História Purpose - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Styles, Katherine McNamara, One Direction
Personagens Harry Styles, Katherine McNamara, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Romance
Visualizações 80
Palavras 3.981
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HEEEEEEEY,
espero que gostem desse capítulo porque eu pesquisei bastante para montá-lo
Não pretendia postar hoje, maaaas EU DEFINITIVAMENTE NÃO ME AGUENTO
Obrigado por ter comentado ToddynhoSillva ♥

LET'S GO
Boa Leituraaaa 📖

Capítulo 5 - Who's that shadow holding me hostage?


Fanfic / Fanfiction Purpose - Capítulo 5 - Who's that shadow holding me hostage?

Katherine Jane 

A dor de cabeça me atingiu em cheio. Ergui a cabeça tentando me acostumar com a claridade e constatei segundos depois que eu estava amarrada aos braços e pernas de uma cadeira. A posição desconfortável gerou uma grande dor em minhas costas. Joguei a cabeça para o lado tentando fazer com que meu pescoço estralasse.

— Kat... — a voz fina chamou e eu automaticamente girei minha cabeça para a direita. Um sorriso tremulo surgiu em meu rosto.

— Hayle! — chamei surpresa. Um suspiro frustrado me fez olhar a jaula ao lado da sua. O garoto de cabelos cacheados estava ali, sua cabeça jogada para trás, um corte no canto dos lábios, as mesmas roupas da noite anterior, os cabelos presos em um coque.

— Por que está aqui? O que houve? — questionou preocupada se agarrando as barras de ferro.

— Eu tive alguns imprevistos ontem à noite. — suspirei encarando o moreno e revirei os olhos. Ela riu. — Vou tirar a gente daqui. — respondi encarando o couro que prendia meu pulso a cadeira.

— Como? Se não percebeu, você está amarrada. — murmurou baixo, monótono, cansado. — Eles já vieram ver se você havia acordado várias vezes, provavelmente vão te matar. — deu de ombros sem olhar em minha direção.

— Se eles quisessem me matar teriam me acordado para isso. — garanti sacudindo meu pé na tentativa de quebrar a fivela que me prendia.

— Então por que estamos aqui e você está aí, gênio? — pela primeira vez ele me encarou, mas não foi eu quem respondi.

— Porque eles vão nos usar para atingir ela, como um show de tortura gratuito. — Hayle respondeu por mim.

— O quê? — Harry gritou a encarando.

— Pois é bonitão, eles devem achar que você é importante para mim. — suspirei movendo os pulsos, o couro machucando a pele ao invés de afrouxar.

— Então diz a eles que eu não sou. — pediu segurando as barras de ferro da pequena jaula. Eu o encarei.

— Isso é provavelmente o único motivo pelo qual você ainda está vivo. Se quiser tentar esse método... Boa sorte. — voltei a me concentrar nas amarras.

— Olha quem acordou... — a porta enferrujada foi empurrada. Ergui meu rosto para encarar Paul, o brutamonte de ontem. — Dormiu bem? — seus dentes amarelos preencheram seu rosto.

— Na verdade não. Jace podia ter me arrumado um lugar mais confortável e com mais privacidade, você sabe... — sorri sarcástica e ele olhou para Harry e Hayle e suspirou.

— Jace quer você. — explicou vindo mancando em minha direção. Sorri ao lembrar de ter fincado uma faca nele na noite anterior. Não disse nada, apenas o observei desfazendo as fivelas. — Sem gracinhas. — pediu antes de abaixar para desfazer as amarras de meu pé, ele brincava com a minha faca. Que desaforo. Antes que ele se erguesse dei uma joelhada em seu rosto o fazendo cair para trás, chutei o seu peito enquanto ele cegamente tentava me atingir com a faca, desviei de suas tentativas e sem querer pisei em suas bolas o fazendo soltar a faca e se encolher. Murmurei um “uh”, não era minha intenção. Peguei a faca e mirei estrategicamente em um ponto que eu sabia que ele iria desmaiar.

