História Quando A Piada Se Transforma Em Escuridão - Capítulo 49


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina)
Tags Arlequina, Batman, Coringa, Esquadrão Suicida, Harley Quinn, Joker
Exibições 241
Palavras 2.352
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Puddins, digo que vou demorar pra postar o último cap porque ainda não estou preparada para me despedir desta fic!!!💔
Então pesso, encarecidamente, que quando lerem esse cap, ouçam Mad Clown & Kim Na Young - Once Again (que eu achei num DORAMA LINDO CHAMADO: DESCENDENTES DO SOL QUE PRECISAM ASSISTIR MUITO!!! PORQUE SE GOSTARAM DA MINHA FIC, VÃO AMAR O 2° CASAL DESSE DORAMA❤❤❤) ou If I Be Wrong da Wolf, porque são duas músicas incríveis que vão fazer vocês entenderem mais o que eu quis dizer aqui!!!❤

Capítulo 49 - Uma vez, de novo


Fanfic / Fanfiction Quando A Piada Se Transforma Em Escuridão - Capítulo 49 - Uma vez, de novo

“Serei capaz de te ver outra vez?

Estou enfrentando o destino que vai passando diante de mim . Isso é um sonho que não conseguimos acordar?

Você está ficando mais distante, e eu não pude falar mais uma vez que eu te amo do fundo do meu coração.

Não me deixe chorar. Você é um sonho que vai desaparecer quando eu te tocar, como a neve que derrete.

Sinto falta de sua presença, quero ter você de volta.

Não posso ficar quieto, quero ter você de volta.

Eu não te segurei, porque eu pensei que voltaríamos. Eu pensei que te veria novamente se continuasse com saudades de você”

 

 

O tremor, de início, pareceu apenas uma formigação irrequieta no solo abaixo de nós. Não soube por quantos segundos ocorreu, mas sei que foi tudo rápido demais, mesmo que no meu ponto de vista, houvesse acontecido tudo em câmera lenta.

Pude ouvir pelo dispositivo de Dick, Lucius Fox dizendo que só conseguiu desarmar parte da bomba e que o que não conseguiu, só causaria danos mínimos.

Para mim, pareceu grande demais.

Dick puxou-me para trás enquanto eu segurava meu abdômen, enquanto o Sr. C se distanciava, recebendo três tiros no peito por Jim Gordon.  O chão tremeu e o cimento começou a deslizar, a parede cedia abaixo de nós, trincando e se abrindo numa cratera. Dick se preocupara em eu ter sido ferida, mas quando tirei a mão da minha barriga, soube que não havia sido eu.

- BRUCE! - gritei.

Ele se virou para mim no mesmo momento, segurando a lateral da costela que sangrava. Quis correr em sua direção, mas o chão a minha frente se desprendeu. Ele se curvou e segurou a mão do Sr. C, que estava prestes a cair para fora da Mansão, sem saber que o palhaço o puxaria para a morte junto com ele.

Por um segundo inimaginável, as paredes caíram para a frente, criando uma cortina de pó em meio a chuva, assim como uma pilha de escombros que soterraram o corpo desvanecido do Sr. C, ainda segurando a mão de Bruce, que fora atingido por diversos tijolos e barras de aço.

- BRUCE! - voltei a gritar, arrancando minhas botas, vendo as hastes de ferro contorcidas, que me ajudaram a escorregar até o meio dos entulhos.

Corri em disparada, afundando minhas mãos em meio às pedras e o cimento pulverizado que criava uma lama cinzenta. Comecei cavando, mesmo sentindo meus dedos serem rasgados, procurando encontrar o rosto de Bruce. Sua mão tinha um dos ossos, quebrado, segurando firme um punho branco, caído.

- Meu Deus, BRUCE! - berrei, sentindo as lágrimas esquentando o meu rosto.

