História Put You Down - Capítulo 168


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


<3 Boa leitura amorinhas, <3

(RECADINHO: DIA 24 DO MÊS QUE VEM SAI O ULTIMO CAPÍTULO DESSA EDIÇÃO!!! FIQUEM ATENTAS!)

:) Me desculpem por qualquer erro!

*Nesse capítulo terá algumas interações que será preciso que você faça pra uma melhor leitura!* :)

Capítulo 168 - Hora de nascer!!


Fanfic / Fanfiction Put You Down - Capítulo 168 - Hora de nascer!!

UM DIA ANTES DE A BOLÇA ESTOURAR...

~Justin’s POV:

Estava em casa com a Mel ela começou a sentir umas dores comecei a ficar preocupado com ela, não saia de perto de dela, eu sei que a qualquer momento os bebês podem nascer então hoje eu quero fazer uma surpresa pra ela. Um amigo meu estava vendendo dois cachorrinhos então pensei que poderia ser uma boa ideia ter dois bixinhos com a gente já que vamos ter três crianças.

Ela estava no quarto lendo, e eu aproveitei e desci e pedi pra ele trazer os cachorrinhos aqui já que não posso deixa-la sozinha.

-E ai parceiro? – Sorri e o abracei. – Trouxe os bebês?

-Sim, como você pediu, filhotes de raça pequena e um casal. Mas são de raças diferentes como você disse que vai ter bebês logo, pensei em uma raça mais calma.

-Ótimo. – Ele tira da bolsa de carregar cachorros a femea. Ela é pequenininha e em tons de preto e marrom. Já gostei dela de cara. – Heey... – Pego ela no colo ela abanando o rabinho e me lambendo.

-Parece que ela gostou de você hein. – Sorrimos.

-Vou ficar com essa mesmo, e ela vai se chamar Esther... Não é Esther? Huh? – Sorri e coloquei ela no chão. – Cadê o outro?

-Aqui. – Ele pega o filhote e me entrega. É lindo ele era branco e parece ser um show show. Um leãozinho pra falar a verdade. Carinhoso quando o pego no colo não sei por que os animais sempre são assim comigo. – E ai garoto? – Falei com ele em meu colo.

-E ai vai ficar com esse?

-Vou sim, quanto ficou?

-Não cara, vou dar de presente pro seus filhos. – Sorri pra ele.

-Nossa, valeu cara! – O abracei. – Valeu mesmo. A Mel vai amar.

-Vai sim, já tem tudo?

-Sim, já tenho tudo pra eles. Obrigado irmão.

-Nada, você é um cliente especial cara sabe disso!

Eu já tive outros cachorros antes e todos indicados por ele. Ela vai amar.

[...]

~Melanie’s POV:

Estava no quarto lendo quando o Justin entra. Ouvi algumas vozes lá em baixo.

-Quem estava ai?

-Ah um amigo meu, veio falar sobre algumas musicas pra eu fazer parceria. – Olhei pra ele.

-Ah! – Voltei a ler.

-Amor... – Olho pra ele de novo. – Fecha os olhos. – Franzi o cenho.

-O que?

-Fecha os olhos, por favor. Confia em mim. – Fechei os olhos e me ajeitei na cama.

O sinto se afastando e abrindo a porta.

-Estende as mãos. – Sorri. Não sabia o que era. Ele pega em minhas mãos e leva em direção a uma coisa peluda me assustei. – Confia em mim... – Peguei. – Abre os olhos.

Me assustei ao ver dois cachorrinhos lindos na minha frente, coloquei a mão no rosto. Nunca tive um cachorro pra falar a verdade. Ele me olha sorrindo os cachorrinhos vem pra cima de mim.

-Justin?... – Olhei pra ele sorrindo e pegando um colo.

-Surpresa! – Rimos.

-São nosso?

-Sim, essa que está no seu colo é a Esther, e esse aqui é o Todd. – Fui em direção a ele e o beijei.