Pulei o brutamonte e fui em direção a jaula. Com a faca abri os dois cadeados e suspirei me levantando.

— Não saiam daí. Hayle... — a encarei com satisfação. Eu realmente achei que ela estivesse morta, me martirizei por dias. Ajoelhei perto da jaula e nos abraçamos pelas grades. — Quero que proteja ele, caso precise. — murmurei me afastando da morena. Estiquei a arma em sua direção e ela guardou no cos do moletom que usava enquanto assentia. Mandei um último olhar à Harry antes de deixar a pequena sala e subir as escadas. Os corredores estavam vazios, eu ouvia as vozes e risadas, mas não sabia de onde vinham.

Subi outra escadaria que levava a uma porta no teto, mesmo a empurrando não consegui abri-la.

— Por que será que eu sabia que Paul acabaria desacordado? — a voz de Jace me chamou e eu desci meus olhos em sua direção. — Aliás, a visão daqui é fantástica. — sorriu malicioso levando o copo de whisky aos lábios. Revirei os olhos descendo as escadas sem pressa. Seus cabelos desengrenados estavam mais escuros do que me lembrava, sua expressão era despreocupadas e o terno branco de ontem estava imundo e mal vestido.

— Por que não me mata e acaba logo com isso? — ergui uma das sobrancelhas cruzando os braços.

— Por que aí não teria graça. — ele sorriu maroto passeando com seus olhos pelo meu corpo. — Você sabe que te matar não é o meu objetivo. — deu outro gole de seu drink.

— Por que pegou Hayle? Harry? — franzi o cenho em surpresa. — O que eles estão fazendo aqui, Jace?

— A garota era a forma mais fácil de chamar sua atenção. — deu de ombros olhando para o final do corredor onde dava nas escadas de onde eu vim. — O garoto veio de brinde. — me encarou.

— Estou aqui agora, deixe-os ir. — pedi e ele sorriu.

— Se você for uma boa garota, sim... Deixarei. — puxou minha mão com calma me aproximando de si. — Separei um quarto ótimo para você. — sussurrou contra meus ouvidos. — Lá tem roupas limpas... — se afastou e me olhou nos olhos. — Que tal se arrumar para nossa festa noturna? — perguntou animado e sugestivo. Permaneci o encarando sem emitir nenhum som. — Vamos lá, Kat. Seja uma boa garota! — abriu os braços. — Se não estiver pronta essa noite, bom... Seus amigos passaram por uma situação traumatica. — fez bico e segurou meu queixo. — Não quer isso, quer? — seu polegar acariciou meu lábio e eu me desvencilhei de seu toque.

— Onde é o quarto? — perguntei baixo engolindo a seco, ele sorriu abertamente.

— O primeiro do corredor. — apontou para o inicio das escadas no final do corredor. Passei por ele a passos firmes, estava irritada. Odiava saber que isso era um jogo para ele... Mas, de fato não entendi o que ele queria. De inicio achei que ele apenas queria me fazer sofrer, brincar com meu psicologico ou algo assim, mas pelo o que eu entendi, meus palpites estavam errados. Entrei no quarto e bati a porta com força. Eu e Jace nos conhecemos a em torno de um ano atrás, eu e Charlie estávamos em uma missão para prender Rodriguez —o dono de uma quadrilha—, um antigo amigo dos gêmeos. A forma mais fácil que eu encontrei de chegar ao círculo de amizade deles foi acompanhando um deles, —Jace, para ser mais exata— eu só não esperava que Jace fosse desenvolver uma obsessão esquisita por mim.

Quando finalizei a missão e fui embora, ele inconformado me procurou e sem resultados começou a matar mulheres aleatórias por toda Inglaterra, cada vez uma mulher diferente, em um lugar diferente. Um tiro na testa e um “K” rasgado a faca no braço. O que ele fez foi imperdoável, dezena de mulheres mortas com a inicial do meu nome em seu pulso.

