História Puro Sangue[Editando] - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Cl, G-Dragon, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, T.O.P, V
Tags Bangtan Boys, Lobisomem, Menção 2seok, Menção Jikook, Menção Skydragon, Menção Yoonmin, Namjin, Universo Alternativo, Vampiros
Visualizações 125
Palavras 3.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia/tarde/noite/madrugada.
Depois de 84 anos, aqui estou eu atualizando novamente Puro Sangue. Eu pensei bastante, e vi que já tinha passado da hora de voltar com essa fic, então eu me esforcei, e pretendo tentar voltar a um ritmo normal de postagens.

E também eu tive um empurrãozinho(e uma ameaça), vindo da minha namorada, que me fez ter ainda mais vontade de voltar com Puro Sangue. Também alterei a sinopse.
Esse capítulo é focado no Yoongi e no Jimin
Então espero que gostem.

Boa leitura!

Capítulo 9 - Our special place


Fanfic / Fanfiction Puro Sangue[Editando] - Capítulo 9 - Our special place

Yoongi

Eu sou um idiota, por que diabos eu tinha que ser trouxa o suficiente pra ter feito aquela merda? Poderia muito bem ter ficado com a porra da bunda sentada no sofá, mas não! Eu fui o Min mais otário do mundo, de ir lá no caralho do quarto do Park Perfeição Jimin(O QUE DE ERRADO TEM COMIGO?), e agora? Bem amiguinhos, é agora que eu me fodo bonito, e tenho pescoço quebrado e a minha cabeça é arrancada por um Park anão(desculpa Jimin, mas é a verdade).

- Fica quieto, Suga! - Namjoon disse, ja que eu estava andando de um lado para o outro naquela maldita sala. - Assim eu fico tonto - se levantou. Eu o encarei com um olhar mortal, e ele apenas riu. - Melhor eu sair daqui, não quero virar picadinho de Kim - e assim ele desapareceu da minha vista. Me sentei no sofá, com os cotovelos sobre os joelhos, e o rosto sobre as mãos. Estava pensando onde enfiar a minha cara pálida nesse momento.

- Qual o problema, Suguinha? - GD apareceu sei lá de onde, e já veio me zoar com esse apelido horrível. Nada respondi. - Um licantropo comeu sua língua? - riu da própria fala, enquanto eu revirava os olhos.

Não o respondi mais nada, e agradeci mentalmente quando GD resolveu subir de volta para se quarto. Me sentei no sofá, suspirando pesadamente, enquanto meus dedos batiam contra meus joelhos. Eu estava nervoso, e isso era fato. Sabia que a qualquer momento ele poderia aparecer, para me xingar, ou até mesmo arrancar a minha cabeça por ter feito tal burrada.

Depois de longos minutos, e uma inquietação inevitável de minha parte, resolvi ir até a cozinha. Beber um pouco de sangue talvez me acalme, não é mesmo? Acho que, realmente o universo não gosta de mim, sério mesmo. Pois assim que levantei, virando em direção a cozinha, arregalei os olhos de maneira assustada. Jimin estava ali parado, com a mão ainda sobre o corrimão que fica na parede, enquanto seus cabelos balançavam com a leve brisa, vinda de alguma janela qualquer que deveria estar aberta por aí. Pisquei os olhos tantas vezes, que até pensei ter virado humano de novo(já que eu não pisco), enquanto minha garganta parecia ficar entalada com as inúmeras palavras que não consegui proferir no momento.

Além de já ser fodidamente lindo, esse desgraçado tem mesmo que aparecer do nada(tipo, do nada mesmo), sorrindo de canto, enquanto ajeitava os fios com uma mão. Me buguei todo, sem zoera. Ele estava ruivo? RUIVO! Eu já não tinha que sofrer o suficiente por esse filho de um licantropo quando ele tinha os cabelos negros como a noite? Licantropo que me pariu!(é, vocês podem ver que eu adoro lobisomens, né?)

- Você... - foi o que consegui balbuciar, antes dele dar um sorriso, que fez seus olhos já quase inexistentes, desaparecerem. Olha universo, eu sei que já fiz muita merda na vida, e na morte também...MAS POR QUE VOCÊ INSISTE EM FODER MEU CU ASSIM?

- Tudo bem, hyung? - perguntou, tombando a cabeça para o lado, agora com uma cara confusa. Puxei o ar(mesmo que desnecessário) para meus pulmões, logo soltando enquanto tossia, limpando a garganta.