-A surpresa mais fofa que você já me fez amor. – Ele sorri e senta do meu lado. Com os cachorrinhos na cama ficamos ali.

-Também acho! – Olhei pra ele e começamos a rir.

Ficamos ali na cama brincando com os novos integrantes da família. Não sabia que ele gostava de cachorros. Foi realmente uma surpresa. Provavelmente a ultima que eu iria receber...

[...]

NO DIA DO PARTO...

                                                                                        (Ouça: Rihanna- Stay)

~Melanie’s POV:

Era uma tarde de Terça-Feira, estavam todos reunidos na casa do Justin, eu estava na cozinha e eles na piscina. Eu estava pegando uma tigela de frutas pra comer quando sinto uma forte dor no abdômen. Parece que tudo aconteceu em câmera lenta, deixei a tigela de vidro cair no chão que já estava ensopado com a água que estava dentro de mim. Segurei na bancada, me deu falta de ar sinto todos me olharem e o Justin vir em minha direção.

A dor mais intensa que já senti na minha vida, parece que todos falavam em câmera lenta pra mim, me senti fraca, não sei se é por conta da dor intensa... Eu sabia que chegaria a hora, mas não desse jeito.

-MEL... – Justin. Segurei nos ombros dele. – Amor olha pra mim, respira fundo ok? – Só assenti com a cabeça. Dei um grito à dor é forte demais. Ele me pega no colo. – Mãe liga pra Doutora Mariza fala que a bolsa da Mel estourou... Vamos amor pro hospital.

-Aaaaaai... Justin... – Falei entre soluços de choro e segurando forte em seus braços. A dor é intensa. – Justin está doendo.

-Eu sei meu amor, eu sei. Logo vai passar ok. – Ele dá um beijo em minha cabeça.

-Eu vou com você Justin! – Hailey.

-Espera eu vou também! – Chaz.

[...]

~Justin’s POV:

A coloquei as pressas no carro no banco de trás Hailey foi com ela atrás e o Chaz na frente comigo. Arranquei e dirigi o mais rápido possível, ela gritava e gemia de dor no banco de trás, não dava pra descrever o meu desespero, o medo, só estava acontecendo, apenas chegou a hora. Me dói vê-la daquele jeito e não poder fazer nada, ela gemia e gritava de dor e eu cada vez mais rápido com o carro.

-Aaaaai... – Mel.

-Calma Mel, olha pra mim respira fundo comigo ok? – Hailey. Olhava as duas pelo retrovisor ela estava vermelha e suada e respirava ofegantemente.

[...]

 Chegamos ao hospital logo vieram com uma cadeira de rodas, a peguei no colo e coloquei sentada, nem vi pra quem entreguei a chave do carro. Logo vejo a Doutora Mariza.

-Justin... – Ela me chama me barrando. Vejo eles a levarem pra dentro.

-Espera eu tenho que ir com ela! – Falei em desespero.

-Sim claro, mas tem que por uma roupa especial ok? A enfermeira vai te dar tudo e vai te levar pra sala de partos, fique calmo isso não pode ser bom pra ela não agora! – O que ela quis dizer com isso?

                                                   (Ouça: Demi Lovato – Warrior)

Uma enfermeira me deu as roupas especiais pra entrar e ficar com ela, tinha touca e protetores de sapato. Era uma roupa feia azul, como todos conhecem as roupas de hospital. Nunca vesti uma roupa tão rápida na minha vida.

-Vem vou leva-lo até a sala em que sua esposa está. – Enfermeira.

-Ok... – Saio e vejo Hailey e Chaz na sala de espera.

-Justin boa sorte irmão! – Chaz. Pegou no meu ombro. Não escondi o meu nervosismo e o meu medo pra eles. São os únicos que sabem da verdade.

