História Quando A Noite Chega - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Boys Love, Comedia, Fantasia, Horror, Mistério, Originais, Romance, Sobrenatural, Terror, Yaoi, Yuri
Exibições 54
Palavras 1.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, sumidos rs
Fiquei MUITO ausente, eu sei. Era semana de provas finais e entrega de resultados (devorei mais de duas caixas de palitos de chocolate de nervoso). Eu vou tentar me organizar para que isso não se repita T-T
(((isso é, se alguém sentiu a minha falta, né? hehehehehhhe)))

Capítulo 18 - Crybaby


- Dasha e Rayssa Turing?

Perguntou a balconista de cinquenta anos, lendo os nomes nas identidades falsas, erguendo uma de suas sobrancelhas feitas de lápis de olho. Ela usava uma roupa e maquiagem inspirada na Amy Winehouse (quer dizer, se a Amy Winehouse tivesse cinquenta anos e usasse maquiagem de baixa qualidade). Dei o meu melhor sorriso.

- Tudo bom...?- Olhei para o crachá na jaqueta vermelha da balconista- Amy?

- Amy- Confirmou ela- Amy Juicehouse.

Desculpa, mas eu ri. Depois eu percebi que era sério.

- Poxa, mas que merda, hein?

Amy deu de ombros.

- Então, vocês são...?

Perguntou ela. Becky e eu falamos ao mesmo tempo.

- Primos.

- Casados.

Olhei para ela com o meu melhor olhar de filhona-acho-que-não-hein. Ela devolveu o olhar com uma expressão meio meme da Marina Joyce.

- Primos casados.

Respondi sorrindo. Ela balançou as identidades na direção de Hayato.

- E você é...?

- Filho- Respondi um pouco rápido demais- Nosso filho... anh... Ygor.

- Filho?

- É.

Amy olhou com um tédio quase ofensivo para mim.

- Ele é mais alto que você. E tem mais músculos que você.

A Bitch Face foi inevitável.

- Eles crescem tão rápido, não? Mais o papai aqui ainda vence.

Lee e Ariel (que pareciam meio transparentes) estavam sentados no balcão. Ariel até tentava ser discreto, agora Lee estava rindo tanto (mas sem fazer nenhum som, um riso silencioso) que estava corado. Eu acreditava que aquilo era algo dos anjos, ficar visível apenas para quem quisessem.

- Papai- Repetiu Hayato, tendo uma crise de tosse suspeita- Ok, isso já está ridículo.

O ar ficou pesado, denso. Havia uma certa eletricidade passando pela sala. Eu não consegui tirar os olhos de Hayato, ele agia como um imã. Todos os olhares naquela pequena sala estavam direcionados para ele.

Hayato andou olhando fixamente para a balconista, eu sai da frente dele, me sentindo intimidado. Sim, eu. Sim, intimidado. Sim, isso foi muito estranho. De seus movimentos até sua expressão ele agia de um modo ao mesmo tempo intimidador e encantador. Como uma cobra tentando te hipnotizar. Seu sorriso me causou um forte arrepio.

- Você vai nos dar a chave de seu melhor quarto, nós não vamos pagar e você vai se esquecer de que viemos aqui, vai se esquecer dos nossos rostos.

As pupilas dos olhos da balconista idosa se dilataram. Ela se virou, pegou uma chave com um pingente com o rosto do Elvis, colocou em cima do balcão, abriu a porta atrás dela (que dava para um tipo de escritório), passou pela porta e a fechou. Hayato pegou a chave, colocando-a no bolso e saiu da sala falando “vamos”.

Ninguém se mexeu por alguns segundos. O ar estava cheio de eletricidade, que eu sentia toda vez que respirava.

- O que foi isso?

Perguntou Lee, quebrando o silêncio. Becky parecia prestes a vomitar, e Ariel parecia mais assustado do que nunca. Sai da sala aos tropeços, sentindo minhas pernas protestarem e o meu coração bater tão forte que ressoava em todo o meu corpo. Minha cabeça estava doendo.

- O-o que foi aquilo?

Perguntei para Hayato, me escorando na parede. Minha voz tinha saído estranha, meio fina. Ele parou de andar, mas não se virou. Estava a alguns metros a minha frente, com as mãos no bolso.

- Eu dei um jeito, só isso.

- Aquilo NÃO FOI um “só isso”.

Falei, dando ênfase a cada palavra. Hayato se virou e me encarou, eu nunca tinha o visto tão sombrio.

- Está com medo de mim?

A pergunta me atingiu mais do que deveria. A voz dele... ele parecia ao mesmo tempo bravo e não surpreso.