- ChimChim, e-eu... - ótimo, agora você vai gaguejar? Porra Min Yoongi! Você tem mais de 200 anos, já não deveria ter aprendido a lidar com o que sente, em? - ...eu sinto muito, de verdade. Eu não sei como perdi o controle e fiz aquilo... - antes que eu pudesse continuar com meu pedido esfarrapado de desculpas, senti o dedo sobre meus lábios, me impedindo de falar. Porra, eu tinha esquecido de olhar para ele enquanto falava.

- Não precisa disso, Yoongi - gelei(mais do que já sou gelado), não eram muitas as vezes que ele chamava meu nome. Assim, sem o típico "hyung", acompanhado ou algo do tipo. - Eu que deveria me desculpar... - baixou a cabeça, encarando o piso, como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Eu juro que, ele fosse um mortal, suas bochechas estariam intensamentes rubras nesse momento. Ok, agora eu já poderia morrer de vez.

- Minnie, o que...? - apenas balbuciei, enquanto sentia seus braços fortes(pensa num umpalumpa bombado. Pensou? É o Jimin) rodearem meu corpo, enquanto eu mantinha a boca levemente aberta. Não estava entendendo nada. Não tive escolha, a não ser, retribuir receoso, mas cheio de vontade o seu abraço. Ele se separou de mim, encarando meus olhos enquanto sorria de canto. Eu continuava apenas meio boquiaberto.

- Olha hyung...eu sinto muito por confundir você mas... - ele pausou, parecendo buscar as palavras certas para dizer. - ...mas não quero estragar nossa amizade - eu estava muito bem, até ouvir as palavras dele. Amizade? Ele não enxerga que, não quero....nunca quis a apenas amizade dele. Engoli seco, esperando que prosseguisse. - Sinceramente, peço desculpas por ter feito você de preocupar tanto nesse tempo todo. E acabei confundindo você por causa disso... - não, você não me confundiu. Sei muito bem que, meus sentimentos nunca foram apenas um confusão momentânea como você pensa, Park. Ele ainda ama aquele desgraçado, isso é um fato que eu tenho de aceitar.

- Jimin, eu... - busquei forças e palavras suficientes para responde-lo a altura. Meu peito se apertou mais do que já estava apertado, enquanto ele me mirava. Ansioso pela resposta. - Claro, claro... - cocei a nuca, sorrindo amargo. - Você sabe como eu sou. Todo confuso e estranho... - falei um pouco ríspido, mas ele parece não ter notado. Jimin deu uma risadinha aguda, logo sorrindo abertamente para mim. Apenas permaneci com a expressão neutra.

- Sabia que ia me resolver com você, Ginnie! - ok, eu poderia amar imensamente o Jimin. Mas que apelido horrível é esse? Bem, apenas sorri ladino, forçado, mas ele não percebeu. Sem que eu mal percebesse, Jimin já estava na porta, enquanto eu permanecia parado, aéreo a qualquer coisa.

- Até logo, hyung - se despediu uma última vez, mas eu nada respondi, e então a porta fechou-se. E eu novamente me encontrei sozinho, ainda de pé, sem conseguir processar muito bem o que eu mesmo tinha dito.

Maldito seja Jeon JungKook.



Jimin

Agora posso ter certeza de que uma parte da situação já resolvida. Me acertar com o hyung foi fácil, e isso é bom, nunca que eu iria querer perder a amizade dele. Além de que, eu confundi tanto o Yoongi, e então ele teve que me dar um choque de realidade daqueles. Não o culpo por aquele pequeno "incidente", mas por que...eu sinto como se precisasse que ele confirmasse um sentimento maior por mim do que apenas amizade? Aish Jimin! Para de se confundir mais do que já está confuso.

Caminhei sem rumo certo pela rua rodeada por algumas árvores, pois nossa casa é, literalmente na puta que pariu. Talvez eu tenho me desligado pro mundo ao colocar meus fones, e inevitavelmente segui um caminho intuitivo, como se minha mente me mandasse seguir por ele. A brisa batia em meu rosto, jogando meus cabelos para trás. Sorri ao correr o mais rápido que podia, enquanto as imagens passavam por meus olhos em total câmera lenta.

Parei, agora olhando para todos os lados, reconhecendo cada detalhe daquele local; as árvores de ambos os lados, com o vento a balançar suas folhas verdinhas. A brisa era fresca, então sem muito exitar, segui para o lado esquerdo, passando por um caminho no meio de algumas árvores. Sorri mais uma vez, ao ter a bela visão da praia a minha frente. A muito tempo eu não venho aqui, pois me trás tantas lembranças, que mesmo me machucando, eu não quero e nem consigo esquecer.

