História Pumped up kicks - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Tags Colegial, Once Upon A Time, Universo Alternativo
Visualizações 62
Palavras 2.223
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello my babies ♥

Voltei (espero que alguem tenha sentido minha falta). A partir deste capítulo, tudo muda em relação ao Gold. Vocês vão odiar ele com todo seu ser. Vamos ter algumas cenas de homofobia também, então ficam avisadas!

Boa leitura!

Capítulo 3 - Chapter III


Fanfic / Fanfiction Pumped up kicks - Capítulo 3 - Chapter III

Mia's Point of View 

 

Gold me puxou para dentro do carro com força e apertou o cinto contra meu corpo, me "ajudando" a colocar ele. Dei um tapa em sua mão e o afroxei, já que estava comprimindo meus seios. Gold sorriu e saímos do shopping.

 

-Estamos indo para o colégio, porque? -disse confusa, porém aliviada, mas não quis me mostrar nervosa na frente dele.

 

Gold não disse mais nada durante o trajeto. Chegando perto do colégio, senti suas mãos perto das minhas coxas. Olhei fixamente seus movimentos enquanto ele apoiava seu cotovelo no meu colo e abria o porta objeto. Pegou uma caixa de cigarros e fechou com força, me fazendo pular no banco.

 

Ao estacionar na escola, desci do carro com pressa e tentei ir até o meu, mas Gold me segurou pelo braço e me fez seguí-lo até a porta dos fundos. Ele me levou até a sua sala e fechou a porta com chave.

 

-Se for me expulsar, que seja rápido. Preciso estar em casa às 5 para fazer minhas...-um tapa ecoou na sala. Olhei para Gold segurando minha bochecha dolorida - Mas você é louco? Quer que eu acabe contigo? -falei me levantando do sofá e indo em sua direção com um dedo direcionado à sua cara. Gold segurou meu pulso e prensou meu corpo contra a parede mais próxima.

 

-Você não vai fazer nada disso, sabe porque? Agora eu tenho o poder e vou ser eu quem vai te ensinar a nunca mais manipular alguém.

 

-Eu vou contar para meus pais e tu vai ir preso! Acha que vou ficar com medo de ti?

 

-Conta pra eles, vou mostrar com muito prazer o que sua filhinha fica fazendo com os professores. Você acha que Thomas foi embora sem dizer nada? Ele me contou tudo e eu lhe prometi sigilo em troca de provas. Tenho tudo, Mia. Tuas mensagens, tus fotos, teus audios...tudo. Acabou esse joguinho.

 

Olhei para Gold e sorri, ele achava que era muito esperto, mas eu poderia fácilmente inverter nossos papéis. Com a mão livre, comecei a acariciar seu braço. Gold mantinha seu olhar fixo em mim, de vez em quando baixando os olhos para meu decote.

 

-O que você quer, diretor? Está tão carente por sexo que precisa ficar fazendo chantagem? -falei em seu ouvido, o provocando. Gold me segurou pelos ombros e me jogou sobre sua mesa de bruços. Comecei a rir alto, soltar gargalhadas, que o deixou ainda mais bravo. Parei quando senti minha calcinha sendo rasgada e atirada em qualquer canto.

 

-Não está mais achando graça? Acho que fui muito leve contigo desde o início, você realmente precisa uma mão rigida -disse enquanto levantava minha saia até a cintura.

 

Senti as mãos de Gold sobre minha bunda e fiquei tensa. Meus braços estavam atrás das minhas costas sendo segurados com força por ele. Gold beijou minha nuca e rápidamente senti uma dor intensa em minha nádega esquerda. 

 

-Filho da puta! -soltei arqueando minhas costas .

 

-Vamos precisar trabalhar essa sua boquinha suja também, Mia? -Calei-me e ele prosseguiu com os tapas.

 

25 foram os que consegui contar. A dor era tanta que já estava chorando. Gold, sem soltar minhas mãos, puxou meu cabelo e me fez levantar lentamente, colada nele. Suas mãos viajaram pelo meu corpo, desde as coxas até meus peitos, ainda cobertos pela camisa.

 

-Tu vai aprender rápido qual é teu lugar, Mia. 

 

Regina's Point of View

 

Cheguei em casa feliz e sorridente, gritando pela minha irmã pelos corredores da mansão. Entrei no nosso quarto e Mia ainda não havia chegado. Estranho, ela tinha hora marcada para fazer as unhas às 5h e já eram 4:30h.

 

-Mãe, cade a Mia? -falei descendo as escadas com rapidez.

 

-Minha filha, não corre. O que eu te ensinei sobre compostura, hein? A tua irmã ainda não apareceu, sabe onde ela está? -disse enquanto assinava alguns documentos em seu escritório.

 

-Ela pegou o carro e foi para o shopping, mas não me disse que horas ela ia voltar.

 

-E você voltou como para casa? -perguntou descendo os óculos até seu nariz.

 

-Eu voltei com uma amiga, mãe -falei dando passos para trás, tentando escapar daquela conversa.