- Por que está aqui?- Perguntei, em um meio sussurro. Hayato se aproximou e eu senti uma pressão em cima de mim que era quase sufocadora- Por que está me ajudando?

- Você não respondeu a pergunta -Disse ele, parando a minha frente. E então repetiu- Você está com medo de mim?

Ele me olhou bem nos olhos e eu senti toda pressão desaparecer. Abri a boca para responder quando Becky apareceu com uma faca na mão.

- Sai de perto dele, Naru.

Era estranho ver a minha irmãzinha daquele jeito, modo silenciadora on. Ela parecia um chihuahua ruivo de olhos dourados irritado. Metade tremedeira, metade ódio.

- Ele...- Ela piscou como se não acreditasse no que estava vendo- Você é um incubus.

- Incubus...?

Repeti em voz alta, passando o meu olhar de Becky para Hayato. Ariel e Lee ficaram parados de perto da porta, atrás de Becky.

- Um demônio que se aproveita de mulheres, pegando elas desprevenidas enquanto dormem, sugando sua energia vital, se alimentando comendo a vida delas.

- É por isso que você está aqui, me ajudando?- Perguntei, me virando para Hayato, sentindo a raiva pulsar em minhas veias- Até tu, Brutus? Ate tu quer me matar?

- Eu não quero te matar!

Exclamou Hayato, nervoso, passando a mão no cabelo.

- Então por que você está aqui?!-Perguntei, já elevando o tom de voz- Eu não vejo UM por que de você estar aqui!

- EU POSSO TE FAZER UMA LISTA!

Respondeu Hayato, em um tom agressivo.

- EU ACHARIA OTIMO!

Gritei.

- Por que você não confia em mim?!- Gritou Hayato- Não percebe que eu só estou tentando te ajudar, idiota?!

- Não me pergunte se eu confio em você! Eu não acredito em caridade, você nem me conhece! Por que seria bondoso comigo?

- Eu não te conheço?- O tom sombrio de Hayato fez algo que poucas pessoas conseguiram em toda historia da humanidade: calar a minha boca. Ele riu sem humor, como se estivesse rindo de uma grande tragédia. Ele me puxou pelo colarinho do casaco, seu rosto estava tão próximo que eu podia sentir a raiva dele- Você não faz a menor ideia do que você está falando. Eu te conheço mais do que deveria, e mais do que você pensa. Pare de ficar achando que é o dono da verdade, no fim, você não sabe de absolutamente nada.

- EI- Gritou Lee, os separando, se colocando no meio e me afastando com uma das mãos- Por mim, eu deixava vocês brigando. Estou amando a discussão, MAS, Ariel é muito sensível a esse tipo de situação. Ele fica muito nervoso, então, será que vocês podem parar?

Toda a raiva que eu estava sentindo se foi ao ver que Ariel estava chorando. O pior? Era um choro sofredor silencioso, daquele tipo que só de ver a pessoa você sente a dor dela. Ele olhava para baixo tremendo levemente, meio encolhido. Senti uma dorzinha no coração.

- Ah, bebê, não chora!- Fui até ele, o abraçando, ele era mais alto que eu, por isso ficou meio estranha a cena, mas deu certo ele parou de chorar e começou a fungar baixinho- Eu e Hayato só estávamos... conversando, já estamos bem! Né, Hayato?

Dei um sorriso e o olhei. Ele entendeu perfeitamente a situação: não, aquilo não tinha acabado, mas era uma trégua por enquanto.

- Sim, já estamos bem.

Disse ele, sorrindo. Ariel fungou, olhando para baixo.

- Desculpe, é que isso me lembra os meus pais.

Pisquei algumas vezes, inclinando a cabeça para o lado.

- Pais? Tipo, Jesus e quem?

- Não, não. Ahn, é que eu e Lee somos Anjos, mas não somos realmente Anjos.

- Ata, faz todo sentido.

Disse Hayato. Ariel fungou mais uma vez.

- Existem milhares de tipos de Anjos, nós somos os chamados “Abençoados”. Almas de crianças que morreram cedo demais e foi dada uma segunda chance, servindo como um guerreiro celestial. Não somos Anjos de verdade. Nós sentimos emoções humanas, coisa que Anjos de verdade não podem fazer. Podemos sentir o Amor Eros, Ganancia, Medo, Descrença. Por que, diferente dos outros Anjos, já fomos humanos um dia.

- Então, você...morreu?

Perguntei. Ele balançou a cabeça e fez uma careta, como se fosse começar a chorar de novo.

- Vamos entrar?

Perguntou Hayato, mudando de assunto. Algo me diz que ele não sabe lidar com pessoas chorando.     


Notas Finais


Se tiver algum erro, i'm sorry


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