Tirei o tênis e as meias, deixando próximos a uma árvore, e então toquei o pé na areia. O Sol não estava tão forte, e a temperatura estava amena.

- Foi aqui que você se confessou... - falei para o vento, como se ele estivesse ali, comigo. Sorri sem alegria, enquanto ia um pouco mais para perto do mar, vendo a água calma formar pequenas ondulações ao ser empurrada pelo vento. Me sentei na areia, abraçando os joelhos e encarando o horizonte.

- Você disse que nunca iria sair do meu lado... - sussurrei, apertando mais forte os braços em volta das minhas pernas, colocando o queixo sobre os joelhos. Levei a mão ao bolso, e de lá, tirando um colocar de prata, com o pingente de um lobo uivando. Depois de tanto tempo, eu não consegui simplesmente me livrar disso.

- É tão difícil te Kook esquecer, mesmo eu tentando prometer isso a mim mesmo... - suspirei, e sem exitar, coloquei o colar em meu pescoço. Segurei o pingente entre os dedos, e deixei que as lembranças se fizessem presentes.



-------Flashback On-------


Kook continuava correndo, e eu ainda fingia estar cansado de mais para correr atrás dele, afinal, se eu quisesse já teria o deixado comendo poeira, mas o mesmo disse que queria me mostrar um lugar. Apenas continuei correndo atrás do incansável JungKook, enquanto ele ria debochado por eu não o alcançar.

- Muito lento, hyung! - como uma criança, ele estava parado, rindo com as bochechas coradas pelo esforço, enquanto eu dava um risinho de sua expressão divertida.

- Não valeu, você me pegou despreparado! - brinquei, enquanto ele ria divertido.

- Vem logo! - chamou com a mão, e eu estranhei ele ir em direção às árvores, passando por um caminho. Apenas o segui, e ao chegar no tal local, meu queixo caiu. Era uma praia, completamente deserta e escondida. Kook me encarou, sorrindo, enquanto eu olhava todo o local. Realmente muito bonito. - Gostou? - perguntou, vindo até mim, e segurando minhas mãos. Pensei em recua-las, mas Kook apenas apertou mais, e eu agradeci elas terem amanhecido menos frias que o normal.

- Por que me trouxe aqui? - perguntei, vendo que ele me encarava.

- Porque você é meu... - ele mordeu o lábio inferior, dando um risinho e logo me encarando novamente. - Meu melhor amigo! E esse lugar é especial pra mim, queria que também fosse pra você. Que fosse o nosso lugar especial - nao sei porque, mas esperava que ele dissesse outra coisa, a tempos que, duvido se o que sinto por ele é apenas um sentimento de amizade. Me limitei a arregalar um pouco os olhos, mas acabei por sorrir para si, fazendo meus olhos praticamente desaparecerem.

- Obrigado por pensar em mim - ele assentiu sorrindo. Kook começou a me puxar pela mão, para mais perto da água, e eu sem exitar me deixei ser levado por ele. - O que vai fazer? - perguntei, já imaginando o que ele queria. Estávamos numa praia, no meio de uma tarde de verão, afinal.

- Indo nadar - disse, e sem cerimonias, começou a tirar a camiseta preta que usava. Kook era muito tímido com todo mundo, mas me sentia feliz por ele ser bem menos tímido ao meu lado. Não consegui tirar meus olhos de si um momento sequer, enquanto o tecido deslizava por seus braços definidos, deixando a mostra o abdômen pouco trabalhado, mas que eu, inevitavelmente adoraria tocar de todas as formas possíveis. Se eu dissesse que, o que sinto por JungKook era apenas um amor fraternal de amigo, eu estaria mentindo. Esse garoto desperta minhas meus mais sujos pensamentos sem nem perceber. Desde quando eu o conheci, a quase dois meses atrás, senti algo forte por si. Acho que, não poderia chamar isso de amor, afinal eu ainda o estou conhecendo. Mas dizer que é apenas uma atração momentânea está fora de cogitação. Aigoo! Que confusão.

- Hyung? Você vai ficar aí olhando? - perguntou. Olhei para si, acordando de meu transe momentâneo; ele estava apenas com uma sunga azul marinho, certeza que tinha pensando nisso antes. - Ou vai entrar na água com roupas? - perguntou brincalhão, eu suspirei. Não era como se eu não quisesse, só não confiava muito em, "expor" meu corpo a Kook. Já não bastava seus questionamentos sobre "por que suas mãos são tão frias?", poderia acabar acontecendo algo pior. Como ele encostar em mim.

