História Quando A Noite Chega: Pesadelos - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Boys Love, Comedia, Fantasia, Horror, Mistério, Originais, Romance, Sobrenatural, Terror, Yaoi, Yuri
Exibições 70
Palavras 1.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Uma garota hoje bateu a porta quase que na minha cara. De algum jeito o impacto foi tão forte que quebrou o meu anel favorito de caveira que parece o do Nico Di Angelo. Meu coração doí :')
RIP Anel de Caveira

Capítulo 12 - Meu cabelo é rosa, macio e MUITO hidratado(Capitulo 10- p.1)


Capitulo 10

 

O portão do Céu foi derrubado, o som ecoando nervosamente por todo o campo, soava como uma sentença de guerra. Cruzando os portões estavam os mais variados tipos de criaturas. Algumas horrendas, outras até tentadoras de tão belas. Haviam pessoas com membros alongados de mais de dois metros que pareciam e andavam como aranhas, suas faces pálidas carregavam sorrisos mutilados, o cabelo preto como carvão era escasso e escorrido como se estivesse molhado. Havia mulheres lindas, de corpo tentador, vestidos esvoaçantes e provocantes, mas, se você olhasse para elas tempo o suficiente iria perceber que aquilo era uma máscara, e por debaixo daquela máscara linda, haviam seres horríveis e deformados. Haviam demônios variados, alguns que tinham pelo menos algo humano, e outros que pareciam filhos do Alien. Havia três ou quatro feiticeiros das artes das trevas, homens de pernas compridas e braços longos, vestindo ternos, de cartola, máscaras de caveira coloridas, colares extravagantes, que seguravam bonecos ou cajados. Tinham muitos cães infernais, cachorros do tamanho de um ser humano com pelos grossos manchados de sangue, várias fileiras de dentes e focinhos achatados.

Era um caos de chifres, magia negra, pecados e rostos deformados. A palavra “renegados” me veio a mente.

Por outro lado, entrando em fila na frente da igreja gótica que mais parecia um castelo, estavam os anjos. Suas asas pareciam brilhantes, todos usavam o mesmo tipo de armadura branca com aparência leve. Todos estavam armados, das armas mais tradicionais – como espadas-, até as mais incomuns – como um tridente de prata com vários símbolos gravados.

Eles marcharam ritmicamente em direção aos demônios.

E onde é que eu estava? Atrás de uma casa, no meio do campo, exatamente onde seria o encontro dos dois exércitos.

- Você por acaso tem comida?

Perguntei para Hayato. O cabelo dele pareceu clarear aos poucos, tinha saído de um preto com reflexos roxos para roxo-cor-de-uva novamente.

- O que? -Ele perguntou, como se eu tivesse acabado de tirar ele de um flashback- por que?

- Estou ficando nervoso. Fico com fome quando estou nervoso.

Respondi. Hayato deu um meio sorriso que logo se desmanchou.

- Preciso te tirar daqui- Ele murmurou, parecia estar falando mais consigo mesmo do que comigo- Não é seguro.

- Não dá pra você elevar o cosmo, pegar sua corrente e sair distribuindo chicoteadas?

- Isso seria super legal- Disse Hayato, em um suspiro- Mas essa corrente não é minha, eu roubei ela, e essa porcaria só funciona quando quer.

- Uou, uou, uou. Você está dizendo que a corrente...tem vida própria?

- Sim. O nome dela é Galle ou alguma coisa parecida. Você não tem IDEIA de quantas vezes essa merda já tentou me enforcar enquanto eu dormia. Eu acho que ela não gosta de mim.

Coloquei a mão na boca e tossi para disfarçar a risada. Fiquei imaginando a cena.

A casa que estávamos usando como esconderijo era estilo colonial, toda branca-encardida (hahahaha, eu falo como se você se importasse. Ai, ai.). A parede que nós estávamos encostados tinha um pouco de mofo na parte perto do telhado (olha só, que interessante, não é mesmo?). O portão caido da entrada do Céu estava em uma distancia respeitável (só de pensar que eu teria que andar tudo aquilo já estava me dando preguiça).

- Então... qual é o plano?

Hayato perguntou. Dei uma risada sarcástica.

- E eu que sei? Na duplinha tem: o inteligente, que faz planos, e o gostosão. Eu sou o gostosão. Se vira.

- Mas eu sou bem lerdo.

- Eu também.

- Tipo, bem lerdo mesmo.

- Filhão- Eu disse- Eu sou pior que o Percy Jackson em níveis de lerdeza.

- Mas eu sou gostoso.

Insistiu Hayato, me encarando. Alguma coisa explodiu, e houve um barulho de metal contra metal. E alguém se importou? Ninguém se importou.

- Mas o meu cabelo é rosa e MUITO hidratado, e macio. Ganhei.

- Isso não vale.

