História Quando A Piada Se Transforma Em Escuridão - Capítulo 50


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Esquadrão Suicida
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina)
Tags Arlequina, Batman, Coringa, Esquadrão Suicida, Harley Quinn, Joker
Exibições 265
Palavras 2.090
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Tem uma cantora que eu fico tipo: NÃO ACREDITO QUE NINGUÉM CONHECE ELA!
Ela se chama Felicity e o nome da música é Poison!
É perfeita para os dois, sem dúvida❤❤❤❤. É por isso que eu amo muito ela e sei que ela ficou incrível pra esse final de cap!!! Assim como Tom Odell - Can't Pretend. Então ponham no repet e sejam felizes comigo porque eu não aguentei demorar tanto! Vocês precisavam receber esse final!!!🍮❤
E obrigada demaaaais ~LinnyMermaid porque eu queria muito esse gif e tu, de última hora, me ajudou!!!❤❤❤

Capítulo 50 - Eu vou te esperar para sempre!


Fanfic / Fanfiction Quando A Piada Se Transforma Em Escuridão - Capítulo 50 - Eu vou te esperar para sempre!

“Oh, é uma coisa doente, é mortal
Isso está me conduzindo ao meu sepulcro
Eu estou desejando você, baby, sim você Está tão perto de mim
Uma mordida de sua maçã é tudo o que eu preciso
Você é como veneno, você é como veneno
Eu olho em seus olhos e eu sou insensível ao toque
Uma amostra do seu veneno é tudo muito pouco
Tomei uma dose letal de você
Fiz o que eu jurei que nunca faria
A sala está girando, eu estou fora da minha cabeça
Tento me levantar, mas meu coração está uma bagunça,
E eu não posso ver além destes sinais de alerta, mas eu não me importo, pelo menos não esta noite"

 

 

Todos eles nos olharam de forma contraditória, muitos hesitando ao me ver arrastando o corpo do tão temido Batman.

- É uma oferenda? - perguntou um dos homens.

- É um pedido. - respondi, batendo os dentes.

Por entre as camuflagens dos Soldados da Liga dos Assassinos, surgiu um garoto de cabelos negros e olhar distante, empunhando uma espada, de guarda baixa.

- Eu sou Damian. - disse ele - E você não deveria estar aqui.

- Eu dever… - minha pressão desceu bruscamente, desativado completamente todos os meus sentidos.

Quando despertei, um grito agudo saiu da minha garganta, sentindo os músculos dos meus pés descongelando, pulsando numa dor latejante, como se eu pisasse em diversas pedras ao mesmo tempo, no entanto, eles apenas estavam afundados em uma tigela de água quente, dentro de um calabouço, enquanto eu me mantinha perto de uma fogueira acesa.

- Não toque nele! - gritei eu, entre os dentes, assim que eu vi um deles com os dedos na ponta do nariz da máscara de Bruce - Ou eu arranco os seus olhos! - ele riu, se afastando no mesmo instante.

Pude começar a sentir os meus dedos dos pés, vendo como eles se mexiam dentro da água transparente. Eu poderia correr assim que a dor parasse.

- O Mestre não está aqui. - avisou um dos soldados.

- Como não? - intercedeu Damian, que ficou me vigiando por horas, procurando observar minha recuperação.

- Ele teve de viajar para a Índia.

- Ele nem ao menos me avisou!

- Desculpe, Sr. - numa mesura, o informante saiu pelas portas de ferro negro, deixando-me sozinha com Damian e três assassinos.

Virei-me para ele, saindo de cima da cadeira de madeira, pondo-me de pé sobre a tigela.

- Eu preciso do Poço.

- Defina precisar. - reclamou Damian.

- É pelo seu pai!

- É por um estranho!

- Não! - reclamei em retribuição - Você não entendeu! Ele é o seu pai! Sabe como é. Ele colocou uma sementinha na barriga da sua mãe… Será que já te contaram essa? - pensei comigo mesma - Ah, sim, a da cegonha! A da cegonha nunca falha!

- Eu sei que ele é meu pai! Mas ele continua sendo um estranho para mim.

- Faça pelo Superman! O cara bombado que não gosta de pedras.

- Eu não vou te entregar o Poço.

- Não precisa me entregar, é só me emprestar ele por uns quinze minutos, ou até fazer efeito.

A dor cessou abaixo das plantas dos meus pés e eu sai de cima da tigela.

-  Eu faço qualquer coisa. Lavo, passo…

- Cala a boca! - gritou Damian - Eu não vou usar o Poço! Todos saem diferentes de lá! Quem dirá no que ele irá se transformar?

- Eu vou dizer. - me aproximei, vendo os três homens empunhando suas armas rapidamente - Ele vai se transformar no homem que eu amo, mesmo que isso signifique ficar longe dele.

