História Purpose - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Isabella Yang, Jean-Jacques Leroy, Ji Guang-Hong, Leo de la Iglesia, Otabek Altin, Yuri Plisetsky
Tags Drama, Otayuri, Yaoi, Yuri!! On Ice
Visualizações 28
Palavras 1.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi ii ioi

Demorei, peço desculpas ; A;

Also, capítulo mais curto...............

Boa leitura

Capítulo 4 - Capítulo 4


Acabou passando a noite no escritório de Guang Hong, acordando pela manhã com algo pesado sobre seu corpo. Não bastasse estar em um sofá, ainda tinha alguém em cima? Abriu os olhos lentamente, demorando a reconhecer a figura sem camisa que dormia tranquilamente.  

Assim que viu se tratar de Jean, o empurrou para fora do sofá e se sentou, bocejando por ter sido acordado com o peso. Percebeu que o homem tinha um curativo no abdômen e outro no ombro, ambos sangrando um bocado através das bandagens brancas. Por conta disso Yuri agora tinha sangue em seu rosto, cabelos e vestes.  

— Ei, seja gentil com alguém que foi baleado! — O canadense reclamou, sentando-se no chão e apoiando um dos cotovelos sobre a mesinha de centro. Apesar da expressão dolorida, sorria.  

— É culpa sua... O que houve? — Não evitou perguntar, um tanto curioso sobre os acontecimentos da noite anterior.  

— Tentaram atacar o local da entrega, mas já ficou tudo bem... Aliás, aquilo ali é pra você. — JJ apontou para uma caixa de madeira sobre um criado-mudo. — Pode me pagar com um beijo, princesa.  

Yuri ignorou com um revirar de olhos, engatinhando sobre o sofá até alcançar a caixa. Voltou a sentar, colocando-a sobre o colo antes de retirar a tampa. Dentro dela estava um revólver semelhante aos mais simples que tinha em casa, realmente perfeito para seu trabalho. Qualquer um poderia conseguir um daqueles, não seria diferente para o ator.  

A cena já estava se montando em sua cabeça. Atiraria em Altin, ajeitaria seu corpo e faria parecer como um suicídio. Através de seus métodos seria perfeito, e com a ajuda do chinês poderia muito bem evitar investigações mais profundas. Chegou a sorrir, colocando a tampa de volta na caixa. Largou-a ao seu lado, levantando para se espreguiçar.  

— É o que queria? — Indagou o mais velho, agora tendo o celular em uma das mãos e os olhos fixos na tela.  

— É. — Deu a resposta curta, abaixando-se o suficiente para segurar no queixo alheio e roubar um beijo descaradamente.  

Bem, não podia classificar aquilo como um beijo. Simplesmente enfiou sua língua na boca do moreno e mordeu seu lábio inferior rapidamente antes de se afastar. Inclusive se afastou rápido, percebendo que seria puxado de volta caso não o fizesse. Mesmo que estivesse um tanto necessitado, precisava respeitar a aliança que via no dedo do homem.  

Depois disso conversaram sobre ir para casa logo, encontrando-se com Isabella logo em seguida. Não se demoraram muito no bar, assim indo para a casa do casal de uma vez. Quem dirigiu foi Yuri, visto que JJ estava ferido e sua esposa estava preocupada demais para deixá-lo se mover.  

Durante aquele dia, tudo o que Yuri fez foi dormir. Tomou um banho para se livrar do sangue, claro, e depois ficou na cama até que anoitecesse. Isabella não iria trabalhar para cuidar de Jean, então lhe restou ir sozinho ao bar. Pegou o carro emprestado, dizendo que retornaria antes do amanhecer.  

Precisava se encontrar com o ator e continuar seu teatrinho, o que lhe fazia dirigir mesmo sem estar com sua carteira ou lembrar exatamente de como usar um carro – principalmente um daquele tamanho. O importante foi chegar inteiro, algo que milagrosamente aconteceu.  

Naquela noite usava uma camiseta preta vezes maior que seu corpo e shorts, expondo suas pernas propositalmente. Tinha coturnos pesados nos pés, caso precisasse chutar a cabeça de algum paparazzi mais tarde, e os cabelos soltos e bagunçados. Já estava desistindo de se arrumar direito, visto que já tinha seu alvo em mãos.  

Cumprimentou o dono do bar ao entrar, vendo mais atores do que deveria. Os dois da primeira vez que viu Otabek, mais três homens. Um loiro, um moreno asiático e um de cabelos platinados. Não se recordava dos nomes, mas vira suas faces em suas pesquisas. Como o bar era bastante reservado, ninguém poderia interromper nada, imaginou que este fosse o motivo dos atores estarem ali.  

