada era alta e nem um pouco contagiante. O que me fazia ter esperanças de que algum vizinho pudesse ouvir e chamar a polícia. Mas ninguém o fez, ninguém nunca o faria, ninguém nunca se importou em perguntar meu nome ou de Elizabeth, sempre queriam saber das fofocas mas nunca se ofereciam para fazer algo realmente útil. –Pessoas diferentes, mesmas perguntas. Incrível, como vocês ainda acham que morrer não vai ser seu fim esta noite?

Jeff começou a correr na minha direção com sua faca. Ele era rápido e parecia estar decido sobre o que fazer. Me matar. Ele projetou seu corpo sobre o meu, me fazendo cair sobre a cama. Ele estava de quatro, imobilizando meus braços e pernas. Com uma mão ele apertava a ponta de sua faca contra minha bochecha. Eu não tinha muito o que fazer. Talvez se eu ficasse parada minha morte não seria tão dolorosa.

–E então? Como é estar prestes a morrer? –Ele parecia se divertir com minha aflição.

Como é morrer? Essa era mais uma pergunta retórica. Morrer sempre é ruim, apesar de neste momento eu estar contrariando vários pensamentos Socráticos. Não importa como seja a morte. Mesmo os suicidas, aqueles que planejam sua morte, não querem morrer, querem acabar com a sua dor. Eu respirava. Meu coração batia. Mas eu, de fato, não estava viva. Já havia morrido há muito tempo. Tudo já estava perdido e ninguém poderia me salvar agora. Não pude me segurar. Permiti-me rir. Eu iria morrer de qualquer forma, rir em leito de morte é como cuspir na cara da vida e dizer: “Hey, acabou. Você não me prende mais. Estou livre desse inferno. Passarei deste direto para outro”.

–Como é estar prestes a morrer? É quase como um sonho realizado. É o fim para uns, mas para mim... É só o começo. –Minha audácia me assustou por um momento, e quase desejei nunca der dito aquilo.

 Jeff parecia meditar em minhas palavras mas ele continuava a rir, um riso abafado, como quando você está com asma e sua garganta está inchada. Suas mãos pendiam. Ele fez menção de me golpear com a faca mas ela passou direto pela minha bochecha, fazendo um pequeno corte em meu rosto. Eu esperava alguma reação sua, para que eu soubesse o que fazer também. Podia sentir meu sangue quente escorrendo pelo corte em meu rosto e pingando em minha roupa de cama. Ele olhava em meus olhos. Os mesmos olhos que me observavam. Escuros, sombrios e vagos. Eu o encarava de volta.

A criatura foi se afastado sem perder o “senso de humor”. Voltando para as sombras de onde havia saído. Com seus olhos voltados para o chão, ele parecia apreensivo. Eu, sentada na cama, o observava.

–Você sabe como é morrer, as não sabe como é viver? Bem, eu também não sei... Vá dormir... –Jeff falava. Não havia mudança de expressão, sua voz continuava firme.

Ouço passos. Elisabeth! Viro-me rapidamente para a porta por puro reflexo. Quando tento falar novamente com Jeff, ele já havia desaparecido. Deixando apenas a janela uma vez fechada, agora aberta.


Notas Finais


Então?


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