História Purpose - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens JB, Youngjae
Tags 2jae, Amo Pra Crlh, Mais Pro Site, Starter
Exibições 61
Palavras 3.991
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eai gentem belezinha? Bom eu estou aqui para mais uma fanfic 2jae, acho que se tornou minha especialidade mas eu prometo que vou começar a fazer outros couples promise. Bom essa fanfic não iria sair se não fosse um convite amorzinho que eu recebi de fazer parte de uma tag para autoras chamada #Starter, eu sempre começava a escrever alguma coisa e parava um tempo depois, devo ter umas 5 fanfics paradas pro preguiça, mas quando essa tag surgiu e me chamaram eu me senti motivada a escrever porque né assim eu tenho um porquê para terminar minhas fics *-* É isso espero que gostem e vamos a ela, até lá embaixo.

Capítulo 1 - Pinky Promise


Oi, meu nome é Youngjae e eu tenho 13 anos, mas a nossa história se passa a uns anos atrás, para ser mais preciso aconteceu quando eu tinha 08 anos. No começo eu me sentia diferente das outras crianças, eu sempre tive que observar tudo já que eu nunca podia me misturar a eles. Quando minha mãe ficou grávida de mim, minha verdadeira mãe, ela bebia e fumava muito e isso fez com que eu nascesse com um tipo raro de tumor no pulmão, minha mãe verdadeira não quis ficar comigo e me deu para a adoção, mesmo que eu fosse bem tratado por todas as pessoas que trabalhavam lá eles achavam que eu nunca sairia daquele lugar por causa de minha doença. Mesmo que os documentos médicos comprovassem que a doença poderia nunca se espalhar e chegar a formar um câncer, quando os supostos pais liam o meu histórico médico eles desistiam na mesma hora. Hoje eu sei que as pessoas naquele lugar realmente achavam que eu iria morrer ali e sem ninguém até que os anjos em minha vida apareceram.

Foi numa manhã de primavera que eu fui chamado na sala da Madre. Assim que entrei os vi sentados e nervosos mas, ao me virem abrir a porta eles abriram um sorriso tão lindo e cheio de vida que eu sorri junto e naquele momento eu soube que era eles. Assim eu fui adotado pelos Choi. E agora nossa história começa de fato.

 

Desde bebê eu nunca pude me esforçar ou brincar por muito tempo qualquer coisa me fazia ficar mal, e as vezes, quando eu queria desobedecer meus pais eu saia para brincar e isso quase sempre resultava em inalações de horas e alguns remédios, quantas vezes eu já eu não fui internado por teimosia? Hoje eu me sinto tão culpado, mas naquela época meus pais não brigavam comigo eles sabiam como era difícil para uma criança não poder fazer nada para canalizar toda a sua energia.

Foi aos oito anos que meus pais se mudaram para a capital para que pudesse me tratar já que o tratamento do interior onde morávamos já não tinha mais efeito e isso fez com que o tumor se espalhasse por mais um pedaço do meu pulmão. O câncer poderia não ter evoluído mas infelizmente ele evoluiu e agora além de não poder mais brincar eu passava mais tempo no hospital do que na escola ou na grama do quintal observando as nuvens e foi em um dia assim que eu o conheci três anos depois da minha mudança. Tudo aconteceu por causa de uma bolada nas pernas que eu levei e já me levantei nervoso segurando a bola com as duas mãos, até que ele veio todo sorridente.

- Oi.

- O-i.

- Essa bola é minha.

- Você me acertou. – Disse nervoso e agarrando mais a bola em meus braços.

- Desculpa, essa nunca foi a intensão é que minha irmã chuta muito forte. Te machucou?

- Não precisa se desculpar e não me machucou, toma aqui sua bola.

- Não quer vir jogar conosco? Ela é bruta mas é legal.

- Eu não posso, não agora.

- Então tá, quando quiser é só chamar.