-Obrigado cara. – Eles sabem que eu estou com medo. Medo de... Esquece! – Hailey liga pra Ellly e pede pra ela preparar as roupas dos bebês e trazer tudo que eu me esqueci.

-Ok Justin. Boa sorte traga nossos bebês! – Ela sorriu, e eu também, mas sem vontade e eu também.

Nós três sabíamos muito bem o que pode acontecer só não falamos, estávamos com medo, aflitos. Eu fui então pra sala. E lá deitada na cama ela estava, já com a roupa de hospital, e com a identificação no pulso, ela estava chorando de dor, isso me fez ficar pior ainda, eu estava de máscara por que até isso temos que por. Ela olha pra mim, só por olhar pra ela sabia que estava doendo muito. Segurei nas mãos dela e dei um beijo, ela aperta forte. Nela a dor é mais intensa por conta dos sangramentos que sofreu, ela é fraca pra dor então foi difícil.

-Ok tudo pronto o útero está totalmente dilatado. – Enfermeira.

-Ok. Mel olha pra mim vou precisar que faça muita força agora ok? – Dra. Mariza. Mel afirma com a cabeça. Eu beijo a mesma. – Quando eu contar ok?... Um, dois, três força. – Ela faz e grita apertando forte a minha mão. Tentei ser forte e fingir que vai dar tudo certo... Eu sei que não! Tentei não focar nisso. Ela deita a cabeça ofegante.

-Isso Mel está indo muito bem... Próxima contração faz mais força ok?- Dra. Mariza.

-Eu... – Ela ofegante. Com a voz falhada e a boca branca. – Eu não vou conseguir. Dói demais...

-Amor não fala isso olha pra mim... Olha pra mim. – Ela olha. – Você é forte, vamos respira comigo... – Respirei junto com ela.

-AAAAAAAH... – Ela faz força mais uma vez.

-Isso Mel, muito bem garota... Já vejo a ponta da cabeça dele, faça mais força que puder Mel. – Dra. Mariza.

-Aaaaaaaaah...

O suor escorria pela testa dela. Seus cabelos meio molhados e sua mão apertando a minha fortemente que até começou a formigar.

[...]

~Melanie’s POV:

A dor é insuportável não sei se é por que são três bebês. E novamente a contração forte veio. Quando estava entrando pra ser preparada na sala de parto eu sabia, eu senti. Eu sei que vai acontecer, mas não posso evitar, não tem como evitar, é isso ou a vida dos meus filhos. Eu prefiro que seja a minha.

-Aaaah... – Gritei e fiz força. Já não tenho forças pra respirar. Não sabia que esse momento seria tão difícil.

-Isso Mel, mais uma vez já estou vendo a cabeça dele. – Dra. Mariza. Juntei todas as minhas forças possíveis e um filme passa em minha cabeça, olho pro Justin ele estava chorando, então segurei firme na mão dele e fiz força mais uma vez.

-Aaaaah... – Quando encosto a minha cabeça escuto o choro miúdo. O Justin me olha e sorrimos. Ele beija a minha cabeça. Não tem como descrever esse momento.

-Nasceu o primeiro menino! – Dra. Mariza. A dor ainda não passou vejo ela cortar rapidamente o cordão umbilical. Outra contração forte veio e mais uma vez fiz força. – Vamos Mel só faltam dois agora... Isso.

-Isso meu amor está indo bem! Olha nosso menino lá... – Eu olhei pra ele deitado na maca e os médicos limpando o narizinho dele isso me fez desabar. Eu estava tremendo ele é meio carequinha e rosado. O bebê mais lindo que já vi. Era o Jullian.

-Quer segurar papai? – Enfermeiro. – Parabéns é um garoto grande e forte. – Sorrimos. Apesar da dor que senti admirei meus meninos, ele é grande como eu pensei e lindo. Justin o pega no colo e suas lágrimas rolam de seu rosto. Ele dá um beijo em sua cabecinha. Mas fui interrompida por uma forte contração.

