História Pure Temptation - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Visualizações 24
Palavras 4.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteei! Dessa vez está grande hahahah novos leitores, sejam bem-vindos! ♥️

Capítulo 5 - Family?


Fanfic / Fanfiction Pure Temptation - Capítulo 5 - Family?

 - E eu pensando que fizesse parte da Equipe de Vilões. - Cami ri junto comigo. 

 

 - Eu fico pela diretoria. Trabalho sujo eu deixo para os demais executarem. Minha preocupação maior sempre será a empresa. Cargas e os demais são apenas uma diversão a parte. 

 

 - Esperto, admito. 

 

 Ela então, olha para o rolex preso em seu pulso e parece se espantar com o horário. 

 

 - A conversa está muito agradável, realeza. - me olha arqueando uma sobrancelha em sinal de deboche. - Mas eu tenho afazeres por aqui e já estou a alguns minutos atrasada. 

 

 

 - Mas eu avisei que você passaria um tempo aqui comigo, você mesma ouviu. 

 

 - Sim, eu sei, mas sem dança não há dinheiro. - pisca pra mim e eu acabo rindo. 

 

 - A propósito, eu vou deposi.. 

 

 - Nada disso. - me interrompe. - O que aconteceu lá em baixo foi por vontade da minha parte, não precisa pagar. 

 

 - Não estou insinuando que transei contigo pensando no dinheiro, assim como geralmente faço. Mas não acho justo, você precisa do dinheiro.

 

 

 - Não é necessário. O valor que você me pagaria eu vou conseguir em poucos minutos naquele palco. - insiste. 

 

 

 - Bem, se você diz. 

 

 

 - Ótimo. - sorri vitoriosa. - Estou indo, obrigada pelo seu tempo, Bass.

 

 Me manda um beijo no ar antes de andar em direção à porta. 

 

 - Ei! - ela se vira pra mim. - Nem um beijinho? - faço bico e ela gargalha. 

 

 - Não se adapte a isso, não costumo ser tão boazinha assim. 

 

 Apenas mordo o lábio em resposta enquanto admiro sua boca. 

 

 Quando finalmente sinto aquela boca quente em contato com a minha, me sinto completamente satisfeito. Sem conseguir me contentar com o selinho, aprofundo o beijo e ela sorri com isso. 

 

 Aperto com possessão a sua bunda redondinha - resultado de muito treino -  e ela arfa. 

 

 - Até mais. 

 

 Diz isso e se retira. Apenas nessa hora percebo que estou recuperando meu fôlego. 

 

 • • •

 

 Camille Habanne: 

 

 Saio da sala com as palavras rondando minha cabeça. 

 

 Algumas pessoas nasceram para serem amadas, outras para estarem nuas! 

 

 - Cami, você não está entendendo! 

 

 - Eu já entendi, Davina! E pela milésima vez, eu não vou cantar. - me viro fazendo-a parar de andar atrás de mim. - Essa não é a minha função, você sabe disso. 

 

 - Julie está com problemas na voz e Megan não consegue parar de vomitar.

 

 - Davina. - a repreendo com o olhar. - Não se fala mais nisso. 

 

 • • • 

 

 Justamente hoje a casa tinha que estar cheia? 

 

 Porra, Julie! 

 

Pela primeira vez em alguns anos eu não me sentia vulgar. A roupa cobria aquilo que era necessário e eu não precisava me preocupar com a bunda amostra à ninguém. 

 

 Hoje Mavi tomaria conta do meu lugar e dançaria para os rapazes presentes. E pra ser sincera, ela estava linda! A peça azul marinho que cobria algumas de suas curvas destacavam seu tom de pele mais claro. Seu cabelo ruivo estava preso em um coque bem elaborado, os fios que escapavam eram como chamas caídas em seu rosto. 

 

 Caminhei com firmeza até o pequeno sofá em vermelho camurça posicionado no meio do palco. 

 

 Ele de fato destacaria meu look. Bem pensado, Hernando! 

 

 Repassava as musicas que teria que cantar no decorrer de algumas horas: Crazy in Love,

 

 Needed me,

 

 Don't love me, 

 

 Hey daddy,

 

 Diamonds, 

 

 Baby boy, 

 

 E etc. 

 

 E é nessas horas que sou grata por ser bilíngue! 

 

 Todas as musicas possuíam um ritmo quente. Bem, se for pra fazer então que seja inesquecível para quem presenciar. 

