História Quando a Neve Cai - Vmin - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, V
Tags Bangtanboys, Bts, Dimplexo, Fluffy, Friends, Jimin, Shoujo, Taehyung, Taemin, Vmin, Yaoi
Visualizações 111
Palavras 1.833
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Shoujo (Romântico), Slash

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annyeong Pessoas! \o/
Olha eu aqui. heuheu
Estou a trazer essa OS cute cute no qual eu amo demais, plotei - como na maioria das vezes - olhando uma foto do TaeTae junto com o Jimin. (vmin é um dengooo) <3
E bom, espero que gostem dessa estória cheia de amor e carinho. Fluffy é minha paixão. heheh =3

Boa leitura Mochis. <3

Capítulo 1 - Único; Sentiu saudades?


Dia de Natal, uma das datas mais esperada por todos os seres humanos - ou quase todos. É aquela época em que a maioria das famílias se reúnem para celebrar o doce findar de ano que está se aproximando; um dia repleto de amor, felicidade e muita saúde por assim dizer.

Entretanto, você sabe o que também vem junto com o natal? A neve.

Minha mãe, como em toda data comemorativa, estava na cozinha preparando as suas deliciosas comidas típicas de ceia e meu irmão mais novo ajudava com os enfeites mirabolantes pelos cômodos. Já eu - como sempre - ficava apenas encarando o nada além de minha casa enquanto a neve apenas caía. 

Alva e fria.

Antes eu lhes diria com todo prazer que adorava a neve, a sensação de pisar e sentir algo fofo abaixo dos meus pés. Ou quando eu simplesmente as pegava e modelava em minhas mãos transformando-as em bolas para brincar de “Guerrinha”, porém, como eu havia dito isso foi muito antes do hoje e agora.

Não fazia mais sentido brincar sem ele.

Há um bom tempo, desde os meus dez anos de idade, eu tive um melhor amigo chamado Kim Taehyung. Pode-se dizer que nós praticamente crescemos juntos e que ele me conhece desde a unha do pé até o último fio de meu cabelo. Tae é - era - como se fosse o meu segundo irmão. 

Meu hyung.

Lembro-me até hoje de quando eu sempre vinha passar as minhas férias nesta casa, nos meios e finais de ano, sempre o encontrava já a minha espera. Ele segurava uma bola de neve na mão, as bochechas coradas por causa do frio e com o seu típico sorriso quadrado dizia: “Te darei cinco segundos para se preparar Jiminnie!”

Foram bons tempos aqueles.

Era até um pouco engraçado o quanto eu contava as horas para voltar a este lugar, pois de alguma forma eu sabia que iria encontrá-lo sempre aqui para me receber. Quando ele não estava me esperando como de costume, era eu quem o esperava sentando no mesmo lugar de sempre observando através da janela. E então quando eu o via aparecer e acenar lá fora, já saía com um sorriso maior que o mundo somente para encontrá-lo. 

Claro, nós não brincávamos apenas na neve e sim fazíamos outras coisas também. Gostávamos muito de passear pelo bosque, visitar seus avós que moram aqui perto e nos davam bastante doces, ou ficávamos apenas em sua casa na companhia de seus pais tomando saborosas bebidas quentes.

Contudo, para a minha real tristeza tudo aquilo que passamos se foi e eu ainda insisto em me perguntar o por quê quando na verdade eu já sei a resposta.

Já se fazem exatamente três anos desde o dia em que eu apareci nesta cabana para mais um dia de férias e Tae não estava me esperando como sempre fazia, e como uma ação costumeira eu sentei diante da janela e o esperei enquanto a neve caía porém ele não apareceu para me ver.

Aquele foi os piores dias de férias da minha vida, e ficaram mais ainda quando ele ligou para explicar o motivo de sua ausência. Nesse momento, quando eu ouvi a palavra “mudança” senti cada pedacinho do meu ser desmoronar, senti a solidão me atingir com toda a sua força ao descobrir que o meu melhor e único amigo tinha ido embora para outro lugar sem se despedir de mim.