-Faz força Mel... – Dra. Mariza.

-Aaaaaaaaaaah... – Estava cansada. Fraca e tremendo, e com muita dor, mas eu não posso desistir, são os meus filhos eu tenho que ter força.

Pedi pra Deus em silêncio, pedi pra Ele me dar forças só pelo os dois que faltavam. Pedi pra dar forças pro Justin.

[...]

 

                                       (Ouça: Mariah Carey – I Want To Know What Love Is)

~Justin’s POV:

Enquanto segurava o Jullian no colo encantado com o meu menino percebi a Mel ficar diferente. E algumas enfermeiras cochicharem no ouvido da doutora. O entreguei pra enfermeira e coloquei a minha atenção na Mel. Comecei a ficar com medo.

-Doutora, ela não vai aguentar... – Enfermeiro.

-Mel vamos ter que fazer uma intervenção... – Dra. Mariza.

-NÃO! – Mel sem forças e quase sem voz. – Não eu consigo.

-Não podemos arriscar você sabe o que pode acontecer... – Dra. Mariza. Ela olha pra mim.

-Eu consigo! – Mel.

-O que pode acontecer?... – Perguntei. – Doutora não a escute, faça o que for preciso.

-NÃO!... – Mel. – EU consigo. – Ela faz força. E aperta a minha mão, meu coração ficou apertado e a garganta começou a se fechar. – Aaaaah...

-Amor, por favor, não faz isso, você não vai aguentar! Você me prometeu Melanie...

-Justin! EU vou sim... – Ela olha pra mim e pega no meu rosto. As lágrimas começaram a cair do meu rosto. Sabia que elas me escondiam alguma coisa. – Vai ficar tudo bem meu amor, vai ficar tudo bem eu prometo que vai... – E ela sorri daquele jeito pra mim como se tudo estivesse bem, como se tudo fosse ficar bem. Fechei os olhos e travei o maxilar.

-Mel vejo a cabeça dele. Faça força então. – Dra. Mariza.

Ela respira fundo e faz força mais duas vezes, e finalmente nasce a Harley. A máscara estava encharcada de tanto que eu chorava de felicidade, medo e tristeza.

-Uma garota! – Dra. Mariza.

-Conseguiu amor... – Falei em soluços e beijando a testa dela. - A nossa menina nasceu. Só mais um agora ok? Você vai conseguir. - Ela olhava pra mim diferente como se quisesse me dizer algo com os olhos. Eu já sabia... Já sabia!

Assim que falei começou uma movimentação estranha na sala. Olho pra ela e seus olhos quase se fechando. Me desespero ao ver sangue escorrendo dela. E tudo parece ocorrer em câmera lenta.

-MEL... OLHA PRA MIM NÃO FECHA OS OLHOS NÃO FAZ ISSO, NÃO FAZ ISSO COMIGO...

-Doutora ela está com hemorragia, ela vai perder muito sangue e o bebê pode não resistir temos que tira-lo de lá agora. – Enfermeiro.

-Mel precisamos fazer a intervenção. – Dra. Mariza.

-Eu... CONSIGO! EU NÃO VOU DESISTIR... NÃO É PRA FAZER! – Ela é teimosa porra.

-Mel não faz isso você está sangrando muito meu amor, os deixa fazer, por favor... – Eu entre soluços.

-NÃO! – Ela faz força umas duas vezes.

-Estou vendo a cabeça dele. – Dra. Mariza. – Mel seja forte se for rápido poderá ficar tudo bem ok? – Ela assente com a cabeça, pega na cama e faz força. Só não sabia que seria as ultimas forças dela.

[...]