- Espera um pouco - suspirei. Não iria me importar, pelo menos dessa vez. Tirei rapidamente minha roupa, ficando apenas com a minha box vermelha. Percebi o olhar de Kook sobre mim, e ao nossos olhares se cruzarem, o mais novo corou, desviando imediatamente, e encarando o chão.

- Be-bem, vamos entrar logo na água - ele ameaçou segurar meu pulso, e fingindo uma brincadeira, acabei me desviando de si e correndo. - Isso não vale, ChimChim!- ele gritou, e ouvi seus passos logo atrás.

Passamos um tempo nadando, ou simplesmente brincando na água. Quando o Sol já começava a se por, resolvemos sair, ainda rindo bastante. Não consegui pensar em outra coisa, a não ser no sorriso de Kook; seus dentes pareciam os de um coelho, o que o tornavam mais fofo do que já era. Sorri bobo, antes de começar a me vestir. Balancei a cabeça, enquanto a água de meu cabeça respingava para todos os lados.

- Hyung... - Kook tocou meu ombro já coberto, fazendo-me encara-lo. Ele abaixou a cabeça, mas levou a mão ao bolso da calça. Kook tirou de seu bolso um colar prata, e veio até mim. Sem que eu pudesse impedir, ele segurou minha mão, depositando-o ali. O encarei, e percebi suas bochechas coradas.

- Por que está me dando isso, Kook? - perguntei antes que ele falasse algo, encarando novamente o colar de prata, com o pingente de um pequeno lobo uivando. Achei muito bonito, mas realmente não estava entendendo.

- Era da minha mãe... - o moreno curvou os lábios num sorriso leve. - Ela disse que era da minha avó. E que, assim como minha avó disse a ela; minha mãe me disse que, eu deveria entregar a alguém importante para mim...alguém que eu ame com todo meu coração. - ele disse, e com minha audição aguçada, pude ouvir as batidas aceleradas de seu coração. Se continuasse assim, rasgaria-lhe o peito.

- Kook, você... - antes que eu pudesse raciocinar tudo, e completar minha frase, ele me interrompeu, fazendo arregalar levemente os olhos:

- Eu amo você, Jimin... - abri a boca, mas nada consegui dizer. Encarei o rosto ruborizado de Kook, e sem pensar duas vezes, selei seus lábios. Ele recuou um pouco, resmungando ao meu toque frio, mas logo levou as mãos até minha nuca, entrelaçando os dedos em meus fios. Minha mão foi até sua cintura, e com um pequeno desequilíbrio, acabei caindo sentado na areia, com Kook em meu colo, mas isso não foi o suficiente para parar o beijo. Como eu logo imaginei, ele estava tímido, então eu acabei tomando a iniciativa maior. Deslizei minha língua por seus lábios, abrindo o caminho para conseguir explorar mais de sua cavidade bocal, tocando sua língua com a minha. Nossas línguas se entrelaçavam e se moviam como numa dança, que apenas elas sabiam os passos. Nos separamos quando percebi que Kook precisava de ar, pois por mim, ficaria naquele beijo quente pelo resto da "vida", sem problema algum.

- Jimin... - antes que continuasse, selei seus lábios mais uma vez. Mas dessa vez, o beijo foi mais intenso, com nossas línguas travando uma verdadeira, e deliciosa, batalha. Eu acabei por vencer, terminando o beijo ao morder fraco o lábio inferior de Kook, que soltou um resmungou baixinho. Ele lentamente, abriu os até então fechado, olhos ao me encarar. Sorriu envergonhado, e eu dei um risinho, sentindo meu interior se aquecer ao lembrar de sua declaração. Pensei alguns segundos, e então tirei uma resposta que eu já sabia ser possível de ser dita:

- Eu também... - sussurrei, próximo ao seu ouvido, vendo o mesmo arrepiar. - Também te amo, JungKook - completei, envolvendo sua cintura com meus braços, enquanto os seus envolveram o meu pescoço.

Continuamos assim por mais um tempo, apenas aproveitando o carinho um do outro, e trocando alguns vários beijos antes de resolvermos voltar para nossas casas.

Me senti muito feliz naquela, e em várias e varias tardes que passamos juntos. A partir aquele dia, esse virou nosso lugar especial.

-------Flashback Off-------



Sem que eu percebesse, as lágrimas já molhavam meu rosto, como cachoeiras molhando as pedras a sua volta. Apertei o colar em minha mão, ficando ali mais um pouco, apenas pensando se aquilo poderia ter sido diferente se eu não tivesse contado; eu sofreria menos se não tivesse o ajudado aquele dia?

