História Psychotic Minds - Stony - Capítulo 17


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Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, James Rupert "Rhodey" Rhodes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pantera Negra (T'Challa), Pepper Potts, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers, Thor
Tags Bucky Barnes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Peter Parker, Sam Wilson, Steve Rogers, The Avengers, Thor, Tony Stark
Visualizações 84
Palavras 2.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Chegay povão
Sei q demorei, parem de me atirar pedras
Tava complicado escrever '--' muito mesmo
Mas, finalmente, chegou
Espero q tenha valido a espera hehe
Tchau coisinhos, boa leitura ^^

Capítulo 17 - I'm trying to help you


Fanfic / Fanfiction Psychotic Minds - Stony - Capítulo 17 - I'm trying to help you

 

As lágrimas começaram a escorrer. Seus corações chamuscavam e os batimentos cardíacos aumentaram de velocidade. O trio se encarava no mais profundo silêncio, sem previsão do que aconteceria em seguida. 

Tony estava parado na porta, como uma estátua. Estava praticamente incapacitado de se mover. Steve o olhava com a visão levemente embaçada, e suas órbitas brilhavam em contraste com a luz leve de seu quarto. Já Peter, estava quieto e imóvel. Não se separou de seu pai em momento algum, e muito pelo contrário, o abraçou com ainda mais força. Rogers, abalado e sensível, mantinha uma posição aflita. Não conseguia controlar-se o suficiente. Estava quase chegando ao ponto de berrar incessantemente, liberando suas tristezas e sua raiva. Stark, a beira de um abismo de memórias, estava apenas aguardando. Mas aguardando o quê?

É claro que, Tony Stark é e sempre será Tony Stark. Ele sempre vai ser aquela pessoa que estava certa, e assim que você perceber isso, ele vai jogar na sua cara. Tudo o que ele estava esperando agora eram as súplicas e as desculpas de seu amado capitão. Queria vê-lo desculpar-se, e até se possível, ajoelhar-se a frente do moreno. Por mais cruel - ou não - que isso possa parecer, nós sabemos que bem lá no fundo, Tony quer desculpar Steve. Quer sorrir para ele, agarrá-lo e beijá-lo intensamente. Ficar com ele, como antes. Quando eles eram uma linda família. Tony quer seu Steve de volta, e Steve quer seu Tony de volta. E, pelo que parece, o único ser racional que consegue perceber isso é Peter. Pra variar.

Peter é uma daquelas pessoas que dificilmente se distraem. Ele consegue prestar atenção em cada minuciosa palavra, ou em cada delicado movimento que ocorre a sua volta. É claro que, parte disso vem de seus poderes e sentidos de aranha. Mas, resumindo, Peter basicamente compreendeu que ambos estão sentindo a falta um do outro, e que eles não conseguem voltar a se relacionar. Mas por quê?

A primeira alternativa que surge na mente de Peter com certeza é que Tony é orgulhoso demais. Temos que ser sinceros, é claro que isso é verdade. Isso pode até ter colaborado para o término deles, mas obviamente Steve tem uma parcela bem maior de culpa. Afinal, ele traiu Tony. E traição, é algo um pouquinho sério demais para se discutir. Se Tony e Steve começassem a falar sobre isso, eles brigariam e Peter ganharia mais uma remessa de problemas novos. E, daí por diante, a mente de Parker estaria ocupada demais arquitetando planos para juntar seus pais, enquanto os dois brigavam e se magoavam ainda mais. Com certeza, nós não queremos isso.

Ou queremos?

X

Steve olhou-o arrependido. A sinceridade que se passava em seus olhos era mais do que clara para Tony. Ele conseguiu perceber o quanto Rogers estava sofrendo. Mas ele fez por merecer. A vida está retribuindo-lhe os apuros que ele fez Tony passar. Afinal, tudo o que vai, volta... Certo?

Para Tony, essa frase não faz muito sentido. É a mesma coisa com "se colhe o que se planta". Desde quando Stark plantou tanta gente filha da puta? Ele deve estar colhendo as plantas de outra pessoa, só pode.

X

Um clima tenso e nervoso instalou-se naquele quarto. O cubículo estava sobrecarregado demais com aquela atmosfera pesada. Os três que estavam ali sentiram a pressão cair sobre seus corpos, alastrando-se devagar sobre eles. Diversas emoções atrapalhadas surgiam, criando uma confusão interna. Por um mero e curto momento, Peter se permitiu desaparecer. Era como se naquele quarto só estivessem Tony e Steve. Apenas os dois, como Parker queria. Separou-se devagar de seu pai, e saiu do quarto em passos decididos. Rogers chegou a olhá-lo sair, mas em seguida voltou seus olhos para Stark, que o encarava fixamente. Peter deu espaço para eles, e diferente de Stark, não ficou tentando escutar através das paredes. Ele respeitava esse momento com a sua vida. Sumiu em meio ao ambiente escuro e foi até uma janela. Ficou observando as estrelas e a lua, que eram como gotas prateadas sobre o manto negro e sombrio da noite. 