 

 

 As luzes abaixam um pouco quando já estou posicionada no meu lugar e com o microfone em mãos. Uma luz branca, não muito forte, é direcionada a mim e eu sei que a hora chegou. 

 

 - Você está pronto?

Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no

Uh oh, uh oh, uh oh, oh no no..

 

 Fecho os sonhos e sinto a maneira como a minha voz sai suave, com um toque incrível se sensualidade. 

 

 - Eu olho profundamente nos seus olhos. Eu toco você cada vez mais..

Quando você vai embora, imploro para você não ir. Chamo seu nome várias vezes seguidas.. É tão engraçado tentar explicar como estou me sentindo, a culpa é do meu orgulho. Porque eu sei que não entendo como seu amor pode fazer o que ninguém mais pode.

 

 (I look and stare so deep in your eyes

I touch on you more and more every time When you leave I'm begging you not to go. 

Call your name two or three times in a row

Such a funny thing for me to try to explain

How I'm feeling and my pride is the one to blame

'Cuz I know I don't understand

Just how your love can do what no one else can.)

 

 Abro meus olhos e vejo Justin me olhar com um sorriso de canto. Ele estava na área VIP juntamente com alguns amigos e algumas mulheres da casa. 

 

 Ele carregava sua garrafa de Black Label e estava delicioso em sua camisa branca social. Topete impecável e aquele olhar de cretino. 

 

 - Me deixou com cara de louca agora, seu toque. Me deixou com cara de louca agora (seu toque).. 

 

 (Got me looking so crazy right now (oh crazy)

Got me looking so crazy right now, your touch (you're in love)

Got me looking so crazy right now (your touch!)

 

 E assim segui a noite, hora levantava e andava de um lado a outro. Os homens se quer piscavam enquanto admiravam minha voz e o meu corpo marcado pela peça. 

 

 Termino de cantar uma música da Rihanna e enfim tenho um intervalo, saindo do palco deixando o trabalho para o Alok por alguns minutinhos. 

 

 

 - Eu ainda não acredito que presenciei aquilo! 

 

 Davina aparece ao meu lado com um vestido preto de camurça e sua bota de cano longo. 

 

 - Obrigada, eu acho.. Foi um tanto quanto estranho. 

 

 - Eu imagino, a casa está bem cheia e depois que você começou a cantar muitos apareceram. E quer saber o melhor? 

 

 - Huh? - olho pra ela e seu sorriso é o de uma criança realizada. 

 

 - São todos novinhos! - ela da pulinhos e eu gargalho. - Não vi muitos velhos por aqui, apenas uns 6 ou 7. O resto deve ter no máximo 32 anos. 

 

 - A noite é sua, querida! - sorrio para ela, que se quer tem tempo de corresponder já que sai andando de braços entrelaçados com um moreno alto e tatuado. 

 

 Continuo ali e decido largar o uísque para beber água. Estava bebendo demais ultimamente! 

 

 Sinto a água gelada aliviar o seco da minha garganta, me tirando um gemido baixo pela satisfação. 

 

 - Os homens ficariam loucos aqui se ouvissem esse gemido, assim como eu. 

 

Acabo deixando um pouco de água escorrer, fazendo uma trilha pelo meu pescoço e parando no macaquinho branco. Merda! 

 

 - Porra, Bass! - resmungo e ele decide me ajudar com a roupa, mas eu recuso seu contato já que não iria secar do mesmo jeito. - Não é necessário. 

 

 Mas é tarde. Ele está com um lenço em mãos, enquanto segura meus cabelos para trás e passa o pano preto pela trilha d'Água com todo o cuidado. 

 

 - Esse macaquinho não me custou milhões de dólares, não há motivos para ter tanto cuidado.

 

 Ele ergue seu mar de mel para o meu rosto e molha os lábios assim como eu.

 

Gostoso! 

 

 - Minha preocupação não é com a peça. 

 

 - Sinto que só queria se aproveitar do contato. 

 

 - E por que diz isso? - responde desconfiado. 

 

 - Porque meu seio esquerdo não foi molhado e você está com a mão por cima dele

 

 Ouvindo isso ele dá um aperto bem generoso e eu sinto minha buceta se contrair com aquilo. Remexo um pouco as coxas, uma contra a outra.