~Melanie’s POV:

Eu estava ficando fraca, não importa o quanto de sangue eu perderei ou quanta dor sentirei, dei a luz aos meus três filhos! Finalmente ele nasce Nolan, mas minhas condições não são uma das melhores. Justin amor, me perdoa por não ter cumprido com o que te prometi! Mas eu prometo uma coisa... Não será o fim meu amor. Não será o nosso fim. O famoso filme passa na minha mente, tudo o que vivi, tudo o que fiz, as pessoas que conheci, tudo na sala parecia estar em câmera lenta, já não sentia mais dor, já não sentia mais o meu corpo e nem as mãos do Justin sobre minha pele.

[...]

                                         (Ouça: 3 Doors Down – Here Without You.)

~Justin’s POV:

Os aparelhos que estavam ligados na Mel começam a apitar freneticamente, e ela fechando os olhos lentamente, ela é teimosa, por que fez isso comigo?

-MELANIE... OLHA PRA MIM AMOR... – Ela meio vesga e com a respiração fraca, lábios sem cor mas sorrindo como se estivesse tudo bem, olha pra mim. – Não ouse fechar os olhos está me ouvindo? NÃO ME DEIXA AQUI ASSIM, NOSSOS FILHOS, EU, NÓS PRECISAMOS DE VOCÊ MEL, EU PRECISO... NÃO FECHA OS OLHOS AMOR, FICA COMIGO. – Eu já não tinha mais lágrimas. Falei aos prantos beijando sua cabeça.  

-Jus... – Ela quase sussurrando. – Me... – Falou pausadamente. Sua respiração estava baixa. – Me perdoa! Lembra... Eu sempre estarei com você até mesmo quando não me ver, eu estarei... Do seu lado... – Apertei os olhos e mais lagrimas escorreram dos mesmos. É isso então?

-NÃO FALA! SHHH... Poupa energia meu amor, você vai ficar bem, você vai sair bem daqui, só fica acordada ta bem? Não fecha os olhos, por favor... Não me deixa.

-Justin... – Ela com as mãos geladas pega no meu rosto pela ultima vez. – Eu te amo!

-Eu te amo.

-TIRE ELE DAQUI AGORA! – Dra. Mariza. Escutei bem de fundo a voz dela, mas não consegui reagir.

Depois de falar seus olhos se fecham lentamente, suas mãos afrouxando em minha mão, e as coisas ficando frenéticas dentro da sala de parto. Os enfermeiros pediram pra eu sair, eu estava em completo estado de choque queria que isso fosse um pesadelo, nem consegui reagir e muito menos insistir pra ficar com ela. Do lado de fora da sala vi pelo vidro os médicos, enfermeiros correndo de um lado pro outro e fazendo massagens cardíacas nela, usaram o desfibrilador pra reanima-la, mas nada acordava ela.

Não! Não é a minha Mel que estava ali, não é a minha menina, o meu amor não pode ser ela, me vi pelo vidro em total estado de choque, agora o que pode ser pior? Nada é pior que esse dia.

Nada! Nada será pior do que ficar sem ela, então aqueles dias, aquelas palavras dela, ela estava se despedindo de mim, ela estava me dizendo adeus por que Deus? Por quê? Por que não poderia ser coisa da minha cabeça? Foi por isso... Logo caiu a fixa do que estava acontecendo e abaixei no chão e comecei a chorar, tirei a mascara e a touca de TNT que me deram. Meu nariz escorria, meu rosto vermelho, nunca chorei tanto assim. Meu peito uma dor imensa, e minha alma totalmente ferida.

O que eu vou fazer agora? Como iremos ficar? Isso não pode ser o fim, não é o fim. Não é justo comigo, não é justo com os nossos filhos tão pequenos e frágeis meus bebês. Deus me ajuda!

[...]

~Hailey’s POV:

Meu coração estava apertado, fomos pro hospital com um sentimento ruim não é como nos filmes aquela alegria por finalmente poder ver os bebês e pega-los no colo. Algo de trágico vai acontecer, e eu não quero pensar no estado em que o Justin possa ficar. No meu estado a Mel é a minha melhor amiga, a minha irmã, o meu porto... O que posso fazer se... Isso acontecer? Não! Não! Hailey você tem que parar de ser pessimista. Isso não é bom.

