História Purpose - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Lyubovmalchik

Postado
Categorias ASTRO, EXID, F(x), Hello Venus, Super Junior
Personagens Amber Liu, Cho Kyuhyun, Eunwoo, Hani, Heechul, Jinjin, Kangin, Kim Ryeowook, MJ, Moonbin, Park Jungsu, Rocky, Sanha, Solji, Yesung
Tags Astro, Drama, K-pop, Romance
Exibições 4
Palavras 1.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo


                   Prólogo

E mais um dia, Maya havia desperdiçando naquele apartamento “luxuoso”, ao menos era assim que ela descrevia à sua mãe, que de tudo tentou protegê-la. Agora, a menina morava só, em seu ultimo ano frequentando aquela faculdade de teatro. Como descrever aquele lugar... Uma zona de guerra. Com uma única camada de tinta branca sob a grande carreira de tijolos, a parede, agora, estava completamente podre, devido às variáveis vezes em que a menina colocara os pés sob a mesma. Lingeries, diversas vezes usadas pela garota, se encontravam jogadas por todos os cantos da casa, que se resumia em apenas dois cômodos. O barulho das gotas de água se chocando contra o fundo daquele balde, utilizado apenas para evitar que a goteira inundasse todo aquele chão coberto por um só carpete de pano.

A menina nunca se queixou da tamanha falta de conforto que a “casa” lhe fornecia. “Pra quê morar nesse lixo, se tens uma família rica que te quer bem, e por perto?!” – Era o que questionavam seus colegas de universidade, que de vez enquanto, acompanhavam-na até o apartamento, com um único objetivo: mais uma vez, repreendê-la de suas más escolhas.

Mas importar-se com isso, era o que a garota menos fazia. Pouco se lixava para tudo o que diziam dela, era apenas mais uns hipócritas atacando-a com suas palavras de pouco reconhecimento. Apenas isso.

A menina, cansada de estudar, decide comer. Era o que gostava de fazer quando só, e até mesmo com companhia. Mas isso não a prejudicava, pois morando sozinha, Maya havia se tornado alguém de grandes responsabilidades, então, a garota insistia em – apesar de se encontrar em poucas condições – cuidar de sua saúde e corpo. Vasculhava pelos armários entre abertos daquela mini-cozinha, mas desapontou-se quando percebeu estar sem nada.  Respirou fundo, tentando não pensar em como a sua vida estava indo de mal a pior.

Caminhou até sua cama, que se encontrava logo ao lado do sofá, tentou deitar-se para descansar, mas levou um baita susto ao escutar o barulho das molas do colchão e sentir, por um momento, sua cama afundar. E não demorou muito para que os tijolos - utilizados como sustento de um dos seus pés - quebrassem, o que deve ter produzido um barulho perturbador no andar de baixo.

A menina apenas suspirou e sorriu, balançou seus pés e encarou a telha de alumínio, que produzia sons estranhos, devido à força da ventania que optava por piorar a cada minuto que se passava.

            -Parece que irei dormir no sofá hoje... –Pensou alto, logo, soltando uma risada, que se prolongava e aumentava cada vez mais.

No que a garota pensa ao rir desta forma...? Quando pequena, sua mãe evitava que Maya tivesse contato com qualquer tipo de pessoa, dizia que essa falta de noção era por má influência. A Sra. Lee gostava de “apontar o dedo”, uma expressão muito usada por Maya quando sua mãe culpava qualquer um que lhe viesse em mente pelos atos cometidos pela garota. Aos seus olhos, isso era desprezível.

A menina, meio a esse grande caos, apenas se concentrou em dormir, visto que já estava para bater as 21h00min. Pegou um lençol extremamente fino, pois era o único que se encontrava naquele cômodo, encaixou-se num pequeno buraco que fizera, rasgando a fina camada de pano do sofá, e, por fim, cobriu-se, um tanto desconfortável, mas com o objetivo de adormecer como pudesse.

            A noite fora passada tranquilamente, sem intervenções, pois, por mais que, na madrugada, a chuva tivera um aumento de 80% da noite passada, a garota adorava dormir assim: com os ruídos produzidos pela janela, os estrondos dos trovões e o chiar da televisão a cabo, que ainda pela noite, havia parado de funcionar. Aquilo, por mais que desconfortável para alguns, era uma vida quase perfeita para ela.

Na manhã seguinte, a menina despertou um tanto assustada, com o repentino barulho de vidro se quebrando: o despertador. Sim. O despertador havia tocado por minutos, mas só quebrando, Maya conseguiu, por fim, acordar.

            -Não podia começar melhor... –Murmurou, referindo-se ao dia. Esfregou seus olhos cautelosamente, o que havia a ser um ato fofo. Não se preocupando com o horário, já que a ação geralmente se repetia, fazendo com que a mesma colocasse-o para despertá-la dez minutos antes, a garota se dirigiu, calmamente, até uma caixa de papelão, onde havia guardado todas as suas roupas. Bom, quase todas, já que a maioria havia sido destruída pela tempestade que atingira o caminhão de mudanças, como a maioria de seus móveis.

            Separou uma simples camiseta branca, acompanhada de um casaco jeans praticamente surrado, uma calça jeans que a mesma havia remendado, o que fazia parecer um pouco estiloso, e um tênis social preto, que havia esquecido-se de limpar no dia anterior, pois sua sola ainda tinha uma camada grossa de barro.

Ligou o chuveiro, que por sua sorte, ainda não havia queimado, enquanto se despia para enfiar-se na água pré aquecida. Quando entrou naquele chuveiro, parecia ter entrado num mundo alternativo, onde todas as suas preocupações atuais estavam sendo, agora, carregadas até o fim daquele ralo, de onde, naquele “mundo”, nenhuma barata jamais saíra.

Depois de alguns minutos, a menina, um pouco hesitante, se retirou do cubículo, que chamava “box”. Secou-se com a toalha que havia deixando sob a tampa do vaso, vestiu-se rapidamente e amarrou seu cabelo num coque despojado, deixando apenas à frente sua franja alaranjada, destacando os traços delicados de seu rosto. Escovou seus dentes e saiu do banheiro.

Calçou seu único par de tênis , antes de pegar sua mochila e chave, e, por fim, sair caminhando pela casa, deixando pegadas de lama por todo lugar que passava.

            -Eu vou limpar isso depois. –Afirmou a garota, pensando nas poucas alternativas de limpeza que seus materiais lhe forneciam. Saiu da casa, sorridente, parando apenas para arrastar seus sapatos no asfalto empedrado, que ajudou a tirar grande parte da sujeira acumulada.

            Caminhou em silêncio, sem omitir qualquer tipo de som. Apenas pensando na faculdade e em seu mais novo trabalho de meio-período num barzinho de esquina. O salário não era muito alto, mas o suficiente para que a garota pudesse comprar seus mantimentos, já que se recusava em pedir a sua mãe a única coisa que lhe faltava, mas de todas as formas, rejeitava: dinheiro.



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