História Qual é o seu nome? - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Anjo, Casal, Chorar, Demônio, Destruição, Drama, Paixão, Passado, Romance, Sobrenatural, Tortura, Triste, Violencia
Visualizações 6
Palavras 1.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiiiinnn! Cansei de começar daquele jeito, mudei evoluí!
Boa leitura e perdoem os meus erros.

Capítulo 3 - 2+ A Perdida e seu Salvador


Fanfic / Fanfiction Qual é o seu nome? - Capítulo 3 - 2+ A Perdida e seu Salvador

Ele:

A caçada hoje foi boa. Parece que o jantar vai ser decente.

Preparo a carne com os temperos que comprei. Sim. Mesmo que eu seja o que sou ninguém em sã consciência recusa dinheiro ou uma boa troca. E é assim que consigo o que preciso para sobreviver. Claro que as trocas são feitas na encolha e na calada da noite ou haverão consequências.

E isso quer dizer que tentarão me matar de novo. Como sempre.

Ao anoitecer acendo uma das velas que peguei na igreja. É errado, eu sei, mas não há outra alternativa para iluminação noturna além da lareira se não essa. Não posso comprar as velas honestamente.

Após minha primeira refeição descente esta semana, organizo as carnes que podem ser trocadas esta noite. Tenho um acordo com o açougueiro, consigo tipos variados de mercadoria e ele consegue itens básicos pra mim, como sabão, roupas, temperos, etc. É um acordo que me desfavorece pois ele fatura muito mais com o que eu consigo do que o valor do que trás para mim, mas se não fosse dessa forma não haveria acordo. É melhor que nada. Mas devo dizer que o açougueiro se mudou para a parte rica da cidade depois que o trato começou.

Embalo tudo no embrulho que ele me deu. Entregarei durante a madrugada como de costume.

O vento balança os sinos de vento que eu mesmo fiz e pendurei na varanda e me traz um cheiro diferente do que se costuma se sentir quando se mora na floresta.

Cheiro de perfume feminino.

Isso desperta minha curiosidade. Quem em sã consciência viria a Floresta do Demônio (pois é, cidades pequenas e seus nomes criativos) que não sejam caçadores ou meu clube de odiadores? Nunca uma garota, muito menos uma garota rica.

Saio fora, estico minhas asas e tomo voo.

Ella:

Ele pensa o quê? Não vou ficar trancada em casa o dia todo pegando poeira! Quero sair, respirar longe daquela mansão detestável e desaparecer.

Procura-se um meio de evaporar.

Fujo dos 20 seres de preto, armados e com cara de poucos amigos que me seguem pra todo lugar.

Pois é. Depois do que aconteceu noite passada meu marido aumentou a escolta.

Desaparecer da vista deles não é o menor desafio, já que, por medo de morrer, costumam andar a alguma distância de mim.

Rio. Hayato deve ter um novo tufo de cabelos brancos.

Estou tão contente por ser só eu que nem percebo quando entro na floresta e quando dou por mim estou perdida. Ótimo! Assim demora menos para aqueles demônios ninjas me encontrarem.

Continuo andando sem preocupações.

Considero não voltar mais outra vez. Mas a realidade me deprecia.

Meu marido é possessivo, dono de meio mundo e cheio de recursos. Não importa em qual confim do mundo eu me enfie, ele me acharia. É assim que ele é. Enquanto estiver vivo não terei paz e continuarei a viver como uma peça de museu.

Pode parecer uma boa vida mas é um inferno.

Sou humano não consigo ser perfeito. Não consigo ter suficiente graça, bons modos ou expressões como uma  marionete que age conforme as cordas são puxadas. Estou sujeita a sentimentos. Não consigo engolir meu coração e sorrir como se fosse feliz sempre que necessário. Sou apenas uma pessoa normal. Não posso suportar o homem que se autodomina meu dono.

O odeio.

Odeio quando ele me põe em um altar e me exibe como uma peça de colecionador. Odeio o olhar de regozijo no seu rosto ao fazer isso. Odeio quando me chama sua favorita.

Sinto falta da fazenda e dos dias calmos com meus pais. A comida era incerta mas o amor era farto. Meus melhores anos.

Paro e seco a lágrima solitária que  escapou. Incrível, nem me lembro da última vez que chorei. Marionetes e bonecas não possuem esse direito. Levanto a mão com a intenção de me apoiar em uma árvore próxima mas paro no meio do caminho, árvores são seres vivos e, sei lá, vai que aquele lunático resolve pôr fogo na floresta inteira porque toquei numa árvore.

