História Puer Magi Makoto Mágico - Capítulo 3


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Categorias Mahou Shoujo Madoka Magica
Tags Mahou Shoujo Madoka Magica, Shounen Ai, Yaoi
Exibições 10
Palavras 2.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite. Beleza?
Estou trazendo mais um capítulo, esse já estava meio que pronto, mas o próximo pode demorar, pois também estou postando outra fanfic, e essa exige um pouco mais de cuidado.
De qualquer modo, boa leitura. Até a próxima.

Capítulo 3 - Você de novo - parte 2


O almoço com Makoto foi a melhor parte do dia de hoje. Fora a esquisitice que ele falou no começo, seu jeito tímido e doce foi encantador, conforme a conversa fluía foi parando de gaguejar e ficou mais solto. Pareceu que éramos íntimos há muito tempo, ele sabia como seriam minhas respostas, minhas opiniões sobre determinados assuntos e suas respostas, mesmo que contraditórias, sabiam como não ofender. Suas brincadeiras não foram grosseiras. A toda hora mostrava respeito. Foi ótimo. Ele é uma pessoa bastante interessante.

Ao fim do período escolar, Makoto me acompanhou até a saída.

- Obrigado por ter almoçado comigo – disse ele, sorrindo tímido. – Será que poderíamos repetir? Bem... Amanhã você está ocupado, mas na quinta...?

- Claro – concordei prontamente. – Já que não poderemos comer juntos amanhã, que tal você me acompanhar até minha casa?

- Sério!?

Seu rosto voltou a se iluminar, suas bochechas coraram novamente.

- Hã-ãh. Você foi uma companhia legal hoje, então acho que poderíamos ser bons amigos. Ah! Verdade, eu não te passei meu número.

Trocamos nossos telefones e continuamos conversando. Outra vez tive aquela sensação de que ele me conhecia de algum lugar, que sabia tudo sobre mim, mas continuava sendo um estranho – agora nem mais tão estranho.
 

Será que nos conhecemos de algum lugar? Se sim, porque não lembro dele? Se não, como ele poder ser assim tão próximo, íntimo? Ainda quero entender sua reação de mais cedo.

Tantas perguntas, poucas respostas. E se quero as respostas, como vou consegui-las?

Quem veio me buscar hoje foi minha mãe, o que significa que papai deve ter passado um tempo no trabalho bebendo, provavelmente insatisfeito com os novos alunos. Entrei no carro e a cumprimentei. Contei sobre meu dia, principalmente do aluno, entretanto, omitindo algumas partes.

- Parece que foi bastante produtivo – falou ela, sorrindo. – E esse garoto, Makoto Masaki-kun, parece ser legal.

Sim – concordei. – Por falar nisso, combinei com ele de sairmos da escola juntos, ele vai me acompanhar até nossa casa.

Ela pareceu pensativa por um momento, tomando uma decisão, até que respondeu:

- Sem problemas. Vou te mandar o mapa do caminho de casa para caso se perca. Ok?

- Ok.

Chegamos em casa. Na sala, meu pai estava jogado no sofá, meio grogue. Ele estava gemendo, o rosto vermelho por efeito do álcool.

- Ele fica tão bonitinho assim – comentou mamãe.

- Aqueles alunos idiotas... Cozinhar é muito mais que prática e técnica, tem que ter amor – resmungava papai.

Papai realmente leva cozinha realmente a sério, para ele preparar um prato envolve muito mais do que técnica, desde adolescente, quando começou a trilhar seu caminho no mundo da gastronomia, os ingredientes mais importantes é o amor e dedicação que você coloca ao prepará-lo. Na verdade, foi assim que ele e mamãe se conheceram em Paris. O restaurante que papai trabalhava estava famoso por causa da sua comida de paladar único, e então mamãe e o pessoal da firma de lá decidiram ir nesse lugar após o trabalho. Acabou que gostaram tanto da comida que pediram para chamar o chef e agradecê-lo pessoalmente. Foi quase amor à primeira vista. Eles começaram a conversar e foram evoluindo, às conversas por telefone viraram encontros, os encontros namoro, e o namoro em casamento.