Sorri sem graça e o vi correr de volta para seu quintal passando pelo meio da cerca de madeira que separava sua casa da minha. Voltei a me deitar e acabei cochilando na grama.

Essa foi a primeira vez que eu tive contato com ele, foi a primeira vez e a última também que eu fiquei chateado com ele. Depois daquele dia eu pensei que nunca mais o veria de novo, ou que demoraria muito para vê-lo mas, para minha surpresa ele estava sentado na minha sala quando eu cheguei da escola.

- Jae querido essa é a senhora Im e seu filho Jaebum. – Sorri meio amarelado para os dois.

- Oi de novo Jae.

- Oi.

- Quer brincar? Eu to meio sozinho a Hani saiu com o papai.

- Não posso tenho coisas da escola para fazer.

Subi com pressa vendo o olhar triste que Jaebum me mandava da base da escada, pelo menos trancado no meu quarto eu podia pensar o que estava acontecendo. Quer dizer, eu sempre fui sozinho, não tenho irmãos já que minha mãe não pode ter filhos e na escola as crianças são cruéis, posso dizer com todas as letras que eu não tenho amigos, mas agora que Jaebum surgiu na minha vida eu não sei mais o que fazer, ele parece estar entrando na minha zona de conforto de um jeito tão sutil que eu não consigo nem quero tirar ele daqui. Fiquei no meu quarto até que minha mãe me chamou para jantar, por um segundo eu achei que Jaebum não estaria mais ali, porém para minha surpresa estavam todos, ele sua irmã, seus pais e os meus, foi um grande jantar.

- Então Youngjae, sabe quem vai estudar na mesma escola que você? – Minha mãe parecia tão feliz, acho que ela sabe que eu não sou lá muito amigável.

- É eu vou sim, pena que com as mudanças eu acabei perdendo um ano e vamos ter que ficar em salas diferentes. – Jaebum disse cutucando seu prato.

- Pelo menos vão estar na mesma escola. – Hani comentou ao lado do pai.

Hani era dois anos mais velha que nós dois, por isso sua escola era outra, Jaebum estava triste por largar da irmã já que sempre estudaram juntos e ele chegou até a ficar chateado que ela deixaria ele. Eles ficaram uma semana sem conversar. Foi o que ela me contou enquanto ela ajudava mamãe a lavar a louça.

O tempo foi passando e Jaebum nunca desistiu de me chamar para brincar sempre que me via ali na grama em companhia do céu e das nuvens. Até que um dia depois de voltar do hospital eu estava cansando e não queria ficar dentro de casa, sempre que eu tinha consulta meus pais saíam da sala do doutor com lágrimas nos olhos e eu sabia o porquê, mesmo assim preferia guardar para mim e isso me deixava mais cansado que todo o tratamento. As vezes eu pensava que meus pais eram egoístas por não me deixarem morrer logo de uma vez, mas hoje eu entendo o tamanho do amor que eles sentiam por mim e como seria e foi difícil para eles me ver indo embora. Embora naquele momento eu achasse que eles simplesmente deveriam me deixar escolher entre viver ou morrer ao mesmo tempo que minha cabeça não saía disso, eu só pensava em Jaebum e em como ele ficaria quando eu fosse embora e do outro lado do ficar ou ir embora eu lembrava das crianças cruéis da minha escola que brincavam com a minha doença, algumas que diziam que eu deveria morrer logo e que eu não faria diferença no mundo, outras dizendo que eu deveria ter morrido na barriga da minha verdadeira mãe para evitar que minha mãe adotiva passasse por isso. As vezes as coisas que eu tinha que aguentar das outras pessoas fazia eu pensar seriamente em desistir.

- Hey, o que foi? Está tão quietinho. – Jaebum se deitou ao meu lado sorrindo, seu sorriso era tão lindo que me dava vontade de chorar.

- Oi. – Deixei as lágrimas caírem e ele me abraçou.

