História Public - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Tags Jookyun
Exibições 224
Palavras 2.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Me perdoem, pelo atraso no horários, mas eu to na data! skpams

Espero que curtam, primeiro capítulo Showki.

Capítulo 4 - Four (Showki)


Pela quarta vez naquele período, Kihyun estava atrasado. Ele sabia que dessa vez havia sido por pura irresponsabilidade sua, já que o motorista chegou na mesma hora em que ele pôs os pés no ponto de ônibus. Não havia conseguido pregar os olhos na noite anterior, estudando assuntos complicados demais para que os deixasse de lado naquele momento. Se distraiu tanto para compreender o conteúdo que mal percebeu o seu estado de cansaço, somente o fazendo quando o sol aparecia no horizonte. Com aquela visão, o Yoo sabia que estava mais do que encrencado. Seria a quarta vez que aquilo aconteceria e a terceira naquele dia em específico.

    O professor que daria a aula em questão não se sentiria nem um pouco satisfeito em saber que o aluno havia chegado tarde na classe. Kihyun acreditava que aquilo não deveria acontecer em um local como aquele, onde estavam lidando com adulto, mas a falta de compromisso com o horário rendia algumas punições que eram capazes de tirar qualquer um do seu juízo perfeito. Certa vez, o estudante recebeu uma prova única, diferente da dos demais alunos. Obviamente o conteúdo em questão no seu exercício era muito mais avançado do que o de qualquer outro, lhe rendendo uma nota baixa. Foi por pouco, mas o Yoo foi capaz de recuperar a sua nota naquele período com um bocado de esforço.

    Passou dois meses acordando ainda mais cedo e pegando um ônibus que passava meia hora antes do ideal todos os dias. Todo esse esforço foi útil, porém, naquela quinta feira, Kihyun acabou perdendo o horário pelo seu intuito de que deveria estudar um pouco mais daquele conteúdo tão trabalhoso. Como resultado, sabia que receberia uma bela bronca caso não chegasse o mais rápido o possível na sala de aula. Checou o seu relógio e notou que apenas cinco minutos haviam se passado do início da aula, fazendo com que vibrasse internamente. Provavelmente não seria punido, já que sua pressa lhe rendeu alguns bons minutos de adiantamento. Parou em frente a grande porta de madeira, respirando fundo para recuperar o ar que estava em falta em seus pulmões, apoiando as mãos em seus joelhos. De modo súbito, a porta se abriu e foi fechada em um estrondo ruidoso, vinda de um aluno visivelmente irritado e furioso. Kihyun se assustou com o barulho alto, deixando a sua mochila cair no chão. Grunhiu com raiva. O universo parecia não querer colaborar com a sua situação.

    Jogou o objeto pelo seu ombro e ergueu seu olhar, curioso para saber quem era a muralha que o impedia de entrar de uma vez por todas na aula. Para a sua surpresa - ou não - era Hyunwoo. O mais jovem soltou uma risada sarcástica, não acreditando no que estava vendo. Sua vontade foi de dar um belo golpe no meio do rosto do rapaz mais alto, tamanho o seu nervosismo é inquietude. Hyunwoo olhou para si e Kihyun se sentiu um bocado mais baixo do que realmente era. A diferença não era tão gritante, mas de certa forma, se sentiu intimidado, talvez por pura implicância com o mais velho.

    - Você não vai entrar. - Hyunwoo determinou. Kihyun bufou.
    - Mas que diabos! O que você tem com isso? Só me deixe entrar.
    - Ele não vai te deixar ficar, Kihyun. Eu só estou tentando te ajudar. - O moreno parecia bem mais calmo se comparado ao estado em que saiu da sala.
    - Saia da minha frente e deixe que eu mesmo julgo isso. - Empurrou o corpo de Hyunwoo para o lado, não o movendo o tanto quanto queria, mas foi o bastante para descontar sua fúria e o retirar do seu caminho.

    Abriu a porta e se pôs dentro da sala sem sequer pensar duas vezes no que estava fazendo, suas ações eram feitas de cabeça quente, visto que não agia muito racionalmente perto de Hyunwoo. Assim que direcionou seu olhar para o docente, se arrependeu de ter colocado o corpo para fora de casa naquele dia. O senhor de idade avançada o olhou com uma carranca irritada, lhe envergonhando o máximo que podia, seu rosto ficou vermelho como um tomate. Andou em direção ao professor, que cruzou os braços em sinal de irritação. Kihyun viu uma pilha de papéis na mesa do idoso e engoliu em seco, sem conseguir olhar para ele e muito menos para a turma.