Franzindo seu cenho, ele pareceu pensar, estava decidido, era um fato, mas eu queria fazê-lo mudar de ideia, queria fazer com que ele soubesse que Bruce era alguém que ele sentiria falta, assim como eu sinto.

- Ele falava sobre mim? - perguntou, erguendo seu par de olhos amendoados, como se pedisse uma resposta sincera.

- O tempo todo. - menti.

- Você precisa morrer.

- O quê? - perguntei, dando um passo para trás.

- Eu vou ter que matar você, em troca da vida dele.

Boquiaberta, apertei meus punhos firmemente, segurando a respiração por um instante.

- Eu aceito isso. - afirmei.

Damian assentiu positivamente para dois dos três homens, que agarraram meu Batsy do chão no mesmo instante, levando-o para fora. O terceiro soldado, como escudo para o assassino mirim, me empurrou para o lado de fora, me obrigando a andar sobre as pedras quentes do chão, por corredores intermináveis, num labirinto que tínhamos de rodar por horas.

O poço era como uma piscina de mármore negro, coberta por um líquido esverdeado fosforescente que tomava todo um cômodo escuro e uma clarabóia, com corredores abertos para que pudessem enxergar a ressurreição, não que eu imaginasse que fosse um espetáculo. Porém, Damian e seus três homens eram a única platéia.

Ajoelhando-me, desenrolei o plástico do corpo pesado e cinzento, jogando-o dentro da bolsa, ainda presa às minhas costas. Virei o rosto para Damian, enxergando a dureza que Bruce provavelmente tinha lhe mostrado, assim como mostrara para Jason.

- Está tudo bem, meu amor. - disse a Bruce, desenhando com os dedos, o contorno de seu rosto já congelado - Eu vou salvar você.

Os três soldados esqueceram-se das espadas, logo, cada um pegou uma adaga de pontas grossas e afiadas, criando um cerco ao meu redor.

- Vai ser rápido. - avisou Damian.

Afirmei, engolindo a seco.

Com o cadáver de Bruce já na beirada do Poço de Lázaro, empurrei-o para dentro, vendo o corpo girar em seu próprio eixo até se afundar. Mal consegui ver o desaparecimento e já senti, como infinitas agulhadas, uma pressão infinita de adagas perfurando o meu pescoço com precisão e rapidez, tão ligeiramente que eu mal conseguia notar meus movimentos.

O sangue caiu de mim como se houvesse sido aberto uma válvula. Segurei uma das mãos contra as aberturas entre as peles, tentando estancar o sangue, mas ele me afogava e me cumprimia, me pondo no chão, enquanto o outro braço se esticava, procurando chegar à beirada, procurando me levar para ver se Bruce estava bem... E como uma resposta, a mão negra ergueu-se dentro do Poço e agarrou a minha, completamente ensanguentada, arrastando meu corpo para dentro com rapidez.

A água quente submergiu meu corpo, enquanto se era possível sentir o formigamento dos ferimentos e a ardência dos meus olhos. As aberturas se fechavam como mágica e o sangue se dissipava  junto aos ácidos. E do mesmo jeito, eu conseguia enxergar, em meio a todo o verde, o par de olhos negros me vislumbrando ali embaixo. Sua mão me puxou para perto assim que minha respiração não podia mais ser efetuada. O gosto da química não era nada comparado ao gosto dos lábios de Bruce quando ele me puxou em direção a eles. Era um gosto ferroso misturado com cream cheese, ou ao menos eu queria que fosse assim. Seu ar era dado para mim, enquanto meus pulmões fumegavam, pedindo o oxigênio da atmosfera, mas eu continuei o beijando, porque era o Bruce, o meu Bruce. E sorrindo ele me ergueu para cima do Poço, subindo junto comigo.

Ele surgiu das águas como um Deus, ele me libertou como um Salvador, ele me tomou num beijo como se houvesse me recriado da melhor maneira possível. Ele era o próprio Diabo e o próprio Justiceiro também. Ele era meu. Ele era o Bruce. Mas principalmente, ele era o Batman, e quando nossas bocas se descolaram, pude saber que ele ainda assim era o mesmo homem.

Sorrindo, agarrei-me ao seu corpo assim que ele ergueu seu braço, ativando seu dispositivo e nos içando para cima, em direção a clarabóia negra.

 

Eu podia lembrar do momento em que cheguei a Mansão Wayne dirigindo o carro de Jim, e Alfred, aos prantos, bateu no meu rosto gritando, ao perguntar o que eu havia feito com o corpo. Como também podia lembrar como Bruce obrigou Tim e Jason a fazer uma bateria de exames nele próprio, para ter certeza de que sua estrutura genética não havia mudado e como, após vê-lo calado, em luta consigo mesmo para ver se ainda acreditava em mim, ele aceitou, quando implorei, para que ficássemos em outro lugar por enquanto que sua Mansão era reconstruída. Podia me lembrar também como ficamos presos nos lençóis por horas e Alfred tinha que nos implorar para, ao menos, comer alguma coisa, assim como podia me lembrar de que Bruce beijava minha aliança todos os dias, assim que gritei “Sim” para ele, sem eu nem ao menos ter ouvido um pedido formal.