 

 - Se me permite. - Ergue a mão até a altura do meu rosto e depois a desce enquanto se posiciona de pé entre as minhas pernas. 

 

 - O que pensa que.. Ahh, caralho! 

 

 Resmungo pelo prazer quando ele toca dois dedos na minha intimidade totalmente sensível naquele momento. Alguns homens que estavam sentados perto do balcão assistiam ao show particular, mas para quem visse de longe iria pensar que estávamos apenas trocando alguns amassos e eu seria eternamente grata por aquilo. Não queria que mais ninguém visse as mãos de Justin me fodendo em meio à tantas pessoas.

 

 - Bass.. B-Bass já chega. - não tenho forças para afastá-lo, então tombo minha cabeça em direção ao seu pescoço e ele gruda sua boca ao meu ouvido. 

 

 - Está gostoso? Huh? - assinto. - Responda, Camille. Está gostando de ser comida aqui na frente de todos? 

 

 - Estou, senhor Bass. - pronuncio baixo e sinto ele sorrir. Filho da puta! 

 

Não podia negar que a adrenalina de estar sendo fodida em meio a pessoas desconhecidas - e conhecidas - era como uma droga que aumentava meu tesão naquele momento. 

 

 - Safada. - ele ainda mantém o sorriso e na sequência aperta seu polegar contra meu clitoris que pulsava contra sua grande mão. 

 

 Ele movimenta seu polegar com lentidão, revisando entre pressionar um pouco mais e ser leve outras horas. Aquilo estava acabando comigo por dentro! Tudo de mim se contorcia e eu sentia um calor tremendo possuir meu corpo de forma arrebatadora. 

 

 - Vamos, amor. Goza pra mim, cubra os meus dedos com um mel que só você tem. 

 

 - Porra, Justin.. - prendo meus dentes em sua carne para reprimir o gemido que estava preso em minha garganta apesar da música ao fundo ser alta. 

 

 Me desmancho em seus dedos em fração de segundos. 

 

 Ergo meus olhos bem a tempo de ver Justin levar os dedos a boca, chupando como se fosse nossa última vez. Talvez fosse.. 

 

 Suspiro um pouco abatida, mas trato de fechar um pouco mais as pernas, caso Justin tentasse algo novamente. 

 

 - Sabe, eu sempre adorei a sensação de estar saciado e algumas vezes eu deixava de me importar com o que a mulher que estivesse comigo precisava. Mas você, Camille, é algo louco! Quando goza já me faz ficar satisfeito por saber que estava louca pelo prazer graças a mim. - seus olhos brilhavam e eu entendia o que ele sentia. Seus olhos pareciam ouro quando ele chegava ao seu ápice e eu ficava hipnotizada por eles. 

 

 - Adoraria conversar a respeito de sexo com você, mas preciso voltar ao meu trabalho. - com as pernas fiz um movimento prendendo as mesmas aos quadris de Justin, dando impulso para o lado para que eu pudesse levantar e passar pelo mesmo. 

 

 Já de pé, arrumo a roupa e o cabelo. Bass assistia a tudo sem dizer uma palavra ou se mover. 

 

 Me viro para a pequena necessarie da bar-tender naquela noite - Roselie - e peguei o batom vermelho sangue que a mesma vivia esbanjando. Pego o celular e uso como espelho enquanto aplico as camadas do batom. 

 

 - Deveria usar vermelho mais vezes, fica bom em você. 

 

 Olho de canto para Justin que agora acende um cigarro e sorrio.

 

 - Você também não fica nada mau. Vou pensar a respeito, obrigada. - mando uma piscadela, que é correspondida imediatamente e saio dali com um sorriso de satisfação nos lábios. 

 

 • • • 

 

 "Confessa pra mim que o que rolou noite passada foi bom." - JB 

 

 Merda! Como ele conseguiu meu número? 

 

 "Eu sou do comando, minha linda, o que menos me deu trabalho foi conseguir seu número." 

 

 Tudo bem, só pode ter câmeras dentro da minha cabeça. 

 

 Reviro os olhos e respondo sua mensagem. 

 

 "Tudo bem, 007. Tudo que eu bebi na noite passada foi bom, mas se você sabe que foi através da minha reação, por que me pergunta?" 

 

 "Gosto de ouvir de você. Gosto da sua transparecia." 

 

 "Oh claro, está acostumado com as monitoradas." 

 

 "A propósito, arrume suas malas. Fechei contrato com a empresa para te ter por algumas semanas aqui." 