    - Para assistir minha aula é preciso ser pontual, senhor Yoo. - Começou a falar. - Aconselho que se junte ao senhor Son lá fora, caso o contrário, acho que você gostaria de uma segunda chance, não estou certo?
    - S-sim, senhor. - Gaguejou. Odiava quando mostrava aqueles sinais de fraqueza. O senhor riu e um arrepio subiu pela espinha do aluno.
    - Se você conseguir responder duas entre as dez questões da prova acima da minha mesa - apontou para a papelada - você pode ficar. E então?

    Kihyun se sentiu ainda mais envergonhado, pequeno. Sabia que a culpa havia sido sua e por isso se sentia ainda pior. Agarrou a alça da sua mochila e se curvou o máximo que pôde para o docente, querendo enfiar sua cabeça em um buraco. Saiu da sala com pressa, não querendo nem imaginar como Changkyun estava o olhando a aquela altura. Céus, ele estava realmente mal e tudo era culpa da sua insegurança com os estudos. As coisas acabaram virando uma bola de neve. Assim que saiu da sala, encostou-se na parede, buscando respirar fundo para recarregar suas energias.

    Estava tão preso em seu próprio universo que sequer notou que Hyunwoo ainda estava lá. Os braços cruzados e encostado na parede oposta, o encarando. Engoliu em seco. Já estava mal o bastante para discutir com o mais velho naquele momento. Viu o rapaz sair de onde estava e se mover em sua direção. Kihyun deixou sua mochila cair novamente, sentindo o cansaço trazido pelo esforço que fez correndo para chegar em tempo. Formulou algumas respostas rápidas e sua mente até que Hyunwoo estivesse frente a frente consigo, já se preparando psicologicamente para uma discussão com o rapaz que tinha tamanha implicância.

    - O que você quer? - Começou, visto que o outro não estava se pronunciando.
    - Eu quero conversar. Só estamos nós aqui fora.
    - Por que eu iria conversar com você, afinal? Não é por sermos os únicos que eu quero gastar meu tempo na sua presença! - Praticamente cuspiu as palavras. Hyunwoo respirou fundo, relaxando seus ombros.
    - Certo, essa doeu. - Falou dando uma risada falsa no fim da frase. - Eu queria muito saber qual é o seu problema comigo. Sério, o que eu te fiz? Desde o primeiro dia que você me viu que você me trata dessa forma, como se eu sequer fosse um ser humano, um igual! - O moreno reclamou. Kihyun se sentiu confuso com a declaração.
    - Como assim o que você fez?! Desde o primeiro dia que nós nos vimos que você me olha dessa forma.
    - Que forma?!
    - Assim!
    - Sinceramente, isso não ajudou. - Hyunwoo riu e o mais novo revirou os olhos.
    - Como se estivesse... Ah eu não sei explicar, porque está perguntando isso?!
    - Por eu não ter absolutamente nada contra você, talvez? Ou por sempre tentar te ajudar e você sempre me tratar dessa forma?
    - Não se faça de inocente. Você roubou meus livros!
    - Eu peguei eles pra você.
    - O que?! - Kihyun exclamou esganiçado, tamanha a sua surpresa e de certa forma, descrença.
    - Eu ouvi você conversando com o Changkyun, e uma garota da turma também os queria. Então eu sai antes. Eu entreguei os livros para o Changkyun ontem.

    Kihyun piscou, sem palavras. Agora ele se sentia ainda pior do que já estava. Ele sabia no fundo de si mesmo que tudo aquilo era implicância e birra com Hyunwoo, que vicia em pé de guerra com o mais velho simplesmente porque havia suposto que ele não gostava de si. Jamais haviam sequer se comunicado corretamente, nunca haviam tido um diálogo coerente para explicarem um ao outro como se sentiam de fato. Agora, parando para pensar, ele havia sido um babaca por nada. Muito provavelmente havia ferido os sentimentos de Hyunwoo diversas vezes com a acidez de suas palavras quando se falavam. Kihyun nunca ficou tão envergonhado na sua vida como naquele momento. O mais velho era um homem como ele é deveria sentir seu orgulho ferido como ele sentiria.