Mas podia, principalmente, me lembrar de agora, deste momento, enquanto Alfred terminava de fechar o zíper do meu vestido, reparando em como a cor bege me deixava mais neutra e como o Velhinho não sabia conter as lágrimas.

Bruce havia alugado o salão do hotel só para nós. Tim e Stephanie cuidaram da música, Alfred da comida e Jason… Bem, ele ficou contente por estarmos vivos.

- Você é o trabalho mais incrível que eu já fiz! - fungou Alfred.

Virando-me para ele, beijei a sua bochecha com ternura.

- Se ainda der tempo, podemos fungir nós dois juntos pela janela em direção ao Pôr-do-Sol. - sorri.

- Ah, não seja boba. - sorrindo, ele colocou os brincos em mim.

- Eu posso guardar alguns salgados nessas luvas brancas? - perguntei, calçando-as, e erguendo minhas mãos.

- Você pode se comportar.

Rindo, andei até a porta, sentindo frio no estômago aumentar. O Velhinho veio junto comigo, vestindo seu paletó cinza com o cabelo lambido de gel, seguindo pelos corredores luxuosos de cetim dourado e carpetes vinho, entrando no elevador dos anos 60.

Ele apertou um botão e o chão começou a descer.

- Qual é a chance de isso dar errado? - perguntei.

- 99%. - sorriu o Velhinho.

- Eu tenho 1% e um anel para ser colocado no dedo anelar. Vamos apostar nele!

Sorrindo, saí para fora da cabine assim que chegamos no andar inferior, nos encontrando em meio ao salão simples e de decoração impecável.

- Eu acho que vou vomitar. - disse eu, dando um passo para trás.

Alfred me colocou novamente a frente, pegando um ramo de flores e o colocando entre as minhas mãos.

- Eu não vou te deixar fugir no seu dia! - murmurou, parecendo se divertir.

- Eu estaria preocupada com a trilha sonora daqui. - balbuciei.

Não havia procissões ou bancos decorados, só havia as pessoas que valiam a pena estar: Hera, Tim, Steph, Alfred, Jason, Jim… E Bruce. Eu só precisava deles agora. E claro, o Padre.

- Harley… - suspirei, sorrindo - Você vai se casar!

A marcha de casamento não estava tocando, mas em seu lugar, podia-se ouvir Tom Odell - Can’t Pretend. Assim que avistei Tim, ergui meu polegar para ele. Era exatamente a música que eu colocaria.

Era a minha música e a de Bruce, sem dúvidas.

Assim que pisei no carpete vermelho, senti o nó na garganta se desatar em borboletas no estômago. Havia um Padre tão velho quanto Alfred, a minha espera, de batina clerical, uma bíblia e uma coroa de cabelos grisalhos em meio a calvície. Mas também havia Bruce, e ele estava irresistível naquele terno preto. Mordendo o lábio, soltei meu braço do de Velhinho, jogando as flores em direção a Steph, que as pegou no ar. Corri, mesmo de salto alto, e avancei até Bruce.

- Tudo isso é pressa de casar? - perguntou o padre.

- Com certeza. - agarrei as mãos de Bruce - Mas não é só por isso... - murmurei.

- Então vamos começar os votos.

- Olha, está tudo bem assim! Eu aceito, ele também, posso ir beijar o noivo?

O Padre olhou para Bruce, que segurando a risada e o sorriso, afirmou para ele.

- O noivo pode beijar a noiva.

E eu, sorridente, não deixei com que Bruce tomasse a iniciativa, não deixei nem ao menos com que ele tivesse tempo de respirar. Eu era dele agora, e ele era meu. Podíamos ter sido um defeito da física, mas fomos um defeito que deu certo e eu gostava disso. Portanto agarrei sua cabeça e a trouxe para perto, sentindo o gosto de sua boca assim que o beijei.

Porém, ninguém notou, nem mesmo os pedreiros da obra notaram, que em meio aos escombros da Mansão Wayne, uma mão branca se estendia.


Notas Finais


Uma curiosidade nesse final. A parte do diálogo Padre e Arle ia ser assim:
- Tudo isso é pressa de casar? - perguntou o padre.
- Não padre. - agarrei as mãos de Bruce - É vontade de transar mesmo.
Mas achei muito explicit e tirei HAUSHSJSJSHSJJSHSYSYSHHSHSYSYSYS.


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