 

 "Droga! Pensei que tivesse conseguido fazer você mudar de ideia a respeito e que fosse levar a Barbie." 

 

 "HaHaHa! Não! Por que levaria ela? Você me diverte muito mais. E convenhamos, meu amigo gostou muito da conversa que teve com ela aquele dia." 

 

 "Vocês são todos iguais. Não estou surpresa.."

 

 "Eu estou surpreso. Você anda fodendo com a minha cabeça, morena." 

 

 "Você também e por falar nisso, que cabecinha gostosa.."

 

 "Não me provoca!" 

 

 Acabo rindo com isso. Você não sabe o que te espera.. 

 

 "Desconheço o sentido da palavra, mas.. de quanto estamos falando? Sabe que a empresa nunca passa o valor real."

 

 "$250.000"

 

 Quase desmaio pelo susto. Meus olhos estão tão arregalados que posso jurar que iram sair do meu rosto. 

 

 "Ficou louco? Por que pagou tudo isso?!" 

 

 "Ué, quanto o ultimo cara pagou para ficar contigo?" 

 

 "$50.000, mas fico com a metade do valor." 

 

 "Como assim a metade?! Eles só têm direito a 20% do valor, Camille!" 

 

 "Eu não dou as regras por aqui, senhor Bass. Trabalho pra eles e fui acolhida pelos mesmos. Ganho aquilo que eles acham justo.." 

 

 "Isso porque não são eles que fodem com um cara de 59 anos! Ora, faça o favor.."

 

 "Justin!" 

 

 "Estou indo aí, se arrume." 

 

 Não ouso mandar outra mensagem, simplesmente pego uma roupa na mochila e vou até o banheiro. 

 

 • • • 

  Justin Bass: 

 

 -Chaz, cara, me deixe passar! Preciso me vestir logo. 

 

 -Qual é, mano? Você não sai mais daquele prédio. Eu sei que você gosta de foder, principalmente aqui em casa. - reviro os olhos. - Mas você tem que parar, porra! 

 

 -Chaz, eu já te expliquei cara. Encontrei uma acompanhante e preciso buscá-la para mostrar como as coisas vão funcionar com o contrato e apresentar ela para a família! 

 

 Ele parecia pensar, mas seus olhos não saiam do videogame na estante. 

 

 - E outra que se você me fizer ficar, eu vou fazer questão de ficar com a rola livre, pra cima e para baixo. 

 

 -Ok, tudo bem! - ergue as mãos como se quisesse me fazer parar de falar. - Mas quero conhecê-la pra ver se é gostosa a ponto de valer mais do que a nossa partida sagrada de Fifa. 

 

 Acabo rindo de sua idiotice e assinto indo procurar uma roupa apresentável. 

 

 Opto por uma calça preta, cinto da Louis Vuitton, camisa social preta e meus sapatos sociais. Coloco algumas joias que ainda não usei e aproveito para secar o cabelo moldando meu topete da maneira que posso. Melhor do que está, não fica! 

 • • • 

 

 As coisas estão cada dia mais difíceis. 

 

A 8 dias atrás Camille quase me enlouquece cantando daquela maneira, com a voz sensual e aquele macacão justo de bordado azul destacando suas curvas e sua bunda avantajada, me deixando anestesiado pelo prazer da visão. E agora isso.. 

 

 Vestido branco com uma abertura sutil como decote, saltos pretos altíssimos deixando suas pernas bronzeadas ainda mais bonitas e sua bolsa de mão da Louis Vuitton. Maquiagem leve por ainda ser cedo e mesmo assim dava um ar de sofisticação. Também tinha parte do cabelo preso, deixando o desenho de seu rosto ainda mais destacado. 

 

 -Você está.. espetacular. - ainda não tinha encontrado palavras, então soltei a primeira que rodou em minha cabeça. 

 

 Pela primeira vez ela não esbanjou seu ar de mulher superior. Abaixou a cabeça um pouco corada e deu aquele sorriso, ainda procurando palavras assim como eu.

 

 -Você também está. Ainda combinou o cinto com a minha bolsa. - rimos e caminho até ela. 

 

 -Olhe só, você está do mesmo tamanho que eu! - recebo um tapa no braço pela brincadeira e ela ri com vontade. 