Reclamou ele, com um biquinho. Bufei, virando os olhos. Peguei a mão de Hayato e coloquei na minha cabeça. Sua boca se abriu em choque.

- Meu santo Odin, parece uma nuvem!!!

- Sim, sim.

- Como você...?

- Segredo de Estado. Supera e faz um plano.

Hayato riu e suspirou, olhando em volta. Ele deu um olhar de reprovação para o céu escarlate, depois se inclinou, ficando com metade do corpo escondido pela parede, para dar uma olhada em como estava a batalha. Pulei em cima das costas dele, colocando os braços em volta de seu pescoço e as pernas em sua cintura.

- Eitaaaa- Eu disse ao ver um anjo ser atacado por um cão infernal- Essa doeu.

- Abusado você, não?

Perguntou Hayato, virando o rosto para me olhar. Soltei outra risada.

- Você nem viu nada, gato.

A batalha tinha acabado de começar de verdade. Havia sangue negro no chão, e dois cães infernais caídos. Os anjos se moviam com graça e intensidade, cada ataque era feito de forma certeira, para causar o máximo de dano possível. Seus olhares eram intensos o suficiente para fazer a maioria dos seres se sentirem um lixo, algo podre. Era um olhar de repulsa e superioridade (que não me afetava porque a minha autoestima é muito grande. Eu sou maravilhoso e sei disso). Suas armaduras brilhavam angelicalmente (claro, né?).

Já os demônios eram sorrateiros, esperavam o momento certo para atacar, eram baixos e trapaceiros. Não tinham medo (nem remorso) de jogar sujo. Seus sorrisos diabólicos causavam medo.

Alguns anjos estavam voando sobre o campo de guerra, atirando flechas prateadas. E, voando sobre a linha inimiga quase que sem medo, estava o anjo fofo loiro de asas azuis.

- Então, você queria um plano- Disse Hayato, virando sua cabeça para me olhar- O que acha do plano “correr e gritar”?

Olhei para ela, com um sorriso suave.

- Ai, crush. A gente combina tanto.

- Se segura.

Ele disse. Hayato segurou as minhas coxas. Eu ia perguntar para ele o que ele estava fazendo quando ele começou a correr comigo em suas costas.

Isso mesmo, o casal mais cena de Crepúsculo que você respeita.

Eu balançava bastante, já que o chão era irregular. E por isso eu não consegui deixar de rir as vezes. Era simplesmente ridículo (de um jeito bom). Anjos e demônios se matando a alguns metros de nós e eu estava rindo porque Hayato estava me carregando. Patético.

Estávamos no meio do caminho quando eu olhei para trás. Ninguém estava realmente prestando atenção em nós. Tinha uma espada, que pelo brilho eu consegui identificar que ela provavelmente devia ser de um anjo, que estava caída perto de onde estávamos passando.

No céu o anjo fofo ainda atirava flechas, ele olhou para mim por um segundo... e foi atingido por algo que parecia um bastão de ferro com uma bola com espinhos na ponta. Eu sabia que era uma arma medieval, mas não conseguia lembrar o nome. O anjo caiu a uns metros de nós. Um demônio vermelho, com chifres de carneiro, patas de bode e asas de couro parecidas com a de um morcego voou até perto dele.

- Hayato, para.

 Falei, com a voz transbordando de medo. Ele me perguntou alguma coisa que eu não entendi. O anjo continuou caido no chão, de barriga para baixo. Seu ombro estava machucado. Isso foi algo que me confundiu. Ele estava sangrando. Anjos não deveriam sangrar.

O demônio, com um sorriso sombrio de satisfação no rosto, colocou um pé (ou quis dizer pata. Tecnicamente, é pata), em cima das costas do anjo, bem no meio de suas costas. Ele puxou com uma mão as duas asas azuis do anjo, enquanto levantava sua espada com a outra mão. A espada prata-escura estava manchada e sangue escorria dela. Cada pingo que caiu naquele nanosegundo me atingiu em forma de uma sentença de morte diferente. O tempo pareceu desacelerar.

Primeira gota. Eu ouvi um grito estrangulado feminino.

Segunda gota. O som de ossos quebrando e tecido sendo rasgado me fez sentir um aperto no coração.

E na terceira gota, eu vi asas caídas no chão, rodeadas de sangue. O chão de terra estava revirado, algumas penas boiavam no liquido vermelho que já se concentrava em forma de poça. Eu senti a dor queimar nas minhas costas, como se a ferida fosse minha.

E antes que a quarta gota caísse, eu já sabia que aquele anjo teria o mesmo destino.

- Para!

Gritei. Hayato abriu a boca para me perguntar o que estava acontecendo, mas ele não teve a chance. Pulei de cima dele para o chão, correndo. No começo eu cheguei a tropeçar várias vezes, mas não parei.



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