 

-Volta aqui, Regina. -Suspirei pesado e voltei a entrar no escritório. Sentei frente a sua mesa e observei minha mãe tirar seus óculos e me olhar de cima pra baixo, me analizando. - Com que menino você estava, minha filha?

 

-Nenhum, mãe! Eu...fui almoçar com uma amiga minha.

 

-Zelena? Poderíamos convidar ela e seus pais para jantar conosco de novo, faz tanto tempo da última vez que nos vimos.

 

-Não, foi Emma Swan...-falei brincando com as costuras da minha camisa.

 

-A estrela do futebol masculino da escola? Não sabia que vocês eram amigas, Regina.

 

Tranquei a respiração enquanto minha mãe me olhava desconfiada. Após alguns segundos, ela voltou a botar os óculos e soltou um riso. Olhei para ela incrédula.

 

-Porque a senhora está rindo?

 

-Nada, é bom saber que minha filha tem bom gosto para mulheres -fiquei vermelha no instante e neguei com a cabeça enquanto Cora ria mais ainda -Regina, sou sua mãe, eu percebo essas coisas, apenas fico triste que você não decidiu me contar antes. Mas me diz, como foi com a senhorita Swan? Ela beija bem?

 

Me levantei de lá vermelha e fui até meu quarto. Não podia ter essa conversa com minha mãe, menos sabendo que práticamente toda minha vida acreditei que ia ser expulsa de casa por gostar de mulheres. Agora lá estava ela, rindo de mim enquanto eu me preparava para levar uma surra dela. Escutei ela batendo na porta do meu quarto, mas ignorei e comecei a tirar minha roupa. 

 

[...]

 

Horas depois, escutei um barulho e vi Mia saindo de nosso carro. Sentei na cama e esperei por ela pacientemente. Mia entrou no quarto cansada e andando de vagar, o que me estranhou.

 

-Mia, onde você estava? Fiquei muito preocupada. Tive que cancelar nosso horário com a manicure. 

 

Mia deixou sua bolsa sobre a mesa e deitou na cama de bruços, com sua cabeça no meu colo. Pegou minha mão e botou sobre sua cabeça, para que eu fizesse carinho nela.

 

-Está tudo bem? Tu não foi no shopping? 

 

-Claro que fui, besta, por isso estou cansada.

 

-E as sacolas? -disse olhando para sua bolsa.

 

Mia levantou-se da cama, pegou seu pijama e entrou no banheiro. Olhei para a porta sendo fechada e suspirei pesadamente. O que estava acontecendo naquela casa? 

 

Peguei meu telefone na mesinha do lado da minha cama e o desbloqueei. Tinha duas novas mensagens de um número desconhecido:

 

{unknow}: boa noite, Gina. adorei sair contigo hoje, pena que foi por pouco tempo.

{unknow}: espero que não se importe, mas pedi teu número a Zelena.

 

Abri sua foto de perfil e fiquei admirando aquele rostinho que Deus havia se esmerado tanto em fazer. Ela estava comendo um hambúrguer e olhando para a câmera com aquelas duas esferas azuis. Sorri e lhe respondi:

 

{gina}: boa noite, emma. foi uma pena mesmo, talvez podemos repetir qualquer dia desses.

 

{emma}: porque não vem me ver jogando amanhã? podemos ir passear depois do meu treino ;)

 

{gina}: deal, te vejo às 5h lá

 

{emma}: ♥

 

Voltei a deixar meu celular carregando e deitei na cama. O que Emma Swan estava fazendo comigo?

 

Mia's Point of View

 

Não sei como consegui sair do colégio e nem como consegui sentar no meu próprio carro após todos aqueles tapas. Gold me deixou ir e disse que íamos nos ver sábado, o que eu realmente duvido. 

 

Porque Belle andava tanto com ele? Talvez ela fosse uma putinha que gostasse que batessem nela e não precisasse de mais nada. 

 

Encostei a cabeça no volante antes de deixar várias lágrimas rolarem pelas minhas bochechas. Precisava voltar a ter o controle sobre mim e os outros. Segurei o choro, limpei as marcas de rímel borrado e sai do estacionamento.

 

[...]

 

-Mas olha quem chegou em casa! -falou minha mãe desde a cozinha.

 

Arrumei meu cabelo e beijei sua bochecha, limpando a marca de batom rápidamente.

 

-Onde estava, Mia? Estávamos preocupados.

 

-Fiquei no shopping até tarde. Não percebi a hora. Próxima vez eu aviso vocês.

 

Subi as escadas e entrei no meu quarto. Vi minha irmã deitada na cama e soltei a respiração que nem sabia que estava prendendo. Tirei o salto e deitei no colo dela, me sentindo protegida ao instante.

 

Se não fosse pelas perguntas de Regina, eu teria dormido com aquele carinho na cabeça. Realmente não estava com vontade de responder nada. Já inventaria alguma coisa mais tarde. Peguei meu pijama e entrei no banheiro, me despindo e deixando a banheira encher.

