História Pumped up kicks - Capítulo 1


Escrita por: ~, ~Zuri_Vegas e ~rarohenga

Visualizações 84
Palavras 1.873
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


▶Esta fanfic não incita ou muito menos romântiza a psicopatia, estamos cientes de que qualquer inspiração que a fanfic dê vem da cabeça do próprio leitor, já que não estamos incitando os leitores a cometer os atos contidos nela.
▶Ela está totalmente legal com as regras do site.
▶ Ela foi um pouco inspirada sim no massacre de columbine e também na 1° temporada de American Horror Story.
▶A fanfic tem algumas trilhas e nós autores aconselhamos a ouvi-las para assim entrar "dentro do mundo da fanfic".
▶Não aceitamos cópias e se virmos iremos até a delegacia denunciar e se virem digam para nós autores.
▶Esta fanfic no futuro talvez se torne um livro então aproveitem para ler aqui antes disso.
▶Este primeiro cap é só para vocês verem como é a cabeça de Julian e entende - lo um pouco. Ele é lindo? É sim!
Muito obg @NirvanaEmpathy ou @GarotadeBerlim pela capa!
As frases em itálico sãos os pensamentos de Julian, boa leitura!

Capítulo 1 - Chapter 1.


Fanfic / Fanfiction Pumped up kicks - Capítulo 1 - Chapter 1.

  Odeio essa sociedade tão hipócrita e banal, odeio as pessoas desde os meus 7 anos de idade. Eu não era assim, mas não me arrependo do que me tornei. Minha mente falava comigo e eram vozes ruins e contraditórias. Eu sentia como se estivesse ficando louco, mas não me importava com isso. Talvez me tornar louco de vez fosse, de fato, minha melhor saída. Podia ter evitado tudo isto, sei que podia, mas não o fiz. E agora é tarde demais.



            POV JULIAN.

 


 A polícia já estava do lado de fora, ameaçando adentrar o colégio. Era algo que já havíamos previsto. Nós já tínhamos matado 6 dos 7 alunos que odiavámos. 2 deles quem matou fui eu, deixando-me um tanto quanto satisfeito. Mas, ainda assim, queria mais. Muito mais.


 A minha vida inteira foi cheia de preconceito e agressões, quais recebia tanto em casa quanto na escola. Nunca fui feliz. Minha infância foi uma completa desgraça, sem nenhum pingo de felicidade, e minha adolescência foi pior ainda. Foi quando percebi o quanto o ser humano pode ser cruel, hipócrita, mentiroso e completamente podre por dentro. 


 Os alunos estavam todos abaixados em suas carteiras, ou se escondendo por trás das grandes estantes da biblioteca. Gregory, quem me acompanhava, mirava sua arma a alguém conhecido que estipulamos em nosso lista negra.


 - Você encontrou alguém? - Indaguei, encarando-o.


 - Ainda não, Julian. - Greg respondeu, por alguma razão, irritado. Não gostava que falassem assim comigo, mas preferi ignorar.


Continuamos mirando nossas armas para todos os lados, á procura do mais mínimo movimento. E foi então que um garoto, já conhecido, começou a rastejar para longe de nós. Greg apontou sua arma para ele, que estremeceu no mesmo instante. Seu olhar era uma mistura de medo, ódio e desprezo. Muito desprezo. Soltei uma breve gargalhada debochada com aquilo, já que era inexplicável a sensação de poder e satisfação que sentia, olhando para aquele infeliz se rastejando para escapar de nós. 


- Você costumava me chamar de "veadinho", não era? - Gritou Gregory para o garoto. Seu nome era Jackson e ele era um dos malditos jogadores que enchiam nosso saco.


- Sim, porque é isso que você é! - Pude sentir ódio e puro veneno em cada uma de suas palavras. - Se quer me matar, então me mata logo, veadinho de merda! - Berrou, o enfrentando.  


Gregory riu, puramente sarcástico. E com sua arma, acertou com uma força, totalmente brutal, a cabeça de Jackson, que caiu, ensanguentado, no chão. Preferi acabar logo com o seu sofrimento, sendo assim, disparando dois tiros em suas costas, observando como o sangue se espalhava. E aquela sensação de poder estava se acabando aos poucos.


- POR QUE FEZ ISSO?! - indagou Greg aos gritos, irritadiço. - EU IRIA ATIRAR NELE! - me limitei em apenas o observar, arqueando uma sobrancelha. 