O ajudei a se sentar e passei o braço por trás das suas costas, e o levei para seu quarto no segundo andar da casa, o deitando na cama de casal. Ele ainda reclamava da falta de amor dos alunos pela culinária, mas também se desculpava por não poder prepara o jantar de hoje.

- Tudo bem – falei. – Hoje eu cozinho. Vou deixar um prato para você no forno, caos queira comer mais tarde.

- Obrigado, filho...

E dormiu.

Voltei para a sala, mamãe já tinha saído, deve ser outra reunião de ultima hora. Nada de interessante está passando na televisão, a internet entediante igualmente. Mas... Mandei algumas mensagens para o pessoal com quem conversei na sala hoje, talvez algum deles pudesse passar aqui em casa para conversar e jogar, ou alguma garota para um encontro. Para ser honesto, entretanto, nenhum deles me pareceu interessante, eram bem comuns e entediantes.

- Rei? Tudo bem? Aconteceu alguma coisa? – atendeu Makoto, soando preocupado.

Foi um ato inconsciente, ao pensar em alguém interessante para sair ou jogar, seu nome veio automático. Ele é alguém legal e divertido para se ter por perto.

- Por que não estaria? – respondi.

- Verdade – concordou. – É bom escutar sua voz...

Outra vez esse papo? Não é algo negativo, é legal saber que alguém se apaixonou por mim perdidamente. Todavia, ouvir isso tão explicitamente de um estranho como se já nos conhecêssemos é um tanto perturbador, parece que perdi um pedaço importante de alguma coisa.

- Então – comecei. – Gostaria de vir aqui em casa jogar alguma coisa? Meu pai tá meio bêbado lá no quarto dele e minha mãe voltou para a empresa, provavelmente está numa reunião que vai até tarde. O que me diz?

- Tudo bem.

Fez uma pausa muito longa, mas sua respiração era audível. Parecia que ele queria dizer mais coisas, porém preferiu mantê-las para si, e pronto para desligar.

- Makoto-kun?

- Desculpa. Me manda o mapa até sua casa. Até.

- Espero.

Depois de mandar uma mensagem para minha mãe explicando a situação, ela me mandou o mapa do caminho de casa tendo o colégio como referencial alguns minutos após, e eu repassei para Makoto.

A campainha tocou.

- Como...?

Makoto estava ali, parado diante da minha porta segurando uma sacola plástica. Como ele chegou tão rápido, não faz muito tempo que mandei o mapa. A não ser que ele corra extremamente rápido, não teria como ter chegado agora, ainda mais por ter parado em alguma lojinha de conveniência para comprar o que quer que seja.

- Seja bem-vindo... – falei, dando passagem para ele entrar. Makoto foi educado ao entrar, deixou seu sapato na entrada e apontou a sacola.

- Eu trouxe um doce para a gente comer, espero que goste.

Peguei a sacola quando me ofereceu e chequei os doces. Shukurimu, meu doce favorito. Não pensei que ele fosse lembrar-se disso. Sorri para ele, seu rosto corou de leve outra vez, seu sorriso é tão bonitinho.

- Obrigado por ter vindo.

- Não precisa agradecer. – Sorriu tímido, balançando as mãos. – Eu que fico feliz em ter sido chamado. Então essa é sua casa? Que bonita...

- Nem é tanta coisa assim – falei, mas acho que estava sendo muito modesto demais. A casa é realmente bonita e grande, com um enorme jardim de fundo onde meu pai está planejando montar uma horta para seus ingredientes, e mamãe colocar uma piscina para os fins de semana e dias quentes. – O que gostaria de fazer?

“Por favor, jogar videogame.”

- Poderíamos jogar um pouco – falou. – Que tal Mario Kart?

- Claro! 