Então consegui enxergar sua face imunda e repleta de poeira molhada, de olhos fechados e parte do crânio estourado. Não demorou muito para que eu conseguisse desenterrar todo o seu corpo, que por sinal, estendia-se no chão de forma estranha. Não notei que os meus joelhos ralaram ao impactar nos destroços próximo a ele. As lágrimas queimavam meus olhos assim que puxei-o para mim. Sua alma estava em minhas mãos, mas eu não podia deixá-la ir embora.
- Oh, meu Deus! Não, por favor! - rugi, gritando, separando a mão dele da do Sr. C.

Seus olhos... Por que ele não abria os olhos? Por favor! Respira! Fique comigo! Pare de sangrar!

- BRUCE! - gritei, tentando não chorar, mas minha garganta tremia.

Meus dedos estavam vermelhos, vinhos, negros.

Afundava sua cabeça em meu peito, me impedindo de ver seu crânio, assim como o furo por onde uma barra de ferro havia entrado.

Porque eu toco em seu peito e não sinto seu coração bater? Porque minhas mãos sentem frio ao invés do calor? E- eu não tinha certeza, só… Deus por favor, não!

Os soluços guinchavam minhas palavras.

Apertei seus braços, mas o restante do seu corpo mornava rápido demais. Cada centímetro do seu cadáver congelava minha espinha e minhas pernas. Como vou poder andar agora, Bruce? Me diga! Fala comigo! Pare de dormir!

Grunhi, gemendo e gritando comigo mesma. Minhas roupas empaparam-se de sangue, mas eu não me importava, eu tinha que levá-lo para um hospital, ele… Eu sei que ele poderia ser salvo!

Algo tocou em meus ombros, mas não conseguia sentir nada além do meu coração que sangrava junto com o crânio de Bruce. Algo me puxou e eu sabia que queriam me tirar de perto dele, mas eu não podia deixá-lo sozinho. Continuei sendo puxada para trás, ainda assim agarrando o corpo, mas as lágrimas eram escuras e nebulosas demais para que eu soubesse quem era. O mesmo que me puxou, me deixou de pé, mesmo que com as pernas bambas. Pela primeira vez senti como se nada fosse real, que o céu não era chuvoso e que Dick não enroscou sua mão no meu pulso, bruto, agressivo.

- Harley, por favor, nós temos que…

- O que foi? - ri, secando as lágrimas - Ele só está dormindo, está tudo bem, bobinho!

Jim me olhou de forma estranha, assim como Dick, mas quem se importava com isso agora? Alfred, Tim e Stephanie estavam longe e era isso o que valia agora.

- E-ele está morto, não está? - perguntou Dick, a voz hesitante, enquanto os olhos começavam a marejar, e ele, impedindo que víssemos, secava os olhos rapidamente, tentando manter a pose de durão.

- Claro que não! - gritei, indo até Bruce mais uma vez, pegando seu braço e o sacudindo - Consegue ver? Ele está se mexendo!

- Harley isso não tem graça… - Jim veio em minha direção, mas eu rapidamente arranquei a arma do meu coldre e apontei em sua direção.

- Ninguém chega perto dele! - gritei - Você vai me dar um barco e passagem livre Gordon, e Dick, você vai pegar a roupa de Bruce! Agora!

Eles se aprontaram a ir, não esperaram qualquer negativa de nenhum dos dois, pois sabiam que não iria funcionar.

- Eu tenho um plano, Bruce. - sussurrei, deitando sua cabeça em meu colo, vendo como a chuva debulhava minhas lágrimas contidas - Vai ficar tudo bem.

O Comissário trouxe o seu carro próximo o bastante para que eu, sozinha, conseguisse carregar Bruce para o banco de trás, sobre um forro de plástico preto para não manchar o couro. Dick apareceu logo em seguida, com uma bolsa de viagem marrom, grande o bastante para caber tudo o que eu pedi.

- O que você vai fazer com ele? - perguntou Dick.

Ele parecia não raciocinar bem, assim como Gordon. Agarrei a mala de sua mão.

