História Quando a magia acontece - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Drama, Revelaçoes, Romance
Exibições 3
Palavras 2.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo seis


Fanfic / Fanfiction Quando a magia acontece - Capítulo 6 - Capítulo seis

Quando eu era pequena minha mãe costumava contar histórias sobre princesas e cavalos voadores e como tudo sempre acabava bem no final. Eu gostava dessas histórias porque no fundo eu sempre achei que minha vida fosse um conto de fadas, sempre tive esperança que no final meu príncipe encantado apareceria e me salvasse de toda a maldição da vida real, toda crueldade e estupidez. No fim, eu meio que encontrei um príncipe, mas ele não era meu e ele não me salvou de nada. Na verdade, depois que eu me envolvi com Toby Malois, só o que aconteceu foi coisa ruim. É possível que o príncipe e o lobo mau sejam a mesma pessoa?

— Não vai comer nada, querida? — mamãe pergunta enquanto eu me atrapalho com a mochila.

— Eu como alguma coisa quando chegar lá. — digo. Meus olhos estão marcados com olheiras roxas. Eu não havia dormido direito todo o fim de semana e também havia chorado um pouco, por que agora eu recebia emails toda hora de alguém querendo sexo casual. Eu devia estar feliz? Espera, pelo menos eles agora queriam transar comigo!

— Estava chorando?

— Não, mãe.

— Só espero que não seja por um rapaz.

— Eu não estava chorando, mãe. — digo, forçando um sorriso. — Viu? Eu estou ótima.

— Não fica estressadinha, OK?

— Mãe! — chamei.

— O quê?

— Eu já tô indo.

— Hum, tudo bem. Tome cuidado, querida. Boa aula.

Dei um tchauzinho e sai porta a fora. Corri todo o caminho até o colégio, pisando nas folhas secas espalhadas pelo asfalto. Quem me recebeu na portaria foi Toby. Ele havia cortado o cabelo e agora parecia o irmão mais novo do Jason Priestley.

— Onde você estava? Eu tive que carregar várias caixas sozinho, enquanto nosso querido Anwar elogiava minha beleza e a Vanessa ficava maluca com um cara no telephone.

— Desculpa, tive uns problemas em casa.

Toby suspirou.

— Não faça cara feia, Toby. Eu estou falando sério.

— Sei que não está mentindo, mas da próxima vez, não se atrase. Anwar é um tipo de perseguidor…

— … perseguidor da sua beleza?

Dei um risinho. Toby estalou a língua no céu da boca e piscou.

— Gostei do seu cabelo. — digo. — Te deixa sensual.

— Desde quando você tem tanta intimidade comigo? — Toby enruga as sobrancelhas.

— Uh, credo. Não conta o fato que eu tirei sua virgindade?

Toby riu, então, me agarrando pelo pulso disse:

— Vamos entrar.

Vanessa e Anwar estavam na quadra esportiva ao lado de dezenas de caixas de materiais decorativos. O baile aconteceria no ginásio, então teríamos que levar o material até lá. Talvez só eu e Toby.

— Você está atrasada. — Vanessa diz pra mim, batucando o dedo indicador no seu relógio de pulso, para depois voltar a se concentrar em seu smartphone. — Eu não estou pedindo, querido, estou mandando… é claro que é necessário, eu preciso dessa fonte…

— Olá, Vilma. — Anwar diz alegremente. Ele é incrivelmente magro e sua pele incrivelmente pálida. Seus olhos parecem duas pedras azuis polidas e cravadas na face.

— É Vivian. — eu corrijo.

— Eu sei que é, docinho.

— Ele gosta de ser do contra. — Toby dá de ombros.

— Você é uma gracinha, sabia? Se eu não fosse gay transava com você. Mas eu ainda prefiro o loirinho aqui. — disse Anwar, apertando o ombro de Toby e o puxando para mais perto.

— Eu vou começar levando essas caixas aqui. — Toby se desvencilha das mãos rápidas e dos movimentos habilidosos de Anwar. — Vivian, você pode vir aqui me ajudar?

