História Pumped up kicks - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Zuri_Vegas

Visualizações 33
Palavras 1.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorou? Demorou! Mas pelo menos saiu kkkk
Esperamos que gostem!

Capítulo 4 - Just for love


_ Para os psicopatas, a fronteira entre a realidade e a ficção já não é mais tão clara _.


  Pov's Julian


- Sou eu. - falei, sabendo perfeitamente bem que a pessoa do outro lado reconheceria minha voz.


- COMO TEM CORAGEM DE ME LIGAR?! VOCÊ TÁ SENDO PROCURADO POR PRATICAMENTE TODO O EUA E VEM ME LIGAR? VOCÊ TEM MERDA NA CABEÇA? - meu pai gritou, o que fez com que eu automaticamente afastasse o celular da minha orelha e fizesse uma leve careta.


- Eu sei, e eu não duvidaria nada que alguns policiais estejam aí com você monitorando a conversa. - revirei os olhos. - Eu só preciso da sua ajuda, pelo menos uma vez na vida. - falei, irritado. 


- Você espera que eu te ajude? Eu tenho nojo de ter um filho como você! Não posso nem trabalhar mais, porque todos sabem que sou o pai do garoto psicopata que matou colegas de uma escola. - ele parecia desesperado. 


- Eu sei disso, mas se você tem algum tipo de amor dentro de você... - me surpreendi como tava sensível. -... me ajuda. - ele era minha única chance. 


- Eu não vou te encobrir. 


- Não é nada disso! É o Dylan, ele tem alguma coisa, tá com febre há algum tempo, não come nem nada. O que eu faço? - perguntei, receoso. Ele ficou em silêncio, o que me fez pensar que havia desligado. Meu pai era um médico renomado.


- Ele precisa de remédios, deve está com anemia ou problemas psicológicos, você está torturando tanto o garoto.


- Eu não estou! - Gritei.


- Eu vou me arrepender por isso a minha vida inteira, mas vou te dizer o que tem que fazer. - me surpreendi quando ele me disse isso e depois passou todos os dados do remédio a se comprar.


- Adeus, Julian. - vi que a linha se desligou. Eu sei que ele estava sendo monitorado, mas eu havia tomado todas as precauções e também sei que aquilo era uma despedida. Logo quebrei aquele celular e o ship também, o jogando no lago. A ligação estava muito ruim, tenho quase certeza que não me localizaram.


Olhei pra trás, observando Dylan que havia acabado de cair no sono. Ele tava tão malditamente lindo, mas - por incrível que pareça - me doía vê-lo assim tão frágil. Eu precisava urgentemente daqueles remédios. 


Rapidamente, peguei a chave do carro e minha carteira que continha algum dinheiro. Saí do quarto, o trancando, já que não queria que algum dos dois incomodassem Dylan, e logo desci rapidamente pro andar de baixo. Saí de casa e andei rapidamente até um barco escondido que havia numa beira estreita, sem alcance aos olhos de Dylan, sai sem dizer uma palavra pra Greg e Emily, os quais me lançaram um olhar confuso.


Assim que cheguei em terra, ajustei o barco na costa e me dirigi até o carro que havíamos roubado, ele ainda estava lá intacto escondido, dirigi por alguns minutos por aquela estradinha de terra em meio a floresta. Estava tenso, minha mente estava em Dylan e eu me perguntava constantemente se ele estava bem. Eu realmente me preocupava com aquele garoto de cabelos dourados. No fundo, me sentia culpado por ele estar doente, sei que a culpa disso tudo é minha. Mas eu de verdade gostava dele e tudo que fazia era meramente por amor. Apenas por amor.


Logo cheguei na estrada que me levaria para a cidade. Eu dirigia na velocidade máxima, já que estava completamente vazia, algo normal por aqui, visto que muita pouca gente viaja por essa estrada. Não custou muito para mim chegar na cidade e me encaminhar até a farmácia mais próxima. 


Chegando lá, desci do carro, colocando o capuz. Eu sabia perfeitamente que estava sendo procurado em tudo quanto é lugar e não deveria arriscar. Adentrei o estabelecimento e andei até a moça que atendia.


- Boa noite! O que precisa? - perguntou educadamente, sorrindo falsamente. Bufei para meus adentros, enquanto revirava os olhos. Detestava esse tipo de pessoa.