O que nossa equipe estava fazendo era tentar alcança-lo sem que ele notasse. Eu achei que não poderia piorar, até quando pegaram alguém do meu time, da minha família. Foi ai percebi que ele estava querendo morrer. Busquei por dias onde Hayle estava, onde Jace ou Connor estavam e jurei diversas vezes que se Hayle aparecesse nos noticiários com um o meu nome gravado em seu pulso e uma bala em sua testa, eu não agiria por mim. Iria faze-los sofrer, mataria todos os seus amigos, familiares, possíveis namoradas e por último torturaria Jace da forma mais dolorosa que eu conhecia.

Suspirei ao sentir a água quente ir contra meu corpo, o alívio de estar tomando um banho não foi o suficiente para tirar a preocupação de meus ombros. A suposição de Charlie estava correta, Jace estava usando Hayle para chegar até mim. A cada segundo que passava meu ódio por ele só aumentava.

Me enrolei na toalha e deixei o banheiro, em cima da cama havia um vestido preto. Não qualquer vestido preto, mas um idêntico ao que eu usei quando o conheci. Ao lado uma lingerie preta ainda com etiquetas. Suspirei irritada ao não acreditar em seu nível de psicopata.

— Escolhendo até minhas calcinhas, Jace? Está mesmo querendo morrer. — deixei a toalha cair sobre o chão e vesti a lingerie com pressa. Ergui o vestido no alto e o encarei, o que esse cara tinha na cabeça? O barulho da porta se abrindo me fez virar e encarar o garoto de cabelos cacheados. Seus olhos se perdia em meu corpo, molhei os lábios e ergui uma das sobrancelhas.

— Oh Droga. — sussurrou para si mesmo.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei colocando o vestido.

— Me mandaram para cá e a outra garota para o quarto da frente. — explicou sem desviar os olhos do meu corpo. Girei sobre meus calcanhares e o encarei com o cenho franzido. Seus olhos subiram para os meus. O garoto tinha o rosto sujo, assim como suas roupas. No seu nariz e nos lábios havia sangue seco, alguns hematomas eram visíveis. Por que diabos Jace estaria querendo eu e Harry no mesmo quarto? Tirei meus cabelos preso no vestido e cruzei os braços mordendo o lábio. Não fazia sentido. Duas batidas na porta, Harry abriu.

Harry não disse nada, pegou o que lhe fora estendido e fechou a porta em seguida. Aparentemente eram roupas e uma toalha.

— Que merda ele está fazendo? — perguntei para mim mesmo encarando tudo que ele segurava.

— Ele quem? — questionou confuso e eu balancei a cabeça.

— Tome um banho e se arrume. — pedi apontando para o banheiro. Ele respirou fundo e foi em direção ao banheiro. Enquanto penteava meu cabelo, Harry tomava banho. Em cima da cama havia tudo que ele queria que eu vestisse... Brincos, rímel, lápis, sombras e batom vermelho. Eu sabia exatamente o que ele queria, e assim o fiz. Reproduzi a maquiagem forte que eu lembrava de ter usado naquela noite. Quando Harry saiu do banheiro tentando arrumar a gravata em seu pescoço, eu ri.

Seus cabelos estavam molhados —lê-se sexy— e a blusa branca com alguns botões abertos, ele já havia vestido um tipo de blazer por cima e usava botas beges. Só quando encarei o sapato que usava que entendi o que estava acontecendo ali.

— Filho da puta. — murmurei chamando a atenção de Harry.

— Sabe como que usa isso? Eu não consigo... — bufou frustrado puxando o laço da gravat a fazendo deslizar por seu pescoço e parar sobre minhas mãos.

— Não vai precisar usar isso, ele não sabia usar isso também. — afirmei jogando o tecido sobre a cama.

— Ele? — questionou erguendo uma das sobrancelhas e eu voltei a encará-lo.