 

 -Besta! Vamos logo. Estou ansiosa para começar a atuar! - ela sorri agarrando meu braço mostrando seu entusiasmo e eu não consigo conter minha alegria por saber que ela está se adaptando a ideia de fazer parte de tudo. 

 

 Entramos no carro e a levo até o ponto de encontro, onde nossos advogados aguardam nossa chegada. 

 

 Abri a porta para ela e caminhamos lado a lado até chegar em nossa mesa no restaurante. 

 

 -Olá, Camillie. - o advogado de Cami se põem em pé, assim como o meu e os dois erguem suas mãos dando um beijo na mesma. 

 

 -Justin. - dizem em uníssono e cumprimentamos com aperto de mãos.  

 

 Nos sentamos e começamos a conversar a respeito do contrato elaborado pelo meu advogado. Camille e Khalid estão atentos um ao outro enquanto ele diz todos os pontos da papelada. Dexter até então se mantém em silêncio absorvendo as palavras ao lado de sua cliente. 

 

 -Bem, a proposta é bem interessante e não vi pontos negativos. Admito que é um contrato mais longo do que eu esperava. Quase três meses não era esperado pela minha pessoa, mas se é o tempo necessário, senhor Khalid.. 

 

 -Sim, o prazo acabou sendo um pouco maior pela meta do senhor Justin. Mas acredito que se vier a dar tudo certo até mesmo antes, vocês terão o direito de negociar um tempo mais curto se assim desejarem. 

 

 Continuamos a conversar e não havia quase nada de diferente dos outros contratos que já assinei. Sei que não seria fácil, pois agora faria parte de uma mentira das grandes e precisaria ser boa como atriz. 

 

 Finalizamos tudo, mas me recusei a comer no restaurante alegando que eu e ela iriamos comer em outro lugar. Nos despedimos assim que o garçom saiu com o pedido de ambos os advogados

 

 -Pronta para conhecer a minha família? - pergunto risonho enquanto encaro a mesma de olhos levemente arregalados.

 

 -Acho que sim. 

 

 • • • 

 

 Camille Habanne:

 

 -Já sabe a história de como nos conhecemos, não é? 

 

 -Sei sim, não se preocupe. - sorri amarelo e mantemos o resto do percurso em silêncio. 

 

 Chegamos até a casa em que Justin vivia em Alphaville. Não era uma mansão tecnicamente, mas possuía muitos andares e era grande, bem grande! 

 

 Portões feitos de ouro em um estilo moderno. Alguns seguranças na porta atentos a tudo que pudesse acontecer. 

 

 Justin, apesar de ser conhecido na casa, entra depois de ser identificado pelo seu olho. Sim, isso mesmo, pelo olho! O computador que analisou libera nossa entrada com um sinal verde na tela. 

 

 Bass da partida e então posso reparar no quanto aquele lugar era lindo! A casa tinha um tom creme e as janelas e portas possuíam detalhes em marrom e dourado - o que provavelmente, assim como o portão, era feito de ouro. 

 

 Um grande jardim bem colorido, juntamente com o chafariz, servia como recepção da casa. 

 

 Uma senhora na casa de seus 60 anos nos aguardava na porta com um lindo sorriso simpático. E pela primeira vez em muito tempo eu me sentia em casa.

 

 Descemos do carro e Justin vai até a senhora lhe dando um abraço apertado e um beijo estalado na testa por ela não ser tão alta quanto. Que saudades de casa..

 

 -Oh, meu filho! Como você está? 

 

 -Bem, pequena Carly. A senhora está bonita! O que está te esperando por hoje? 

 

 Ela sorri envergonhada e eu apenas admiro a cena com um sorriso largo no rosto. 

 

 -Pare, menino! Eu apenas achei que deveria estar apresentável para conhecer a sua namorada

 

 -Está sempre linda. A propósito - ele se vira pra mim e agarra minha mão, me trazendo pra perto. - Essa é a Camille. Camille está é a Carly, minha segunda mãe e comandante desta casa. 

 

 -É um prazer conhecê-la. - sorrio amigável e ela inesperadamente me puxa para um abraço. 

 

 -O prazer é todo meu menina! Você é ainda mais bonita do que eu esperava. - ela sorri e eu acompanho agradecendo o elogio.

 

 -Bom..- Justin coça a garganta. - Tenho mais algumas pessoas para apresentá-la, se importa? 

 

 -Claro que não! Fiquem a vontade e qualquer coisa podem me chamar. 