    - Viu só? Você nem sabe o que dizer.
    - Me desculpa! - Hyunwoo deu um passo para trás, mas agarrou seu braço com pressa. - Eu estou falando sério. Eu não queria ter te machucado, se foi o caso. Me desculpa por ter sido um babaca com você por tanto tempo baseado em um conceito errado. Sério. - Soltou, sem arrependimentos.
    - Você está falando isso por falar?
    - Não! Olha meu dia já está sendo bem ruim. Eu fui burro e me atrasei e ainda fui idiota com você. Então por favor, vamos fingir que isso tudo não aconteceu?!
    - Você está... Bem? - O maior questionou, preocupado. Era visível que Kihyun estava passando por problemas maiores, ou então não se exaltaria tanto assim. O rapaz parecia prestes a chorar e Hyunwoo se arrependeu de ter tocado naquele assunto.
    - Eu... - Pausou respirando fundo. Se sentia tão pesado, sobrecarregado e agora, sujo, que Kihyun sentiu suas pernas tremerem, seus joelhos fraquejando. Estava se sentindo fraco nos últimos dias e aquilo pareceu ser o estopim para que entrasse em crise. - Não. Me desculpa, por favor. - Pediu mais uma vez. Hyunwoo sorriu e Kihyun sentiu seu coração falhar uma batida, pondo em termos exagerados. Era a primeira vez que ele de fato sorria para si e tão próximo.
    - Claro que sim. Eu não quero ser a pessoa que você pensava que eu era. Mas... Agora estou preocupado em te animar. Você não parece bem, então...
    - Então? - Repetiu, esperando que ele continuasse e aliviado com o seu perdão. Um peso a menos se soltando das suas costas.
    - Você poderia sair comigo, não é?
    - O que?! - Kihyun exclamou, confuso.
    - É. - O mais velho pareceu desconcertado e coçou sua nuca, envergonhado.
    - Você tem... Esse tipo de sentimentos por mim? - Sua surpresa era tão grande que esqueceu até mesmo de responder o convite. Muitas informações novas para pouco tempo, muito irreal.
    - Não me entenda mal. Bem... De certa forma, sim.
    - Oh Deus, e eu fui tão babaca com você! Me desculp...
    - Calma, cara. - Hyunwoo riu, sorrindo com os olhos e fazendo Kihyun se sentir desconcertado. - Você quer conversar? Temos um tempo antes da próxima aula.

    Kihyun não precisou sequer refletir sobre. Precisava se redimir de alguma forma e talvez conhecendo o colega de turma um pouco melhor e sendo mais simpático pudesse mostrar seu arrependimento. Não conseguia acreditar em como tinha sido bobo por ter sido birrento por tanto tempo com Hyunwoo apenas por supor que ele não gostava de si. Se notasse bem, aquela expressão que julgou ser seria e direcionada a sí, era a expressão natural do mais velho para qualquer outra pessoa. Não o via sorrir muito e ter o visto sorridente há pouco lhe aliviava por saber que Hyunwoo não estava guardando rancor, provando em definitivo que não era uma pessoa ruim. Aceitou a proposta, pegando sua mochila no chão e buscando por algumas cédulas no local. Sugeriu que fossem comer alguma coisa, visto que ambos haviam chegado atrasados, então deduziu que Hyunwoo não havia tomado café da manhã assim como ele. O mais velho aceitou e assim foi feito.

    Os rapazes comeram um lanche saudável e ficaram conversando por longos minutos. O início do diálogo foi constrangedor, já que ainda eram como estranhos um para o outro, mas começaram a encontrar interesses em comum e isso foi o gatilho para que se envolvessem no assunto. Kihyun se sentia envergonhado e corava sempre que o mais velho lhe fazia alguma pergunta ou soltava um dos seus sorrisos de tirar o fôlego. Era estranho se sentir assim por uma pessoa que há apenas algumas horas jurava detestar, contudo, Hyunwoo parecia exercer esse poder com sua simpatia.

    Logo o horário para voltarem a classe chegou. Se despediram com um bresl cumprimento e a promessa de que um dia iriam sair para assistir uma maratona de filmes de suspense ou apenas para ouvirem músicas que gostavam. Kihyun nunca havia passado por uma manhã tão estranha como aquela. Quando entrou na sala, estava esquecido até mesmo da vergonha que havia passado com seu professor pouco mais cedo. Se sentou no lugar habitual, ao lado de Changkyun que lhe olhou com curiosidade. Sussurrou que lhe contaria depois, sabendo que o amigo queria saber qual a razão de ter se atrasado mais uma vez e também que não conseguiria conter tantas emoções dentro de si.

    Principalmente, não seria capaz de conter a dúvida: Hyunwoo queria sair consigo, então ele tinha algum sentimento por si?

    Quando perguntou, não obteve uma resposta clara. Por alguma razão, isso incomodou o Yoo. Não em um sentido ruim, não por nojo ou medo, mas sim por ter sido tão cruel. O mais velho não era uma pessoa ruim.

    Kihyun poderia lhe dar uma chance.

 


Notas Finais


Dúvidas, perguntas, angústias?


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