Entretanto, ele não tinha culpa alguma de tal decisão. Eu fiquei chateado? De início quem não ficaria, porém, no decorrer dos meus dias ele sempre tentou compensar-me com suas ligações rotineiras. E claro, apesar de querê-lo muito aqui perto de mim eu nunca poderia reclamar, afinal, ele se esforçava tanto para manter contato comigo.

Eu me sentia - e ainda sinto - bem e feliz quando ele ligava e dizia "Como foi o seu dia ChimChim?”, “Ei, você está se alimentando direito não é mesmo?” ou "Sinto tantas saudades suas Jimin-ah.”

Porém, dentre todas as coisas que ele me disse e ainda diz, nada supera as palavras que fazem parte de nossa infância. Quando eu estava a chorar pelo simples fato de ele ter ido a uma cidade vizinha e não ter me contado, nesse dia ele demorou tanto a voltar que até mesmo cogitei se Tae tinha me deixado. E quando soube, ele me abraçou bem forte e suas únicas palavras foram:  

“Jimin-ah, quando a neve cair e a tristeza querer lhe invadir, apenas lembre-se de mim e dos momentos bons que vivemos aqui. Não se entristeça por mim.”

Confesso que por causa disso, toda vez que venho para esta casa e sento janela, vendo a neve densa cair lá fora eu lembro dele assim como havia me pedido. Do seu sorriso lindamente quadrado e seu jeito bobo de ser, e por alguma razão desconhecida isso me trazia um pouco de esperança de que um dia nos veríamos novamente.

Contudo, através de minhas palavras pode-se perceber que hoje foi bem diferente de meu habitual neste lugar, pois assim que cheguei e sentei perto da mesma janela eu pude sentir toda a esperança que eu nutria por nós dois e a alegria esvair-se de mim.

O motivo disso? A neve Kim.

Desta vez, já se fazem duas semanas em que ele não me liga ou ao menos atende uma de minhas ligações, Tae sempre as atende e isso de alguma forma me deixou - e deixa - chateado e irritado ao mesmo tempo.  

E como se não bastasse a repentina indisposição e angústia que me assolou, minha família - por alguma razão no qual eu não saiba pois não temos familiares por aqui - decidiram vir comemorar o natal justo onde eu menos queria estar no momento. 

Onde tudo me lembrava ele.

Talvez deve-se ao fato de que eles não me entendem e acham tudo uma mera bobagem, realmente era isso?

— Hyung, venha me ajudar você só vive nessa janela — ouvi meu irmão mais novo reclamar pela terceira vez dentre as uma hora que se passaram — Jiminnie, você está me ouvindo?

— Eu não estou com a mínima vontade para isso Jihyun — sussurrei baixinho para que ele não escutasse, no entanto, ele acaba sim me ouvindo.

— Hyung, ele é tão importante assim pra você? — o menor perguntou-me simplista, e a implicidade contida nesse tal “ele” fez com que eu lhe desse a devida atenção.

— E... o que você sabe sobre “ele”?

— Nada — deu de ombros perante minha pergunta — É que a mamãe me disse que vocês são melhores amigos — então voltou a me encarar com seus olhinhos pidões — Você vem me ajudar ou não?

Com isso eu suspirei bem fundo, decidindo por vez sair daquela cadeira para ajudá-lo e parar de encarar a minha tristeza que jazia lá fora. Até porque meu irmão não iria me deixar em paz tão facilmente, e talvez quem sabe era o melhor a se fazer.

E nesse “talvez”, permiti-me pensar rapidamente em como Taehyung deveria estar à essas horas em algum lugar por aí comemorando este dia feliz com as pessoas próximas a ele, no qual são importantes e deve amar bastante.

— Jimin-ah.

— Hmm — o respondi saindo de meu devaneio enquanto pegava um enfeite que jazia no chão.

— Não se entristeça, huh? Hoje você deve ficar feliz!