- Droga! Eu prometi que ia esquecer você... - suspirei cansado, e coloquei o colar novamente no bolso. Não poderia ficar ali, já tinham se passado algumas horas, em que eu apenas fiquei perdido em memórias. Já basta disso, pelo menos por hoje.

Senti uma sensação estranha percorrer meu corpo, e a presença de alguém fez com que eu ficasse em certo alerta. Sim, eu consigo sentir a presença das pessoas, quando etão próximas, mesmo sem vê-las.

- Por que alguém viria aqui? - me perguntei, levantando. Paralisei ao virar-me para observar o local. 

Ele estava ali, parado me observando. Nossos olhares se cruzaram de maneira intensa, e eu fiquei levemente boquiaberto. Ótimo, meu dia não poderia ser melhor. Não Jimin, você não deveria estar parado igual um idiota agora.

Não sei de onde tirei forças, mas quando percebi, já estava andando na direção dele. JungKook apenas continuou parado no mesmo lugar, com a expressão séria. Seus cabelos negros foram para trás com a ajuda do vento, enquanto a camisa branca se chocou contra seu peito. Parando para observa-lo melhor; estava mais alto, mais forte e ainda mais bonito. Já não aparentava mais ser o mesmo garoto inocente de antes, agora tinha um ar mais maduro. Serrei os punhos, sentindo as unhas curtas machucarem minha palma, mas continuei andando, e em um piscar de seus olhos, eu já me encontrava ao seu lado. Eu olhava para a frente, e ele igualmente, sem contato direto.

- Por que está aqui? - perguntei seco, ainda encarando um ponto qualquer a minha frente.

- Não é da sua conta - foi rude, como eu já esperava que fosse. Suspirei, sua voz exalando deboche. - Aliás, eu que deveria perguntar isso. Eu te trouxe a essa praia antes... - disse com desdém, enquanto eu apertava ainda mais punhos. - Pensei que teria vergonha na cara suficiente para não pisar mais aqui, Park Jimin - senti uma dor lacerante atingir meu peito, fazendo com que eu suspirasse pesado, mesmo que o ar não alcançasse meus pulmões.

- Eu só... - antes que pudesse prosseguir fui interrompido, por um voz grossa e um tanto grave, que estava um pouco distante.

- Kook! Vem logo, vamos entrar na água! - olhei sobre o ombro, vendo um garoto de cabelos loiros balançar o braço no alto, chamando JungKook, enquanto um sorriso retangular se formava em seu rosto. Meu peito se apertou mais ainda. Ele prometeu que nunca traria mais ninguém aqui...vejo que era apenas uma maldita mentira.

- Pensei que esse lugar ainda significava algo... - proferi, com a voz embargada. Estava segurando o choro. - Você disse que era o nosso lugar especial... - trinquei os dentes. - Que nunca viria aqui com ninguém além de mim... - sorri sem emoção, e meu coração se apertou. Droga! Por que isso é tão difícil? Por que eu simplesmente não posso esquece-lo facilmente, como ele fez comigo? - Vejo que tem alguém melhor agora. Para agora fazer daqui o lugar especial de vocês... - crispei os lábios, e uma lágrima solitária rolou por minha bochecha. Me controlei para não derramar mais uma lágrima, e dizer a si tudo que estava sentindo. Tudo que estava guardado em meu peito.

Tentei me controlar para não chorar mais durante o silêncio que se instalou por alguns segundos, enquanto fechava os olhos, abaixando a cabeça.

- Eu... - suspirou pesado, de certa forma triste, antes de prosseguir com a voz firme. - ...sinto muito - senti uma leve brisa passar por mim, e então abri os olhos. O que eu ainda estava fazendo ali? O tom de sua voz foi tão frio, que não sei se essa "desculpa" foi por ter me deixado, por simplesmente se envolver comigo.

Não pensei em mais nada, apenas suspirei, sentindo meus olhos a ponto de explodirem em lágrimas novamente. Eu não queria mais ficar ali.

- Eu vou te esquecer... - falei seco, abrindo novamente os olhos, sentindo-os queimar. Sem pensar duas vezes, eu fui embora, não me importando se ainda estava descalço. Apenas fui...




...Tão rápido quanto o vento que espalhou minhas lágrimas pelo ar enquanto eu corria...


Notas Finais


E então? O que acham que vai acontecer com o Jimin dps dessa conversinha com o Kook?
Esperem, e descubram...

Espero não demorar muito para atualizar, mas isso vai depender do tempo e da paciência que irei ter para escrever.

Até o próximo!


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