História .purple. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Five Nights at Freddy's
Personagens Purple Guy
Tags Purple Guy, Roxo
Visualizações 14
Palavras 743
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Só... Hm, não sei. Ah, sim, a Maggie é meio original.
O nome com certeza não é o certo, tampouco a personalidade dela. Mas, se você for ver "It's Been So Long" com o vídeo em que explica a suposta história do Puppet, você vai ver como ela é.
Peguei inspiração dali, mesmo~

Não tô dizendo que tal teoria tá certa e outra tá errada, eu sou extremamente viajada e pensei "ah, eu podia fazer eles terem alguma relação, nem que seja de parentesco, ia ser top", então saiu isso. Espero que gostem.

Boa leitura!

Capítulo 1 - ;guilt


Roxo.  

 

Ela se lembrava perfeitamente do roxo. A cor púrpura que fazia de suas noites mais coloridas - e quentes. Não sabia se era amor, e nem queria saber. Só tinha ciência de que a presença dele a fazia bem, muito bem. Tinha um ar misterioso, os olhos pareciam ter um tom violeta. O cabelo batia um pouco abaixo dos ombros, era escuro como o quarto dos dois no meio da madrugada fria.

 

Ele era frio.

 

Mas davam  um jeito de se aquecer. Sempre.  Porém, Maggie achava que ele escondia algo de si. Nunca chegou a perguntar, mas no âmago de seu coração inocente, sabia que ele escondia alguma coisa. Tinha certeza. Todavia, o medo de acabar com aquilo que eles tinham (seja lá o que  “aquilo” fosse) era maior do que sua curiosidade.

O conhecera em um festival de sua cidade natal, no qual todos deveriam se vestir de branco. Mas lá estava ele, de roxo. E estava sempre envolvido com vermelho, não importava onde fosse, vermelho, vermelho e vermelho. A curiosidade sempre jovem de Maggie a fez mergulhar cada vez mais fundo naquela criatura tão exótica. Mal percebeu quando a própria criatura começou a mergulhar cada vez mais fundo nela.

 

Cada vez mais fundo, abrangendo todos os sentidos.

 

Tão logo veio Timothy, o presente de ambos.  Os olhos da mãe com o rostinho do pai. Mesmo com a criança, os dois não se casaram, mas o relacionamento deles se manteve inabalável. O comportamento estranho de seu amado veio quando Maggie começou a comentar sobre uma pizzaria que abriu na cidade. Ele se fechou. Se escondeu junto com todos os segredos que mantinha.

 

Mas continuavam dançando em cores na madrugada.

 

Parecia ser o único jeito de eles se entenderem.  Seu amado já não tratava seu filho tão bem quanto antes. Isso a magoava, tirava um pedacinho do coração multicolorido que tinha. Mas ficava feliz, toda vez que ouvia seu filho, antes de se deitar, sussurrar baixinho em seu ouvido, chorando, mas paciente.

 

“Eu perdôo o papai. Ele não fez por querer.”

 

Ah, como pedir por um filho melhor? Ele era seu pequeno amuleto de salvação. Com cinco aninhos já pensava tão além… Com seis aninhos aprendeu a evitar os ataques de fúria do pai e com sete já podia-se dizer que a relação pai e filho era estável. Mas isso só fazia o homem roxo desejar mais e mais ver seu filho coberto de vermelho.

Quando Maggie levou seu pequeno príncipe para o aniversário de seu amiguinho na pizzaria que tanto havia comentado, não reparou quando seu marido, após envolvê-la num abraço gélido, entrou atrás do filho. Deveria ter olhado. Deveria ter visto. Deveria tê-lo impedido.

Às 19:43, as sirenes faziam um barulho que enlouquecia a alma colorida da garota que um dia foi mãe.

 

Azul. E vermelho, claro. Piscavam, piscavam. A cegavam.

 

Seu bebê estava vermelho. Seu pequeno príncipe, manchado pela cor tão terrível. A mesma cor que seu amado vivia rodeado. Ela viu roxo no meio daquele mar vermelho. Na sua mente, uma frase continuava insistindo em aparecer:

 

“Que tipo de monstro…?!”

 

O tipo de monstro que faria isso com crianças é o mesmo monstro que ela levara para casa. O monstro que viu uma criança na alma sempre jovem dela e a manchou. Manchou de roxo, de vermelho, amarelo e verde. Para depois deixar completamente roxo. Púrpuro. Perigoso e destruído.

Os policiais azuis pegaram o culpado. A pena decidida a lembrava a cor branca. Pena de morte. Seu amado estava sentado numa cadeira. Eles teriam quinze minutos de privacidade, o policial disse. Não precisaria de mais do que isso, certamente, era o que Maggie acreditava. O homem, em seus últimos quinze minutos de vida, puxou a garota de alma jovem para si. Era isso que ela era. Sua.

E a fez sua pelos quinze minutos restantes. Não se despediram com um abraço, porque Maggie se sentia manchada de vermelho, confusa demais, triste demais para tocá-lo de outra forma que não fosse a que já faziam há tanto tempo.

Fora da sala, viu seu amado ser eletrocutado, rindo, louco. Amou um maníaco, se deu conta quando desligaram o capacete que fritou o pai e o assassino de seu filho. Caiu de joelhos no chão cinza, chorando. Soluçando.

Um sentimento de forte culpa caiu sobre ela, a preencheu, até afogá-la. Essa tristeza, esse sentimento tão angustiante a lembrava uma única e específica cor, que, mesmo a contragosto, conhecia muito bem:

 

Roxo.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...