 

 Entramos na casa sendo acompanhados pela Carly e eu sinto minhas pernas falharem pelo luxo e comodidade. Era de se admirar por horas! 

 

 Todos os detalhes de fora estavam aqui dentro, mas ao contrário da cor creme, era em tom de branco e algumas em marrom deixando a casa ainda mais iluminada e despojada. Era tudo trabalhando nos mínimos detalhes, até mesmo os quadros com fotos da família. 

 

 Mas o que mais me impressionou, entretanto, foi o carpete que ocupava todo o chão daquela sala enorme. Todo o chão mesmo! 

 

 -Camille, não é? 

 

 Acordo do meu transe vendo uma mulher baixinha de corpo bem cuidado e de cabelos curtos e castanhos caminhando em nossa direção. 

 

 -Sim, sou eu. - Sorrio sincera para a mulher. 

 

 -Que prazer te conhecer, querida. Sou a Patrícia, mãe do Justin! 

 

 Quase engasgo ao ouvir o nome mãe, mas não posso falhar agora. 

 

 -O prazer é todo meu, senhora Ma.. 

 

 -Ah não, meu anjo. Me chame de Pattie assim como todos aqui. - ela se aproxima do meu rosto e eu já aguardo por uma bronca. - Assim eu me sinto mais nova. 

 

 Nós duas rimos e ela vai até o Justin lhe dando um abraço e nos encaminhando até a cozinha, onde alguns amigos de Justin que estavam na boate e outros membros da família nos esperavam. 

 

 -Seja Bem-vinda a Família. - Justin me abraça por trás e eu fico totalmente sem reação, apenas observando todos os rostos que me olhavam de cima a baixo. 

 

 -É uma honra conhecer você, Camille. Sou Jeremy, pai do Jus. E esses que estão aqui são Jazmyn e Jaxon, irmãos dele. - A mocinha aparenta ter seus 5 anos e abriu seu sorriso mostrando as janelinhas de baixo, Jaxon aparentava ter seus 18 anos e tinha um porte mais maduro,uma boa cópia de Bass,mas ainda sim era um homem simpático. - Pattie, minha esposa a qual você conheceu e os meus filhos de consideração. - todos que estão na mesa riem e eu acompanho. - Chaz Somers, Ryan Butler, Christian Beadles e Caitlyn Beadles.

 

 Acenam com a cabeça e eu faço o mesmo. 

 

 -Papai. - a pequena se pronuncia. - Eu quero ser linda igual a ela quando eu crescer! E usar saltos daquele tamanho. 

 

 Ela aponta com seu dedinho pequeno e eu me desmancho de amores por ela naquele momento. 

 

 -Um dia você usará, meu amor. - ele ri e eu não me contento em responder. 

 

 -Você será ainda mais bonita! A propósito, adorei seu cabelo. Combina com você. - ela sorri envergonhada e desce da cadeirinha vindo em minha direção, onde abraça minhas pernas. 

 

 Eu estou apaixonada por essa boneca! 

 

 Me abaixo ficando da sua altura e a pego no colo. Fazendo isso ela abraça meu pescoço e eu faço o mesmo com o seu corpinho. Todos na sala murmuram um "own" com a cena. 

 

 Ela afasta seu rosto do meu pescoço e olha para o Justin que ainda se mantém atras de mim. 

 

 -Agora ela é minha! Perdeu, play.. play.. como se diz mesmo, tio Chris? 

 

 -Playboy, Jaz. 

 

 -Ah, é! - ela volta o olhar e põe a mão na cintura. - Perdeu playboy. 

 

 Ela diz arrancando uma gargalhada de todos e então Pattie vem até nós pegando a pequena do meu colo e pedindo para que sentássemos na mesa para comer e continuar a nós conhecer.

 

 • • • 

 

A comida estava divina e a conversa engraçada e agradável. Me fizeram algumas perguntas e contaram algumas histórias da família. A essa altura minhas bochechas doíam de tanto rir. 

 

 -Ainda não acredito que se conheceram na academia de Muay Thai e você ainda não deu uma surra nele, Camille. - Caitlyn diz e eu dou de ombros ainda rindo. Sim, essa foi nossa desculpa em relação ao dia que nos conhecemos e supostamente nos apaixonamos. Não era mentira, realmente faço aula no mesmo lugar que o Bass, mas nunca se quer havia visto o mesmo. 