- O que foi? – Não disse nada só me agarrei mais a ele.

Aquela foi a primeira vez que eu me senti bem em seus braços se eu soubesse que muitos outros momentos chegariam. Daquele dia em diante eu e Jaebum nos tornamos amigos, ele vinha para minha casa depois da escola e as vezes eu ia para a casa dele, éramos inseparáveis e esse bem que ele me fazia fez com que nossos pais também se tornassem amigos. Estava perto do aniversário de Jaebum  e ele me fez prometer com um mês de antecedência que eu iria mas, ao mesmo tempo eu fiz ele prometer que o primeiro pedaço de bolo seria para mim, com os juramentos feitos esperamos o dia chegar, infelizmente no dia de sua festa eu passei mal e acabei internado. Meus pais não queriam que Jaebum soubesse mas, depois de atrasar mais de uma hora ele perguntou ao seus pais que disseram a verdade, até hoje eu choro ao lembrar, Jaebum foi até seus convidados e um por um disse a todos que tinha algo muito importante para resolver longe e que era provável que não voltasse mais naquele dia por isso eles cortariam logo o bolo e a festa estaria encerrada. Jaebum guardou o primeiro pedaço de bolo e os pais dele o levaram ao hospital onde eu estava. Jaebum chegou pedindo desculpa por ter demorado e disse que as outras crianças não queriam ir.

- Você deveria me deixar aqui.

- Eu não conseguiria. O que aconteceu?

- Eu acordei me sentindo mal e meus pais resolveram me trazer para cá, eu disse que estava tudo bem mas eles não me ouvem.

- Ainda bem que eles não te ouvem.

- E como estava a festa?

- Estava chata porque você não estava lá.

- Mas tinha outras pessoa além de mim.

- Sim, mas eu queria que você estivesse lá.

- Ta, e qual foi o tema? Você disse que ia guardar surpresa para mim.

- Heróis. Eu achava que era um, mas eu nunca fui e nunca serei.

- Jaebum não fala assim, todos os dias você é um herói para mim.

- Se eu sou um herói quais são meus super-poderes?

- Abraço motivacional, sorriso curativo e  palavras acolhedoras. Sabe Jaebum, quando eu fui adotado e até mesmo antes disso eu me sentia sozinho no mundo, não era por ser pequeno que eu não via que as outras crianças não queria ficar perto de mim, como se minha doença fosse transmissível, foi horrível o tempo em que eu passei ali e quando eu fui adotado na minha cabeça dessa vez tudo daria certo pois eu estava indo para um lar onde as pessoas gostam de mim e querem me ver feliz. Mas quando eu comecei a frequentar a escola e ao mesmo tempo começar os tratamentos e perder meu cabelo eu comecei a notar que estar sozinho as vezes é melhor, crianças são cruéis quando querem e as coisas que elas falavam para mim eram tão pesadas e tão doídas que eu não ficava para ouvir e isso dava ainda mais corda para elas. E então você chegou e tudo pareceu mudar, eu comecei a me sentir alguém, eu tinha um amigo, era pouco, mas era o amigo que me fazia acordar sorrindo todos os dias. Por isso Jaebum você é meu super-herói e nunca duvide de seus super-poderes.

Jaebum tinha lágrimas nos olhos e após beijar minha mão que estava entrelaçada na minha ele tirou da mochila um pedaço de bolo que ele jurou ser o primeiro e balões para encher pelo quarto, ficamos nos divertindo o resto da tarde.