Meu marido não conhece limites ou bom senso, apenas faz o que quer e Deus tenha piedade daquele que tentar impedi-lo.

Mal consigo enchergar um palmo a frente do meu nariz mas o fato não me aflinge. Na verdade me alegro de poder ficar mais tempo longe da minha realidade. Talvez algum animal me ataque e acabe com minha existência lastimável, provavelmente seria o último ato do pobre bicho pois, como já disse, meu marido se vingaria do modo mais brutal que pensasse.

Continuo caminhando independente de não ver quase nada a minha frente, só a iluminação escassa da lua crescente entre as árvores para ajudar. Sinto me afastar das árvores. Uma clareira? Ou...

Minhas perguntas são respondidas quando fico sem chão.

Era um penhasco então.

Despenco e penso ser minha morte. É reconfortante saber que tudo vai acabar mas nada me tira da cabeça o quão covarde estou sendo.

Logo o toque frio do vento e sensação de cair são substituídos por braços quentes e acolhedores e a sensação de estar voando. O contato me arrepia.

T-tem u-ma p-pessoa me t-tocand-do...

Isso é tão bom. Sinto que sou humana de novo. Me ocupo em absorver todo e qualquer sentimento expressado por aquele mero contato.

Mas a realidade vem para acabar com a minha felicidade outra vez. Esta pessoa que tanto me faz bem irá morrer. Tudo por ter me tocado.

Entro em desespero e estar voando não me deslumbra mais. Outra pessoa vai morrer por minha causa.

Descemos com cuidado e sou colocada no chão. Me viro para encarar quem me salvou e me deparo com uma imagem que nunca esperei ver fora de minha imaginação.

Um homem com um magnífico par de asas negras nas costas. As penas de um preto imaculado e apesar de encolidas se mostravam imponentes  na escuridão da noite. Não obstante, eu reconhecia aquele rosto, era o garoto espancado da noite anterior.

—Cara de Anjo... -sussurro sem querer.

Ele pareceu envergonhado e suas asas desapareceram.

—O que...? -pergunto surpresa. Não queria que elas sumissem. Eram tão deslumbrantes que até me fizeram esquecer...

Desabo no chão, o desespero de volta. Anjo se move em minha direção mas eu grito:

—Não toque em mim! -ele para imediatamente. -Não me entenda mal. Se continuar fazendo isso as coisas só irão piorar. Se ele souber irá queimar seu corpo até as cinzas. -Choro. Não quero presenciar outra tortura. Anjo me salvou e isso será a sua morte.

—Não se preocupe, eu não queimo. -Ele me ergue do chão e me põe de pé. A voz dele era grave, gentil e aveludada, não parecia estar preocupado com uma sentença de morte.

—O que quer dizer?

—Exatamente o que disse. Quem é este "ele" de quem fala?

—Meu marido. -mostro a ele minha aliança. -Como não queima? Todo  mundo queima!

Agora sim Anjo parece estar surpreso.

—Não eu. Já tentaram uma vez. Consegue achar o caminho de casa?

—Já tentaram u-uma... -gaguejo. -Quer dizer te queimar?

—Sim, a muito tempo. Consegue voltar pra casa ou não?

—Não. Mal consigo enxergar e não quero voltar pra casa.

Anjo parece confuso.

—Seu marido deve estar preocupado. Aliás o que faz uma menina rica na floresta a essas horas? -Anjo cruzou os braços.

—Que morra! O odeio. -digo irritada. -E o que um anjo faz na Terra? -estou realmente curiosa sobre isso. Talvez seja meu anjo da guarda.

—Não sou um anjo e nunca me chamaram assim antes. -Ele dá de ombros.

—Como não? Você tem asas!

—O termo "demônio" é mais usado. Vou te levar até a entrada da floresta.

—Não! Por favor eu não quero ir! -imploro.

—Querendo ou não é uma senhora casada e deve ficar com seu marido. Mesmo que o odeie. Além do mais é perigoso aqui a noite.

—Por favor eu faço qualquer coisa, o que você quiser.

—O único que pode me dar o que quero é Deus.

Dito isso ele segura minha mão e me puxa pelo meio das árvores. Ainda não me acostumei com o fato de ele não ter medo de tocar em mim. Me alegra e me da medo ao mesmo tempo. Acabei de conhece-lo mas não quero que morra e muito menos que pare de se aproximar.

—E o que seria esse seu desejo?

—Eu quero nascer de novo.

Refleti sobre aquilo e percebi:

—Eu também.


Notas Finais


🌈🌈🌈
Amo esses dois!😍
Injustiçados e quebrados será que terão um futuro juntos?
'🌷'


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