-Chaz... Amor está demorando. – Falei pra ele. Eu estava inquieta e ele também.

-Calma amor, a Mel é forte e dura na queda, é difícil por que são três bebês por isso demora.

-Chaz isso não é normal, cadê o Justin? Cadê os médicos... Eu sinto que algo. – Ele vem e me abraça.

-Shhh... Não fala isso, para! A Mel é forte. – Tentei acreditar e por as esperanças no que ele me disse, mas não consegui.

[...]

~Chaz’s POV:

Estava abraçando a Hailey quando vejo o Justin vir de lá de dentro aos prantos, não pude acreditar ao vê-lo naquele estado. Não... Não pode ser. A Mel não!

-Amor... – Ela virou e viu também o estado do Justin. Logo começou a chorar.

Ela foi correndo abraça-lo que estava com o rosto vermelho e totalmente molhado. Não quero acreditar nisso, não quero acreditar que ela... Meus olhos se encheram d’água e fui abraça-los também.

Não quero crer nisso, não pode ser ele não disse uma palavra se quer apenas encostou a cabeça no ombro da Hailey e chorou. Eu não quero ter que lidar com isso, a Mel é tão cheia de vida, ajuda todos como pode. Ela não... É melhor eu parar de pensar isso vai ver que não foi nada, vai que ele está emocionado pelos bebês... Quero muito acreditar nessa possibilidade.

[...]

~Hailey’s POV:

O estado em que ele está é preocupante, só consegui abraça-lo, eu já sabia, nós três sabíamos como iria ser, ele não precisou dizer nada já havíamos entendido. Doía em mim, profundamente e intensamente só doía. O que iremos fazer agora? Sem ela? Não sei se vou suportar, ela é tudo pra mim, minha pequena amiga com o coração enorme, passou por tantas coisas pra ter um fim como este?!

[...]

~Justin’s POV:

Estava doendo, doendo muito, mais ainda por não ter como ajudado ela, eu não pude fazer nada, eu tinha que ter ajudado ela e não fiz... Não falei uma palavra se quer com a Hailey e o Chaz. Não consegui, fiquei aguardando a Doutora vir me dizer, algo do tipo “Ela está acordada” ou “ Só foi um susto”. Mas olhei pra aquela porta e ninguém apareceu. Nem mesmo a Doutora que deve estar fazendo o possível pra mudar essa dolorosa realidade.

[...]

-Bieber? – Uma enfermeira.

-Sim. – Levantei. Já tinha parado de chorar, por fora.

-Os bebês já estão prontos no berçário... Precisamos dos nomes deles. – Enfermeira. Hailey me olha e sorri.

-Vamos, eu quero vê-los. – Hailey.

-Hailey eu... – Ela para na minha frente.

-Espera, você não vai fazer isso Justin são os seus filhos, não faz isso com a Mel. – Comecei a chorar quando ela disse. – Olha pra mim... Você precisa fazer isso, são os seus filhos.

-ELA NEM ESTÁ MAIS AQUI HAILEY. – Falei rispidamente. Nervoso, com raiva... Com um buraco profundo no meu peito. Ela começa a chorar. Ela sabia, mas não tinha ouvido de mim antes.

-Justin... – Chaz. – Ela não estará aqui se você quiser que ela não esteja! – Olhei pra ele assustado. Isso que acabou de dizer é coisa que a Mel diria agora. – Seus bebês esperam por você. – Ele com a mão em meu ombro. Eu afirmo com a cabeça.

-Tem razão... – Ele me dá um sorriso de lábios cerrados.

-Só pode ir duas pessoas. – Enfermeira.

-Leva a Hailey, eu vou ligar pra Pattie e pra Elly. – Chaz.

-Só não diz nada ainda, por favor.

-Claro!

[...]