— Claro. — eu digo um pouco confusa. Meu cérebro não consegue trabalhar direito quando Anwar está gritando, Vamos lá, Vilma! Você tem lindos braços. Isso me faz pensar… em provavelmente um coisa que eu não quero pensar.

Toby ri da minha cara o tempo todo. Não que eu esteja reclamando por que ele tem um lindo sorriso.

Assim que terminamos de empilhar caixas sobre caixas no ginásio, Vanessa diz que podemos beber água, comer alguma coisa ou apenas ficar olhando um para a cara do outro. Ela também insinuou que eu poderia me masturbar no banheiro, o que foi bem chato. Mas dessa vez eu fiquei quieta, por que Toby agarrou firme minha mão e me olhou como eu olhava para o meu urso quando encontrava ele jogado pela casa e o levava para o quarto e não parava de abraçar.

— Vamos comer alguma coisa. Eu pago. — ele disse. Eu apenas confirmei com a cabeça.

Eu ainda estava chateada com tudo o que tinha acabado de acontecer, mas enquanto estávamos lá, sentados a mesa da lanchonete, era como se isso tivesse sido apenas um sonho ruim.

— Você está bem? — Toby pergunta, me encarando.

— Eu pareço bem?

— Depende. Mas fisicamente, parece que o caminhão de frango passou bem em cima de você.

Não consegui segurar o riso.

— Mas, — ele prosseguiu rapidamente, — por dentro parece estar mais forte.

— Toby Malois, você é tão gentil que acho que estou me apaixonando.

Ele fingiu estar tímido, balançando a cabeça para trás e para frente.

Houve uma pausa.

— E um completo idiota também.

— Ah, é? — fiquei curiosa. — Por que?

— Por que achei que já estivesse.

Rimos juntos, mas eu estava constrangida.

— Acho que é voce quem está apaixonado por mim. Tão apaixonado que até se ofereceu para pagar, porque todo mundo sabe que é um pão duro.

— Você nunca saberia, Vivian. Eu sei como ser um cara durão.

— Não, voce não sabe…

Então, ficamos rindo juntos pelo que pareceu horas a fio, até que Anwar surgiu do nada, me trazendo de volta a realidade. Onde garotas como eu não ficam com rapazes como Toby Malois, muito menos ganham de garotas louras e que possuem uma coleção completa de gloss labial da Barbie. Não que eu veja algo errado com garotas  que possuem uma coleção completa de gloss labial da Barbie. E Tiffany também leu, provavelmente, todos os livros da Emily Dickinson.

— Pessoal, a hora de descanso acabou. — disse Anwar, depois que devoramos sanduíches de carne com bacon. — Sinto muito.

— Não, tudo bem, Anwar. Estamos prontos para o trabalho. — eu disse.

— Você alimentou ela direitinho. — Anwar segurou meu braço, me tirando do assento. — Como eu disse, uma garota forte.

Eu havia parado de tomar as pílulas mágicas desde a última confusão. Elas estavam me deixando lerda e viciada. Minha mãe estava cada vez mais ocupada no hospital e Saffron estava se comportando como uma criança mimada. Mas eu estava me sentindo estranhamente diferente, como dizia na camisa de Jane: Você parece estranho esta noite.

Quando voltamos para o ginásio, Vanessa conversava com Tiffany como se as duas fossem amigas antigas (não que não fossem, mas eu não saberia dizer). Não demorou muito para Tiffy se jogar nos braços de Toby como se ambos estivessem naufragando no Titanic.

Eca!

— Oi, meu bem. — ela disse. — Você está bem? — então puxou Toby para um canto distante para que não pudéssemos ouvir sua conversa.

— Ela está cada vez pior. — comenta Anwar.

Eu apenas dou de ombros. Ele me olha de esguelha.

— Pensei que odiasse ela. — ele diz.

— Eu não sei mais o que sinto pela Tiffany. Um dia foi ódio, agora é desprezo, eu não sei.

— Soube do que aconteceu com você. Quer dizer, a não ser que você seja uma topeira não saberia.

— Eu não quero falar sobre isso. — digo ríspidamente.

— Não. Não quero te forçar a falar sobre isso nem nada. Mas sei um jeito de descobrir quem foi.