Seus pais, enfim a sós, não apresentaram muita movimentação após Peter deixá-los sozinhos. Continuavam se encarando fixamente, com as lágrimas fluindo de seus olhos molhados, e os sentimentos explodindo dentro de seus corpos. 

É uma pena que nem todos os sentimentos são bons. Eles nascem, brotando como flores. O problema, é que nem tudo que brota é flor. Também existem as ervas daninhas. E são sentimentos danosos assim, que fazem com que relacionamentos e laços sejam quebrados. No momento, o coração de Tony está enrolado em várias ervas daninhas e espinhos, enquanto o de Steve está libertando-se, explodindo em um jardim florido. Rogers está retirando as ervas daninhas, tentando esquecer um passado cruel e lamentável. Já Stark, antes possuía um coração que vivia brotando flores, mas que após ser cruelmente machucado, se protegeu em uma armadura espinhenta de ervas daninhas. Seu coração tornou-se frio e duro, impenetrável. Ele não queria se machucar de novo. Suas flores murcharam. O amor que residia dentro dele começou a morrer, e Steve não quer que isso aconteça.

Não enquanto ele ainda pode salvá-lo.

Em um ato decisivo e corajoso, o loiro levantou de sua cama. Andou em passos vagarosos em direção a Tony, enquanto seu coração acelerava. Chegou próximo a ele, a menos de um palmo de distância. Stark começou a suar frio, temendo o que aconteceria. Eles estavam sentindo a respiração um do outro, batendo contra suas faces. A mão do loiro acariciou o queixo de Tony, e o segurou levemente, puxando-o para si. Suas lágrimas, antes diversas, agora cessaram. 

Seus lábios estavam próximos. Muito próximos. Stark estava temendo o passo seguinte.

Rogers, um pouco relutante, tomou a iniciativa. Aproximou devagar sua boca, e a encostou na de Tony. O gênio sentiu aquele suave e macio toque, que antes o deixaria ainda mais louco pelo loiro. De súbito, foi como se suas pernas enfraquecessem e ficassem bambas. Ele achou que iria desmaiar. Dentro dele, era possível perceber um sentimento misto de medo, amor e ansiedade. Tony pensou, de forma rápida, porém profunda e complexa.

Ele hesitou. Não poderia ceder a aquela grande tentação.

Levou sua mão ao peito de Steve, e levemente, o empurrou para longe de si, aumentando a distância entre os dois. Rogers, não entendendo, o olhou confuso. Estavam a poucos centímetros um do outro. 

- Não, Steve... - Num sussurro, Stark disse, com a cabeça um pouco abaixada, olhando para o chão.

Rogers, porém, nada disse. Apenas ficou esperando Tony dizer mais alguma coisa. O mesmo levantou seus olhos cor de âmbar para ele, que agora estavam quase desabando em lágrimas. 

- Não dá. - Foram suas últimas palavras, antes de sair daquele quarto.

Steve, com um certo grau de choque, continuou ali, parado como uma pedra. Piscou algumas vezes, e resolveu ir atrás de Stark. O encontrou andando rápido, indo para sabe-se lá onde. 

- Tony! - O loiro disse, tentando segurar seu braço, mas Tony o soltou, e continuou a andar, tentando sair de perto de Rogers.

Peter, já em outro lugar da torre, percebeu que havia algo errado. Algo o dizia para ir atrás de seus pais. Foi de forma ágil, contornando corredores e atravessando salas, em busca deles. Perto da cozinha, ele teve a impressão de ter ouvido algo. Indo em direção aquele local, virou em uma porta e encontrou o que procurava: Seus pais.

Aparentemente, discutindo. Que ótimo. 

- O que houve, Tony? - Rogers perguntou, preocupado.

- Nada, Steve... Só me deixe em paz. - Disse Stark, ríspido, sem ao menos olhar para ele. Após isso, Steve calou-se, e Tony continuou andando, provavelmente em direção ao seu quarto.

- Fui eu, não foi? - O loiro disse, com a voz baixa. Foi possível perceber algo a mais naquelas palavras. O arrependimento e a dor. 

Tony parou bruscamente. Fechou seus olhos fortemente, e cerrou os punhos. Tentou ser mais forte que a sua raiva. Não podia se descontrolar naquele momento. Atrás dele, Steve continuava aguardando uma resposta. Andou devagar até o mesmo, e pôs suavemente sua mão no ombro de Stark.

