História Pulsos que choram sangue- Taekook - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Automutilação, Bangtan, Bts, Gay, Homossexual, Suícidio, Taekook, Violencia, Vkook, Yaoi
Exibições 36
Palavras 1.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoinhas.
Apartar desse capítulo vou colocar reflexões e a história passará a ter uma escrita "pesada" se é que me entendem...

Preparem-se

Capítulo 14 - Cap 13- Bullying de novo?



"É... você já deve ter deduzido toda essa história só pelo título que está na parte superior da página.
 Sim... eu sofri bullying, durante um mês mais ou menos, e tudo por que?
 Bom... irei contar..."

Fecho o diário.
 Pago a conta e coloco o diário na mochila, e a alça da mochila sobre meu ombro.
 Saio do local, fechando a porta rapidamente.
 A rua estava deserta, a não ser por um carro, um Gol Branco. Era o carro do hoseok, eu iria falar com ele.

 O sinal estava vermelho, e um carro estava vindo, não muito distante.
 Corri até o outro lado da rua.

Rezei para não ser atropelado e pronto. Estou aqui, do outro lado da avenida.
 Mas o hoseok já foi.
 Eu iria trocar umas palavrinhas com ele.

 Mas... agora eu precisava pensar em um lugar para passar a noite lendo esse diário, antes de cair numa intensa noite de sono.
 Pensei em ir a algum restaurante, mas tudo aqui é muito caro.
 Pensei em ir a um bar, mas é muito agitado, e nojento.
 Pensei em ir a uma biblioteca, já que lá tem silêncio e eu poderia me camuflar diante aos livros, mas já estava tarde e estava fechando. Daqui eu pude ver uma placa brilhando na escuridão, ali na vitrine, agora piscando 'fechado'


 Só restou o parque da cidade, eu gosto da calma e também gosto do som da água do chafariz.
 Começo uma longa caminhada até o centro da cidade.
 Passei por ruas desertas—e olha que nem está tão tarde assim— e por bares super agitados. Até chegar lá. No parquinho.

 Me sentei num banco e coloquei a bolsa do meu lado.
 Respiro fundo e abro o zíper da bolsa, pego o diário e coloco sob meu colo, em seguida fecho a bolsa e a deito sob o banco.
 Pego o diário e o puxo para mais perto mim.
 Abro ele e volto a leitura.

"Passou algumas semanas—talvez um mês...— E todos já tinham esquecido daquelas fotos—ou não— o que importa mesmo era que ninguém mais me encheu o saco por causa daquelas malditas fotografias.

 Estava tudo normal, até eu sofrer bullying de novo, bom... vamos lá... tudo começou quando eu estava pegando alguns livros no meu armário.
 Eu estava fazendo minha combinação;
3,
8,
79.
 E meus livros não estavam lá, eu fiquei muito desesperado
79,
8,
3.
Fechei meu armário e me virei.
 A minha frente estava Yoongi.

-está procurando por isso, Taezinho?- ele apoia seu braço no armário e com uma mão balança os livros levemente.

-me devolve!- ergo uma sobrancelha e faço uma carinha de tédio.

-tem que merecer- ele morde o lábio inferior.

-o que você quer?- cruzo os braços

-hm...- ele envolve seu braço sobre minha cintura- está gordo hein Tae.

reviro os olhos e empurro ele.

'Está gordo hein tae' todos gritavam esta palavrinha mágica que me fazia delirar.
 As pessoas estão querendo me controlar, como um boneco vodu.
 Quando eu fico magro, um palito, eles querem que eu engorde, quando fico gordo, eles querem que eu emagreça.
 Eu não posso ser feliz com o meu corpo sem ser pisoteado, eu não queria ser assim, eu não queria sofrer isso, mas meu coração está ciente que idiotas são quem mal me quer."

 

Uma lágrima escorre sobre o meu rosto.

 

"Eu via os outros sofrendo bullying, e eu sofria por eles, doi saber que isso existe.
 Eu queria ser normal, queria ter uma vida normal.
 Eu sou um ser humano, poxa!
 Quero ser tratado igualmente"

 

Outra lágrima escorre sobre meu rosto.
 Limpo com a manga da minha camiseta, que agora está encharcada de lágrimas salgadas.

 

"E foi assim, o Tae puta, o Tae gordo, o Tae magro.
 Bom... as pessoas não se decidem, e elas querem me controlar, como se o corpo não fosse meu, como se eu não tivesse total noção da minha vida."