Não importava o quanto Anwar fosse estranho e absolutamente gay, ele havia dito que havia uma chance. E eu não podia perdê-la.

Quando eu era pequena minha mãe costumava contar histórias sobre princesas e cavalos voadores e como tudo sempre acabava bem no final. Eu gostava dessas histórias porque no fundo eu sempre achei que minha vida fosse um conto de fadas, sempre tive esperança que no final meu príncipe encantado apareceria e me salvasse de toda a maldição da vida real, toda crueldade e estupidez. No fim, eu meio que encontrei um príncipe, mas ele não era meu e ele não me salvou de nada. Na verdade, depois que eu me envolvi com Toby Malois, só o que aconteceu foi coisa ruim. É possível que o príncipe e o lobo mau sejam a mesma pessoa?

— Não vai comer nada, querida? — mamãe pergunta enquanto eu me atrapalho com a mochila.

— Eu como alguma coisa quando chegar lá. — digo. Meus olhos estão marcados com olheiras roxas. Eu não havia dormido direito todo o fim de semana e também havia chorado um pouco, por que agora eu recebia emails toda hora de alguém querendo sexo casual. Eu devia estar feliz? Espera, pelo menos eles agora queriam transar comigo!

— Estava chorando?

— Não, mãe.

— Só espero que não seja por um rapaz.

— Eu não estava chorando, mãe. — digo, forçando um sorriso. — Viu? Eu estou ótima.

— Não fica estressadinha, OK?

— Mãe! — chamei.

— O quê?

— Eu já tô indo.

— Hum, tudo bem. Tome cuidado, querida. Boa aula.

Dei um tchauzinho e sai porta a fora. Corri todo o caminho até o colégio, pisando nas folhas secas espalhadas pelo asfalto. Quem me recebeu na portaria foi Toby. Ele havia cortado o cabelo e agora parecia o irmão mais novo do Jason Priestley.

— Onde você estava? Eu tive que carregar várias caixas sozinho, enquanto nosso querido Anwar elogiava minha beleza e a Vanessa ficava maluca com um cara no telephone.

— Desculpa, tive uns problemas em casa.

Toby suspirou.

— Não faça cara feia, Toby. Eu estou falando sério.

— Sei que não está mentindo, mas da próxima vez, não se atrase. Anwar é um tipo de perseguidor…

— … perseguidor da sua beleza?

Dei um risinho. Toby estalou a língua no céu da boca e piscou.

— Gostei do seu cabelo. — digo. — Te deixa sensual.

— Desde quando você tem tanta intimidade comigo? — Toby enruga as sobrancelhas.

— Uh, credo. Não conta o fato que eu tirei sua virgindade?

Toby riu, então, me agarrando pelo pulso disse:

— Vamos entrar.

Vanessa e Anwar estavam na quadra esportiva ao lado de dezenas de caixas de materiais decorativos. O baile aconteceria no ginásio, então teríamos que levar o material até lá. Talvez só eu e Toby.

— Você está atrasada. — Vanessa diz pra mim, batucando o dedo indicador no seu relógio de pulso, para depois voltar a se concentrar em seu smartphone. — Eu não estou pedindo, querido, estou mandando… é claro que é necessário, eu preciso dessa fonte…

— Olá, Vilma. — Anwar diz alegremente. Ele é incrivelmente magro e sua pele incrivelmente pálida. Seus olhos parecem duas pedras azuis polidas e cravadas na face.

— É Vivian. — eu o corrijo.

— Eu sei que é, docinho.

— Ele gosta de ser do contra. — Toby dá de ombros.

— Você é uma gracinha, sabia? Se eu não fosse gay transava com você. Mas eu ainda prefiro o loirinho aqui. — disse Anwar, apertando o ombro de Toby e o puxando para mais perto.

— Eu vou começar levando essas caixas aqui. — Toby se desvencilha das mãos rápidas e dos movimentos habilidosos de Anwar. — Vivian, você pode vir aqui me ajudar?

— Claro. — eu digo um pouco confusa. Meu cérebro não consegue trabalhar direito quando Anwar está gritando, Vamos lá, Vilma! Você tem lindos braços. Isso me faz pensar… em provavelmente um coisa que eu não quero pensar.