A polícia apareceu ao lado de fora. Eu e Greg ameaçamos a fazer um massacre maior e atirar ainda mais. Isso já estava estipulado. Eu ouço um choro vindo do fundo da biblioteca, por trás de uma das estantes. Com passos lentos, caminho até lá, deparando-me com ele.


- Por favor, não faz isso. - implorou o garoto, o qual eu bem conhecia, em meio a lágrimas e soluços. 


 Dylan, 17 anos. O garoto qual sabia que eu era loucamente apaixonado por ele, mas nunca me deu bola. Pelo contrário, sempre fez de tudo para me humilhar de todas as formas. Já perdi até a conta de quantas vezes ele riu na minha cara por isso.


- Olha o que temos aqui. - disse Greg, irônico, chegando onde estávamos. O garoto não conseguia nem me encarar nos olhos por conta do medo. Greg apontou sua arma para ele, mas eu o parei. Ele ergueu suas sobrancelhas, um tanto quanto confuso.


- Você não quer morrer, não é mesmo? -me aproximei de seu rosto, observando como ele estava vermelho de tanto chorar. Ele apenas negou com a cabeça.


- Tudo bem, eu não vou te matar. - Disse decidido, e observei como ele se aliviou instantaneamente. - Mas você vai vir comigo. - me aproximei ainda mais, e ele arregalou os olhos.


- Você está maluco? - Greg gritou. E sim, eu estava maluco.


-Eu sei o que estou fazendo. Vou levá-lo como um refém. - continuei. Peguei seu braço com força, o levantando. Era tudo um grande pretexto. A verdade era que eu queria aquele loiro inteiramente para mim, e só para mim.


Gregory, mesmo contrariado, resolveu aceitar tudo. Pegamos Dylan e, por uma porta de emergência da biblioteca, o levamos até os fundos da escola. Haviam apenas dois policiais lá, já que todos os outros estavam dentro e na frente do colégio. Ambos estavam armados. Eles não queriam atirar em nós por causa de Dylan, mas, ao final, acabou iniciando-se uma troca de tiros. 


 Havia um carro aguardando por nós do outro lado da avenida, que ficava nos fundos da escola. Com um pouco de sorte, conseguimos acertar os polícias no peito. Corremos até o carro parado, apontando uma arma para as costas de Dylan para o caso dele tentar fugir. Abri uma das portas traseiras e joguei o loiro lá, entrando logo em seguida. Gregory sentou no banco do passageiro, e Emily, namorada dele, deu partida rapidamente. 


 Olhei para Dylan, que ainda chorava. Ele começou a bater nos vidros, enquanto gritava por ajuda. Greg, irritado com aquilo, virou para ele, apontando-lhe sua arma. Engoli em seco, não queria que atirasse nele. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, ele bateu fortemente na cabeça de Dylan, que apagou na hora. O olhei, completamente irritado. Quem caralhos eles pensava que era para bater no meu cara desse jeito? 


- Ficou louco, idiota?! - Praticamente gritei, encarando-o com raiva.


- Ah, vai se ferrar, babaca! - Exclamou, mal-humorado. Estreitei os olhos, tentando contar a raiva mas acabei falhando, lhe soquei com toda a minha raiva, recebendo um resguma de dor como resposta. 


- Hey, hey, vamos parar com essa palhaçada? - Perguntou Emily, impaciente. 


- Ah, só dirige aí e cala a boca! - Falei, igualmente impaciente. Bufei, me acomodando melhor no banco.


 Á vi revirar os olhos, dando um lenço para Gregory limpar seu nariz, que sangrava em abundância.


 Permanecemos em pleno silêncio. Por sorte, conseguimos entrar por um atalho antes mesmo que algum policial pudesse nos ver e começar a seguir-nos.


(...)



 Já estávamos na estrada por cerca de uns 50 minutos. O nosso plano inicial era que, assim que nós tivéssemos saído da escola, iríamos diretamente para fora da cidade. Bom, pelo menos Greg e Emily acreditavam que esse era o plano de nós três, porquê, na minha mente, já havia outro plano a ser executado. E isso se baseava inteiramente nele. No loirinho desacordado ao meu lado; Dylan. 


- Emily, pare o carro. - pedi quando já estávamos em um determinado ponto da estrada. Ela me olhou, confusa, fazendo o que pedi.


- Por quê pediu para pararmos aqui? - indagou Gregory, arqueando uma de suas sobrancelhas, desconfiado. 