— Jace. Ele está tentando recriar o dia em que nos conhecemos. — mordi o lábio. — Se eu estiver certa, bom... — olhei ao redor em busca de uma janela para constatar meu pensamento, mas não havia nenhuma. Suspirei voltando a encará-lo — Estamos em um navio. — Encarei as botas beges. — E por algum motivo, você está fazendo seu papel. — o encarei outra vez. Sua feição era de confusão, suas sobrancelhas foram se erguendo aos poucos em compreensão.

 

...

 

O barulho que os saltos faziam contra a escadaria de ferro me incomodavam. Paul passou pela porta no teto e quando chegou minha vez encarei Harry.

— Se olhar para minha bunda, eu furo os seus olhos. — adverti antes de terminar de subir. Apoiei as mãos do lado de fora e impulsionei o corpo para cima mantendo as pernas cruzadas. Assim que consegui sentar do lado de cima suspirei me empurrando para trás e finalmente levantando.

Olhei ao redor constatando o que eu já sabia, me abracei com o vento gélido que o mar emanava. As mesas vazias, algumas luzes como aquelas de natal estavam passadas para todos os lados. A piscina intocada com água limpa, Aerosmith tocava alto e uma mesa com alguns caras jogando poker, entre eles estava Jace.

Assim que ele me viu, seu sorriso se abriu e ele depositou as cartas sobre a mesa.

— Minha garota! — ele se levantou vindo em minha direção com calma. Suas mãos se fecharam envolta do meu rosto e o ergueu com cautela. — Tão linda quanto eu me lembrava... — murmurou analisando minha face. Encarei a escuridão de seus olhos e procurei entender o contraste entre o frio de suas íris e a covinha dócil em sua bochecha. 

— O que você está fazendo? — perguntei baixo e ele riu tombando a cabeça para o lado.

— Logo você que é tão esperta, Kat? — a forma como esticou o apelido... O velho trocadilho entre "Cat" e meu nome, suspirei.

— Essa piada está ficando velha, Jace. — afastei suas mãos do meu rosto e ele riu. — Estou aqui, acaba logo com isso.

— Claro! — abriu os braços com um sorriso psicótico. — Se você se comportar, tudo acabará mais rápido do que imagina...

— Nunca fui uma boa garota. — respondi cruzando os braços devido ao frio.

— Não quero que seja. — virou-se de lado tirando um maço de cigarro do bolso.

— Então que porra você quer? — questionei exasperada e ele se virou rapidamente, senti seus dedos apertarem com força minhas bochechas me fazendo sentir a pressão dos meus dentes contra a parte de dentro da minha bochecha.

— Eu quero que você sente na porra daquela mesa que nem a vagabunda que você foi naquele dia e faça a mesma coisa que fez na porra daquela noite! Quero assistir você fazendo o coração desse filho da puta bater mais rápido como você fez comigo, quero ver exatamente onde eu me fodi naquela noite! — seus dedos se apertavam a cada palavra dita, seu rosto próximo aos meus, seu hálito de whisky batendo contra meu rosto. — Quero ver você agindo como a vadiazinha que você é, usando ele como fez comigo, e no final quero assistir você pisando em seu coração como fez com o meu. — sua voz era baixa, irritada, soava como um rosnado. E então ele soltou meu rosto e eu cambaleei para trás sentindo as coisas girarem um pouco ao meu redor. Ele levou um cigarro aos lábios de maneira despreocupa e cobriu o mesmo na tentativa de o acender.

— E quando esse seu teatrinho acabar, o que vai fazer? — perguntei baixo. Podia sentir os seus dedos sobre minha pele ainda. Ele deu de ombros.

— Vou matar vocês. — ouvi algo como “fuck” vindo de Harry atrás de mim e suspirei. Eu precisava resolver isso antes do final de seu jogo doentio.

— O que quer que a gente faça? — questionei o observando tragar seu cigarro com um meio sorriso. Ele apontou para a mesa ao lado, suspirei andando até o lugar. Dois passos e eu pude o ouvir sua voz resmungando. Olhei para trás e constatei Harry seguindo para a mesa de Poker, se sentando onde ele estava antes. Me sentei na mesa afastada, mas mantive meus olhos presos em Harry, ele estava sério, diria até assustado. Seus dedos batucaram sobre a mesa enquanto as cartas eram embaralhadas e Jace massageava seus ombros, mordi o lábio o encarando. Tentava me lembrar dessa noite, mas não lembrava de muita coisa.