- Eu conheço um cara, que conhece um cara, que conhece um dos homens que vive no monte, onde está o Poço de Lázaro.

- Isso é loucura!

- Pensei que você já tivesse notado que eu não sou tão sã assim! - gritei, apontando a arma para os dois com mais firmeza - Eu vou saber se estiverem me seguindo. Não tentem!

- Onde é esse Monte? - indagou Jim - Do que vocês estão falando?

- Não importa agora, Jimizinho! - suspirando, peguei a chave de sua mão, jogando a bolsa no banco do passageiro e entrando no carro - Vai ficar tudo bem! Ele vai voltar! Eu sei que vai!

Ligando o carro, pisei fundo no acelerador, quebrando os portões da Mansão Wayne, tentando chegar o mais rápido possível perto do pier, onde um barco, reservado por Jim, estaria me esperando.

As ruas pareciam bambas e tortas, como se houvessem tomado essa forma como justificativa pelo que tinha acontecido com a Mansão Wayne. E conforme eu ultrapassava os faróis sem olhar para os semáforos ligados, podia ouvir as buzinas se afundando e gritando ao fundo, chamando a minha atenção, no entanto, eu estava ocupada demais tentando enxergar as avenidas a minha frente, conforme eu secava meus olhos, impedindo que as lágrimas continuassem a embaçar minha visão.

Quando as copas dos barcos se formaram e eu consegui enxergar o pier, estacionei o carro perto o bastante para, que sem questionamentos, o barqueiro me ajudasse a tirar Bruce, enrolado no plástico, sem que ninguém visse. Assim que entramos na proa e o barco partiu, deixei a bolsa ao  meu lado. As águas bambeavam e se erguiam em pequenas ondas contínuas.

- É tão lindo aqui, Bruce... - suspirei, abrindo o plástico que cobria o seu rosto - Podemos um dia conseguir sair, certo? Por aqui… No mar… É tão… Tranquilo!

Deslizando para o chão, me deitei ao seu lado, pondo seu braço sobre o meu corpo, enquanto com o outro, eu deitava a minha cabeça.

- Você está tão quieto… - murmurei, bocejando - Eu andei pensando… E descobri que não importa o quanto eu pense... A resposta continua sendo você. - abracei-o, me arrepiando por completo, tanto pelo frio que cobria o seu corpo e agora me tocava, quanto a minha roupa encharcada - E-eu não quero te perder, tudo bem? Não quero ficar sem você. E n-nunca mais… - apertei os olhos, batendo os dentes de frio - Nem sequer pensar em como viver sem você!

Não notei quando eu consegui dormir e quanto tempo isso durou, mas assim que o barco parou, batendo contra uma rocha de gelo, soube que tínhamos chegado.

- Eu não posso ajudar mais do que até aqui. - avisou o barqueiro, medroso, do lado de dentro da cabine.

Eu não respondi. Eu não tinha tempo para isso. Pendurando a bolsa em meus ombros, agarrei firme o corpo de Bruce, usando a energia e força que não tinha, tirando-o do barco junto comigo. O horizonte ainda detinha a luz que eu precisava para chegar perto de onde eles estavam, eu só precisava disso, só precisava chegar lá.

Assim que meus pés, descalços, se afundaram na neve, senti minha pele gritar para sair dali, mas eu continuei, andando sem parar, arrastando pesos que poderiam me matar a qualquer momento, enquanto eu ouvia o barulho do motor do barco partir para longe.

Meu corpo congelava, e meus braços estalavam. Eu tinha que manter meus dentes trincados para não batê-los um no outro.

- E-e-esta tu-tudo bem, Bruce… - sorri para o plástico que o embrulhava, enquanto começava a subir uma pequena montanha de neve que me levaria para o alto, e ao mesmo tempo, para um despenhadeiro.