Fui ao meu quarto correndo pegar o console que ainda estava guardado na caixa, pluguei na televisão e inseri o jogo. Dei um controle para Makoto e começamos a disputa. Ele se mostrou um ótimo adversário, mas não dei chance para que ganhasse. Ao encará-lo, parecia exaurido, como se tivesse gastado todas suas forças nessa partida.

 

~~~

- Uau! – exclamou Makoto. – Sua comida é muito boa! Onde aprendeu a cozinhar assim?

- Tá sendo gentil – fingi. Eu realmente cozinho muito bem.

- Aprendi com meu pai. Ele era chef de um restaurante em Paris, e agora dá aula em uma escola de culinária – expliquei. – Como sempre foi mais caseiro, passávamos muito tempo juntos, e eu o ajudava a preparar as refeições, aí acabei pegando o jeito da coisa.

- Então vai seguir os passos dele? – perguntou Makoto.

- Não sei...

- Por quê? – questionou, surpreso. – Você leva jeito.

- Acha?

- Sim – concordou. – Tenho certeza que será um grande chef.

- Makoto, já nos encontramos antes? – perguntei, mudando de assunto.

Sua mudança de atitude foi súbita. Seu sorriso murchou, o corpo ficou tenso. Mesmo que o tenha chamado para nos divertir e conhecermos melhor, não o deixaria escapar fácil daquela discussão. Quero saber, entender essa história e o lugar dele nisso tudo. No entanto...

- Por que pergunta? – respondeu, a o riso forçado, a mão na nuca para cima e para baixo. – É claro que não.

Imediatamente tirou a mão que segurava os hashi de cima da mesa, pousando sobre a perna.

- O que te faz pensar isso?

- É que eu tive um sonho esquisito, estaria mais um pesadelo, acho – expliquei, mantendo o tom casual. – E você estava nele.

- Eu!?

- Sim – respondi. – É que a explicação para as pessoas que aparecem nos nossos sonhos são alguém que já encontramos em um determinado momento, talvez tenhamos passado um pelo outra na rua. Você já foi à Paris?

- Nunca – respondeu. – Eu tinha um problema sério de coração, então meus pais evitavam viagens internacionais, então passei toda vida no Japão.

- Sério?

Que estranho... Posso jurar que já o vi antes, caso contrário não teria aparecido no sonho, e também seu toque, como naquela hora, não teria soado familiar, portanto nos encontramos em um determinado momento, mas ambos não têm memórias sobre.

- Espera – falei. – Você tinha problemas de coração?

- Sim – dessa vez foi sincero. – Eu não podia ter fortes emoções nem nada do tipo, meu coração poderia arriar a qualquer momento. Mas não se preocupe, já estou melhor, meu coração está novinho em folha.

- Transplante?

- Quase isso – riu nervoso.

O que poderia ser quase um transplante?

- E quem seria Kyubei? – indaguei.

- Está fazendo bastante perguntas... – respondeu evasivo.

Evidentemente algo o incomodava, havia um segredo seu que esforçava- se para esconder, e tudo que consegui descobrir até agora era que o problema de coração dele o impedia de viajar longas distâncias, portanto não poderia tê-lo encontrado no exterior, nem me recordo de ter vindo para o Japão alguma vez.

Quanto mais pensava sobre, mais interrogações surgiam.

- Você ainda não me respondeu – insisti.

- Hmmm... – gemeu. Pensava numa desculpa, com certeza. – É como você disse, foi apenas uma desculpa para conseguir seu contato.

Mentira.

- Makoto, o que está escondendo de mim?

- Acho que está na hora da sobremesa.

- Makoto! Responda! – gritei, irritado, batendo com o punho cerrado na mesa. Qual o problema dele em dizer alguma verdade? O que tem de tão problemático para não poder falar? Que cara irritante!

Acho que fui rude demais com ele... Sua expressão murchou sob minha irritação, encolheu os ombros e parecia querer chorar.

- Desculpa, eu não quis gritar. Mas...

- Tudo bem – respondeu tranquilizando-me. – Está no seu direito ficar irritado comigo, não me importo. Só que... Bem... Como dizer...? Acho que é melhor eu ir embora, estou causando transtornos.

- E a sobremesa?

- É o seu favorito, comprei exatamente por esse motivo, então pode comer o quanto quiser. Com licença.

- Makoto...

“Não vai, fica. Desculpa por ter insistido tanto, deve ser um assunto doloroso para você, por isso não quer falar. Mas odeio ficar assim, confuso, estou acostumado a ter todas as respostas. Além disso, já está tarde para você ir, então passe a noite aqui.”

Queria dizer tudo isso, mas não fui capaz. Apenas assisti Makoto indo embora, cabisbaixo. Por quê? Qual o porquê desse mistério todo? Qual a verdade disso tudo?

Amanhã falo com ele na escola. Fui com esses pensamentos para a cama, mas não consegui pegar no sono direito.

Mamãe acabou de chegar em casa, segundo o barulho do portão de casa, e o visor do relógio mostra que já passa da meia-noite. Seguindo a rotina, ela vai encontrar na geladeira um prato preparado por papai, depois de satisfeita virá ao meu quarto para ver como estou, deixará um beijo de boa noite na minha testa e depois fará companhia ao meu pai.

Ao ver a porta do quarto se abrindo, fecho os olhos.

- Parece um anjo, até – sussurrou.

Andando sobre as pontas dos pés, veio até mim e beijou minha testa.

- Bons sonhos, querido.

Em seguida saiu em direção ao seu quarto.

 