Toby ri da minha cara o tempo todo. Não que eu esteja reclamando por que ele tem um lindo sorriso.

Assim que terminamos de empilhar caixas sobre caixas no ginásio, Vanessa diz que podemos beber água, comer alguma coisa ou apenas ficar olhando um para a cara do outro. Ela também insinuou que eu poderia me masturbar no banheiro, o que foi bem chato. Mas dessa vez eu fiquei quieta, por que Toby agarrou firme minha mão e me olhou como eu olhava para o meu urso quando encontrava ele jogado pela casa e o levava para o quarto e não parava de abraçar.

— Vamos comer alguma coisa. Eu pago. — ele disse. Eu apenas confirmei com a cabeça.

Eu ainda estava chateada com tudo o que tinha acabado de acontecer, mas enquanto estávamos lá, sentados a mesa da lanchonete, era como se isso tivesse sido apenas um sonho ruim.

— Você está bem? — Toby pergunta, me encarando.

— Eu pareço bem?

— Depende. Mas fisicamente, parece que o caminhão de frango passou bem em cima de você.

Não consegui segurar o riso.

— Mas, — ele prosseguiu rapidamente, — por dentro parece estar mais forte.

— Toby Malois, você é tão gentil que acho que estou me apaixonando.

Ele fingiu estar tímido, balançando a cabeça para trás e para frente.

Houve uma pausa.

— E um completo idiota também.

— Ah, é? — fiquei curiosa. — Por que?

— Por que achei que já estivesse.

Rimos juntos, mas eu estava constrangida.

— Acho que é voce quem está apaixonado por mim. Tão apaixonado que até se ofereceu para pagar, porque todo mundo sabe que é um pão duro.

— Você nunca saberia, Vivian. Eu sei como ser um cara durão.

— Não, voce não sabe…

Então, ficamos rindo juntos pelo que pareceu horas a fio, até que Anwar surgiu do nada, me trazendo de volta a realidade. Onde garotas como eu não ficam com rapazes como Toby Malois, muito menos ganham de garotas louras e que possuem uma coleção completa de gloss labial da Barbie. Não que eu veja algo errado com garotas  que possuem uma coleção completa de gloss labial da Barbie. E Tiffany também leu, provavelmente, todos os livros da Emily Dickinson.

— Pessoal, a hora de descanso acabou. — disse Anwar, depois que devoramos sanduíches de carne com bacon. — Sinto muito.

— Não, tudo bem, Anwar. Estamos prontos para o trabalho. — eu disse.

— Você alimentou ela direitinho. — Anwar segurou meu braço, me tirando do assento. — Como eu disse, uma garota forte.

Eu havia parado de tomar as pílulas mágicas desde a última confusão. Elas estavam me deixando lerda e viciada. Minha mãe estava cada vez mais ocupada no hospital e Saffron estava se comportando como uma criança mimada. Mas eu estava me sentindo estranhamente diferente, como dizia na camisa de Jane: Você parece estranho esta noite.

Quando voltamos para o ginásio, Vanessa conversava com Tiffany como se as duas fossem amigas antigas (não que não fossem, mas eu não saberia dizer). Não demorou muito para Tiffy se jogar nos braços de Toby como se ambos estivessem naufragando no Titanic.

Eca!

— Oi, meu bem. — ela disse. — Você está bem? — então puxou Toby para um canto distante para que não pudéssemos ouvir sua conversa.

— Ela está cada vez pior. — comenta Anwar.

Eu apenas dou de ombros. Ele me olha de esguelha.

— Pensei que odiasse ela. — ele diz.

— Eu não sei mais o que sinto pela Tiffany. Um dia foi ódio, agora é desprezo, eu não sei.

— Soube do que aconteceu com você. Quer dizer, a não ser que você seja uma topeira não saberia.

— Eu não quero falar sobre isso. — digo ríspidamente.

— Não. Não quero te forçar a falar sobre isso nem nada. Mas sei um jeito de descobrir quem foi.

Não importava o quanto Anwar fosse estranho e absolutamente gay, ele havia dito que havia uma chance. E eu não podia perdê-la.



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