Não prolonguei muito papo com ela, apenas lhe entreguei o papel no qual eu havia escrito o nome dos remédios que meu pai indicara. Enquanto ela buscava os remédios solicitados por mim, observei as poucas pessoas que estavam na farmácia. Todas tão normais, tão comuns, tão iguais que chegava a dar nojo. Todas aquelas pessoas com suas vidinhas medíocres me davam nojo, tinha uma enorme vontade de arrancar a força aquele sorrisinho na cara de alguns deles. Eu tinha tanta, mas tanta raiva daquelas pessoas que elas não podiam nem imaginar o quan...


- Aqui está! - fui arrancado de meu devaneios com a voz irritante daquela mulher. Revirei os olhos mais uma vez. Detestava com todas as minhas forças ter meus pensamentos interrompidos. Não disse nada, apenas peguei a sacola de sua mão sem nenhum tipo de delicadeza. Ela me olhou estranho, mas não dei importância. Tirei o dinheiro da carteira e praticamente joguei as notas em cima do balcão. - Obrigado. Volte semp... - saí da farmácia antes que ela pudesse terminar, não tinha tempo pra essas babaquices.


Entrei de volta e logo em seguida dei partida. Mais uma vez, minha mente estava dispersa de tudo ao meu redor. Tão dispersa que só voltei a prestar atenção no mundo à minha volta, quando cheguei em frente a casa, já no barco, o escondendo. Emily e Gregory já não estavam lá. Assim que entrei, vi os dois sentados no sofá, esparramados. Ambos prenderam seus olhos em mim, logo depois de perceberem minha presença. 


- Onde estava? - perguntou Emily, erguendo uma sobrancelha.


- E o que é isso aí na sua mão? - dessa vez quem indagou foi Greg. Bufei, já me estressando.


- São remédios. - respondi, erguendo a sacola na altura do meu rosto.


- Você está doente? - Greg perguntou, curioso, com uma pitada de preocupação em seu tom de voz.


- Não sou eu, é o Dylan. - suspirei, lembrando do loiro e me perguntando mentalmente se ele estaria bem. Já iria o ver.


- O que ele tem? - e mais uma pergunta. Já estava irritado com tantas perguntas.


- Ah, já deu de perguntas, vocês não acham não? - aumentei meu tom de voz, visivelmente estressado.


- Tudo bem, tudo bem. - Emily ergueu seus braços em forma de rendição. - Só queríamos saber o que o garoto tinha e também eu poderia ir comprar os remédios como sempre faço, afinal eu não sou procurada. - disse, como se estivesse um pouco ofendida com minha impaciência. 


- Tá, tá, desculpa. Sei que tô sendo meio grosso, mas eu estou realmente cansado e ainda tem o Dylan que tá doente. - suspirei, ambos me olharam compreensivos. - Eu vou ver como ele tá, depois venho e falo com vocês, ok?


Assim que cheguei no quarto, me deparei com Dylan com as mãos na barriga, parecia querer vomitar. Não disse nada, apenas lhe entreguei a sacola.


 Ele me encarou confuso, enquanto eu andava rumo até a porta. 


 - Obrigado. - Pela primeira vez ele disse algo assim para mim.


- Tudo bem. - Disse, já saindo.

     

 [ ] Pov's Julian off.

 


 - Acha que ele pode ligar novamente? - O policial o encarava.

  

 - Não, acho que não. Ele é esperto. - O pai de Julian o encarou de volta, frio.


- Por um segundo, por um mínimo segundo, nós iriamos localizar ele. - O polícial disse inconformado.  


- Eu acho que o garoto deve está bem, o meu fil... O Julian, quer dizer, gosta muito dele para fazer qualquer mal. - O homem se esquivou.


  - Não é possível que os dois armaram tudo sozinhos, tem alguém mais aí com certeza, alguém que os ajudaram. - O policial permaneceu pensativo. 


- Só existe a namorada do Greg, parece que a garota sumiu. - disse o pai de Julian, ambos homens se entreolharam.


- Namorada, não é? Como podemos não ter passado isso, meu Deus? - O homem se irritou mais ainda e logo pegou o celular totalmente eufórico. 


- Alô, aqui é o policial Andrew, parece que a namorada de um dos atiradores, o Gregory, tem envolvimento no crime, tente localizar ela para mim. - disse simplesmente e desligou o celular, olhando para o homem a sua frente, quem parecia meio aflito e cansado.


Notas Finais


Gente, pedimos as mais sinceras desculpas pela demora! Esperamos que não tenham desistido de ler a fic!

Bjs <3


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