Estávamos em um cruzeiro, eu tinha quatro dias para eliminar Rodriguez. Eu e Charlie estávamos correndo contra o tempo, minha última preocupação era Jace ou Connor, —talvez eu tenha confundido eles algumas vezes— eu só precisava descobrir onde estavam as doze garotas desaparecidas de Mancherster antes de poder estourar os seus miolos.

O baque do corpo de Hayle contra a cadeira ao meu lado chamou minha atenção, ela suspirou pesadamente e me encarou. Hayle estava a quase dois meses desaparecida. Ela nunca teve um porte cheio, sempre fora magrela e com enormes olhos verdes, mas olhando para todos os ossos saltados das partes visíveis de seu corpo, eu podia afirmar que ela estava mais magra do que eu me lembrava. Alguns machucados nos cotovelos, pescoço, rosto...

— Sem trapaças, Katherine. — o tom debochado de Jace me fez o encarar, ele balançou minha faca no alto e em seguida a jogou no mar. Puta merda. Era a única arma que eu tinha aqui dentro.

— Ivy pegou de mim... — Hayle explicou chamando minha atenção e eu a olhei outra vez. — O que ele está fazendo? — perguntou apontando para o vestido azul que vestia. Não podia afirmar que era o mesmo vestido que Charlie havia usado, eu realmente não me lembrava, mas havia uma grande possibilidade de ser sim.

— Ele está jogando. — me encostei na cadeira e cruzei os braços observando Harry jogando poker. Jace sussurrava e o ajudava com suas cartas, e eu podia sentir a tensão de Harry a quilômetros de distância. — Quer que eu reproduza com Harry o dia em que o conheci. — Hayle mordeu o lábio em uma feição pensativa.

— Uma reação pós-traumática bem exagerada. Possivelmente ele está... — revirei os olhos abrindo a garrafa de Bourbon no centro da mesa.

— Sem psicologia agora, Foster. — levei a garrafa aos lábios sentindo o gosto leve de refrigerante. Afastei da boca com uma careta e encarei a garrafa, a risada escandalosa de Jace me fez o encarar. Ele ergueu uma das sobrancelhas.

— Sem álcool para você está noite, Katherine! — gritou erguendo o tronco. Harry mandou um olhar em minha direção, praticamente implorando por ajuda.

— A minha psicologia constatou que Connor tem depressão. — a olhei e suspirei deixando a garrafa sobre a mesa, estava frustrada.

— E como fez isso, Freud¹? — exagerei um pouco na expressão irônica enquanto cruzava as pernas.

— O truque das quatro perguntas. — sorriu contente com seu feito. Ergui uma das sobrancelhas esperando sua explicação. — Bom, fiquei trancada em uma jaula durante 47 dias. — suspirou apoiando as mãos sobre a mesa, o entusiasmado a consumindo.

“No final da primeira semana, Connor foi até o porão me dar banho. Era só uma mangueira de água fria enquanto eu me ensaboava... Mas, nesse dias eu resolvi tentar a primeira pergunta. “Você se sente desapontado consigo mesmo? Você se odeia?” Ele não aceitou a pergunta muito bem, mas logo em seguida eu disse que era assim que eu me sentia e ele simplesmente respondeu que sabia como era.

A segunda pergunta ocorreu na terceira semana, quando ele jogava dois caras mortos no porão onde eu estava. Perguntei se ele havia chorado naquela semana, ele riu e disse que sim. Que estava cansado de chorar por conta de Jace, tentei aprofundar o caso, mas ele gritou comigo dizendo que não era da minha conta.