~~~

- Finalmente te encontrei, Rei.

Uma voz soou dentro da minha cabeça, era um pouco fina e fofa, poderia pertencer a algum bichinho de programa de anime. Acho que ainda estou sonhando, não lembro do despertador tocar.

- Poderia acordar, temos muito que conversar – continuou.

Ignorei a voz, não quero acordar, vou continuar dormindo enquanto o despertador não tocar.

- Que grosseria a minha, esqueci de me apresentar. Meu nome é Kyubei.

“Kyubei...?” – o quê?

As palavras daquele dia vieram imediatamente, como um peso.

“Ei, Rei, se um ser chamado Incubador, também conhecido como Kyubei, lhe oferecer um desejo, recuse. Por favor, não escute ele. Se ele aparecer, fale comigo antes.”

Abri os olhos e sentei na cama, me forçando a acordar. Olhei para os lados, procurando desesperado por esse tal de Kyubei.

“Eu preciso falar com Makoto” – pensei, mas... Fui tão grosso com ele ontem de noite, acabei despejando minha frustração sobre ele. Apesar de que, ele é responsável por ela, me enchendo com todas essas dúvidas e se recusando a responder. Ainda assim, ele me pediu para avisar. 

“O sol ainda não nasceu direito, acho melhor avisar de manhã na escola.”

- Finalmente está acordado – disse Kyubei novamente. Não parecia uma censura, soava com tom casual, um “bom dia, Rei”.

Busquei outra vez pela criatura que Makoto pediu para tomar cuidado. Primeiro de tudo, ele realiza milagres, então deve ser algum ser poderoso, talvez um deus, e, segundo a mitologia grega, o contato entre deuses e humanos nunca saía bem. Olhando para o criado-mudo, lá estava ele. Uma pequena criatura de pelos brancos e rabo macio, os olhos vermelhos me encaravam – não pareciam demonstrar algum perigo. E de dentro das orelhas de gato saiam longas orelhas enfeitadas com brincos.

Esse é o ser que Makoto disse para temer?

- Incubador... – sussurrei. Esse foi o outro pelo qual Makoto se referiu a ele.

- Como você conhece esse nome? – perguntou. Percebi que sua boca não mexia, portanto ele estaca usando telepatia ou algo do tipo para conversar.

- Me contaram – respondi sem saber ao certo como falar.

“O que é essa criatura? De onde veio? O que ela quer comigo?”

- Não se preocupe Rei, irei lhe contar tudo.


Notas Finais


Obrigado por terem lido.


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