 Coloco o diário no meu colo e 
 Apoio meu cotovelo em meus joelhos.
 As lágrimas começaram a escorrer sem controle.
 Meus olhos incham e ficam vermelhos.
 Escondo o rosto em minhas mãos.

 Era triste saber que o Tae passou por isso, que ele tinha que fingir um sorriso em meio a toda essa dor.
 As pessoas realmente não se importam, nos tratam como um lixo, ou como um objeto.

 Levanto o meu rosto e sinto a brisa.
 Ouço as árvores chacoalharem conforme o vento marejava e a lua, ia caindo em direção ao Atlântico.

 Fecho os olhos calmamente.

 É... eu posso sentir...

 "Eu ja... estava pensando nesse assunto sabe... 'Suicídio' uma palavra tão curta que guarda tantas tragédias.

 Eu pensei nisso de várias formas, mas nenhuma entrava dentro dos meus padrões.
 Eu podia me afogar numa banheira, mas... eu não tenho uma e talvez seria muito doloroso.
 Pensei de diversas formas... comprimidos, enfiar uma faca no meu peito.
 Mas eu iria sofrer com tudo isso,  e eu não tinha recursos."


-oh, meu deus, está chegando perto...- sussurro.

 Suspiro e volto a ler

 

"Jimim já não participava das aulas, a doença está se agravando, seu estado de saúde piorando, não vemos mais ele já faz um bom tempo.
 Ele está internado, segundo o diretor da escola, estamos todos preocupados, sei que ele é mais um otario como os outros, mas ele se espelhou nas pessoas ao redor, sempre nos espelhamos em alguém e passamos a creditar nele, isso acontece com todo mundo, e algumas pessoas aprendem, outras... não!
 E foi por causa dessas pessoas que todo dia meus braços ficavam doloridos.
 A dor da lâmina deslizando sobre minha pele, fazendo cortes profundos, que doía na alma, e eu pensava que aliviava, mas nada passava essa dor e essa angústia de ter que aturar esse tipo de ser humano todo dia.
 Meu cansaço; estou farto de tantos xingamentos, de tanta persistência da parte dos agressores.
 Bullying realmente é um assunto intrigante, que divide opiniões, e que machuca, doi, doi muito, está vendo esses pulsos?
 Foi você, você que fez isso, você que é o motivo do meu amor e do meu ódio."


Começo a chorar repentinamente.
 Escondo meu rosto entre meus joelhos, abafando meus gemidos.

 E o diário?
 Estava caído na areia do chão do parque.

 Começo a tremer.
 Aquela dor que o Tae sentia agora está em mim, meu corpo já não estava são.
 O sangue pulsava em minhas veias, veias que saltavam da minha pele.

 Eu queria fazer algo pelo Tae, mas eu não sábio o que fazer, eu nem ao menos sabia o que estava se passando.
 E mesmo assim eu sou culpado.
 Culpado por não ter o ajudado, por não dar amor o suficiente para ele.

Estendo minhas mãos em direção ao diário, pego ele e o puxo para mais perto—tremendo— apoio em meu joelho.

"Em todas as aulas eu era o que ficava no fundo, e sabe o que mais...? Sempre que o assunto era 'homossexualidade' me colocavam em primeiro lugar, como se fosse errado, como se fosse um pecado, e não é!
 Amar uma pessoa não é pecado—Deus,Buda,Yan Yin...— nos ensinou tudo sobre amor, e estou ciente de que amar não se trata de um 'pecado'

 Bom... minha vida era basicamente isso, ir pra a escola, forçar um sorriso, chegar em casa e, cortar os pulsos..."

Contenho minhas lágrimas, respiro fundo e faço uma pausa; coloco o diário ao meu lado.

-Tae?- fecho os olhos calmamente e os abro em seguida.

 Afundo minhas mãos na areia e aperto, contendo minha raiva, elevo minhas mãos para o alto, fazendo assim a areia cair, um efeito ampulheta.

 Viu como podemos ver o tempo passar rápido?

 Em um dia o Tae estava chegando sorrindo na escola, e no outro só haviam boatos do seu suicídio.

 Como um suspiro, que não dura muito, talvez meio segundo.
 É... as coisas passam rápido de mais e você não percebe isso.
 Você não percebe o quanto estava sendo idiotia consigo mesmo, e com os outros.

 No mundo de hoje... ninguém se importa mais...


Notas Finais


Amo vocês marshmellows!!! 💙


Comenteeeem
Eu gosto quando vocês comentam por que eu me inspiro cada vez mais...

Partiu esperar o proximo capítulo?


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