A terceira pergunta ocorreu em uma madrugada. Ele tentou me matar, estava chorando muito e disse que estava cansado de lidar com Jace e com seu grande ego. Ele desabafou comigo, Kat! E ai eu consegui perguntar se ele se sentia um fracassado.

E quando ele me trouxe para esse navio, na semana passada. Bom, consegui finalmente finalizar seu quadro depressivo perguntando para ele se ele tinha ânimo para o futuro, e ele me respondeu que no mundo em que ele vive, não existe futuro.”

— Meu Deus. — arregalei os olhos surpresa. — Eu sei que eu já disse que você deveria parar de analisar as pessoas o tempo todo, mas, retiro o que eu disse! — encarei meus pés. — Isso pode nos ajudar... — murmurei mais para mim do que para ela. — Tem algum diagnóstico prático de Jace? — perguntei rápido e ela suspirou.

— Bom, eu que ele e Connor sofreram muito a vida toda, eles estão sobrecarregados e estão lidando com suas decepções recentes de maneiras diferentes. Pelo que ele está fazendo eu até diria que ele está sofrendo de algo semelhante a ²síndrome de estolcomo. — ela explicou movendo os ombros — Ele vêm sofrendo com a sua ausência e eu sei que você tratou e trata ele mal, mas mesmo assim... Ele daria a vida por você. É um pouco assustador... Mas, isso é um palpite. Eu não posso...

— Kat, sweet. — o encarei no mesmo momento, seus dedos me chamando até a mesa. — É agora que você entra no jogo, se lembra? — questionou baixo e eu me levantei lentamente, me permitindo ter alguns segundos para puxar da memória onde exatamente eu entrava. Caminhei até Harry e ainda meio indecisa se era isso mesmo me inclinei sobre ele analisando suas cartas.

— Você me ajudou a ganhar a partida, Sweet. — ele sussurrou perto de mim, do outro lado de Harry. — E então Rodriguez saiu da mesa e sua amiga conseguiu algum tipo de contato pela primeira vez, não foi? — eu não me lembrava, permaneci estudando as cartas em silêncio. Senti seus dedos afastarem meus cabelos do pescoço e passei meus braços sobre os ombros tensos de Harry. Apontei para a carta que ele deveria descartar e ouvi a risada fraca de Jace. Me afastei de Harry e observei as outras jogadas.

Permaneci brincando com as pontas dos cabelos de Harry, tentando o tranquilizar. Eu podia sentir o quão nervoso ele estava e estava me sentindo mal, afinal... Ele não estaria aqui se Charlie não houvesse o contratado, ele não tinha a obrigação de saber lidar com criminoso, esse era o meu trabalho. Ouvi o barulho de vidro se estilhaçando contra o chão e me virei assustada para Jace. O copo quebrado e a forma como ele passava as mãos no cabelo dizia que ele estava irritado.

— Eu não tinha cabelo longo. — olhou para Harry. — Vamos resolver isso. — seus olhos estavam presos no de Harry. O moreno travou o maxilar e cerrou os punhos.

— Jace...

— Se não calar à boca agora, vou aproveitar e cortar a sua língua. — me encarou furioso. Não demorou muito para uma mulher  de pele escura aparecer e lhe entregar uma tesoura sem sequer erguer a cabeça, o único barulho que escutei foi da cadeira de Harry sendo arrastada. Harry havia se levantado. Jace sorriu.

— Está com medo, garoto? — questionou baixo abrindo e fechando a tesoura com seus dedos.

— Para que isso, Jace? — questionei irritada. — O seu problema é comigo, eu sei que vo...

— Eu já te avisei, Katherine! — ele puxou meu braço e o apertou, deixando a marca de seus dedos por ali antes de me soltar. — Sente-se, hm... Harry, não é? — sorriu simpático apontando para cadeira. — Será rápido e indolor. — explicou e Harry não se moveu. Jace revirou os olhos e impaciente o puxou pelo cotovelo e o sentou na cadeira outra vez. Jace puxou desajeitadamente todo o comprimento de seu cabelo e cortou tudo de uma única vez.