E lá estavam os meus três anjos, Jullian, Nolan e Harley. Não teve como segurar a emoção, vi a Mel nos olhos dos três, ela estava ali, eu senti em meu coração algo mais forte me dizia que não é o fim ainda e como ela eu vou agarrar nessa possibilidade e ter esperança se não, eu não vou suportar ficar de pé.

-São lindos Justin! – Hailey abraçada comigo.

-É são sim. Fiz um bom trabalho. – Rimos. Pra descontrair, mas a dor ficava ali.

-Bobo!

-Vocês podem entrar se quiser. – Enfermeira. Olhei pra ela e sorrimos.

Vestimos novamente a roupa e entramos pra pegar os bebês. Não dá pra explicar a explosão de sentimentos dentro de mim agora.

-Papai! – A enfermeira com o Jullian no colo me entrega. Ele vestia branco e colocaram uma toquinha branca. Tão pequeno, tão meu e tão lindo! Hailey pegou a Harley. O cheiro deles, segura-los é uma coisa única e realmente boa.

-Ela é linda... – Emocionada. – Ela se parece com a Mel, eles são lindos... – Olhei pra Harley em seu colo. – Oi meu amor. – Ela começa a conversar com a bebê. – Oi, abra os olhos... É, eu sou a sua titia. – Sorrimos.

-Filho... – Olhei pros dois e automaticamente sorri ao ver o Nolan sorrir pra mim. – Oi filho... – Beijei a cabeça dos dois. – Papai ama vocês três. E a mamãe, ah! Ela os ama de mais, e ela é linda. – Hailey me olha e sorri.

Peguei o Nolan no colo, junto com o Jullian renasci nesse momento foi como realmente nascer de novo, meus garotos, meus filhos. O bem mais precioso que a Mel pode me dar, o símbolo do nosso amor e de tudo que vivemos, uma geração que irá ficar marcada pra sempre na memória de muita gente que viveu tudo isso com a gente e que fez parte da nossa história.

Esse não é o fim. Mel eu sinto que você não me deixou, eu sei que você não vai fazer isso comigo. Você não pode.

Olho pro lado de fora e lá está a Elly chorando, acho que ela já recebeu a noticia, minha mãe, Claire, meu pai e o Christian. Levantei devagar pra eles poder ver os bebes, e a Hailey foi comigo, os aproximei e eles sorriram, estavam quietinhos e tranquilos. Mesmo com eles ali, mesmo parecendo que tinha tudo, eu não tinha nada. Sem a Mel eu não tenho muita coisa, eu não sou cem por cento, eu não sou completo.

[...]

Depois de bajular os bebês fui falar com a Elly. Falei na frente do meu pai e da minha mãe e dos meninos pra todos saberem logo o que rola.

-E ai como se sente? – Ela não parece saber do que aconteceu.

-É... Elly preciso falar uma coisa. – Ela fica séria imediatamente.

-O que? Cadê a Mel?... – Eu não sei se consigo falar. – Justin?

-A Mel ela... – Olho pra ela com os olhos marejados. – Ela teve uma complicação...

-O que? – Os olhos dela começam a ficar vermelhos. – Cadê a minha filha Justin?

-Ela... Ela. - Não consegui dizer por que pra mim isso não tinha acontecido ela começa a chorar.

-Não, não. Justin... JUSTIN A MINHA FILHA, O QUE ACONTECEU COM ELA... – Ela começa a me empurrar. Eu a abraço e ela tentando escapar eu forço e ela desaba em meu peito, começo a chorar novamente. Olho pro meu pai e pra minha mãe eles também choravam, nunca vi meu pai chorar, a Claire então nem se fala.

 

Vou precisar ser forte, não só pelos meus filhos, mas por eles também e pela Mel, ela me disse que era pra mim ser forte quando ela caísse ou... Não conseguisse mais então eu vou lutar por ela agora, por nós, pela nossa família é isso que ela quer. 


Notas Finais


:( OMG


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