Havia penhascos largos e árvores totalmente brancas por onde passávamos. Mal conseguia enxergar a beleza que tudo aquilo transmitia, eu mal conseguia enxergar direito devido as lágrimas que insistiam em cair, eram as únicas coisas que me esquentavam, pois, aos poucos, podia sentir meus cabelos congelando, assim como toda a minha roupa.

Olhei ao redor, parando, vendo o quão tudo era vazio e quieto e ninguém conseguiria nos avistar.

Abaixo de um pinheiro congelado, tremendo de frio, comecei a abrir o plástico, arrancando as roupas de Bruce com dificuldade, devido aos seus membros que começaram a congelar. Abri a mala e pude tirar todo o traje de Batman, até mesmo o exoesqueleto, montando em seu corpo o mais rápido possível, assim como toda a sua armadura e o restante do seu corpo.

- Você fica tão bonito de B-Man! - sorri, secando meu rosto - Eles não vão poder recusar salvar a vida do cara mais legal do mundo!

Ao terminar de trajá-lo, ergui sua cabeça, sentindo o sangue espumar. Segurando firme a lâmina que perfurou seu crânio, puxei-a com força para fora, gritando ao ver meus músculos, congelados, sendo cortados pelo metal. O sangue jorrou pelo espaço branco ao nosso redor. Peguei o sua máscara e a coloquei em seu rosto.

- Até parece o Batsy que eu conheço . - sorrindo, beijei seus lábios frios, fechando a bolsa e voltando a pendurá-la nas minhas costas.

Olhei para os meus pés, que de brancos, se tornavam azulados e roxos nas pontas, mostrando os sinais de hipotermia. Agarrei sua capa e me envolvi nela, sem notar que ela não esquentava, que ela servia apenas para me proteger.

- M-mas e se eu estiver errada? - perguntei, suspirando, trêmula - E se eu estiver certa? E se eu não puder, mas e se eu puder? Ah, Bruce eu estou tão confusa… - choraminguei, enfiando minha cabeça entre os joelhos, vendo como o ar saía em fumaça pela minha boca conforme eu falava - E se eles estiverem certos? E se isso que eu fiz foi loucura?

Olhei para o corpo trajado de negro, mas o maxilar cinzento, cadavérico, que me desesperou quase que no mesmo instante.

- E-e se… Meu Deus eu te trai, não foi? - solucei, sem ter mais como segurar as lágrimas -  Eu trouxe ele até você e agora… Meu Deus, Bruce! - gritei, afundando meu rosto em seu peito - Eu não deveria… Bruce, por favor… Fala comigo! Se mexe! Pare de dormir! Ainda…

Olhei para todo o seu corpo e encarei seu cinto de utilidades.

- Será que você tem alguma coisa que esquente? - perguntei, fungando, passando as mãos pelo meu nariz que escorria.

Tateei cada interior dos diversos bolso do seu cinto de utilidades, encontrando diversos apetrechos que seriam ótimos para uma invasão, mas nada que pudesse servir para esquentar. Continuando a minha procura, achei um pequena caixa de veludo preto e a agarrei.

- Bruce, o que é… - murmurei.

Abri-a, encontrando ali, uma aliança de pequenos diamantes marcados, com uma grafia delicada em seu interior: “Com amor, para Harley”. Chorando, coloquei-o no meu dedo anelar direito, vendo como o metal brilhava, mesmo que eu tremesse.

Sorrindo, tive mais forças para carregar o seu corpo, mesmo que o  exoesqueleto duplicasse o seu peso. O oxigênio parecia areia entrando pelo meu nariz, meus pulmões ardiam, e embora meus músculos congelassem e meus pés já não pudessem ser sentidos, eu continuei, podendo enxergar, no topo das montanhas, a silhueta verde e laranja da aurora boreal.

- Olha, Bruce é lind… - fui interrompida por uma faca que fora jogada contra a neve a minha frente.

E eu pude enxergar, em meio a todo o branco, surgir dentre a terra, camuflados, um exército de soldados da Liga dos Assassinos.



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