Aquilo seria trabalhoso, porém agradeceu a várias entidades por ver que Altin estava em uma mesa afastada. O mesmo acenou de leve e prontamente Yuri andou até ele, sentando-se na cadeira ao lado com seu sorriso falso em seus lábios. Queria tanto transar com o maior, uma pena que precisava enrolar mais um pouco para manter as aparências. 

— Sozinho de novo? — Foi a pergunta feita pelo cazaque, um sorrisinho de canto se fazendo presente.  

— Não posso dizer o mesmo de você. — Riu-se baixinho, percebendo os olhares dos homens do balcão sendo direcionados até a mesa em que estavam sem muita discrição.  

— Garanto que não foi minha intenção... Se bem que não soa mal mostrar quem tenho ao meu lado. — E lá estava o clima galante se formando com aquele tom de voz baixo e sedutor. 

— Hahah... Então, o que está bebendo? — Questionou sem muito interesse, tomando o copo alheio para si sem esperar por uma resposta. Havia uma garrafa sobre a mesa, poderiam muito bem dividir. — Boa escolha, hm.  

— Temos mais uma coisa em comum. — Otabek tomou o copo de volta, dando um gole antes de devolvê-lo ao loiro.  

Continuaram a conversa naquele mesmo clima, vez ou outra trocando sussurros ao pé do ouvido e alguns roçares de lábios. Claramente dividiam o mesmo desejo de ir para a cama, porém não chegavam a tomar uma iniciativa maior. Yuri porque não queria perder as chances de fazer um bom trabalho, e o ator por motivos ainda desconhecidos. 

A mão do moreno encontrava-se sobre a coxa de Plisetsky, que por sua vez estava enchendo o pescoço alheio de mordidas leves e beijos discretos, evitando marcá-lo. Estava realmente querendo dar naquela noite, sendo difícil manter-se apenas nas provocações que, por sinal, estenderam-se até boa hora da madrugada.  

Foi quando iriam cair nos beijos reais que Otabek foi chamado pelo homem loiro que parecia o mais velho do grupo, o mesmo apontando para o pulso em sinal de que já estava na hora de sair dali. A resposta do ator foi um positivo com o dedão e uma expressão desgostosa.  

— É o diretor, preciso voltar... As gravações vão começar amanhã. — Explicou, ajeitando suas coisas para poder sair. 

— Tudo bem... Quando nos veremos de novo? — Perguntou um tanto decepcionado, fazendo um biquinho com seus lábios avermelhados.  

— Podemos almoçar juntos amanhã... O que acha? — O maior ofereceu com um sorriso discreto, calmo.  

Yuri aceitou o convite, anotando mentalmente o nome do restaurante que marcaram de se encontrar. Um encontro durante o dia era um problema, mas nada que um óculos escuro não pudesse cobrir. Seu cabelo estava mais curto também, poderia complicar a vida de quem lhe conhecia caso algum paparazzi resolvesse agir.  

Ficou sentado naquela mesma mesa por mais algum tempo, tendo um pé sobre outra cadeira e a garrafa quase vazia a ser finalizada no bico mesmo. Não estava tão bêbado, mas se perguntava se conseguiria voltar sem destruir a caminhonete de JJ. Esperaria mais um pouco por ali, ao menos até ficar mais sóbrio.  

Assustou-se ao perceber que tinha companhia, vendo o chinês ao seu lado com cara de quem queria falar algo.  

— Os outros atores acham que você está se aproveitando do Otabek, achei que seria importante te informar. — Recebeu a notícia em tom baixo, acompanhada de um sorrisinho que praticamente dizia que Guang Hong estava querendo ver o circo pegar fogo.  

— Ah, é...? Atuar não é meu forte, eles devem ter notado. — Riu, largando a garrafa sobre a mesa. Estava ciente de seus olhares sem vida e sorrisos falsos, achava incrível não tê-los percebidos pelo cazaque.  

— Qualquer coisa pode encomendar um acidente no set de filmagem!~ — O asiático piscou divertido, se retirando em seguida para voltar ao balcão.  

Não era má ideia, todavia precisava ser discreto. Permaneceu naquela mesa, preparando seu psicológico para o almoço do dia seguinte. Sair de dia realmente não era sua coisa favorita, mas seria bom ter um encontro sóbrio e inocente. Mostrar um novo lado seu, talvez? Precisava inventar um, se fosse o caso.  

Bocejou, encarando as luzes avermelhadas do teto preguiçosamente. Talvez conseguisse finalizar o trabalho até o fim do mês, pelos seus cálculos. Queria receber o dinheiro e sumir de uma vez, demorar mais estava totalmente fora de questão.


Notas Finais


Espero que tenham gostado hmm m m

Até o proximo


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