A respiração de Harry estava desregulada, os olhos vermelhos e marejados, os lábios crispados. Ele odiava Jace, eu sabia disso e talvez... Bom, talvez me odiasse um pouco também.

— Que tal mandar um presente para o Esquadrão Suicida? — Jace ergueu o cabelo cortado de Harry no ar e a mesma mulher que trouxe a tesoura assentiu pegando o cabelo e saindo em seguida. Jace continuou encurtando o cabelo de Harry, na frente seu cabelo tinha alguns fios longos e o resto estava curto, mas torto. Meu coração se apertou.

— Chega, Jace... — ele me olhou erguendo a tesoura no ar. — Por favor. — pedi não aguentando mais ver a tortura psicológica estampada no rosto de Harry. Eu lidava com morte, sangue, tortura, lágrimas e tudo de ruim que imaginar todos os dias. Era a minha vida. Mas, eu odiava ser a causa de dores, de traumas ou de decepções. Ser um dos traumas de Jace, era uma coisa... Ser o principal trauma de Harry era bem diferente.

Para minha surpresa, Jace abriu um grande sorriso e ergueu os braços.

— O clima ficou um pouco tenso, não acham? Que tal uma dança entre o meu casal favorito? — sugeriu ainda com aquele sorriso perturbado nos lábios. Eu queria poder fazer algo, mas no momento eu não tinha nada além dos meus punhos para me defender. E apesar de não ter visto muitas pessoas no navio, não achava que eu seria o suficiente dessa vez. 

Eu sei que em breve eles chegarão para me encontrar, mas a minha Síndrome de Estocolmo está no seu quarto. É, eu me apaixonei por você... Amor, olha o que você fez comigo. Amor, olha o que você me fez agora. Amor, você me teve amarrado.
Stockholm Syndrome - One Direction


Notas Finais


ANTES DE COMENTAR SOBRE ESSE CAPÍTULO, vamos lá:
Ivy será representada por Kat Graham (para os intímos a Bonnie de TVD ksosajk) ou seja, ela: (https://media.giphy.com/media/2kBYbkFEgUHjW/giphy.gif)

Esse é o nosso Haz com as roupas do Jace: (https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/18/eb/97/18eb9796bfed33c1c644f4cbce8a353e--harry-styles-hands-miami.jpg)

¹Freud: Quem já assistiu 'Amizade Colorida' ouviu a frase "Nem Freud resolveria minhas paranoias"... Bom, Freud foi somente o responsável pela revolução no estudo da mente humana, podendo até mesmo ser considerado o maior psicológo do mundo.

²Sindrome de Estolcomo é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa possa ter desenvolvido ao longo de experiências na infância com seus familiares ou cuidadores, algum traço de caráter sádico ou masoquista implícito em sua personalidade, podem em certas circunstâncias de abuso desenvolver sentimentos de afeto e apego, dirigidos a agressores, sequestradores, ou qualquer perfil que se encaixe no quadro geral correspondente a síndrome de Estocolmo. Há também a possibilidade, de que para algumas vítimas possam desenvolver algum mecanismo inconsciente irracional de defesa.

AGORA VAMOS FALAR SOBRE ISSO AQUI
vocês conseguiram sentir a "obsessãozinha" do Jace pela Kat, né? E gente, TADINHO DO MEU HAZ
Vocês também perceberam que a Kat é durona e tudo, mas ela não é insensível e coisa e tal, ela só é na dela e trabalho sempre em primeiro lugar ♥

Enfim, queria muito dizer que estou desanimada com a fic pq quase não tem comentários, mas não consigo ajisjiko, eu to muito animada com o enredo que eu criei para essa fic, então me prevejo escrevendo e postando para as paredes aqui saosjok

Bom é isso,
Me falem o que acharam, o que poderia melhorar, TO ACEITANDO INDICAÇÃO DE FIC BOA PQ SOFRER POR CRIMINAL BLOOD E GOOD ENOUGH NÃO TA DANDO

Vejo vocês em breve, eu espero ♥


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