Mediante aquelas palavras eu fitei meu irmãozinho por um momento e sorri, ele também sorria docemente para mim e pela primeira - por eles - eu ousei senti uma das coisas que eu havia perdido naqueles últimos dias: a alegria, mesmo que fosse somente um pouquinho dela. Afinal, eu tenho a minha família ao meu lado não é? Mesmo que Tae, pelo terceiro ano consecutivo não estivesse aqui com sua família para comemorarmos esse dia juntos, decidi que iria tentar ao menos sorrir para aqueles que ainda estão comigo.

Tentaria não deixar a Neve Kim me afetar. A deixaria para o lado de fora.

Com tal decisão, enquanto eu tentava - inutilmente, por assim dizer - ajudar o meu irmão mais novo com a sua decoração, minha mãe decidiu aparecer com um sorriso radiante no rosto belo que ela tinha. De imediato, percebi que aquela era a primeira vez em horas que eu a via sair da cozinha e a mesma parecia um pouco cansada.

— Você passa tanto tempo cozinhando mas não entendo o por quê, afinal, só seremos nós mesmo comemorando — comentei em meios as minhas atrapalhadas tentativas de colocar os enfeites de bengala na árvore. Um total fracasso.

— E claro que virá pessoas Jiminnie,  eu convidei alguns amigos próximos que temos por aqui. Aliás, há alguém que quer muito ver você.

A encarei rapidamente e até cogitei em argumentar sobre tudo isso, pois pelo que eu sabia nós não tínhamos amigos por aquelas bandas. Na verdade, “eu” não tinha amigos. Com toda certeza havia jovens de 17 anos bem legais como eu por alí, porém, nenhum deles me passavam a confiança que eu realmente queria.

“Ninguém era ele.”

Dito isto minha mãe sentou-se ao nosso lado naquele momento e começou a ajeitar a última coisa que faltava em nosso meio, os famosos presentes debaixo da árvore. E parando para observar tudo a nossa volta, meu irmãozinho realmente havia feito o melhor de si pois estava tudo tão bonito e brilhante… Natal sempre foi sua época preferida, e era a minha também. 

Contudo, como eu havia o ajudado no que podia, quase nada para falar a verdade, levantei para me retirar e iria em direção ao meu quarto se não fosse pelo bater em nossa porta. Olhei de relance em direção a minha mãe e contemplei que ela parecia estar bastante atenta ao que dizia ao meu irmão, contando-o uma história que ele nunca cansava de ouvir. 

Realmente ela parecia não ter escutado baterem.

Particularmente, eu também gostava daquele conto em que falava sobre um casal de amigos que se conheceram em um lugar em pleno natal e se apaixonaram um pelo outro. E até me sentaria novamente junto a eles e me deliciaria da história se não tivesse que atender a porta e ver quem era o jus que estava a bater.

No entanto, bem antes de tocar a maçaneta eu senti meu coração estranhamente apertar. Fora uma sensação repentina. Claro, não que tivesse sido de uma forma ruim, e sim porque pareceu ser repleto de nostalgia e isso era o que menos eu precisava naquele momento. Todavia, deixando tudo isso de lado, ao abrir a porta e sentir a fraca luz do fim da tarde dar as suas boas vindas, pude contemplar que a luz não era a única a querer entrar em meu lar e na minha vida. 

Parado diante de minha porta, com uma bola de neve feita em sua mão direita, estava Kim Taehyung agraciando-me com o sorriso mais nostálgico do mundo.

— Olá — disse a alegria — Estou de volta. Sentiu saudades?


"E quando a neve cai, eu realmente penso em você e nas coisas boas que vivemos nesse lugar. Dos momentos bons. Acho que lembro tanto... que ela até mesmo te trouxe de volta para mim."


Notas Finais


Ehhh, caso você tenha chegado e leu até aqui muito obrigadoooo por sua atenção! <3
E por favor, não sejam tímidos meus amores, comentem o que acharam. Faça dessa pessoinha aqui feliz. Hehe <3
Espero de coração que tenham gostado. =3

Chu pessoas. ❤


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