- Por favor... Me diga o que está acontecendo. Eu posso ajudá-lo.

- Quer... Me ajudar? Essa é boa, Ste. Muito boa. - Tony se virou para ele e disse, áspero. Estava prestes a explodir.

Rogers não respondeu. Estava prestes a dizer algo, quando percebeu uma gota de suor escorrendo da testa de Stark. Ele começou a tremer, e deu um grito de dor. Abaixou-se, apertando seu peito, que ardia como se estivesse sendo cortado. Steve paralisou-se quando viu que a camisa de Tony ganhou uma mancha vermelha.

Ah, aquilo era sangue.

Hesitante, Peter se segurou para não se envolver. Mesmo estando preocupado, ficou apenas observando. Ele não podia entrar no meio daquilo.

- M-meu Deus, Tony! Você precisa de um médico! - Rogers fora correndo ajudar seu amado, que se soltou e se afastou dele - Tony, colabore! Você está sangrando, deixe-me ajudar você!

- Cale a boca! - Tony berrou, furioso. É, agora sim ele explodiu - Argh, merda! Steve, a última pessoa que eu quero que me ajude é você! Saia de perto de mim, me deixa!

- T-Tony, entenda. Por favor, eu só quero o seu bem!

- O meu bem? Você não percebe, Steve?! Até agora, você me fez tudo, menos o bem! Você está me matando! - Ele fez uma pausa, e lágrimas de dor e raiva começaram a escorrer por suas bochechas - E-eu não entendo, Rogers, não dá! Não sei mais o que está acontecendo comigo, não consigo me reconhecer mais! Sempre que algo bom acontece, essa merda de doença volta! Eu não tenho escolha! N-não dá, eu estou cansado disso tudo. Não sou capaz de parar de... - Algo cortou sua voz, antes que ele pudesse terminar de falar. Sua visão começou a escurecer, e ele caiu no chão. Prestes a apagar, ele olhou para Rogers, e fez força para soltar o que precisava dizer - Não sou c-capaz de parar de... Amar v-você...

Foram suas últimas palavras, antes que ele desmaiasse. Profundamente aflito, Steve o pegou no colo, erguendo-o do chão. O sangue que escorria de seu peito agora manchava a blusa do loiro, que estava desesperado.

- Jarvis!  - Disse ele, chorando sem parar.

- Sim, capitão Rogers?

- Ambulância, agora!

- Já estão a caminho. - Finalizou a fiel inteligência artificial.

X

Alguns minutos depois, e eles já estavam indo para o hospital. Natasha, com todo o alvoroço, acabou acordando e se dispôs a ir junto. Alguns outros também acordaram, mas a ambulância já estava cheia, e ninguém mais poderia acompanhar. Enquanto isso, Peter continuava na cozinha. Estava chocado, assustado e nervoso. Não percebeu de imediato, mas tinha algo a mais ali. Parker rolou seus olhos, atento a todos os detalhes, e notou que mais alguém estava lá. Viu um cabelo loiro, mas não era o deu seu pai.

Era de Pepper.

Ela estivera ali o tempo todo, ouvindo e assistindo. Como um lince aguardando a hora de atacar.

"Maravilhoso! Era só o que faltava." Peter pensou. Com seus pais fora da cozinha, só restavam eles ali. O garoto andou rapidamente até ela, e a viu pegar algo na geladeira, disfarçando seu real motivo para estar lá. Ao fechar a porta da geladeira, Potts assustou-se ao dar de frente com Parker.

- P-Peter? Que susto! - Disse ela, surpresa.

- Ah, me desculpe Pepper. - Ele fez uma pausa - O que faz aqui essa hora da noite?

- Uh... Eu fiquei com fome. E você? - Ok, Pepper o pegou. Peter não esperava que ela fosse perguntar.

- A-ah, eu... Fui ao banheiro.

- Mas aqui não é o banheiro...

- É que eu passo por aqui, é o caminho mais curto até o meu quarto. - Disse ele, torcendo para que ela acreditasse.

- Hmm... Bem, eu vou para o meu quarto, ver se finalmente pego no sono. Até amanhã.

- Também vou para o meu. Tchau, Pepper. 

Embora devessem ir dormir, apenas Potts cumpriu o que falou. Wanda ajudou Peter a se acalmar, e fez companhia para ele e aos outros que estavam despertos, enquanto Pepper tentava, inutilmente, adormecer. Ela estava preocupada demais para sequer fechar seus olhos.

Ela estava com medo. Medo de que algo sério acontecesse com Tony. 

Estava com medo de perdê-lo.

 


Notas Finais


Cheguei jogando bomba
Espero q tenham gostaduuuh
Tchau amores ^^


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