Eu e Jaebum não desgrudávamos mais até quando eu tinha alguma consulta ele insistia em ir também, só teve uma em que ele não foi e essa com certeza foi a pior de todas. Fazia anos que eu estava lutando e me tratando contra o câncer, desde o começo eu e meus pais sabíamos que ele não sumiria mas tratá-lo era a opção para eu viver mais, mesmo assim o doutor deixou bem claro que esse tratamento não faria efeito para sempre, meu tratamento antigo parou de funcionar quando eu tinha oito anos e então eu comecei um novo e por isso meus pais se mudaram para cá, estávamos no terceiro ano do meu tratamento, eu sabia que ele não iria durar para sempre, meus pais também sabiam, mas quando isso era jogado na mesa como um meio de relembrar o fato aquilo doía e muito. Todo o caminho de volta minha mãe veio chorando e hora ou outra ela olhava para mim, parecia que ela se despedia de mim eu odiava aquilo e me odiava também, eu nunca deveria ter nascido eu realmente deveria ter morrido na barriga da outra mulher pelo menos assim meus pais iriam se poupar dessa dor toda que eu to causando. Cheguei em casa e fui correndo para o quarto, queria ficar sozinho e quem sabe chorar por algumas horas. Foi nesse dia que eu escrevi minha carta de morte, meus pais tinham que saber de tudo que eu estava sentindo mesmo que eu não conseguisse falar.

“Papai e mamãe desculpe-me por vir quebrado para vocês, eu nunca quis fazer com que vocês sofressem, eu amo tanto vocês sabe? Eu queria ter dado orgulho para vocês como o melhor aluno da turma, ser o melhor nos esportes ou qualquer outra coisa que os deixassem orgulhosos de mim, mas nem para isso eu prestei. Em todos esses anos que se passaram a única coisa que eu fiz foi tirar dinheiro de vocês para bancar tratamentos para mim. Desculpem quando eu desobedecia vocês e ia brincar e isso acabava com uma internação, eu só queria ser a pessoa normal que eu nunca vou poder. Desculpem por todas as vezes que eu achei vocês egoístas por não me deixarem morrer de uma vez, agora eu sei o que é sentir o amor que vocês sentem por mim. Jaebum eu sempre achei que eu seria essa pessoa triste e sozinha o resto da minha vida até que Hani chutou uma bola nas minhas pernas, que doeram, e você veio buscar, aquele momento eu gostei de você mas não queria ninguém sofrendo por mim então eu simplesmente quis te afastar, mas não foi tão fácil, você é insistente, então eu te deixei entrar na minha vida e foi a melhor coisa que eu fiz.Você despertou em mim uma coisa que eu não tinha a um bom tempo, propósito de viver, para mim estar morto ou não tanto fazia, porém quando você entrou na minha vida ai sim eu pude notar o que é ser amado por alguém, o que é se sentir acolhido no mundo, você, seus pais, Hani, meus pais. Eu amo todos vocês mas você Jaebum, é um amor diferente e eu achei até ser errado por algumas vezes mas agora eu entendo que amor é amor de todos os modos então Eu Te Amo. Espero que todos fiquem bem, eu não quero ninguém chorando no meu enterro. Amo vocês. Adeus.”

Ouvi os passos no corredor assim que terminei de escrever e guardei a carta embaixo do colchão, era Jaebum ele parecia triste acho que minha mãe falou alguma coisa para ele.

- Senta aqui. – Dei um espaço para que ele sentasse na cama.

- Sua mãe disse da consulta. Eu estou preocupado.

- Não fique isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde, mas pensa pelo lado bom o médico disse que pode demorar mais algum tempo até eu ir.

- Mas eu não quero que se vá. – Jaebum deitou no meu colo e eu fiquei fazendo carinho em seus cabelos.

Passei algum tempo fazendo carinho em seu cabelo até que ele levantou e me olhou nos olhos.

- Youngjae temos que conversar.

- O que foi por que todo esse desespero?

- Eu acho que vou pro inferno.

- Como assim?

- Eu estou gostando de uma pessoa, mas eu não sei se devo.

- Ainda não entendi.

- Eu gosto dessa pessoa, quer dizer gosto bastante dela e as vezes eu choro porque estar longe dela machuca e daqui a um tempo eu vou estar muito longe dela.

- Para onde ela vai?