 

 -E os seus pai, Cami? - Perguntou Pattie. - Me perdoa, havia esquecido de perguntar a respeito deles. 

 

 Nesse momento eu engoli seco e Justin percebeu meu incomodo, já que nem o mesmo sabia a respeito deles. 

 

 -Mãe, acho melhor deixar pra outra.. - o interrompi. 

 

 -Sem problemas, Jus. - ele aperta minha mão por baixo da mesa e eu respiro fundo. - Bom, meus pais são separados desde os meus 3 anos. Minha mãe se chama Angeline Kors e meu pai Dominic Habanne. Kors desde que se separaram.. 

 

 -Oh, querida, não precisa continuar se não quiser. - Pattie aperta minha mão esquerda e eu assinto com um sorriso fraco. 

 

-Não se preocupe. Bem, continuando.. Atualmente minha mãe é casada com um cara chamado Brad, apenas o vi algumas vezes, mas parece ser um cara legal. Meu pai está namorando, porém não conheci a mesma ainda. Tenho um irmão do casamento da minha mãe, o Bryan, ele tem 6 anos e é meu homenzinho. - sorrio involuntariamente pensando nele.

 

 Todos me olham como se eu tivesse contato algo difícil, mas eu já havia me adaptado, não tinha mais o que ser feito. 

 

 -Quando fiz 14 minha mãe viu como estava a situação da nossa família e como as coisas estavam bagunçadas, então pediu para que uma tia viesse do Canadá para cuidar de mim por um tempo. Nossa relação era boa, mas mesmo assim preferi sair para trabalhar e ganhar meu próprio dinheiro a ter que viver por ela. Consegui emprego em lojas pequenas - Mentindo feio em algumas partes? Talvez.. - Quando fiz 17 havia terminado o ensino médio e com o dinheiro ingressei na faculdade de Pedagogia, mas acabei trancando para cuidar da minha tia por ela ter alguns problemas respiratórios. 

 

 

 -Hoje em dia ela está bem? - Jeremy questiona. 

 

 -Sim, está. Graças a Deus ela melhorou muito e conseguiu todos os remédios e aparelhos necessários para se manter em casa. 

 

 -Fico feliz com isso. - Pattie sorri e então muda de assunto juntamente com os demais na mesa, mas Justin continua a me olhar e eu correspondo dizendo que diria mais tarde a ele as partes reais. 

 

 • • • 

 

 Justin Bass: 

 

 Depois que terminamos de jantar, as mulheres foram cuidar da louça e os homens arrumar a bagunça feita na mesa e as garrafas de cerveja espalhadas pela sala. 

 

 Eu e Cami subimos alegando que estávamos exaustos pelo dia ter sido corrido. Nesse momento ela está no banho enquanto eu aguardo procurando uma roupa para dormir. 

 

 -Ainda não escolheu? Meu Deus, você é realmente pior do que mulher. 

 

 Quando ergo meus olhos vejo Camille tirar a toalha que cobria seu corpo ficando totalmente nua, sem se importar com os meus olhos acompanhando-a. Ela pega uma lingerie preta em sua mochila juntamente com uma calça moletom. 

 

 Depois de vestir a calcinha ela se vira e parece procurar por algo em meio a toda a bagunça. 

 

 -Bass, você viu minhas meias por aí? Não estou encontrando na bolsa. 

 

 Aqueles seios empinados e fartos estavam acabando comigo, mas não podia viver desse jeito toda vez que ela ficasse nua. 

 

 -Oh, não. Pegue uma minha, segunda gaveta da cômoda ao lado da cama. 

 

 Ela assente e coloca o sutiã antes de ir até lá. 

 

 -Boa noite, Justin. - ela vai em direção à porta já com as meias nos pés. 

 

 -Onde vai? 

 

 -Ué, pro outro quarto dormir. - ela diz como se fosse óbvio. 

 

 -Disso eu já sei. 

 

 -Então por que pergunta? 

 

 -Não há necessidade de dormir em outro, a menos que você queira, lógico.. 

 

 Ela parece pensar e dá de ombros vindo até a cama, onde ela engatinha até a outra ponta e deita de aconchegando. 

 

 -Espero que não ronque. - ela diz com um leve sorriso e em seguida fecha os olhos. 

 


Notas Finais


Lembrando que tenho outra fic! Mas o foco no momento será a PT! ♥️


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