- Eu vou descer. - disse simplesmente, enquanto já abria a porta do carro para descer. Ambos, Greg e Emily, ficaram estupefatos, sem entender o porquê daquilo. Com um cuidado e uma delicadeza, que desconhecia em mim, peguei Dylan em meus braços. 


 Fechei a porta e antes que pudesse começar a caminhar, Gregory saiu do carro. Obviamente queria explicações. 

- Julian, como assim você vai ficar aqui? - Perguntou, incrédulo. - não pode ficar no meio do nada, ainda mais carregando ele. - apontou para Dylan em meus braços. - E o nosso plano? - cruzou os braços, franzindo o cenho.


- Escuta, Gregory, não tem mais essa de "nosso plano" okay? Você pode continuar com a Emily, podem sair da cidade e viver a vida de vocês, porque eu vou viver a minha mas não com vocês. As coisas mudaram. Agora vai cada um para um canto. - esclareci sem grandes rodeios.


Ele suspirou.


- Por isso quis trazer ele, não é mesmo? - não respondi. - Você já tinha tudo arquitetado. Não o pegou somente como um refém. Você quer ele. - permaneci em silêncio. - Mas, sabe, não vou te julgar. - levantou ambas as mãos em sinal de rendição. - Sei o quanto gosta desse garoto. Então, tudo bem. Pode viver sua vida, porque eu vou viver a minha com a Emily. - ele estava visivelmente irritado com a situação. 


Preferi não falar nada e então, Gregory voltou para o carro. Apenas observei como eles partiam, voltando para a estrada. Com Dylan nos braços, caminhei por mais ou menos uns 5 minutos por uma estrada de terra, até encontrar o meu carro- sim esse plano já estava na minha cabeça todo o tempo-. Coloquei o loiro no banco do passageiro, para depois colocar o cinto. Dei a volta e entrei no lado do motorista. Dei, enfim, a partida. 


 Percorri, pelo menos, uns 35 minutos por uma estrada de terra e entrei em um barco atravessando aquele lago grande, para finalmente chegar na minha casa. Era uma casa no lago. Ela era bem simples, mas bem organizada, e era relativamente grande. Havia uma sala, uma cozinha e um banheiro no piso inferior e dois quartos e um banheiro no piso superior. Um dos quartos havia um banheiro dentro, e era justamente este onde ficaríamos. Todos os cômodos era de um tamanho considerável e a casa era inteiramente da cor marrom, graças a madeira.


Há algum tempo atrás, andava pelo bosque, até que encontrei um lago e, consequentemente, a casa, já que ela não era necessariamente no meio do mato. Estava abandonada e completamente fora de ordem, mas, ao passar dos meses, consegui meio que "reformá-la". Nunca apareceu um dono, então, deduzi que ela realmente estava abandonada. 


Levei Dylan até um dos quartos, o qual havia um banheiro, e pousei sobre a cama, observando-o fixamente. Ele era tão lindo, eu o amava de verdade. Pena que ele não sentia o mesmo, ainda. Não queria ter que prendê-lo para tê-lo para mim, mas não vi outra alternativa. Deixei que ele escolhesse se seria por bem ou por mal, mas, lamentavelmente, ele escolheu por mal. Agora teria que aguentar as consequências.


Saí do quarto, o trancando. Não teria como ele fugir, já que tinha grades na janela e um grande lago cheio de jacarés. Caminhei em passos lentos e tranquilos até o andar de baixo. Fui diretamente para a sacada, onde tinha duas grandes cadeiras e uma mesinha. Me sentei em uma das cadeiras e observei o lago. Estava tudo tão tranquilo. O sol já começava a se pôr, os pássaros cantavam e os brilhos solares refletiam no lago, dando um efeito extraordinário. Era algo quase perfeito, pois só seria completamente perfeito se o tivesse sentado agora ao meu lado. Mas não. Está desacordado no andar de cima. 


Comecei a lembrar do acontecido na escola. Não me arrependo de absolutamente nada. Faria tudo de novo se fosse preciso. Só Deus - se é que ele existe - sabe da merda que passei durante toda a minha vida. Todo o sofrimento que tive que passar, por culpa de filhos da mãe que não merecem perdão. Realmente, não estava arrependido.


 E tudo o que aconteceu hoje no colégio começou a passar na minha mente, como se fosse um filme.




Notas Finais


Link: https://m.youtube.com/watch?v=Ypkv0HeUvTc
(The Beautiful People - Marilyn Manson, tema de Julian)
Bjs, comentem e até mais!


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