- Para um lugar muito longe e eu não queria que ela fosse, mas eu não posso impedir. Eu acho que eu a amo.

Jaebum beijou minha testa e eu senti suas lágrimas caindo e molhando seu rosto e um pouco do meu cabelo, então eu o abracei.

- Eu não vou estar longe, você só não vai mais me ver.

- Não diz isso. – Jaebum começava a soluçar e então ele me beijou, foi um toque de lábios molhado e desajeitado mas, naquele momento foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Jaebum e eu deitamos de frente um para o outro de mãos dadas.

- Eu te amo. – Beijei sua testa e assim dormimos.

Meu aniversário estava chegando e eu queria algo especial, eu queria sair com Jaebum e nossas famílias, fazer coisas legais das quais eu pudesse participar, saímos assim que o relógio bateu meio-dia e esse de longe foi um dos melhores dias da minha vida, estava com a minha família todos eles estavam se divertindo, não tinha preocupações, não havia tristeza, só alegria e coisas boas. Mas como todas as alegrias do mundo acabam rápido uma semana depois do meu aniversário eu fiquei sabendo que Jaebum iria se mudar por causa de uma promoção no serviço de seu pai. Eles iriam para Busan e eu achei que nunca mais veria Jaebum na vida e aquilo me fez entender o que era realmente o amor que eu sentia por ele.

Jaebum se mudaria no começo do próximo mês e então ele fez de tudo para me deixar feliz. Ele me levava para assistir seus treinos de futebol e eu adorava torcer por ele, ele me levava também para passear com o Han, devagar para eu não me cansar ou as vezes ficávamos com os pés na piscina observando o céu azul. Pareciam coisas bestas, mas eu adorava tanto a forma sutil como Jaebum me tratava nunca me vira como um coitado, ele ão me via como um incapaz e isso fez com que eu o amasse a cada dia mais, e então ele se foi.

Meus dias voltaram a ser tristes, eu passava o dia na grama observando o céu e sentindo falta de Jaebum, querendo saber se ele um dia iria voltar. Cada dia era uma tortura eu sentia que estava perdendo toda minha alegria e felicidade, Jaebum me ensinou a viver e depois foi embora assim me abandonando por mais que eu soubesse que não era culpa dele na minha mente egoísta ele tinha que estar aqui comigo. Foi em uma dessas recaídas de tristeza que eu coloquei a carta escrita tempos atrás nas coisas da minha mãe, eu nunca fui de falar mas eu sempre senti muito e naquele momento eu estava explodindo em sentimentos e quando ela se perguntasse como eu me sentia ela acharia a carta e tudo ficaria bem outra vez.

 

**

Cada dia que passava era um dia de luta para minha doença, os médicos diziam que não haviam explicações para o meu corpo ainda não ter sucumbido mas eu sabia que ele só estava esperando Jaebum voltar e então eu iria embora. Foi quando eu tinha 13 anos que Jaebum veio passar as férias comigo, eu estava mal, havia pego uma gripe e juntando a minha saúde que estava ruim eu acabei passando  todo o verão internado. Não sabia que Jaebum vinha mas em um dia meio nublado quando eu abri os olhos no hospital eu vi Jaebum sentado na poltrona perto de mim com os olhos marejados e uma flor meio murcha na mão.

- Você por aqui?

Minha voz saiu toda falhada devido ao tempo que eu fiquei dormindo.

- Você acordou.

Jaebum caminhou até mim e se sentou na minha cama ficando do meu lado, ele tinha uma carinha triste, eu sabia que algo tinha acontecido.

- O que foi?

- Está acontecendo né? Aquilo com você?

- Sim. Eu sinto muito.

- Desculpa Jae, eu não deveria ter ido embora assim, eu tinha que ter ficado isso é culpa minha.

- Sh... Isso está comigo desde que eu nasci, a culpa não é minha nem sua. Eu sempre soube que ia acontecer, infelizmente. Vamos aceitar.