 

Sentei na borda da banheira e peguei me celular. James tinha me ligado uma vez e deixado ao menos 10 mensagens perguntando porque não havia ido a sua casa. Não queria lidar com ele, não hoje, então deixei meu cabelo cair do coque e tirei uma foto.

 

{mia}: (imagem) sorry daddy

 

Emma's Point of View

 

Cheguei em casa depois do treino morta. Poderia dormir 3 dias e continuaria me sentindo cansada. Mandei uma mensagem para Killian avisando que já havia chegado e entrei no banheiro, esperando pela sua.

 

Começamos a nos mandar mensagens ao chegar em casa no 1 ano de ensino médio, após um acidente em uma festa:

 

{2 anos antes}

 

Gideon era muito conhecido no colégio  pelas suas festas e pela sua facilidade de conseguir álcool já que seu irmão era maior de idade. Os calouros do time de futebol fomos convidados para ir, e pela primeira vez, uma menina ia se unir a eles, o que me deixava muito nervosa.

 

Aquela noite decidi ir bem confortável, apesar de minhas amigas insistirem para que eu fosse com uma saia. Aquela não era eu e nao iria fingir só para agradar os outros. Peguei uma calça jeans preta rasgada, um crop branco e minha jaqueta de couro preta. Deixei meu cabelo solto e enredei um par de mechas em meus dedos, tentando deixar meus cachos um pouco menos rebeldes. Passei um batom vermelho, que Ruby insistiu que eu usasse e fomos embora. 

 

Chegando na festa, Gideon chamou todos os jogadores para fazer uma rodada de vodka. Aquilo era uma espécie de iniciação, o que eu não sabia é que a minha fora batizada, me deixando muito mal. 

 

Pouco é o que lembro sobre aquela noite. Sei que em certo momento vi Fiona na piscina e não pensei duas vezes e peguei ela pelo braço, fazendo-a sair de lá e indo até um lugar mais tranquilo. Beijei Fiona com tanta força que nossos dentes bateram. Minhas mãos desceram pela sua bunda, apertando com vontade enquanto segurava sua cintura. 

 

Quando abri os olhos, Fiona não estava mais lá. Senti duas pessoas segurando meus braços e logo, um soco na minha barriga. Tentei me agachar, mas não queriam me soltar. Levei mais dois socos, esta vez na cara, e senti o sangue descer pelo meu nariz.

 

-Sapatona! Acha que está fazendo o que, hein? Já queria contaminar Fiona com essa sua boca nojenta? -ia retrucar quando levei um chute na perna esquerda, fazendo eu cair por uns instantes, mas sendo levantanda pelos mesmos dois meninos. -Não precisamos de mais gente assim na nossa escola, entendeu? A próxima vez que eu te ver pegando alguem, eu te mato, sua aberração!

 

Levei vários chutes e fui deixada no chão após alguns minutos. Senti um dos meninos chegando perto de mim e sussurando no meu ouvido:

 

-Fique longe de Fiona, Swan, se não, eu mesmo darei um jeito de você nunca mais aparecer por Storybrooke

 

Fiquei em posiçao fetal no chão, segurando minha barriga e rezando para que ninguém me visse daquela maneira. Consegui pegar meu telefone que estava no bolso da minha jaqueta e liguei para o primeiro número que encontrei. 

 

Killian já havia indo embora faz tempo, e eu mal sabia que a festa tinha acabado há horas. Fiquei atirada lá por várias horas até conseguir me comunicar com alguém. Quando Killian chegou com Ruby, eles me levaram diretamente para a casa da avó dela. 

 

Granny cuidou de mim e me deixou dormir em um dos quartos da sua pousada. Convenci ela de não ligar para meus pais. Não podia deixar que eles soubessem o que havia acontecido. Acabei inventando uma desculpa, mentindo que estava bebada e tinha brigado com uma menina. 

 

Killian veio na manhã seguinte aos prantos, me pedindo desculpas por ter me deixado sozinha e prometeu que aquilo jamais aconteceria comigo, ou com ele novamente. Nunca chegamos a descobrir quem foram os que fizeram aquilo, mas também nunca mais fomos a uma festa de confraternização da equipe.

 

{Dias atuais}

 

Após receber a mensagem de que Killian havia chegado bem em casa, tomei um banho demorado, enquanto escutava música. 
Sai de lá e fui diretamente para a cama, desbloqueando meu celular e adicionando o número que Zelena tinha me mandado dias antes, quando lhe contei que queria sair com Regina. 

 

Após várias mensagens trocadas, convenci ela de ir me ver amanhã. Várias ideias de como poderia beijá-la vinham a minha mente, mas ainda tinha um pouco de receio que ela não gostasse de mim, ou de meninas, mesmo tendo confirmado isso com Zel. 

 

Apaguei as luzes e rezei para que amanhã fosse um bom dia, e quem sabe, o início de algo. 

 


Notas Finais


Eai, gostaram? ♥ Deixem seus lindos comentários e até o próximo capitulo, bebês


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