Jaebum não segurou as lágrimas nem os soluços, então eu o abracei e também deixei que lágrimas caísem dos meus olhos mas o meu sorriso ainda estava ali, ele voltou, por mim.

No fim do verão meu corpo parou de responder aos tratamentos eu estava morrendo e eu sentia isso. De manhã tudo que eu queria era que Jaebum estivesse ali, eu queria segurar sua mão quando a dor viesse e ela viria muito mais forte do que nas outras noites. Etão ela veio eu fechei meus olhos e desejei que Jaebum chegasse logo e quando abri os olhos ele estava lá do lado da minha cama, sua mão segurava a minha e ele beijava minha testa, ela estava queimando por dentro, me fazia tossir e eu sentia o sangue pela minha garganta, a dor era agonizante, torturante e eu queria que acabasse logo. A enfermeira injetou algo em mim e eu fiquei bem a dor passou por algum momento e então todos entraram e eu fiquei cercado de pessoas que me amam e eu chorei, chorei de alegria, eu sabia que estava nos últimos momentos e eu não queria que ninguém chorasse por mim.

- Por favor... Parem. Não quero vocês chorando.

- Jae, meu filho.

- Mamãe, para de chorar está tudo bem.

Conversamos mais alguns momentos e a dor ia voltando então a enfermeira pediu para que todos fossem embora mas eu queria que Jaebum ficasse, ela deixou e ele voltou a segurar minhas mãos. A cada hora eu sentia as picadas na minha veia até que elas também não faziam mais efeito. A dor voltou muito pior do que todas era meu número nove na escala de dor eu sabia que seria naquela hora, eu já não conseguia respirar mais e a queimação me consumia por dentro até que eu não consegui mais respirar. Fechei meus olhos e apertei os dedos de Jaenbum que me retribuiu, então eu dormi.

Acordei muito tempo depois ainda no oxigênio só Jaebum estava ali sua mão segurando a minha e ele cochilando, segurei-a com um pouco mais de força.

- Bom dia.

- Bom dia.

- Como está se sentindo hoje?

- Estou cansado e respirar é complicado.

- Daqui a pouco o médico chega.

- Eu não quero um médico, eu só quero dormir.

Mas eu sabia que se eu dormisse eu não ia mais acordar. Foi como um filme passando na minha cabeça enquanto a dor subia por meu corpo, eu lembrava dos sorrisos, dos choros, dos momentos bons e ruins que eu passei com todos ali, pois todos aqueles momentos eram inesquecíveis. Eu estava tonto e começava sentir a queimação voltando, fechei os olhos para reprimir um grito de dor e senti o selar de Jaebum em meus lábios, todos estavam lá, eu ouvia os passos, a dor tomou conta do meu corpo e então tudo se acalmou e eu me sentia afundando em um oceano fundo, não conseguia puxar ar e não me desesperava por isso eu apenas fiquei parado sendo guiado para o escuro do fundo do mar, eu ouvia ao longe vozes dizendo adeus e quanto mais fundo eu ia menos eu ouvia, menos eu sentia, então eu parei de ouvir e de sentir e parei de afundar mas estava tudo bem, eu estava feliz, mesmo vivendo pouco eu aproveitei tudo em minha vida, eu e fui amado e o amor que me foi dado foi tão puro, algo doce e puro que eu cultivei dentro de mim para me agarrar a vida, pois eu só me permiti morrer quando Jae me prometesse que iria seguir em frente, e ele prometeu.

 

Feeling like I'm breathing my last breath
Feeling like I'm walking my last steps
Look at all of these tears I've wept
Look at all the promises that I've kept

I put my heart into your hands
Here's my soul to keep
I let you in with all that I can
You're not hard to reach
And you bless me with the best gift
That I've ever known
You give me purpose
Yeah, you've given me purpose

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado é isso ai. Beijos e queijos
TCHAU


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